quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Carranca mixando o Marco Zero - Duas mãos em Recife e duas em Arapiraca!

 
Júnior Evangelista na sua casa em Arapiraca - AL.
Olá pessoal.
Tenho muitos assuntos legais para colocar aqui no Blog.
Mas já estão ficando para trás no tempo.
Teve um bem complicado, e acho que foi a primeira vez que chego no local do show para passar o som e só tem o palco armado, com a turma do LED organizando os painéis.
Nada de som e luz.
Vou ver se escrevo sobre esse dia.
Teve também a besteira que fiz no monitor de Lucy Alves na gravação do seu audiovisual em João Pessoa.
Muitos ainda chamam de DVD, mas me recuso a usar esse termo atualmente.
Vou ver também se escrevo sobre esse dia.
Os mais chegados sabem que não fiz trabalhos "avulsos" nesse carnaval, porque fechei para fazer o monitor do festival Rec-Beat, aqui em Recife.
Esse seria o assunto atual para escrever, até eu ficar sabendo de uma coisa...
Conversando com amigos alguns anos atrás, previ que um dia seria possível o técnico de uma  banda mixar um show em Recife, sentando na sua sala na China.
Pois bem...
Está chegando perto esse dia.
Enquanto eu estava no Rec-Beat, fiquei sabendo que meus Amigos do Estúdio Carranca estavam mixando o som em tempo real dos shows no Marco Zero para a transmissão pela internet.
Para quem não sabe, esse é o palco principal do carnaval de Recife.
Até aí, tudo bem, normal.
Eles já estão fazendo esse trabalho a alguns anos.
Mas... Tinha um técnico no estúdio móvel montado ao lado da palco, e o outro estava na cidade de Arapiraca, em Alagoas!
Com mais um detalhe...
O pessoal do Carranca já tinha pensado nisso, mas o segundo técnico ficaria no estúdio em Recife e o outro no Marco Zero.
E não seria ainda esse ano que iriam fazer isso, mas...
Evangelista não iria conseguir sair de Arapiraca, por razões familiares, e eles resolveram colocar em prática a ideia, mesmo o outro técnico bem longe do local dos shows!
Carlinhos Borges, o mais novo Vlogueiro de Recife.
Na minha tese anos atrás, o técnico sentado no sofá na China usaria uma mesa de som igual a que estaria no local do show, controlando todos os canais via internet em tempo real, ouvindo o som nas suas caixinhas da sala.
Nesse caso, Júnior Evangelista estava em Arapiraca controlando remotamente pela internet (via VNC) os softwares das mesas que estavam no estúdio ao lado do palco, ouvindo o que saía pelo máster da mesa, o famoso L/R.
Pelo que entendi, depois de uma breve conversa com Carlinhos Borges, que era o técnico que estava em Recife, foi uma mixagem a 4 mãos.
A mixagem foi compartilhada.
Principalmente porque ainda existe um atraso considerável numa transmissão via internet.
E seria impossível Evangelista aumentar o canal da guitarra na hora de um solo, por exemplo.
Ainda tinha o risco da transmissão do L/R cair ou travar, como aconteceu, e Evangelista informava Carlinhos, que assumia a mixagem, até a volta da conexão.
Mesmo não sendo ainda como eu havia previsto anos atrás, já foi uma coisa que eu nunca tinha ouvido falar no meio musical, pelo menos aqui na minha região.
Já está chegando perto, não acham?
Usaram até o Listento para enviar o som do L/R, que já indiquei aqui anos atrás, e continua bem atual pelo que estou vendo!
Fui olhar no Blog, e falei dele em 2021.
Clique AQUI para ir nessa postagem.
Vi que Carlinhos Borges postou alguns vídeos no Instagram falando sobre isso, mas como não tive nem tempo para respirar direito no Rec-Beat, nem vi os vídeos.
Mas liguei para ele hoje e solicitei os vídeos, que vou colocar aqui nessa postagem e no meu canal no YouTube.
Ele explica com muito mais detalhes como foi feito a "coisa".
Sempre admirei o pessoal do Estúdio Carranca, pois estão sempre buscando a perfeição nos trabalhos, sempre estão correndo atrás das novas tecnologias para o áudio.
Carlinhos Borges, Gera, Júnior Evangelista... e Vini, cria do estúdio.
Eu já deixei de buscar a perfeição faz é tempo!
Tento só fazer o melhor que eu posso, para não endoidar com essa busca.
Mas adoro ver gente tentando isso.
Como o pessoal nos Jogos Olímpicos de Inverno.
A corrida pela perfeição é absurda!
Chega a doer olhando eles tentando.
Vou deixar de lero-lero, e colocar logo os vídeos onde o "Vlogueiro" Carlinhos Borges fala sobre esse trabalho no Marco Zero com Júnior Evangelista.
Parte 1.

