terça-feira, 30 de setembro de 2025

Show de Otto no Teatro do Parque - Sem constrangimento em usar cena de outro artista.

 
Olá pessoal.
Depois do show de Alessandra Leão em Gravatá, fiz quatro trabalhos antes desse aqui de Otto.
Teve Lirinha e Mestre Ambrósio em Arcoverde (PE) nos dias 29 e 30/08, e dois shows da Academia da Berlinda nos dias 12 e 13/09, sendo um em Belo Horizonte (MG) e o outro em Salvador (BA).
Não está dando para escrever sobre todos os trabalhos, e como sempre falo, nem sempre tem algo interessante (ou importante) de falar para quem está lendo as postagens.
Até que aconteceram algumas "coisinhas" pontuais nesses trabalhos anteriores, como no show de Mestre Ambrósio, onde um dos integrantes passou mal durante a viagem entre Recife e Arcoverde.
Foi internado para exames, e foi constatado uma crise de apêndice!
Não participou do show, e foi operado no outro dia.
Tudo correu bem e ele foi para casa um ou dois dias após a cirurgia.
Esses da Academia da Berlinda foram bem puxados, fisicamente falando, onde dormimos a maior parte do tempo nos aviões.
E falar de show da Academia no Trapiche Barnabé, é chover no molhado!
Tudo dá muito certo lá, desde o atendimento do pessoal dos eventos feitos naquele local, que não canso em elogiar.
A postagem anterior não me deixa mentir!
Sou suspeito agora para falar de shows no Trapiche Barnabé.
Na sexta-feira passada, dia 26/09, operei o PA do show de Otto no Teatro do Parque, aqui em Recife, e no outro dia fui para Fortaleza com a Academia da Berlinda, onde operei o monitor do show no anfiteatro do Dragão do Mar.
Devo até falar sobre esse trabalho em Fortaleza...
Mas hoje vai ser sobre o belo show de Otto, conhecido de longas datas, onde eu nem pensava em trabalhar com áudio, e acho que ele também não imaginava se tornar um artista nacionalmente conhecido.
A gente jogava futebol de salão pelo Náutico, clube do coração do artista e de seu irmão Guilherme, que também jogava nesse time infantil e depois infanto-juvenil.
Eu sempre fui torcedor do Santa Cruz.
Consigo separar isso tranquilamente.
Torcer por um clube e jogar por outro, que é seu adversário nas conquistas por títulos em Pernambuco.
Os caminhos da vida nos levaram a trabalhar juntos.
Para ser mais detalhado, fui casado com Janaísa, grande amiga de infância de toda a família de Otto, que é de Belo Jardim, mas residiu por um bom tempo aqui em CDU (Cidade Universitária).
Vim para o bairro perto da UFPE porque Janaísa queria ficar perto dos seus pais quando engravidou de Raian, nosso Filho único.
Moro em CDU até hoje!
Os avós de Raian também estão aqui do lado, como a irmã de Otto que se chama Katharina.
Ahhhh! O produtor de Otto é seu irmão Henrich, que ainda passa aqui na rua para beber uma cerveja ali na esquina.
Pois bem... Depois dessa pequena explicação sobre CDU, vamos ao show.

Teatro do Parque - Aguardando o soundcheck.
Já fiz vários trabalhos com Otto, tanto no PA como no monitor, e até fazendo as duas coisas, como foi no FIG desse ano.
Dessa vez eu fui operar o PA, e Bruno (técnico do teatro) foi contratado para operar o monitor.
Gosto muito de fazer trabalhos lá, pois tudo é bem controlado.
A mesa é a mesma, o line array é o mesmo, o sub é o mesmo, nada mudou desde que comecei a fazer os trabalhos no belo teatro, que passou muito tempo fechado, infelizmente.
Parecia até promessa de Copa do Mundo, que nunca acabam o que prometem, ou nem chegam a começar!!
Nem sei quantos anos ele passou fechado com uma promessa de reforma.
Mais de 10 anos eu acho que foi!
Vou ver aqui no Google.
Foram 10 anos de espera.
Fechou em 2010 e reabriu em 2020.
E é um teatro centenário!
Acho que fiz mais trabalhos no monitor do que no PA lá no Teatro do Parque.
Mas lembro que tive um resultado muito bom em vários trabalhos operando o som da frente.
Acho que Lula Queiroga foi o primeiro show que operei o som do PA.
Mas esse trabalho já faz um bom tempo.
Teve Lucas dos Prazeres, que fui substituir o técnico do teatro...
Aí lembrei do show de Almério.
Fui olhar no meu pendrive e a cena ainda estava lá, e o show aconteceu no começo desse ano.
Como o resultado foi muito bom lá frente, não pensei duas vezes...
Vou usar todo a alinhamento que eu fiz para o line array!
Acabei usando muitas coisas além desse alinhamento, como efeitos, canais da bateria etc.
Decidi duplicar essa cena, coloquei os canais do show de Otto em cima, e salvei como Otto.
No dia eu iria dar os ajustes que eu achasse necessário.
E foi isso que eu fiz.


Eu lembrava que no show do começo do ano pedi para Bruno diminuir no processador o nível do sub-grave.
Mas fui ouvir primeiro o som do PA com minha música de Lisa Stansfield, para comprovar se daria para usar as mesmas configurações do show de Almério.
No primeiro som de bumbo da música, já vi que teria que baixar novamente o nível do sub.
Pedi para Bruno baixar no processador e ele me perguntou se eu poderia baixar isso no equalizador gráfico que normalmente insertamos na saída máster da mesa de som, que facilitaria a vida dele.
Concordei e diminuí esse excesso no equalizador.
Fui testar o resto do espectro sonoro da saída máster, que já estava equalizada do outro show que fiz de Almério.
Tudo soou muito legal, e não mexi em mais nada além das frequências do sub, que não estavam nessa equalização, porque da outra vez Bruno diminuiu no processador.
Ok, fui checar o som usando meu SM58, onde fui dar uma geral também nos efeitos, que eu usaria igualzinho aqui nesse show.
Um room para a bateria e percussão, um hall para instrumentos como guitarra e trompete, e um stage e delay para as vozes.
Conferi todos eles, fazendo pequenos ajustes, nos tempos de reverberação e delay.
Não demorou muito para eu ter certeza, que daria para usar a cena de Almério para esse show de Otto!!!
Foi só aguardar a banda chegar para começar o soundcheck.
E mais uma vez veio o pensamento na cabeça: Como fazer monitor é muito mais complicado e desgastante!!!!!
Cada vez que faço PA, mais acho esse pensamento correto.
E cada vez piora mais para quem faz o monitor, por causa dos equipamentos sem manutenção, que não foi o caso aqui, mas que é comum nos shows pelas estradas da vida.
Enquanto o cara do PA fica lá na frente "esperando o som chegar", o cara do palco fica correndo de um lado para o outro, tentando fazer as coisas funcionarem para o som poder chegar!
Se eu pudesse, não faria mais trabalhos de monitor.
Conheço amigos que não aceitam fazer o trabalho no palco.
Estou indo para esse caminho também, mas não cheguei ainda numa estabilidade para decidir isso, e a maioria dos meus trabalhos ainda é no monitor.
A banda chegou e o soundcheck começou.
Tudo foi se encaixando como uma luva lá na frente.
O som da bateria já estava quase pronto!
Tudo foi soando bem aos meus ouvidos, e fui fazendo poucos ajustes na equalização dos canais, onde alguns já vieram equalizados de casa, seja aproveitando a equalização do show anterior, ou eu ajustando alguns detalhes que sempre faço, como já colocar os filtros nos graves (HPF) e nos agudos (LPF).
Só esses ajustes cortando graves e agudos que tenho certeza que não vou usar nos canais, dão uma acelerada no trabalho.
O som das congas de Otto foi basicamente o som das congas de Almério, mesmo não sendo os mesmos instrumentos, mas encaixou bem as equalizações.
O que vale é o que estou ouvindo, e se eu subir o fader do canal com a equalização do outro show e soar bem, vou inventar de mexer?
Vou nada.
Segue o baile...
E foi seguindo.
Seguindo bem!
Passei tudo, e tudo ficou como eu queria, e a banda saiu do palco.
Oxe... E o cantor e sua convidada, Lavínia?
Eu testei os microfones dos dois, mas não com eles cantando, e pelo jeito eu iria fazer isso na hora, feito caldo de cana, coisa que não gosto muito de fazer, mas...
Mas antes de eu ficar um pouco desanimado, os dois entraram no palco, e logo depois a banda voltou.
Uh uhhhhhhhhhhhhh.
Vamos passar uma geral com todos!!!
E acho que passamos duas músicas...
Fechou!!!!
Soundcheck encerrado.
Ainda deu tempo de comer uns petiscos no camarim antes do show começar.
Já tinha deixado em casa uma garrafa de vinho resfriando na geladeira para uma comemoração de um belo trabalho, mas ainda faltava o show acontecer.
Seria uma injustiça aquele som do soundcheck não se repetir durante o show.
Pode acontecer? Pode. Tudo pode acontecer num show!
Já fiz passada de som horrível e na hora foi muito bom. Como já teve o contrário...
No Festival de Inverno de Garanhuns, Chico Chico foi um soundcheck absurdamente tranquilo e um show com correrias no palco, onde vários problemas técnicos aconteceram durante todo o show!
Falei desse caso aqui no Blog, só procurar lá atrás nas postagens.
Para mim, o som do show de Otto foi quase perfeito!!!!
Pelos elogios que recebi, foi perfeito para a plateia.
Só eu sei onde não obtive a perfeição.
Se é que ela existe.
Mas isso não importa no contexto geral, né?
Só serve pra mim, para tentar aperfeiçoar o que não achei legal.
Até a ex elogiou o som! (Ela odeia essas piadinhas)
Mas faz parte dos meus textos.
Escrever como realmente foi, do meu ponto de vista, logicamente.
Achei massa o termo que meu Filho Raian usou recentemente para falar dos meus textos: Texto Temporal.
Achei chiquérrimo!
Realmente eu tento sempre escrever seguindo a linha do tempo.
Usando um texto simples, tentando escrever o que eu falaria numa conversa com amigos.
E se me perguntassem como foi o show, eu responderia:
Foi simplesmente emocionante!


