domingo, 16 de agosto de 2026

Monitor de dois shows de Geraldo Azevedo - Fechando a trilogia com chave de ouro!

 
Dona Inês - PB.
Olá pessoal.
Não deu bronca grande no exame que eu fiz da próstata!
Estou informando porque falei no final da minha última postagem que iria falar aqui o resultado do exame de ressonância magnética que eu iria fazer pra saber o nível da bronca.
Não deu nada grave.
Já começo com uma ótima notícia hoje, não é?
Dessa eu me livrei.
Já marquei uma volta ao urologista para saber do tratamento que devo fazer.
Eu tratei rapidamente em aceitar o convite que eu recebi para fazer o monitor de dois shows de Geraldo Azevedo, mesmo eu estando bem desanimado para fazer monitor.
Já falei algumas vezes aqui dos motivos, mas esse assunto não é para essa postagem!
Cesinha Michiles, diretor musical do artista, entrou em contato e me perguntou se eu queria fazer esses dois trabalhos, substituindo Júnior Evangelista, que é meu Amigo e não poderia fazer essas duas datas.
Júnior é o técnico de monitor de Geraldo.
Os shows aconteceram nos dias 07/08 em Salvador (BA) e 08/08 em Dona Inês (PB), ou seja...
Nesse final de semana que passou!
Estou escrevendo esse texto na segunda-feira, dia 10/08.
Ontem fui à casa do meu Filho beber um vinho com ele, e levei uma moqueca mista do Bar Gota Serena, que é muito boa!
Dia dos Pais!!!
Vocês acham que eu lembrei?
Foi Raian quem me lembrou.
Depois de aceitar o convite para o trabalho no monitor, fui falar com Evangelista para ele me dar umas “dicas” do show.
Até cenas de mesas de som ele me enviou, mas eu não tinha decidido se as usaria ou se montava as cenas dos dois shows do zero.
Eu nem sabia quais seriam as mesas dos dois shows!

Da frente para o fundo: Toninho, Johnanthan, Cesinha e Xanfe.
Geralmente pego essas cenas com os amigos que vou substituir, para dar uma olhada em como eles trabalham nesses shows com seus artistas.
Atualmente, é muito comum encontrar três mesas nos palcos para o monitor.
E todas são da Yamaha: CL5, DM7 ou PM5D.
Isso eu falo em shows de grande porte.
A PM5D está começando a desaparecer dos palcos, o que é normal, mas ainda a encontramos por aí...
Fiquei aguardando notícias da produção do artista sobre os equipamentos, enquanto olhava as cenas que Júnior me enviou.

Da esquerda para a direita: Romero, Augusto e Jerimum.
Acho que ele me enviou cena de CL5 e DM7, não lembro se mandou também de PM5D.
Mesmo ainda não decidindo se eu iria usar essas cenas, comecei a ajustar a cena da CL5 para meu gosto, onde já coloco os nomes e cores dos canais que sempre uso.
Cada técnico tem seu jeito de nomear os canais.
Eu sempre coloco os nomes no nosso idioma: Bumbo, caixa, esteira, surdo...
Mas ainda misturo com alguns termos em inglês, colocando Hi-Hat (chimbal) e Over (pratos).
Na maioria dos nomes eu coloco em português mesmo.
Só em shows que vão acontecer fora do país, uso o inglês para todos os canais, logicamente.
Ou pelo menos tento... (Risos)
Voltando para o trabalho no monitor...
Um número considerável dos meus amigos técnicos usa a opção PÓS fader para fazer o trabalho no monitor.
Eu ainda uso muito a opção PRÉ porque encontro muitas mesas com faders ruins na estrada, que se movimentam sozinhos, e isso é “pedir pra morrer”, principalmente quando estamos fazendo o monitor de um show.
Explicando para os leigos agora...
(Lembrando que o Blog foi pensado mais para falar com os leigos do que com a turma da técnica.)
No monitor, quando estamos usando pós fader no trabalho, quando subimos ou descemos um fader, o sinal de áudio controlado por esse fader vai subir ou descer em todas as vias de monitor, e se a turma estiver usando fones o dano vai ser muito pior, podendo até causar problemas na audição desse músico caso o nível de sinal aumente bruscamente.
Em pré fader não temos esse problema, e mesmo um fader subindo abruptamente sem a nossa permissão, nada vai ser alterado no que os músicos estão ouvindo nos fones ou nas caixas de som individuais.
Mas se o LR da mesa estiver indo para o side, como é o mais comum, o volume vai subir absurdamente nas caixas que ficam nas duas laterais do palco!
Mesmo assim, decidi usar a cena do meu Amigo para fazer os trabalhos.
Vou usar pós fader!
E vou aproveitar o nível dos sinais nos endereçamentos para os músicos.
Já aproveito também as equalizações que Júnior fez, e faço os ajustes de tudo na hora do soundcheck, pois cada show é um show.
A bateria vai ser outra, os DIs vão ser outros, a acústica do ambiente vai ser outra, o vazamento do PA vai ser outro...
Muita coisa vai ser diferente daquele show que Evangelista fez meses atrás, mas vai ajudar (pensei).
Acho.
Na maioria das vezes que fiz isso, ajudou mais do que complicou.

Showtime - Casa Rosa - Salvador (BA).

Enquanto ajustava a cena da CL para meu gosto pessoal, fui informado que no primeiro show em Salvador seria a CL5 e no show na Paraíba seria a M7CL!
Aí complicou.
Para esse show, a M7 deve ter duas placas de expansão, com 4 saídas cada, deixando a mesa com 24 saídas.
Ela tem apenas 16 saídas.
Fora esse problema com a quantidade de saídas (OUTs), essa mesa é muito antiga e não é difícil encontrar problemas nos faders.
Muitos estão com “vontade própria”(!), e como falei acima, é um risco absurdo para quem está fazendo o monitor, principalmente em pós fader.
Mas ainda tem outro grande problema quando os faders estão loucos!
Não podemos usar uma função da mesa chamada “Send On Faders” que agiliza muito o nosso serviço.
Rapidez no monitor é uma peça importante no trabalho.
O dono da empresa de som garantiu que a mesa estava com as placas de expansão e que todos os faders estavam perfeitos!
Ok, então.
Montei no editor offline a cena da CL5 para o show em Salvador e depois eu converti para M7CL usando o Console File Converter da Yamaha, ajustando depois alguns detalhes que não vem na cena convertida.
Eu estava agora com as cenas das mesas dos dois shows, que sempre chamo de Cena Inicial.
Todos usam fones nesse show, incluindo Geraldo Azevedo, e não tem caixas de monitor no palco.
Só a caixa de som do subgrave da bateria e as caixas de som do SIDE.
Quando todos estão usando fones, eu só abro o side numa emergência.
Quanto mais “limpo” o palco, sonoramente falando, melhor para todos!
Achei que seria breve nessa postagem, mas já estou notando que me enganei.
Já estou cansado de escrever, e vou dar uma pausa.
Amanhã eu continuo.
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Amanhã?
Jamais...
Hoje já é sábado, e não devo postar isso hoje, mesmo eu finalizando o texto e montando a postagem no Blogger.
Mais fácil eu postar na segunda-feira.
Antes de chegarmos a Salvador, ficamos sabendo que mudaram a mesa de PA.
A de monitor seria ainda a CL5.
Passei normalmente minha cena para a mesa de som, e fui dar uma geral nas vias de monitor, onde eu iria usar meus sistemas com fio para todos os músicos.
Mas disponibilizaram 4 sistemas sem fio G3 da Sennheiser, e nossa produção levou um sistema PSM 900 da Shure para Geraldo Azevedo.
Então usei esse PSM para Geraldo, onde dividi (splitei ou esplitei) o sinal para o primeiro sistema G3.
Eu ando sempre com meus cabos para splitar sinais.
Na verdade, não é o famoso cabo Y, é um chamado Z, que possui várias funções, incluindo a função do cabo Y, que é dividir um sinal de áudio para dois dispositivos.
Restou-me 3 sistemas G3, que distribuí para sanfona, flauta e percussão.
Bateria, baixo, guitarra e teclado usariam meus sistemas como fio.
Tudo estéreo.
Via mono só o SUB da bateria e a via destinada ao pessoal das Libras, vias 3 e 4.
Existia uma via mono com duas caixas na frente para Geraldo, mas não usam mais, e essa via ficou para Libras, via 4 é o sub bateria.
Não demoramos para passar o som.
A cena que peguei de Júnior e ajustei, ajudou mais do que atrapalhou.
Ahhh... Quando fui testar o side, o mesmo estava com problemas num dos lados, onde algumas caixas estavam com driver (médio e agudo) parado, e nem perdi tempo com isso, eliminando de vez o uso.
Só ligaria numa emergência grande.
Fui informado que Geraldo Azevedo não iria passar o som nos dois shows.
O guitarrista passou o violão dele, e o sanfoneiro passou a voz.
Com isso, eu já tinha uma ideia de como estava o fone do cantor, e encerramos o soundcheck.
A banda ficou bem satisfeita com a passada de som, e isso já animou.
Daria tempo para voltar no hotel para tomar um banho, mas antes nossa van da técnica parou no caminho para a gente almoçar.
Isso já tinha passado das 16h.
Só deu tempo para tomar um banho no hotel, sem cochilos, porque o início do show seria cedo.
Quando chegou nossa hora, chequei novamente todos os canais e as vias de monitor.
Geraldo checou seu violão ao meu lado, antes de subir ao palco.
A voz seria na hora mesmo.

