sábado, 19 de fevereiro de 2022

Os "Cientistas" de Caruaru - Não tem pedestal? A gente resolve!


Olá pessoal.
O projeto do Blog foi aprovado mais uma vez pela LAB (Lei Aldir Blanc), só que agora foi pela Prefeitura do Recife.
Estou aguardando o sinal para começar a escrever os textos, que serão seis. Dois por mês.
Por essa razão dei uma segurada aqui nas postagens, para não correr o risco de não ter assunto para falar, principalmente porque os shows e eventos estão quase parados novamente, e eu escrevo, na maioria das vezes, sobre esses shows e eventos que participo.
Mas hoje não teve como eu segurar a postagem... Depois que vi essa foto publicada pelo meu Amigo Sanfoneiro Pinguço Safado de Caruaru, André Julião!
Isso foi numa farrinha da turma lá em Caruru recentemente, na Budega do Cobra, do meu outro amigo Anselmo, proprietário do (excelente e amado) Bar da Perua!!!!
Essa Budega não é aberta ao público, é para reuniões que Anselmo faz na casa dele, sempre regadas com "água que passarinho não bebe".
Pois bem...
Se reuniram num dia desses, e o sanfoneiro levou as coisinhas dele para puxar um som lá.
Sanfona, mesinha de som de quatro canais, caixinha de som amplificada e o microfone.
Só que o pedestal dele tinha quebrado, e quando ele chegou lá, não tinha pedestal!!!
Como ele iria tocar e cantar sem o pedestal? Um amigo segurando o microfone o tempo todo?
"Bebinho" nenhum merece essa função numa farra, né?
Foi aí que um "Cientista" que estava participando da farrinha teve a excelente ideia!!!!
Visualmente não ficou muito legal, né?
Mas...
Funcionou!!!!!!!!!!
E a cantoria seguiu noite à dentro... (Nem perguntei que horas acabou...)
O ruim só foi ajustar a altura do pedestal improvisado cada vez que mudava o cantor!!!
Mas já estavam anestesiados, e nem ligaram.
Por essas e outras, eu ADORO CARUARU!
Um abraço a todos!

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Lucas & Orquestra dos Prazeres no Teatro do Parque - O prazer foi todo meu.


Olá pessoal.
Ano acabando...
Muito tempo sem escrever...
Mas nesse caso tem um explicação.
Mais uma vez o "projeto" do Blog foi colocado para avaliação num edital da LAB (Lei Aldir Blanc).
Dessa vez foi por Recife, e o projeto anterior foi por Pernambuco.
Falo projeto, mas nem sei se posso usar esse termo. Não é mais um projeto, pois ele já existe desde março de 2008.
Não é uma coisa que eu estou pensando em criar, o que combinaria mais com a palavra projeto, mas...
Resumindo...
Mais uma vez o projeto foi aprovado, e nesse eu terei que escrever, se não me engano, 6 textos em  3 meses. Dois textos por mês. Um a cada quinze dias.
Muito mais tranquilo que o anterior, onde eu tive que escrever 4 textos por mês, durante 3 meses, dando um total de 12 textos. Um texto por semana!!!!!!
Foi tenso! E muito desgastante.
Por que?
Porque eu não costumo escrever por encomenda. O Blog é quase como um diário de bordo, onde comento situações que eu passei no trabalho, misturado com a vida pessoal.
Acredito que uma depende da outra.
Por causa dessa incerteza se o projeto iria ou não ser aprovado, e por eu não gostar muito de escrever por encomenda, segurei alguns textos que eu tinha certeza que iria escrever, como esse aqui do Teatro do Parque, na intenção de "guardar munição".
Mas não é muito legal segurar os textos, pois ficam defasados, já que a maioria deles são de fatos que realmente aconteceram comigo. Por isso resolvi falar desse trabalho, mesmo perdendo um texto para o projeto da LAB, que deve ser iniciado mais à frente. Se demorasse mais, era capaz de nem lembrar mais como foi!
Esse trabalho aconteceu no dia 12 de novembro, e fui salvar meu amigo Bruno Lins, que é o técnico contratado do Teatro do Parque.
Nem coloquei esse trabalho na minha agenda de shows e eventos, pois eu considerei uma ajuda.
Bruno só iria me pagar o Uber e o almoço.

