sábado, 18 de fevereiro de 2012

Mudança de Palco 042 - Última farrinha antes do carnaval.

Como não vamos ter tempo para farrinhas no carnaval porque trabalhamos, resolvemos fazer um grito de carnaval aqui em casa ontem.
Eu, André Julião (acordeom) e Roberto Riegert (iluminador) nos juntamos aqui para tomar umas garrafas de Travessia.
O acompanhamento?
Kit Habib's.
Bolinho de bacalhau, kibe e esfiha.
Para descontrair, foi criado o Bloco Os Idosos Buchudos...
Os três participantes do bloco estão alguns quilinhos fora do peso!


A farrinha foi boa!

Ensaios...

Lula Queiroga
Participei de alguns ensaios na semana passada.
São 3 shows que nunca fiz.
Paulo Rafael, Lula Queiroga e Mônica Feijó.
Já fiz o trabalho com Paulo Rafael no dia 16. Fiz o monitor.
Teve até participação de Pepeu Gomes.
No dia 20 faço o som do PA de Lula Queiroga e no dia 21 faço o som do PA de Mônica Feijó.
Os outros 3 shows deste carnaval vai ser com Silvério Pessoa.

Paulo Rafael
Estou aguardando aqui a hora de sair para o primeiro show de Silvério Pessoa na Várzea, bairro do Recife.

Paulo Rafael & Pepeu Gomes
O carnaval vai ser embaixo de chuva, pelo que estou vendo.
Espero que nenhum palco se desmanche com a água, pois isso acaba em "caso fortuito".
Quem não sabe o que é isso, use a busca do Blog que tem texto falando sobre isso num carnaval que passou.
Um bom carnaval para todos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Show de Silvério Pessoa no Clube Internacional – Amigos, amigos... Negócios à parte.


Olá pessoal.
Nem vou me estender neste texto.
O carnaval começou e está faltando técnico de áudio aqui em Recife para fazer os shows.
Só fica parado sem trabalho quem quer.
Teve gente reclamando que eu não estava atualizando o Blog, mas expliquei que o mesmo está atualizado! Não trabalhei em nenhum show ou evento em janeiro!
Vou me mudar mais uma vez. Vou morar perto da praia... Mas sobre isso falo numa outra oportunidade, porque hoje quero ser breve.
Cheguei ao local do show pela manhã na hora marcada para ligar as nossas coisas e fazer o sound check.
Estava tudo atrasado e voltei para casa com um novo horário para retornar.
O som que estava lá era da empresa nova do meu Amigo Normando (PA Áudio). Não sei ainda direito qual vai ser o nome desta nova empresa.
Infelizmente a PA Áudio se dissolveu e cada um dos meus três Amigos (Normando, Rogério e Mário Jorge) vão seguir caminhos diferentes.
Boa sorte aos três é o meu desejo.

 
Normando colocou o line array AERO28 da DAS mais caixas de subgraves da FZ. De cara eu já sabia que não teria problemas com o som. Com certeza aquele sistema cobriria sem nenhum problema toda a área do show.
Meu único problema foi saber que a mesa para fazer o som do PA seria a LS9 da Yamaha.
Falei com Normando por telefone, agora não como Amigo, mas como técnico do artista e ele como dono da empresa.
Pedi para trocar a mesa pela que estava no palco, que era uma M7CL também da Yamaha, mas que tinha a função DCA (nas mesas analógicas é chamado de VCA).
A LS9 não possui DCA.
Não tou com tempo hoje para explicar aos leigos o que seria VCA ou DCA. Procurem no Blog que eu tenho quase certeza que já expliquei o que seria isso.

 
Se eu faria o show com a mesa LS9? 
Faria pela amizade que tenho com Normando, mas não faria satisfeito. Deixaria claro que estava fazendo só porque ele é meu Amigo, mas numa situação normal com outra empresa a troca teria que ser feita de todo jeito.
Ele notou isso principalmente quando falei que no documento que foi enviado com nossas necessidades para o show não tinha o nome da mesa LS9 nas opções de mesas que eu peço.
Ele nem tentou mais me convencer, vestiu a camisa de dono da empresa e fez a troca das mesas.
Ah! Quem trabalhou com a LS9 no palco foi ele, que é o técnico de monitor de Silvério Pessoa.
Meio confuso tudo isso, não é? (risos)
Amigos, amigos... Negócios à parte!

