terça-feira, 22 de março de 2022

Corredor 5 - Pra quem quer ouvir histórias dos bastidores da nossa música.

 

Corredor 5 no YouTube. (Clique na imagem para ampliar)
Olá pessoal.
Eu adoro "causos".
De qualquer área, de qualquer profissão.
Mas como vivo do áudio, do som, dos shows e eventos, gosto mais ainda quando esses causos são sobre essa área.
Muitos amigos me perguntavam como foi o show, e ficavam impressionados quando eu contava o que tinha acontecido antes do show ou evento.
Foi por essa curiosidade dos amigos que criei esse Blog.
Que nem começou aqui. Comecei escrevendo para o blog de Silvério Pessoa, para falar dos trabalhos que eu fazia com ele, mas depois resolvi criar meu próprio espaço, onde eu falaria de todos os meus trabalhos, ou de qualquer outra coisa que me desse vontade.
E estou aqui escrevendo desde 2008.
Eu queria passar para as pessoas "normais" o que se passava por trás de um show ou evento.
Quem está "de fora" não imagina o que acontece, e muitas vezes julgam alguma atitude de algum artista, sem nem ter ideia do que o levou a tal atitude.
Julgar alguém ou alguma coisa na internet é muito fácil, né? 
Nem lembro como cheguei nesse canal no YouTube chamado Corredor 5, capitaneado por Clemente Magalhães, ou simplesmente Clê.
Só sei que estou sempre dando uma olhada nas entrevistas... Bate-papo seria o termo mais correto.
Acabei de ver 2h de conversa com Oswaldo Montenegro. Achei muito bom!
Uma boa parte dos amigos pra quem eu indiquei essa conversa torceram o nariz, falando que não curtiam o Oswaldo. Mas mesmo assim pedi para tentarem ver...
Realmente pra mim foi mais fácil, porque não tenho nada contra o Montenegro, muito pelo contrário, gosto de várias de suas canções.
Legal foi ver como foi o caminho dele, que muitos não tem a menor ideia, inclusive eu.
Fora essa conversa, já vi várias outras! 
E parei no meio de algumas (poucas). Normal. Tem conversa que não rende.
Mas na grande maioria das vezes, vejo até o final, e fico maravilhado com as histórias.
Michael Sullivan foi uma dessas!!!
Tem para todos os gostos!!!!
Olhem, que não tenho ligação alguma com o Sullivan, mas a conversa não deixou de ser massa!!!!


Artistas para todos os gostos. (Clique na imagem para ampliar)

Fui dar uma olhada na descrição do canal, e como esse meu Blog aqui, tem "Bastidores" no meio. Não tinha como fugir desse termo.

Corredor 5 - Os bastidores do meio Artístico. (Clique na imagem para ampliar)

Fica aqui minha dica.
Quem quiser testar, pra ver se gosta como estou gostando, clique no link do canal:
Um abraço a todos.
PS: A todos. Independente do gosto musical.

quinta-feira, 17 de março de 2022

Lei Aldir Blanc (LAB) para os técnicos - Funcionou?

 

Olá pessoal.
Mais uma vez o projeto desse Blog foi aprovado num edital.
O anterior foi pela LAB-Pernambuco.
Agora foi por Recife, Edital Recife Virado, que não é pela LAB, e sim por um Fundo Cultural da prefeitura.
Legal a iniciativa.
Tou me sentindo até importante!
Ou seria "útil para minha área" o termo correto?
Sempre achei que poderia ajudar alguém com esses meus textos, e se não pensasse assim, já tinha parado de escrever, e não teria chegado a 821 postagens. Essa aqui é a número 822.
Pelo contador atual, já passa de 263 mil visualizações de páginas, e se não fosse por um erro meu, onde apaguei sem querer o contador anterior, com certeza este número estaria nos 300 mil, ou bem pertinho, tanto para menos quanto para mais.
Em comparação aos "Reis Das Redes Sociais e YouTubers", esse meu número é bem pequeno, mas para mim, é bastante expressivo.
Mas não vim aqui hoje falar do Blog, e sim dos editais da LAB (PE e Recife) que contemplaram minha classe nessa pandemia.
A classe a que eu me refiro é a técnica, e não a artística.
Artista é uma coisa, técnico é outra.
Pois bem...

Vinícius Aquino falando sobre RF (Rádio Frequência).