 

Ele tinha uma coisa muito importante para resolver num cartório, e que não poderia ser adiado.
O combinado era eu ir logo cedo, participar com Bruno da montagem e soundcheck de todos que iriam se apresentar naquele dia. E no horário do almoço, ele daria uma escapada até o cartório e eu "segurava a onda" até ele retornar.
O teatro não tem backline. Só disponibiliza o sistema de som, que é fixo, formado por uma mesa TF5 da Yamaha, mais um line array da JBL (incluindo subgraves). Supre muito bem as necessidades do local. 
Fora isso, só tem alguns microfones sem fio tipo bastão, mais alguns microfones tipo headset.
De monitor, só duas caixas amplificadas, mais duas caixas idênticas ao line array, ficando com no máximo 4 vias de monitoração.
Nesse quesito o teatro fica totalmente dependente de um complemento, que tem que ser locado pelo artista que vai se apresentar lá.
Como nada foi alugado para fazer esse complemento na monitorização, tive que me virar com o que tinha.
Conheço Lucas dos Prazeres já faz um bom tempo...
Sabia desse projeto que ele tem, pois me encontrei em alguns palcos pela cidade, mas nunca tinha visto do começo ao fim. Na maioria das vezes, só via um pedacinho do soundchek, ou um pedacinho do início do show, pois tinha que ir para outro trabalho.
Sabia também que essa formação que ele trouxe para o teatro, era bem menor do que a normal.
Foi uma adaptação ao local (não sei se também ao cachê), e ainda bem que ele adaptou, pois com uma formação bem maior, e com o que estava disponível para a monitoração, não iria ficar legal. Muitos músicos não iriam se escutar.
Não tinha muito o que fazer. Uma caixa amplificada ficou para o baterista (Perna), onde eu avisei que não daria pra exigir muito dela, pois não aguentaria uma monitoração pesada, e a outra caixa ficou para Pepê, que iria tocar viola.
As outras duas caixas de monitor, como falei, eram as mesmas do PA, ficaram como uma única via no meio do palco.
Tirando a viola, todos os outros instrumentos eram percussivos.
Antes de começar o soundcheck, Bruno saiu.

À princípio, foi informado que iria ter um técnico de Lucas para operar o som, e eu apenas deveria checar os canais para ver se estava tudo ok.
Chequei tudo rapidamente, só levantando os faders para ver se não tinha ruídos.
E quando vi que esse técnico não iria chegar, solicitei fazer um novo soundcheck, para eu dar ajustes nos canais, pois não tinha feito nada anteriormente.
Deu para passar tudo, mesmo na correria. O som de uma das alfaias não ficou legal, e Lucas decidiu trazer outra na hora do show. 
Hora do almoço.
Bruno chegou depois do almoço, quando estávamos para começar o soundcheck das outras três atrações da noite, que basicamente eram formadas por um DJ e uma cantora.
Só uma dessas atrações tinha uma guitarra além do DJ.
Bruno pegou o iPad e foi para o palco levantar o som nos monitores. Só usamos a via da frente com as duas caixas.
Foi bem rápido essa parte. Mesmos 3 canais para todos (Base estéreo do DJ mais a voz da cantora).
Era só salvar a cena com outro nome e fazer ajustes finos para a outra artista.
Ficamos aguardando pelo começo do evento.
Eu até poderia ir embora pra casa, mas como eu tinha feito todo o soundcheck de Lucas & Orquestra dos Prazeres, achei melhor operar o som do evento todo.
E foi isso que eu fiz.
Faz tanto tempo, que nem lembro a ordem das apresentações.
Só sei que deu tudo certo.
Pequenos ajustes no começo do show de Lucas, incluindo o som da alfaia nova, e seguimos tranquilo com o evento, com Bruno ao meu lado com o iPad, para fazer ajustes nos monitores, casso fosse necessário.
Só tomei dois sustos. Mas sustos bons... Muito bons.
O primeiro foi com a apresentação da cantora/rapper Bione.
Não conhecia.
Encontrei um vídeo do início do show dela no Instagram (https://www.instagram.com/p/CWTs1VmDf7a/)
Corpinho franzino... Pequenininha... Quem não conhece não imagina o que vem.
Letras fortes, decididas, e textos muito bem construídos. 
Achei massa!!!
E o susto maior foi com Lucas & Orquestra dos Prazeres.
Mesmo com só um instrumento de harmonia (viola), o show é muito empolgante.
Quase me transformo em espectador, esquecendo do que eu estava fazendo ali.
Bem que eu poderia parar o texto lá em cima, quando falei que "deu tudo certo", mas aí entra meu lado pessoal, que não consigo separar, e acabo falando como espectador.
Como se eu estivesse numa poltrona no teatro, só vendo os shows.
Eu ainda tenho vários comentários como espectador que eu poderia deixar aqui, mas não é essa a intenção do Blog. Pelo menos, não é a intenção principal.
Nesse trabalho (ou seria ajuda?) fiquei bem satisfeito, tanto profissionalmente, como pessoalmente com a visão de espectador.
Bruno ainda me pagou duas garrafas de Casillero Del Diablo, fora as despesas com o almoço e os translados (pode ser traslados também, viu?).

