Olá pessoal.
Eu tinha até planejado falar sobre dois trabalhos anteriores, mas vou deixar mais pra frente, pra não perder o "frescor" desses seis shows de Flaira Ferro em Brasília.
Recebi o convite para participar desses shows bem antes, e no começo eram 4 dias de shows, um por dia.
Só depois fiquei sabendo que teríamos duas sessões no sábado e no domingo.
Isso aconteceu do dia 12 ao dia 15 desse mês.
Ou seja... Na quinta-feira passada aconteceu o primeiro show, e nesse domingo que passou aconteceram os dois últimos shows.
Voltei para Recife nessa segunda, dia 16.
Acredito que mais na frente vou falar ainda sobre o monitor que fiz de Lucy Alves no dia 14 de janeiro, e sobre o trabalho no monitor do Rec-Beat, que aconteceu nos 4 dias de carnaval.
Essa é minha intenção, mas não posso garantir, ok?
Como sabem, não gosto de "voltar atrás" no tempo, atropelando a cronologia dos trabalhos.
Mas de vez em quando saio desse padrão. Pouco, mas saio.
Passei mais de uma semana ajustando os detalhes técnicos desses shows no teatro da Caixa Cultural Brasília.
Já estava decidido alugar na cidade várias peças da percussão como também uma bateria completa.
Peguei o contato do responsável (Pial) por essas locações, e fui ler o documento enviado pelo teatro, mostrando o que eles tinham.
A primeira coisa que falei com a produção da artista foi para contratar outro técnico em Brasília, para eu não ter que operar o som do monitor e PA ao mesmo tempo.
Fui prontamente atendido.
Principalmente porque tinha mesa de monitor e mesa de PA.
Duas M7CL, mas eram ES, onde as duas mesas compartilham o mesmo Stage Box onde são ligados os canais.
A mesa de PA controla os ganhos dos canais como também a ligação do Phantom Power (48V).
Depois de ver todos os detalhes dos equipamentos, fui falar com Pial sobre o que iríamos precisar alugar.
Amanhã (sexta) vou para Caruaru, fazer um farrinha no fim de semana com amigos que residem lá.
Talvez eu nem consiga acabar esse texto hoje, aí vou tentar fazer isso lá, se tiver folga.
Se não der, faço isso na segunda-feira.
Alugamos uma bateria completa, um timbal com suporte, um pedal de bateria e algumas estantes e suportes para a percussão.
Pedi também um mini pedestal para o microfone do bumbo da bateria, 10 cabos de microfone (XLR), 2 DIs (Direct Box), e uma máquina de fumaça.
Ahhh... Solicitei também uma caixa de subgrave para o baterista.
O resto eles tinham lá.
Decidiram que eu iria operar o som do PA.
Marcelo foi o técnico contratado na cidade para o monitor, e contrataram também Angélica para ser a roadie.
Na luz, Natalie Revorêdo, amiga daqui de Recife.
A banda é formada por 4 músicos.
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| Foto by Arara Produção Audiovisual. |
Baixo (VS / synth / vocal), Sanfona (synth / vocal), Percussão (vocal) e Bateria.
Miguel, Lucas, Aishá e Max, como está na foto acima, da esquerda para a direita.
Peguei com Miguel um rider antigo e fiz outro no Ridermaker, ajustando as coisas para esses shows.
Miguel é o diretor musical desse show chamado Afeto Radical, que é o nome do disco lançado recentemente pela cantora.
Só procurar no Deezer ou Spotify.
Tinha lá no teatro o CD pra vender, tinha até o vinil!!!!
Quem quiser a mídia física, só pedir aqui nos comentários o contato da produção da artista.
Ainda vou ajustar novamente esse rider técnico para servir para outros shows, que tenho certeza que vão aparecer.
Já tem previsão para 2 shows em São Paulo em junho.
Estou aguardando a confirmação, mas as datas já estão reservadas na minha agenda.
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| Foto by Arara Produção Audiovisual. |
Nem lembro direito quando fiz vários shows seguidos no mesmo lugar, sem ter que desligar nada!
Sem banda de abertura ou fechamento, sem DJ no início ou no final de cada show.
Foi só o show de Flaira Ferro nos quatro dias.