Showtime - Casa Rosa - Salvador (BA).

O show transcorreu sem atropelos e eu estava sempre ouvindo a via de Geraldo Azevedo, e de vez em quando eu ia escutar as vias dos músicos, principalmente quando alguém pedia algo no seu fone.
Tudo certo.
Geraldo não solicitou nada.
Tudo certo!
Só que não estava!!!
Acho que no meio do show, ele comentou com Cesinha que estava com ruídos no seu fone.
Eu não tinha ruídos ouvindo a via dele.
O diretor de palco, que estava com o bodypack reserva da Sennheiser, e que estava recebendo o mesmo sinal da via de Geraldo não estava ouvindo esses ruídos, então o problema só podia ser no sistema PSM que estava com o cantor.
Depois fiquei sabendo que o ruído aparecia principalmente quando ele cantava, não era o tempo todo.
Putz, fiquei bem desanimado com isso.
Se ele tivesse avisado logo no início do problema, a gente teria trocado rapidamente o bodypack da Shure pelo da Sennheiser que estava com Rodrigo, mas isso não aconteceu, ele não solicitou e ficou todo o show com esse problema!
Fez o show rindo, mas com certeza não estava nada confortável.
Mesmo ele não solicitando, era pra gente ter trocado!
Não adianta agora chorar pelo vinho derramado...


Ahhhh. Esses ruídos não estavam no som do PA.
Passei o resto do dia (e do outro dia) pensando no que poderia ter acontecido.
Fiquei bem desanimado com o ocorrido, mesmo sem o público notar.
A banda saiu muito satisfeita, mas o "ator principal" não.
No outro show eu não teria o sistema de in-ear reserva, seria só o PSM 900 para ele, e todos os músicos usariam meus sistemas com fio da Waldman.
Fiquei pensando nas possibilidades que causaram o problema...
Fuga de RF, ou plugue do fone mal encaixado, mas ele falou que aparecia mais quando cantava.
Mas não tinha esse ruído no canal da voz dele, quando eu escutava isoladamente.
Se fosse no microfone (48V) dele, todos escutariam esse ruído, e eu não estava ouvindo isso.
Um cabo com defeito ou mal encaixado num dispositivo que é alimentado por 48V pode causar ruídos altíssimos.
Descartei essa possibilidade.
Descartei a possibilidade de acabar esse texto hoje.
Tou bem “enfadado” de ontem, onde resolvi ir pra balada!
Não estou mais acostumado com isso.
Nem dormi muito tarde, pois deitei para dormir às 3h30 da madrugada.
Mas o corpinho não reage igual quando eu tinha 20 e poucos anos, né?
Vou dormir!
Se eu não for comer caranguejo amanhã no Caneca Fina, acabo esse texto.
Caso contrário, só segunda!!!!!!
Ahhhh, lembrei de um detalhe massa para falar aqui.
Antes de chegar nesse ponto do texto aqui, já escrevi o final, para não esquecer os detalhes!!!
Já escrevi quando estava desligando minhas coisas na mesa de som, e vocês vão notar isso lá no final do texto!
Mas escrevi antes! (Risos)
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Poxa...
Nem fui para o Caneca Fina comer caraguejos.
Tentei convencer uns amigos “papudinhos”, mas não tive êxito.
Vou finalizar então esse texto, e se tudo der certo, faço a postagem hoje.
Deixa eu ler acima um pouco para pegar o embalo do texto, e saber onde parei.
Ahhh, ok.
Fiquei pensando no que poderia ter causado o problema, e por eliminação cheguei numa boa opção.
Poderia ser que estivesse clipando o sinal na entrada do PSM, causando uma distorção...
Eu sempre fico olhando o nível de entrada em todos os sistemas de in-ear.
Por isso coloco sempre todos perto de mim, com a parte da frente virada pra mim, onde posso ver claramente os marcadores de nível de entrada.
Na maioria das vezes que olhei para o display de todos os sistemas de in-ear, nenhum deles estava clipando, mas...
Pode ser que o de Geraldo estivesse clipando só com a voz, causando o ruído que ele falou, que seria uma distorção.
Ahhhh, um detalhe...
Depois do show em Salvador, tirando esse problema com o cantor, eu tinha achado bem legal o resultado.
Por isso, salvei a cena da CL5 no final do show e decidi convertê-la para usar com a M7CL no show em Dona Inês (PB).
Descartei a cena que eu tinha convertido em casa, porque essa nova já estaria com os ajustes do primeiro show.
E deu muito certo!!!! (Uh uhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh)
No avião em Salvador, antes da gente decolar para João Pessoa, já avisei Geraldo Azevedo que iria fazer uma mudança no seu monitor.
Eu iria baixar o máster da via dele na mesa, e ele deveria aumentar o volume do bodypack para compensar.
Eu ajustei algumas coisinhas na cena convertida no hotel, porque já falei que alguns detalhes não vem na cena convertida.
Eu teria que diminuir o número de máquinas de efeitos, por exemplo.
Fui fazendo os ajustes, e já baixei o máster da via de Geraldo, entre 3 e 6dBs, não lembro agora.
Ahhhhhh!!!
Tem como eu saber aqui, só abrir a cena no editor offline.
Vou ver.
Baixei 3dBs como vocês podem ver na foto abaixo.

Clique na imagem para ampliar.

Se ainda assim o nível chegasse no vermelho do mostrador do in-ear durante o show, eu baixaria mais ainda e pediria para Geraldo aumentar um pouco mais o volume no bodypack.
Mas isso não aconteceu.
Ainda baixei o máster da via da percussão no soundcheck, que no show anterior ele usou in-ear sem fio, e nesse na Paraíba estava usando meu sistema com fio.
Mas antes de tudo isso, vou falar dos equipamentos.
A mesa não estava em perfeitas condições como falaram, e só tinha uma placa de expansão com 4 saídas.
Alguns faders estavam com vontade própria, como já falei que é comum nessas M7CL, e decidi usar o iPad durante todo show.
Iria ficar mais lento no serviço, mas eliminaria o perigo do som aumentar absurdamente no ouvido de todos no palco.
Para completar... A placa de expansão estava com problema, onde tinha um ruído (hummmmm) nas quatro saídas.
As duas primeiras eu estava usando para o side, e foi quando notei o ruído.
O responsável pelo som já foi falando: --- Não estava assim esse side.
E eu respondi: --- Mas agora está.
Deixa eu ver se o problema é nas saídas da placa... (Pensei)
As outras duas saídas estavam indo para o in-ear do sanfoneiro, que fiquei sabendo que existia esse sistema próprio do músico um pouco antes de ligar todas as vias.
Quando coloquei o fone para testar o in-ear, o mesmo ruído do side estava no in-ear, ou seja...
As saídas da placa estavam “bichadas”.
Avisei então para o diretor técnico, informando que o músico usaria meu sistema com fio, pois ele não iria aguentar aquele ruído contínuo no seu ouvido.
Problema resolvido. (Que nada!!!!)
E onde eu iria ligar essas vias do side e do fone da sanfona?

Showtime - Dona Inês (PB).