Um artista está no palco com uma banda tentando passar sua mensagem para uma turma que está na frente querendo ouvir essa mensagem.
E você está controlando essa ligação? Essa ponte, esse caminho?
Esse sentimento não encontro no monitor, mesmo sabendo da absurda importância do som no palco para um som legal na frente.
Mas esse sentimento lá na frente é único!!!
Foi show!
Não demorei muito após o show, porque teria que chegar às 5h no aeroporto no outro dia para viajar com a Academia da Berlinda para Fortaleza.
Mas comemorei muito feliz em casa com algumas taças de vinho!!!
E enquanto sorvia o vinho e passeava pelos pensamentos, passou pela minha cabeça que não fiquei nem um pouco constrangido em ter usado uma cena de outro artista para fazer esse trabalho de Otto.
Principalmente porque quem fez as cenas foi a mesma pessoa.
Né?
Sábado vou fazer outro trabalho no PA.
Agora com Paulo Miklos, onde já fiz alguns trabalhos no monitor.
Muito provavelmente vou ter histórias para contar.
Um abraço a todos.

sábado, 20 de setembro de 2025

Trapiche Barnabé - Uma pena Recife não ter coisa parecida.

 
Olá pessoal.
No sábado passado, dia 13 de setembro, voltei no Trapiche Barnabé.
E por coincidência, fui novamente com a banda Academia da Berlinda.
Já falei mais de uma vez aqui no Blog sobre esse espaço para shows e eventos que fica em Salvador (BA).
Numa das vezes que falei, comentei sobre o local para posicionar o DJ fora do palco, o que achei bem legal.


Recentemente vi essa ideia sendo aproveitada num evento que participei aqui em Recife.
Acho que todos do ramo de shows e eventos deveriam copiar essa ideia.
Pois bem...

Mais uma vez achei bem legal fazer um trabalho lá no Trapiche.
Continuo achando um ótimo espaço para shows e eventos de médio porte.
Palco legal, equipamentos legais tanto no PA quanto no monitor, mesa de PA no lugar certo, quantidade de equipamentos que supre as necessidades de todas as bandas...
Fora o lance da estrutura, nas duas vezes que fui lá, o atendimento técnico foi excepcional!
Todos no palco fazendo de tudo, para que tudo ficasse perfeito.
Infelizmente, nem sempre encontro isso aqui em Recife ou em eventos pelo interior de Pernambuco.
Uma pena.
Recife poderia ter um Trapiche Barnabé.
Em todos os sentidos!
Uma abraço a todos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Alessandra Leão no Pernambuco Meu País - Acho que foi a primeira vez que fiquei atrás.