Lembro que fiz isso uma vez com Silvério Pessoa numa das turnês na Europa.
Foram 5 dias de shows seguidos no mesmo local.
Era uma mesa analógica ainda, e deve ter sido em 2005 ou 2006...
Um show por dia, não teve duas sessões como esse aqui de Flaira.
Ahhhh. Operei o som da peça de teatro Gostava Mais Dos Pais, que aconteceu no Teatro do Parque, e foi bem parecido com esse trabalho com Flaira, mas não tinha banda, era só os dois atores no palco mais o áudio dos vídeos.
Mas vou falar mais alguns detalhes desses 4 dias com 6 shows na Caixa Cultural.
Soundcheck.
No dia 10 já foi uma turma contratada pela produção de Flaira para o teatro, armar os equipamentos alugados, seguindo o rider técnico que enviei.
Tudo foi posicionado seguindo o mapa de palco (foto abaixo), e Eduardo ligou todos os canais seguindo o input list do rider.
Tinha um pessoal também para posicionar e ligar os equipamentos de luz, mas...
Natalie sofreu direitinho para organizar as coisas.
Tanto que teve que ir no dia 12 bem cedinho para o teatro, e só chegamos perto das 16h.
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Essa montagem e ligação dos canais no dia 10 ajudou muito no serviço.
Chegamos a Brasília no dia 11, deixamos as malas no hotel, almoçamos e seguimos à tarde para o teatro.
Posicionamos no palco os equipamentos que os músicos levaram de Recife, como laptop, placa de áudio, teclados, SPDS etc...
Conseguimos ajustar tudo no PA e monitor, e conseguimos passar o som, mas sem a cantora, porque ela tinha outro compromisso nesse dia.
Mas já tínhamos passado de 80% de satisfação.
As duas mesas estavam com problemas nos faders, e eu aconselhei o nosso técnico de monitor a não mudar de página de fader, pra evitar problemas nos monitores dos músicos.
Usamos fone e caixa na monitoração da banda.
Flaira só usou caixa de som no monitor.
Não mudei também de página de fader, e usei meu iPad para mexer em algumas configurações sem precisar usar os faders.
Resolveu meu problema, mas no monitor tudo é mais complicado.
Mas não tivemos mais sustos nos monitores quando Marcelo parou de mudar de página de fader.
Seguimos...
Coloquei as duas caixas do front na frente do palco na horizontal, porque eles usam nas laterais na vertical, apontadas para o centro.
Eu já tinha conversado com amigos que já tinham passado pelo teatro com outros shows, e eles me adiantaram que o PA não cobre bem o espaço, ficando um "buraco" sonoro no centro.
Logicamente, foi a primeira coisa que eu fui conferir.
Na realidade, o line array da casa, formado por duas caixas por lado, é uma "invenção", porque elas não foram projetadas para esse serviço.
Foram projetadas para serem usadas como monitores de chão na horizontal, ou até como monitores na vertical em cima de tripés.
Nem lembro se elas tinham o local na parte de baixo para encaixar no tripé...
Simplesmente pegaram duas, colocaram uma em cima da outra na horizontal, presas por 4 hastes de ferro, com um espaço entre elas, e com uma pequena inclinação na caixa de baixo, que acredito que foi feito sem calcular nada.
E nem tinha como calcular ou usar um software específico para esse serviço, porque realmente não era um line array.
Por causa disso, realmente existe na casa um BURACO enorme na cobertura sonora, principalmente para as pessoas que estão mais próximas do palco.
Quanto mais perto do palco, menos você escuta o som.
As duas caixas que eles usam em pé nas laterais para o front, que eu mudei para o centro do palco colocando elas deitadas, são as mesmas caixas do "fake" line array.
Visualmente não ficou interessante minha arrumação, mas me salvou na questão da cobertura sonora!
No dia 12, chegamos ao teatro à tarde, para passar tudo novamente, mas com Flaira Ferro.
Deram uma passada no show, e fomos ajustando as coisas.
Já achei bem legal, mas notei que o som ficava bem mais alto para quem ficava na linha das caixas do line, ou seja, as pessoas que ficavam nas cadeiras das laterais.
Quanto mais perto dessas caixas mais alto era o som.
