Olá pessoal.
No dia 28 de março fui para Fortaleza para operar o monitor do show de Rachel Reis.
Normalmente quem faz esse serviço é meu Amigo Adriano Duprat.
Nesse show ele foi como o diretor técnico, função que nos próximos shows vai ser assumida por Cíntia, roadie que está com Rachel já faz um bom tempo (se não me engano).
Para quem acompanha o Blog, não preciso dizer que não foi a primeira vez que trabalhei no show da artista de Salvador.
Na maioria das vezes fiz o monitor e uma vez operei o som do PA.
Não lembro se postei sobre esse trabalho...
É uma grande satisfação profissional ser contratado por uma artista de Salvador, e num desses trabalhos o show foi numa cidade perto de Salvador, que foi onde operei o som do PA.
Gratificante isso.
Muitos sabem que não é nada fácil "andar" com uma equipe técnica, principalmente usando o avião como transporte.
Fora isso, tem a diária de alimentação e a hospedagem.
Sempre toco nesse assunto, pois é um fator que interfere (e muito!) numa contratação.
Viajei de madrugada para Fortaleza, junto com minha amiga Natalie, que iria operar a luz do show.
Ela sempre faz trabalhos com Rachel Reis.
Mais um de Recife "trabalhando pra fora". (Risos)
Ahhh... O diretor musical da artista também é de Recife!!!
Guilherme Assis (Gui para os mais íntimos) além de diretor é o guitarrista da banda.
Muito bom ver a turma daqui trabalhando para fora da nossa região!!!!
Chega de detalhes... Voltar para o show.
Deu tempo para descansar, porque só iríamos para o local do show à tarde.
O show aconteceu no espaço famoso da cidade chamado Estação das Artes.
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| Estação das Artes - Fortaleza. |
Até apareceu uma oportunidade de fazer um show lá com Otto tempos atrás, mas acabei não indo.
Já tinha informações de que o local não ajudava na acústica, o que dificulta o trabalho.
Comprovei isso quando começamos a passar o som.
Nossa grande vantagem é que todos usam fone no show de Rachel Reis, inclusive ela.
Fico imaginando como foi Otto lá, onde todos usam caixas na monitoração, mais dois amplificadores de guitarra, e o volume sonoro no palco é bem alto.
Nesse show de Rachel não tem nem amplificador de guitarra!
Realmente, faz uma diferença grande, tanto para o monitor quanto para quem está operando o PA.
Quanto mais som naquele ambiente, pior.
Como o ambiente é um grande corredor, com paredes cruas, as reflexões são enormes, ajudando a "emboloar" o som.
Soundcheck.
As caixas do line array direito, olhando para o palco, ficam quase coladas à parede lateral.
Tem que inclinar um pouco para o meio do salão, e acho que eles sempre fazem isso em todos os shows.
Não lembro se fazem isso também com o line do lado esquerdo...
Adriano já tinha me passado que seria uma CL5 no monitor, e montei uma cena inicial em casa, como geralmente faço.
Dificilmente chego para um trabalho sem uma cena inicial.
Um sistema de in-ears foi alugado na cidade, para todos da banda, para os dois roadies e que incluía um para o técnico de monitor (eu).
Um luxo hoje em dia isso.
Quando cheguei no local, estava tudo funcionando e plugado na mesa de monitor, onde eles seguiram "à risca" o que estava no rider técnico.
Só precisei mudar o patch do side, porque não usaria pelos auxiliares e sim pelo LR da mesa.
Como todos usam fones, eu nunca coloco nada no side, só uso em caso de emergência.
Nesse dia, só me pediram para colocar um pouco de bumbo, e só!
Chequei todos os in-ears, estava tudo ok.
Foi só aguardar o começo do soundcheck.
Fizemos o linecheck, onde tivemos que ajustar algumas coisas, mas tudo dentro do nosso tempo.
Depois de checar todos os canais, começamos o soundcheck.
Todos os músicos no palco com seus fones e Adriano foi coordenando do palco com um microfone sem fio que ia para todos os músicos, e para mim também, logicamente.
Depois do som passado para a banda, Rachel chegou e passamos com todos.
Já existia uma mix para o fone da cantora.
Aí foi só fazer pequenos ajustes para todos.
Tudo dentro da normalidade.
