segunda-feira, 2 de março de 2026

Parece mentira... Mas foi Verdade! - Caso 33 (Quebraram o cenário da Globo).

Banda Versão Brasileira com o Balé Galera do Brasil.
Olá pessoal.
Tem dois casos interessantes que eu passei, que já falei para muitos amigos e colegas, em farras casuais.
Nessa última farra que eu fiz na casa do meu Amigo Normando, enquanto tocava mais uma vez nos assuntos, notei que nunca tinha colocado aqui no Blog esses fatos.
Resolvi então deixar aqui registrado os dois acontecimentos, que parece mentira... Mas foi verdade!
Vamos para o primeiro.
Aconteceu faz muito tempo, quando eu estava começando a fazer shows com a Banda Versão Brasileira, em meados dos anos 90...
O segundo caso também foi com a Versão.
Falo para todos os meus colegas e amigos do meio artístico, que me orgulho muito de ter participado da ideia Versão Brasileira!
Mais pra frente vou fazer uma postagem só falando como surgiu essa Banda.
O que fizeram nos anos 90, hoje em dia é difícil ainda a turma fazer parecido.
A Over Point foi outra ideia que participei no final dos anos 80 que até hoje soa atual, e que não conseguem fazer igual.
Mas vamos ao caso do cenário da Rede Globo, que é o assunto de hoje.
Para terem uma ideia do que foi a Versão Brasileira, a turma andava em 1995 com os 3 técnicos (PA, monitor e luz), com 1 roadie (ou até mais) e ainda com 8 bailarinos!
Independente do local do show!
Recife, Rio de janeiro ou Chile!
Ia todo mundo!
(Em alguns poucos casos, o número dos bailarinos variava nos shows...)
Ahhh...!
Meu cachê como técnico de monitor era 150 reais, e meu amigo do PA (Ricardo) ganhava o dobro!
Achava muito errado isso, mas não demorou muito para eles ajustarem essa diferença, onde ficou 300 reais para ambos.
Estamos em 2026, e tem técnico recebendo ainda esse valor!
Me lembro de Mário Guimarães, dono de empresa de som, que me falou na época: --- Vocês estão inflacionando o mercado! (Risos)
Andar com os 3 técnicos mais 1 roadie é complicado encontrar até hoje em dia!
Se for para fora de Pernambuco, por via aérea, é quase impossível.

Contra-capa do primeiro disco da Banda, produzido no Estúdio Estação do Som.
A Versão Brasileira estava "estourada" no estado de Pernambuco, com a música Balança Brasil.
... E a galera do Brasil... Delirou, delirou!
Essa música toca até hoje por aí...
Depois teve É Tanto Amor, Pra te Namorar...
A ideia foi sensacional.
Era para essa banda estar até hoje tocando, mas...
Encontrei um vídeo na internet de um trecho do show da Versão no Verão Vivo da Band.
Logicamente, eu estava nesse show no monitor, com uma mesa analógica.
Foi a mudança de palco mais rápida da qual participei.
Luciano do Valle adorava o som da banda.

Vou para o "causo" da Globo.
Como todos sabem (até hoje), existe uma "pompa" por parte dos funcionários e diretores da famosa emissora.
Não é à toa, a empresa tem uma força absurda no que se refere a divulgação.
Não é por acaso que 1 minuto de propaganda no SBT, Band ou Rede TV é muito mais barato que o mesmo minuto na Rede Globo.
O alcance dessa emissora é absurdo!
Lembro uma vez que eu estava passando o som pala manhã no palco 2 do Abril Pro Rock décadas atrás, e a emissora estava fazendo uma gravação para veicular no jornal do meio-dia.
Ou era uma reportagem ao vivo, não lembro.
Apareci de longe nessa reportagem, por alguns segundos, e recebi vários telefonemas dos amigos tirando onda, falando que eu estava ficando famoso.
É realmente impressionante o retorno de uma divulgação na Globo de algum produto ou marca, ou banda!
Isso é fato!
Mesmo assim, a Versão Brasileira fez uma coisa naquele dia que atualmente não acredito que façam, mesmo se passando tanto tempo.
Lembrando que a banda não estava estourada no país, só no estado.
Era um show aberto, num palco grande, e essa festa era da Rede Globo ou ela tinha uma grande participação.
Acho que foi em Igarassu, aqui perto de Recife.
O palco era bem alto, e o diretor da Globo naquela época era Jota Raposo.
O famoso Raposo.
Gente boa, mas com aquela pompa da emissora poderosa, o que era normal.
Eu entendo, só não concordo.
Não tem como ser muito maleável, pois a turma acaba estragando os planos de quem está sempre procurando uma perfeição, como é o caso das grandes emissoras de TV.
Mas não posso também falar que muitos diretores exageram nessa direção.
E ninguém vai dizer "não" para eles, né?
Nesse dia, foi diferente.