Não é segredo para ninguém, que o pessoal de eventos (isso abrange váááááááááááááááááááárias profissões), foi o mais prejudicado nessa pandemia.
Até o dia de hoje ainda temos várias restrições para trabalhar, enquanto todos os outros profissionais estão em pleno exercício de suas funções.
Não tenho ideia de onde eu teria ido parar se não tivesse feito o trabalho de digitalização do acervo da FUNDAJ pelo Estúdio Onomatopeia.
Como falei em texto anterior aqui, o trabalho pelo estúdio foi quem me salvou em 2021.
Esse trabalho deve acabar nesse mês, quando eu volto a ser 100% Freelancer.
E nessa agonia de pandemia, os auxílios emergenciais tiveram uma importância absurda, principalmente para o pessoal que trabalha com shows e eventos.
No meu caso, não consegui o auxílio do governo e nem o auxílio da primeira LAB-PE, pelo mesmo motivo: Valor declarado do IR (Imposto de Renda) acima do valor estipulado.
Nos dois casos, achei um ABSURDO essa condição.
Mas... Não teve jeito, não recebi.
Segui me virando com outros auxílios, inclusive um dos EUA, da Crew Nation, onde recebi 1000 dólares, que deu uns 5000 reais. E só precisei mostrar que eu trabalhava na área de shows ao vivo! Só!
Ahhh... Recebi um auxílio também da Amazon Prime, por ter participado de uma produção audiovisual para TV. Gravei o áudio do Sitcom Tá Puxado, produzido aqui em Recife, que passou no SBT. Só UM trabalho que fiz! Mostrei que tinha feito, e recebi rapidinho.
Nesses dois auxílios que falei agora, tive menos trabalho para receber, do que nos auxílios que me inscrevi aqui da prefeitura e governo.
Tudo bem, tudo bem... Eu sei, eu sei... Nesses dois auxílios que recebi mais rápido e fácil, não tinha dinheiro público no meio, eu sei. Mas acho que mesmo assim não justifica. Os editais são muito burocráticos ainda! Será que não dá para fazer uma coisa segura e prática ao mesmo tempo?
Enquanto isso... Minha Tia e também minha Irmã me ajudavam em 2020 a pagar água, luz e condomínio...
Fui ajudar um amigo na lanchonete dele, onde eu conseguia uma ajuda também. Passei mais de cinco meses lá, se não me engano. Só saí para fazer o trabalho na FUNDAJ.
Uber eu nem podia fazer, pois estou sem carro, e nem sei se compro outro mais na frente.
Acredito que já comentei sobre todos esses casos aqui no Blog.
Mesmo desanimado com a exclusão no auxílio do governo, e no auxílio da LAB 1-PE, continuei me inscrevendo em alguns editais, com ajuda de Janaísa Cardoso.
Sou muito ruim para esse serviço.
Sem contar que até hoje esses editais não são nada intuitivos...
Já comparei até com a prova do Detran-PE, onde as perguntas são formuladas de um jeito, que  induz ao erro.
Pelo menos quando fui fazer essa prova no Detran era assim. Não sei como está hoje.
Pois bem (2)...
Adriano Leão falando sobre áudio básico.

Janaísa conseguiu me convencer a inscrever um projeto do Blog num edital da LAB 1 pelo Governo de Pernambuco.
Nunca passou pela minha cabeça fazer isso.
No começo achei que não iriam dar atenção a um blog. Mas...
E o que eu tinha à perder? Nada. 
Janaísa montou o projeto, e inscreveu ele no edital de "Fruição".
Nunca tinha ouvido falar dessa palavra, que quer dizer: Ação de aproveitar ou usufruir de alguma oportunidade.
Resumindo...
O projeto foi contemplado!!!
Com isso consegui dar uma respirada.
Mas uma respirada de leve, pois continuo lembrando que minha salvação nessa pandemia foi o trabalho pelo Onomatopeia na FUNDAJ!!!!!
Nesse projeto do Blog aprovado no edital de fruição, eu tive que escrever 4 textos por mês, durante 3 meses.
Não foi muito calmo esse processo, porque não escrevo por encomenda. Escrevo basicamente sobre os trabalhos que eu faço, e na pandemia esses trabalhos foram raros!
Mas segui em frente. 
A ajuda da LAB 1 PE foi bem-vinda, com certeza.
Aí surgiu um novo edital da LAB 1 PE, que seria uma premiação direcionada aos técnicos que comprovassem seu tempo de serviço na área cultural.
Como era uma premiação, a questão do imposto de renda e contemplação em editais anteriores da LAB não seriam levadas em consideração para impedir essa premiação.
Me inscrevi novamente.
Esse edital de premiação foi conseguido principalmente por causa da ação de alguns colegas e amigos que trabalham atualmente no Governo, e conhecem as necessidades da classe técnica.
Esse conhecimento é porque eles são técnicos também, ou convivem diretamente com esses profissionais.
Roze foi uma dessas pessoas, que levou essas necessidades para o governo, gerando essa premiação, e ainda ajudou muita gente num grupo ao qual participo chamado "Técnica PE", tirando as dúvidas de como fazer a inscrição para o edital.
Fui contemplado com essa premiação!
Muitos outros técnicos também!!!
Já começou a melhorar, porque a classe técnica começou a ser enxergada, pois antes essa visão estava em cima apenas dos artistas!
No áudio desde 1987, achei muito justo eu conseguir esse prêmio, diga-se de passagem.
Aí veio a LAB 2.
Carlinhos Borges falando sobre protocolos de conexões digitais.

