segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Paaaaaaaauuuuuulo Raaaaaafaeeeeeeellllll.

 

Paaaaaaaauuuuuulo Raaaaaafaeeeeeeellllll.
Era assim, com essa chamada de narrador de futebol, que eu o cumprimentava no palco, quando ele chegava pra passar o som.
Me dava um abraço, sempre cheiroso, eu dava dois tapinhas nas costas dele, e falava: Vamos pra mais uma.
Foram muitas, viu?
Várias vezes eu ficava sem entender porque eu ainda me arrepiava ouvindo o solo dele na introdução de Anunciação. Como pode? Era o mesmo solo, na mesma música, o mesmo músico!!!
Em vários shows senti isso.
Com certeza Ele era especial.
Muita honra em ter convivido com ele, de dividir garrafas de vinho na estrada,  de dividir "conversas moles".
Honra. Foi uma honra, Paaaaaaaauuuuuulo Raaaaaafaeeeeeeellllll.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Python, a tecnologia à serviço do trabalho - Medo? Eu não.

 

Olá pessoal.
Conversando hoje com João Menelau, que criou a ferramenta que está me ajudando no trabalho de digitalização na Fundaj, ele me confidenciou que ficou com um certo receio de eu ficar chateado, porque eu poderia achar que a ferramenta estava "tirando meu trabalho".
Essa ferramenta vai ser o tema do texto de hoje.
Lembram do Automator, que falei dele aqui em março desse ano, que me ajudava na nomeação dos tracks (faixas)?
Essa ferramenta que João criou, vai muito além disso!


Entrei em contato com ele ontem, para pedir alguns esclarecimentos básicos sobre como a ferramenta foi criada. Não vou entrar em detalhes mais técnicos sobre ela, pois estou bem distante do entendimento desse assunto.
Meu intuito maior aqui é mostrar como a gente pode ser ajudado pela tecnologia.
Só para lembrar o que fazia o Automator...
Eu criava os 4 arquivos de uma faixa de CD digitalizado, e ele simplesmente nomeava esses arquivos. Era muito arquivo para nomear, viu???!!!
Essa ajuda do Automator já foi indicação de Kiko (Estúdio Carranca).
Depois de um tempo fazendo isso, Kiko me falou que iria ver com um amigo dele, que no caso era o João, que é também o cunhado dele, se não poderia ser criado uma ferramenta de automação que fizesse todo o trabalho anterior ao de nomeação.
Eu duvidei, logicamente, mas... Para minha surpresa, depois de alguns dias ele me manda a ferramenta (que não tem nome) para eu testar.
Antes eu importava as faixas dos CDs para o Pro Tools, que já estavam em WAV (44.1 kHz/16 Bit). Lá dentro eu normalizava, e exportava essas faixas normalizadas, normalizadas em MP3, e normalizadas em MP3 mas editadas com apenas os 30s iniciais, já com as nomenclaturas corretas.
Com o Automator, eu deixei de fazer somente a última parte do processo, que era colocar os nomes corretos em cada faixa (track).
Já ajudou muito o aparecimento do Automator.
Mas como falei acima, essa nova ferramenta foi além!!!!
Para limpar as fitas K7. Conceito criado por Carlinhos "Prof. Pardal" Borges.

Orientado por mim e por Kiko, pois passamos para João como era feito todo o processo, ele criou um programa para automatizar esse processo anterior ao de nomeação, mas fazendo ainda essa nomeação no final.
E tudo fora do Pro Tools!
Ou seja... Eu não iria fazer mais nada (ou quase nada).
As faixas dos CDs já estavam prontas, com começo e fim, pois foram importadas digitalmente. Chamamos esse processo de copiar o CD digitalmente de "Ripar". As faixas foram ripadas.
Eu só tinha que nomear a pasta que continha as faixas do CD já em ordem (01, 02, 03, 04...) com o nome que seria impresso nas "audio files".

Colocava essas pastas dentro de uma pasta na minha área de trabalho chamada ENTRADA, e clicava no comando Iniciar Processamento.
Pronto. Agora era só ir fazer outra coisa.