Dei uma ajustada ainda nisso, tentando combinar com as caixas do front, mas ainda achei alto o som na casa...
Também achei que isso poderia mudar um pouco quando o local estivesse lotado, mas não aconteceu.
Começamos o primeiro show já bastante satisfeitos com o soundcheck.
Mas não demorou muito para um dos técnicos da casa me avisar que tinha gente reclamando do volume alto do som.
Ainda perguntei onde estavam essas pessoas no teatro, mas ele não soube me responder.
Baixei o máster da mesa e um pouco do front também.
Essa observação agora vai para meus colegas de profissão...
Sempre uso o front por um AUX (auxiliar) em pós fader, onde tenho o controle de todos os canais separadamente, e sempre coloco a voz 3 ou 4 dBs acima do resto da banda.
Enviando um Matrix para o front, não posso mudar nada na mixagem para as caixas mais próximas do "gargarejo".
Mas do jeito que uso, quando eu baixo o máster da mesa (L/R), não baixa nada do front.
O show seguiu sem outras reclamações.
Já foi bem legal, com todos bem satisfeitos no palco.
No segundo dia, seguindo a tranquilidade que foi no primeiro, chegamos à tarde novamente, para ficar direto para o show, como foi no primeiro dia.
Passamos o som novamente, onde a cantora ajustava também o show, com algumas mudanças pontuais.
Com o volume do máster igual ao primeiro dia, fui conferir novamente o front usando meu iPad.
Zerei o volume do front e fui subindo o fader enquanto a banda passava o show com Flaira, tocando pra valer.
E quando escutei um som só, com a soma do PA, parei de subir o fader.
Fui na primeira fileira de cadeiras ainda pra conferir se ficou alto demais para essa fileira, mas estava bem legal.
Rodei pelo teatro, sentando em vários pontos da casa pra conferir ainda se estava incomodando o volume do som, mas nem nas laterais achei que isso estava acontecendo.
Não mudei mais esse volume durante todos os shows!
Fiz uma foto da cena do último dia, para mostrar o quanto eu baixei.
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Os shows foram fluindo com tranquilidade durante os 3 dias restantes.
E o som da banda foi ficando mais justo, e isso também acontecia na mixagem do som.
Tenho certeza que foi melhorando.
A cantora só me pediu para diminuir os delays que eu coloquei em algumas músicas.
Me empolguei! (Risos)
No último show, que eu gravei e mandei para todos da banda, achei muito boa a mix, mesmo eu não me preocupando com essa gravação.
O que me interessava era o som para o público.
Nem olhei para o gravador durante a gravação.
Acredito que Flaira Ferro gostou muito dessa turnê de seis shows, que foi o lançamento aqui no Brasil do show referente ao seu novo trabalho Afeto Radical, formado por 11 músicas.
Se não me engano, ela fez esse show na Womex (Europa), mas sem a percussão.
Com a banda completa, eu acho que só aconteceu nesses shows em Brasília.
Acho que a foto abaixo consegue passar a alegria que foi essa temporada na Caixa Cultural Brasília.
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| Foto by Arara Produção Audiovisual. |
Eu achei bem radical...
Radicalmente bom!
E falei pra cantora em algum momento lá em Brasília: --- Pode levar esse show para qualquer lugar do mundo, que eu não tenho medo da resposta do público.
Espero que eu tenha conseguido transmitir com texto e algumas fotos e vídeos, o que aconteceu e o que eu senti nesses trabalhos.
Ela deve ter se divertido.
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| Foto by Arara Produção Audiovisual. |
Eu me diverti muito no PA!!!
Até dei uma dançadinha lá na mesa de som, mas felizmente ninguém filmou!
Ia acabar com minha fama de mau e de insensível. (Risos)
Um abraço (radical) a todos.
PS: Esqueci de comentar uma coisa sobre as caixas de som do PA e do front...
Elas "falavam" muito bem, só não foram projetadas para line array. Eram da Yamaha.
E as duas caixas de subgraves (uma por lado) também falavam muito bem.
Não lembro, mas acho que eram também da Yamaha... Mas não tenho certeza absoluta.
Só posso falar que fizeram bem o serviço, onde tive que maneirar no volume, pois era muito SUB pra pouca sala.




