As 16 saídas da mesa de som já estavam comprometidas!
Por isso é necessário placa de expansão para ter mais saídas.
Vixe, me lasquei...
Foi aí que lembrei das saídas 3 e 4!!!
Lembram que lá em cima falei que usamos essas vias para o pessoal das Libras e para a caixa de subgrave da bateria?
Pois bem...
Nesse show não teria sub na bateria nem via para a turma de intérpretes.
Não tinha outra solução.
Até tinha, que seria usar algumas vias em mono, mas nem estava nos meus planos fazer isso.
E usei essas duas saídas (3e4) para o fone com fio do sanfoneiro.
Side?
Vai ter não.
Não tinha mais saídas disponíveis.
Nem usei o side no primeiro show, ficando desligado o tempo todo.
Mostrei para o dono da empresa de som onde estava o problema, e segui em frente com nossas ligações.
Ainda apareceu um contratempo nas ligações dos meus sistemas com fio.
Expliquei em conversa anterior que era só levar um cabo normal de microfone (XLR) da mesa de monitor até o músico, onde ele usaria o amplificador de fone, mas entenderam errado, e puxaram os cabos que eles usam normalmente com o sistema deles, tipo Power Play.
Na ponta do cabo que chegava para os músicos tinha uma entrada de fone P10.
Falei que não dava para ser assim, e chegaram até em falar que não tinha mais cabos de microfone disponíveis.
Só pude falar que tinha que aparecer mais cabos, não tinha jeito.
Não sei como fizeram, mas os cabos começaram a aparecer e deu para ligar todas as vias dos músicos!
Testei todas e a banda subiu no palco, onde fizemos um linecheck e soundcheck ao mesmo tempo.
Esqueci de falar um detalhe...
Chegamos à noite no palco para fazer tudo isso!!!
Não teríamos muito tempo para o serviço.
Era checar tudo rapidamente, colocar a banda pra passar uma ou duas músicas para ajustar seus fones, e esperar pela hora do show.
Geraldo iria fazer o que fez no show anterior, checar seu violão ao lado da mesa de monitor, antes de entrar no palco.
E assim foi feito.
Depois que falei com Geraldo no avião sobre a mudança que iria fazer nesse show, fui combinar depois com nosso produtor Reinaldo sobre o posicionamento do botão de volume do bodypack, pois era ele quem colocava o sistema no cantor.
Ele me falou que no outro show o botão estava no meio, e no linguajar técnico chamamos de “posição meio-dia”, usando o ponteiro do relógio como referência.
Quando ele me passou essa informação, pedi para ele colocar o botão na posição 2h, sem chegar na posição 3h.
Colocando entre 2 e 3h estaria ótimo para mim.
Deu para entender?
Só olhar na foto abaixo.

E Reinaldo fez exatamente o que eu pedi.
O show começou, e fiquei ouvindo a via de Geraldo Azevedo.
Eu teria que ajustar voz e violão na primeira música.
Checar o violão e voz com os músicos no soundcheck é uma coisa, com o artista na hora do show é outra coisa.
Mas os músicos fizeram bem o serviço, e não precisei fazer muitos ajustes no começo do show.
Não apareceu problema algum no monitor de Geraldo Azevedo ou de qualquer um da banda!
Sempre olhando novamente o nível de entrada no visor do transmissor do sistema de Geraldo, o sinal só chegava no primeiro amarelo.
Depois desse amarelo, tem mais um amarelo para depois chegar no vermelho, onde é a indicação que o sinal está "clipando" e isso pode causar distorção.
Não chegou nem perto desse vermelho, e nem sempre quando chega, a distorção aparece.
Chegar de vez em quando é uma coisa, e chegar constantemente é outra.
Uma coisa é certa!
O LED vermelho não está ali para enfeitar, viu? (Risos)
Só tenho a agradecer a todos os músicos que foram pacientes comigo nos dois shows, onde eu estava fazendo o trabalho pela primeira vez, como foi o caso também do meu colega Moisés no PA, que nunca tinha participado de um show de Geraldo Azevedo.
Valeu pessoal!
Augusto, Toninho, Xanfer, Romero, Johnanthan (esse vai soletrar o nome até morrer), Jerimum e Cesinha, que é o diretor musical e foi quem me chamou para os dois trabalhos.
Evangelista deve ter me indicado...
Nem vou agradecer a esse, que seria repetitivo.
Já falei algumas vezes que tem gente que acredita mais em mim do que eu mesmo.
Evangelista é uma dessas pessoas.
O show começou e fui seguindo no serviço.
Tudo normal, e eu até já sabia que alguns músicos precisavam ouvir determinado instrumento com mais volume em determinada música, depois voltava o volume ao normal.
Anotei isso no setlist do show, e quando chegou a hora fiz as mudanças nos volumes dos instrumentos.
Nem olhei para eles na hora (por pirraça), só depois eu levantei a cabeça para ver a reação, e vi o sorriso no canto da boca como se pensassem: --- Ahhh, safado. Ele lembrou!
Eu conheço todos da banda!!!!
São daqui de Recife, e isso é muito legal de ver!
Temos excelentes músicos, técnicos e roadies!
A banda de Alceu é quase toda daqui de Recife, só o sanfoneiro é de Caruaru e o flautista é da Paraíba.
O saudoso Paulo Rafael nasceu em Caruaru!!!!!
Toda vez que vou comer uma buchada, me lembro dele.
Odiava essas comidas pesadas, que ele chamava de “gordurame” (ou era gordurume).
Vou agradecer também às pessoas que fazem parte da equipe de Geraldo Azevedo, que eu não conhecia e que tiveram também a maior paciência com o galeguinho aqui.
Rodrigo, JB, Valmyr e Reinaldo.
Geraldo Azevedo?
Me assustei. “Figuraça”.
Como assim?
Maloqueiro.
Muitos aqui vão falar: --- Tás chamando o cantor de maloqueiro?
Tou.
E no dia que você tiver a oportunidade (e prazer) de conhecer ele por algumas horas ou dias, vai entender o que eu estou falando.
Por enquanto o prazer vai ser só meu!
Mesmo não dando tempo (nem sei se ia ter cabos para isso!) de colocar os microfones para captar a ambiência do público, que endereçamos para os fones do artista e de alguns músicos, o show fluiu como é para fluir.
Foi perfeito.

Showtime - Dona Inês (PB).

Tudo certo no palco com os músicos, e como sempre fico escutando as vias de monitor de todos, e a voz de comunicação de Cesinha vai para todas as vias, incluindo Geraldo, escutei quando ele perguntou na comunicação: --- Tudo certo aí, Geraldo?
Ele respondeu sim com a cabeça e Cesinha olhou imediatamente para mim, e eu dei o OK com o polegar antes dele falar ou dar qualquer outro sinal.
Não tinha mais o que fazer, só curtir o trabalho.
E, no final do show...
Enquanto eu desligava meus equipamentos, recolhendo também meus cabos das vias de monitor, o diretor técnico foi lá na mesa de som e falou: --- Ouviu o que Geraldo falou enquanto saía do palco??? Ouviu? Tá vendo?
Eu não ouvi nada, porque na hora que Geraldo estava saindo do palco, eu ainda estava ouvindo o som da via dele no meu fone, que nem precisava mais, diga-se de passagem.
Só tirei quando a banda parou de tocar.
E enquanto tirava meu fone dos ouvidos, Rodrigo repetiu todo animado o que o artista falou saindo do palco, e me cumprimentou.
Muito bom ouvir aquilo, e nem vou colocar aqui as palavras...
Vou deixar isso entre eu e Rodrigo.
E com esse trabalho fechei uma trilogia.
Posso falar que participei com meu trabalho nos shows dos três artistas do O Grande Encontro.
Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo.
E fechei a trilogia com chave de ouro!
Fiquei muito feliz com isso.
Foi bom para oxigenar minha vontade de trabalhar na monitoração dos shows, porque eu não estava muito animado recentemente com esses trabalhos.
Estava com “falta de ar” no monitor.
Não sei se é a idade pesando, em ter que usar óculos... Me deixa mais lento... Não sei.
Em festivais vocês já sabem que desisti de fazer o monitor.
Respirar fundo e seguir, principalmente porque fechei um trabalho numa turnê grande onde vou rodar pelo Nordeste entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
E advinha...?
Para operar o monitor!!!!!!!
Acho que foi o melhor contrato de trabalho que fechei até hoje.
A produção ainda está acertando os detalhes dos shows, e deve ficar em torno de vinte apresentações.
Ainda pensei em não aceitar por ser no monitor, mas vai ser todo mundo de fone no palco e devemos andar com o sistema completo de monitor, incluindo a mesa de som.
Antes dessa turnê, faço com outra artista uma mini turnê também pelo Nordeste.
Mas nessa, que deve ter cinco ou seis shows, vou operar o som do PA.
Pelo jeito, vou ter muito assunto para falar aqui.
Sábado que vem opero o monitor de mais um show.
Kell Smith.
Moisés me indicou para esse trabalho.
Mas aí é assunto para outra postagem.
Um abraço a todos.

PS1: Em 2020 operei o som do PA do O Grande Encontro, no Teatro Guararapes em Recife, substituindo meu amigo Mário Jorge.

PS2: Espero que o cantor não leia esse Blog. Chamei-o de maloqueiro.

