quinta-feira, 23 de abril de 2026

Temporada - Fiz poucas, mas é muito bom!

 
Olá pessoal.
Na postagem anterior eu falo que já tinha um assunto pronto para postar aqui, mas que mudei de ideia ao ver o documentário de Paulinho da Costa.
Lembram?
Pois bem... Esse aqui é o assunto, e a foto acima é a que eu já tinha escolhido para a capa da postagem.
Ouvi muito o termo “temporada” bem antes de entrar para o mundo do áudio em 1987.
Fui na IA pegar uma explicação, que coloco abaixo.
Para mim, turnê é uma coisa, temporada é outra.
Turnê são vários shows seguidos em locais e lugares diferentes.
Temporada são vários shows seguidos num mesmo local.

Clique na imagem para ampliar.

Cantor “fulano de tal” vai fazer uma temporada de 16 shows no Canecão... Ou vai fazer uma temporada de 2 meses!!!
Ouvi muito isso.
Mais uma vez fui na IA. (Risos)
Canecão era uma referência quando se falava em temporadas de shows.

Clique na imagem para ampliar.

Só vim a trabalhar numa temporada em 2005, 2006...
Não lembro exatamente o ano, mas foi em uma das turnês de Silvério Pessoa na Europa.
Eita!!!!!
Lembrei! 
Foi em 2005, onde passamos 110 dias rodando por lá.
E no final dessa turnê fizemos 5 shows seguidos num palco de um festival na Alemanha.
Para mim, foi uma temporada dentro de uma turnê!
Mesa analógica ainda, sem banda abrindo ou fechando, sem DJs nos intervalos...
Montamos, ligamos tudo, soundcheck, e tudo ficou armado e ligado.
Era só chegar, checar se tudo estava chegando na mesa de som, e o show começava minutos depois.
A primeira vez a gente nunca esquece, né?
Foi lindo!
Fui num grupo de áudio que participo (Info & Jobs), onde sei que tem muitos técnicos que fizeram essas temporadas no Canecão, para tirar umas dúvidas.
Não demorou muito para uma "avalanche" de depoimentos soterrar a tela do grupo no WhatsApp!
Ricardo Tenente, produtor de vários artistas renomados até hoje, falou: Chico Buarque e Maria Bethânia ficaram 6 meses (!) em cartaz no Canecão.
Teve um espetáculo em 1977 com Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho e Miúcha que passou quase 8 meses em cartaz!
E Tenente ainda manda uma pérola sobre a casa de shows, falando:
"Não sei se já comentei aqui, mas a logo do Canecão era um caneco ou xícara  num pires.
Nem todos notavam."

Eu imaginava que seria muito difícil essas temporadas serem iguais a esse meu caso aqui na Alemanha.
Por isso fui lá no grupo confirmar.
Realmente eram diferentes.
Nem sempre (ou quase nunca) conseguiam deixar tudo montado e ligado.
E a razão era simples.
Uma demanda muito grande de shows, com público garantido.
Eram muitos artistas fazendo temporadas ao mesmo tempo no Canecão.

Resolvi falar sobre esse tema (Temporada, não de Canecão) ao ver uma foto que tirei no trabalho que eu fiz em março com Flaira Ferro no Teatro Caixa Cultural em Brasília.
A foto transmite uma tranquilidade, uma paz...
E foi mesmo!
Transmite a certeza que não vai ter sol, chuva e ventos! (Risos)
Foram 4 dias de shows, e em dois dias foram duas sessões.
Ou seja... Seis shows seguidos!!!
E diferentemente do que acontecia no Canecão, nesses shows de Flaira nada foi desmontado e/ou desligado.
Eu até trabalhei em um caso parecido entre os shows na Alemanha e esses de Flaira Ferro.
Mas não foi um show de música com banda, e sim uma peça de teatro.
Gostava Mais Dos Pais, que aconteceu no Teatro do Parque em maio de 2025.
Nesse trabalho no Parque, foram 3 dias de espetáculo, sendo um dia com duas sessões.
O prazer foi bem parecido.
Era só as vozes dos dois atores, um violão, um canal estéreo do vídeo que interagia com os atores, e mais dois canais reservas para as vozes.
Mas a situação foi a mesma...
Armou, ligou, testou? Só aguardar para começar.
Nada foi desligado ou desmontado.
Hoje em dia, com as broncas técnicas que encontramos na estrada em diversos shows, principalmente quando esses shows são em datas festivas de prefeitura e/ou governo, como São João, Carnaval, Réveillon etc, quando a gente faz uma temporada como essas de Silvério, Flaira ou a peça de teatro de Bruno Mazzeo e Lúcio Mauro Filho, a emoção é grande!!!
Realmente o choque é grande!
Ahhhh! Fora os problemas técnicos que aparecem nos eventos, tem também os problemas climáticos!!!
Chuva, sol quente, inundação, palco dando choque, vazamentos na cobertura onde a água cai exatamente em cima da mesa de som... E por aí vai.
Teve um dia que a água do temporal estava caindo sobre a minha mesa de monitor, e tivemos que cobrir com uma lona, igual ao que o pessoal usa para cobrir a carga nos caminhões.
Peso absurdo para passar a lona por cima da mesa, a água caindo, e o show continuando...
Quando fiquei embaixo da lona, senti uma coisa úmida e áspera arranhando minha cabeça, e depois do susto notei que a lona estava molhada e cheia de areia!!!!
Quase uma lama.
Uma verdadeira lixa úmida!!!!
Fiquei embaixo dessa lona por um bom tempo com a cabeça roçando na lona, pois o show não foi interrompido.
Nem vou falar como ficou minha cabeça...
Tenho vários casos parecidos com esse da lona para falar, mas deixa quieto.
Aí... Quando olhei a foto da minha mochila em cima da cadeira dentro da cabine de controle do teatro em Brasília, resolvi falar sobre essa tranquilidade que passei nessas 3 temporadas que participei.
Geralmente as temporadas acontecem em locais fechados.
Das três que eu participei, só os shows na Alemanha aconteceram numa área aberta, os outros dois exemplos aconteceram em teatros.
Foram poucas temporadas (infelizmente) que eu participei, mas não posso deixar de falar que é muito bom!!!!!!
Se eu fosse de rezar, rezaria para fazer muito mais temporadas!
O lendário Canecão não existe mais, mas...
Ainda temos Circo Voador, SESC, Caixa Cultural...
Né?
Ah! Muito obrigado aos colegas e amigos do grupo Info & Jobs pelos depoimentos, e que estão falando até agora lá sobre os casos, emoções e "bizarrices" que passaram na casa de shows no Rio de Janeiro.
Um abraço a todos.

