Olá pessoal.
Tentei segurar a ideia de não falar nada dos outros trabalhos que eu fiz depois da última postagem falando sobre o show de Lucy Alves em Toquinho (PE).
Porque já se passou muito tempo e também por preguiça para escrever.
Mas achei desleal com quem vem aqui ler o que escrevo, e resolvi fazer um "resumão" dos sete trabalhos.
Vai ser resumo grande mesmo, viu?
Nunca usei Twitter (agora chamado de X), mas sei que são comentários curtos, né?
Vou seguir essa linha, colocando sempre um vídeo do show, que acredito ter de todos esses trabalhos.
1- Rachel Reis (monitor) em Arcoverde (PE).
Lembro que foi bem tranquilo o trabalho no monitor. Deu tempo de passar o som com calma, o que já é um grande começo.
Pelo que recordo, foi tudo dentro da normalidade.
2- Mestre Ambrósio (PA) no Crato (CE).
Geralmente faço o monitor, mas nesse me remanejaram para o PA.
O tempo ficou um pouco apertado para passar o som, mas isso geralmente prejudica mais quem está fazendo o monitor.
Lá na frente foi bem mais tranquilo que no palco, e gostei do resultado sonoro do show.
Até elogiaram, falando que não precisa fazer um som alto pra ficar bom.
Mais um "incentivo" para me afastar do palco.
3- Mestre Ambrósio (monitor) em São Cristóvão (SE).
Voltei para o palco porque o outro técnico contratado não conhecia o som da banda.
Aqui foi agonia tanto para mim no palco quanto para meu colega no PA.
A tranquilidade não reinou no soundcheck.
Fizemos muitos ajustes durante o show!
Sobrevivemos. Como sempre.
4- Baile do Menino Deus (monitor) em Goiana (PE).
Fiz muitos anos o monitor do Baile no Recife.
Comecei indo fazer o monitor só de Silvério Pessoa, mas acabei assumindo o monitor geral do espetáculo.
Mas fazia tempo que não participava desse evento.
Muita coisa mudou de lá para cá...
Aqui não foi o espetáculo completo com os vários solistas convidados.
Adaptaram o formato para as necessidades técnicas e de logística.
Foi bem mais tranquilo no monitor do que eu achei que seria.
Dificuldade muito maior teve meu amigo Carlinhos Borges que fez o PA, onde a house mix ficou "muiiiiiito" longe do palco.
5- Natal Para Sempre (PA/sonoplastia) em Recife.
Exatamente... Não opero só o som do PA, faço a sonoplastia do espetáculo, onde disparo trilhas e efeitos durante toda a peça de teatro.
Só não participei do primeiro ano, e essa foi a décima segunda edição!
Tirando o microfone de um dos atores que parou por causa de suor (mas foi resolvido), e de uma bobeira que dei no segundo dia, fechando o microfone da atriz antes da hora, o resto foi muito tranquilo.
Reflexo dos 10 anos seguidos operando o som do espetáculo.
Mas sempre seguindo o roteiro, que mudou pouco, mas tenho que ir acompanhando.
Um olho na mesa de som e laptop, e o outro no roteiro.
6- Padre Fábio de Melo (PA) em Alagoinha (PB).
Esse trabalho apareceu de última hora.
Mas eu já tinha feito um trabalho antes desse, e também no PA.
Quase impossível chamarem para fazer o monitor, onde o técnico Chicletinho domina perfeitamente a monitoração do padre, onde todos usam in-ears, com e sem fio.
Por causa da cápsula muito sensível do microfone usado pelo padre, o único problema que o técnico de PA tem é com relação às passarelas que avançam do palco e colocam o cantor na frente das caixas de som do PA.
Nesse show foi pior ainda.
Não tinha passarela, mas...
Tinha um grande avanço em toda a extensão do palco, onde as caixas do PA ficaram praticamente dentro desse palco.
Ou seja... O cantor ficava na frente do PA durante todos o show, e a coisa complicava mais quando ele ia para as laterais.
Quase toda a banda estava na linha das caixas do PA.
Nunca tinha visto coisa parecida, e não foi fácil fazer o trabalho.
Sobrevivemos, mas não foi fácil.
7- Lucy Alves (monitor) em Jaboatão dos Guararapes.
Esse foi meu último trabalho em 2025, no réveillon.
E a luta foi bem maior do que o trabalho em Sergipe.
Tanto no soundcheck quanto no show.
Usamos muitos canais (51), e lá só podia usar 48.
Pra ligar tudo no soundcheck e no show foi uma luta.
Onde colocar os dois locutores do evento? Tivemos que improvisar.
Improvisei também para ligar meu microfone e um dos dois microfones dos roadies.
Até minhas vias de monitor eu tive que ir atrás para achá-las na hora do show.
Só deixaram dois cabos ligados.
Começamos o show sem a guitarra, que deve ter voltado na segunda música.
Toda essa agonia refletiu (negativamente) na monitoração, principalmente na da artista.
Não ficou confortável.
Ela foi bastante profissional. Me lembrou Paulo Miklos.
Muita gente discutindo (sem futuro) se é para entrar em 2026 com o pé esquerdo, direito ou com os dois pés...
A gente entrou em 2026 com raça!!!
Um abraço a todos.
PS: Achei fotos no celular de alguns desses trabalhos.
Vou colocar aqui para ilustrar mais a postagem.
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| Baile do Menino Deus. |
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| Baile do Menino Deus. |
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| Natal Para Sempre. |
Natal Para Sempre.
Botões para mudar as cenas de MUTE.
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| Padre Fábio de Melo. |
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| O line array praticamente dentro do palco. |
