Tou tentando lembrar agora aqui onde me inscrevi na LAB 2...
Ahhh! Me inscrevi no edital LAB 2 PE de aquisição de bens, tentando melhorar meu setup profissional, onde solicitei monitores profissionais, gravador portátil, entre outras coisas.
Mas como eu havia sido contemplado em editais anteriores da LAB (Blog e Técnico), minha inscrição no edital de bens nem foi analisada.
Mesmo sendo um edital para um outro auxílio, totalmente diferente dos que fui contemplado anteriormente, achei muito mais justo do que injusto essa condição que me excluiu.
Continuei seguindo em frente (como sempre diz meu Amigo Silvério Pessoa), mais tranquilo por causa do trabalho contínuo na FUNDAJ.
Mesmo assim... Em 2020 estourei minha conta no banco que abri em 1990, e estourei um cartão de crédito.
Perdi o plano de saúde, que só estava segurando porque estava pagando com o cartão, e assim foi surgindo a bola de neve...
Mais na frente quito esses débitos.
Aí Janaísa falou que iria inscrever o Blog noutro edital.
De novo??? Perguntei.
Aí ela explicou que agora seria pela Prefeitura do Recife e não tinha nada a ver com a LAB.
Tá... Não vou perder nada com isso, né? O máximo que pode acontecer é o projeto não ser contemplado.
Mas foi!
E estou aqui escrevendo esse primeiro texto.
Agora serão apenas 2 textos por mês, durante 3 meses.
Foi a única coisa que pedi para Janaísa. Diminuição da quantidade de textos.
Ainda é muito difícil eu escrever 1 texto por semana durante 3 meses.
Prefiro não fazer.
Quantidade de textos diminuídos, ok. Vamos nessa!
Vamos para o assunto principal que eu tinha escolhido para esse texto.
Me perdoem pela introdução, que eu achava que seria breve, mas sempre me empolgo.
Surgiu outra inscrição por Recife, agora pela LAB 2.
Mas eu não estava me inscrevendo. Outras pessoas fizeram essa inscrição no Edital Sérgio Valença Pezão de Formação Técnica - LAB.
Já falei de Pezão aqui no Blog várias vezes. Um grande amigo que conheci na área de eventos. Já foi iluminador de Alceu Valença, e viveu de shows e eventos até o dia de sua morte. Querido por todos que fazem parte da classe artística/técnica/eventos.
E que sempre lutou por uma formação técnica aqui em Recife, para melhorar o nível profissional.
O sonho dele era transformar o prédio famoso da Torre Malakoff aqui no Recife, construído entre 1853 e 1855, numa escola técnica para profissionais de eventos!
Adquirir, passar, trocar conhecimentos! Esse era o lema dele. Melhorar sempre o nível técnico dos eventos.
No centro, a Torre Malakoff. Foto by @andre_fbf.

Grande Pezão... Acho que essa homenagem deveria ter sido feita com ele vivo, mas...
Antes tarde do que nunca, né?
Quando me explicaram como seria esse edital com o nome de Pezão, vi que era a cara dele!
E vi também que era muito diferente dos editais anteriores.
Vou tentar resumir como foi o edital.
Gera Vieira falando sobre alinhamento de sistemas de sonorização.

Quem fosse contemplado, teria que montar um curso, onde participariam 20 profissionais, que receberiam uma bolsa de R$ 5000,00 para participar desses cursos.
Foram 15 pessoas/empresas contempladas nesse edital, onde cada um recebeu uma quantia (acho que foi 150 mil - pra mim não é relevante), onde 100 mil reais era para pagar os bolsistas, e o restante era para a pessoa montar os cursos, pagar os professores etc.
Achei espetacular o edital.
Um auxílio financeiro (EXCLUSIVO!) para os técnicos, onde a única coisa que eles deveriam fazer, era participar das aulas. Ou seja... Adquirir conhecimentos. Reciclar.
Vou fazer questão de colocar os 15 cursos contemplados aqui no texto para vocês terem uma ideia da dimensão da coisa:

