Eu estava passando o tempo aqui em casa, tomando meu café reforçado, porque vou fazer uma ressonância magnética amanhã para saber qual o nível do problema na próstata que deu aumentada em outros exames (PSA e Ultrassom).
Pobre não janta, toma café.
Tenho que ficar em jejum por oito horas antes do exame.
Enquanto tomava meu leite com Nescafé e tapioca, fiquei passeando pelo YouTube, vendo todo tipo de conteúdo.
E num desses passeios me deparei com a janela de um “corte” de um Podcast comandado por Sérgio Mallandro e Renato Rabelo, onde o entrevistado era Liminha, que foi ajudante de palco do apresentador Gugu Liberato.
Podcast Papagaio Falante.
(https://www.youtube.com/@PodcastPapagaioFalante)
Na realidade o PODCAST surgiu para ser somente escutado, e não visto como é hoje em dia no YouTube.
Era só áudio, mas já faz um bom tempo que existem vários em vídeos.
Fiquei ouvindo as conversas de Liminha, principalmente porque adoro saber dos bastidores...
E no meio da conversa surgiu o nome do grupo Dominó, criado pelo Gugu Liberato.
Muitos já sabem que foi o Gugu quem criou o Dominó, baseado no sucesso de um grupo criado em 1977 em Porto Rico chamado Menudo.
Uma das formações do grupo Menudo, com Rick Martin.
Essa turma fez um sucesso estrondoso na América Latina durante os anos 80.
No Brasil foi um verdadeiro “tsunami”, onde a histeria era bem parecida com o que aconteceu com os Beatles no mundo.
Minha irmã era uma das milhares de fãs fervorosas dos meninos, que eram sempre trocados na formação do grupo, sendo geralmente descartados aos 16 anos de idade.
Até Ricky Martin passou por lá.
Informação by IA.
Não me recordo agora, mas ela deve ter ido ao show do Menudo no Estádio do Arruda aqui em Recife, que foi completamente lotado!
Morávamos bem pertinho do Mundão do Arruda, que atualmente está quase desmoronando, por causa de várias gestões desastrosas que se arrastam no clube faz décadas.
Show do Menudo no Estádio do Arruda (Foto by Diário de Pernambuco).
Mas vamos voltar para a conversa de Liminha sobre o Dominó.
Logicamente ele fala que o grupo foi criado por Gugu por causa do Menudo.
E fala como ele escolheu o nome para o grupo que ele estava montando, que fez um grande sucesso também aqui no Brasil.
Liminha fala que Gugu estava sentado numa das salas de produção ao lado de uma lista telefônica, tentando achar um nome para o grupo dos meninos brasileiros.
Na época não existia celular.
Liminha explicando o que Gugu escreveu no papel.
Gugu chamou Liminha e falou eufórico que finalmente tinha achado o nome para o seu grupo!!!
Iria se chamar DOMINÓ.
Liminha estranhou o nome e falou: Mas Gugu, dominó é um jogo!
Aí o apresentador mostrou um papel para ele, que mostrava a explicação do nome.
Fiz aqui, imaginando a cena.
Muito bom!!!!
Sabiam dessa?
Eu não.
A ligação do Dominó com o Menudo foi bem maior do que muita gente imaginava.
Morria e não sabia!
Ou seja... A lista telefônica não ajudou em nada!!
Um abraço a todos.
PS: Depois eu conto se me lasquei muito ou não com a próstata.
Meus Amigos já sabem desse meu prazer faz muito tempo.
Vejo filmes desde as famosas fitas VHS que a gente alugava nas Locadoras, que empestaram as cidades do país, acho que na década de 80.
Era uma em cada esquina!
Feito as farmácias atualmente.
Pago hoje Netflix com o maior prazer, porque sou um usuário “viciado”.
Mas pago a assinatura com propagandas, pois achei absurdo o aumento que deram no valor para o usuário ver os filmes sem propaganda.
Até agora não me arrependi da escolha.
Dou mesmo muitas pausas enquanto assisto, então não me incomoda muito essas pausas para as propagandas, e muitas vezes as propagandas aparecem quando eu dou minhas pausas, para ir ao banheiro, para encher a taça de vinho ou para preparar algum petisco.
Pagar menos de 21 reais por mês para ver a quantidade de filmes que eu vejo, é quase de graça!
Para quem ainda não sabe, tenho uma postagem aqui no Blog onde disponibilizo um link para quem quiser baixar uma lista de filmes que eu indico, e que atualizo constantemente.
Clique na imagem para ampliar.