PS: Se eu colocasse aqui na postagem o testemunho de vários técnicos e produtores que estão falando no grupo sobre seus causos no Canecão, não ia ter linha suficiente no Word para o texto!

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Paulinho da Costa - Eu até já sabia, mas...

 
Olá pessoal.
Estou aqui de férias...
Trabalhos marcados só a partir do dia 21 de maio.
Mas isso acontece principalmente por causa das minhas escolhas, onde uma delas foi não operar mais o monitor de festivais.
Na sexta passada fiz um trabalho no Conservatório Pernambucano de Música com Davi Fonseca, artista de Belo Horizonte.
Vou ver ainda se falo sobre isso.
Eu tinha me preparado para escrever sobre outro assunto, onde já tinha até separado a foto da capa da postagem, mas ontem mudei de ideia.
Já tinham me indicado esse documentário na Netflix sobre Paulinho da Costa, percussionista brasileiro.
Comecei a ver dias atrás, mas acabei parando, não lembro o motivo.
Dificilmente paro um filme ou documentário para ver o resto em outro dia.
Isso quando é apenas um episódio de no máximo duas horas.
Acho que parei porque minha caixinha Flip6 da JBL descarregou, e não dá para ver direito filmes e shows usando o som da minha TV por que é muito ruim!
Ontem, sabendo que a Flip6 estava com carga máxima, coloquei novamente o documentário da Netflix na TV e abri uma garrafa de vinho.
Feriado, né?
Nem vou me estender nessa postagem.
O documentário vai para minha lista de dicas de filmes e/ou documentários, mas resolvi fazer essa postagem extra.
Quem quiser essa lista, tem uma postagem aqui no Blog onde compartilho o link para download.
Atualizo sempre essa lista, que já passou de 460 indicações.
Voltando para Paulinho da Costa...
Antes de chegar na metade do documentário, eu já disparei vários avisos pelo WhatsApp para os amigos, avisando que era muito legal, sugerindo que eles vissem.
Muitos já tinham visto!
O atrasado era eu! (Risos)
Muitas lembranças vieram à mente, pois Paulinho participou de várias músicas famosas que eu toquei na Over Point quando eu era DJ.
Chorei na parte que eles falam sobre a primorosa música In The Stone, da excepcional banda Earth, Wind & Fire (EW&F).

Earth, Wind & Fire.
Tudo bem... O vinho deve ter ajudado nessa emoção... (Risos)
Mas nunca deixei de escutar EW&F, uma das bandas marcadas como favoritas no meu Deezer.
E isso acontece COM ou SEM o vinho tinto.
Muito bom o documentário de Paulinho da Costa na Netflix.
Já falei antes para vários colegas e amigos que eles (Netflix) estão craques nos documentários.
Vi vários documentários primorosos!
Sobre esse assunto de Paulinho da Costa, principalmente por causa do meu trabalho como DJ, eu até já sabia...
Mas ainda tomei um susto!
Dei pouca importância ao percussionista quando eu estava na Over Point.
Ele foi, e ainda é, bem maior do que eu pensava, ou do que eu queria achar que era.
Fica aqui minha retratação.
Um abraço a todos.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Monitor do show de Fernando Anitelli - A Azul não me deixou fazer!

 
Olá pessoal.
Quando recebi o convite para operar o monitor desse show de Fernando Anitelli no dia 29/03, que aconteceria aqui em Recife, dentro do Festival de Jazz do Recife, eu já sabia que tinha um trabalho no dia anterior lá em Fortaleza com Rachel Reis.
Complicou, pensei...
Eu já sabia do horário que iria para Fortaleza, mas não sabia ainda do horário da volta.
Vou perguntar para a produção, pensei... Não custa nada, né?
Ao saber que voltaria na madrugada do dia 29, vi que poderia fazer esse trabalho com Anitelli.
Depois que aceitei, fiquei pensando se eu não estava exagerando, porque era provável que o soundcheck do show no Festival de Jazz seria na parte da manhã.
Já falei para alguns amigos que estou fazendo com 60 anos coisas que era difícil eu fazer quando tinha 30.
Normalmente não aceitava fazer essas correrias.
Não sei o que está havendo.
Será que é porque o meu tempo está acabando?
Não sei...
O que sei é que aceitei o trabalho em Recife, e que corria o risco de chegar no aeroporto vindo de Fortaleza e seguir para a Praça do Arsenal, onde estava armado o palco do festival no Recife.
Tudo acertado.
Depois do belo trabalho em Fortaleza com Rachel Reis no dia 28, seguimos para o hotel, e estava programado seguir para o aeroporto às 3h20 da madrugada do dia 29.
O pessoal que seguiria para Salvador saiu mais cedo ainda!
Deu tempo de dar um cochilo no hotel, porque o show de Rachel foi cedo.
Mas foi só um cochilo, não deu para dormir de verdade!
Todos na recepção do hotel na hora marcada, seguimos para o aeroporto de Fortaleza.
Quando falo todos, é a turma de Recife: Eu, Adriano, Natalie e Guilherme.
Chegamos com tempo de sobra, e quem tinha coisas para despachar, despachou.
Acho que foi só Guilherme que fez isso.
Estou levando tudo na minha mochila, que parece até um paraquedas, mas depois desse último trabalho resolvi não carregar tanto peso nas costas.
Vou ver outra solução... Que já tenho até ideia de como vou fazer, principalmente se o voo for pela Azul.
Chegamos no aeroporto antes das 4h da madrugada, e nosso voo estava marcado para às 5h40, com embarque previsto para 5h00.
Tudo tranquilo.
Já estávamos na sala de embarque (e não lembro se já tinha o aviso que o voo estava atrasado) quando Adriano olhou para mim e falou: --- Isso aqui não está me cheirando bem...
Ele já achou que tinha pouca gente esperando para embarcar no voo, quando ficamos sabendo que o voo estava atrasado, foi aí que ele estranhou mesmo!
E comentou: --- Tou achando que a gente não volta hoje para Recife...
Não demorou muito tempo para o pessoal da Azul dar a notícia de que o voo estava cancelado!!!!!
Olhei para Adriano que já falava "Não Te Falei?", e vi a imagem do desenho animado do meu tempo de criança...

