quinta-feira, 2 de julho de 2020

CARTA DO SEGMENTO MUSICAL AO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO.

Olá pessoal.
Recebi um documento hoje, uma carta, produzida por pessoas do segmento musical do nosso Estado.


No final dessa postagem ,vou colar o texto completo dessa carta, e quem achar que deve assinar, é só clicar neste LINK para ser direcionado à pagina (foto acima), onde no final da carta, tem o local onde você pode assinar (foto abaixo).

É bem simples.
Basta colocar seu email, escolher a opção entre INDIVIDUAL ou COLETIVO, inserir seu nome e qual sua atuação no mercado musical.
Depois é só clicar em ENVIAR.
No meu caso, coloquei: Ildemar Oliveira (Titio) - Técnico de som.
Segue abaixo o texto completo da carta.

(Abre aspas)
CARTA DO SEGMENTO MUSICAL AO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO

Uma política cultural deve ter como objetivos principais o combate à desigualdade, a busca pela autonomia, a sustentabilidade do setor e o foco na transversalidade da cultura. Isso não é algo novo, mas em tempos de pandemia, crise econômica e crise política, é preciso estabelecer prioridades e ter o senso de urgência que o tempo nos apresenta. A redução das desigualdades raciais, de gênero e distribuição de renda, a descentralização e interiorização de recursos e a desburocratização do Estado devem se impor como metas fundamentais de um projeto político que se pretende alinhado com o seu tempo. Só assim é possível contemplar a complexidade da cultura e de uma política pública efetiva.

Quando existente e eficaz, a política cultural é capaz de propiciar o desenvolvimento sócio-econômico, trazendo benefícios para toda a população e não apenas às pessoas profissionais do setor. Ela precisa ter ações afirmativas de combate às desigualdades, garantindo equidade para negras(os), indígenas, LGTBQI+, de gênero, de periferias, de povos tradicionais e pessoas com deficiência, principalmente como forma de equiparação e compensação da dívida histórica do Brasil com estes grupos.

Ao movimentar a indústria criativa, a economia é diretamente impactada por meio da geração de renda através da criação de empregos diretos e indiretos, formais e informais. O turismo local, regional, nacional e internacional ganha um forte aliado para o seu desenvolvimento. Além de ser notoriamente sabido que o investimento e estímulo à ações culturais reduz os índices de violência e repercute na melhora da qualidade de vida da população, que, por consequência, reflete no campo da saúde.

A responsabilidade do Estado em garantir o pleno exercício dos direitos culturais está definida no artigo 215 da Constituição Federal de 1988. Assim consta:

“Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.” (BRASIL,1988)

Não resta dúvida: é dever do Estado incentivar e valorizar todas as manifestações culturais. Assim como o direito à saúde, à segurança e à educação, o direito à cultura é fundamental e deve ter o mesmo tratamento dispensado aos demais direitos sociais. Isso se dá através de políticas culturais cuja responsabilidade e obrigação devem ser distribuídas entre os diferentes entes da federação. Apesar disto, o que observamos é um total descaso com a cultura tanto do Governo Federal quanto Estadual e Municipal. Além de não possuirmos em Pernambuco uma política pública cultural ampla e efetiva, estamos diante de uma situação emergencial onde nos sentimos absolutamente ignoradas(os).

A Secretaria de Cultura, através do Secretário Gilberto Freyre Neto, e a Fundarpe, presidida por Marcelo Canuto, não dialogam com as(os) trabalhadoras(es) da cultura. Enfatizamos que ´cultura` não é algo etéreo ou um direito abstrato; são pessoas por trás deste signo constitucional, com famílias e compromissos sociais - inclusive pagadoras de tributos incidentes sobre o setor - como qualquer outra(o) trabalhador(a) ou empresária(a).