PS3: Não teve como eu não lembrar da minha juventude enquanto escutava várias músicas de Geraldo Azevedo durante o show! Dia Branco? Vixe! Meus pensamentos saíram do local... Não tem como separar direito a vida pessoal da vida profissional. Eu sempre achei que andam juntas.

PS4: Moisés postou um cartaz semana na passada no Instagram com uma frase que eu achei muito legal.
Adoro frases que fazem a gente pensar.
Não sei se ele postou por que fez o primeiro trabalho com Geraldo Azevedo...
Achei que combina comigo em muitos momentos que passei e ainda passo na vida.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Mudança de Palco 132 - Dominó. Sabe como foi criado o nome? Eu não sabia.

Olá pessoal.
Eu estava passando o tempo aqui em casa, tomando meu café reforçado, porque vou fazer uma ressonância magnética amanhã para saber qual o nível do problema na próstata que deu aumentada em outros exames (PSA e Ultrassom).
Pobre não janta, toma café.
Tenho que ficar em jejum por oito horas antes do exame.
Enquanto tomava meu leite com Nescafé e tapioca, fiquei passeando pelo YouTube, vendo todo tipo de conteúdo.
E num desses passeios me deparei com a janela de um “corte” de um Podcast comandado por Sérgio Mallandro e Renato Rabelo, onde o entrevistado era Liminha, que foi ajudante de palco do apresentador Gugu Liberato.
Podcast Papagaio Falante.
(https://www.youtube.com/@PodcastPapagaioFalante)
Na realidade o PODCAST surgiu para ser somente escutado, e não visto como é hoje em dia no YouTube.
Era só áudio, mas já faz um bom tempo que existem vários em vídeos.
Fiquei ouvindo as conversas de Liminha, principalmente porque adoro saber dos bastidores...
E no meio da conversa surgiu o nome do grupo Dominó, criado pelo Gugu Liberato.
Muitos já sabem que foi o Gugu quem criou o Dominó, baseado no sucesso de um grupo criado em 1977 em Porto Rico chamado Menudo.

Uma das formações do grupo Menudo, com Rick Martin.
Essa turma fez um sucesso estrondoso na América Latina durante os anos 80.
No Brasil foi um verdadeiro “tsunami”, onde a histeria era bem parecida com o que aconteceu com os Beatles no mundo.
Minha irmã era uma das milhares de fãs fervorosas dos meninos, que eram sempre trocados na formação do grupo, sendo geralmente descartados aos 16 anos de idade.
Até Ricky Martin passou por lá.
Informação by IA.
Não me recordo agora, mas ela deve ter ido ao show do Menudo no Estádio do Arruda aqui em Recife, que foi completamente lotado!
Morávamos bem pertinho do Mundão do Arruda, que atualmente está quase desmoronando, por causa de várias gestões desastrosas que se arrastam no clube faz décadas.

Show do Menudo no Estádio do Arruda (Foto by Diário de Pernambuco).
Mas vamos voltar para a conversa de Liminha sobre o Dominó.
Logicamente ele fala que o grupo foi criado por Gugu por causa do Menudo.
E fala como ele escolheu o nome para o grupo que ele estava montando, que fez um grande sucesso também aqui no Brasil.
Liminha fala que Gugu estava sentado numa das salas de produção ao lado de uma lista telefônica, tentando achar um nome para o grupo dos meninos brasileiros.
Na época não existia celular.

Liminha explicando o que Gugu escreveu no papel.
Gugu chamou Liminha e falou eufórico que finalmente tinha achado o nome para o seu grupo!!!
Iria se chamar DOMINÓ.
Liminha estranhou o nome e falou: Mas Gugu, dominó é um jogo!
Aí o apresentador mostrou um papel para ele, que mostrava a explicação do nome.
Fiz aqui, imaginando a cena.

Muito bom!!!!
Sabiam dessa?
Eu não.
A ligação do Dominó com o Menudo foi bem maior do que muita gente imaginava.
Morria e não sabia!
Ou seja... A lista telefônica não ajudou em nada!!
Um abraço a todos.

PS: Depois eu conto se me lasquei muito ou não com a próstata.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Mudança de Palco 131 - Um filminho besta pode conter ensinamentos.

 
Olá pessoal.
Como muitos sabem aqui, adoro ver filmes!
Meus Amigos já sabem desse meu prazer faz muito tempo.
Vejo filmes desde as famosas fitas VHS que a gente alugava nas Locadoras, que empestaram as cidades do país, acho que na década de 80.
Era uma em cada esquina!
Feito as farmácias atualmente.
Pago hoje Netflix com o maior prazer, porque sou um usuário “viciado”.
Mas pago a assinatura com propagandas, pois achei absurdo o aumento que deram no valor para o usuário ver os filmes sem propaganda.
Até agora não me arrependi da escolha.
Dou mesmo muitas pausas enquanto assisto, então não me incomoda muito essas pausas para as propagandas, e muitas vezes as propagandas aparecem quando eu dou minhas pausas, para ir ao banheiro, para encher a taça de vinho ou para preparar algum petisco.
Pagar menos de 21 reais por mês para ver a quantidade de filmes que eu vejo, é quase de graça!
Para quem ainda não sabe, tenho uma postagem aqui no Blog onde disponibilizo um link para quem quiser baixar uma lista de filmes que eu indico, e que atualizo constantemente.

Clique na imagem para ampliar.
Essa lista já está perto de 500 indicações, e eu comecei a fazer isso não faz muito tempo.
Foi um pedido da cantora Mariana Aydar, que também gosta muito de filmes.
Antes disso, sempre indiquei filmes em postagens, mas agora geralmente atualizo a lista e informo na postagem a data da atualização e o último filme da lista, como vocês podem ver na foto abaixo.

Clique na imagem para ampliar.
Inclusive, esse filme “bestinha” entrou na minha lista!
Sally Field vai ser sempre Sally Field, mesmo num filme “mamão-com-açúcar”.
Pois bem...
O nome do filme é “Criaturas Extraordinariamente Brilhantes”.

Muito legal para ver com a família.
Confiram.
Sempre me surpreendi com frases ou atitudes que vejo nesses filmes, pois em muitos casos refletem alguma situação ou pensamento que tenho sobre vários assuntos, como a vida por exemplo.
Quando eu escutei a frase da personagem de Sally Field, deu um “flash” na cabeça, e pensei em quantas vezes eu falei coisa parecida para alguém ou até pensei em falar, mas não falei.
Geralmente eu falo, viu?
Dei até uma amenizada porque estava machucando muita gente...


“NÃO IGNORE FLAGRANTEMENTE AS REGRAS E SE SURPREENDA COM AS CONSEQUÊNCIAS”.
Nem dá para contar quantas vezes passei por isso.
Muita gente fazendo coisas completamente fora das regras (ou leis) e se assustando com as consequências causadas pelo ato.
Políticos?
Vixe!!!!
Nem estou colocando eles nessa contagem porque eu teria que usar uma calculadora científica (atômica)!
Frase simples, mas perfeita.
E isso não é de hoje, é desde que me entendo de gente.
Onde, por exemplo, furar fila nunca foi considerado uma coisa “anormal”.
Estacionar em entrada de garagem também é normal... E por aí vai!
É assim do ponto de vista de uma grande parte da população do nosso país.
Infelizmente!
Resumindo...
Achei bem legal o filme, mesmo se não tivesse essa frase no meio.
Mas que a frase é bem legal também, ahhh isso é!
E pode servir perfeitamente como um ensinamento, não é?
A cara do nosso país.
Infelizmente!
Um abraço a todos.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Operando o monitor de Natascha Falcão em Belo Jardim - Tenho uma declaração a fazer.