 
Olá pessoal.
Primeiramente, gostaria de falar que me sinto um privilegiado.
Trabalho em muitos shows legais, onde a grande maioria "briga" para mostrar os seus trabalhos autorais.
Alessandra é uma dessas artistas.
Conseguiria enumerar vários outros, mas esse não é o assunto dessa postagem.
Fiz vários outros trabalhos depois do último que postei aqui, que foi falando sobre os trabalhos que eu fiz no FIG.
Estou acabando de rejeitar três trabalhos nesse fim de semana por falta de uma estrutura decente, e para não escutar uma frase famosa que ecoa nos nossos palcos.
Isso está se tornando comum aqui no estado de Pernambuco.
Vou falar sobre esse assunto mais uma vez em outra postagem, mas aqui eu já toco no assunto, levemente.
Como falei antes, fiz vários trabalhos depois do FIG, e estava pensando em algum assunto que eu poderia escrever sobre esses trabalhos.
Teve Del Rey, Alessandra Leão, Lirinha, Mestre Ambrósio, e dois shows recentes da Academia da Berlinda fora de Pernambuco.
Vi que nesse trabalho com Alessandra Leão no Festival Pernambuco Meu País tem um assunto bom pra falar, principalmente porque acho que nunca aconteceu antes comigo.
Esse festival aconteceu em várias cidades de Pernambuco, e esse que eu participei foi no dia 24/08 na cidade de Gravatá, que fica a menos de uma hora de carro de Recife.
Pois bem...
Já vou comentar sobre a estrutura, pois só fiquei sabendo poucos dias antes da data marcada que o show aconteceria num "caminhão-palco".
Esse palco sobre rodas está ficando famoso nos eventos do governo pelas cidades do interior.
Ainda bem que não chegou por aqui (ainda).
Se eu soubesse com antecedência, eu acredito que eu não iria aceitar o trabalho.
Estou começando a cansar dessas estruturas...
Nesses casos, o normal é o artista só levar um técnico, porque só tem uma mesa de som, e a mesma fica em cima do palco.
Ainda corria o risco de não passar o som, e de não seguirem o input da artista, o que me deixou bem desanimado.
Mas conseguimos reverter isso.
Como seria o primeiro show do dia, poderíamos passar o som, e começaríamos o show alguns minutos depois.
Também consegui com o técnico da empresa de som, que meu input fosse respeitado.
Mesmo se não fosse possível isso, eu usaria minha cena e ajustaria o input digitalmente.
Mas não foi preciso.
Passei minha cena para a mesa, eles foram ligando os canais seguindo meu input list, e fui dar uma escutada nos monitores.
Eu combinei tudo antecipadamente com o técnico da empresa.
Já sabia que seria apenas 4 monitores lá no palco.
Deixei 2 para a via de Alessandra, um para a via do Synth1 e outra caixa para a via do Synth2.
O baterista usaria fone.
A banda era bem enxuta, com apenas esses três músicos, que ajudou na minha decisão de aceitar o convite, depois de saber dos detalhes finais.
Levei meus sistemas de monitor com fio para garantir, mas não precisei usar.
Outra coisa que estou fazendo ultimamente, é usar o roteador da empresa de som, que já está conectado à mesa.
Estou ganhando tempo com essa atitude, pois em algumas mesas a gente tem que desligar e ligar a mesa para ela reconhecer o novo endereço de IP, como é o caso da linha CL da Yamaha.
Eu sempre levo meu roteador e meu iPad, mas só estou ligando meu roteador quando não tem roteador já ligado na mesa.
Deu tudo certo na conexão usando o roteador da empresa de som, e segui em frente.
Sabia que o PA seria um LS Áudio, igual ao que peguei no Palco Pop lá no FIG.
Sabia que não teria problema com isso. O line é bem legal.
Coloquei Lisa Stansfield para tocar enquanto o pessoal arrumava as posições dos músicos no palco, e fui dar uma conferida lá na frente.
Acho que nem mexi no equalizador gráfico do PA.
Voltei para o palco e fui ajustar a monitoração dos músicos.
Coloquei meu Shure SM58 com fio para a cantora, e usei os dois microfones sem fio da empresa de som para os vocais.
Na cena que eu montei em casa da X32 da Behringer, já deixei alguns ajustes nos envios dos instrumentos para as vias dos músicos, o que já ajudou.
Depois de deixar todos confortáveis no palco, fui para a frente fazer a mix.
Ajustei do jeito que eu queria, tentando fazer poucos ajustes na equalização dos canais, porque se eu mudasse algo nessa equalização dos canais lá na frente, também seria mudada no som que os músicos estavam escutando.
Se não me engano, só dupliquei o canal da voz de Alessandra Leão, onde um canal eu usei para o monitor e o outro canal usei para o PA.
O ganho é o mesmo, mas fazendo isso, posso usar uma equalização para o monitor independente do que estou equalizando para o som da frente.
Na X32 não podemos duplicar todos os 32 canais, mas conseguimos isso na LS9 da Yamaha.
No finalzinho da passagem de som, deu uma microfonia lá no palco.
Subi e fui conferir a via da cantora, pois na frente já estava bem legal.
Ajustei a equalização do microfone de Alessandra e da sua via, e encerramos o soundcheck.
Só teríamos um pequeno intervalo de tempo antes de começar o show.
Nas minhas contas, eu iria operar o som do show lá na frente com meu iPad, como sempre faço nesses trabalhos quando a única mesa fica em cima do palco.
Mas mudei de ideia.
Decidi tentar fazer todo o trabalho em cima do palco, ao lado da mesa de som.
Mas só decidi isso porque passei o som do PA antes lá na frente com o iPad.
Conheço técnicos que chegam na hora do show, ligam as coisas e operam o som do PA sem ir lá na frente conferir como está soando a mixagem.
Toda minha admiração para esses colegas e amigos.
Eu não consigo fazer isso. Infelizmente.
Já fiquei muitas vezes imprensado no meio da multidão, tentando ajustar as coisas no iPad, me protegendo dos empurrões e dos copos de bebidas.
Nada confortável, mas eu faço questão de fazer assim.
Dessa vez, resolvi tentar fazer o trabalho do palco.
Usei meu fone tipo in-ear, que acho bem melhor nesses casos, porque diminui bastante o vazamento do som externo.
Estou usando meu KZ AS16 em todos meus trabalhos de monitor.
Só estou usando meu Audio-Technica quando estou fazendo só o PA, com a mesa lá na frente, como sempre deveria ser!!

Audio-Technica ATH-M50x / KZ-AS16 PRO

Foi tudo muito tranquilo durante todo o show, e não fui uma única vez lá na frente!
Muito legal o show de Alessandra Leão, mas isso eu já sabia.
Primeira vez que faço isso, que opero o som do PA de um show atrás das caixas de som direcionadas ao público.
De vez em quando tirava um pouco os fones dos ouvidos, para checar o som geral, mas por um pequeno espaço de tempo.
Mas sem ouvir a mixagem antes lá na frente, com certeza eu não ficaria durante todo show lá atrás, no palco.
Gostei.
Tenho até outros trabalhos marcados com um única mesa de som, mas em locais fechados e bem pequenos.
Diferente de um show na rua, "ao relento", sem área coberta para o público (e para o técnico que vai usar o iPad).
Nem estou levando em conta a grande dificuldade de sair e de voltar para a mesa de som em cima do caminhão.
Falando em público...
A intenção é até boa do festival.
Levar eventos musicais para as periferias, em palcos descentralizados, mas...
Como diz o famoso ditado popular: "De boas intenções, o inferno está cheio."
Acho que estão pecando em alguns detalhes (não é de hoje, e não é só nesse caso aqui).
As estruturas (palco, som e luz) que estão levando para esses locais.
Tem uma famosa que o palco é um mini tablado no chão, que até já fiz uma postagem exclusiva para o assunto!
Os horários que estão colocando para os artistas "locais" se apresentarem nesses locais, muitas vezes afastados dos polos principais.
A pouca divulgação que fazem desses palcos descentralizados.
A grande quantidade de atrações nesses palcos sem estrutura para recebê-los, onde muitos não podem passar o som.
A estrutura montada para o público.
Quando esses fatores vão se somando, o número final de público vai diminuindo.
Uma pena.
Vários shows legais, para um público bem aquém do merecido.
E ainda tem a frase famosa ecoando nos locais: "Desculpa, mas é o que temos."
Ou seja... No final das contas, as pessoas não ficam muito animadas para se deslocarem até esses locais.
No Palco Pop lá no FIG, se alguém do público quisesse beber um chocolate quente, não tinha onde encontrar!!!
O famoso chocolate quente do friozinho de Garanhuns? Lá não tinha.
O que chegava mais perto disso naquele local esquecido era o caldinho de mocotó!!!
Que estava ótimo, por sinal!
Adoro caldinho de mocotó, mesmo com minhas taxas dos exames não concordando com isso.
Resumindo, a única taxa que está em dia aqui comigo é a do condomínio!
E torço muito (e todos os dias) para que a taxa de pronúncia da frase "desculpa, mas é o que temos" diminua vertiginosamente na minha região.
Não se enganem... Essa frase faz um mal absurdo para área de shows e eventos.
Como o caldinho de mocotó para minha saúde.
A diferença é que eu reconheço que estou fazendo besteira, e que só eu vou me lascar com isso!!!
Um abraço a todos.

PS: Hoje já é segunda-feira, dia 22/09/2025.
Deitado aqui no sofá, lembrei que fiz um trabalho antes deste aqui, onde não fui lá na frente com o iPad operar o som do PA.
Fiz um show de Martins em maio desse ano no Plaza Shopping.
Segue o link da postagem desse primeiro trabalho onde operei o som do PA atrás das caixas endereçadas ao púbico.
https://titioeosbastidoresdeumshow.blogspot.com/2025/05/show-de-martins-no-plaza-shopping-curti.html
Foi um show bem mais simples, mas... Operei da mesa ao lado do palco.

sábado, 6 de setembro de 2025

Fernando Deluqui no Corredor 5 - Heresia indicar isso.

 
Olá pessoal.
Faz um bom tempo que não vejo as entrevistas no Corredor 5.
Nem considero uma entrevista o que Clemente faz no canal dele no YouTube.
Está mais para um bate-papo, uma conversa entre duas pessoas que entendem bem de música e do seu entorno.
Um dia desses eu estava pensando em como as pessoas estão cada vez mais não ficando muito tempo vendo ou ouvindo alguma coisa.
Por causa disso, surgiram os "cortes" no YouTube.
Pequenas partes recortadas de um conteúdo.
Eu mesmo já vi vários recortes, e fiquei chateado comigo mesmo ao perceber que estava fazendo isso.
Impressionante essa mudança.
Por causa dessa nova atitude, estão até diminuindo as introduções das músicas.
O mundo muda, né?
Por causa dessa nova "mania" popular, muitos vão achar uma heresia eu indicar esse bate-papo no Corredor 5, porque a conversa tem 4h30 de duração!
Um absurdo para os dias atuais.