Somos, portanto, artistas, produtoras(es), técnicas(os), grupos, gestoras(es) de espaço, associações, cooperativas, coletivos e demais trabalhadoras(es) ligadas(os) à área artística e cultural e estamos sofrendo sérios impactos por conta da pandemia da COVID-19.  Não temos perspectiva alguma neste momento e lembramos que nossa área foi a PRIMEIRA A PARAR E A ÚLTIMA QUE DEVERÁ VOLTAR à sua normalidade. Vale ainda destacar que essa crise não é "democrática", como afirmam alguns analistas. Ela afeta a sociedade em seus pontos mais sensíveis: pesquisas já apontavam, no início de maio, que o risco de morte por COVID-19 entre a população negra podia ser até 62% superior em relação a população branca; as(os) trabalhadoras(es) informais serão (as)os mais afetadas(os) pela crise econômica que será agravada pela pandemia, como apontam alguns economistas; mulheres passaram a sofrer ainda mais violência doméstica em contexto de isolamento social.

A situação do setor cultural, que já enfrentava sérias dificuldades, é agravada pela falta de ação emergencial do Governo de Pernambuco. Em nota publicada pela Secretaria de Cultura em abril do corrente ano, foi informado que não seriam criados novos mecanismos para mitigação dos efeitos da pandemia. No texto, porém, o estado garantia a manutenção de editais que já estavam no planejamento da pasta, entre eles o do Funcultura, o do chamamento para o Ciclo Junino 2020 e o do 30º Festival de Inverno de Garanhuns - FIG. Passados dois meses da publicação, o setor da música se vê diante de um cenário de total desamparo. Não houve informações sobre o Ciclo Junino e ainda não há sobre o FIG. Há denúncias de que as parcelas de alguns projetos em andamento do Funcultura não foram liberadas e ainda tivemos o adiamento dos seus editais sem prévio acordo com a sociedade civil - o que na prática pode significar mais uma pedalada, jogando os recursos do Fundo para o ano seguinte. Vale destacar que estes editais de fomento representam O ÚNICO orçamento garantido por lei para o setor da cultura.

Reforçamos a relevância dos ciclos festivos e de eventos como o Festival de Inverno de Garanhuns para a manutenção do setor cultural do Estado. É de conhecimento geral que os ciclos carnavalesco, junino e natalino - ainda que tenham sofrido expressivas reduções orçamentárias nos últimos anos - representam grande relevância para a cultura local, bem como elemento central no planejamento anual de profissionais das diversas linguagens artísticas do estado. O prejuízo pela não realização do Ciclo Junino e também do FIG é maior, mais uma vez, para as(os) profissionais ligadas(os) às culturas populares e às manifestações culturais das periferias. Frequentemente excluídas(os) de diversos editais de fomento, tem no Ciclo Junino a garantia de uma renda extra para desafogar alguns meses.

E aqui aproveitamos para reiterar a necessidade URGENTE de desburocratização do Funcultura através, entre outras coisas, da digitalização de todos os seus processos, sem prejuízo para quem não dispõe de mecanismos de tecnologia para acessar o Fundo. Isso pode significar o início de uma transformação na lógica de distribuição dos recursos ao reduzir uma das barreiras de entrada no edital. Essa, aliás, é uma das cobranças que mais deveria constranger a gestão. Temos em Recife um reconhecido parque tecnológico e até hoje há a necessidade de utilização de papel, aglomeração de pessoas, envio de documentos por correios e consultas presenciais durante toda a execução dos projetos. É uma vergonha.

As(os) trabalhadoras(es) da cultura, a partir do Conselho Estadual de Política Cultural, tem sugerido alterações no Funcultura, buscando mais afinidade com a nova realidade que se anuncia no pós-pandemia. O Governo, por sua vez, se recusa a dialogar e a participar de uma construção coletiva de alternativas. O setor não pode mais ser refém da morosidade nos processos burocráticos da Fundarpe. O Funcultura hoje já apresenta um atraso de 3 anos entre a publicação do edital e a execução do seu orçamento, e isso tem sido motivo de frequentes cobranças do setor.

