terça-feira, 1 de março de 2011

Como identificar um SM58 falso.

Olá pessoal.
Dando uma volta pela internet (faço muito isso), me deparei com uma matéria muito interessante no Gigplace (Blog).
Fonte da matéria: CV Audio.
Esta matéria fala de como você pode conferir se o microfone SM58 que está na sua mão é falso.
Achei muito interessante a explicação e pedi autorização para colocar esta mesma matéria aqui no meu Blog.
Segue a matéria:


VEJA O FUNDO DO CONECTOR XLR

Em microfones Shure autênticos, cada pino XLR estará numerado de 1 a 3. A maioria dos microfones falsos não tem essa numeração e, no lugar, algum tipo de marca de conector ou, mais comum, nenhuma marcação.


OLHE EMBAIXO DO “CAPÔ”

Retire o globo do seu microfone. Examine a parte de baixo do globo SM58, o anel de metal que é rosqueado na base do microfone. Se ele for reto é um sinal de falso, pois o SM58 autêntico é arredondado. Olhe a parte de cima da cápsula do microfone. Nos falsos, você encontrará um adesivo escrito “CAUTION”, que não existe em microfones autênticos.


CIRCUITO

No SM58, remova cuidadosamente a cápsula, dividindo o microfone ao meio. Você verá dentro do microfone dois fios entre as seções. Nos microfones genuínos esses fios são verde e amarelo, mas em muitos falsos eles mantiveram esse esquema de cor. No entanto, se as cores forem diferentes, você provavelmente está com um microfone falso. Então, olhe o circuito na parte inferior. Microfones genuínos têm um selo de controle de qualidade em letras vermelhas. Esse selo não existe nos microfones falsos.


APARÊNCIA E PESO DO MICROFONE

No SM58, abaixo do anel que conecta o globo ao corpo, há o logo “Shure SM58″ impresso. Nas cópias, você irá perceber que é um adesivo. Olhe cuidadosamente a fonte e o espaçamento – nos falsos, o espaço é um pouco maior e a fonte menor.  Além disso, em geral os microfones falsos são bem mais leves do que os autênticos.


CHEQUE A CAIXA

Falsificadores de microfones se tornaram muito bons em fazer a caixa do Shure parecer convincente, mas uma das maneiras certas de saber se seu microfone é falso é olhar dentro da caixa. Microfones autênticos vêm com acessórios, incluindo o clipe para o microfone, clipe para o cabo, adesivo Shure, bolsa para carregar, manual e cartão de garantia. Microfones falsos dificilmente incluem todos os acessórios; geralmente faltam o cartão de garantia e o clipe para o cabo.


CÓDIGO DO PRODUTO

Outra coisa para se observar. Certifique-se de que o número do modelo listado na caixa é o mesmo do que está dentro. Muitos Shure falsificados também vêm com cabo, o único que também inclui um cabo é o SM58-CN. Se a caixa tem um cabo, mas não tem o número do modelo adequado, então é um microfone falso. Alguns SM58 falsos têm uma chave liga/desliga, o modelo deverá ser o SM58S. O clássico SM58 será listado como SM58-LC.


E POR ÚLTIMO… OUÇA.

Um SM58 falso terá um som com muito brilho e “bruto” quando for aplicado um ganho moderado. Um SM58 genuíno irá soar como… bem, um SM58 – suave nos graves e médios, com um pequeno e suave ganho nas altas. Um falso não irá produzir resultados similares.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Programação do Carnaval de Pernambuco 2011 - Minha opinião.