01 - Curso formação de audiodescritores para museus.
02 - Práticas e saberes em iluminação e fotografia.
03 - Curso de roadie e direção de palco.
04 - Qualificação profissional em processos fonográficos para técnicos de som que sejam integrantes de grupos tradicionais de cultura popular do Recife.
05 - Curso das artes técnicas integradas (som, luz e produção).
06 - Feminismo e audiovisual para reinventar o audiovisual - Desenvolvimento de roteiro, direção, direção de fotografia, som direto, montagem.
07 - Oficina de produção de curtas.
08 - Reciclagem de conhecimento técnico em áudio com foco nas tecnologias digitais.
09 - Oficina de som direto.
10 - Oficina de luz e NR35 para técnicos das artes circenses.
11 - Palco escola técnicas de sonorização para shows.
12 - Produção fonográfica, produção musical / Brega.
13 - Projete sua estratégia - Ferramentas do design, artesanato, design e moda.
14 - Treinamento em painel de LED.
15 - O Recife qualifica cultural - Módulo Samba (Produção, captação para projetos, design, adereços e fantasias, afinação de instrumentos de percussão, percussão, cabrocha e mestre sala, alegorias).

Gostaram?
Eu achei massa!!!!!
Fazendo uma conta rápida, 20x15=300.
Como me falaram que teve curso que contemplou mais de 20 bolsistas, podemos afirmar que mais de 300 profissionais foram beneficiados.
Nem tou contando com os palestrantes/professores...
A cara de Pezão, e um edital muito bem elaborado, abrangendo várias áreas de shows e eventos!
Mais uma vez, a participação de colegas e amigos técnicos, agora na prefeitura (Sávio, Ricardo Cruz etc), possibilitou tal visão para os gestores.
Começaram a nos enxergar?
Acho que sim.

Equipamento usado para rastrear sinais de RF.

E essa participação de pessoas ligadas a nossa área nas gestões da prefeitura e/ou governo é importantíssima! Não só para os profissionais de shows e eventos, viu? Para os gestores também!!!
Eu participei do curso 08 (Reciclagem de conhecimento técnico em áudio), montado pelo Estúdio Carranca.
Foram 4 aulas virtuais pelo Zoom, com os temas:
1- Áudio básico (Adriano Leão), 2- Rádio frequência (Vinícius Aquino), 3- Protocolos de conexões digitais (Carlinhos Borges) e 4- Alinhamento de sistemas de sonorização (Gera Vieira).
Essas aulas virtuais eram pra ter somente 1h de duração, mas em todas a gente passou de duas horas (ou até mais) de trocas de informações.
Depois disso, tivemos as aulas práticas. Dois dias no galpão da empresa Luminário.
Das 8h às 17h, sendo um período do dia para cada tema.

A "galera" do áudio.

No final do último dia, conversando com Gera, um dos palestrantes, falei que a gente precisava mais disso, mesmo sem receber para participar.
Acredito que todos os 20 profissionais que participaram do "evento", incluindo também os que montaram o projeto, saíram bastante satisfeitos com o resultado.
Sempre bato muito em prefeitura e governo quando o assunto é shows e eventos. Na maioria das vezes tenho motivos fortes para isso.
Demora no pagamento dos cachês, horários dos shows dos artistas locais nos eventos, artistas locais que não tem direito de hotel em festivais em outras cidades, tendo que voltar pra Recife depois dos shows etc, etc, etc...
Discordei recentemente desses mesmos colegas que estão na prefeitura, quando mostraram um edital onde seriam contemplados APENAS os técnicos que foram contratados pela prefeitura para os polos oficiais do Carnaval do Recife em 2019/2020.
Acho que deveria ser igual como foi feito o edital da LAB PE, onde todos os técnicos puderam participar. Poderiam abranger mais profissionais. Mas... Apenas uma opinião pessoal.
Pra finalizar, vou usar a frase famosa: "Dai a César o que é de César".
Achei um "primor" esse edital dos cursos pela LAB da Prefeitura do Recife.

Parabéns a todos os envolvidos.
Não ouvi falar de coisa igual nos meus grupos de áudio que incluem técnicos de todo o país.
Ahhhh! Para dar sentido ao título dessa postagem, vou dar minha opinião.
Pelo meu ponto de vista do geral, eu conseguindo ou não ser contemplado nos editais, eu concordando ou não com os colegas e amigos da prefeitura e governo, acho que a LAB (Lei Aldir Blanc) aqui em Recife funcionou.
Mesmo eu só recebendo os outros 50% desse projeto aqui do Blog só depois de 3 meses, que complica quando estamos falando de auxílio emergencial, no geral continuo achando que funcionou bem.
Usarei mais uma frase, que eu vi numa postagem do meu amigo Thadeu, técnico de Caruaru, filho do grande músico Camarão. Não vou usar as palavras iguais porque não lembro, mas dizia mais ou menos isso:
"O melhor auxílio que podemos ter, é poder trabalhar".
Penso do mesmo jeito.
Não está nos meus planos viver de auxílios.
Mas a LAB deu para mostrar para prefeitura e governo nessa pandemia, que dá para fazer projetos interessantíssimos, como esse edital dos cursos.
Lembram do prédio da Torre Malakoff que Pezão falou?
Pois é...
Que venham outros editais e projetos iguais, e sem ser para auxiliar algum profissional que não pode trabalhar, e sim para melhorar o nível dos nossos profissionais e eventos, como queria nosso Amigo Big Foot.
Por que não usar FUNCULTURA ou Lei Rouanet para financiar editais como esses que falei aqui? Para os técnicos também, não só para os artistas.
Será que eu estou delirando?
Um abraço a todos.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Os "Cientistas" de Caruaru - Não tem pedestal? A gente resolve!