Começamos a subir os equipamentos pela parte de trás do palco, até que apareceu um problema.
Existia um cenário de madeira no fundo do palco, e as duas entradas para entrar no palco, só passava uma pessoa.
Todo o fundo do palco era preenchido por esse cenário!
A maioria dos nossos equipamentos passou, mas o rack do tecladista da banda, que era do tamanho de um frigobar, não conseguia passar pelo espaço.
Nesse rack estava os vários equipamentos de sampler, com os sons do show, mais uma mesinha de 16 canais da Mackie, onde Tovinho mixava tudo e enviava apenas dois canais para todo mundo.
Sempre o pessoal da empresa de som se assustava quando eu falava que seriam apenas 2 canais para os teclados.
Naquela época, todo mundo usava canais separados para cada teclado que usava.
Tovinho só tinha um teclado que controlava vários equipamentos, e mixava todos na Mackie e tudo saía pelo L/R da mesa, dois canais.
Quando não conseguimos entrar com esse frigobar no palco, fomos avisar Raposo do problema.
E a resposta dele foi bem seca, como era normal: --- Oxe. Qual o problema? Não usa esse equipamento. Tudo resolvido.
Explicamos várias vezes a importância e necessidade desse rack, mas a gente falava em vão.
Quem vai dar atenção a dois técnicos de som, né?
A banda chegou no local, e passamos o problema para Tovinho, que foi falar com Raposo.
Não teve muita mudança na resposta, mesmo o músico (e também sócio diretor da banda) argumentar que os sons que estavam naquele rack era imprescindível para o show.
Não teve acordo.
Raposo falou que teria que fazer o show sem o equipamento.
Tovinho então disse para nossa equipe: --- Pessoal, pode descer tudo, não vamos fazer o show.
Raposo assustado com essa decisão de Tovinho, retrucou: --- Como assim? Não vão fazer o show da Globo? Tá ficando doido, Tovinho?
Tovinho explicou novamente o que tinha falado várias vezes para ele, e quando Raposo viu que a banda iria embora mesmo, perguntou: --- E vocês querem que eu faça o que?
Oxe, abram mais o espaço na entrada do cenário, que permita que a gente passe com nosso equipamento.
E assim foi feito.
Os funcionários da emissora puxaram um dos lados da entrada no cenário de madeira para dentro do palco, até o frigobar passar.
Eu só ouvia os estalos...
Logicamente quebraram o cenário de madeira...
Quebraram o cenário da Globo!
Mas nem deu para notar no vídeo! Eu acho. (Risos)
O show aconteceu normalmente, com o cenário quebrado.
Não deve ter sido fácil para o diretor da Globo "engolir o sapo", pois isso era quase impossível de acontecer, mas com certeza ele sabia da importância da banda para o evento.
O normal (até hoje!!!) é a banda ou artista ceder.
Uns poucos anos atrás, vendo o jornal matinal local da Rede Globo, vi o Palhaço Chocolate cantando com um microfone sem fio embaixo de uma chuva numa matéria ao vivo, sem usar um guarda-chuva.
É... Ainda hoje é difícil a turma falar "não" para a emissora.
Lembrei na hora do caso do cenário quebrado décadas atrás, enquanto Chocolate cantava todo molhado fingindo alegria...
Ainda bem que a matéria foi rápida, e não deu tempo da maquiagem do Palhaço escorrer pelo rosto, derretida pela água que caía insistentemente!
Um abraço a todos.