E para finalizar...
Pensei numa coisa, que falei depois para alguns amigos.
Fiz os últimos shows de Naná Vasconcelos, incluindo as últimas aberturas do Carnaval do Recife.
E nos shows que tive a oportunidade de ver nesses anos, esse show de Lucas & Orquestra, logicamente com uma estrutura maior para o palco gigantesco do Marco Zero, para mim, foi o que mais chegou perto de um show para a abertura do Carnaval do Recife no lugar do saudoso Juvenal.
E para Lucas dos Prazeres e sua Orquestra, só posso dizer uma coisa:
--- O prazer foi todo meu.
Um abraço a todos.

sábado, 16 de outubro de 2021

Alceu Valença participando da Live de Safadão - Comigo, foi a primeira vez.


Olá pessoal.
Faz tanto tempo que isso aconteceu, que nem ia escrever mais. Mas...
Achei por bem deixar aqui registrado, pois foi uma coisa inusitada, pelo menos nos meus trabalhos operando o monitor de Alceu Valença (AV).
Vou ser até breve no texto. Ou tentar, pelo menos.
Esse trabalho aconteceu no dia... Deixa eu olhar na agenda, que nem lembro mais.
19 de junho!!!! Um dia antes do aniversário do meu Filho Raian.
Aconteceu em Campina Grande, na Paraíba.
Seguimos um dia antes para lá, o que não é muito comum nos shows de AV.
Normalmente vamos no mesmo dia, bem cedinho.
Seguimos de Recife até Campina Grande de van, e nesse caminho falei com Paulinho Rafael por mensagem de voz no WhatsApp.
Como na maioria das vezes que nos falamos, essa vez também foi para tirar "sarro" de alguma situação ou caso.
Ele me respondeu, brincando também. Mas como envolve terceiros, infelizmente não posso contar a piada.
Eu já imaginava que dificilmente iria vê-lo no palco novamente tocando, pois sabia da gravidade do problema, mas não achei também que esse contato via WhatsApp seria o último. Mas foi.
Não consegui mais falar com ele, e muito menos vê-lo, pois moro em Recife e ele morava no Rio.
Ficaram as memórias...
Em muitos casos do cotidiano me lembro dele. Principalmente quando estou comendo alguma coisa pesada, como sarapatel, dobradinha, buchada, rabada...
"Gordurame"... 
Já vai comer gordurame, né Titio? Ele sempre falava.
Ele tinha uma aversão grande a esse tipo de comida, mesmo sendo de Caruaru.
Boas lembranças... Pauuuuuuuuuuuuuuuulo Rafaeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeel!!!!
Vamos voltar ao evento, né?
Ajustando com o iPad a monitoração no palco.