 
Natascha Falcão - Showtime. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Olá pessoal.
Fui olhar aqui qual foi a última postagem que fiz falando sobre os meus trabalhos, e vi que foi sobre os trabalhos em São Paulo com Flaira Ferro.
Depois desses trabalhos, fiz mais três, com Cordel do Fogo Encantado, Siba e Mestre Ambrósio, todos aqui em Pernambuco.
Ainda estava pensando o que eu poderia falar sobre esses três shows, onde até teria assunto, mas acabei que não comecei a escrever... E o tempo passou.
Na realidade eu iria fazer quatro shows depois de Flaira, e um desses seria no Pátio de São Pedro (Recife) com Siba, mas quando eu descobri que só teria uma mesa de som ao lado do palco para fazer PA e monitor, e essa mesa não se conectava com o iPad, falei para a produtora de Siba que não tinha sentido eu ir, porque eu não poderia ficar na mesa operando o monitor do show enquanto o técnico de PA iria para frente com o iPad fazer o trabalho dele.
Vou até ajustar isso nos próximos trabalhos, pois acho que não é justo eu perder o trabalho por falta de estrutura do evento.
Fiz Mestre Ambrósio um dia antes no mesmo lugar, mas a banda ALUGOU uma mesa de som para esse show, onde eu fiquei no lado da mesa operando o monitor, e meu amigo Buguinha ficou lá na frente com o iPad operando o som do PA.
Dupliquei os canais na LS9, ficando os canais de 1 a 32 para o PA e de 33 a 64 para o monitor.
Com essa praticidade que a LS9 oferece, dá para o técnico processar os canais, mexendo em equalização compressão e gate, sem interferir no trabalho do outro.
A única coisa que compartilhamos é o ganho... Se eu mexer no ganho, aumentando ou baixando, isso vai para o som do PA também.
Mas sempre combinamos que depois que o ganho é ajustado, ninguém mexe!
A não ser que durante o show o canal comece a “clipar” (overload, passar do nível máximo).
Aí não tem jeito... Tem que ser reajustado por alguém, e o outro deve sentir a diferença, compensando isso no fader ou na saída do compressor.
Mas vamos ao show de Natascha Falcão que aconteceu na sexta-feira que passou (05/07) na Festa das Marocas em Belo Jardim, cidade que fica a 190 km de Recife, e é a terra natal da cantora e também de Otto.
Natascha Falcão - Showtime. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Chegamos no horário marcado, mas um pouco antes de chegar, recebemos a informação que o primeiro soundcheck (Edson Gomes) nem tinha começado ainda.
Mais uma vez, participei da inauguração do evento, coisa que não gosto muito de fazer, porque muitas vezes a estrutura não está perfeitamente montada.
E nesse não foi diferente.
O pessoal da empresa de som estava ainda ajustando os detalhes finais do som, os camarins ainda estavam sendo montados... E até para encontrar um banheiro químico foi difícil.
Estava combinado Edson Gomes (EG) passar o som, depois a gente, e no final a banda que iria abrir a noite armaria as coisas dela, passaria o som e tudo ficava pronto para começar o evento.
Mas com esse entrave na passada de som de EG, a nossa produção foi acertar os novos procedimentos.
Ficou decidido que a gente iria passar o som antes de EG, e fiquei meio desconfiado, com receio da turma do cantor da Bahia querer passar o som no meio do nosso tempo.
Mas isso não aconteceu.
Passamos o som tranquilamente!
E é nesse ponto que eu vou começar minha declaração.
Tudo estava conspirando para um sufoco... Atropelo nos horários das passadas de som, equipamentos ainda sendo ligados e testados...
A mesa que seria uma CL5, não era mais, mas era um CL3, o que não mudou muito pra mim.
Adjan, técnico da empresa de som Eduardo Amaral, me informou que a CL5 deu um problema no fader máster e ele não pensou duas vezes para fazer a troca.
Certíssimo.
Passei minha cena para a mesa, conferi as entradas dos canais e testei as saídas.
Só usaria quatro caixas na frente para Natascha, mais o side.
Toda banda usaria fones, e eu levei meus sistemas individuais, mesmo sabendo que tinha sistema com fio disponível para o evento.
Prefiro usar o meu sisteminha por vários motivos.
Faço as vias em estéreo e levo apenas UM cabo até o músico; o controle de volume geral do fone fica na mão do músico; não precisa de adaptador para o fone; não preciso torcer para que o sistema da empresa de som esteja funcionando perfeitamente!
Quase certeza absoluta que o sistema da empresa de som não iria me deixar na mão, mas nem cogitei em usar o sistema deles.
Notei que tudo era muito bem cuidado!
Não tinha sistema de in-ear sem fio, e nossa produção alugou um PSM900 para Natascha.
Adoro esse sistema de in-ear, que para mim é um “trator”!
Liguei todas as minhas vias, onde levei os cabos devidamente identificados, e liguei o in-ear da cantora.
Testei todos com a ajuda de Adjan, porque não liguei meu iPad.
Geralmente faço essa conferência usando o iPad, já no local onde está o músico.
Dei uns ajustes na equalização da via de chão da cantora e no side.
Começamos o soundcheck.
Natascha Falcão - Showtime. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Nunca tinha trabalhado num show de Natascha Falcão, e sempre é diferente, porque cada banda e/ou artista tem um jeito particular na monitoração.
Vou dar um exemplo: O baterista de Lucy Alves só pede o bumbo no seu fone e no sub, e o resto da banda no fone. Não vai mais nenhuma peça da bateria no fone.
E em muitos casos a monitoração muda, dependendo da distância que o músico está dos outros instrumentos.
Como outro exemplo real, posso dizer que o sanfoneiro de Natascha me pediu para cortar todas a peças da percussão no seu fone, pois ele estava bem próximo da percussionista.
E segui ajustando as coisas.
Achei que a cantora não usaria muito as caixas de monitor, mas não demorou muito para eu notar que ela usa “valendo”!
Fui me ajustando no palco, seguindo os pedidos da artista.
Ahhh. Uma curiosidade só para os leitores... Natascha Falcão é prima do cantor Otto.
Fiquei sabendo dias antes desse show em Belo Jardim porque o produtor de Otto me falou.
Faço alguns trabalhos com Otto, e dia 26 de setembro estarei com ele num show em Salvador.
Mas vamos voltar para o show em Belo Jardim.
Passamos o som tranquilamente, e absolutamente nada falhou no palco!
Tou continuando com minha declaração.
Natascha Falcão - Showtime. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Seguimos para o hotel, que na realidade era um ponto de apoio, para jantar e tomar banho.
Mas eu já sabia que seria um “bate-e-volta”, e nem levei utensílios para tomar banho.
Levei um par de meias, uma cueca e uma camisa, para emergências.
Se eu tivesse uma diarreia e me “cagasse nas calças”, não tinha outra bermuda!
Mas nada disso aconteceu, e nem usei as peças extras que levei.
Do jeito que eu fui, eu voltei.
Enquanto estava no restaurante do hotel, resolvi fazer umas mudanças nas minhas ligações.
E mandei mensagens para Adjan, que era o técnico responsável pelo palco.
Pedi para ligar meu microfone na bandeja principal, porque estava ligado direto na mesa de monitor, e desse jeito meu amigo Adriano que estava operando o PA não poderia me escutar.
Depois lembrei que tinha outra coisa que esqueci de deixar ligado, que era a via de comunicação para eu falar com os roadies.
Nesse show foi apenas uma roadie (Raynnara), mas mesmo assim coloco um microfone em cada lado do palco.
Já tinha avisado no final do soundcheck que eu precisaria dos dois microfones para comunicação dos roadies, e que a gente não ligou durante nosso tempo de passada de som.
Quando cheguei ao palco para começar a checar as coisas para o nosso show, tudo que eu solicitei nas mensagens de WhatsApp estava feito!
Perfeito.
Ele ainda me falou que nada foi mexido nas minhas vias de fone, e só conferi a via da frente e o side.
Tudo OK.
Começamos a fazer o linecheck e apareceu um erro na plugação, que foi resolvido num (absurdo) curto espaço de tempo!
Acho que não chegou a demorar um minuto para resolver tudo.
E teve uma razão para isso.
Fora a disposição da equipe, eles usavam comunicadores sem fio, que está em moda agora nos palcos, principalmente com as equipes dos artistas, como Lucy Alves por exemplo.
Mas aqui na minha região, nunca tinha visto uma equipe de empresa de som usar o equipamento.
Adjan usava um, o técnico de PA outro, e mais um responsável pelas ligações usava outro.
Esse foi o mínimo que notei, mas poderia ter mais gente da equipe da empresa usando e eu não vi, como o responsável pela iluminação, por exemplo, ou até mais gente no palco que estava ligando as “coisinhas”...
O que posso afirmar é que esse equipamento fez uma diferença ABSURDA no resultado do trabalho da equipe da empresa de som no evento.
Natascha Falcão - Showtime. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Mas vou ainda ratificar... Não adianta equipamentos espetaculares SEM a vontade da equipe da empresa para fazer o trabalho bem feito.
E essa vontade da equipe da empresa de som era quase palpável, de tão visível que estava.
Não ouvi um único NÃO por parte de qualquer um dessa equipe, seja no soundcheck ou durante o show.
E isso assusta hoje em dia nos eventos.
Lembrei-me da turma que trabalha no SESC em São Paulo por onde passei...
Não teve um SESC por onde passei em SP que foi diferente.
O atendimento é tão bom que fico constrangido! (Risos)
No domingo mandei mensagens de agradecimento para os dois técnicos (Adjan e Jubileu) da empresa Eduardo Amaral Sonorização, que se não estou enganado, tem sua sede em Maceió (AL).
É muito bom ser bem atendido!
E o show?
Vídeo by Andréa Rêgo Barros.
Transcorreu sem atropelos, com os ajustes normais que acontecem durante um show.
E se alguma coisa não estava boa no palco, a culpa foi minha mesmo.
Pois dos equipamentos não tenho do que reclamar.
Eu tinha que fazer essa declaração, pois está cada vez mais difícil encontrar isso nos eventos, pelas estradas da vida...
Geralmente é muito bom fazer novos trabalhos, e com Natascha Falcão foi assim.
O "alto astral" da banda e da cantora facilitaram (muito!) o meu trabalho!
Já faz um tempo que a questão da convivência com os outros profissionais envolvidos em um show ou evento é um dos requisitos para eu aceitar ou não um trabalho.
O primeiro show eu faço, não tem como saber.
Mas depois, aceito mais não, prefiro ficar em casa (liso) bebendo meu vinho com Netflix.
Já vi um caso de um técnico de PA de um cantor famoso não falar com o técnico de monitor, e isso para mim é insustentável.
Criaram até um "meme" com uma frase que eu uso muito na minha vida...
Realmente não tem perigo eu ficar num grupo onde não me sinta bem.
Se a produção de Natascha Falcão me chamar para um novo trabalho, eu vou. (Risos)