Ele riu.
Natalie tinha ido pegar mais informações na entrada do nosso portão de embarque, e falou que estava cancelado mesmo, por problemas na manutenção da aeronave, segundo falou o funcionário da empresa aérea.
Não tinha o que fazer, e decidimos seguir para o check-in da empresa, enquanto Guilherme seguiu com Adriano para recuperar as bagagens despachadas.
A confusão estava formada!

Guilherme, Natalie e Adriano tentando remarcar o voo.
Só 2 (dois!) funcionários da empresa no check-in, e uma "tuia" de gente querendo voltar para casa.
Foi rolo!
Acho que já passava das 6h da manhã, quando a única coisa que a gente conseguiu foi ser realocado no voo das 15h55!
Ou seja... Iríamos passar 11h no aeroporto!

Não esqueçam que chegamos lá um pouco antes das 4h.
Para animar mais ainda essa espera, a empresa aérea deu um kit (chamamos de KitFode) de alimentação para os passageiros para substituir o café da manhã.
O kit era uma caixinha de papelão muito engraçadinha, que seria sucesso com as crianças com menos de 6 anos de idade.
Aceitamos só para ver o que tinha dentro.


Muitos passageiros nem aceitaram!
Já estávamos nos concentrando para a grande espera, quando recebemos a notícia que a produção de Rachel Reis estava conseguindo um hotel perto do aeroporto pra gente aguardar pelo novo horário de embarque.
Fernando atropelando a gente com seu caminhão de gentileza!
Será que todas as produtoras de artistas fariam isso?
Fica a pergunta...
Estávamos numa cafeteria, onde arrisquei um chocolate quente, quando recebemos a notícia de que os dois quartos estavam liberados no hotel.
O chocolate quente era um leite com Nescau, ruim demais! Não consegui chegar na metade.
Mas a notícia foi ótima!
Quando o Uber chegou para pegar a gente, o relógio marcava 7h20.
Chegamos no hotel, acertamos as coisas no balcão, deixamos as bagagens nos quartos e seguimos para o café da manhã.
Corremos de volta para os quartos, pra dormir o maior tempo possível!
Marcamos para sair do hotel às 13h.
Deu para dar um cochilo legal.
Voltamos para nossa jornada no aeroporto, e a surpresa... Voo atrasado!!!!!!
Pegamos todos os documentos possíveis para comprovar o cancelamento do primeiro voo.
Ahhhhhh! Esqueci de falar uma coisa...
Logo que fiquei sabendo que o voo estava cancelado e só iríamos voltar pra Recife às 15h55, entrei em contato com a produção de Fernando Anitelli (O Teatro Mágico) para informar do ocorrido, e para falar que não iria poder fazer o trabalho.
Mas já tinha falado antes com meu Amigo Júnior Evangelista, que estava trabalhando no festival de jazz e pedi para ele fazer o serviço para mim.
Eu já tinha emitido NF e até recebido esse show do Anitelli, mas era só repassar para Evangelista, que nem quis aceitar!
Mas insisti, e a gente entrou num acordo.
Enviei essa NF para Guilherme, para servir de prova que eu iria fazer o trabalho no dia 29/03.
Com tudo acertado com Júnior e depois com a produção do Anitelli, fiquei tranquilo.
Tranquilo não estava no aeroporto ao saber que mais uma vez o voo estava atrasado!!!!!!
Pegamos também um documento referente a esse atraso. 

Documento referente ao atraso do segundo voo.
Será que não vamos voltar hoje?
Foi a pergunta que fizemos enquanto bebíamos uma garrafa de vinho Chileno.
A turma da cerveja achou o vinho muito forte, enquanto eu ria, girando minha taça só para fazer o charme...
Eu já tinha degustado uma taça desse mesmo vinho no almoço, antes de entrar para a sala de embarque, mas como todos estavam querendo comemorar uma "possível" volta para casa, pedi uma garrafa!
Descobri um estrogonofe de camarão legal no Vivenda do Camarão no shopping em Brasília quando estava com Flaira ferro, e repeti aqui no almoço no aeroporto de Fortaleza.
Antes de acabarmos direito com a garrafa de vinho, soou no sistema de som do aeroporto o anúncio do início do embarque para nosso voo!
Uh uhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
Festa!
Viramos o resto do vinho da taça como alguém que está bebendo uma lapada de cana e seguimos para o embarque.
Logicamente, fui direto para a fila de "prioridades por lei"!!
E tudo seguiu agora como o combinado.
Mas...
Era para eu pousar em Recife no dia 29/03 antes das 7h da manhã, mas quando eu pedi o Uber (pode ser POP também) no aeroporto de Recife para voltar para casa, já passava das 19h!
Na realidade, quem pediu o Uber foi Natalie, que mora aqui perto de casa e rachamos o valor da corrida.
Então...
Foi assim meu trabalho no monitor do show de Fernando Anitelli no Festival de Jazz do Recife.
Que a empresa aérea Azul não me deixou fazer!
Pela primeira vez na minha vida, vou colocar alguém (ou alguma coisa) na justiça!
E vamos colocar todos juntos, os 4 passageiros de Recife, abandonados pela Azul!
Já enviei todos os documentos para Guilherme, que é quem está fazendo esse serviço com um advogado de Salvador.
Vou tentar um dinheiro extra para os vinhos!!!!
Vou até usar um termo do meu ex-sogro Juzenildo aqui no final. 
"Muito deselegante" o que a Azul fez.
Acho que foi muito pior do que isso, mas... Vou finalizar com finesse, com delicadeza.
Um abraço a todos.

domingo, 5 de abril de 2026

Monitor de Rachel Reis em Fortaleza - Tratamento de luxo.