Olá pessoal.
O assunto da semana aqui em Recife foi a programação do Carnaval de Pernambuco. Muita gente reclamando. Quando falo muita gente, esta maioria é formada pela classe artística da cidade (músicos, cantores e técnicos).
Sempre tive uma opinião formada sobre este assunto há vários anos.
Acho que o “buraco” é mais embaixo!
Esta reclamação da classe artística daqui é muito antiga, mas ainda acho que estão reclamando pela coisa errada. É dar murro em ponta de faca.
Porque falo isso?
Acho que não vai adiantar a classe exigir que menos artistas rotulados de “populares” ou “de fora” façam parte da programação de qualquer festa popular de uma cidade e muito menos de um estado. A festa é popular, ou seja, do povo ou para o povo.
E o que o povo gosta é exatamente o que ele ouve com mais frequência!
É quase uma questão de matemática. Não tem como um povo gostar de uma música que ele nunca ouviu. Quando falo em cidade e estado, entendam como Recife e Pernambuco, pois é a região onde resido. Mas acredito que na maioria dos estados e cidades do Brasil a coisa seja bem parecida.
Acho que a mistura deve sempre existir. Não vou entrar na questão da proporção desta mistura.
Quem tentar fazer uma festa popular só com artistas ditos “locais” ou “não populares” vai ter o mesmo resultado do pessoal de Caruaru, que tentou isso uma vez no São João e teve tanta reclamação do povo que no outro ano voltou atrás.
Não adianta agradar a classe artística e desagradar a grande maioria do povo. E isso para um político tem um peso elevado à décima potência, pois quem elege a galera é a maioria de um povo e não a minoria de uma classe.
Acredito que uma das saídas (ou talvez a única) para este impasse é tentar fazer com que os nossos artistas “locais” se transformem em artistas  “populares”, mesmo se a música que eles fazem não tenha este perfil. Como fazer isso?
Só fazendo com que suas músicas toquem nos nossos meios de comunicação!
Rádios, TVs, rádios comunitárias, som ambiente de shoppings, som ambiente de aeroportos, som ambiente de rodoviárias, som ambiente de supermercados, etc.
Em todas as vezes que desci no aeroporto de Salvador, independente da época do ano, a lojinha de CDs estava tocando as músicas de lá!
Uma Spok Frevo Orquestra nunca vai ser popular como uma Ivete Sangalo. São músicas diferentes.
Um Silvério Pessoa nunca vai ser popular como uma Cláudia Leitte. São músicas diferentes.
Uma Ylana nunca vai ser popular como um Gustavo Lins. São músicas diferentes.
Esses são alguns exemplos.
Temos também exemplos de artistas locais com um trabalho mais popular, mas ficam quase na mesma situação dos três artistas que citei acima, e que acho que não fazem uma música direcionada para o popular, mas também quase não são tocados por nossos meios de comunicação.
Para vocês terem uma idéia, a Spok Frevo Orquestra adiciona cantores para as apresentações em eventos denominados populares. Em apresentações normais em teatros ou em festivais, a música é exclusivamente instrumental.
Para diminuir esta diferença entre os nossos artistas e os “outros”, só fazendo com que o nosso povo escute as músicas dos nossos artistas diariamente, em vários lugares e independente de época.
Acho que nossa classe artística deveria primeiramente brigar por isso antes de reclamar sobre qualquer programação de evento popular.
Com o nosso povo ouvindo as nossas músicas, é muito mais fácil agradar a todos.
Um abraço a todos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Rapidinha 117 - Trabalhos confirmados.

Dias 25 e 26/02/2011
PA Áudio
Porto Musical
Recife - PE

Dia 05/03/2011
Show Silvério Pessoa
Fortim - Olinda - PE

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Rapidinha 116 - Mais um trabalho cancelado.

Dia 23/02/2011
Show Treminhão
Porto Musical - Recife - PE

O show vai acontecer, mas ficaram sabendo que só vai ter uma mesa de som para fazer o serviço de PA e monitor.
Como eu iria fazer o monitor... Dancei.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Rapidinha 115 - Mais um acidente durante a montagem de Ivete Sangalo.


Infelizmente vou ter que dar uma má notícia.
Mas como o Blog foi feito para mostrar tudo o que acontece num show, não poderia deixar de passar isso para vocês.
Aconteceu mais um acidente durante a montagem dos equipamentos de Ivete Sangalo. Agora foi em Piracicaba - SP, e infelizmente morreu uma pessoa neste acidente.
Falando mais uma vez com Lázzaro, técnico de monitor de Ivete, ele me informou que a pessoa que morreu não era da equipe técnica, e que ainda teve mais gente que se feriu (até com uma certa gravidade) mas ele não ficou sabendo de mais detalhes. O show, logicamente, foi cancelado.

Usando o roteador sem fio com as mesas USB da Yamaha.