Banda RPM.
Mandei a indicação para vários colegas e amigos pelo WhatsApp, e um já me falou que era muito tempo de conversa.
Eu sei, tenho vários tempos livres em relação a vários amigos que vivem da música... Eu sei.
Mesmo assim vou indicar, pois vale a pena ouvir o guitarrista da banda RPM, que surgiu no começo dos anos 80, e foi um dos maiores sucessos musicais no nosso país.
Fui dar uma pesquisada, e o disco "Rádio Pirata Ao Vivo" é o quarto colocado em número de vendas, chegando a 3 milhões de cópias vendidas.
O Deluqui fala sobre esse assunto no Corredor 5.


Logicamente esse recorde não vai ser batido, porque quase não existe mais a venda de mídias físicas.


Tinha certeza que iria ouvir boas histórias nessa conversa, e realmente dá para se ter uma ideia do que foi o estrondoso sucesso da banda e dos vários "altos e baixos" que sempre acompanharam a banda.
Vi o vídeo em dois dias.
Por isso o YouTube cresceu tanto. 
Muito conteúdo bom, que você escolhe o que vai ver, quando vai ver e como vai ver.
Vou indicar aqui para vocês, mesmo sendo uma heresia indicar isso hoje em dia.
Dividam em vários dias, como uma minissérie.
Acho que não vão se arrepender.
Clique AQUI para ver direto no YouTube.
Me empolguei com o que vi, e fui ver se Paulo Ricardo tinha ido também ao Corredor 5, mas não encontrei.
Um pena.
Seria bom ouvir outro ponto de vista de quem participou daquele estrondoso sucesso!!!
Paulo Ricardo, Fernado Deluqui, Luiz Schiavon e Paulo Antônio (conhecido como PA).
Schiavon e PA já faleceram.
O primeiro baterista (Júnior Moreno) saiu antes do lançamento do primeiro disco, porque tinha apenas 14 anos, e o pai dele não o deixou seguir na profissão.
O baterista Charles Gavin teve uma rápida passagem pela banda, mas resolveu ir para a banda Titãs.
A RPM vai ser lembrada por muito tempo ainda!
Abaixo, a capa do primeiro disco da banda, só com três integrantes.
Segundo Wikipédia:
(Abre Aspas)
A foto da capa apresenta a imagem com os seus integrantes originais, Paulo Ricardo, Luiz Schiavon e Fernando Deluqui. O baterista Paulo Pagni é o único integrante que ficou de fora da foto; conforme o vocalista e baixista Paulo Ricardo explicou em uma entrevista em 2019, a decisão foi fruto de uma revolta dos membros contra bateristas após Charles Gavin trocá-los pelos Titãs.
(Fecha Aspas)

Um abraço a todos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Nove trabalhos no FIG - Tinha que ser presa!!!

 
Olá pessoal.
FIG (Festival de Inverno de Garanhuns).
Garanhuns é uma cidade localizada no agreste de Pernambuco, conhecida como a "Suíça Pernambucana" devido ao seu clima ameno, situada a 230 km de Recife.
Os convites foram aparecendo e eu fui aceitando.
Não lembro qual foi o primeiro convite...
Pode ter sido Almério, Lirinha ou Otto, porque é comum eu trabalhar com eles.
Mas pode também ter sido Barro ou Del Rey...
Não importa quem me chamou primeiro. Né?
Resumindo... Participei dos shows de: Barro, Almério, Chico Chico, Del Rey, Tássia Reis, Juzé, Alessandra Leão, Lirinha e Otto.
Como muitos aqui já sabem, dificilmente eu aceito fazer dois shows em um dia, em palcos diferentes.
É uma filosofia que sigo faz tempo, principalmente para não deixar algum artista na mão, não conseguindo passar o som ou fazer o show de alguém por causa de choque de horários.
E não me arrependo desse atitude, tem dado certo sempre.
Liso... Mas feliz!
Exceto o show de Otto, todos os outros trabalhos aconteceram no Palco Pop.
E teve dois dias que fiz dois shows.
Ainda recebi um convite para um trabalho lá no mesmo palco, mas não aceitei porque era pra ajustar o monitor e correr para a frente pra fazer o PA, sem passar som.
Não tenho agilidade (nem idade) pra fazer isso.
E nem acho justo tirar o serviço de um técnico, que poderia fazer o PA ou o monitor nesse dia.
Pois bem...

Barro.

Resolvi não fazer uma postagem para cada trabalho que eu fiz no FIG.
Acho até que poderia ter assunto em cada trabalho para comentar, mas não estou afim de escrever muito.
Como apareceram vários convites para trabalhar no FIG, resolvi alugar um "quartinho" na cidade para não ter que ficar no "bate e volta" em vários dias.
É... Para quem ainda não sabe, dificilmente os artistas locais conseguem hospedagem em Garanhuns, tendo que voltar logo após o show.
Tudo fica muito caro na cidade por causa do festival.
Consegui um quartinho bem simples na periferia da cidade, distante 4 km do palco pop.
A única coisa que senti falta na minha hospedagem, foi que não tinha geladeira na casa.
Mas nada desesperador.
Com certeza voltarei lá em outras oportunidades.
Consegui esse quarto pelo Airbnb, que usei pela primeira vez.
Deu tudo certo.
Cheguei um dia antes do meu primeiro trabalho, que seria dois shows no palco pop.
Barro e Almério.
Nos dois, eu iria fazer o monitor.
Era uma PM5D no palco e uma M7CL no PA, ambas da Yamaha.
Vocês não imaginam quantas vezes eu já parei de escrever esse texto aqui.
Nem contei.
Tou me cansando rápido, e sempre paro para fazer outra coisa.
Notei também que estou falando bem pouco (ou quase nada) sobre o lado pessoal, que normalmente eu encaixava nos textos...
Deve ser porque não tenho nada interessante ou engraçada para falar sobre esse lado pessoal.
Ou não quero gerar provas contra mim. (Risos)
Sabe-se lá...
Hoje eu até fiz meu bolo de carne, para complementar as quentinhas que sempre compro no meu restaurantezinho da BR.
Resolvi fazer isso hoje para me movimentar.
Até em entrar numa academia eu estou pensando.
Tenho que me mexer! Isso eu sei.
Só falta eu ir lá fazer a inscrição!
Um dia desses, brincando com os amigos, falei: --- Tou até pensando em me casar de novo, pra agitar um pouco aqui as coisas, para o sangue correr mais rápido pelas veias, para ter DR...
Como falei acima, me mexer! (Risos)
Me mexi direitinho no FIG, viu?
Foram nove shows em dez dias.

Almério.

Fiz algumas cenas antecipadamente em casa, pois já sabia que seria uma Yamaha PM5D no monitor e uma Yamaha M7CL no PA.
Como comecei falando lá em cima, os dois primeiros shows foram no monitor, e no mesmo dia.
Passei as cenas tranquilamente do meu laptop para a mesa via USB, e fiz os dois shows tranquilamente.
Caso tivesse algum problema com o USB, tinha as mesmas cenas no meu cartão PCMCIA, que é o outro único modo de se passar a cena para a console.
Usei poucos monitores nesses dois shows, pois quase todos os músicos usaram fones, com e sem fio.
Nos dois shows, tinha um par de monitores na frente para os cantores, que usei um pouquinho com Almério, mas com Barro eu acho que não liguei a via.
Tinha até coisas endereçadas para lá, como a voz e o violão dele, mas deixei desligada.
E usei muito pouco o side, deixando bem baixo o volume, que só seria alterado se acontecesse algo com os fones dos cantores.
Não aconteceu, e o side ficou bem baixinho ou até desligado!
Já comecei bem, com dois trabalhos bem legais.
Só elogios.