PS: Quando fui registrar esse caso nas minhas anotações, vi que já tinha falado do segundo caso em 2008!!! Clique AQUI para conhecer o caso onde a Versão fez o show sem o cantor!!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Dica dos Amigos 039 - Não consegue deletar arquivo ou pasta no Windows?

 
Olá pessoal.
Seus problemas acabaram!
Essa dica vai ser minha, mas peguei na internet.
Não tem nada a ver com áudio (teoricamente), mas vale muito, principalmente para quem usa Windows, como eu.
Semana passada não consegui de jeito nenhum deletar uma pasta que continha riders de bandas aqui no meu laptop com o Windows 10.
Tá vendo que tem alguma coisa a ver com áudio?! (Risos)
Aparecia a mensagem que está na foto do início da postagem (item não encontrado), dizendo que o arquivo não se encontrava mais no local.
Como vi que não iria conseguir, fiz o que todos estão fazendo atualmente...
Fui no Google e/ou YouTube procurar uma resposta.
Encontrei várias informações, muitas delas complicadas, mas essa daqui é a mais simples e funciona perfeitamente!
Dica do canal Casal Tecnológico no YouTube.
Só precisa ter instalado o WinRAR no computador.


Acredito que a grande maioria dos usuários de Windows tem esse programa no computador, que serve para compactar e descompactar arquivos.
Pois bem...
Tudo é muito simples.
Vou colocar o vídeo com a explicação, que também coloquei no meu canal no YouTube.


Tenho certeza que vai ajudar muita gente.
Um abraço a todos.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Siba em João Pessoa - Cadê o som?

 
Olá pessoal.
Esse caso poderia até entrar na sessão "Parece mentira...", mas vai entrar como uma postagem normal.
Aconteceu no começo desse mês, quando fui operar o som do show de Siba em João Pessoa, numa festa de um bloco de carnaval.
Não vou falar muito sobre o assunto, só deixar registrado o acontecimento, que eu acho nunca ter vivenciado.
Realmente não me recordo de ter passado por algo assim.
Pode ser até que cheguei perto disso antes, mas igual eu acredito que não.
Chegamos no local do show na hora marcada para montar nossos equipamentos e passar o som.
Não teria banda antes do show de Siba, só depois.
Iríamos ligar tudo, passar o som e ficaria tudo armado para a hora do show.
Já tínhamos a informação que o cronograma estava atrasado.
Mas não imaginei que estaria do jeito que estava.
A foto do começo da postagem é exatamente como estava a situação.
O palco armado, sem som e luz, e um caminhão do LED descarregando.
Mais nada!
Esse painel de LED foi montado no fundo do palco.
Não tinha outra alternativa, a não ser aguardar pelo som e luz!
Quando o caminhãozinho chegou, ainda tive outra surpresa.
Fiquei sabendo que a mesa de som não era a que eu tinha acertado com o proprietário da empresa de som, e que eu tinha feito uma cena inicial em casa antecipadamente.
Me falaram que ele iria providenciar a mesa que me prometeu, mas achei melhor não aguardar mais, e enquanto o pessoal descarregava o caminhão, montei uma cena básica da mesa que estava sendo colocada no palco, uma X32 da Behringer.
Esse show de Siba é simples.
É ele com uma guitarra, mais dois músicos, onde tem um VS para complementar.