Ao término desse processo, eu ia numa pasta chamada SAÍDA, e lá estavam todas as pastas processadas, com todas as faixas editadas, convertidas e nomeadas!
Para não dizer que eu não fazia nada, eu dava uma conferida nessas faixas no Pro Tools, antes de processar, para ver se encontrava faixas com defeito de ripagem, ou seja, com falhas.
Esse programa de automação foi criado no Python, usando a "linguagem de máquina", ou também chamada de linguagem de programação.
Esse Python pode ser usado em qualquer plataforma, como Windows, Linux, etc.
Nesse caso aqui, estou usando Mac OS, da Apple.
Outra coisa... O Python é usado em conjunto com o programa Terminal, que é uma ferramenta do MAC, que possui funcionalidade semelhante ao "Prompt de Comando" do Windows.
Mas eu não faço nada além do que clicar no comando "IniciarProcessamento.sh".
Sabendo que a plataforma que eu estava usando era MAC, João foi atrás de bibliotecas de áudio desse Sistema Operacional, para ver como é que funcionava o gerenciamento do áudio no MAC, e à partir dessas bibliotecas, ele montou a lógica do processo. Como normalizar, como transformar em MP3, como editar os primeiros 30 segundos da faixa e dar o fade out... E por fim, como colocar o nome correto em cada faixa processada.
Massa, né? Para não dizer: MUITO BOMMMMMMMMM!
Estação 1 de digitalização.

Para informações mais esclarecedoras sobre essa ferramenta que estou usando, deixe a pergunta ou dúvida nos comentários que ficam no final da postagem, que eu peço para João responder.
Qualquer um pode deixar comentários (ou críticas) nas minhas postagens. Não apago nada.
Como tá muito em moda a palavra atualmente, estou quase chamando o programa que João criou de Titio Fake, ou Fake Edit. (risos)
Mas como diz o ditado... Alegria de (operador de áudio) pobre dura pouco...
Acabamos com o processo de digitalização dos CDs, e agora seriam digitalizados Vinis 78RPM e fitas K7.
Aí mudou tudo, pois eu teria que editar começo e final, e também colocar quem era lado A e B.
Mas não demorou muito pra gente achar uma solução para continuar usando o Edit Fake (EF) sem precisar modificar muito as linhas de comando criadas por João.
Eu já fazia todo o processo bem rápido no Pro Tools, pois normalmente eu tinha que editar apenas 2 faixas, o lado A e o lado B. Diferente de um CD, que em vários casos passava de 20 faixas!
Combinei com Kiko que eu editaria as duas faixas e já deixava com o nome correto. E à partir disso o EF entraria em ação.
A nomenclatura das fitas era completamente diferente da nomenclatura usada nos CDs.
Existe agora lotes de fitas, ou seja... O lote da fita ABC_0001 poderia ser formado por 9 fitas, ou mais.
Nas fotos abaixo mostro o exemplo do lote PSN_0023, onde são apenas 2 fitas. 
Antes do Python processar.






















Depois do processamento do Python.






Então eu editava essas duas fitas no Pro Tools e exportava, colocando já quem era fita 01 e 02, e quem era lado A e B.
Depois disso, é só colocar a pasta dentro da pasta ENTRADA e clicar para iniciar o processamento.
Nesse caso agora das fitas, o título da pasta que eu colocar lá dentro de ENTRADA não vai interferir nas nomenclaturas finais. O programa agora repete a nomenclatura que está na audio file, só colocando o termo no final, depois de processar.
MP3 para o áudio convertido, N para o áudio normalizado e CLIP para o áudio de 30 segundos.
Para facilitar o reconhecimento visual, já coloco o nome na pasta de acordo com o lote em questão.
(Obs: Quando eu uso o termo em inglês "audio file", não tem acento no áudio, viu?
Antes que meu Amigo Carlinhos Borges venha me corrigir, como fez com "apostilha").
O Python trabalhando.
Bem...
O uso do EF está à todo vapor lá na Fundaj. E vai ser assim até o final.
Eliminou o movimento repetitivo, que é comum nessas edições.
Obrigado mais uma vez Kiko pelo interesse em tornar mais leve o meu trabalho de edição, e pela intermediação com João.
Espero que eu tenha explicado direito esse caso, pois não é muito fácil fazer isso usando palavras, mas eu não vou migrar para o vídeo, pois não tenho paciência para filmar e editar.
E numa das últimas vezes que usei uma câmera pra filmar um trabalho, levei um "esporro" do guitarrista e amigo Paulo Rafael. E com toda a razão! (risos)
Vou colocar abaixo dois vídeos que estão no meu canal do YouTube. 
O primeiro mostrando o processo de higienização das fitas K7, e o segundo mostrando o Python em ação.


E só para finalizar, ratificando...
Não. Eu não tenho medo que a tecnologia me substitua. Pode substituir um dia? Pode.
Mas até lá, vou usá-la sem receio para ajudar nos meus trabalhos. Sempre!
Um abraço a todos.

sábado, 10 de julho de 2021

Mudança de Palco 119 - Clive Davis.