O Governo de Pernambuco IGNORA todas as demandas e sequer nos coloca em diálogo para a construção de ações de redução de danos num momento de crise. Mas estamos atentas(os)! O Governo Federal, após pressão da oposição e da sociedade civil, está prestes a implementar a Lei Aldir Blanc (Lei de Emergência Cultural - Projeto de Lei nº 1.075/2020). Há uma enorme desconfiança do setor cultural na capacidade de gestão deste novo fundo pelo Governo, justificada pelos já mencionados problemas de gestão do Funcultura e pelo aparente desinteresse do Secretário de Cultura Gilberto Freyre Neto e do Diretor-Presidente da Fundarpe Marcelo Canuto, de dar conta da demanda do processo de administração e repasse deste auxílio para a classe cultural após sua sanção/implementação. 

Sem interlocução com a pasta, resta ao setor buscar diálogo diretamente com o Governador Paulo Câmara. Estamos aqui na tentativa de evitar uma corrida para judicialização dos processos e para apresentar nossas demandas para o enfrentamento da crise. Isto posto, deliberamos o seguinte pleito:

AÇÕES EMERGENCIAIS:

LEI ALDIR BLANC
- Transparência e celeridade nas deliberações do Grupo de Trabalho na aplicação dos recursos da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Projeto de Lei nº 1.075/2020). É fundamental ressaltar a urgência na implementação dos mecanismos que possibilitem o IMEDIATO repasse para a cadeia produtiva cultural. Pleiteamos, aqui, mais transparência e a participação ativa da sociedade civil a partir da criação de uma comissão fiscalizadora do uso e destinação dos recursos provenientes da Lei Aldir Blanc, incluindo a criação de um cronograma de desembolso com execução prevista até o fim da pandemia.

- Distribuição dos recursos da Lei Aldir Blanc de forma a contemplar todas pessoas profissionais que fazem parte da cadeia produtiva da música, incluindo produtoras(es), técnicas(os), artistas, etc. Esta medida tem como objetivo garantir a manutenção dessas(es) trabalhadoras(es) da cultura, já que toda a classe está sem uma mínima perspectiva de rendas futuras e de prazos para o retorno das atividades.

FUNCULTURA
- O imediato pagamento de TODAS as parcelas de projetos em andamento ou já finalizados do FUNCULTURA DA MÚSICA;

CICLOS E EVENTOS
- Imediato pagamento de todos os empenhos ainda em aberto referentes a serviços prestados nos ciclos passados.  

EVENTOS NÃO REALIZADOS
- Criação de estratégia para mitigação dos efeitos da não realização do Ciclo Junino e do Festival de Inverno de Garanhuns. Sugerimos a utilização do percentual do orçamento de cada festividade, no que se refere ao pagamento dos cachês artísticos, para a criação de um fundo emergencial para as(os) profissionais do setor, a ser executado por uma comissão formada por Governo e Sociedade Civil.


AÇÕES DE CURTO PRAZO:

GESTÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS
- Retomada do protagonismo da Secretaria Estadual de Cultura e da Fundarpe na criação, desenvolvimento e execução das políticas públicas para o setor, e revisão da participação da Secretaria de Turismo e Lazer e da Empresa de Turismo de Pernambuco - Empetur  no processo e execução dos ciclos.

FUNCULTURA
- Manter, SEM ADIAMENTOS, os prazos (cronograma) de execução do Edital do Funcultura da Música 2019/2020, garantindo a divulgação dos resultados ainda neste ano.

- Digitalização de todos os processos do Funcultura da Música, sem prejuízo para quem não dispõe de mecanismos de tecnologia para acessar o Fundo. Essa estratégia permitirá a desburocratização do edital, ampliação do acesso e contribuição verdadeira para uma distribuição menos desigual dos recursos. Salientamos que alguns processos já estão sendo digitalizados por conta da pandemia de Covid-19, a exemplo do recebimento de documentos referentes a prestação de contas e solicitação de pleitos. Desta forma, é imprescindível avançar nessa implementação digital.