 
Olá pessoal.
No dia 28 de março fui para Fortaleza para operar o monitor do show de Rachel Reis.
Normalmente quem faz esse serviço é meu Amigo Adriano Duprat.
Nesse show ele foi como o diretor técnico, função que nos próximos shows vai ser assumida por Cíntia, roadie que está com Rachel já faz um bom tempo (se não me engano).
Para quem acompanha o Blog, não preciso dizer que não foi a primeira vez que trabalhei no show da artista de Salvador.
Na maioria das vezes fiz o monitor e uma vez operei o som do PA.
Não lembro se postei sobre esse trabalho...
É uma grande satisfação profissional ser contratado por uma artista de Salvador, e num desses trabalhos o show foi numa cidade perto de Salvador, que foi onde operei o som do PA.
Gratificante isso.
Muitos sabem que não é nada fácil "andar" com uma equipe técnica, principalmente usando o avião como transporte.
Fora isso, tem a diária de alimentação e a hospedagem.
Sempre toco nesse assunto, pois é um fator que interfere (e muito!) numa contratação.
Viajei de madrugada para Fortaleza, junto com minha amiga Natalie, que iria operar a luz do show.
Ela sempre faz trabalhos com Rachel Reis.
Mais um de Recife "trabalhando pra fora". (Risos)
Ahhh... O diretor musical da artista também é de Recife!!!
Guilherme Assis (Gui para os mais íntimos) além de diretor é o guitarrista da banda.
Muito bom ver a turma daqui trabalhando para fora da nossa região!!!!
Chega de detalhes... Voltar para o show.
Deu tempo para descansar, porque só iríamos para o local do show à tarde.
O show aconteceu no espaço famoso da cidade chamado Estação das Artes.

Estação das Artes - Fortaleza.
Até apareceu uma oportunidade de fazer um show lá com Otto tempos atrás, mas acabei não indo.
Já tinha informações de que o local não ajudava na acústica, o que dificulta o trabalho.
Comprovei isso quando começamos a passar o som.
Nossa grande vantagem é que todos usam fone no show de Rachel Reis, inclusive ela.
Fico imaginando como foi Otto lá, onde todos usam caixas na monitoração, mais dois amplificadores de guitarra, e o volume sonoro no palco é bem alto.
Nesse show de Rachel não tem nem amplificador de guitarra!
Realmente, faz uma diferença grande, tanto para o monitor quanto para quem está operando o PA.
Quanto mais som naquele ambiente, pior.
Como o ambiente é um grande corredor, com paredes cruas, as reflexões são enormes, ajudando a "emboloar" o som.

Soundcheck.

As caixas do line array direito, olhando para o palco, ficam quase coladas à parede lateral.
Tem que inclinar um pouco para o meio do salão, e acho que eles sempre fazem isso em todos os shows.
Não lembro se fazem isso também com o line do lado esquerdo...
Adriano já tinha me passado que seria uma CL5 no monitor, e montei uma cena inicial em casa, como geralmente faço.
Dificilmente chego para um trabalho sem uma cena inicial.
Um sistema de in-ears foi alugado na cidade, para todos da banda, para os dois roadies e que incluía um para o técnico de monitor (eu).
Um luxo hoje em dia isso.
Quando cheguei no local, estava tudo funcionando e plugado na mesa de monitor, onde eles seguiram "à risca" o que estava no rider técnico.
Só precisei mudar o patch do side, porque não usaria pelos auxiliares e sim pelo LR da mesa.
Como todos usam fones, eu nunca coloco nada no side, só uso em caso de emergência.
Nesse dia, só me pediram para colocar um pouco de bumbo, e só!


Chequei todos os in-ears, estava tudo ok.
Foi só aguardar o começo do soundcheck.
Fizemos o linecheck, onde tivemos que ajustar algumas coisas, mas tudo dentro do nosso tempo.
Depois de checar todos os canais, começamos o soundcheck.
Todos os músicos no palco com seus fones e Adriano foi coordenando do palco com um microfone sem fio que ia para todos os músicos, e para mim também, logicamente.
Depois do som passado para a banda, Rachel chegou e passamos com todos.
Já existia uma mix para o fone da cantora.
Aí foi só fazer pequenos ajustes para todos.
Tudo dentro da normalidade.
Rachel é bem tranquila com a monitoração, que até assusta.
Dificilmente ela pede alguma coisa!
No soundcheck não pediu nada!
No show, só pediu (cantando) para aumentar o maestro do VS. (Risos)


Uma amiga me indicou um filme, e fui ver.
Chatinho de ver, não entrou na minha lista de dicas de filmes, mas acho que ela me indicou para mostrar que posso fazer parte do TEA (Transtorno do Espectro Autista) e não sei disso!
Será? Vou prestar mais atenção nisso.