Olá pessoal.
O projeto do Blog foi aprovado mais uma vez pela LAB (Lei Aldir Blanc), só que agora foi pela Prefeitura do Recife.
Estou aguardando o sinal para começar a escrever os textos, que serão seis. Dois por mês.
Por essa razão dei uma segurada aqui nas postagens, para não correr o risco de não ter assunto para falar, principalmente porque os shows e eventos estão quase parados novamente, e eu escrevo, na maioria das vezes, sobre esses shows e eventos que participo.
Mas hoje não teve como eu segurar a postagem... Depois que vi essa foto publicada pelo meu Amigo Sanfoneiro Pinguço Safado de Caruaru, André Julião!
Isso foi numa farrinha da turma lá em Caruru recentemente, na Budega do Cobra, do meu outro amigo Anselmo, proprietário do (excelente e amado) Bar da Perua!!!!
Essa Budega não é aberta ao público, é para reuniões que Anselmo faz na casa dele, sempre regadas com "água que passarinho não bebe".
Pois bem...
Se reuniram num dia desses, e o sanfoneiro levou as coisinhas dele para puxar um som lá.
Sanfona, mesinha de som de quatro canais, caixinha de som amplificada e o microfone.
Só que o pedestal dele tinha quebrado, e quando ele chegou lá, não tinha pedestal!!!
Como ele iria tocar e cantar sem o pedestal? Um amigo segurando o microfone o tempo todo?
"Bebinho" nenhum merece essa função numa farra, né?
Foi aí que um "Cientista" que estava participando da farrinha teve a excelente ideia!!!!
Visualmente não ficou muito legal, né?
Mas...
Funcionou!!!!!!!!!!
E a cantoria seguiu noite à dentro... (Nem perguntei que horas acabou...)
O ruim só foi ajustar a altura do pedestal improvisado cada vez que mudava o cantor!!!
Mas já estavam anestesiados, e nem ligaram.
Por essas e outras, eu ADORO CARUARU!
Um abraço a todos!

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Lucas & Orquestra dos Prazeres no Teatro do Parque - O prazer foi todo meu.


Olá pessoal.
Ano acabando...
Muito tempo sem escrever...
Mas nesse caso tem um explicação.
Mais uma vez o "projeto" do Blog foi colocado para avaliação num edital da LAB (Lei Aldir Blanc).
Dessa vez foi por Recife, e o projeto anterior foi por Pernambuco.
Falo projeto, mas nem sei se posso usar esse termo. Não é mais um projeto, pois ele já existe desde março de 2008.
Não é uma coisa que eu estou pensando em criar, o que combinaria mais com a palavra projeto, mas...
Resumindo...
Mais uma vez o projeto foi aprovado, e nesse eu terei que escrever, se não me engano, 6 textos em  3 meses. Dois textos por mês. Um a cada quinze dias.
Muito mais tranquilo que o anterior, onde eu tive que escrever 4 textos por mês, durante 3 meses, dando um total de 12 textos. Um texto por semana!!!!!!
Foi tenso! E muito desgastante.
Por que?
Porque eu não costumo escrever por encomenda. O Blog é quase como um diário de bordo, onde comento situações que eu passei no trabalho, misturado com a vida pessoal.
Acredito que uma depende da outra.
Por causa dessa incerteza se o projeto iria ou não ser aprovado, e por eu não gostar muito de escrever por encomenda, segurei alguns textos que eu tinha certeza que iria escrever, como esse aqui do Teatro do Parque, na intenção de "guardar munição".
Mas não é muito legal segurar os textos, pois ficam defasados, já que a maioria deles são de fatos que realmente aconteceram comigo. Por isso resolvi falar desse trabalho, mesmo perdendo um texto para o projeto da LAB, que deve ser iniciado mais à frente. Se demorasse mais, era capaz de nem lembrar mais como foi!
Esse trabalho aconteceu no dia 12 de novembro, e fui salvar meu amigo Bruno Lins, que é o técnico contratado do Teatro do Parque.
Nem coloquei esse trabalho na minha agenda de shows e eventos, pois eu considerei uma ajuda.
Bruno só iria me pagar o Uber e o almoço.