AÇÕES PARA MÉDIO PRAZO:
   
FUNCULTURA
- Criação de mecanismos que garantam a equidade para projetos de produtoras(es), agentes, grupos e artistas negras(os), indígenas, LGTBQI+, de gênero, de periferias, de povos tradicionais e pessoas com deficiência como forma de equiparação e compensação da dívida histórica do Brasil com estes grupos, conforme as demandas do Plano Estadual de Cultura e do 1º Seminário Funcultura 2019 nos GTs de Música e de Democratização e Regionalização, em anexo.

SIC
- Regulamentação do Mecenato do Sistema de Incentivo à Cultura – SIC (Lei 16.113/2017) ampliando os mecanismos de fomento, estimulando a articulação entre fazedoras(es) de cultura e iniciativa privada, sem prejuízo para a manutenção dos instrumentos já existentes (Editais do Funcultura).

CICLOS E EVENTOS
- Implementação de uma política de ações afirmativas de combate às desigualdades, garantindo equidade nas grades de programação de todos os eventos realizados pelo Governo do Estado (como único realizador ou em co-parceria) para grupos e artistas negras(os), indígenas, LGTBQI+, de gênero, de periferias, de povos tradicionais e pessoas com deficiência como forma de equiparação e compensação da dívida histórica do Brasil com estes grupos.

- Participação de uma comissão da sociedade civil na revisão dos editais  já existentes dos ciclos e festivais assinados pelo Governo, bem como participação na criação de novos editais.

- Revisão da política de cachês pagos pelo Governo às(aos) artistas locais, buscando reduzir a desigualdade existente entre as apresentações de chão e de palco, bem como buscando não reforçar distorções do mercado, quando grandes cachês são pagos para artistas de impacto midiático e cachês irrisórios para os grupos de cultura popular e/ou advindos das periferias e do interior do Estado.

- Implementação de uma política pública nos equipamentos culturais do estado com foco na recuperação, gestão e sustentabilidade através de parcerias com O.S. e/ou fundações, com uma programação efetivada através de editais, voltados para manifestações culturais locais sendo esta uma política de ocupação construída em parceria com a sociedade civil, Governo e CEPC.


AÇÕES PARA O LONGO PRAZO (PÓS-PANDEMIA):

- Mapeamento da cadeia produtiva da cultura e levantamento de dados sobre consumo cultural em Pernambuco. A sistematização dessas informações contribuirá para o desenvolvimento de políticas públicas baseadas em dados. Além disso, o amplo acesso a esses dados possibilitará o processo de fiscalização e de colaboração entre sociedade civil e administração pública.

- Ampliação das formas de participação social nos processos de construção da política pública de cultura e nas deliberações sobre a execução do orçamento. Essa ampliação precisa ser empreendida em paralelo a um processo de fortalecimento do Conselho Estadual de Política Cultural (CEPC-PE) como espaço legítimo de debate e deliberação sobre as ações do Governo na área da cultura.
(Fecha aspas)

Eu assinei.
Mesmo notando um certo (ou total) direcionamento para a área da produção.
Mas acredito que se vários pontos falados nessa carta forem seguidos, vai ajudar (e muito!) a minha área técnica também, ou seja, técnicos de som e luz, roadie, diretores de palco, produtores de bandas...
Se você é do ramo, acho interessante ler.
Como fala o profeta Ildemar:
--- Pior do que fazer algo e não dar em nada, é não tentar.
Um abraço a todos.

terça-feira, 23 de junho de 2020

A palavra é: Adequação.