Olá pessoal.
Ontem aqui em casa, mais uma vez teve sessão de filmes na Netflix. Vi dois documentários.
Um que eu já tinha visto, e é muito legal, mas vim aqui falar do segundo que vi logo após, que foi dica do meu Amigo Rogério (PA de Alceu Valença).
Ele já tinha me falado desse documentário na semana passada, mas tá difícil eu ver algo durante a semana, pois estou acordando muito cedo.
Ontem aproveitei o vinho e fui na Netflix.
Esse documentário mostra a trajetória de Clive Davis, um produtor/diretor (ou seria diretor/produtor?) que começou sua carreira na música dos EUA no final dos anos 60.
Mesmo sendo chamado de "tirano" pelo Ed Motta, num comentário que ele fez na internet, falando que não conseguiu ver até o final, achei muito legal o documentário, e resolvi indicar aqui.
Não sou artista, e realmente o ponto de vista entre eu e Ed deve ser completamente diferente, né?
O título original é: The Soundtrack of Our Lives (A trilha sonora de nossas vidas).
Muito melhor que o título colocado na nossa língua, não acham?





Deixando de lado essas traduções, vim aqui deixar essa dica de um bom "filme" para ver, principalmente para quem trabalha com shows e eventos.
Falei bom filme porque o documentário é tão bem montado, que parece um filme normal.
A Netflix tá craque nisso.
Com certeza, você vai notar que muita música e/ou artista que você gosta, apareceu por causa do Clive Davis. Ele ajudou na trilha sonora da sua vida, você vai ver.
Por isso que o título original tem muito mais a ver com o documentário, do que o fraquinho "Nosso Ritmo".
Já indiquei outro documentário sobre (quase) o mesmo assunto numa postagem bem anterior, que foi o de Quincy Jones.
O Quincy está mais para produtor musical (genial, para ser mais justo), e o Clive está mais para diretor de gravadora.
Mas ele interferia na criação dos artistas, por isso a "revolta" do Ed Motta.

Os dois estão vivos ainda, viu?
E se você não viu ainda o de Quincy Jones (Netflix), veja, pois é espetacular.

Na minha opinião, não dá para comparar Quincy com Clive, pois o primeiro é um Gênio, mas fico com a frase que um concorrente dele de outra gravadora falou no documentário: "Certamente, qualquer um que fosse capaz de vender milhões de álbuns de um guitarrista de rock de 50 anos que não cantava nada, ganharia minha eterna admiração".
Não é uma verdade?
Esse guitarrista em questão era Santana.
Um abraço a todos.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Estou vivo, viu??!!

 


Olá pessoal.
Eu estou vivo ainda, viu???
Como podem ver na foto, meio desgastado, mas vivo!
E ainda recebi a primeira dose da vacina.
Minha irmã foi comigo, pois ela sabia que corria o risco de eu correr da injeção.
Mas eu arrasei.
A fobia não me venceu dessa vez.
Me ajudaram, não vou mentir... Pois colocaram uma mini-seringa com uma mini-agulha!!!
O frio na barriga foi quase zero.
Esperar agora os 85 dias pra agendar a segunda dose.
Espero que a quantidade de vinho que bebi no outro dia à noite depois da vacina não tenha anulado essa primeira dose...
Deixa a "poeira baixar", que volto a escrever aqui.
Até separei umas coisas para falar do trabalho lá na FUNDAJ, digitalizando o acervo, mas depois eu conto.

Não estou muito disposto para escrever ultimamente.
Esse fim de semana faço um trabalho com Alceu Valença, que depois eu devo falar algo aqui.
Por enquanto, vou aguardar as coisas acalmarem.
Vamos em frente, como diz um amigo meu cantor.
Um abraço a todos.

quarta-feira, 31 de março de 2021

Parece mentira... Mas foi verdade! - Caso 28.


Olá pessoal.
Esse caso foi contado no grupo de áudio Graxa BR, pela própria pessoa que passou pela situação.
Ricardo Tenente, ou simplesmente Tenente.
Produtor que está no ramo faz muiiiiiiito tempo.
Só com Chico Buarque, ele já tem 32 anos de produção.
Fora Chico, já trabalhou para Maria Bethânia, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, O Rappa, Jota Quest, Maria Rita... E por aí vai.
Já deu para notar que ele tem uma "bagagem" muito boa, né? Para não dizer excelente!
Como ele mesmo me falou, quando Chico dá uma parada, ele faz a produção desses outros artistas.
Nesse dia do "causo", que foi em fevereiro de 2010, ele estava na produção de Falcão, ex-vocalista d'O Rappa, num projeto chamado Falcão e os Loucomotivos.
Pois bem...
Foram dois shows no Circo Voador (Rio de Janeiro), sendo um na sexta e outro no sábado.
Na sexta, ele recebe uma ligação em inglês:
--- Hi. I wanna talk with Tenente.
Tenente responde: --- Hi. Tenente speaking.
O cara do outro lado continua em inglês (traduzindo): --- Eu sou o segurança da Madonna. Ela vai amanhã aí ver o show.
Tenente achou que era algum amigo sacaneando, e perguntou em português: --- Quem tá falando, porra??!!
E o cara responde: --- Sorry??