 

Ele tinha uma coisa muito importante para resolver num cartório, e que não poderia ser adiado.
O combinado era eu ir logo cedo, participar com Bruno da montagem e soundcheck de todos que iriam se apresentar naquele dia. E no horário do almoço, ele daria uma escapada até o cartório e eu "segurava a onda" até ele retornar.
O teatro não tem backline. Só disponibiliza o sistema de som, que é fixo, formado por uma mesa TF5 da Yamaha, mais um line array da JBL (incluindo subgraves). Supre muito bem as necessidades do local. 
Fora isso, só tem alguns microfones sem fio tipo bastão, mais alguns microfones tipo headset.
De monitor, só duas caixas amplificadas, mais duas caixas idênticas ao line array, ficando com no máximo 4 vias de monitoração.
Nesse quesito o teatro fica totalmente dependente de um complemento, que tem que ser locado pelo artista que vai se apresentar lá.
Como nada foi alugado para fazer esse complemento na monitorização, tive que me virar com o que tinha.
Conheço Lucas dos Prazeres já faz um bom tempo...
Sabia desse projeto que ele tem, pois me encontrei em alguns palcos pela cidade, mas nunca tinha visto do começo ao fim. Na maioria das vezes, só via um pedacinho do soundchek, ou um pedacinho do início do show, pois tinha que ir para outro trabalho.
Sabia também que essa formação que ele trouxe para o teatro, era bem menor do que a normal.
Foi uma adaptação ao local (não sei se também ao cachê), e ainda bem que ele adaptou, pois com uma formação bem maior, e com o que estava disponível para a monitoração, não iria ficar legal. Muitos músicos não iriam se escutar.
Não tinha muito o que fazer. Uma caixa amplificada ficou para o baterista (Perna), onde eu avisei que não daria pra exigir muito dela, pois não aguentaria uma monitoração pesada, e a outra caixa ficou para Pepê, que iria tocar viola.
As outras duas caixas de monitor, como falei, eram as mesmas do PA, ficaram como uma única via no meio do palco.
Tirando a viola, todos os outros instrumentos eram percussivos.
Antes de começar o soundcheck, Bruno saiu.

À princípio, foi informado que iria ter um técnico de Lucas para operar o som, e eu apenas deveria checar os canais para ver se estava tudo ok.
Chequei tudo rapidamente, só levantando os faders para ver se não tinha ruídos.
E quando vi que esse técnico não iria chegar, solicitei fazer um novo soundcheck, para eu dar ajustes nos canais, pois não tinha feito nada anteriormente.
Deu para passar tudo, mesmo na correria. O som de uma das alfaias não ficou legal, e Lucas decidiu trazer outra na hora do show. 
Hora do almoço.
Bruno chegou depois do almoço, quando estávamos para começar o soundcheck das outras três atrações da noite, que basicamente eram formadas por um DJ e uma cantora.
Só uma dessas atrações tinha uma guitarra além do DJ.
Bruno pegou o iPad e foi para o palco levantar o som nos monitores. Só usamos a via da frente com as duas caixas.
Foi bem rápido essa parte. Mesmos 3 canais para todos (Base estéreo do DJ mais a voz da cantora).
Era só salvar a cena com outro nome e fazer ajustes finos para a outra artista.
Ficamos aguardando pelo começo do evento.
Eu até poderia ir embora pra casa, mas como eu tinha feito todo o soundcheck de Lucas & Orquestra dos Prazeres, achei melhor operar o som do evento todo.
E foi isso que eu fiz.
Faz tanto tempo, que nem lembro a ordem das apresentações.
Só sei que deu tudo certo.
Pequenos ajustes no começo do show de Lucas, incluindo o som da alfaia nova, e seguimos tranquilo com o evento, com Bruno ao meu lado com o iPad, para fazer ajustes nos monitores, casso fosse necessário.
Só tomei dois sustos. Mas sustos bons... Muito bons.
O primeiro foi com a apresentação da cantora/rapper Bione.
Não conhecia.
Encontrei um vídeo do início do show dela no Instagram (https://www.instagram.com/p/CWTs1VmDf7a/)
Corpinho franzino... Pequenininha... Quem não conhece não imagina o que vem.
Letras fortes, decididas, e textos muito bem construídos. 
Achei massa!!!
E o susto maior foi com Lucas & Orquestra dos Prazeres.
Mesmo com só um instrumento de harmonia (viola), o show é muito empolgante.
Quase me transformo em espectador, esquecendo do que eu estava fazendo ali.
Bem que eu poderia parar o texto lá em cima, quando falei que "deu tudo certo", mas aí entra meu lado pessoal, que não consigo separar, e acabo falando como espectador.
Como se eu estivesse numa poltrona no teatro, só vendo os shows.
Eu ainda tenho vários comentários como espectador que eu poderia deixar aqui, mas não é essa a intenção do Blog. Pelo menos, não é a intenção principal.
Nesse trabalho (ou seria ajuda?) fiquei bem satisfeito, tanto profissionalmente, como pessoalmente com a visão de espectador.
Bruno ainda me pagou duas garrafas de Casillero Del Diablo, fora as despesas com o almoço e os translados (pode ser traslados também, viu?).

