Olá
pessoal.
No
sábado passado fiz mais um trabalho para Alceu Valença.
O
show foi em Iguatu, no Ceará.
A
turma de Pernambuco (Eu, o técnico de PA, o baixista, o tecladista e o cabeludo
da sanfona) seguiu de avião no mesmo dia de Recife para Juazeiro do Norte.
Lá,
nos juntamos com o restante da banda e da parte técnica, e seguimos de ônibus
até Iguatu.
Apenas
3 horinhas de viagem!
Pensei
que seria mais pertinho...
Resumindo...
Deixamos
a banda no hotel e seguimos para o palco.
Nem
fiz o check-in no hotel.
Já
era noite quando pisamos no palco.
Eu
já sabia qual seria a mesa de monitor. Uma Venue.
Existem
vários modelos de Venue (Mix Rack, SC48, S3L), mas o software é o mesmo para
todas.
Então,
a cena feita numa Mix Rack é reconhecida normalmente por uma S3L (e vice-versa),
mesmo sendo duas superfícies de controle diferentes como podem
ver nas fotos abaixo.
![]() |
Venue Mix Rack. |
![]() |
Venue S3L. |
Este
é um dos pontos positivos das mesas Venue.
Como
os recursos variam de modelo para modelo, logicamente o modelo com menos “poder
de fogo” só vai ler a cena até seu limite de recursos, descartando o excedente.
Por exemplo: O modelo SC48 consegue rodar uma
quantidade maior de plugins do que a S3L.
Então
quando você passa uma cena de uma SC48 onde você usou 30 plugins, a S3L só vai
reconhecer até 20, que é seu limite de plugins.
Mas
não tive este problema neste show em Iguatu.
Normalmente
uso poucos plugins fazendo monitor.
Passei
minha cena para a mesa e fui alinhar os monitores.
Depois
que comecei, resolvi usar meu iPad para agilizar o trabalho.
Tenho
que ficar andando da mesa até os monitores várias vezes para fazer os ajustes.
Com
o iPad, a gente faz estes ajustes sem precisar ir na mesa.
Controlamos
a mesa pelo iPad.
Para
minha frustração, não consegui fazer esta conexão do iPad com a mesa.
Tentei
umas três vezes sem sucesso, e como não tinha muito tempo de sobra, desisti.
Continuei
nos ajustes tipo “maratona”, caminhando várias vezes pelo palco.
Por questão de honra, vai
ser sobre esta falha de conexão que vou falar aqui sobre este trabalho em Iguatu.
Os leigos podem ir fazer outra coisa porque não
vão entender muita coisa daqui para frente.
Como
não faço tantos trabalhos assim de shows, muitas vezes eu esqueço como é que se
faz a conexão entre mesa, laptop, wireless, iPad.
São vários tipos de conexão.
Tenho
anotações no iPad explicando as conexões, e muitas vezes entrei aqui no Blog para
ver como eu tinha explicado uma conexão!
Exatamente
meus caros... Sou leitor assíduo das coisas que eu mesmo escrevo!!!! (risos)
Já
expliquei no Blog como fazer esta conexão do iPad com a Venue, e pelo que me
recordo, é uma conexão bem simples de se fazer.
E
o que deu errado?
Em
Iguatu, fiz exatamente como eu tinha colocado no meu bloco de notas do iPad.
Mas
notei que as anotações não estavam explicando detalhadamente.
Hoje
eu tirei a tarde para fazer testes com meu iPad e laptop com uma mesa Venue
usando meu roteador wireless.
Fui
na Bizasom, dos meus Amigos Bizoga e Ítalo (pai e filho).
Tinha
uma Venue Mix Rack ligada no galpão.
Nas
minhas anotações no bloco de notas tinha escrito:
“Na
Venue, escolher a opção OBTER O IP AUTOMATICAMENTE.
No iTeleport clicar na opção MANUAL.
Colocar exatamente o endereço que aparecer na mesa e dar um nome”.
No iTeleport clicar na opção MANUAL.
Colocar exatamente o endereço que aparecer na mesa e dar um nome”.
Somente
isso.
Logicamente estava faltando outras informações!
Depois
de vários testes sem sucesso, fui ler no Blog o que eu tinha falado.
Também
não estava muito bem explicado.
Mas
durante os testes no galpão já pude notar que o erro na mesa em Iguatu já
começou porque não consegui habilitar uma opção que eu já sabia que tinha que ser
feito, mas na hora não sabia por que a opção não estava disponível para ser
habilitada.
Depois
de todos os testes hoje, onde no final eu consegui fazer todas as conexões, do
iPad e também do laptop com a mesa via wireless, vou explicar detalhadamente
como fazer esta conexão.
Vamos
lá.
Usando
o iPad.