Aí Tenente começou a notar que era mesmo o segurança dela.
O rapaz queria combinar uma hora para dar uma olhada no local, para ver por onde ela iria entrar, onde ela iria ficar e por onde ela iria sair, etc, etc.
Tudo bem, pode vir hoje mesmo. Falou Tenente.
Na hora marcada, foi esperar pelo gringo na área externa do Circo Voador.
Segundo ainda o produtor, o cara era Israelense, desceu do carro preto, viu tudo, marcou a hora da chegada no outro dia, disse que estava tudo certo, que ligaria, etc...
No outro dia (sábado), o segurança liga para Tenente, e ele vai para o local marcado na parte externa da casa de shows, para receber o Israelense com Madonna.
Enquanto aguardava pela Pop Star, passa por ele Uirá Fortuna, filho de Perfeito Fortuna, grande nome da cultura carioca, e criador da Fundição Progresso, outra casa de shows e eventos, que fica bem próxima do Circo Voador.
Uirá é o produtor e diretor artístico da Fundição Progresso.
Ao passar, Uirá olha para Tenente e pergunta: --- Tás fazendo o que aí?
Tenente responde: --- Tou esperando a Madonna.
Ainda passando, Uirá dá um sorriso sem acreditar, e vai embora, falando: --- Ahh, tá...
No mínimo ele deve ter pensado em falar: --- "Se não quer dizer, não diz. Mas não inventa onda, né?".
Em momento algum ele imaginou que era verídica aquela resposta de Tenente.
Mas errou feio.
Como combinado, Madonna chegou com seu segurança de Israel, entrou, viu o show, e foi embora depois.
Tenente mandou até o link de um vídeo no YouTube, para ninguém chamar ele de mentiroso.

E por esse vídeo, vão notar que a cantora realmente foi para o show, mas acho que mais para namorar o Jesus dela, do que para ver qualquer show!
Na época, ela estava namorando o Jesus (Brasileiro), lembram?

Obrigado Tenente pelo relato.
E a turma do Grupo Graxa BR tem razão, viu?
Você poderia escrever um livro, contando suas aventuras pelas estradas do mundo.
Assunto deve ter, e muito!!!!
Um abraço a todos.


terça-feira, 23 de março de 2021

Singing Voice Synthesis da Supertone - Um caminho sem volta?

 


 

Olá pessoal.
Estava eu nesse final de domingo, comendo cocadas de leite condensado feitas pela minha Irmã, vendo o Fantástico, quando apareceu uma matéria sobre IA (Inteligência Artificial).
Até aí nada de mais...
Sempre achei interessante esse assunto.
Tem até um filme que vi faz muito tempo, onde o tema principal era a IA, que passa uma mensagem bem legal.


O nome do filme é A.I. (Artificial Intelligence). Fui pesquisar, e o filme é de 2001, e tem a mão do competente Steven Spielberg.
Quem não viu, aconselho ver.
Pois bem...


A matéria no Fantástico começou perguntando a quem estava vendo o programa: --- Você seria capaz de adivinhar se uma música é cantada por uma pessoa ou por um computador?
Um programa de TV com auditório da Coreia do Sul fez esse desafio, como se fosse um show de calouros, onde a audiência teria que adivinhar se quem estava fazendo melhor era a pessoa real ou a "máquina"?
Passaram por algumas áreas, como golfe, retrato falado, e até a criação da imagem do rosto da pessoa de acordo com a análise de sua voz.
A voz...
Foi aí que entrou o assunto que chamou ainda mais a minha atenção (lógico, né?).
O programa de TV lançou um desafio, colocando a voz de um cantor muito conhecido no país.
Só que esse cantor famoso tinha morrido muitos anos atrás, e a música era recente!
Não tinha como ele cantar essa música!
A turma se assustou.
E não tinha como não se assustar, pois a voz era igual a do cantor falecido.
Aí foram explicar.