Essa lista já está perto de 500 indicações, e eu comecei a fazer isso não faz muito tempo.
Foi um pedido da cantora Mariana Aydar, que também gosta muito de filmes.
Antes disso, sempre indiquei filmes em postagens, mas agora geralmente atualizo a lista e informo na postagem a data da atualização e o último filme da lista, como vocês podem ver na foto abaixo.
Clique na imagem para ampliar.
Inclusive, esse filme “bestinha” entrou na minha lista!
Sally Field vai ser sempre Sally Field, mesmo num filme “mamão-com-açúcar”.
Pois bem...
O nome do filme é “Criaturas Extraordinariamente Brilhantes”.
Muito legal para ver com a família.
Confiram.
Sempre me surpreendi com frases ou atitudes que vejo nesses filmes, pois em muitos casos refletem alguma situação ou pensamento que tenho sobre vários assuntos, como a vida por exemplo.
Quando eu escutei a frase da personagem de Sally Field, deu um “flash” na cabeça, e pensei em quantas vezes eu falei coisa parecida para alguém ou até pensei em falar, mas não falei.
Geralmente eu falo, viu?
Dei até uma amenizada porque estava machucando muita gente...
“NÃO IGNORE FLAGRANTEMENTE AS REGRAS E SE SURPREENDA COM AS CONSEQUÊNCIAS”.
Nem dá para contar quantas vezes passei por isso.
Muita gente fazendo coisas completamente fora das regras (ou leis) e se assustando com as consequências causadas pelo ato.
Políticos?
Vixe!!!!
Nem estou colocando eles nessa contagem porque eu teria que usar uma calculadora científica (atômica)!
Frase simples, mas perfeita.
E isso não é de hoje, é desde que me entendo de gente.
Onde, por exemplo, furar fila nunca foi considerado uma coisa “anormal”.
Estacionar em entrada de garagem também é normal... E por aí vai!
É assim do ponto de vista de uma grande parte da população do nosso país.
Infelizmente!
Resumindo...
Achei bem legal o filme, mesmo se não tivesse essa frase no meio.
Mas que a frase é bem legal também, ahhh isso é!
E pode servir perfeitamente como um ensinamento, não é?
Natascha Falcão - Showtime. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Olá pessoal.
Fui olhar aqui qual foi a última postagem que fiz falando sobre os meus trabalhos, e vi que foi sobre os trabalhos em São Paulo com Flaira Ferro.
Depois desses trabalhos, fiz mais três, com Cordel do Fogo Encantado, Siba e Mestre Ambrósio, todos aqui em Pernambuco.
Ainda estava pensando o que eu poderia falar sobre esses três shows, onde até teria assunto, mas acabei que não comecei a escrever... E o tempo passou.
Na realidade eu iria fazer quatro shows depois de Flaira, e um desses seria no Pátio de São Pedro (Recife) com Siba, mas quando eu descobri que só teria uma mesa de som ao lado do palco para fazer PA e monitor, e essa mesa não se conectava com o iPad, falei para a produtora de Siba que não tinha sentido eu ir, porque eu não poderia ficar na mesa operando o monitor do show enquanto o técnico de PA iria para frente com o iPad fazer o trabalho dele.
Vou até ajustar isso nos próximos trabalhos, pois acho que não é justo eu perder o trabalho por falta de estrutura do evento.
Fiz Mestre Ambrósio um dia antes no mesmo lugar, mas a banda ALUGOU uma mesa de som para esse show, onde eu fiquei no lado da mesa operando o monitor, e meu amigo Buguinha ficou lá na frente com o iPad operando o som do PA.
Dupliquei os canais na LS9, ficando os canais de 1 a 32 para o PA e de 33 a 64 para o monitor.
Com essa praticidade que a LS9 oferece, dá para o técnico processar os canais, mexendo em equalização compressão e gate, sem interferir no trabalho do outro.
A única coisa que compartilhamos é o ganho... Se eu mexer no ganho, aumentando ou baixando, isso vai para o som do PA também.
Mas sempre combinamos que depois que o ganho é ajustado, ninguém mexe!
A não ser que durante o show o canal comece a “clipar” (overload, passar do nível máximo).
Aí não tem jeito... Tem que ser reajustado por alguém, e o outro deve sentir a diferença, compensando isso no fader ou na saída do compressor.
Mas vamos ao show de Natascha Falcão que aconteceu na sexta-feira que passou (05/07) na Festa das Marocas em Belo Jardim, cidade que fica a 190 km de Recife, e é a terra natal da cantora e também de Otto.