E para finalizar...
Pensei numa coisa, que falei depois para alguns amigos.
Fiz os últimos shows de Naná Vasconcelos, incluindo as últimas aberturas do Carnaval do Recife.
E nos shows que tive a oportunidade de ver nesses anos, esse show de Lucas & Orquestra, logicamente com uma estrutura maior para o palco gigantesco do Marco Zero, para mim, foi o que mais chegou perto de um show para a abertura do Carnaval do Recife no lugar do saudoso Juvenal.
E para Lucas dos Prazeres e sua Orquestra, só posso dizer uma coisa:
--- O prazer foi todo meu.
Um abraço a todos.

sábado, 16 de outubro de 2021

Alceu Valença participando da Live de Safadão - Comigo, foi a primeira vez.


Olá pessoal.
Faz tanto tempo que isso aconteceu, que nem ia escrever mais. Mas...
Achei por bem deixar aqui registrado, pois foi uma coisa inusitada, pelo menos nos meus trabalhos operando o monitor de Alceu Valença (AV).
Vou ser até breve no texto. Ou tentar, pelo menos.
Esse trabalho aconteceu no dia... Deixa eu olhar na agenda, que nem lembro mais.
19 de junho!!!! Um dia antes do aniversário do meu Filho Raian.
Aconteceu em Campina Grande, na Paraíba.
Seguimos um dia antes para lá, o que não é muito comum nos shows de AV.
Normalmente vamos no mesmo dia, bem cedinho.
Seguimos de Recife até Campina Grande de van, e nesse caminho falei com Paulinho Rafael por mensagem de voz no WhatsApp.
Como na maioria das vezes que nos falamos, essa vez também foi para tirar "sarro" de alguma situação ou caso.
Ele me respondeu, brincando também. Mas como envolve terceiros, infelizmente não posso contar a piada.
Eu já imaginava que dificilmente iria vê-lo no palco novamente tocando, pois sabia da gravidade do problema, mas não achei também que esse contato via WhatsApp seria o último. Mas foi.
Não consegui mais falar com ele, e muito menos vê-lo, pois moro em Recife e ele morava no Rio.
Ficaram as memórias...
Em muitos casos do cotidiano me lembro dele. Principalmente quando estou comendo alguma coisa pesada, como sarapatel, dobradinha, buchada, rabada...
"Gordurame"... 
Já vai comer gordurame, né Titio? Ele sempre falava.
Ele tinha uma aversão grande a esse tipo de comida, mesmo sendo de Caruaru.
Boas lembranças... Pauuuuuuuuuuuuuuuulo Rafaeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeel!!!!
Vamos voltar ao evento, né?
Ajustando com o iPad a monitoração no palco.

Eu já sabia que seria um show de AV, com um tempo menor, dentro da Live de Wesley Safadão (WS).
Não era um show normal, pois nem público tinha, pelo menos na frente do palco. Era uma live, não esqueçam.
Ao lado das mesas de monitores, onde eu estava, tinha um espaço reservado para alguns convidados, que iriam ver as apresentações musicais.
Essas mesas de monitores estavam numa distância de uns 20 metros (!) do palco. 
Ou seja... Eu não via quase nada do que estava acontecendo no palco.
Para amenizar esse problema, colocaram um monitor de TV perto das mesas de monitores, para que pudéssemos ver o que estava acontecendo no palco.
Uma mesa (CL5 da Yamaha) era para a monitoração de WS, e eu tinha uma M7CL, da Yamaha também, para fazer o monitor de AV.
As duas bandas não iriam tocar ao mesmo tempo.
Só WS e Juliette iriam participar do show de Alceu.
Por causa disso, combinei com o técnico de monitor de WS, que na hora de Alceu, ele iria fechar o máster do side e o máster da única via com monitores de chão, que estavam no palco.
O que era pra ser o side, virou um PA montado na frente do palco e virado para o palco!
Alceu não usa in-ear, por isso esses monitores de chão no palco.
Mas que foram usados também pelo técnico de WS.
Ele tinha uma mixagem, um volume, e uma equalização específica dos monitores e do side para o show de WS, e que não iria combinar de jeito nenhum com o show de AV.
Na minha hora, tudo seria diferente. Eu que controlaria esses monitores e side.
Como AV e sua banda teriam que escutar as vozes de WS e Juliette, eu tinha essas duas vozes na minha mesa também.
No detalhe, a CL5 de WS, e lá no fundo, o palco.