Eu já sabia que seria um show de AV, com um tempo menor, dentro da Live de Wesley Safadão (WS).
Não era um show normal, pois nem público tinha, pelo menos na frente do palco. Era uma live, não esqueçam.
Ao lado das mesas de monitores, onde eu estava, tinha um espaço reservado para alguns convidados, que iriam ver as apresentações musicais.
Essas mesas de monitores estavam numa distância de uns 20 metros (!) do palco. 
Ou seja... Eu não via quase nada do que estava acontecendo no palco.
Para amenizar esse problema, colocaram um monitor de TV perto das mesas de monitores, para que pudéssemos ver o que estava acontecendo no palco.
Uma mesa (CL5 da Yamaha) era para a monitoração de WS, e eu tinha uma M7CL, da Yamaha também, para fazer o monitor de AV.
As duas bandas não iriam tocar ao mesmo tempo.
Só WS e Juliette iriam participar do show de Alceu.
Por causa disso, combinei com o técnico de monitor de WS, que na hora de Alceu, ele iria fechar o máster do side e o máster da única via com monitores de chão, que estavam no palco.
O que era pra ser o side, virou um PA montado na frente do palco e virado para o palco!
Alceu não usa in-ear, por isso esses monitores de chão no palco.
Mas que foram usados também pelo técnico de WS.
Ele tinha uma mixagem, um volume, e uma equalização específica dos monitores e do side para o show de WS, e que não iria combinar de jeito nenhum com o show de AV.
Na minha hora, tudo seria diferente. Eu que controlaria esses monitores e side.
Como AV e sua banda teriam que escutar as vozes de WS e Juliette, eu tinha essas duas vozes na minha mesa também.
No detalhe, a CL5 de WS, e lá no fundo, o palco.

E WS e Juliette teriam que ouvir AV e banda.
Para isso, mandei uma mix geral estéreo de Alceu com a banda para a mesa de monitor de WS.
E o técnico enviava esse sinal para os in-ears de WS e Juliette.
Qualquer coisa que o técnico quisesse fazer na mix, podia.
Aumentar, baixar ou cortar qualquer canal. Era totalmente independente.
E assim foi feito.
Não deu muito tempo da gente ensaiar isso não, mas deu tudo certo na hora.
Exceto Alceu, todos os outros estavam usando in-ears. Cantores, apresentadores e músicos.
E a parte inusitada desse trabalho, se refere aos músicos.
Só alguns deles poderiam ficar no palco. Tanto os da banda de WS, quanto os da banda de AV.
Fomos avisados disso, e logicamente, combinamos com a nossa produção para que Alceu fosse avisado também, pois não era muito comum (?) isso nos shows dele.
Nessa outra área armada uns 20 metros de distância do palco, onde estavam as mesas de monitores, colocaram os músicos também.
Bateria, baixo, metais e percussão de WS, e bateria e baixo de AV.
As mesas que normalmente ficam na frente do palco para fazer o som do PA, estavam em outro ambiente, e seriam usadas para fazer a mixagem que iria para a internet.
Mais uma vez, o iPad me ajudou muito no trabalho, principalmente no primeiro dia, onde pude ficar um bom tempo no palco ajustando os monitores, principalmente os de AV.
No dia da live, tive muitos problemas com o sincronismo entre a mesa e o iPad, que caía muito, e acabei deixando-o de lado.
Mesmo indo um dia antes, não foi nada folgado para ajustar as coisas.
Ou então estou muito lento e não percebo.
Minha mesa de monitor. Banda de WS passando o som. A bateria e o baixo de AV ficaram na minha frente.
Como nessa live, AV não iria escutar o som acústico da bateria, como também o som do amplificador do baixo, e o side estava muito longe do palco, e não era mais side, pois estava virado para a boca de cena do palco, fiz uma monitoração bem diferente do que normalmente faço.
Usei muito os monitores de chão, e complementei com o som do fake-side.
No detalhe, as caixas do side viradas para a frente do palco.