Parte 2.

Parte 3.

Vou aproveitar para ver os vídeos com calma aqui na minha sala comendo uva sem semente.
Falando em sala...
A foto no início da postagem de Evangelista "bem à vontade" trabalhando na casa dele em Arapiraca, me fez lembrar de uma vez que editei vários áudios da GM (Chevrolet) num motel!
Essa cena nunca saiu da minha cabeça.
A namorada nua na cama, e eu sentado nu com o laptop e headphone na mesinha das refeições editando os áudios das locuções que o locutor me enviava pela internet. (Risos)
Bons tempos...
Evangelista jurou para mim que não estava mixando nu!!!!!! (Risos!)
Um abraço a todos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Usando a fila das prioridades - Gostei.

 
Olá pessoal.
Não tinha como eu não deixar essa situação registrada aqui no Blog.
Como muitos já sabem, fiz 60 anos no mês passado.
E isso me permitiu ser considerado "prioridade" na hora de embarcar nos aviões.
A festa foi tão grande, que até me filmaram quando eu estava na fila para embarcar...
Tem amigo safado quem pode!
Fazer o que, né?
A idade chega para todos.
Usei pela primeira vez a fila das "Prioridades Por Lei".
Não sou fã da velhice, não tenho esse discurso de internet.
Respondo do mesmo jeito que Caetano Veloso respondeu tempos atrás quando uma repórter fez uma pergunta, já afirmando: --- É muito bom ter 50 anos, não é Caetano?
Resposta: --- Não minha filha... Bom mesmo é ter 20 anos! Aí é bom.
Acho a mesma coisa.
Com 20 anos eu jogava bola quase todos os dias, achava até que era imortal.
Jovem sempre acha que é imortal...
Bebia água quente em torneiras enferrujadas, apertava na campainha e corria, soltava bomba no São João nas casas dos vizinhos...
Até ovo eu joguei na galera que sentava na parte de baixo no cinema São Luiz...
Entrávamos com as bandejas fechadas de 12 ovos na mochila.
Esperava ter um cena escura para ninguém ver a gente jogando.
Por sorte, nunca pegaram a gente.
Jovem também é sem noção, não é?
Cinema São Luiz - Recife - PE.
O frescor da juventude é inebriante, e só conseguimos ver isso quando deixamos de ser jovens.
Mas... Faz parte, não é?
Do mesmo jeito que acho melhor ter 20 e não 60, prefiro também chegar aos 60 do que morrer com 20!
Perdi alguns amigos quando eram jovens.
Não estão aqui comigo para entrar na fila das prioridades, infelizmente.
Minha mãe não chegou aos 40 anos!!!!
Eu tinha sete.
Então vamos aproveitar todos os momentos, não é?
Gostando ou não.
E entrar na frente da galera que tem até um "cartão diamante duplo misturado com ouro", tem um gostinho bom.
Arrumar a mala tranquilamente no bagageiro, sem estresse, não tem preço! (Risos)
Gostei.
Pelo menos uma regaliazinha para os velhinhos...
Mesmo eu ainda com idade mental da época dos ovos no Cine São Luiz! (Risos)
Vou ser um eterno abestalhado.
Um abraço a todos.

PS: Lógico que a turma do áudio tirou onda...


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Parece mentira... Mas foi verdade! - Caso 32 (O legado do chato).

Olá pessoal.
Resolvi colocar um título ao caso, pois até o caso 31 não falava nada do assunto.
Esse caso não faz muito tempo que aconteceu, e resolvi falar dele por causa de uma conversa hoje com amigos num grupo de áudio.
Um amigo colocou no grupo um vídeo onde um ator fala sobre o legado de um técnico da EMI, gravadora de uma banda chamada The Beatles, e a ligação desse técnico com a máquina de tomografia computadorizada.
Segue o vídeo abaixo.