A turma toda depois do show. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Não sei se todos que estavam no palco gostaram do meu trabalho na sexta, mas se não gostaram, não posso falar que a empresa de som e seus equipamentos contribuíram para o trabalho mal feito!!!!!
Tá feita a declaração.
Um abraço a todos.

PS: Acho que acabei fazendo duas declarações...

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Copa do Mundo e música - Achei uma semelhança.

 

Olá pessoal.
Vou só começar o texto para não perder o raciocínio.
Com certeza não vou muito longe.
Estou em Caruaru, vim no domingo para uma comemoração do aniversário de Fabiana, que é casada com meu Amigo André Julião.
Dois grandes Amigos que tenho na vida.
André veio primeiro em 2005 e Fabiana depois, quando Julião começou a se relacionar com ela.
Pois bem...
Os dois já foram dormir, e eu fiquei na sala vendo o último jogo do dia da Copa do Mundo, enquanto bebo minha última taça do vinho.
E durante esse tempo vi vários vídeos no canal CazéTV na internet, que me fez pensar sobre uma ligação desse evento esportivo com a música.
Mas só continuo esse texto amanhã em casa, porque por hoje já foi.
O principal eu já fiz, que foi deixar o começo do raciocínio registrado aqui, para desenvolver isso mais tarde.
Volto depois.
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Hoje é quinta-feira, dia 18/06/2026.
Estou arrumando as cenas para os shows que faço mais na frente com Cordel do Fogo Encantado, Siba e Mestre Ambrósio.
Deve ficar em quatro cenas de mesas diferentes.
Estou aguardando o rider técnico de uma das bandas para conferir se nada mudou desde o último show que eu fiz no começo desse mês.
Vou tentar ser breve no raciocino dessa postagem.
Qual foi a semelhança que eu notei entre Copa do Mundo de futebol e música?
No domingo passado, durante a festinha de aniversário de Fabiana lá em Caruaru, entramos no assunto música,  de “gosto musical”, gravadoras, divulgação, internet, MP3, Napster e assim por diante.
Uma cantora amiga nossa estava falando sobre ter muita coisa ruim tocando, muitas músicas ruins nos meios de comunicação... Que era um absurdo isso, etc etc etc.
Falei (sempre falo) que tudo mudou na música com o surgimento do ADAT, MP3, Napster, Internet...
Continuo com essa mesma opinião, principalmente porque eu estava num estúdio de gravação no final dos anos 90 quando o ADAT surgiu, e convivi com essa mudança.
Realmente tudo mudou.
Os estúdios grandes começaram a perder dinheiro porque muita gente começou as gravações em casa ou em pequenos estúdios caseiros, o chamado Home Studio.
Pois bem...
Expliquei também que antigamente eram as grandes gravadoras quem decidiam qual música ou artista iria “estourar” no Brasil ou no resto do mundo.
Decidiam o que o povo iria escutar.
Isso também mudou... Né?
Tudo mudou na música e na sua distribuição.
E o MP3 foi o grande “vilão” nessa mudança.
O Napster fez sua contribuição para a distribuição das músicas pela internet.
Se foi ilegalmente, não vem ao caso aqui.
Jogo do bicho é ilegal e tá aí até hoje nas ruas, e aqui em Recife tem até "drive-thru", onde a pessoa aposta sem sair do carro!
Legal ou ilegalmente, as músicas passearam pela internet e entraram nas casas das pessoas sem pedir licença, sem precisar da ajuda das grandes gravadoras, que faziam essa distribuição e também colocavam para tocar nos meios de comunicação (TV e rádio).
A música ficou praticamente “sem atravessador”.
Muitos artistas que fazem sucesso atualmente, dificilmente conseguiriam fazer isso nos anos 80/90, sem internet, MP3, Instagram, Tik Tok...
Aí, enquanto eu via alguns jogos do torneio mundial de futebol por um canal na internet (CazéTV), juntei os dois assuntos.
A CazéTV tem os direitos para transmitir TODOS os jogos da Copa!


Vi muitos locutores, comentaristas e apresentadores emocionados, muitos felizes por estarem participando de uma transmissão de uma Copa do Mundo!!!!!!
Muitos desses profissionais eram bem jovens.
Juntando os dois assuntos, concluí que sem a internet, sem esse novo formato de transmissão, a (absurda) grande maioria deles não conseguiria participar de uma transmissão de uma Copa do Mundo de futebol.
Alguém duvida?
Igual ao que acontece com as músicas e/ou artistas.
Acho massa!
Locutor chorando emocionado durante a transmissão de um dos jogos na CazéTV.
Prefiro ter a liberdade de ver jogos em vários meios de comunicação, mesmo com atraso na transmissão e com pessoas começando na profissão, com uma linguagem bem diferente das linguagens polidas das TVs.
E se eu não gostar, vou ver nas outras opções, como nas TVs Globo ou SBT.
Prefiro assim, melhor que ficar refém das programações dessas TVs, e que antes era apenas a TV Globo quem decidia isso.
E na música acho isso também!
Prefiro assim do jeito que está, do que ficar refém de grandes gravadoras, ou da programação das TVs e rádios.
Escuto o que eu quero, na hora que eu quero... Eu escolho.
E essa mudança na música fez muito bem para minha profissão.
Quanto mais músicas tocando, mais artistas fazendo shows, e mais trabalhos para os operadores de áudio.
Como diz Siba: Toda vez que eu dou um passo, o mundo sai do lugar.
Ou a gente se adapta e aproveita o que tem de bom nessas mudanças, ou o trem vai passar e ficamos parados na estação abandonada.
Aproveitem, sejam felizes.
Como os jovens da CazéTV ou como as milhares de pessoas que foram ontem ver o show de João Gomes no centro do Recife.

Acha uma “bosta” João Gomes e/ou as transmissões da CazéTV?
Vai ver outro show e vai ver os jogos na Globo ou SBT.
A escolha é sua!
Como o público escolheu sair de casa ontem pra ver o show do João.
Foi gente, viu?
Eu vou voltar aqui a montar no laptop as cenas iniciais dos shows nos editores das mesas digitais para os próximos trabalhos.
Coisa inimaginável quando comecei a fazer shows!
Resumindo...
Tou no trem, seguindo na viagem.
Na viagem da vida, que diga-se de passagem, é bem curta!
Um abraço a todos.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

PA de dois shows de Flaira Ferro - Também é mais prazeroso do que o cachê.

 
Olá pessoal.
Dia 3 de junho segui para São Paulo para operar o som do PA de dois shows de Flaira Ferro em São Paulo.
Os dois no SESC.
SESC 24 de Maio (24M) e SESC Ribeirão Preto (RP).
Nunca tinha ido nesses SESCs.
Fui a vários e falei muito aqui sobre eles, no bom atendimento, no material bom, equipe atenciosa etc etc etc etc...
Não lembro de “perrengues” que passei nesses SESCs que ficam na cidade de São Paulo.
E isso já me deixou animado.
Ribeirão Preto foi o primeiro SESC em outra cidade de SP, pelo que me recordo.
Os shows aconteceram nos dias 4 e 05/06, ou seja... Semana passada.
Ainda deu tempo para fazer uma farrinha depois do último show numa choperia famosa pelo filé à parmegiana em Ribeirão Preto.
Logicamente bebi meu vinho, e o parmegiana decepcionou, e muito!!!!
Cheguei em casa no sábado, um pouco amassado, mas bem feliz.
Não custa nada falar novamente, que o show começa bem antes do dia marcado.
Acho que foram duas semanas acertando os detalhes dos shows com a produção dos SESCs.
E tudo por email, o que fica mais complicado.
É um email em cima do outro, e é fácil deixar de ver algo.
Eu até entendo a razão para ser por email, pra ficar tudo registrado, e esses registros vão para todos que receberam esses emails... Desde que você responda “a todos”, né?
Acho que isso pode ser feito com mais clareza num grupo de WhatsApp, mas eles não aceitam esse método.
Fica tudo mais simples, como mandar uma foto do equipamento para que todos vejam.
Fazer o que, não é?
Acho que por email fica bem mais cansativo o diálogo.
Se fosse pelo WhatsApp, acredito que não teria acontecido o mal entendido em RP.
Chegamos ao local e tinha um Timbales no lugar do Timbal.
Os nomes são até parecidos, mas os instrumentos não!
Mas o probleminha foi resolvido.
Vou fazer um resumo dos dois shows.