Chico Chico.

Com Chico Chico eu até usei o side, porque o cantor não usa fone, mas toda a banda usa.
O side era praticamente para ele.
Nesse show, o soundcheck foi muito relax, mas na hora do show tive problemas em vários canais.
Ahhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Esqueci de falar uma coisa muito importante!
Chegou pra mim antes de viajar uma informação que me deixou preocupado.
Não iríamos poder seguir nosso mapa de palco e nem nosso input nos shows!
Vixe! E é? Complicou.
Eu acho um absurdo para um palco daquele porte no FIG.
Achei estranho porque iria ter soundcheck, mas foi o que chegou para mim.
Como fui um dia antes para Garanhuns, consegui conversar com a turma da técnica do palco, e chegamos num acordo para não seguir o mapa de palco, mas todos os canais seriam ligados de acordo com o input list de cada banda!!!
Parecia até que eu fazia parte da equipe técnica do Palco Pop na reunião... (Risos)
Manu era a diretora de palco com assistência de Miguel, Thaís era a responsável pelo patch dos canais e Hévilla seria a roadie.
Roberval era o técnico da empresa de som que fazia as ligações dos canais no palco, e acho que ele tinha um assistente, não lembro.
Gustavo "Stranger" era o técnico de PA da empresa de som.
Tudo "combinadinho", a coisa fluiu do começo até o final!
Eu adorei!
Todas as cenas que eu fiz em casa (algumas em Garanhuns) não foram em vão!
Eu até poderia fazer o patch digitalmente, seguindo as ligações que eles pensaram em deixar fixas, mas não foi difícil mostrar que seria mais fácil fazer o patch seguindo o input das bandas.
Uma coisa estava bem errada lá.
Só as bandas POP passavam som, as bandas de FORRÓ não.

Chico Chico. Soundcheck.

Era um palco só, que começava muito cedo (19h) com 3 bandas consideradas Pop, e depois tinha 3 bandas consideradas Forró.
Acho que ano passado foi desse mesmo jeito.
Dificilmente faço trabalhos com a turma do forró.
E nesse ano não foi diferente.
Dos oito trabalhos nesse palco, só teve um que fiz no horário do forró, e logicamente não passei o som.
Mas até nesse, que foi Juzé, seguiram o input list do artista de João Pessoa (PB).
Todos os outros shows eu passei o som antes.
Pois bem...
Não acho certo o esquema.
Colocam muitas atrações num dia, e não tem tempo para passar o som de todos.
Antigamente eram dois palcos separados, dentro do parque Euclides Dourado, com várias barraquinhas com bebidas e comidas legais.
E se não me falha a memória, os espaços eram cobertos!!!
Já faz alguns anos que é só esse palco, armado no fundo do parque, sem uma estrutura legal para as pessoas que vão para o festival.
Acho que o parque é fechado antes dos shows acabarem. Só acho.
Um local feio, com pouquíssimas opções para comes e bebes, com poste de luz aceso que prejudica a iluminação do show, ou seja... Sem atrativos para quem quer passar uma noite agradável vendo shows.
Pouquíssimas pessoas para ver o primeiro show e também o último, que começava depois da meia-noite.
Várias vezes vi o público debandar depois da última banda pop.
Juzé fez um belo show, com banda completa (e afiada!), com iluminador, com tudo que um artista deveria trazer para um show, e que muitos não trazem, mas não tinha 30 pessoas na frente do palco.
É desanimador para um artista ou qualquer outro profissional do ramo passar por isso.
Pra mim não é diferente.
Já fui DJ, e pista vazia dava uma dor, principalmente quando está vazia por que não deu gente no evento, ou na boate onde eu trabalhei durante quase 10 anos.
Esse foi o grande defeito do palco pop, mas que já vem assim faz um tempo, repito, não foi só esse ano.
Pior do que isso, só quando colocaram Adilson Ramos no Palco Instrumental.
Aí não tem como bater esse absurdo.
Espero que os "organizadores" consigam enxergar esses detalhes, e tentem ajustar.
Não fiquem só focados no palco principal, pois o FIG não é só o palco principal, ou não deveria ser.
Ao contrário também não fica legal, como foi no ano que quiseram colocar "música boa" no palco principal, e essa música boa (pra eles) não animou os turistas, ficando o público bem aquém do normal, que é enchendo a praça principal.
Só equilibrar isso, que voltamos a ter um belo festival.
Tudo bem, não fui uma única vez no palco principal, mas o que notei foi a cidade sem clima de FIG.
Essa foi minha impressão, ficando só lá nas redondezas do palco pop.
Mas eu ainda iria ter uma surpresa maior...
Que não foi no palco pop.
Foi massa fazer os trabalhos no Pop, mesmo com todas as adversidades técnicas e estruturais.
Voltando ao show de Chico Chico, tive sérios problemas durante o show com cabos, e no primeiro problema, o show teve que ser parado porque o ruído foi enorme(!), e eu troquei o microfone do bumbo que estava usando 48v.
Nos outros dois problemas, consegui reverter sem parar o show, trocando o canal do violão de Chico e eliminando um dos lados do teclado, que também começou a falhar.
Os técnicos da empresa de som me trataram como Rei, sempre atendendo meus pedidos, mas não tinha como eles ajustarem alguns defeitos técnicos nas mesas e cabos.
Não chegou nem perto dos problemas técnicos que já tive naquele palco em anos passados, onde pensei que iria enfartar, mas...
Mas problema sério só esse em Chico Chico.
O filho de Cássia Eller até brincou no camarim após o show, falando: --- Foi muito massa o show! Foi rock and roll!!!!! Ruídos, estalos...
O Chico é gente boa demais, mas não consegui sacar o sentido da frase dele. (Risos)
O show foi massa mesmo, mas não tenho certeza se ele ironizou os "(d)efeitos especiais" não programados.
Eu fiquei bem animado depois dos primeiros 3 trabalhos, mesmo com esses problemas no show de Chico Chico.
O próximo show seria o da banda Del Rey, e mais uma vez eu iria fazer o monitor.
Com uma grande diferença.
Todos na banda usam caixas no monitor.
Ninguém usa fone!!!!

Del Rey. Soundcheck.

Aí o trabalho foi maior, pra organizar a sonoridade das caixas, onde cada uma falava de um jeito.
Até então eu só tinha "ouvido" as duas caixas da frente, o side e uma caixa que usei para o baterista de Almério.
A equalização das caixas da frente e a equalização do side, eu sempre copiava para meus outros shows, e até fazia mais alguns ajustes, dependendo do que acontecia, mas sempre começava com a EQ que fiz no primeiro dia!
Nesse dia da Del Rey, dei uma conferida a mais nas caixas.
E foi tudo tranquilo tanto no soundcheck quanto durante o show.
Nenhum ruído apareceu, e eu estava evitando usar microfone ou DI (Direct Box) ativos, pois o risco de aparecer ruído é bem maior por causa da necessidade de enviar 48 volts nos cabos para o microfone ou DI funcionar.
Mais um trabalho legal e um show legal!
Todos felizes, aguardar o próximo show no outro dia com Tássia Reis.

Del Rey.

Nunca tinha trabalhado com ela até esse dia.
Eu já tinha feito também a cena da mesa antecipadamente, e sabia que todos usariam fones, inclusive a cantora.
Ahhh. Outro detalhe que posso falar.
Algumas cenas eu fiz em casa, e outras eu montei num dos dias que estava sem shows, lá na sala da casa onde aluguei o meu quartinho.
Quando eu estava já entrando na noite, e já tinha almoçado usando o iFood, resolvi agitar um pouco este meu isolamento na sala.
Liguei para o Zé Delivery e pedi uma vinho!!!
Logo depois, peguei novamente o iFood e solicitei "esfihas", sem ser do Habib's.
Acertei em cheio nas esfirras!!! Deixa eu ver o nome aqui da loja, pra quem quiser pedir quando estiver em Garanhuns...
Malik Esfiha's.

