Eita, que a preguiça para escrever tá grande!!!
Mas vou tentar...
Mais uma vez fui convidado para operar o som do PA do show "Nesse Exato Momento" de Almério.
Lembram que eu já falei desse show, quando participei recentemente no Teatro do Parque, operando o som do PA?
Pois bem...
Apareceu mais uma oportunidade de trabalhar nesse show.
Depois que aceitei o convite, fiquei sabendo que o show seria no mesmo lugar onde fui fazer o show da Filipe Catto no ano passado.
Aí fiquei preocupado.
Pois eu passei por vários problemas técnicos nesse show de Catto, no Teatro Dona Amélia.
Problemas sérios!!!
Deixa eu ver aqui se falei desses problemas técnicos quando escrevi sobre o trabalho anterior...
(Todos os vídeos postados aqui do show foram feitos por Nilzete)
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Vixe... Essa parada pra ver se eu já tinha falado sobre o trabalho anterior em Petrolina está sendo grande!!!!
Já fiz outra postagem falando sobre o Ridermaker, e já estou em Caruaru tirando umas férias do (ainda) carnaval.
Como estou numa pausa das farras aqui, resolvi retomar o texto sobre o show de Almério no SESC Petrolina, mas com certeza quase que absoluta que não finalizo essa postagem aqui na terra de André Julião, o Sanfoneiro Doidão!
Mesmo com tudo isso acontecendo, vi que não falei nada sobre o trabalho que fiz com Filipe Catto no mesmo teatro que fui fazer esse show recente de Almério.
Vou resumir...
Tive problemas técnicos seríssimos no show de Catto no Teatro Dona Amélia, e tentei de todas as formas amenizar o prejuízo nesse show de Almério, quando eu soube que seria no mesmo local, e com o mesmo equipamento.
Eu já sabia quais eram os problemas, aí fica mais fácil (ou menos difícil) resolver.
Né?
Mesmo com todo meu esforço para uma melhora nos equipamentos, não consegui resolver, e tive que usar basicamente o mesmo equipamento que usei no ano passado, e que estava com problemas.
Resumindo mais ainda... A produção do teatro me garantiu que os problemas foram sanados, e eu segui para fazer o trabalho.
Resumindo mais um pouco... Os problemas não foram totalmente sanados, e o PA continuava a falhar!!!
Ok, falhou bem menos que no show da Filipe Catto, mas falhou.
O problema sério na mesa de som foi resolvido, mas vários faders continuavam a se mover sozinhos, onde tive que mudar a posição de dois canais.
Até o fader do máster subiu de vez(!) quando fui dar uma abaixada no volume geral durante o soundcheck.
Deixei ele então paradinho no ZERO, e qualquer mudança no volume geral do som eu iria fazer usando os DCAs.
Mais um resumo... Não tinha monitor para toda a banda, muito menos sistema de fones.
Como eu já sabia disso, levei meus sistemas de monitor com fio que comprei recentemente, e coloquei para três músicos.
Lembrando que nesse show em Petrolina foram apenas 4 músicos para acompanhar Almério!!!
Só tinha 4 monitores disponíveis, que usei dois para Almério, um para o baterista e um para o front fill, que eu já sabia que o som do PA não cobria aquela área central perto do palco.
Baixo, guitarra e trompete usaram o sistema de monitor com fio que eu levei.
Como já falei recentemente por aqui e nos meus grupos de áudio, o Rider Técnico está virando peça de museu.
Mas vamos ao show...
Cheguei no teatro às 9h da manhã para "organizar o meio de campo".
E ainda bem que fui nesse horário, pois correria o risco grande de não ter tempo para organizar tudo se eu chegasse depois do almoço!
Mais uma vez, o pessoal do som teve a maior boa vontade do mundo para deixar tudo funcionando como eu queria, mas boa vontade não é tudo num show, concordam?
Ajuda muito, mas não é tudo.
O amplificador de baixo era o mesmo do ano passado, e não aguentava uma única nota musical, que poderia ser qualquer uma!
O músico preferiu retirar o equipamento do palco, e enviei o sinal do instrumento para o fone dele.
Não tive problema com o amplificador de guitarra porque o músico só usou os falantes da caixa, sem passar pelos controles do amplificador.
Tudo era feito no sistema de pedal do músico. Lindo.