O público já estava no local quando a gente começou a ligar os nossos equipamentos.
Logicamente a mesa estava em cima do palco.
Minha intenção era fazer o soundcheck e operar o som do show lá na frente com o iPad.
Mas logo descartei essa possibilidade, porque já tinha muita gente no local e seria inviável eu descer do palco com o iPad na hora do show.
Enquanto eu ligava as coisas com o único técnico da empresa de som, meu único pensamento era ser o mais rápido possível.
Logicamente (novamente) isso não aconteceu por causa do número de pessoas que estava fazendo isso comigo, ou seja... Uma.
Os músicos chegaram, e fizemos um linecheck e soundcheck simultâneo, sem muito ajuste fino.
Foi só deixar minimamente confortável para Siba, Nico (vocal/trombone) e Rafael (bateria).
Acho que não demorou 10 minutos.
Todos usaram fones, o que ajudou no trabalho.
Desceram do palco e foram até a sede do bloco trocar de roupa para começar o show.
Conseguimos sobreviver.
E o show aconteceu.
Mas fiquei todo o tempo ao lado da mesa de som, onde fiz pequenos ajustes no monitor para a banda.
Com certeza, se eu operasse o som do PA lá no meio do público com o iPad ficaria bem melhor o resultado.
Mas não tinha como fazer isso.
Era muita gente no local.
Paciência.
Como a mesa de som estava com vários faders com problemas, usei muito o iPad no serviço.
Deixava os faders paradinhos e ajustava tudo no iPad.
Não gosto de ficar no palco operando o som do PA.
Acho que não fica legal o resultado.
Mas...
Foi o jeito.
Como disse... "Sobrevivemos".
Infelizmente, palavra muito usada no carnaval, pelo que vejo nos comentários de colegas e amigos de profissão, e de músicos também.

O que importa é o público não perceber isso.
Um abraço a todos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Carranca mixando o Marco Zero - Duas mãos em Recife e duas em Arapiraca!

 
Júnior Evangelista na sua casa em Arapiraca - AL.
Olá pessoal.
Tenho muitos assuntos legais para colocar aqui no Blog.
Mas já estão ficando para trás no tempo.
Teve um bem complicado, e acho que foi a primeira vez que chego no local do show para passar o som e só tem o palco armado, com a turma do LED organizando os painéis.
Nada de som e luz.
Vou ver se escrevo sobre esse dia.
Teve também a besteira que fiz no monitor de Lucy Alves na gravação do seu audiovisual em João Pessoa.
Muitos ainda chamam de DVD, mas me recuso a usar esse termo atualmente.
Vou ver também se escrevo sobre esse dia.
Os mais chegados sabem que não fiz trabalhos "avulsos" nesse carnaval, porque fechei para fazer o monitor do festival Rec-Beat, aqui em Recife.
Esse seria o assunto atual para escrever, até eu ficar sabendo de uma coisa...
Conversando com amigos alguns anos atrás, previ que um dia seria possível o técnico de uma  banda mixar um show em Recife, sentando na sua sala na China.
Pois bem...
Está chegando perto esse dia.
Enquanto eu estava no Rec-Beat, fiquei sabendo que meus Amigos do Estúdio Carranca estavam mixando o som em tempo real dos shows no Marco Zero para a transmissão pela internet.