Podem pedir sem medo!
Logicamente, não consegui comer sete esfirras, e o proprietário da casa onde eu estava hospedado me ajudou na degustação.
Nesse dia, fiz todas as cenas das mesas de todos os trabalhos que restavam, inclusive a cena do show de Otto, que seria o último, e o subtítulo da postagem é por causa desse show.
Não montei todas as cenas em casa antes de viajar porque não sabia ainda como seriam as ligações dos canais no palco pop, e não tinha certeza absoluta ainda qual seria a mesa no show de Otto.
Sabia que seria apenas uma, mas não sabia ainda qual era a marca e modelo.
Depois de degustar meu vinho Chileno com as esfirras, fui dormir já pensando no próximo trabalho com Tássia Reis.
Tipo... Será que os músicos e a artista são "gente boa"?
Eram!!!
Mais uma coisa legal nesses trabalhos no FIG.
Todos os músicos e cantores que eu nunca tinha trabalhado, eram relax demais!!!!
Parar um pouco aqui para tomar uma sopa!
Requentada, mas ainda é boa.
Divido para dois dias a sopa (500ml) que compro no mercadinho da esquina.
---
Enquanto tomava minha sopinha de carne com legumes requentada, vejo na TV um casal chorando no hospital aqui em Recife, implorando por doações, onde o filho deles de 17 anos espera na fila por um coração...
Não tem como não lembrar de Faustão, infelizmente.
Na primeira internação do apresentador de TV famoso, eu falei com um amigo, que perdeu um filho (acho que no ano passado) por causa de problemas no pulmão, mas não sei se ele entrou em alguma fila de espera por doação de órgão, e nem sei se tem transplante de pulmão.
Esse amigo acha que não existe "esquema" nessa fila de espera, e eu falei perguntando: --- Você acha que temos todo tipo de esquema em todos os setores possíveis no nosso país "véi de guerra", só não tem nessa fila de espera de órgãos?
Infelizmente, eu não acredito.
Tem gente também que acredita que pessoas com alto grau de relacionamentos (e/ou $$$$) podem conseguir esses órgãos em outros países pelo mundo!
Bem... Não tenho a menor ideia. Só achei tudo muito rápido para UM, enquanto para o resto não é tão rápido, mesmo sabendo que existe a compatibilidade nesses casos.
Podemos concluir então também que Fausto tem um nível alto de compatibilidade, né?
Não queria falar sobre isso, mas apareceu aqui a reportagem na minha cara, e eu passei essa situação com meu amigo que perdeu o filho (talvez) aguardando na fila.
Essa dúvida não é só minha, pelo que tenho visto em comentários pela internet.
Mas vamos voltar para o que eu acredito.
Acredito que esse texto vai ficar mais longo do que eu queria, mas...
Foi tudo tranquilo no soundcheck de Tássia Reis, e deixei o side bem baixinho no palco.
Mas antes de começar o show, não vi motivos para deixar o side ligado, e desliguei-o.
Pra que? Se todos estavam de fones, e estavam confortáveis.
Oxe. Zerei o side.
Mais um dia legal de trabalho, com um show bem legal também!

Tássia Reis.

Teve músico que me chamou de "faixa preta", o que me deixou muito feliz.
Que venha outra oportunidade. Foi massa!
No outro dia seria Juzé, e sem passar o som, pois seria no Palco Forró.
Cheguei cedo no palco, mesmo sabendo que o show só aconteceria depois da meia-noite.
Como fiquei sabendo antecipadamente que o pessoal no palco seguiria o input do artista mesmo sendo no Palco Forró, me animei, e já passei minha cena para a mesa de PA no intervalo do almoço.
Isso mesmo...
Nesse, e nos próximos dois shows, eu iria operar o som do PA, mas iria passar o som dos outros dois porque eram considerados artistas Pop.
A equipe do artista Paraibano (considerado Forró) era bem grande, e a banda também.
Levaram até a mesa de monitor, onde todos usariam fones, incluindo o Juzé.
Com certeza, o show poderia ter acontecido no horário do Pop, tranquilamente.
Não conhecia o trabalho de Juzé, e tomei um susto (bom) no show.
Banda impecável, tudo bem justo.

Juzé.

Como falei antes, uma pena um show como esse para um público quase inexistente.
Num dia que fiquei para ver alguns shows do forró, teve um show com público quase inexistente também, onde tinha até um carro da polícia ao lado da house mix, com as luzes vermelhas piscando.
Fiquei imaginando o que o cantor estava pensando na hora, cantando para pouquíssimas pessoas e ainda olhando para as luzes de um carro de polícia piscando na sua frente...
Surreal.
Mostrei o absurdo para Manu, diretora de palco, que resolveu ligar imediatamente para alguém da organização do festival, e deu certo!
Os policiais desligaram as luzes, mas o carro ficou ao lado da mesa de som.
Menos constrangedor, né?
Não vão colocar um carro de polícia com luzes piscando ao lado da mesa de som do palco principal na Praça Dominguinhos, não acham???
Cheguei cedinho no outro dia para passar o som de Lirinha, e logo depois passaria o som de Alessandra Leão.
Mas acabo este texto amanhã...
Não aguento escrever mais hoje.
Ver alguma coisa na TV, Netflix ou YouTube.
Comer pipoca e chupar laranjas.
----
Onde eu estava mesmo no texto...?
Ahhh, no trabalho duplo com Alessandra e Lirinha, ok.
Quem estava comigo nesses dois trabalhos foi Bruno no monitor.
E ele veio me perguntar se poderia colocar os dois inputs na mesma cena, pois eram poucos canais de input nos dois shows.
Para mim lá na frente tudo é bem mais simples, e fui perguntar para Thaís se tinha algum problema em ligar os canais desse jeito, onde de 1 à 24 ficaria com Alessandra Leão e de 25 à 48 ligariam os canais de Lirinha.
Thaís me deu o sinal verde, e eu passei a cena para a PM5D com os dois shows.
Eu já tinha feito as 3 cenas de monitor para esses shows.
Um de cada artista separado e essa como os dois artistas juntos.
Fui passar via USB e, acreditem, não consegui mais conectar meu laptop via USB com a mesa, coisa que eu vinha fazendo em todos os meus trabalhos lá no palco.
Sem ter tempo para procurar o problema, passei a cena para meu cartão PCMCIA e transferi para a mesa.
Alessandra Leão.

No meu caso, lá no PA, resolvi fazer cenas separadas, principalmente porque alguns faders depois do canal 32 estavam com problemas.
Na M7CL da Yamaha são 48 faders fixos, onde não temos o mesmo fader para vários canais.
Não existe página de faders.
Depois de passar o som de Alessandra Leão, renomeei os canais para Lirinha, começando do fader 1, mas o input teria que ser do 25 em diante.
Então meu canal 2 receberia o input 26, o 3 seria o 27...
Fiz isso até o último canal do input do show de Lirinha.
Perfeito.
Isso é o que chamamos de patch digital.
Na era analógica, tínhamos que desplugar todos os cabos da traseira da mesa e ligar na sequência que queríamos manualmente!
Não tenho saudade desse tempo.
Deu tudo certo no soundcheck dos dois artistas e durante os shows também.

Lirinha.

Achei bem legal o PA compacto da LS Áudio, modelo Slinpec 206y, da empresa Opção Eventos.
Cobriu muito bem o espaço, sem necessidade de torre de delay.