Estávamos falando sobre "legado", e comentei que ouvi uma vez alguém falar que só queria deixar um legado para seus filhos.
Achei bem legal o pensamento dele.
Conversa vai, conversa vem... Lembrei desse caso.
Um jovem estava trabalhando na produção de um evento aqui em Recife chamado Porto Musical.
Festival bem famoso aqui na cidade, onde a grade é formada principalmente por bandas desconhecidas, o que para mim deveria ser essa a principal função dos festivais.
Deram uma parada recentemente por causa de falta de patrocínio ou apoio de prefeitura e/ou governo, infelizmente.
Pois bem...
O rapaz chegou para trabalhar no primeiro dia, e algum colega ou amigo dele que também fazia parte da produção, falou:
Veja se consertaram tal coisa lá no palco, porque o técnico de monitor contratado para o evento é muito chato, principalmente com falhas graves de estrutura ou nos equipamentos de áudio.
A pessoa que fez a solicitação ao jovem não sabia que ele era filho do tal técnico de monitor chato.
Raian era o nome do jovem.
E o técnico de monitor se chamava Ildemar, mais conhecido no meio artístico como Titio.
Ou seja... Eu! (Risos)
Raian me contou isso depois do evento, onde rimos muito.
Não lembro o que estava errado que preocupou tanto a outra pessoa da produção.
Mas devem ter resolvido!
Falei disso no grupo de áudio, e ainda comentei: Que legado "fela da puta" o pai tá deixando pro filho, né? (Risos)
Depois da conversa no grupo, lembrei que nunca tinha falado disso aqui no Blog, e acho legal deixar registrado esse acontecimento, que parece mentira, né?
Mas foi verdade!
Ahhh!
Só para deixar registrado também, participei das primeiras edições do Porto Musical pela PA Áudio, e dever ter postagens aqui no Blog falando sobre alguns desses trabalhos.
Uma abraço a todos.

PS: Nunca me incomodou ser chamado de chato, principalmente quando estou lutando pelo certo, justo, correto... Pelo óbvio.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

60 anos!!! - Me lembrei de Simone, Rebeca, Tiago, Gabriel...

 
Começando na Over Point em 1987.
Olá pessoal.
Sessenta anos hoje... (é só amanhã)
Tou começando esse texto bem perto da zero hora do dia 19, mas amanhã eu finalizo e faço a postagem.
Não queria perder o "pensamento".
Estou fazendo 60 anos amanhã, dia 19/01/2026.
Nasci nesse dia e mês em 1966 numa cidade chamada Natal (RN), mas fui registrado em Recife.
Sou Pernambucano? Não.
Falo que sou Natalense (Papa-Jerimum), Norte Rio-Grandense ou Potiguar.
Ser é uma coisa, considerar é outra.
Me considero um Recifense.
Passei pouquíssimo tempo em Natal.
Adoro minha cidade natal, mas já pensei em morar em João Pessoa.
Como já pensei também em morar em alguma cidade da Holanda.
Qualquer uma.
Mas isso não faz parte do assunto que eu queria falar hoje, quando faço meio século (+10) de existência.
Sessenta anos...
Comecei a trabalhar em 1987, como alguns aqui já sabem.
Na Boate Over Point.
Ok... Não foi meu primeiro emprego.
Passei antes um mês fazendo de conta que era vendedor, e três meses num escritório de um posto de gasolina.
Comecei mesmo pra valer em 1987 na Over, onde assinaram minha carteira um ano depois.
Passei um ano aprendendo a ser Discotecário (hoje DJ).
Meu sobrinho Yoran Júnior me ensinou todos os primeiros passos, e eu fui colocando meu "jeitinho" durante o aprendizado.
Foi meu primeiro contato com a música ao vivo, onde usei uma mesa Staner de 8 canais.
Já falei disso aqui no Blog também...
Vou dormir.
Amanhã, quando eu acordar (vivo) com sessenta anos, eu finalizo esse texto.
----
Acordei vivo!!!!!!
E com 60 anos!
Pois bem...
Fazendo churrasco em São Cristóvão (RJ) - 1991.
De 1987 pra cá, só tirei férias 2 vezes, e nessas duas paradas, foi só uma semana para cada pausa.
Fui para o Rock In Rio em 1991, e fui para Gramado em... Deixa eu ver o ano aqui...
2014!
Só essas duas vezes, mais nada!

No frio de Gramado (RS) - 2014.
Muito tempo sem dar um descanso, não acham?
Trinta dias sem fazer nada com relação à profissão, nunca consegui fazer.
Já editei áudio de GM (General Motors) num motel, sentado nu com o laptop na mesinha.
Acho que foi por essas lembranças que ontem fiquei pensando em Simone Biles, Rebeca Andrade, Tiago Iorc, Gabriel Medina...
Esses e mais alguns outros podem dar uma pausa grande na carreira para descansar, ou como falam: Cuidar da saúde mental.
Deve ser muito bom parar por um tempo grande para um refresco, sem interferir no bolso, né?
Ou fizeram uma reserva muito boa ou ainda são remunerados nessas pausas pelos patrocinadores.
Infelizmente isso não acontece com o operador de áudio, técnico de som, técnico de áudio, operador de som...
Nem os trinta dias de férias que é comum ao trabalhador com CLT, a gente consegue fazer.
Mesmo me sentindo cansado, vou comemorar hoje meus 60 aninhos de existência com muita alegria.