Olá pessoal.
Pois é...
A palavra do momento, e não sei quanto tempo vai durar isso, é ADEQUAÇÃO.
Se eu falar que gostei, estou mentindo.
Não curti esse primeiro trabalho na pandemia.
Muito tempo com a máscara, não consigo controlar os "toques" nas coisas, sempre tirava a máscara pra passar o som dos microfones e monitores.
Não foi "relax", principalmente porque não sou um cara muito cuidadoso nessas medidas de proteção. Só vou pensar nos riscos, depois que fiz o movimento.
Nem sempre passava álcool nas mãos depois de alguma ação.
Esse ato pode até ser tranquilo em casa, sentado no sofá, vendo uma Live.
Mas num trabalho, além de se preocupar com um vírus, ter que passar o som dos instrumentos, fazer o monitor dos músicos, gravar os áudios, e ainda com um tempo muito curto, qualquer paradinha arriscava não poder concluir o trabalho.
Gosto do iPad como uma ferramenta a mais pra ajudar num trabalho com uma mesa de som.
Ele sendo a ÚNICA ferramenta, não curto também não.
Mas deu para fazer.
Isso é o que importa.
Mesa digital XR18 controlada pelo iPad, enviando os canais para gravação no Cubase.
Vou tentando me adaptar a este novo "modus operandi".
Por enquanto, é só o que me resta.
O mais correto seria falar: É só o que NOS resta.
Né?
Boas adequações aí pra vocês.
Um abraço a todos.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Covid-19 - A pandemia mudando os hábitos. Será?

Show do cantor Mads Langer na Dinamarca.
Olá pessoal.
Espero que estejam bem.
Na medida do possível, logicamente.
A "coisa" ainda está bem complicada, principalmente para a minha profissão.
Muita gente pensando: --- Tá vendo? Devia ter seguido para o ramo de mercadinho!
(Rir um pouquinho)
Esse ramo quase não foi atingido, né?
Pelo contrário! Tenho certeza que as vendas, no mínimo, dobraram.
Nas artes, a gente tá tendo que rebolar.
E algumas ideias vão surgindo no desespero.
Shows durante a pandemia? Só se for como o que Mads Langer fez na Dinamarca (foto acima).
Mais detalhes sobre este show na Europa, clique AQUI
Lembram do cinema Drive-In? Eu ainda consegui ver filmes no drive-in aqui em Recife na minha juventude.
Pois é... Tem gente usando o modelo drive-in para fazer shows de música.
Não acredito que esse tipo de show continue depois da estabilização da pandemia.
O pessoal fica dentro do carro, ouvindo o som do show pelo rádio.
Muito sem graça!
Já teve também circo fazendo espetáculo com o público dentro dos carros.
Circo Fantástico - Rio Grande do Sul.
Mas como não podia ter muitos carros no espaço (acho que não chegou a 30), todos ouviam o som pelo sistema do circo mesmo.
A diferença, é que na hora dos aplausos, a turma usava a buzina!
Também acho que o circo drive-in só vai servir para este tempo de pandemia.
Apareceu também a LIVE, que na realidade, já existia, mas era bem pouco explorada.
Já tem teatro fazendo live com venda de ingressos! Como podem ver no vídeo abaixo.
Projeto Teatro Já! Muito legal.
Teatro PetraGold.
Tá. Essas lives de peças de teatro eu acho que continuam.



Já soube que bandas fizeram isso bem antes da pandemia, com pequenos shows em casas noturnas, mas sem cobrar ingressos virtuais.
Ahh. Vi ontem na TV que um circo fez uma live exclusiva para um conjunto de prédios que ficava perto do local. Não lembro se pagaram ou se trocaram por alimentos. As famílias adoraram.
Os artistas, como sempre, estranharam a falta dos aplausos e risos.