Isso eu já tinha notado quando fui fazer o PA de Juzé.
Mas poderiam ter colocado um front, que ficaria perfeito.
E não custava nada também ter deixado a house mix no centro.
Ela ficou na frente do line array esquerdo.
Mas isso não é a empresa de som quem decide, e sim a organização do festival.
Fiquei muito feliz com o trabalho que fiz lá frente nos três shows!!
Vou repetir mais uma vez porque sou chato: --- É muito mais suave o trabalho no PA.
Técnico de monitor deveria ganhar mais.
Muitos podem até falar: --- Mas o som do PA é mais importante.
Tudo depende do ponto de vista, como diz sabiamente meu amigo Silvério Pessoa na sua música "Um Café".
Um monitor muito ruim, acaba com o show, mesmo com um som lindo na frente.
E dependendo do problema no palco, tem que parar o show.
Iza que o diga!!!
Só começou o show quando o problema no palco foi resolvido, né?
Mas meu problema agora era o show de Otto no outro dia!
Eu já sabia o que me esperava, só não sabia o teor da gravidade.

Palco Estação.

Para melhorar mais a situação, fiquei sabendo que a banda chegaria bem mais tarde do que foi combinado, diminuindo (e muito!) o tempo para passar o som.
O local desses shows no Palco Estação foi mudado de última hora.
Esse shows sempre aconteciam no teatro que fica na antiga estação de trem, bem próximo ao palco da Praça Dominguinhos.
Tão próximo, que não dá pra passar o som do teatro com a turma passando o som no palco principal da praça!
Já fiz vários trabalhos nesse palco do teatro, onde tinha até mesa de PA e de monitor!
E acreditem... Já teve torre de delay nesse teatro!!!
Lindo!
Saudade de Gera...
Não precisava dar muito volume no PA para o som chegar nas últimas poltronas.
Bons tempos, onde se preocupavam com a qualidade técnica do(s) show(s).
Pois bem...
A acústica do teatro não era 100%, mas...
Nada comparável ao novo lugar escolhido para os shows acontecerem neste ano de 2025.
Auditório da Rádio Difusora.


Pode até ser que 100 anos atrás, esse espaço da foto acima serviu para apresentações musicais, mas a amplificação dos instrumentos e vozes daquela época era bem diferente do que precisamos atualmente.
Como mostra a foto, um corredor pintado (nas pressas) de branco, um vão que parece uma sala de velório gigante...
Só faltou ter azulejos nas paredes!
O único lugar onde tinha um tratamento acústico era no palco.
Realmente, em cima do palco a reverberação estava mais controlada (amenizada), mas no salão... Era inacreditável!!!
Qualquer som que saía do palco era refletido nas paredes lisas de cimento cru pintado de branco.
Teve gente que falou que era o palco Assembleia de Deus, como esse da foto abaixo.
Muito parecido o ambiente, né?


Não me recordo de ter feito outro trabalho num ambiente parecido.
O tempo de reverberação dava pra ser medido em minutos! (Risos amarelos)
O som da banda deve estar lá rodando no ambiente até hoje!
Vamos ser justos...
À princípio, o que chegou para mim pela produção do artista foi que seria um show acústico, mais intimista, sem bateria, etc.
E pode ser que isso estava previsto também pela produção do festival.
Mas... Até um show acústico ali dentro é complicado.
Imaginem agora com banda quase completa, onde só não teve a segunda guitarra e teclados (samplers).
O resto tinha!!!!
Cheguei na hora marcada, mesmo sabendo que a banda não chegaria nesse horário.
E fui ajustando com o técnico da empresa de som, como seria o posicionamento dos músicos no palco e como seria a monitoração.
Caixas de monitor? Apenas três.
Monitoração para voz e violão.
Ok, deixo duas para Otto, e coloco a outra para o guitarrista.
Vou colocar fone no baixo, bateria e percussão.
Ao dar o primeiro "alô" na via de Otto, noto que um dos monitores estava ruim, ficava rachando.
Não tinha outro, então decidi deixar só um mesmo na frente para o cantor, pois seria melhor do que ficar ouvindo o som rachando de um lado.
Ligamos e testamos todos os canais que iríamos usar.
E fui lá pra frente com o microfone sem fio para dar uma ouvida no som.
Foi aí que a tristeza veio, e com força!!!
Até que não fiquei absurdamente triste quando coloquei Lisa Stansfield para tocar, mas quando dei um alô no microfone, aí pensei em chorar.
Não tinha como a voz ficar inteligível por causa da reverberação absurda da sala!
Era só a voz, viu?
Imagina juntar essa voz com o som dos instrumentos e amplificadores vindo do palco, mais esses instrumentos sendo amplificados no som do PA.
Fui até duro com a coordenadora do Palco Estação, que me perguntou "E aí Titio?" enquanto eu tentava achar uma saída para o problema e falava no microfone.
E aí o que, Roberta?!?! 
Falei no microfone isso, enquanto as palavras ecoavam no espaço, umas sobre as outras, fazendo um bolo sonoro confuso.
E continuei no microfone: --- Meeee digaaaaa como omomom faaaaazer ummmmsss show a a a quiiiii deennnnntro onde só aaaaaaaa voz fica desse esse esse esse esseeeeee jeitoooooo???
E completei sem usar o microfone: --- A pessoa que decidiu trazer esses shows para cá, tinha que ser presa!!!
É um crime.
E finalizei a conversa: --- Uma total falta de respeito com os artistas, músicos, técnicos, produtores e principalmente com o público!!!!
Lógico que exagerei, principalmente morando num país onde crimes absurdos acontecem e os envolvidos não são presos.
Foi um modo "figurativo" de mostrar como achei um absurdo aquele local para um show de música.
Pensei então no caos que poderia ser na hora do soundcheck.
E foi exatamente isso que aconteceu.
Não tinha como deixar a voz inteligível, e foi até pior com a banda tocando e com o pessoal da produção do local arrastando as cadeiras de metal para fora do ambiente, pois decidiram que não iria ter cadeiras, só algumas para os idosos, mas a grande totalidade foi retirada do salão.
Aí foi uma grande ideia, uma boa decisão.
Não tinha sentido um show de Otto com o público sentadinho, principalmente com a banda quase completa!
Não demoramos muito no soundcheck, porque não tinha muito o que fazer!

Otto.

O som ficou ruim, mesmo eu baixando consideravelmente toda a banda, para tentar deixar a voz de Otto mais inteligível.
Mas não ficou bom.
E olhe que eu não coloquei muitas peças de bateria e percussão no som do PA.
Tentei somar com o som natural que vinha do palco.
Mas ficou uma bosta.
Só me restava aguardar e torcer para dar muita gente, porque os corpos iriam ajudar na absorção da ondas sonoras, diminuindo as reflexões nas paredes, chão e teto de cimento.
Eu estava (triste) na mesa de som no palco aguardando, e até perguntei para o técnico da empresa de som como o pessoal tinha feito shows ali antes de mim.
Ele respondeu que todos foram com um volume bem baixo.
Ahhh, tá. Ok.
Me lasquei então, e falei (com um sorriso amarelo) que não tinha como fazer um show de Otto com banda com um volume bem baixo.
Só me animei quando a locutora falou algumas palavras antes do início do show.
O salão já estava lotado, e a reverberação que escutei do palco soou como um canto dos pássaros numa floresta silenciosa, com um lago cheio de patinhos nadando...
Um sonho.
Já achei absurdamente melhor do que estava no soundcheck, mesmo eu ouvindo o som do palco.
Lógico que eu sabia que na hora do show não seria tão ruim como foi no soundcheck, a não ser que ninguém fosse ver o show. Aí a bronca seria igualzinha.
Mas lotaram o lugar!!!
Nem sei se os idosos sentados ficaram até o final do show, pois não foi nada silencioso.
Eu estava com o iPad no meio do público quando o show começou.
E fiquei lá até o final.
Quando a banda começou a tocar e Otto cantou as primeiras frases no microfone, fiquei emocionado.
Me salvei!!!! (Pensei com meus botões)
Fui ajustando as coisas, inclusive coloquei o DCA que controlava toda a banda em zero!
Acho que deixei em MENOS 8 ou 10 durante o soundcheck.
Fora isso, coloquei as peças da bateria e percussão que eu tinha eliminado durante a passagem de som, onde até os pratos da bateria entraram no som do PA.
Resumindo...
Tudo foi para o som do PA!!!
Ainda tinha mais reverberação do que o normal, mas já estava aceitável.
Repito... Isso só aconteceu porque o local estava LOTADO, e com as pessoas em pé!
Se estivessem sentadas, não acredito que eu teria feito os mesmo ajustes.
Segundo Otto, conversando no camarim após o show, ele falou que foi o melhor show dele nesses últimos meses.
O show foi muito bom mesmo, e ele demonstrou isso durante o show, sempre conversando com o público, e chegou até a elogiar o espaço.
Realmente o local é aconchegante para quem está no palco, pois o público está bem perto, e quem vai para lá, quer realmente ver o show do artista, não está de passagem pela rua.
Diferente do que achou Zeca Baleiro no palco principal do festival, com relação a famosa passarela tipo "curral", que afasta o público da frente do palco.
Eu estava ao lado da irmã de Otto no meio do público na hora do elogio, e até falei pra ela: --- Não elogia o espaço não Otto, não elogia não... (Risos)
Mas entendi a empolgação dele.
Quando o produtor de Otto (que é irmão do cantor) me viu todo satisfeito no meio do público com a irmã deles, falou pra mim: --- Titio, além de bonito, você é bom!