Acho que ficou legal, pois o soundcheck foi tranquilo, e depois, já em Recife, fiquei sabendo pelo meu irmão que é o tecladista da banda, que ele tinha achado tudo legal.
Meu Amigo Rogério, que faz o PA, falou até que ele curtiu também não ter a bateria e o baixo no palco!
Falei até lá em cima que não era muito comum isso, seguido por uma interrogação entre parênteses, pois, pelo que me lembro, não fiz nenhum trabalho com AV em que parte da banda não estivesse dentro do palco!
Para muitos artistas, isso deve ser bem comum, pois em muitos vídeos que vejo de shows, não tem músico no palco.
Mas no caso de Alceu Valença, acredito que foi a primeira vez.
Se vai ter outro show assim, eu não sei.
O importante é que deu tudo certo e ele gostou.
E eu consegui fazer um texto breve!!!!!!!
Ahhh! E o mais importante de tudo... Os shows estão voltando!!!!!!
Alceu Valença já fez vários depois desse aqui, inclusive com público.
E eu já fiz outro trabalho com a Maraca Band, num casamento.
Mas aí já é uma outra história...
Um abraço a todos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Paaaaaaaauuuuuulo Raaaaaafaeeeeeeellllll.

 

Paaaaaaaauuuuuulo Raaaaaafaeeeeeeellllll.
Era assim, com essa chamada de narrador de futebol, que eu o cumprimentava no palco, quando ele chegava pra passar o som.
Me dava um abraço, sempre cheiroso, eu dava dois tapinhas nas costas dele, e falava: Vamos pra mais uma.
Foram muitas, viu?
Várias vezes eu ficava sem entender porque eu ainda me arrepiava ouvindo o solo dele na introdução de Anunciação. Como pode? Era o mesmo solo, na mesma música, o mesmo músico!!!
Em vários shows senti isso.
Com certeza Ele era especial.
Muita honra em ter convivido com ele, de dividir garrafas de vinho na estrada,  de dividir "conversas moles".
Honra. Foi uma honra, Paaaaaaaauuuuuulo Raaaaaafaeeeeeeellllll.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Python, a tecnologia à serviço do trabalho - Medo? Eu não.

 

Olá pessoal.
Conversando hoje com João Menelau, que criou a ferramenta que está me ajudando no trabalho de digitalização na Fundaj, ele me confidenciou que ficou com um certo receio de eu ficar chateado, porque eu poderia achar que a ferramenta estava "tirando meu trabalho".
Essa ferramenta vai ser o tema do texto de hoje.
Lembram do Automator, que falei dele aqui em março desse ano, que me ajudava na nomeação dos tracks (faixas)?
Essa ferramenta que João criou, vai muito além disso!


Entrei em contato com ele ontem, para pedir alguns esclarecimentos básicos sobre como a ferramenta foi criada. Não vou entrar em detalhes mais técnicos sobre ela, pois estou bem distante do entendimento desse assunto.
Meu intuito maior aqui é mostrar como a gente pode ser ajudado pela tecnologia.
Só para lembrar o que fazia o Automator...
Eu criava os 4 arquivos de uma faixa de CD digitalizado, e ele simplesmente nomeava esses arquivos. Era muito arquivo para nomear, viu???!!!
Essa ajuda do Automator já foi indicação de Kiko (Estúdio Carranca).
Depois de um tempo fazendo isso, Kiko me falou que iria ver com um amigo dele, que no caso era o João, que é também o cunhado dele, se não poderia ser criado uma ferramenta de automação que fizesse todo o trabalho anterior ao de nomeação.
Eu duvidei, logicamente, mas... Para minha surpresa, depois de alguns dias ele me manda a ferramenta (que não tem nome) para eu testar.
Antes eu importava as faixas dos CDs para o Pro Tools, que já estavam em WAV (44.1 kHz/16 Bit). Lá dentro eu normalizava, e exportava essas faixas normalizadas, normalizadas em MP3, e normalizadas em MP3 mas editadas com apenas os 30s iniciais, já com as nomenclaturas corretas.
Com o Automator, eu deixei de fazer somente a última parte do processo, que era colocar os nomes corretos em cada faixa (track).
Já ajudou muito o aparecimento do Automator.
Mas como falei acima, essa nova ferramenta foi além!!!!
Para limpar as fitas K7. Conceito criado por Carlinhos "Prof. Pardal" Borges.