Natascha Falcão - Showtime. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Chegamos no horário marcado, mas um pouco antes de chegar, recebemos a informação que o primeiro soundcheck (Edson Gomes) nem tinha começado ainda.
Mais uma vez, participei da inauguração do evento, coisa que não gosto muito de fazer, porque muitas vezes a estrutura não está perfeitamente montada.
E nesse não foi diferente.
O pessoal da empresa de som estava ainda ajustando os detalhes finais do som, os camarins ainda estavam sendo montados... E até para encontrar um banheiro químico foi difícil.
Estava combinado Edson Gomes (EG) passar o som, depois a gente, e no final a banda que iria abrir a noite armaria as coisas dela, passaria o som e tudo ficava pronto para começar o evento.
Mas com esse entrave na passada de som de EG, a nossa produção foi acertar os novos procedimentos.
Ficou decidido que a gente iria passar o som antes de EG, e fiquei meio desconfiado, com receio da turma do cantor da Bahia querer passar o som no meio do nosso tempo.
Mas isso não aconteceu.
Passamos o som tranquilamente!
E é nesse ponto que eu vou começar minha declaração.
Tudo estava conspirando para um sufoco... Atropelo nos horários das passadas de som, equipamentos ainda sendo ligados e testados...
A mesa que seria uma CL5, não era mais, mas era um CL3, o que não mudou muito pra mim.
Adjan, técnico da empresa de som Eduardo Amaral, me informou que a CL5 deu um problema no fader máster e ele não pensou duas vezes para fazer a troca.
Certíssimo.
Passei minha cena para a mesa, conferi as entradas dos canais e testei as saídas.
Só usaria quatro caixas na frente para Natascha, mais o side.
Toda banda usaria fones, e eu levei meus sistemas individuais, mesmo sabendo que tinha sistema com fio disponível para o evento.
Prefiro usar o meu sisteminha por vários motivos.
Faço as vias em estéreo e levo apenas UM cabo até o músico; o controle de volume geral do fone fica na mão do músico; não precisa de adaptador para o fone; não preciso torcer para que o sistema da empresa de som esteja funcionando perfeitamente!
Quase certeza absoluta que o sistema da empresa de som não iria me deixar na mão, mas nem cogitei em usar o sistema deles.
Notei que tudo era muito bem cuidado!
Não tinha sistema de in-ear sem fio, e nossa produção alugou um PSM900 para Natascha.
Adoro esse sistema de in-ear, que para mim é um “trator”!
Liguei todas as minhas vias, onde levei os cabos devidamente identificados, e liguei o in-ear da cantora.
Testei todos com a ajuda de Adjan, porque não liguei meu iPad.
Geralmente faço essa conferência usando o iPad, já no local onde está o músico.
Dei uns ajustes na equalização da via de chão da cantora e no side.
Começamos o soundcheck.
Natascha Falcão - Showtime. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Nunca tinha trabalhado num show de Natascha Falcão, e sempre é diferente, porque cada banda e/ou artista tem um jeito particular na monitoração.
Vou dar um exemplo: O baterista de Lucy Alves só pede o bumbo no seu fone e no sub, e o resto da banda no fone. Não vai mais nenhuma peça da bateria no fone.
E em muitos casos a monitoração muda, dependendo da distância que o músico está dos outros instrumentos.
Como outro exemplo real, posso dizer que o sanfoneiro de Natascha me pediu para cortar todas a peças da percussão no seu fone, pois ele estava bem próximo da percussionista.
E segui ajustando as coisas.
Achei que a cantora não usaria muito as caixas de monitor, mas não demorou muito para eu notar que ela usa “valendo”!
Fui me ajustando no palco, seguindo os pedidos da artista.
Ahhh. Uma curiosidade só para os leitores... Natascha Falcão é prima do cantor Otto.
Fiquei sabendo dias antes desse show em Belo Jardim porque o produtor de Otto me falou.
Faço alguns trabalhos com Otto, e dia 26 de setembro estarei com ele num show em Salvador.
Mas vamos voltar para o show em Belo Jardim.
Passamos o som tranquilamente, e absolutamente nada falhou no palco!
Tou continuando com minha declaração.
Natascha Falcão - Showtime. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Seguimos para o hotel, que na realidade era um ponto de apoio, para jantar e tomar banho.
Mas eu já sabia que seria um “bate-e-volta”, e nem levei utensílios para tomar banho.
Levei um par de meias, uma cueca e uma camisa, para emergências.
Se eu tivesse uma diarreia e me “cagasse nas calças”, não tinha outra bermuda!