O show... Ahhh o show...
Como é o normal, conferimos todos os canais e vias de fones rapidamente antes de começar.
Tudo normal, sem atropelos, e o show começou.
E o palco limpo, sem as caixas de som nos monitores foi importante para o resultado sonoro.
Mesmo sem as caixas de monitor, o som era bastante "reverberado" em cima do palco, por causa das peças acústicas da bateria e percussão, que se somavam com o som do PA.
E no side ficou só o bumbo mesmo, do começo até o final do show.
Não estou dispensando mais os microfones dos roadies nos meus trabalhos.
Coloco um em cada lado do palco, com fio mesmo, e eu levo os microfones que possuem chave on/off.
Inclusive vou ter que comprar outro, pois o que estava comigo quebrou a chave liga/desliga.
Esses microfones dos roadies não podem ficar abertos o tempo todo, porque o sinal deles fica direto no meu fone.
Ligou a chave ON, escuto a voz deles independente do que eu esteja fazendo na hora.
Coloco meu fone quando vamos começar e só retiro quando o show acaba.
Atendi algumas solicitações dos roadies durante o show, onde eles pegaram esses pedidos dos músicos, mas tudo também dentro da normalidade.
Fiquei durante grande parte do trabalho "procurando cabelo em ovo".
Escutando as vias dos músicos e da cantora...
Desde o começo do trabalho foi um tratamento de luxo!
Cíntia e Batata como roadies.
Natalie na luz nem falo mais, pra não ficar repetitivo.
Víctor Vaughan no PA.
Já tinha trabalhado com ele quando fui fazer o monitor da Academia da Berlinda em Salvador.
Sempre é uma tranquilidade.
Faz tempo que ele é o técnico de PA da banda BaianaSystem (Salvador - BA).
Foi bem mais complicado para ele no PA do que pra mim no monitor, pois a acústica da casa realmente não ajuda.
Fernando Castro estava mais uma vez na produção, e é tão solícito que "dá raiva". (Risos)
Durante o show, deu um problema de RF no in-ear de um músico, que eu nem vi o pessoal resolvendo.
Adriano com os roadies resolveram o problema, que eu nem notei.
Não me falaram nada.
Será que foi por que entrei no grupo "Preferencial" dos 60+?
Ou eles desconfiam que sou autista? (Risos)
Ahhh....
Os sistemas alugados de in-ears (PSM 1000 da Shure) estavam perfeitos, tudo muito bem cuidado.
Um luxo.
Não tenho o contato do fornecedor, porque não fui eu que tratou disso, mas quem quiser esse contato é só me falar por aqui nos comentários da postagem ou entrar em contato pelo WhatsApp, que eu consigo essa informação com a produção de Rachel Reis.


O show foi "show!!!!".
A satisfação de todos no palco era visível, incluindo a cantora.
A satisfação do público idem.
(Ou como sempre falo, se não estavam satisfeitos, estavam fingindo bem.)
Dá para notar isso nos poucos vídeos que eu fiz.
A única bronca foi voltar para casa na madrugada do outro dia.
E mais uma vez Fernando me "atropelou com seu caminhão de gentileza".
Na verdade, NOS atropelou!
Foi realmente um tratamento de luxo durante todas as horas que passei em Fortaleza.
Só a empresa aérea Azul não fez isso.
Mas aí é assunto para a próxima postagem!
Um abraço a todos.

PS: "Você me atropela com esse seu caminhão de gentileza."
Frase de meu Amigo de infância Carlos, que levo para toda minha vida!
Meu eterno Amigo que se foi cedo, e que eu chamava carinhosamente de Cabeça de Bagre.
Figuraça!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sempre aparece em meus pensamentos, como hoje, enquanto escrevia sobre esse trabalho.

Cabeça de Bagre!


sexta-feira, 27 de março de 2026

Operando o monitor do Rec-Beat - A despedida dos festivais?

 
Olá pessoal.
Não é de hoje que já venho falando para colegas e amigos de profissão da minha vontade de parar de trabalhar em festivais.
Já fiz vários...
O primeiro deve ter sido o Abril Pro Rock (APR), no começo dos anos 2000, quando fui contratado pela empresa de som PA Áudio, dos meus amigos Normando, Rogério e Mário Jorge.
Dos mais importantes, acho que só faltava eu trabalhar no Rec-Beat.

E esse foi, acredito, o principal motivo para eu aceitar o convite para operar o monitor do evento.
O segundo motivo foi a remuneração.
Sempre achei que esse é um dos maiores problemas dos festivais daqui.
A remuneração. O cachê.
A responsabilidade é bem grande, o "rojão" é tão grande quanto, as horas dormidas são pouquíssimas, e em muitos casos não dá nem para se alimentar direito.
Lembro na época do começo no APR, quando colavam o papel com o cronograma das passadas de som e do início dos shows, e quando eu olhava, não existia pausa para almoçar e/ou jantar!
Era um soundcheck atrás do outro, e logo em seguida começava o primeiro show, que acabava bem tarde, e a técnica tinha que chegar bem cedinho...
Hoje as pausas existem nos cronogramas, mas nem sempre dá para seguir ao "pé da letra".
E em muitos casos, algum colega que está mais folgado naquele momento, traz o almoço ou lanche pra gente comer numa brechinha de tempo ao lado da mesa de monitor (ou PA).


