domingo, 4 de julho de 2010

Show de Silvério Pessoa em Camaragibe – Demoramos no sound check, mas valeu a pena.

Olá Pessoal.

O Brasil saiu da copa, a Argentina também (ninguém ia aguentar Maradona). Para mim a final é Holanda e Alemanha. E o time da Alemanha não vai ser displicente como o nosso time e deve se tornar tetra campeão.

Mas, como Tovinho fala, futebol é o único esporte do mundo em que um time bem mais fraco pode ganhar uma partida.

Vamos ver no que vai dar.

O São João acabou e eu como freelancer já estou pensando nos outros meses.

Vamos ver no que vai dar também.

Este show em Camaragibe era o último de Silvério Pessoa no mês de junho.

Já sabia que seriam duas mesas analógicas da Ciclotron. Não gosto de muitas coisas nesta mesa, mas acho que a parte mais fraca nela é a equalização. Você gira muito o botão e não muda muita coisa.

Não vou entrar em detalhes.

Ainda por cima o show do meu artista não seria o primeiro. Teria que anotar toda mesa e o periférico (compressores, gates, efeitos). Nada animador.

Chegamos na hora marcada para o sound check e começamos a armar nosso equipamento.

O meu colega da empresa de som alegou que não tinha recebido o rider do nosso show, e para não perder muito tempo, decidimos ligar os canais do jeito que eles estavam usando no evento. Não tinha nenhuma cena de mesa digital mesmo, não é? Tanto faz mesmo. Mas nossa produtora afirmou que tinha enviado todos os documentos necessários para a produção do evento.

Deixa as produções se entenderem, vamos ligar nossas coisas. E foi o que fizemos.

Só que no meio das ligações, faltou material (cabos e sistema de fones) e tivemos que esperar por este material.

Neste tempo, fiquei lá na frente escutando meu CD com Lisa Stansfield cantando e fiz uns ajustes no som do PA ao meu gosto. O sistema de caixas era um line array caseiro, e cada lado do PA passava por um processador diferente. Não tinha passado por esta situação ainda. E os dois lados estavam soando diferente. Dei uma compensada no ganho das altas frequências num dos lados para que ficassem mais parecidos. Do mesmo jeito do show no Arsenal, aqui também era uma área coberta e as caixas de som ficaram muito próximas do público.

Minha alegria foi saber que daria para ligar a outra banda que começaria a noite sem ter que mexer nos nossos canais.

Não vou me alongar muito neste texto. Estou “sem saco” hoje para escrever. Já vi um filme aqui, muito legal por sinal. Bastardos Inglórios. Bom filme.

Não consegui mesmo sair com meu filho nesta(s) semana(s). Amanhã faço uma nova tentativa. Será que estou fazendo os convites errados?

Fiquei meio “pra baixo” por causa disso nestes dias. E no dia do jogo do Brasil ainda fiquei mais desanimado. Não, não foi por causa do jogo. Ouvindo depois que o jogo acabou, o áudio do show de Silvério Pessoa da Praça do Arsenal, numa das músicas o cantor, que tinha vindo ver o jogo comigo e com outros amigos, me perguntou: --- Cadê os metais nesta música?

E eu assustado, perguntei: --- E tem metais nesta música? Acho que não, pois seria um absurdo eu ter esquecido de abrir os canais destes instrumentos que realmente no começo do show eu deixo eles fechados.

E ele falou: --- Lógico que tem!

Perdi o dia com esta constatação. Como eu consegui fazer isso? Já esqueci de abrir canais em shows, não nego. Mas normalmente a gente visualiza o(s) músico(s) no palco tocando e abre o canal. Deixei um naipe de quatro metais fechado? Absurdo. Não me lembro de nada! Absurdo. Não lembro da cena dos músicos no palco sem eu ouvir o som dos instrumentos deles. Procurei ainda o roteiro deste show na minha maleta para ver se tinha o nome metais ao lado do nome da música, mas não tinha mais o papel.

Nem se o Brasil ganhasse o jogo eu teria ficado melhor.

Lascou. Fiz merda. Paciência. Só me resta pedir desculpas pelo erro absurdo e usar isso como lição. Não estou prestando atenção no show como eu tinha certeza que estava.

Depois de tudo ligado no palco em Camaragibe, começamos o sound check.

Ahhhhhhh!!!!

Lembrei que tivemos problemas com o pessoal de uma igreja que não estava conseguindo fazer a pregação por causa do nosso som. Até pastor subiu no palco para reclamar. Lembrei agora disso.

Até polícia eles disseram que iriam chamar.

Mas nem foi preciso. Antes de chegar neste estágio, encerramos o sound check, não por causa da ameaça do pastor, mas porque todos estavam satisfeitos no palco e eu também estava gostando do resultado lá na frente.

Não me recordo com certeza quantas horas levamos para ajustar as coisas lá para nosso show, mas foi em torno de quatro horas ou até um pouco mais. Mas não esqueçam que esperamos pela chegada do material que faltou.

Com o pessoal da empresa de som confirmando que nada seria mexido nas nossas ligações, fui para casa. Só deu tempo de tomar um café rápido e tomar um banho.

Enquanto Normando fazia um line check no palco, eu ia conferindo na frente também.

Não tinha como me comunicar com ele porque não existia sistema de comunicação entre o PA e monitor.

Mas tinha falado com ele que esperasse eu dar um sinal de OK lá da frente com minha lanterna para o show começar.

Depois de tudo certo, acenei com minha lanterna para ele e o show começou.

O resultado sonoro do show foi muito bom, levando em consideração os obstáculos que encontramos.

Cada minuto que gastamos no sound check valeu a pena.

Mas que eu vou passar um bom tempo lembrando dos canais dos metais que não abri no show da Praça do Arsenal, ah isso eu vou!

Um abraço a todos.

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