Olá pessoal.
Esse caso poderia até entrar na sessão "Parece mentira...", mas vai entrar como uma postagem normal.
Aconteceu no começo desse mês, quando fui operar o som do show de Siba em João Pessoa, numa festa de um bloco de carnaval.
Não vou falar muito sobre o assunto, só deixar registrado o acontecimento, que eu acho nunca ter vivenciado.
Realmente não me recordo de ter passado por algo assim.
Pode ser até que cheguei perto disso antes, mas igual eu acredito que não.
Chegamos no local do show na hora marcada para montar nossos equipamentos e passar o som.
Não teria banda antes do show de Siba, só depois.
Iríamos ligar tudo, passar o som e ficaria tudo armado para a hora do show.
Já tínhamos a informação que o cronograma estava atrasado.
Mas não imaginei que estaria do jeito que estava.
A foto do começo da postagem é exatamente como estava a situação.
O palco armado, sem som e luz, e um caminhão do LED descarregando.
Mais nada!
Esse painel de LED foi montado no fundo do palco.
Não tinha outra alternativa, a não ser aguardar pelo som e luz!
Quando o caminhãozinho chegou, ainda tive outra surpresa.
Fiquei sabendo que a mesa de som não era a que eu tinha acertado com o proprietário da empresa de som, e que eu tinha feito uma cena inicial em casa antecipadamente.
Me falaram que ele iria providenciar a mesa que me prometeu, mas achei melhor não aguardar mais, e enquanto o pessoal descarregava o caminhão, montei uma cena básica da mesa que estava sendo colocada no palco, uma X32 da Behringer.
Esse show de Siba é simples.
É ele com uma guitarra, mais dois músicos, onde tem um VS para complementar.
O público já estava no local quando a gente começou a ligar os nossos equipamentos.
Logicamente a mesa estava em cima do palco.
Minha intenção era fazer o soundcheck e operar o som do show lá na frente com o iPad.
Mas logo descartei essa possibilidade, porque já tinha muita gente no local e seria inviável eu descer do palco com o iPad na hora do show.
Enquanto eu ligava as coisas com o único técnico da empresa de som, meu único pensamento era ser o mais rápido possível.
Logicamente (novamente) isso não aconteceu por causa do número de pessoas que estava fazendo isso comigo, ou seja... Uma.
Os músicos chegaram, e fizemos um linecheck e soundcheck simultâneo, sem muito ajuste fino.
Foi só deixar minimamente confortável para Siba, Nico (vocal/trombone) e Rafael (bateria).
Acho que não demorou 10 minutos.
Todos usaram fones, o que ajudou no trabalho.
Desceram do palco e foram até a sede do bloco trocar de roupa para começar o show.
Conseguimos sobreviver.
E o show aconteceu.
Mas fiquei todo o tempo ao lado da mesa de som, onde fiz pequenos ajustes no monitor para a banda.
Com certeza, se eu operasse o som do PA lá no meio do público com o iPad ficaria bem melhor o resultado.
Mas não tinha como fazer isso.
Era muita gente no local.
Paciência.
Como a mesa de som estava com vários faders com problemas, usei muito o iPad no serviço.
Deixava os faders paradinhos e ajustava tudo no iPad.
Não gosto de ficar no palco operando o som do PA.
Acho que não fica legal o resultado.
Mas...
Foi o jeito.
Como disse... "Sobrevivemos".
Infelizmente, palavra muito usada no carnaval, pelo que vejo nos comentários de colegas e amigos de profissão, e de músicos também.
O que importa é o público não perceber isso.
Um abraço a todos.

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