Na bateria também não tive problemas no monitor, pois além da caixa está falando bem, tinha ainda duas pequenas caixas de subgraves, deixando o som bem confortável para o músico.
Passamos o som durante um bom tempo, para ajustar tudo para todos, inclusive para mim!!!!
Em determinado momento perdi o sinal da conexão da mesa com meu iPad, o que dificultou mais ainda o trabalho, pois a mesa X32 ficava no palco.
Só tem ela para fazer PA e monitor.
Depois do desespero pela volta da conexão, decidi não fechar mais o aplicativo, como vinha fazendo algumas vezes, e também não desliguei mais a conexão wi-fi do iPad com meu roteador.
Daqui pra frente, vou apenas minimizar o StageMix, deixando tudo conectado via roteador sem fio.
Depois que fiz isso durante o soundcheck, não tive mais problemas, inclusive durante todo o show!
O show...
Não voltei mais no hotel para tomar um banho e trocar de roupa, mesmo ele ficando bem pertinho do teatro.
Acabei ficando com minha bermudinha, coisa que não faço quando os shows são em teatros.
Mas... Paciência.
Quando finalizamos o soundcheck, já estava bem perto do horário para começar o show.
Eita, o show...
Fiquei imaginando depois como seria com a banda completa...
Se faltando dois foi daquele jeito, com a percussão mais o trombone seria mais bonito ainda.
Operei o som do show lá da frente, usando meu iPad.
E ainda levei meu M-Vave, onde poderia escutar qualquer canal ou qualquer via de monitor lá da frente.
Fiz isso algumas vezes durante o show, e o sistema é uma boa ferramenta para esse trabalho.
Lógico que a conexão não é segura como um in-ear profissional, mas quebra uma galho lindamente, principalmente quando é apenas um trabalho de monitor, onde não ficamos muito longe do transmissor.
Como falei anteriormente, o PA ainda falhou nesse show, como aconteceu no show de Filipe Catto.
Mas falhou absurdamente menos!!!!!
No show de Catto foi angustiante.
Mesmo com todos os obstáculos encontrados nesse show de Almério, o show foi espetacular.
Temos grandes iluminadores em Recife, como Luciana Raposo que fez a luz desse show em Petrolina.
Ela deve ter passado por perrengues lá também, mas nem tive tempo de conversar com ela sobre isso antes e durante o show.
Estávamos concentrados em resolver os problemas.
Muita gente sabe que quase não presto atenção na luz durante o show quando estou no som.
A visão só serve para identificar quem está tocando, para eu conferir se estou escutando o que ele está tocando.
Vi alguns vídeos depois do show na internet, e que eu até publiquei alguns.
Aí eu noto como uma luz bem feita ajuda no resultado final de um show!
É de emocionar mesmo.
Como vários se emocionaram durante esse show.
Soube que teve gente chorando na plateia, que teve músico chorando ao lado do palco enquanto não participava da música...
O cantor se emocionou...
O show realmente foi impressionante.
E quando a gente sabe o que tivemos que fazer tecnicamente ANTES e durante o show, quando calculamos todos os esforços, aí é que o resultado dessa conta vai lá pra cima!!!
No final do show, eu estava com o cotovelo doendo de tanto segurar o iPad.
Almério não me apresentou no fim do show, fez uma homenagem, que quase chorei também.
Ele também homenageou todos os músicos e nossa iluminadora.
Realmente, nós fizemos um belo trabalho, e Almério com maestria fez o trabalho dele, passando o recado belissimamente.
Como eu já sabia que viria "chumbo grosso" do palco, mesmo com todos os problemas encontrados, nem me assustei.
Mas o público...
Com certeza tomaram um susto grande!
E dificilmente alguém daquela plateia saiu do teatro decepcionada com o que viu e ouviu!
E é muito bom fazer parte disso!!!
Essa é a grande graça para quem trabalha com shows e eventos.
Um abraço a todos.
PS1: As duas farras que fizemos em Petrolina foram tão espetaculares quanto o show!!!
PS2: Acabei esse texto, mas só vou postar mais tarde, porque agora vou no Bar da Perua, conversar besteira, beber vodka com suco acompanhado de caldinho de dobradinha, pra depois ver se pego o miúdo de perua para tira-gosto ou paro para almoçar uma carne de sol!!!
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