 
Eu já tinha feito um trabalho no Clube Internacional, mas foi fazendo monitor.
Me assustei ao notar que a acústica lá na frente não era das melhores. Muita reverberação.
O sound check foi tranquilo, só esta questão da reverberação excessiva me incomodou. Fica ruim de definir o som dos instrumentos na mixagem, tudo fica um pouco “emboloado” (confuso).
Como não inventaram uma ferramenta eletrônica para diminuir a reverberação num ambiente, me dei por satisfeito com o sound check e encerramos.
Existem ferramentas para diminuir ou controlar a reverberação de um ambiente. Materiais que são incorporados à construção que servem para rebater, difundir ou absorver as frequências sonoras. O nome disso é tratamento acústico. No Clube Internacional não notei nenhum tratamento acústico, era simplesmente um salão com piso de madeira e um teto bastante alto.
Fui para casa pensando na “tese” que com o salão cheio de gente este problema iria diminuir.
E diminuiu. Apenas diminuiu. Os corpos dos foliões servem como absorventes (não íntimos).
Mesmo ainda contando com a reverberação exagerada do ambiente, o som ficou bem mais claro do que foi no sound check.
Logicamente usei muito pouco dos efeitos eletrônicos de reverberação que eu normalmente uso nos shows em ambientes “normais”.

 
Foram duas horas de show!
Mas estava tudo tão certinho lá na frente que nem senti direito este tempo passar.
O público interagiu durante todo o show.
Cheguei a me arrepiar de emoção em determinadas horas de interação entre o público e o artista (isso inclui a banda também).
Nessas horas percebo o quanto eu faço parte do show. Me sinto como um tradutor, um mensageiro, sei lá... Traduzo ou levo a mensagem que o artista quer passar para as pessoas.
Considero-me uma ferramenta para fazer esta ligação artista/público.
Considero-me importante nestas horas, e isso é muito bom e gratificante!
No final do show, peguei uma das garrafas de vinho Concha y Toro que estava no camarim e fui para casa comemorar com André (acordeom e divide o apartamento comigo).
Um abraço a todos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mudança de Palco (Especial) - 19 de janeiro de 1966.



19 de janeiro de 2012.
Cheguei aos 46!
Que eu continue com a mesma determinação de sempre querer evoluir nestes anos que estão vindo.
Que eu continue achando que ser honesto vale a pena.
Que eu continue não desejando mal a ninguém (do bem).
Que eu continue achando que ajudar as pessoas vale a pena, mesmo achando que não vou para o céu por causa disso e nem vou receber nada em dobro também.
Que eu continue sendo o que sempre fui, e que eu consiga chegar aos 47, 48, 49, meio século...
O ano novo, para mim, começa agora e não no dia 01 de janeiro.
Que meu Filho sinta orgulho de ser meu Filho, como eu sinto orgulho de ser o pai dele.
Obrigado a todos que me entenderam (ou me aguentaram) até hoje.
E se fiz mal a alguém (do bem) nestes anos, pode ter certeza que não era esta minha intenção.
Um abraço a todos.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Trabalhos em dezembro – (Quase) Nada a declarar.

Olá pessoal.
Sexta-feira... Resolvi não sair de casa (pra variar).
Sexta-feira 13! Lembrei agora. Não tenho nenhuma superstição. Passo embaixo de escadas, deixo a sandália virada, nenhum número me diz nada a não ser o valor numérico de alguma coisa. Branco no réveillon? Tanto faz. É até difícil eu usar branco nos meus dias porque suja muito.
Abri meu Travessia, cortei uns salaminhos e peguei umas azeitonas. Não tem queijo parmesão hoje! Vou escrever este texto, que espero que seja breve, e depois vou ver um filminho comendo pipoca. Ontem dei boas risadas com o filme nacional Cilada.Com, quero ver se acerto novamente num filme legal. Tenho muitos ainda no meu HD externo.
Voltei da Europa no final de novembro.
Ainda fiz três trabalhos em dezembro, mas em nenhum deles eu consegui tirar fotos.
Puxei pela memória aqui para ver se tinha algo que eu poderia falar destes três trabalhos e nem pude ver as fotos para ajudar.

 
A única novidade foi fazer o som do PA de um show de Naná Vasconcelos.
Foi a primeira vez que fiz isso.
Eu já tinha feito o monitor deste artista há muitos anos atrás.
Fui convidado para substituir meu Amigo Normando, que é quem normalmente trabalha com Naná.
O show aconteceu em João Pessoa. Ahhh, João Pessoa... Quase vou morar lá anos atrás, procurei até apartamento para alugar. Quem sabe um dia ainda faço isso.
Este show de Naná Vasconcelos em João Pessoa seria com o violoncelista (entre outras especialidades) Lui Coimbra.
Canta muito o rapaz, me impressionou.