Para quem não sabe, esse é o palco principal do carnaval de Recife.
Até aí, tudo bem, normal.
Eles já estão fazendo esse trabalho a alguns anos.
Mas... Tinha um técnico no estúdio móvel montado ao lado da palco, e o outro estava na cidade de Arapiraca, em Alagoas!
Com mais um detalhe...
O pessoal do Carranca já tinha pensado nisso, mas o segundo técnico ficaria no estúdio em Recife e o outro no Marco Zero.
E não seria ainda esse ano que iriam fazer isso, mas...
Evangelista não iria conseguir sair de Arapiraca, por razões familiares, e eles resolveram colocar em prática a ideia, mesmo o outro técnico bem longe do local dos shows!
Carlinhos Borges, o mais novo Vlogueiro de Recife.
Na minha tese anos atrás, o técnico sentado no sofá na China usaria uma mesa de som igual a que estaria no local do show, controlando todos os canais via internet em tempo real, ouvindo o som nas suas caixinhas da sala.
Nesse caso, Júnior Evangelista estava em Arapiraca controlando remotamente pela internet (via VNC) os softwares das mesas que estavam no estúdio ao lado do palco, ouvindo o que saía pelo máster da mesa, o famoso L/R.
Pelo que entendi, depois de uma breve conversa com Carlinhos Borges, que era o técnico que estava em Recife, foi uma mixagem a 4 mãos.
A mixagem foi compartilhada.
Principalmente porque ainda existe um atraso considerável numa transmissão via internet.
E seria impossível Evangelista aumentar o canal da guitarra na hora de um solo, por exemplo.
Ainda tinha o risco da transmissão do L/R cair ou travar, como aconteceu, e Evangelista informava Carlinhos, que assumia a mixagem, até a volta da conexão.
Mesmo não sendo ainda como eu havia previsto anos atrás, já foi uma coisa que eu nunca tinha ouvido falar no meio musical, pelo menos aqui na minha região.
Já está chegando perto, não acham?
Usaram até o Listento para enviar o som do L/R, que já indiquei aqui anos atrás, e continua bem atual pelo que estou vendo!
Fui olhar no Blog, e falei dele em 2021.
Clique AQUI para ir nessa postagem.
Vi que Carlinhos Borges postou alguns vídeos no Instagram falando sobre isso, mas como não tive nem tempo para respirar direito no Rec-Beat, nem vi os vídeos.
Mas liguei para ele hoje e solicitei os vídeos, que vou colocar aqui nessa postagem e no meu canal no YouTube.
Ele explica com muito mais detalhes como foi feito a "coisa".
Sempre admirei o pessoal do Estúdio Carranca, pois estão sempre buscando a perfeição nos trabalhos, sempre estão correndo atrás das novas tecnologias para o áudio.
Carlinhos Borges, Gera, Júnior Evangelista... e Vini, cria do estúdio.
Eu já deixei de buscar a perfeição faz é tempo!
Tento só fazer o melhor que eu posso, para não endoidar com essa busca.
Mas adoro ver gente tentando isso.
Como o pessoal nos Jogos Olímpicos de Inverno.
A corrida pela perfeição é absurda!
Chega a doer olhando eles tentando.
Vou deixar de lero-lero, e colocar logo os vídeos onde o "Vlogueiro" Carlinhos Borges fala sobre esse trabalho no Marco Zero com Júnior Evangelista.
Parte 1.