Rachel é bem tranquila com a monitoração, que até assusta.
Dificilmente ela pede alguma coisa!
No soundcheck não pediu nada!
No show, só pediu (cantando) para aumentar o maestro do VS. (Risos)
Uma amiga me indicou um filme, e fui ver.
Chatinho de ver, não entrou na minha lista de dicas de filmes, mas acho que ela me indicou para mostrar que posso fazer parte do TEA (Transtorno do Espectro Autista) e não sei disso!
Será? Vou prestar mais atenção nisso.
Como é o normal, conferimos todos os canais e vias de fones rapidamente antes de começar.
Tudo normal, sem atropelos, e o show começou.
E o palco limpo, sem as caixas de som nos monitores foi importante para o resultado sonoro.
Mesmo sem as caixas de monitor, o som era bastante "reverberado" em cima do palco, por causa das peças acústicas da bateria e percussão, que se somavam com o som do PA.
E no side ficou só o bumbo mesmo, do começo até o final do show.
Não estou dispensando mais os microfones dos roadies nos meus trabalhos.
Coloco um em cada lado do palco, com fio mesmo, e eu levo os microfones que possuem chave on/off.
Inclusive vou ter que comprar outro, pois o que estava comigo quebrou a chave liga/desliga.
Esses microfones dos roadies não podem ficar abertos o tempo todo, porque o sinal deles fica direto no meu fone.
Ligou a chave ON, escuto a voz deles independente do que eu esteja fazendo na hora.
Coloco meu fone quando vamos começar e só retiro quando o show acaba.
Atendi algumas solicitações dos roadies durante o show, onde eles pegaram esses pedidos dos músicos, mas tudo também dentro da normalidade.
Fiquei durante grande parte do trabalho "procurando cabelo em ovo".
Escutando as vias dos músicos e da cantora...
Desde o começo do trabalho foi um tratamento de luxo!
Cíntia e Batata como roadies.
Natalie na luz nem falo mais, pra não ficar repetitivo.
Víctor Vaughan no PA.
Já tinha trabalhado com ele quando fui fazer o monitor da Academia da Berlinda em Salvador.
Sempre é uma tranquilidade.
Faz tempo que ele é o técnico de PA da banda BaianaSystem (Salvador - BA).
Foi bem mais complicado para ele no PA do que pra mim no monitor, pois a acústica da casa realmente não ajuda.
Fernando Castro estava mais uma vez na produção, e é tão solícito que "dá raiva". (Risos)
Durante o show, deu um problema de RF no in-ear de um músico, que eu nem vi o pessoal resolvendo.
Adriano com os roadies resolveram o problema, que eu nem notei.
Não me falaram nada.
Será que foi por que entrei no grupo "Preferencial" dos 60+?
Ou eles desconfiam que sou autista? (Risos)
Ahhh....
Os sistemas alugados de in-ears (PSM 1000 da Shure) estavam perfeitos, tudo muito bem cuidado.
Um luxo.
Não tenho o contato do fornecedor, porque não fui eu que tratou disso, mas quem quiser esse contato é só me falar por aqui nos comentários da postagem ou entrar em contato pelo WhatsApp, que eu consigo essa informação com a produção de Rachel Reis.
O show foi "show!!!!".
A satisfação de todos no palco era visível, incluindo a cantora.
A satisfação do público idem.
(Ou como sempre falo, se não estavam satisfeitos, estavam fingindo bem.)
Dá para notar isso nos poucos vídeos que eu fiz.
A única bronca foi voltar para casa na madrugada do outro dia.
E mais uma vez Fernando me "atropelou com seu caminhão de gentileza".
Na verdade, NOS atropelou!
Foi realmente um tratamento de luxo durante todas as horas que passei em Fortaleza.
Só a empresa aérea Azul não fez isso.
Mas aí é assunto para a próxima postagem!
Um abraço a todos.
PS: "Você me atropela com esse seu caminhão de gentileza."
Frase de meu Amigo de infância Carlos, que levo para toda minha vida!
Meu eterno Amigo que se foi cedo, e que eu chamava carinhosamente de Cabeça de Bagre.
Figuraça!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sempre aparece em meus pensamentos, como hoje, enquanto escrevia sobre esse trabalho.
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| Cabeça de Bagre! |



