Aconteceu algumas vezes nesse trabalho que fiz no carnaval no Cais da Alfândega (Recife), principalmente na hora do jantar.
E pela praticidade, pedia sempre um hambúrguer "artesanal", que era bem gostoso.
Fica meio complicado comer uma quentinha com aqueles garfos de plástico que quebram na primeira espetada na carne.
Quebrei tanto estes talheres, que na época que estava começando, andava com um garfo e faca de metal na minha maleta de ferramentas!
Cheguei perto de engolir alguns pedaços de dentes de garfo, que quebravam sem eu notar e ficavam no meio da comida.
Já foi por hoje...
Queria só começar o texto para deixar um começo definido.
Semana que vem termino e faço a postagem.
Estou me arrumando para dois trabalhos nesse fim de semana, que tá parecendo cronograma de festival.
Hoje é quinta-feira (26/03 - 23h35), e viajo na madrugada do sábado para Fortaleza, onde faço o monitor de Rachel Reis.
Volto na madrugada do domingo para Recife, onde vou fazer nesse mesmo dia o monitor do show de Fernando Anitelli, vocalista do grupo O Teatro Mágico.
Depois conto como foram os trabalhos...
Amanhã faço exames de sangue pela manhã e arrumo as coisas para o "bate-e-volta" em Fortaleza.
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Já arrumei tudo aqui para a viagem, e vou ver se consigo terminar esse texto hoje, sexta-feira.
Como falei acima, fui fazer uns exames, tou tentando mais uma vez dar uma geral nesse corpinho de 60 que eu tanto maltrato.
Falei de rojão nos festivais, né?
Nesse não foi diferente...
Mudei muitas caixas de monitor do lugar, com a ajuda do meu amigo Léo Mattos, que foi contratado pela empresa de som para me dar uma assistência.
E ele deu mesmo, como sempre!
Léo, quando eu estava começando no monitor da Versão Brasileira, já trabalhava em empresa de som, e me encontrei várias vezes com ele nos palcos, onde ele sempre foi muito profissional e solícito.
Dificilmente saía um NÃO da boca dele, o que não era muito comum naquela época, e até hoje isso ainda não mudou completamente.
Sempre o admirei por causa desse profissionalismo, e dessa vontade que ele tinha de sempre querer ajudar a resolver problemas no palco ou no som do PA.
Pois bem...
Eu não imaginava que esse trabalho com ele no Rec-Beat seria a última vez que eu iria vê-lo.
Dias atrás recebi a péssima notícia que ele tinha falecido.
Voltou pra casa depois de um dos trabalhos dele com som, sentou na sala, e morreu.
Tinha me falado em uma das várias conversas lá no palco do festival que estava muito contente com um serviço diário que ele estava fazendo, que garantia um "fixo" que ajudava muito para pagar as contas.
Atualmente ele operava o som do PA do cantor Santanna, O Cantador.
Mas já trabalhou para vários outros artistas daqui de Recife, como Quinteto Violado e André Rio.
Mais um cara "gente boa" que foi embora...
Uma merda saber que não vou mais me encontrar com ele nos palcos.
Vamos em frente, como diz Silvério Pessoa.
Aprendi muito novinho e de uma forma cruel, que a vida não para!
Voltando ao Rec-Beat...
Coincidência ou não, na quarta-feira de cinzas, apareceu uma dor no meu cotovelo direito, e ao que tudo indica é uma tal de Epicondilite Lateral.

Clique na imagem para ampliar.
Mesmo Léo me ajudando a carregar as caixas pesadas de monitor, acredito que esse esforço pode ter ajudado no aparecimento dessa tal de epicondilite.
Estou supondo, pois a inflamação é causada geralmente por movimentos repetitivos, como um tenista.
Estou começando a tratar.
Mas que é rojão trabalhar num festival, é sim.
Principalmente no monitor!!!!!!

Chico Chico.

Como sou o responsável pelo monitor do evento, faço o monitor das bandas que não trazem seu técnico.
Para terem uma ideia, das 20 atrações, só uma trouxe o técnico de monitor, e teve um caso do técnico de PA operar o monitor lá da frente, com todos no palco usando fones.
O resto, eu operei.
Mas não fui sem saber, isso é o normal aqui.
Fui contratado para isso mesmo.
Não sei como é num Lollapalooza ou Rock In Rio...

Ajuliacosta.

Tinha até o que comentar sobre a parte técnica, mas não vou entrar nesse assunto.
Uma coisa posso até falar, que pode ajudar outros técnicos no monitor de futuros festivais.
Resolvi não desconectar nada das vias de monitor.
Tanto das vias de caixa como as vias dos in-ears.
Pluguei uma vez e não mexi mais.
Fiz uma lista mostrando como estavam as saídas, e para onde iam, e se aparecesse uma banda com seu técnico, era só fazer o patch digital, sem desplugar nada!
Colei essa lista ao lado da mesa de monitor, como mostra a foto abaixo.


Deu muito certo isso, e foi bem simples para o único técnico que apareceu no palco fazer o patch digital para suas vias de monitor.
Já tinha feito isso no último trabalho que eu fiz no Festival No Ar Coquetel Molotov.
Funciona absurdamente!


Mas não vou entrar na parte técnica dessa vez, e que teria muito assunto para falar!!!!!
Quando resolvi escrever, foi para falar sobre o desgaste físico (e mental) causado por um trabalho num festival de música.
Como falei antes, fiz muitos, mas estou realmente cansando da "puxada".
Não tenho mais o corpinho de 30 anos.
Agora o danado tá com 60, e eu não cuido muito bem dele.
Mesmo com a melhor remuneração que eu consegui até hoje em festivais, e recebendo o valor total depois de apenas uma semana, o Rec-Beat foi o empurrão que estava faltando para minha decisão.
Foi a minha despedida dos festivais?
Foi sim.
Espero ter contribuído com meu trabalho para o sucesso dos vários festivais por onde passei.
Sempre me diverti.
Mas não estou mais me divertindo como antes.
Vou deixar para os mais novinhos o serviço, com mais disposição, fôlego e talento!!!
E muito obrigado a todos que me convidaram para esses festivais.
Tem muita gente que acredita em mim, mais do que eu mesmo!!
Um SESI Bonecos, FITO, MIMO, ou coisa do tipo, ainda posso até aguentar...
Mas no PA!!!!
No monitor, dá mais não.
Um abraço a todos.

PS: Organizar aqui o vinho para aguardar pela hora de seguir para o aeroporto às 2h da madrugada... (Risos)

quinta-feira, 19 de março de 2026

Seis shows de Flaira Ferro na Caixa Cultural Brasília - Foi radical!

 
Olá pessoal.
Eu tinha até planejado falar sobre dois trabalhos anteriores, mas vou deixar mais pra frente, pra não perder o "frescor" desses seis shows de Flaira Ferro em Brasília.
Recebi o convite para participar desses shows bem antes, e no começo eram 4 dias de shows, um por dia.
Só depois fiquei sabendo que teríamos duas sessões no sábado e no domingo.
Isso aconteceu do dia 12 ao dia 15 desse mês.
Ou seja... Na quinta-feira passada aconteceu o primeiro show, e nesse domingo que passou aconteceram os dois últimos shows.
Voltei para Recife nessa segunda, dia 16.