Olá pessoal.
Atenção Alexandre Campello, Alessandra, Xando, Patrícia, Philipe (acertei escrever?), Deinha, Isabella, Tereza e Luana, André Miudinho, Adriana, Flávio, Guga, Paola, e muitos outros colegas e amigos leitores que não trabalham no ramo do áudio. Um conselho... Não percam tempo lendo este texto hoje aqui, pois ele é totalmente direcionado aos meus amigos e colegas técnicos de áudio.
Finalmente consegui comprar o aparelhinho da COMTAC para eu usar meu roteador sem fio com as mesas USB da Yamaha. Tem gente também usando este USB Server com a mesa da Roland M-400.
O modelo do COMTAC é o 9120. Cuidado que tem um modelo 9124 (Servidor de Impressão) que não é o indicado para o serviço. Ele é muito parecido visualmente com o 9120.
Na caixa deste COMTAC 9120 vem escrito: SERVIDOR USB 2.0 PARA REDE 4P.
Prestar muita atenção neste detalhe.
Já tinha lido vários depoimentos na internet de colegas falando que funciona perfeitamente. Por isso não pensei duas vezes e comprei.

No detalhe, como é feita a ligação do COMTAC com o roteador. A outra ponta do cabo branco USB é ligado à mesa.

Só lembrando que nunca recebi nada para falar de determinado equipamento ou empresa. Quero continuar com esta liberdade para falar sobre minhas experiências profissionais, sempre no intuito de ajudar alguém do ramo do áudio ou fora dele. Por isso eu sempre falo os nomes dos equipamentos que uso e que estão funcionando a contento para o que eu quero.
Quando o aparelhinho chegou às minhas mãos, liguei para meu amigo Mário Jorge da PA Áudio para marcar uma hora para fazer o teste lá na empresa dele com alguma mesa USB da Yamaha. Poderia ser a DM2000 ou a 01V96.
A mesa usada foi a 01V96.
Não tenho fotos do meu teste, mas este link é de um fórum no site Som ao Vivo onde tem uma excelente explicação (com fotos também) de um teste que eu vi na internet e foi seguindo ele que eu fiz o meu teste na PA Áudio. Vou aproveitar o texto e as fotos da explicação do colega David Fernandes porque foi exatamente isso que eu fiz. A única diferença é que a conexão dele com o roteador sem fio foi com a mesa digital M-400 da Roland, e eu me conectei com uma mesa digital da Yamaha. Obrigado pela explicação David.
Fiz exatamente como ele descreveu, e quase não tive nenhum problema. Só um.
Não conectei meu laptop diretamente com a mesa via cabo USB antes de começar os procedimentos para usar a mesa com o COMTAC e o roteador sem fio. É aconselhável fazer esta conexão com o cabo USB direto no laptop para ter certeza que está tudo certo entre o Studio Manager e o USB Driver da Yamaha.
Instalei primeiro o software do COMTAC 9120 antes de fazer este teste com o cabo direto no laptop, e por isso não sei exatamente se o problema que ocorreu comigo foi causado pela instalação deste programa que vem com o USB Server (Networking USB Server) e que é para ser instalado.
O programinha vem num mini-CD. Quem tem laptop sem bandeja para o CD entrar, vai ter que pedir para um amigo colocar o conteúdo do mini-CD num pendrive ou num CD normal.
O problema foi que quando fui testar a conexão direta entre a mesa e o meu laptop via cabo USB, meu laptop não enxergou a mesa. Fiz então as ligações com o COMTAC e o roteador sem fio e logicamente o programa Networking USB Server também não enxergou a mesa da Yamaha.
Desfiz todas as ligações do roteador sem fio e do COMTAC e comecei tudo de novo. Tinha primeiro que normalizar a conexão direta via cabo USB.
Desinstalei o USB Driver da Yamaha e instalei-o novamente. Aí o problema foi resolvido. Meu laptop enxergou a mesa da Yamaha e eu controlei-a normalmente pelo laptop via cabo USB.
Depois disso segui os passos do texto do David Fernandes mais uma vez e a conexão via COMTAC e roteador sem fio ocorreu sem nenhum problema.
Controlei normalmente a 01V96 do meu laptop via wireless.
Se funcionou com a 01V96, acredito que não vou ter problemas com a DM2000 ou a PM5D.
Meu amigo Lázzaro comentou no Gigplace:
“ Mais uma opção para controle da PM5D remotamente (comprovado, eu mesmo vi no Festival de Verão o Newtinho do Jorge & Mateus usando).
Já estou procurando o meu ....”
Um abraço a todos.