O pernil já está ali esperando para ir pro forno, e vou colocar as 10 garrafas de vinho tinto para resfriar. Se faltar, peço no Zé Delivery. 
Já sei que tem uma distribuidora aqui perto que tem o Foye Reserva.
Vou passar um paninho úmido na casa para não assustar meus poucos amigos que vem aqui mais tarde.
Os amigos são quase os mesmos.
Sei a diferença de amigo para colega.
Quem não tem uma reserva boa de grana e/ou patrocinador, ou não é CLT, tem que respirar fundo e seguir na caminhada com ou sem cansaço.
Minha classe é igual a motorista de aplicativo.
Se não rodar, não entra dinheiro.
Não sinto falta da CLT, foi escolha minha.
Mas um patrocinador forte para bancar uns 6 meses de pausa seria ótimo!!!
E a reserva boa de grana?
Para um operador de áudio?
Acredito ser impossível.
Recebi em novembro passado um show do carnaval realizado no dia 04/03/2025.
Mesmo com essa ciranda financeira, vou comemorar meus 60!
Meio século + 10.
Finalmente me considero SEXY.
Sexagenário. (Risos)
Um abraço a todos.

PS: Será que a besteira que eu fiz no último trabalho é reflexo desse cansaço?

sábado, 10 de janeiro de 2026

Ritchie no Papo com Clê - Para quem acha que tudo começou com Menina Veneno...

 
Olá pessoal.
Acho que vai ser a postagem mais curta e rápida que eu já fiz.
Esse bate-papo caiu no meu colo hoje.
Estava vendo um "famigerado" recorte de uma entrevista de Ritchie em outro canal no YouTube.
ODEIO RECORTES!
Demorei para escolher outra coisa depois, e apareceu essa conversa com Clê no Corredor 5.
Sempre indico esse canal no YouTube, mas faz um tempinho que não vejo.
Pois bem...
Essa conversa com Ritchie aconteceu dois anos atrás, mas ainda assim vale muito a pena ver.
Sempre fui admirador dos bastidores, tanto que esse meu Blog tem o nome no título.
Nem cheguei na metade do bate-papo...
Mas não resisti em postar.
Como disse meu Filho Raian, meu Blog é TEMPORAL.
Ele foi muito feliz nesse comentário.
Realmente expressa o que pensei quando comecei a escrever em 2008.
Escrevo de acordo com o TEMPO.
Vejam a conversa de Clemente com Ritchie.
Clique AQUI.
Só a parte onde Ritchie fala dos mosquitos, já vale uma reflexão musical!
Menina Veneno é só a ponta do iceberg...
Um abraço a todos.

PS: Ainda tenho que finalizar a mala, pois viajo amanhã para participar de dois ensaios de Lucy Alves, antes da gravação do DVD (chamo audiovisual) na quarta-feira que vem em João Pessoa.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Fechando 2025 - Um grande resumo para atualizar.

 
Olá pessoal.
Tentei segurar a ideia de não falar nada dos outros trabalhos que eu fiz depois da última postagem falando sobre o show de Lucy Alves em Toquinho (PE).
Porque já se passou muito tempo e também por preguiça para escrever.
Mas achei desleal com quem vem aqui ler o que escrevo, e resolvi fazer um "resumão" dos sete trabalhos.
Vai ser resumo grande mesmo, viu?
Nunca usei Twitter (agora chamado de X), mas sei que são comentários curtos, né?
Vou seguir essa linha, colocando sempre um vídeo do show, que acredito ter de todos esses trabalhos.
1- Rachel Reis (monitor) em Arcoverde (PE).
Lembro que foi bem tranquilo o trabalho no monitor. Deu tempo de passar o som com calma, o que já é um grande começo.
Pelo que recordo, foi tudo dentro da normalidade.

2- Mestre Ambrósio (PA) no Crato (CE).
Geralmente faço o monitor, mas nesse me remanejaram para o PA.
O tempo ficou um pouco apertado para passar o som, mas isso geralmente prejudica mais quem está fazendo o monitor.
Lá na frente foi bem mais tranquilo que no palco, e gostei do resultado sonoro do show.
Até elogiaram, falando que não precisa fazer um som alto pra ficar bom.
Mais um "incentivo" para me afastar do palco.