E WS e Juliette teriam que ouvir AV e banda.
Para isso, mandei uma mix geral estéreo de Alceu com a banda para a mesa de monitor de WS.
E o técnico enviava esse sinal para os in-ears de WS e Juliette.
Qualquer coisa que o técnico quisesse fazer na mix, podia.
Aumentar, baixar ou cortar qualquer canal. Era totalmente independente.
E assim foi feito.
Não deu muito tempo da gente ensaiar isso não, mas deu tudo certo na hora.
Exceto Alceu, todos os outros estavam usando in-ears. Cantores, apresentadores e músicos.
E a parte inusitada desse trabalho, se refere aos músicos.
Só alguns deles poderiam ficar no palco. Tanto os da banda de WS, quanto os da banda de AV.
Fomos avisados disso, e logicamente, combinamos com a nossa produção para que Alceu fosse avisado também, pois não era muito comum (?) isso nos shows dele.
Nessa outra área armada uns 20 metros de distância do palco, onde estavam as mesas de monitores, colocaram os músicos também.
Bateria, baixo, metais e percussão de WS, e bateria e baixo de AV.
As mesas que normalmente ficam na frente do palco para fazer o som do PA, estavam em outro ambiente, e seriam usadas para fazer a mixagem que iria para a internet.
Mais uma vez, o iPad me ajudou muito no trabalho, principalmente no primeiro dia, onde pude ficar um bom tempo no palco ajustando os monitores, principalmente os de AV.
No dia da live, tive muitos problemas com o sincronismo entre a mesa e o iPad, que caía muito, e acabei deixando-o de lado.
Mesmo indo um dia antes, não foi nada folgado para ajustar as coisas.
Ou então estou muito lento e não percebo.
Minha mesa de monitor. Banda de WS passando o som. A bateria e o baixo de AV ficaram na minha frente.
Como nessa live, AV não iria escutar o som acústico da bateria, como também o som do amplificador do baixo, e o side estava muito longe do palco, e não era mais side, pois estava virado para a boca de cena do palco, fiz uma monitoração bem diferente do que normalmente faço.
Usei muito os monitores de chão, e complementei com o som do fake-side.
No detalhe, as caixas do side viradas para a frente do palco.

Acho que ficou legal, pois o soundcheck foi tranquilo, e depois, já em Recife, fiquei sabendo pelo meu irmão que é o tecladista da banda, que ele tinha achado tudo legal.
Meu Amigo Rogério, que faz o PA, falou até que ele curtiu também não ter a bateria e o baixo no palco!
Falei até lá em cima que não era muito comum isso, seguido por uma interrogação entre parênteses, pois, pelo que me lembro, não fiz nenhum trabalho com AV em que parte da banda não estivesse dentro do palco!
Para muitos artistas, isso deve ser bem comum, pois em muitos vídeos que vejo de shows, não tem músico no palco.
Mas no caso de Alceu Valença, acredito que foi a primeira vez.
Se vai ter outro show assim, eu não sei.
O importante é que deu tudo certo e ele gostou.
E eu consegui fazer um texto breve!!!!!!!
Ahhh! E o mais importante de tudo... Os shows estão voltando!!!!!!
Alceu Valença já fez vários depois desse aqui, inclusive com público.
E eu já fiz outro trabalho com a Maraca Band, num casamento.
Mas aí já é uma outra história...
Um abraço a todos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Paaaaaaaauuuuuulo Raaaaaafaeeeeeeellllll.

 

Paaaaaaaauuuuuulo Raaaaaafaeeeeeeellllll.
Era assim, com essa chamada de narrador de futebol, que eu o cumprimentava no palco, quando ele chegava pra passar o som.
Me dava um abraço, sempre cheiroso, eu dava dois tapinhas nas costas dele, e falava: Vamos pra mais uma.
Foram muitas, viu?
Várias vezes eu ficava sem entender porque eu ainda me arrepiava ouvindo o solo dele na introdução de Anunciação. Como pode? Era o mesmo solo, na mesma música, o mesmo músico!!!
Em vários shows senti isso.
Com certeza Ele era especial.
Muita honra em ter convivido com ele, de dividir garrafas de vinho na estrada,  de dividir "conversas moles".
Honra. Foi uma honra, Paaaaaaaauuuuuulo Raaaaaafaeeeeeeellllll.