Parte 2.

Parte 3.

Vou aproveitar para ver os vídeos com calma aqui na minha sala comendo uva sem semente.
Falando em sala...
A foto no início da postagem de Evangelista "bem à vontade" trabalhando na casa dele em Arapiraca, me fez lembrar de uma vez que editei vários áudios da GM (Chevrolet) num motel!
Essa cena nunca saiu da minha cabeça.
A namorada nua na cama, e eu sentado nu com o laptop e headphone na mesinha das refeições editando os áudios das locuções que o locutor me enviava pela internet. (Risos)
Bons tempos...
Evangelista jurou para mim que não estava mixando nu!!!!!! (Risos!)
Um abraço a todos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Usando a fila das prioridades - Gostei.

 
Olá pessoal.
Não tinha como eu não deixar essa situação registrada aqui no Blog.
Como muitos já sabem, fiz 60 anos no mês passado.
E isso me permitiu ser considerado "prioridade" na hora de embarcar nos aviões.
A festa foi tão grande, que até me filmaram quando eu estava na fila para embarcar...
Tem amigo safado quem pode!
Fazer o que, né?
A idade chega para todos.
Usei pela primeira vez a fila das "Prioridades Por Lei".
Não sou fã da velhice, não tenho esse discurso de internet.
Respondo do mesmo jeito que Caetano Veloso respondeu tempos atrás quando uma repórter fez uma pergunta, já afirmando: --- É muito bom ter 50 anos, não é Caetano?
Resposta: --- Não minha filha... Bom mesmo é ter 20 anos! Aí é bom.
Acho a mesma coisa.
Com 20 anos eu jogava bola quase todos os dias, achava até que era imortal.
Jovem sempre acha que é imortal...
Bebia água quente em torneiras enferrujadas, apertava na campainha e corria, soltava bomba no São João nas casas dos vizinhos...
Até ovo eu joguei na galera que sentava na parte de baixo no cinema São Luiz...
Entrávamos com as bandejas fechadas de 12 ovos na mochila.
Esperava ter um cena escura para ninguém ver a gente jogando.
Por sorte, nunca pegaram a gente.
Jovem também é sem noção, não é?
Cinema São Luiz - Recife - PE.
O frescor da juventude é inebriante, e só conseguimos ver isso quando deixamos de ser jovens.
Mas... Faz parte, não é?
Do mesmo jeito que acho melhor ter 20 e não 60, prefiro também chegar aos 60 do que morrer com 20!
Perdi alguns amigos quando eram jovens.
Não estão aqui comigo para entrar na fila das prioridades, infelizmente.
Minha mãe não chegou aos 40 anos!!!!
Eu tinha sete.
Então vamos aproveitar todos os momentos, não é?
Gostando ou não.
E entrar na frente da galera que tem até um "cartão diamante duplo misturado com ouro", tem um gostinho bom.
Arrumar a mala tranquilamente no bagageiro, sem estresse, não tem preço! (Risos)
Gostei.
Pelo menos uma regaliazinha para os velhinhos...
Mesmo eu ainda com idade mental da época dos ovos no Cine São Luiz! (Risos)
Vou ser um eterno abestalhado.
Um abraço a todos.

PS: Lógico que a turma do áudio tirou onda...


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Parece mentira... Mas foi verdade! - Caso 32 (O legado do chato).

Olá pessoal.
Resolvi colocar um título ao caso, pois até o caso 31 não falava nada do assunto.
Esse caso não faz muito tempo que aconteceu, e resolvi falar dele por causa de uma conversa hoje com amigos num grupo de áudio.
Um amigo colocou no grupo um vídeo onde um ator fala sobre o legado de um técnico da EMI, gravadora de uma banda chamada The Beatles, e a ligação desse técnico com a máquina de tomografia computadorizada.
Segue o vídeo abaixo.

Estávamos falando sobre "legado", e comentei que ouvi uma vez alguém falar que só queria deixar um legado para seus filhos.
Achei bem legal o pensamento dele.
Conversa vai, conversa vem... Lembrei desse caso.
Um jovem estava trabalhando na produção de um evento aqui em Recife chamado Porto Musical.
Festival bem famoso aqui na cidade, onde a grade é formada principalmente por bandas desconhecidas, o que para mim deveria ser essa a principal função dos festivais.
Deram uma parada recentemente por causa de falta de patrocínio ou apoio de prefeitura e/ou governo, infelizmente.
Pois bem...
O rapaz chegou para trabalhar no primeiro dia, e algum colega ou amigo dele que também fazia parte da produção, falou:
Veja se consertaram tal coisa lá no palco, porque o técnico de monitor contratado para o evento é muito chato, principalmente com falhas graves de estrutura ou nos equipamentos de áudio.
A pessoa que fez a solicitação ao jovem não sabia que ele era filho do tal técnico de monitor chato.
Raian era o nome do jovem.
E o técnico de monitor se chamava Ildemar, mais conhecido no meio artístico como Titio.
Ou seja... Eu! (Risos)
Raian me contou isso depois do evento, onde rimos muito.
Não lembro o que estava errado que preocupou tanto a outra pessoa da produção.
Mas devem ter resolvido!
Falei disso no grupo de áudio, e ainda comentei: Que legado "fela da puta" o pai tá deixando pro filho, né? (Risos)
Depois da conversa no grupo, lembrei que nunca tinha falado disso aqui no Blog, e acho legal deixar registrado esse acontecimento, que parece mentira, né?
Mas foi verdade!
Ahhh!
Só para deixar registrado também, participei das primeiras edições do Porto Musical pela PA Áudio, e dever ter postagens aqui no Blog falando sobre alguns desses trabalhos.
Uma abraço a todos.

PS: Nunca me incomodou ser chamado de chato, principalmente quando estou lutando pelo certo, justo, correto... Pelo óbvio.