Setup do cantor Silvério Pessoa, na sala da casa dele.
A live, na pandemia, começou como uma coisa simples, intimista, onde o artista transmitia de casa pelo celular uma "voz e violão", por causa do isolamento, e hoje em dia tem bandas usando uma estrutura quase de um show normal para fazer essas transmissões.
Live de Silvério Pessoa.
Como foi o caso do Skank recentemente, que montou todo o aparato dentro do Mineirão em Belo Horizonte.
Não vi "exagero" maior em lives até agora.
Live do Skank no Estádio do Mineirão.
O público tá adorando, não tenho dúvida! Principalmente os fãs!
Eu, particularmente, acho a live bem fria.
Sem a vibração do público, mesmo numa live feita no Mineirão, tudo é muito frio. Estático no palco.
E acho até que esse aumento das estruturas das lives se deve exatamente a isso.
Tão querendo compensar a falta de público e a clausura da live, colocando mais coisas no vídeo, montando em lugares abertos, para tornar o show mais atraente de se ver.
Vi poucas lives até agora.
E nessas poucas vezes que vi, notei um desconforto absurdo por parte dos artistas, com a falta do aplauso, da vibração do público. Muitos até falaram disso nas transmissões.
Não achei estranho ver isso, pois para o artista deve ser uma merda mesmo fazer um show pra ninguém. Visualmente falando, né?
Pois milhares de pessoas estão vendo pela internet, ou até mesmo pelas TVs, que começaram a retransmitir estas lives.
Acho que esse tipo de transmissão de shows (Live) vai continuar depois da pandemia.
As dos teatros também, viu?
Seria mais uma opção para o público.
Vou dar um exemplo.
Show normal (com público) de alguém numa casa noturna, num teatro, ou até mesmo num estádio.
Preço do ingresso R$ 60,00.
Quer ver em casa? Em qualquer parte do país? Sem depender de TVs abertas ou fechadas?
Vai ter a live desse show, pelo YouTube, Facebook, ou qualquer outra plataforma já existente, ou até mesmo criada posteriormente.
Preço para ver esse show? R$ 20,00. Ou até menos!
Você paga, recebe um link individual, e assiste ao show na mesma hora, aonde você quiser.
Vamos ver se eu acerto esta previsão. Não acho difícil.
Será?
Só o tempo dirá.
Será que está surgindo outra função num show? O técnico de som de live?
Já existe o técnico de "Broadcast", que faz a mixagem do show para a TV, mas só grandes artistas levam este profissional.


Enquanto a pandemia não é controlada, vamos tentando sobreviver a tudo isso com poucos trabalhos, ou até nenhum!
Aí nem arrisco um palpite de como fazer isso por muito tempo, principalmente na minha profissão.
Vou continuar só divagando, supondo e imaginando...
Um abraço a todos.

PS: Com álcool em gel.

#madslanger #lives #shows #teatro #teatropetragold #liveskankmineirao #silveriopessoa #drivein 

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Recife x Olinda - A luta que dura um século!

Olá pessoal.
Parece piada... Mas não é!
Impressionante como essa briga dura tanto tempo aqui em Pernambuco.
Um verdadeiro show de descaso, incompetência, morosidade, falta de planejamento... Ou sabe deus o que está por atrás desse problema que já dura um tempo absurdo.
Várias gestões passaram pelas duas prefeituras, mas nada mudou nesse sentido.
Parece até que é uma disputa mesmo, de tão absurdo que é o caso.
Vou ficar batendo nesta tecla sempre.
Este pagamento "sapataria" tem que acabar.
Se fosse uma contratação feita em cima da hora, poderia até ter sentido.
Mas uma contratação antecipada, e muitas vezes com os mesmos artistas envolvidos?
Aí é lasca, né?
A primeira palavra que vem na cabeça é incompetência.
Espero que seja isso mesmo, que não tenha um motivo "pior" para isso acontecer.
Quando estão em campanha política, todos falam que sabem como resolver.
Quando entram, começam a falar que não é fácil, que a cidade é muito grande, que são muitos artistas... E a desculpa "famosa": Não pagamos por falta de documentação por parte dos artistas.
Meus caros gestores... Essa desculpa pode até servir um pouco para artistas "pequenininhos", que nem CNPJ possuem, que não sabem como funciona essa contratação, porque nunca foram contratados...
Mas essa desculpa "esfarrapada" não funciona mais para os artistas que fazem esses eventos TODOS os anos, que tem produtoras com CNPJ, que já sabem como funciona essas contratações, e sempre enviam toda a documentação exigida, e até vídeos para comprovar que fizeram o show.
E mesmo assim continuam recebendo o pagamento sapataria (60, 90, 120...360 dias pra começar a receber).
Fica aqui registrado no Blog essa "piada" sem graça (que não é piada).
Eu, particularmente, morreria de vergonha de ser chamado de incompetente durante vários anos.
Das duas, uma: Ou vocês se acostumaram com a palavra incompetente, ou não tem mais vergonha.
Um abraço a todos.