Mas nada disso aconteceu, e nem usei as peças extras que levei.
Do jeito que eu fui, eu voltei.
Enquanto estava no restaurante do hotel, resolvi fazer umas mudanças nas minhas ligações.
E mandei mensagens para Adjan, que era o técnico responsável pelo palco.
Pedi para ligar meu microfone na bandeja principal, porque estava ligado direto na mesa de monitor, e desse jeito meu amigo Adriano que estava operando o PA não poderia me escutar.
Depois lembrei que tinha outra coisa que esqueci de deixar ligado, que era a via de comunicação para eu falar com os roadies.
Nesse show foi apenas uma roadie (Raynnara), mas mesmo assim coloco um microfone em cada lado do palco.
Já tinha avisado no final do soundcheck que eu precisaria dos dois microfones para comunicação dos roadies, e que a gente não ligou durante nosso tempo de passada de som.
Quando cheguei ao palco para começar a checar as coisas para o nosso show, tudo que eu solicitei nas mensagens de WhatsApp estava feito!
Perfeito.
Ele ainda me falou que nada foi mexido nas minhas vias de fone, e só conferi a via da frente e o side.
Tudo OK.
Começamos a fazer o linecheck e apareceu um erro na plugação, que foi resolvido num (absurdo) curto espaço de tempo!
Acho que não chegou a demorar um minuto para resolver tudo.
E teve uma razão para isso.
Fora a disposição da equipe, eles usavam comunicadores sem fio, que está em moda agora nos palcos, principalmente com as equipes dos artistas, como Lucy Alves por exemplo.
Mas aqui na minha região, nunca tinha visto uma equipe de empresa de som usar o equipamento.
Adjan usava um, o técnico de PA outro, e mais um responsável pelas ligações usava outro.
Esse foi o mínimo que notei, mas poderia ter mais gente da equipe da empresa usando e eu não vi, como o responsável pela iluminação, por exemplo, ou até mais gente no palco que estava ligando as “coisinhas”...
O que posso afirmar é que esse equipamento fez uma diferença ABSURDA no resultado do trabalho da equipe da empresa de som no evento.
Natascha Falcão - Showtime. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Mas vou ainda ratificar... Não adianta equipamentos espetaculares SEM a vontade da equipe da empresa para fazer o trabalho bem feito.
E essa vontade da equipe da empresa de som era quase palpável, de tão visível que estava.
Não ouvi um único NÃO por parte de qualquer um dessa equipe, seja no soundcheck ou durante o show.
E isso assusta hoje em dia nos eventos.
Lembrei-me da turma que trabalha no SESC em São Paulo por onde passei...
Não teve um SESC por onde passei em SP que foi diferente.
O atendimento é tão bom que fico constrangido! (Risos)
No domingo mandei mensagens de agradecimento para os dois técnicos (Adjan e Jubileu) da empresa Eduardo Amaral Sonorização, que se não estou enganado, tem sua sede em Maceió (AL).
É muito bom ser bem atendido!
E o show?
Vídeo by Andréa Rêgo Barros.
Transcorreu sem atropelos, com os ajustes normais que acontecem durante um show.
E se alguma coisa não estava boa no palco, a culpa foi minha mesmo.
Pois dos equipamentos não tenho do que reclamar.
Eu tinha que fazer essa declaração, pois está cada vez mais difícil encontrar isso nos eventos, pelas estradas da vida...
Geralmente é muito bom fazer novos trabalhos, e com Natascha Falcão foi assim.
O "alto astral" da banda e da cantora facilitaram (muito!) o meu trabalho!
Já faz um tempo que a questão da convivência com os outros profissionais envolvidos em um show ou evento é um dos requisitos para eu aceitar ou não um trabalho.
O primeiro show eu faço, não tem como saber.
Mas depois, aceito mais não, prefiro ficar em casa (liso) bebendo meu vinho com Netflix.
Já vi um caso de um técnico de PA de um cantor famoso não falar com o técnico de monitor, e isso para mim é insustentável.
Criaram até um "meme" com uma frase que eu uso muito na minha vida...
Realmente não tem perigo eu ficar num grupo onde não me sinta bem.
Se a produção de Natascha Falcão me chamar para um novo trabalho, eu vou. (Risos)
A turma toda depois do show. (Foto by Andréa Rêgo Barros)
Não sei se todos que estavam no palco gostaram do meu trabalho na sexta, mas se não gostaram, não posso falar que a empresa de som e seus equipamentos contribuíram para o trabalho mal feito!!!!!