Chegamos à cidade um dia antes do show.
Fui com meu Amigo iluminador Roberto Riegert no local do show neste dia em que chegamos para ver a estrutura do evento.
O nome do evento era Festival Música do Mundo.
Muito legal o evento. Na praia, aberto ao público e tendo a música instrumental como foco principal. Muito bom.
Palco grande, som grande!
Nomes como: Marcel Powell, Grupo Uakti, Renato Borghetti, Toninho Horta, Wagner Tiso, entre outros.
E deu gente? Nos dois dias que eu fui, deu sim, e muita!
O equipamento de som (acredito que a luz também) era da empresa Brilha Som, que se não me falha a memória, é de Campina Grande.
Equipamento legal, sistema AERO28 da Espanhola DAS... Acho que eram 12 caixas por lado. Nem lembro quantas caixas de subgraves tinha, mas vi que era mais do que eu precisaria para fazer o show de Naná Vasconcelos e Lui Coimbra.
Mesa digital M7CL da Yamaha no PA e no monitor.
O sound check foi muito tranquilo.
Neste show de Naná com Lui são menos de 15 canais ao todo!
Minha preocupação maior era com o monitor porque era só eu para fazer o trabalho, como foi na Europa. Tinha que torcer para o técnico da empresa “acertar a mão” no palco.
Foi muito rápido a passagem de som. Deu tempo de voltar ao hotel para aguardar a hora do show.
Como tinham três shows por noite, o equipamento de Naná e Lui foram desmontados, mas nada foi desconectado.
Só tivemos um probleminha antes de começar o show no setup de Lui Coimbra que perdeu as configurações.
Vou tentar ser breve para explicar este setup.
Lui, além do violoncelo, toca violão, rabeca, e solta uma base eletrônica.
Todos os instrumentos entram na placa de áudio dele, onde ele processa os sinais e acrescenta efeitos dentro do laptop.
Normalmente ele envia tudo para duas saídas da placa (L/R) e este sinal vai para o som do PA e monitor.
Pedi para ele separar pelo menos o sinal do violão e da base eletrônica, para eu ter separado estes canais lá na frente, pois queria ter uma liberdade maior para equalizar o violão e para aumentar ou baixar o nível da base eletrônica.
Ele fez isso. Mudou as configurações que ele normalmente usa.
Quando ele ligou o laptop, estas configurações que foram modificadas no sound check não vieram como ele tinha deixado.
Por isso, esperamos um tempinho para ele reorganizar as configurações novamente.
Fora isto, foi tudo ok.
Achei muito legal o resultado do meu trabalho.
O som do violoncelo já chegava muito bem e com efeitos (delay e reverber).
Só mexi um pouco na equalização.
Vi um vídeo deste show dois dias antes em casa para ter uma ideia de como era a “coisa”.
Me ajudou bastante.
É coisa simples como esta, de ver um vídeo do show, que pode fazer a diferença num trabalho. Eu não fui fazer o trabalho “nas escuras”.
Tudo bem... O equipamento de som era bom... Os microfones eram bons... Os instrumentos eram bons... Os músicos, nem se fala!
Facilitou, eu sei disso.
Mas nem eu tinha muita certeza de que seria tão bom porque nunca tinha feito.
Todos ficaram satisfeitos e é isso que importa.
Teve até jantar depois na orla para comemorar o bom trabalho.
Moqueca de peixe e vinho!!!! Tomei o meu velho Reservado da Concha y Toro.
Como eu sei que todos ficaram satisfeitos? Como eu sei que os músicos que estavam no palco ficaram satisfeitos com o som da frente se eles não escutam o som da frente?
É aí que entram os familiares e amigos dos músicos. Muitos destes amigos dos músicos são músicos também.
Estas pessoas são os ouvidos dos músicos que estão no palco.
A esposa de Naná estava ao lado da house mix durante todo o show. Ela deve ter dado a opinião dela para o marido.
Isso acontece também com vários artistas.
A esposa de Tom Zé é quem dava a palavra final para encerrar o sound check. Foi assim em vários shows que trabalhei com ele no FITO.
É uma faca de dois gumes!
O problema é que, dependendo do “nível” do amigo ou familiar do artista, uma única opinião pode fazer você perder o emprego!
Me assustava com estes “testes” alguns anos atrás.
Com o tempo este incômodo foi diminuindo.
E vai diminuindo cada vez que você confia mais no seu trabalho e conhece mais os seus limites.
Um conselho?
Quem sou eu pra dar conselho, mas...
Tente sempre ultrapassar os limites. Com isso vamos tendo mais confiança no nosso trabalho.
Não era nem para eu falar o que vou falar agora, porque fiz o contrário várias vezes, mas quem tem que decidir é você.
Não tente ultrapassar os limites durante um trabalho (um show, uma turnê, etc), tente aprender antes.
Um abraço a todos.