#prefeituradorecife #paguemeudinheiro #artistas #shows #musica #recife #olinda #prefeituradeolinda  #titioeosbastidoresdeumshow @prefeiturarecife @pref_olinda 

sexta-feira, 8 de maio de 2020

COLPEPE - O pontapé inicial foi dado.

Olá pessoal.
O pontapé inicial foi dado aqui em Recife.
Vou sempre apoiar e divulgar ações que visam a melhoria da minha profissão.
CADASTREM-SE.
Clique AQUI para se cadastrar.
Pior do que fazer algo e não dar em nada, é não tentar!!!!!
Espero que outras regiões façam o mesmo.
Vamos nos organizar.
Um abraço a todos.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Prefeitura do Recife - #paguemeudinheiro

Olá pessoal.
Hoje foi lançado nas redes sociais pela minha turma (técnicos de som e luz, roadies, produtores etc) um manifesto mostrando o descontentamento com o famoso pagamento "sapataria" de cachê aos artistas pela prefeitura (minúsculo mesmo) do Recife.
A prefeitura não paga os artistas, e os artistas não pagam as equipes.
Vou deixar aqui registrado também esse manifesto, ok?
(abre aspas)



























Essa postagem abaixo, foi com uma opinião minha sobre tudo isso que está acontecendo MAIS UMA VEZ!!!!

Como é desgastante exigir o óbvio.
Mais um ano falando sobre o mesmo assunto, que NO MÍNIMO, acontece faz uns 15 anos!!!!!
Isso mesmo! Não errei na digitação não....
Faz muito tempo que temos problemas com esses pagamentos.
Na realidade, era para os artistas estarem aqui falando sobre isso, pois somos contratados por eles, mas já que até hoje é muito difícil a gente ver isso, a classe técnica resolveu expor o problema MAIS UMA VEZ.
Como já falamos várias vezes com os artistas e eles sempre falam que só podem nos pagar quando recebem, resolvemos seguir o caminho do pagamento para ver se os contratantes dos artistas pagam os artistas, e eles nos pagam em sequência.
E não é só a prefeitura do Recife que faz isso.
A prefeitura de OLINDA, a FUNDARPE e a EMPETUR fazem estes pagamentos tipo SAPATARIA também!
Sapataria? Isso.
60, 90, 120, 150, 180, 210... dias para começar a pagar!
Esse método de pagamento é ABSURDO e IMORAL.
Chega a ser DESUMANO.
E já virou quase uma "missão" pra mim, tentar mudar isso. Vou continuar nessa luta mesmo depois da pandemia, pois já faço isso bem antes desse vírus chegar por aqui.
INCOMPETÊNCIA das gestões? DESCASO?
Ou incompetência e descaso ao mesmo tempo?
Não seria nada de estranho achar isso dessas gestões, não é verdade?
Sabemos que depois dessa pandemia, muita coisa vai mudar nas nossas vidas.
Espero que este absurdo mude também!!!!!

#prefeituradorecife #paguemeudinheiro #artistas #shows #musica #recife #titioeosbastidoresdeumshow @prefeiturarecife
(fecha aspa)

Pois é...
Mais um ano falando sobre este absurdo.
E vou continuar falando, com vírus ou sem vírus.
Um dia esse vírus da incompetência vai acabar também!!!
(Sem) Um abraço a todos.