Foto by Ari Falcão.
Sorrimos juntos.
Achei massa o comentário, mesmo sabendo que ele mentiu duas vezes!!! (Risos)
Mas pulamos uma fogueira.
Ele sabia disso também.

Foto By Henrich.

Depois do show, que começou às 18h, passei no MEU Palco Pop para comemorar o final dos meus trabalhos com a turma da técnica, onde acabei o resto da garrafa de vinho que estava no camarim de Otto.
Agradeci pelo profissionalismo, empenho e dedicação de todos, que ajudaram (e muito!) nos resultados dos 8 shows que fiz lá.
Manu, Miguel, Thaís, Hévilla, Roberval e Gustavo.
Foi muito massa a semana que passei aí com vocês, viu?
Mesmo com os problemas que apareceram, contornamos tudo.
Que o FIG melhore sempre!
Que nossos eventos melhorem sempre!
Essa é (sempre) minha intenção quando escrevo sobre meus trabalhos aqui no Blog.
Mas a turma que cria e organiza esses eventos tem que colaborar também, né?
Eu estou sempre tentando melhorar meu serviço.
Um abraço a todos.

PS: Dias depois, já em Recife, conversei com Roberta no WhatsApp pedindo desculpas pela forma COMO falei com ela no salão da "igreja", mas que não mudava uma vírgula do QUE falei.
Inclusive, se ela quisesse dar meu contato para a pessoa responsável pela ideia não muito feliz de ter shows naquele local, poderia dar, que eu trocaria umas ideias com essa pessoa.
E ainda falei que dificilmente eu volto ali para um trabalho sem um tratamento acústico no local.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Monitor Pessoal PH-1 da Waldman - Resolvendo o grave problema do botão Mono/Stereo.

 
Olá pessoal.
Um tempinho atrás, comprei oito amplificadores de fone da Waldman, modelo PH-1 (Phone Hub One), como mostra a foto acima.
Falei até disso numa postagem no dia 30/04/2025, como mostra a foto abaixo.


Pois bem...
O sisteminha é muito legal e a grande vantagem é fazer uma via estéreo para o músico, levando apenas um cabo XLR até ele.
Para isso, precisamos fazer um cabo especial, como esse que aparece na foto acima.
O que eu usava antigamente, era preciso levar os dois cabos até o músico para fazer uma via estéreo.
Muito mais prático esse sistema da Waldman, e o custo/benefício é extraordinário, porque conseguimos encontrar o equipamento no mercado por menos de 200 reais.
E o som dele é muito legal!
Que é o mais importante, né?!
Meus 4 primeiros eu comprei na internet, e os outros 4 eu comprei aqui mesmo em Recife.
Pois bem...
Falei das vantagens dele até agora.
E os contras?
Bem...
O botão de on/off/volume fica mudando de cor quando está ligado (totalmente desnecessário!), o parafuso que fecha o compartimento das 2 pilhas AAA (palito) deve remoer a rosca com o tempo de uso constante, mas o grande defeito dele é com relação ao botão MONO/STEREO.
Como mostra a foto abaixo, quando ele está apertado é estéreo, e quando está solto é mono.


Aí é que o problema começa...
É muito fácil mudar a posição do botão sem querer, principalmente para sair do estéreo para mono.
Um simples esbarrão no bolso da calça pode destravar o botão, fazendo com que passe para MONO.
Acontecendo isso, simplesmente o som desaparece do fone!
Descobri isso na prática!!!
E com susto, logicamente.
E como não sabia, rodei um pouco para descobrir onde estava o problema.
Tive que ir até o músico com meu fone, e vi que estava com o botão em mono.
Quando eu apertei para estéreo, o som voltou!
Fiquei triste com o defeito, e passei então a falar para os músicos que o equipamento tinha esse problema.
E foi numa conversa aqui em casa com meu Amigo Júnior Evangelista, que começamos a resolver isso.
Mostrei pra ele o problema, e que precisava de uma proteção para esse botão.
Ele falou que não seria difícil resolver isso, com a ajuda de um impressora 3D que ele já possuía.
Então a gente foi conversando pra ver como seria essa proteção, que começou com a ideia de ser uma peça maciça que poderia ser encaixada na lateral do equipamento, cobrindo o botão, e quando precisasse apertá-lo ou desapertá-lo, era só deslizar a peça para baixo, deixando livre novamente o botão.
A ideia era até boa, mas chegamos nessa atual, que é muito mais simples, e não precisa ficar deslizando para poder ter acesso ao botão.
É uma peça com um orifício no centro, que fica na altura do botão, e para ter acesso ao botão, só usando uma coisa pontiaguda, como uma pequena chave de fenda, um palito de fósforo ou uma tampa de caneta Bic.
Evangelista me mostrando a primeira peça pronta!

Júnior levou um dos meus PH-1 para casa dele, tirou as medidas e fez o projeto da pecinha protetora.
Mas essa peça tem que ser colada no equipamento.
Não vi problema algum nisso.
Ele "imprimiu" as pecinhas e me enviou.
Vou só escolher a cola que vou usar.


Ele fez também uma pecinha de proteção para os equipamentos dele, que não é o PH-1.
No dele o som não desaparece, passa só de estéreo para mono.
O que seria o normal, né?


Como sei que muitos vão adquirir esse PH-1, e vão se deparar com esse grave problema, vou disponibilizar aqui no Blog o projeto que Evangelista fez.
É só levar em algum lugar que tenha impressora 3D, que a peça é confeccionada.
Se alguém tem outros problemas parecidos com outros equipamentos, é só entrar em contato com Júnior que ele pode ajudar num projeto, mas aí teria que ser remunerado para isso, né? (Mais que justo)
Nesse caso aqui, é só pegar o projeto e fazer a(s) peça(s).
Só pedir nos comentários pelo projeto, informando o email, que eu envio.
Se alguém quiser o contato de Júnior Evangelista, só pedir também nos comentários, ou me solicitar pelo WhatsApp (81-988417408).
Obrigado Júnior pela atenção absurda que você sempre me dá.
E você é como Duprat (e mais alguns outros)... Confia mais em mim do que eu mesmo!
Gratidão sempre (a todos).
Um abraço a todos.

PS: 
1- Tá vendo como beber vinho com amigos rende coisas boas? Foi numa farrinha aqui em casa com Evangelista que tudo começou.
2- Fica aqui as sugestões para o fabricante aperfeiçoar o produto dele.
3- Fiz testes hoje (04/08/2025) aqui em casa, e o som não SOME como eu falei no texto lá em cima. Fica fora de fase, causando cancelamentos. Vou colocar as observações nos comentários.