SESC 24 de Maio.
Quando cheguei ao teatro do SESC 24M, tudo estava absurdamente no lugar.
Parece até que usaram uma fita métrica na arrumação.
Lembrei na hora de um comentário de Silvério Pessoa, artista daqui de Recife e que eu acompanhei por oito anos ininterruptos... Ele foi para o Japão uma vez e me falou: --- Titio, os técnicos anotavam tudo num caderninho, até a altura dos pedestais!!!!
No SESC 24M estava nesse nível.
Teve até outra curiosidade...
Quando vi o Rider Técnico desse SESC, notei que eles tinham microfones sensacionais, como o MD421 da Sennheiser, e o famoso AKG 414.
Passei anos gravando jingles com esse 414 e tenho um carinho muito grande por ele, porque serve para gravar praticamente tudo!
Pois bem... Eles tinham quatro AKG 414!!!
Aí falei pelo WhatsApp (consegui esse contato direto) para o diretor do audiovisual Cláudio Ribeiro que no meu rider eu colocava microfones comuns, para facilitar o atendimento, mas que eu iria usar vários microfones e DIs (Direct Box) da lista que ele me passou.
Mas ele me falou que eu teria que colocar isso no rider de Flaira Ferro, porque não era certeza que seria ele que iria separar os equipamentos (mics e DIs) para o show.
Achei meio exagerado, e falei que deixaria então do jeito que estava, e ele poderia montar com as informações do rider que eu passei para ele.
Eu estava bebendo meu vinho assistindo filme na Netflix, já era noite.
Não queria parar com o vinho para editar mais uma vez o rider técnico de Flaira Ferro, que vai servir (ia, depois do que aconteceu em Ribeirão Preto) para todo ano de 2026.
O profissionalismo falou mais alto do que o prazer, e resolvi mudar as informações dos microfones e DIs e mandar só esse rider para ele, com o nome do SESC 24 de Maio, como mostro na foto abaixo.

Clique na imagem para ampliar.

Avisei isso pelo WhatsApp, e fui editar o rider no meu programa Ridermaker, o que torna tudo mais simples e descomplicado.
Cada dia fico mais satisfeito com essa ferramenta para montar meus riders técnicos.
Vou até mandar outra sugestão para a equipe que faz os ajustes no programa, de uma coisa que senti falta nesse último trabalho.
Tenho quase certeza absoluta que vão incorporar mais uma dica minha.
Sou até campeão de sugestões lá no Ridermaker, onde várias foram incorporadas ao programa.
Já dava para eu ser sócio, segundo meus amigos. (Risos)

Clique na imagem para ampliar.

Editei rapidamente as informações no rider, coloquei o nome do SESC 24M, e enviei para Cláudio, e pelo WhatsApp!!!!
Nem fui no email falar sobre isso.
Muito mais prático, como sempre achei.
Aí foi correr para o abraço.
Não falei uma palavra no dia sobre microfones ou DIs.
Eles estavam ligando tudo seguindo o novo documento que eu enviei, e Cláudio estava no palco.
Fui resolver as coisas na mesa do PA.
Sabia que seriam duas CL3 da Yamaha, compartilhando o mesmo ganho.
O monitor estava em boas mãos, com minha colega Lilla, técnica contratada pela nossa produção, seguindo dicas dos meus amigos que repassei para a produtora de Flaira.
Usamos indicações também para contratar o roadie Dennys e a iluminadora Maíra.
Passei minha cena para a CL3 da Yamaha e os técnicos do SESC ajustaram o patch de entrada e saída.
Lindo!!!

CL3 já com minha cena.
Coloquei Lisa Stansfield para tocar, ajustei a equalização (EQ) do PA ao meu gosto, depois liguei meu SM58 e fui fazer os ajustes finos nessa EQ, ajustando também os efeitos que eu iria usar.
Normalmente uso quatro efeitos: Room, Hall, Stage Hall e Delay.
Com tudo ajustado, fiquei aguardando o início do soundcheck.
Não tinha dúvidas que seria tranquilo esse soundcheck, e realmente foi!
A cantora passou tudo que queria passar, sem agonia.
Só aguardar pelo horário do show, que seria bem cedinho, e me assustou.
18h? Oxe. E vai dar gente tão cedo?
Eu esqueci que lá era feriado, e fiquei mais aliviado, mas ainda com a "pulga atrás da orelha".
Foi lotado!
E com um agravante... Não era grátis a entrada, era ingresso pago.
Isso deve ter proporcionado uma alegria enorme para a artista.
O trabalho não era meu e fiquei bem feliz ao ver isso, imagina Flaira?

Flaira Ferro - Soundcheck - SESC 24 de Maio.

Nem vou mais escrever sobre esse show, só falar que deu tudo absurdamente certo, e me diverti mais uma vez operando o som do PA.
Dava para notar a turma se divertindo também no palco, e isso contagia o público, como vão ver nos vídeos que devo colocar aqui para ilustrar o texto.
Para comemorar, deixamos as coisas no hotel e seguimos para uma pizzaria, onde logicamente pensei no meu velho vinho!
A farra foi tão boa quanto o show, mas não podíamos esticar porque seguiríamos de van às 8h da manhã para Ribeirão Preto.
Dormi bem feliz com o resultado sonoro do show.

Flaira Ferro - Showtime - SESC 24 de Maio.

Eu já sabia que a mesa de PA em Ribeirão Preto seria uma DiGiCo SD8, e no monitor também seria uma SD, só que SD12.
Tentei de todas as formas mudar essas mesas, principalmente a de monitor, pois não acho prática, principalmente porque não tenho muito contato com elas.
Fazendo monitor aqui na minha região, nunca me deparei com uma mesa da DiGiCo no palco.
No PA é bem comum aqui ter mesas DiGiCo, mas no monitor não.
As que eu vi nos palcos por onde passei, eram dos artistas, que levavam elas para todos os shows.
Não consegui mudar as mesas no SESC RP, então montei uma cena (sessão) no meu laptop usando o editor offline da mesa no hotel, quando cheguei em São Paulo no dia 03/06.

SESC Ribeirão Preto (Galpão) com a SD8 da DiGiCo.
Como não lembrava mais de vários detalhes desse serviço, fui na internet pegar as informações.
Depois de montar a sessão, enviei o arquivo para Rodrigo Maguila, técnico responsável pelo equipamento de som e luz que seria usado no evento.
O local não era muito bom para um show, um galpão sem tratamento acústico.
Um corredor longo com paredes vivas de tijolos.
Quando cheguei, minha cena já estava na mesa com o patch feito.
Maguila me falou que apareceu um probleminha na mesa, que nem lembro direito o que era, porque fui direto para o palco ver os detalhes.
Deixei-o na SD8 ajustando as coisas.
Em vez de 3 praticáveis para bateria e também 3 para percussão, só colocaram dois.
Ficou um pouco apertado principalmente para a percussão, onde não dava para colocar todos os pedestais em cima do praticável, mas nada que comprometesse o trabalho, principalmente porque tudo ficaria ligado e no mesmo lugar, nada seria desmontado.
O grande problema mesmo foi ter um Timbales no lugar do Timbal.
Mas a produção do SESC resolveu isso rapidamente.
Como também o banco da bateria, que por ser hidráulico, não estava aguentando e baixava sozinho com o peso do nosso baterista.
Conseguiram outro banco.
Vou mudar isso no rider, solicitar banco que não seja hidráulico, porque já apareceu esse problema em vários shows.

Flaira Ferro - Showtime - Galpão SESC Ribeirão Preto.