Na matéria, diz que o software que conseguiu recriar a voz do cantor famoso foi criado por "um time de engenheiros de som de uma universidade Sul-Coreana".
Fui pesquisar aqui em casa na internet para escrever esse texto, e apareceu para mim a empresa Supertone, da Coreia do Sul.
Já que a Globo não quis colocar os créditos da empresa, estou fazendo aqui. Nada mais justo, né?
Quem quiser ir ao site da empresa, clique AQUI.
Usei o Chrome como navegador, traduzindo a página.
Não é muito boa a tradução, mas é bem melhor do que não entender nada olhando para as letrinhas de figurinha!


Encontrei uma boa matéria sobre esse assunto, agora na nossa língua, no site da Techtudo.
O título?
Inteligência artificial traz cantor de volta dos mortos.
Bem chamativa, não é?
Foi lá que descobri que o pai da criança é a Supertone.
Quer ler essa matéria? Clique AQUI.
Não é de hoje que a IA está no áudio.
O famoso Auto-Tune reinou durante muito tempo no mundo do áudio afinando vozes, e agora quem já está reinando a um bom tempo é o Melodyne, principalmente quando ele assustou a todos da área, mostrando que poderia afinar uma nota de guitarra dentro de um acorde, ou afinar uma voz dentro de um coro mixado.
Eu mesmo me assustei.
Em setembro do ano passado, falei sobre o simulador de voz Mr. Falante, onde a pessoa colocava um texto na voz de uma pessoa que nunca leu esse texto.
Mesmo ainda não sendo 100% o resultado sonoro final, pelo que eu conferi no site do fabricante naquele dia, já era bem interessante o software.
Tanto o Mr. Falante quanto esse software da Supertone, baseiam-se na técnica usada para criar vídeos falsos chamada "Deepfake".
Fazendo um resumo bem chulo dessa técnica, o software, depois de receber várias informações sobre o original (imagens e/ou  vozes), ele vai estudando o assunto, para depois recriar algo bem parecido com o original. Um clone!
Esse da Supertone, segundo a matéria no Techtudo, usa uma técnica de aprendizado de máquina chamada "Singing Voice Synthesis", que meu tradutor chamou de Síntese de Voz Cantante, ou segundo a tradução livre no Techtudo, Síntese de Voz de Canto.
Mesma coisa, né?
O que importa é o que essa técnica é capaz de fazer!

Dando um giro pela internet hoje sobre o assunto, fui direcionado para o Vocaloid5, onde você já pode ter a sua disposição, em Inglês e Japonês, 4 bancos de vozes, com mais de 1000 frases vocais e mais de 1000 amostras de áudio.
Mesmo sendo limitado, já dá pra montar uns vocais bem legais, mas só nas duas línguas que citei acima.


Mais detalhes sobre o Vocaloid5, clique AQUI.
No caso do software da Supertone, o "bicho pega", pois vai ser possível colocar qualquer cantor (vivo ou morto) para cantar qualquer música, em qualquer idioma!!!!!!!
Basta o software estudar as amostras de áudio.
Imaginaram?
Na matéria do Fantástico, tem até o grande Freddie Mercury cantando em Sul-coreano!!!
E não tem quem diga que não é ele cantando!!!
Impressionante.
Segundo o site Techtudo, nesse caso do cantor Sul-coreano, "A IA aprendeu 700 canções diferentes de vários artistas para compreender técnicas de entonação e ritmo. Depois desse processo, a tecnologia foi treinada com 20 músicas de Kim Kwang-seok, de modo que pudesse ajustar a síntese e recriar a voz do artista".
Ainda na matéria exibida na Globo, um dos responsáveis pelo software afirma: --- E não é só na música, vamos poder dublar os filmes em qualquer idioma simulando as vozes dos atores originais, mesmo eles não sabendo uma palavra do idioma!
Duvidam? Eu não!
Só questão de tempo, pelo que estou vendo.


Já no final da matéria, o mesmo rapaz fala uma coisa que comprova o quanto a ferramenta que eles criaram é absurdamente potente! Mas como sabemos, essa potência pode ajudar ou prejudicar alguém, né?
O termo já não soa bem. Deepfake, SingFake. Fake = Falso. Não esqueçam.
Para garantir, eles já estão desenvolvendo uma outra tecnologia (ferramenta) capaz de identificar onde a IA foi usada, mesmo tendo sido feita por outra empresa!
Já falei em setembro de 2020 que achava quase impossível frear esse avanço dos softwares.
Caminho sem volta?
Continuo achando a mesma coisa. Caminho sem volta.
Um abraço a todos.

PS: Quem quiser ver a reportagem exibida no Fantástico, clique AQUI.