Acredito que mais na frente vou falar ainda sobre o monitor que fiz de Lucy Alves no dia 14 de janeiro, e sobre o trabalho no monitor do Rec-Beat, que aconteceu nos 4 dias de carnaval.
Essa é minha intenção, mas não posso garantir, ok?
Como sabem, não gosto de "voltar atrás" no tempo, atropelando a cronologia dos trabalhos.
Mas de vez em quando saio desse padrão. Pouco, mas saio.
Passei mais de uma semana ajustando os detalhes técnicos desses shows no teatro da Caixa Cultural Brasília.
Já estava decidido alugar na cidade várias peças da percussão como também uma bateria completa.
Peguei o contato do responsável (Pial) por essas locações, e fui ler o documento enviado pelo teatro, mostrando o que eles tinham.
A primeira coisa que falei com a produção da artista foi para contratar outro técnico em Brasília, para eu não ter que operar o som do monitor e PA ao mesmo tempo.
Fui prontamente atendido.
Principalmente porque tinha mesa de monitor e mesa de PA.
Duas M7CL, mas eram ES, onde as duas mesas compartilham o mesmo Stage Box onde são ligados os canais.
A mesa de PA controla os ganhos dos canais como também a ligação do Phantom Power (48V).
Depois de ver todos os detalhes dos equipamentos, fui falar com Pial sobre o que iríamos precisar alugar.
Amanhã (sexta) vou para Caruaru, fazer um farrinha no fim de semana com amigos que residem lá.
Talvez eu nem consiga acabar esse texto hoje, aí vou tentar fazer isso lá, se tiver folga.
Se não der, faço isso na segunda-feira.
Alugamos uma bateria completa, um timbal com suporte, um pedal de bateria e algumas estantes e suportes para a percussão.
Pedi também um mini pedestal para o microfone do bumbo da bateria, 10 cabos de microfone (XLR), 2 DIs (Direct Box), e uma máquina de fumaça.
Ahhh... Solicitei também uma caixa de subgrave para o baterista.
O resto eles tinham lá.
Decidiram que eu iria operar o som do PA.
Marcelo foi o técnico contratado na cidade para o monitor, e contrataram também Angélica para ser a roadie.
Na luz, Natalie Revorêdo, amiga daqui de Recife.
A banda é formada por 4 músicos.

Foto by Arara Produção Audiovisual.
Baixo (VS / synth / vocal), Sanfona (synth / vocal), Percussão (vocal) e Bateria.
Miguel, Lucas, Aishá e Max, como está na foto acima, da esquerda para a direita.
Peguei com Miguel um rider antigo e fiz outro no Ridermaker, ajustando as coisas para esses shows.
Miguel é o diretor musical desse show chamado Afeto Radical, que é o nome do disco lançado recentemente pela cantora.
Só procurar no Deezer ou Spotify.
Tinha lá no teatro o CD pra vender, tinha até o vinil!!!!
Quem quiser a mídia física, só pedir aqui nos comentários o contato da produção da artista.
Ainda vou ajustar novamente esse rider técnico para servir para outros shows, que tenho certeza que vão aparecer.
Já tem previsão para 2 shows em São Paulo em junho.
Estou aguardando a confirmação, mas as datas já estão reservadas na minha agenda.

Foto by Arara Produção Audiovisual.
Nem lembro direito quando fiz vários shows seguidos no mesmo lugar, sem ter que desligar nada!
Sem banda de abertura ou fechamento, sem DJ no início ou no final de cada show.
Foi só o show de Flaira Ferro nos quatro dias.
Lembro que fiz isso uma vez com Silvério Pessoa numa das turnês na Europa.
Foram 5 dias de shows seguidos no mesmo local.
Era uma mesa analógica ainda, e deve ter sido em 2005 ou 2006...
Um show por dia, não teve duas sessões como esse aqui de Flaira.
Ahhhh. Operei o som da peça de teatro Gostava Mais Dos Pais, que aconteceu no Teatro do Parque, e foi bem parecido com esse trabalho com Flaira, mas não tinha banda, era só os dois atores no palco mais o áudio dos vídeos.
Mas vou falar mais alguns detalhes desses 4 dias com 6 shows na Caixa Cultural.

Soundcheck.

No dia 10 já foi uma turma contratada pela produção de Flaira para o teatro, armar os equipamentos alugados, seguindo o rider técnico que enviei.
Tudo foi posicionado seguindo o mapa de palco (foto abaixo), e Eduardo ligou todos os canais seguindo o input list do rider.
Tinha um pessoal também para posicionar e ligar os equipamentos de luz, mas...
Natalie sofreu direitinho para organizar as coisas.
Tanto que teve que ir no dia 12 bem cedinho para o teatro, e só chegamos perto das 16h.

Clique na imagem para ampliar.

Clique na imagem para ampliar.
Essa montagem e ligação dos canais no dia 10 ajudou muito no serviço.
Chegamos a Brasília no dia 11, deixamos as malas no hotel, almoçamos e seguimos à tarde para o teatro.
Posicionamos no palco os equipamentos que os músicos levaram de Recife, como laptop, placa de áudio, teclados, SPDS etc...