Maíra foi com a gente de van operar a luz desse segundo show em RP, e contratamos Ivan para operar o monitor e Kalango para ser o roadie, que moram na cidade.
Isso é bastante comum hoje em dia com artistas independentes.
O alarme do celular tocou aqui e eu nem sabia o que era.
Mais um comprimido para tomar.
Nem lembro se esse é para colesterol ou triglicerídeos.
A única taxa que está normal aqui é a do condomínio, que sempre pago no começo do mês.
O resto das taxas dos exames de sangue deu tudo fora do lugar, para cima.
E o coração deu até “meio” que normal.
Só falta fazer uma ultrassonografia dos vasos cervicais, para eu retornar ao cardiologista.
Retornei para a mesa de PA quando tudo já estava encaminhado no palco.
Maguila me falou que estava tudo ok, e que as saídas do meu L/R, Sub e Front estavam todas no lugar.
Show!
Valeu muito a pena montar a cena antecipadamente no quarto do hotel em São Paulo.
Fiz o mesmo ritual do show anterior, colocando Lisa para cantar, depois liguei meu microfone para fazer os ajustes finos com minha voz, ajustando também os efeitos.
Não levei muito tempo para fazer esse serviço, e voltei para o palco para ver se ajudava em alguma coisa.
Ainda não estava tudo ligado e testado, e foi aí que fui falar com Lucas Dan, que toca sanfona e shynts nesse show, e também é casado com Flaira Ferro.
Ele estava sentado no praticável da bateria aguardando, e eu falei: --- Tá vendo Dan, porque prefiro fazer o som do PA e não o de monitor? Já ajustei tudo para mim lá na frente, e aqui ainda estão ajustando as coisas.
Ele riu falando: --- É mesmo né Titio? (Risos)
Aguardei ligarem tudo e fui lá para frente começar o soundcheck.
Nesse show foi bem mais complicado ajustar o som, porque a acústica era complicada e ainda tinha um limite de 95,5 dB de volume sonoro na house mix.
Tinha um aviso igual a esse no show anterior, mas não apareceu ninguém para monitorar esse volume do som.
(Fui olhar em fotos do show anterior e vi o aviso na mesa de som, onde o limite é 95,7 dB. Deve ser esse mesmo valor em Ribeirão Preto. Suponho.)
O técnico de sonorização do SESC, Francisco Gaspar, chegou no primeiro contato na mesa de som falando sobre esse limite.
E tinha logicamente um decibelímetro na mão.
Já no soundcheck notei que seria bem complicado conseguir fica nesses 95,5 e fui falar com todos no palco sobre isso.
Francisco já estava lá falando sobre o assunto do decibelímetro.
Baixamos mais o volume do som no palco, e eu torci para dar certo.
Passamos o som dentro desse limite estabelecido pelo SESC, mas eu sei que treino é treino, e jogo é jogo.
Na hora do show, a turma no palco fica mais empolgada, o baterista e percussionista tocam mais forte seus instrumentos, e quando sobe o som dessas peças acústicas, tudo vai sendo modificado no palco com relação ao volume do som, e modificado para mais alto, não o contrário.

Flaira Ferro - Showtime - Galpão SESC Ribeirão Preto.

Logicamente passei desse limite durante o show, mas foi raro e por pouco tempo, e Francisco notou isso nas primeiras músicas, e nem o vi mais do meio do show até o final, que é onde tem as músicas mais pesadas.
Mas deu para controlar bem esse volume.
Nem olhei mais para o decibelímetro que Francisco deixou num case ao lado da mesa de som.
Não lembro se ainda estava ligado.
Só sei que deu tudo certo e ninguém apareceu do meu lado para pedir para baixar o som!
Foi lindo (de novo!).
Dei até uma “dançadazinha” em alguns momentos, que felizmente ninguém filmou.
Tou dançando muito fazendo o som do PA... Estranho.
Nem quando eu era DJ eu dançava!
Quando acabou o show, um idoso (da minha idade) veio apertar minha mão sem dar uma palavra, e eu retribuí o gesto, e agradeci por ele ter vindo.
Trabalho (bem) cumprido!
O segundo seguido!
Massa.
As poucas cadeiras que aparecem vazias nos vídeos de Ribeirão Preto, são das pessoas que não queriam ficar sentadas, e preferiram ficar nos corredores laterais, dançando!
Ahhhh!! Só apareceu um probleminha durante o show, e aconteceu antes da quinta música (eu acho).
Não sei exatamente o momento, só lembro que foi no começo.
O bumbo da bateria começou a distorcer, e foi preciso trocar o cabo no intervalo entre as músicas.
O público não deve ter nem notado isso.
No final do show, agradeci a Maguila pelo atendimento, e depois fui para o camarim beber água ou um suco de laranja de garrafinha, que já tinha conhecido depois do soundcheck, e sabia que era bem legal.

Flaira Ferro - Showtime - Galpão SESC Ribeirão Preto.

No camarim combinamos ir atrás de um filé a parmegiana, pois não queríamos mais saber de pizzas!
Logicamente, pizza ou parmegiana combinam com vinho, né? (Risos)
Mas se eu for falar aqui o que já “petisquei” enquanto bebia vinho tinto seco chileno, vocês vão me crucificar!
Atualmente, com a chegada dos famigerados “likes”, a palavra correta seria CANCELAR!
Mas nem ligo para essas crucificações ou cancelamentos.
Antes de viajar, no domingo, degustei meu vinho tinto chileno Foye com uma rabada e pirão.
Eu sei, eu sei... Vocês vão logo falar “Tá vendo? Por isso as taxas dele foram para o espaço”. (Risos)
Passei ainda no palco para agradecer a todos, inclusive nosso roadie Kalango e nosso técnico de monitor Ivan.
Agradeci ao pessoal que estava pelo teatro e pela empresa de som contratada para o evento.
Não sei se tem som fixo lá no Galpão do SESC RP para outras apresentações, só sei que para o show de Flaira Ferro, contrataram uma empresa de som, para poder atender nosso rider técnico.
Saímos todos felizes (pela segunda vez!).
Deixamos as coisas mais uma vez no hotel, e seguimos andando pelo centro de Ribeirão Preto, que era onde ficava a choperia do (fake) parmegiana, que alguém nos indicou.
Era bem perto, por isso a gente foi andando.
Realmente foi uma decepção grande o danado do filé a parmegiana, e muito caro!!!
Até a batata frita veio murcha e fria.
Existe não...
Mas estávamos tão afim de comemorar que isso ficou de lado.
Da esquerda para a direita: Eu, Islaine, Maíra, Max, Aishá, Dan e Miguel.

Aguardando o parmegiana. Ribeirão Preto.

E o vinho que eu escolhi "no chute" estava bem legal.
Um Grand Reserva do Chile.
Mas o vinho da pizzaria na comemoração anterior em São Paulo foi bem melhor, e bem mais caro.
Eu até pediria outra garrafa na choperia, mas ela tinha um horário de matinê para crianças e fechava meia-noite.
Numa sexta-feira?
Oxe, existe não de novo...
Mesmo com horário marcado para saída do hotel às 4h da madrugada, eu beberia outro vinho, mas com outro petisco, e não seria batata frita!!!!
Só lembrando que quase TODA a banda está me acompanhando nessas garrafas de vinho, viu?!?!
Voltamos para o hotel, e no caminho, enquanto caminhávamos, pensei como essa atitude é quase impossível de se fazer no centro de Recife.
Andar depois da meia-noite pela avenida Conde da Boa Vista e adjacências...?
Vixe, quero nem imaginar.
Tomei um banho morno "tipo C" quando cheguei ao hotel e fui dormir.
Quando acordei às 4h, nem sabia o que era pra fazer.
Isso já aconteceu várias vezes comigo.
Poucas horas de sono, deixa muita gente desnorteada, e eu sou uma dessas pessoas.
Quando lembrei que era pra sair do hotel para voltar pra Recife, tomei mais um banho, agora "tipo A", me arrumei e desci para a recepção.
Tudo cronometrado, e sempre dá certo.
Desde que o meu despertador funcione!
Como moro sozinho desde 2008, se ele falhar, corro o risco de perder o horário, mas isso nunca aconteceu.
Voltei para Recife, todo amassado, sem dormir direito, depois de fazer uma escala em São Paulo, mas muito feliz com o resultado dos dois trabalhos.
Me falaram que os dois SESCs mandaram mensagens para a nossa produção, elogiando o show, o trabalho e a nossa equipe.
E saber disso, sinceramente, também é mais prazeroso do que o cachê!!!!!
Para ser mais exato, os cachês! (Risos)
Um abraço a todos.

Vídeo by Islaine Garcia.

PS: Depois de 4 trabalhos seguidos em teatros, já comecei a me concentrar para os próximos trabalhos no São João, em palcos de prefeituras e governos.
É tudo igual ao que falei desses shows nos teatros, só que inversamente! (Nem vou rir)