Só lembrando que eu sempre uso o meu roteador
para fazer as conexões.1 - Ligar a mesa via cabo de rede normal (sem ser o cabo cross) ao roteador wireless, usando uma das quatro portas do roteador. Atenção! Tem uma quinta porta no roteador chamada WAN. Não usar esta porta! Ligar em qualquer uma das outras 4 que normalmente tem a cor diferente desta WAN.
No
meu roteador TP-Link são 4 portas numeradas na cor amarela e mais uma porta em
azul chamada WAN.
2
– Na mesa Venue, ir em OPTIONS>INTERACTION>ETHERNET CONTROL.
Nesta
janela, clique em NETWORK SETTINGS e escolha a opção OBTER O IP
AUTOMATICAMENTE. Está escrito em inglês, mas é mais ou menos isso OBTAIN THE IP
AUTOMATICALLY. Se não me engano, nesta mesma janela tem que apertar o APPLY
para “aplicar” a escolha.
De
volta a janela ETHERNET CONTROL, habilite a opção ENABLE REMOTE CONTROL.
Se
esta opção não estiver disponível para marcação, isso pode ser porque não existe
uma senha escolhida ainda. Escolha sua senha.
Para
isso, aperte agora a opção CONTROL SETTINGS (ainda na janela Ethernet Control) e
na janela que abrir vai ter a opção para você escolher uma SENHA (password).
Você
pode colocar qualquer senha.
A
senha que vem de fábrica é PASSWORD, mas você pode colocar qualquer uma, mas
tem que colocar, pois você vai ter que colocar a mesma senha no iTeleport do
iPad.
Eu
achava que seria “bronca” mudar esta senha, mas pelo que pude notar nos testes,
ela só serve para se fazer a conexão wireless, então você coloca o que quiser,
e o próximo técnico que for usar coloca a senha que ele quiser também.
É
só digitar a senha no espaço reservado e apertar APPLY para confirmar a
mudança.
Se
já tiver asteriscos no lugar da senha, é só marcar todos, deletar e colocar a
sua.
Eu
sempre coloco letras minúsculas para facilitar.
Depois
de tudo isso e já com o roteador ligado, vai aparecer um endereço de IP logo
abaixo do botão Network Settings.
Você
vai ver, por exemplo: IP Address: 192.168.1.8 (Assigned by DHCP).
Você
vai ter que colocar exatamente este endereço no iTeleport.
O
roteador que você usar tem que trabalhar neste modo DHCP também, não é para usar
o modo ESTÁTICO do roteador.
Conecte
seu iPad na rede wireless do seu roteador.
Depois
de conectado, confira nas informações desta rede no iPad para ver se está em
DHCP.
Para ver isso, é só clicar num símbolo que tem a
letra i dentro de um círculo na lateral direita da barra da rede escolhida.
Agora
vamos para o iTeleport.
Não vou colocar nenhum foto do iTeleport. Já tem isso no outro texto que falei sobre isso aqui no Blog. É só ir procurar usando a ferramenta de busca. Coloque iTeleport na janela de busca que você encontra o texto.
Quando
abrir o iTeleport, clicar na opção MANUAL que fica no final da página.
Depois
clicar no sinal + (mais) que fica no canto superior direito.
Isso
serve para adicionar um novo dispositivo.
Na
janela que se abre, siga os passos:
Name
> Coloque o nome que você quiser. Exemplo: TESTE.
Protocolo
> Escolha VNC.
Address
> Colocar exatamente o endereço de IP que apareceu na mesa Venue.
Nunca
mexi no Port que aparece nesta mesma janela de address.
Security:
Authentication > VNC. Password > colocar exatamente a senha que você
escolheu na mesa Venue. Confira para colocar letras minúsculas como colocou na
senha da mesa.
Save
password > Normalmente deixo ativada esta opção.
Encryption
> Normalmente deixo desativada esta opção.
A
opção Computer só serve quando você vai usar o iPad para controlar um laptop,
onde temos que escolher entre MAC, WINDOWS, LINUX.
Não
usamos para este caso do iPad controlar a mesa Venue.
Pronto,
já pode salvar o novo dispositivo.
É
só clicar em SAVE SERVER.
O
nome do seu novo dispositivo (TESTE) vai aparecer nas opções da janela MANUAL
do iTeleport.
É
só clicar no nome para fazer a conexão.
Espero
que agora com estes detalhes fique mais claro a conexão.
Como
escrevi muito, parece até complicado, mas não é.
Mas
para garantir, sempre deixo anotado isso em algum lugar!
Para
não ficar muito longo este texto, vou fazer outro explicando a conexão do
laptop com a mesa Venue via wireless.
Ah!
E
o show?
Foi
muito bom, mesmo Alceu Valença estando gripado.
Mesmo
rouco, ele conseguiu empolgar o público.
Mais
3 ou 4 músicas e ele ficaria sem voz.
Mas
deu tudo certo, como diz Marcel, produtor de Alceu Valença.
Eu
não disse que ia dar tudo certo?
Não
é Marcel?
Um
abraço a todos.
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