Conseguimos ajustar tudo no PA e monitor, e conseguimos passar o som, mas sem a cantora, porque ela tinha outro compromisso nesse dia.
Mas já tínhamos passado de 80% de satisfação.
As duas mesas estavam com problemas nos faders, e eu aconselhei o nosso técnico de monitor a não mudar de página de fader, pra evitar problemas nos monitores dos músicos.
Usamos fone e caixa na monitoração da banda.
Flaira só usou caixa de som no monitor.
Não mudei também de página de fader, e usei meu iPad para mexer em algumas configurações sem precisar usar os faders.
Resolveu meu problema, mas no monitor tudo é mais complicado.
Mas não tivemos mais sustos nos monitores quando Marcelo parou de mudar de página de fader.
Seguimos...
Coloquei as duas caixas do front na frente do palco na horizontal, porque eles usam nas laterais na vertical, apontadas para o centro.
Eu já tinha conversado com amigos que já tinham passado pelo teatro com outros shows, e eles me adiantaram que o PA não cobre bem o espaço, ficando um "buraco" sonoro no centro.
Logicamente, foi a primeira coisa que eu fui conferir.
Na realidade, o line array da casa, formado por duas caixas por lado, é uma "invenção", porque elas não foram projetadas para esse serviço.
Foram projetadas para serem usadas como monitores de chão na horizontal, ou até como monitores na vertical em cima de tripés.
Nem lembro se elas tinham o local na parte de baixo para encaixar no tripé...
Simplesmente pegaram duas, colocaram uma em cima da outra na horizontal, presas por 4 hastes de ferro, com um espaço entre elas, e com uma pequena inclinação na caixa de baixo, que acredito que foi feito sem calcular nada.
E nem tinha como calcular ou usar um software específico para esse serviço, porque realmente não era um line array.
Por causa disso, realmente existe na casa um BURACO enorme na cobertura sonora, principalmente para as pessoas que estão mais próximas do palco.
Quanto mais perto do palco, menos você escuta o som.


As duas caixas que eles usam em pé nas laterais para o front, que eu mudei para o centro do palco colocando elas deitadas, são do mesmo modelo das caixas do "fake" line array.

Visualmente não ficou interessante minha arrumação, mas me salvou na questão da cobertura sonora!
No dia 12, chegamos ao teatro à tarde, para passar tudo novamente, mas com Flaira Ferro.
Deram uma passada no show, e fomos ajustando as coisas.
Já achei bem legal, mas notei que o som ficava bem mais alto para quem ficava na linha das caixas do line, ou seja, as pessoas que ficavam nas cadeiras das laterais.
Quanto mais perto dessas caixas mais alto era o som.
Dei uma ajustada ainda nisso, tentando combinar com as caixas do front, mas ainda achei alto o som na casa...
Também achei que isso poderia mudar um pouco quando o local estivesse lotado, mas não aconteceu.
Começamos o primeiro show já bastante satisfeitos com o soundcheck.
Mas não demorou muito para um dos técnicos da casa me avisar que tinha gente reclamando do volume alto do som.


Ainda perguntei onde estavam essas pessoas no teatro, mas ele não soube me responder.
Baixei o máster da mesa e um pouco do front também.
Essa observação agora vai para meus colegas de profissão...
Sempre uso o front por um AUX (auxiliar) em pós fader, onde tenho o controle de todos os canais separadamente, e sempre coloco a voz 3 ou 4 dBs acima do resto da banda.
Enviando um Matrix para o front, não posso mudar nada na mixagem para as caixas mais próximas do "gargarejo".
Mas do jeito que uso, quando eu baixo o máster da mesa (L/R), não baixa nada do front.
O show seguiu sem outras reclamações.
Já foi bem legal, com todos bem satisfeitos no palco.


No segundo dia, seguindo a tranquilidade que foi no primeiro, chegamos à tarde novamente, para ficar direto para o show, como foi no primeiro dia.
Passamos o som novamente, onde a cantora ajustava também o show, com algumas mudanças pontuais.
Com o volume do máster igual ao primeiro dia, fui conferir novamente o front usando meu iPad.
Zerei o volume do front e fui subindo o fader enquanto a banda passava o show com Flaira, tocando pra valer.
E quando escutei um som só, com a soma do PA, parei de subir o fader.
Fui na primeira fileira de cadeiras ainda pra conferir se ficou alto demais para essa fileira, mas estava bem legal.
Rodei pelo teatro, sentando em vários pontos da casa pra conferir ainda se estava incomodando o volume do som, mas nem nas laterais achei que isso estava acontecendo.
Não mudei mais esse volume durante todos os shows!
Fiz uma foto da cena do último dia, para mostrar o quanto eu baixei.

Clique na imagem para ampliar.
Os shows foram fluindo com tranquilidade durante os 3 dias restantes.
E o som da banda foi ficando mais justo, e isso também acontecia na mixagem do som.
Tenho certeza que foi melhorando.
A cantora só me pediu para diminuir os delays que eu coloquei em algumas músicas.
Me empolguei! (Risos)
No último show, que eu gravei e mandei para todos da banda, achei muito boa a mix, mesmo eu não me preocupando com essa gravação.

O que me interessava era o som para o público.
Nem olhei para o gravador durante a gravação.
Acredito que Flaira Ferro gostou muito dessa turnê de seis shows, que foi o lançamento aqui no Brasil do show referente ao seu novo trabalho Afeto Radical, formado por 11 músicas.

Se não me engano, ela fez esse show na Womex (Europa), mas sem a percussão.
Com a banda completa, eu acho que só aconteceu nesses shows em Brasília.
Acho que a foto abaixo consegue passar a alegria que foi essa temporada na Caixa Cultural Brasília.

Foto by Arara Produção Audiovisual.
Eu achei bem radical...
Radicalmente bom!
E falei pra cantora em algum momento lá em Brasília: --- Pode levar esse show para qualquer lugar do mundo, que eu não tenho medo da resposta do público.
Espero que eu tenha conseguido transmitir com texto e algumas fotos e vídeos, o que aconteceu e o que eu senti nesses trabalhos.
Ela deve ter se divertido.

Foto by Arara Produção Audiovisual.
Eu me diverti muito no PA!!!
Até dei uma dançadinha lá na mesa de som, mas felizmente ninguém filmou!
Ia acabar com minha fama de mau e de insensível. (Risos)
Um abraço (radical) a todos.

PS: Esqueci de comentar uma coisa sobre as caixas de som do PA e do front...
Elas "falavam" muito bem, só não foram projetadas para line array.
Eram da Yamaha.
E as duas caixas de subgraves (uma por lado) também falavam muito bem.
Não lembro, mas acho que eram também da Yamaha... Mas não tenho certeza absoluta.
Só posso falar que fizeram bem o serviço, onde tive que maneirar no volume, pois era muito SUB pra pouca sala.