3- Mestre Ambrósio (monitor) em São Cristóvão (SE).
Voltei para o palco porque o outro técnico contratado não conhecia o som da banda.
Aqui foi agonia tanto para mim no palco quanto para meu colega no PA.
A tranquilidade não reinou no soundcheck.
Fizemos muitos ajustes durante o show!
Sobrevivemos. Como sempre.

4- Baile do Menino Deus (monitor) em Goiana (PE).
Fiz muitos anos o monitor do Baile no Recife.
Comecei indo fazer o monitor só de Silvério Pessoa, mas acabei assumindo o monitor geral do espetáculo.
Mas fazia tempo que não participava desse evento.
Muita coisa mudou de lá para cá...
Aqui não foi o espetáculo completo com os vários solistas convidados.
Adaptaram o formato para as necessidades técnicas e de logística.
Foi bem mais tranquilo no monitor do que eu achei que seria.
Dificuldade muito maior teve meu amigo Carlinhos Borges que fez o PA, onde a house mix ficou "muiiiiiito" longe do palco.

5- Natal Para Sempre (PA/sonoplastia) em Recife.
Exatamente... Não opero só o som do PA, faço a sonoplastia do espetáculo, onde disparo trilhas e efeitos durante toda a peça de teatro.
Só não participei do primeiro ano, e essa foi a décima segunda edição!
Tirando o microfone de um dos atores que parou por causa de suor (mas foi resolvido), e de uma bobeira que dei no segundo dia, fechando o microfone da atriz antes da hora, o resto foi muito tranquilo.
Reflexo dos 10 anos seguidos operando o som do espetáculo.
Mas sempre seguindo o roteiro, que mudou pouco, mas tenho que ir acompanhando.
Um olho na mesa de som e laptop, e o outro no roteiro.

6- Padre Fábio de Melo (PA) em Alagoinha (PB).
Esse trabalho apareceu de última hora.
Mas eu já tinha feito um trabalho antes desse, e também no PA.
Quase impossível chamarem para fazer o monitor, onde o técnico Chicletinho domina perfeitamente a monitoração do padre, onde todos usam in-ears, com e sem fio.
Por causa da cápsula muito sensível do  microfone usado pelo padre, o único problema que o técnico de PA tem é com relação às passarelas que avançam do palco e colocam o cantor na frente das caixas de som do PA.
Nesse show foi pior ainda.
Não tinha passarela, mas...
Tinha um grande avanço em toda a extensão do palco, onde as caixas do PA ficaram praticamente dentro desse palco.
Ou seja... O cantor ficava na frente do PA durante todos o show, e a coisa complicava mais quando ele ia para as laterais.
Quase toda a banda estava na linha das caixas do PA.
Nunca tinha visto coisa parecida, e não foi fácil fazer o trabalho.
Sobrevivemos, mas não foi fácil.

7- Lucy Alves (monitor) em Jaboatão dos Guararapes.
Esse foi meu último trabalho em 2025, no réveillon.
E a luta foi bem maior do que o trabalho em Sergipe.
Tanto no soundcheck quanto no show.
Usamos muitos canais (51), e lá só podia usar 48.
Pra ligar tudo no soundcheck e no show foi uma luta.
Onde colocar os dois locutores do evento? Tivemos que improvisar.
Improvisei também para ligar meu microfone e um dos dois microfones dos roadies.
Até minhas vias de monitor eu tive que ir atrás para achá-las na hora do show.
Só deixaram dois cabos ligados.
Começamos o show sem a guitarra, que deve ter voltado na segunda música.
Toda essa agonia refletiu (negativamente) na monitoração, principalmente na da artista.
Não ficou confortável.
Ela foi bastante profissional. Me lembrou Paulo Miklos.
Muita gente discutindo (sem futuro) se é para entrar em 2026 com o pé esquerdo, direito ou com os dois pés...
A gente entrou em 2026 com raça!!!
Um abraço a todos.

PS: Achei fotos no celular de alguns desses trabalhos.
Vou colocar aqui para ilustrar mais a postagem.

Baile do Menino Deus.

Baile do Menino Deus.

Natal Para Sempre.






Natal Para Sempre.
Botões para mudar as cenas de MUTE.











Natal Para Sempre.


Padre Fábio de Melo.

O line array praticamente dentro do palco.