Orientado por mim e por Kiko, pois passamos para João como era feito todo o processo, ele criou um programa para automatizar esse processo anterior ao de nomeação, mas fazendo ainda essa nomeação no final.
E tudo fora do Pro Tools!
Ou seja... Eu não iria fazer mais nada (ou quase nada).
As faixas dos CDs já estavam prontas, com começo e fim, pois foram importadas digitalmente. Chamamos esse processo de copiar o CD digitalmente de "Ripar". As faixas foram ripadas.
Eu só tinha que nomear a pasta que continha as faixas do CD já em ordem (01, 02, 03, 04...) com o nome que seria impresso nas "audio files".

Colocava essas pastas dentro de uma pasta na minha área de trabalho chamada ENTRADA, e clicava no comando Iniciar Processamento.
Pronto. Agora era só ir fazer outra coisa.

Ao término desse processo, eu ia numa pasta chamada SAÍDA, e lá estavam todas as pastas processadas, com todas as faixas editadas, convertidas e nomeadas!
Para não dizer que eu não fazia nada, eu dava uma conferida nessas faixas no Pro Tools, antes de processar, para ver se encontrava faixas com defeito de ripagem, ou seja, com falhas.
Esse programa de automação foi criado no Python, usando a "linguagem de máquina", ou também chamada de linguagem de programação.
Esse Python pode ser usado em qualquer plataforma, como Windows, Linux, etc.
Nesse caso aqui, estou usando Mac OS, da Apple.
Outra coisa... O Python é usado em conjunto com o programa Terminal, que é uma ferramenta do MAC, que possui funcionalidade semelhante ao "Prompt de Comando" do Windows.
Mas eu não faço nada além do que clicar no comando "IniciarProcessamento.sh".
Sabendo que a plataforma que eu estava usando era MAC, João foi atrás de bibliotecas de áudio desse Sistema Operacional, para ver como é que funcionava o gerenciamento do áudio no MAC, e à partir dessas bibliotecas, ele montou a lógica do processo. Como normalizar, como transformar em MP3, como editar os primeiros 30 segundos da faixa e dar o fade out... E por fim, como colocar o nome correto em cada faixa processada.
Massa, né? Para não dizer: MUITO BOMMMMMMMMM!
Estação 1 de digitalização.

Para informações mais esclarecedoras sobre essa ferramenta que estou usando, deixe a pergunta ou dúvida nos comentários que ficam no final da postagem, que eu peço para João responder.
Qualquer um pode deixar comentários (ou críticas) nas minhas postagens. Não apago nada.
Como tá muito em moda a palavra atualmente, estou quase chamando o programa que João criou de Titio Fake, ou Fake Edit. (risos)
Mas como diz o ditado... Alegria de (operador de áudio) pobre dura pouco...
Acabamos com o processo de digitalização dos CDs, e agora seriam digitalizados Vinis 78RPM e fitas K7.
Aí mudou tudo, pois eu teria que editar começo e final, e também colocar quem era lado A e B.
Mas não demorou muito pra gente achar uma solução para continuar usando o Edit Fake (EF) sem precisar modificar muito as linhas de comando criadas por João.
Eu já fazia todo o processo bem rápido no Pro Tools, pois normalmente eu tinha que editar apenas 2 faixas, o lado A e o lado B. Diferente de um CD, que em vários casos passava de 20 faixas!
Combinei com Kiko que eu editaria as duas faixas e já deixava com o nome correto. E à partir disso o EF entraria em ação.
A nomenclatura das fitas era completamente diferente da nomenclatura usada nos CDs.
Existe agora lotes de fitas, ou seja... O lote da fita ABC_0001 poderia ser formado por 9 fitas, ou mais.
Nas fotos abaixo mostro o exemplo do lote PSN_0023, onde são apenas 2 fitas. 
Antes do Python processar.






















Depois do processamento do Python.






Então eu editava essas duas fitas no Pro Tools e exportava, colocando já quem era fita 01 e 02, e quem era lado A e B.
Depois disso, é só colocar a pasta dentro da pasta ENTRADA e clicar para iniciar o processamento.
Nesse caso agora das fitas, o título da pasta que eu colocar lá dentro de ENTRADA não vai interferir nas nomenclaturas finais. O programa agora repete a nomenclatura que está na audio file, só colocando o termo no final, depois de processar.
MP3 para o áudio convertido, N para o áudio normalizado e CLIP para o áudio de 30 segundos.
Para facilitar o reconhecimento visual, já coloco o nome na pasta de acordo com o lote em questão.
(Obs: Quando eu uso o termo em inglês "audio file", não tem acento no áudio, viu?
Antes que meu Amigo Carlinhos Borges venha me corrigir, como fez com "apostilha").
O Python trabalhando.
Bem...
O uso do EF está à todo vapor lá na Fundaj. E vai ser assim até o final.
Eliminou o movimento repetitivo, que é comum nessas edições.
Obrigado mais uma vez Kiko pelo interesse em tornar mais leve o meu trabalho de edição, e pela intermediação com João.
Espero que eu tenha explicado direito esse caso, pois não é muito fácil fazer isso usando palavras, mas eu não vou migrar para o vídeo, pois não tenho paciência para filmar e editar.
E numa das últimas vezes que usei uma câmera pra filmar um trabalho, levei um "esporro" do guitarrista e amigo Paulo Rafael. E com toda a razão! (risos)
Vou colocar abaixo dois vídeos que estão no meu canal do YouTube. 
O primeiro mostrando o processo de higienização das fitas K7, e o segundo mostrando o Python em ação.


E só para finalizar, ratificando...
Não. Eu não tenho medo que a tecnologia me substitua. Pode substituir um dia? Pode.
Mas até lá, vou usá-la sem receio para ajudar nos meus trabalhos. Sempre!
Um abraço a todos.

sábado, 10 de julho de 2021

Mudança de Palco 119 - Clive Davis.


Olá pessoal.
Ontem aqui em casa, mais uma vez teve sessão de filmes na Netflix. Vi dois documentários.
Um que eu já tinha visto, e é muito legal, mas vim aqui falar do segundo que vi logo após, que foi dica do meu Amigo Rogério (PA de Alceu Valença).
Ele já tinha me falado desse documentário na semana passada, mas tá difícil eu ver algo durante a semana, pois estou acordando muito cedo.
Ontem aproveitei o vinho e fui na Netflix.
Esse documentário mostra a trajetória de Clive Davis, um produtor/diretor (ou seria diretor/produtor?) que começou sua carreira na música dos EUA no final dos anos 60.
Mesmo sendo chamado de "tirano" pelo Ed Motta, num comentário que ele fez na internet, falando que não conseguiu ver até o final, achei muito legal o documentário, e resolvi indicar aqui.
Não sou artista, e realmente o ponto de vista entre eu e Ed deve ser completamente diferente, né?
O título original é: The Soundtrack of Our Lives (A trilha sonora de nossas vidas).
Muito melhor que o título colocado na nossa língua, não acham?





Deixando de lado essas traduções, vim aqui deixar essa dica de um bom "filme" para ver, principalmente para quem trabalha com shows e eventos.
Falei bom filme porque o documentário é tão bem montado, que parece um filme normal.
A Netflix tá craque nisso.
Com certeza, você vai notar que muita música e/ou artista que você gosta, apareceu por causa do Clive Davis. Ele ajudou na trilha sonora da sua vida, você vai ver.
Por isso que o título original tem muito mais a ver com o documentário, do que o fraquinho "Nosso Ritmo".
Já indiquei outro documentário sobre (quase) o mesmo assunto numa postagem bem anterior, que foi o de Quincy Jones.
O Quincy está mais para produtor musical (genial, para ser mais justo), e o Clive está mais para diretor de gravadora.
Mas ele interferia na criação dos artistas, por isso a "revolta" do Ed Motta.

Os dois estão vivos ainda, viu?
E se você não viu ainda o de Quincy Jones (Netflix), veja, pois é espetacular.

Na minha opinião, não dá para comparar Quincy com Clive, pois o primeiro é um Gênio, mas fico com a frase que um concorrente dele de outra gravadora falou no documentário: "Certamente, qualquer um que fosse capaz de vender milhões de álbuns de um guitarrista de rock de 50 anos que não cantava nada, ganharia minha eterna admiração".
Não é uma verdade?
Esse guitarrista em questão era Santana.
Um abraço a todos.