segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Operando o monitor de dois shows de Lirinha - Mixagem quase idêntica para todos.

 
Teatro do Parque. (Foto by Raynnara)
Olá pessoal.
Por causa de uma indicação do meu amigo Adriano Duprat, recebi o convite da produção de Lirinha para operar o monitor do show mais recente dele chamado "Mêike Rás Fân".
Vou usar a abreviação MRF nas próximas vezes que falar o nome do show, ok?
Seriam dois shows.
Um no dia 04/11 aqui em Recife no Teatro do Parque e outro no dia 11/11 num palco na rua armado pelo SESC em Arcoverde, também em Pernambuco.
Festival SESC de Economia Criativa.
Fiz alguns trabalhos de monitor com o Cordel do Fogo Encantado, onde Lirinha era o vocalista, e por causa disso, achei que esse novo trabalho dele poderia ter alguma coisa a ver com o que vi no Cordel.
Mas ao receber o rider técnico, pude notar que esse novo trabalho é totalmente diferente (sonoramente) do que eu vi com a banda de Arcoverde.
Soundcheck no Teatro do Parque. (Foto by Raynnara)
Eu poderia falar que tem duas coisas em comum nos dois trabalhos: POESIA e TEATRO. 
Lirinha deixa bem claro nesse novo trabalho que a poesia é uma parte muito importante do show.

São apenas 2 músicos que o acompanham no MRF.

Dizin. Show em Arcoverde. (Foto by Thaís Taverna)
Seu filho Dizin, que toca guitarra, baixo, sintetizadores, percussões eletrônicas e faz vocal, e Dan, que toca baixo, guitarra, sintetizadores, acordeom e também faz vocal.
Dan. Show em Arcoverde. (Foto by Thaís Taverna)
Muitos canais são de equipamentos eletrônicos.
Muita base eletrônica, sintetizadores (Synth) e alguns vocais pré-gravados.
Tudo gerenciado por um laptop.
O "click" guia os três durante todo o show, indicando até qual vai ser a próxima música.
Todos os três escutam esse guia durante todo o show.
E todos, logicamente, usam in-ears sem fio.
Para os leigos, vou explicar.
Show em Arcoverde. (Foto by Thaís Taverna)

Com caixas de som na monitoração dos músicos, não podemos enviar esse guia (click ou outras informações internas) para essas caixas, pois os microfones vão captar esse som e todos na plateia vão escutar.
Por isso é imprescindível o uso de fones para os músicos que vão ter que escutar esse guia.
Tanto pode ser com fio ou sem fio, mas tem que usar fones de ouvido.
Nesse caso aqui eles usam sistemas sem fio porque ficam trocando de posições durante todo o show.
Pelo que me recordo, no Cordel do Fogo Encantado não tinha elementos eletrônicos...
Era muita percussão junto com os violões de Clayton.
Fui conferir isso aqui no rider técnico do último show do Cordel que trabalhei...
Quatro canais de eletrônicos.
Nesse show de Lirinha são nove canais.
No Cordel são muitos instrumentos percussivos.
No MRF não tem sequer um instrumento de percussão.
Show em Arcoverde. (Foto by Thaís Taverna)
No palco, só dá para escutar acusticamente o som do acordeom e das vozes (quase nada) dos três.
Até o som da guitarra sai direto do pedal eletrônico para a mesa de som.
Não tem amplificadores de guitarra e de baixo no palco!
Os sinas vão direto para a mesa de som.
Show no Teatro do Parque. (Foto by Raynnara)
Isso causou um problema no show em Arcoverde, que eu só fiquei sabendo depois.
A mesa de luz ficou no palco (infelizmente), e minha amiga Natalie (iluminadora) me falou depois que não conseguia escutar bem a voz de Lirinha porque não tinha som dessa voz no palco, ela escutava o que voltava do som da frente (PA) que era para a plateia.
Se ela tivesse me falado antes, eu colocaria um in-ear reserva que eu tinha, e ela escolhia o que queria escutar no fone.
Mas ela só me falou disso no outro dia!!!!!!!
"Tadinha"...
Mas vamos para o primeiro show, que aconteceu no Teatro do Parque.
A produção alugou o sistema de in-ear sem fio.
Foi um PSM900 da Shure.
A mesa de monitor seria a do teatro, uma DL32 da Mackie. (Foto abaixo)
Muito legal a mesa, mas tem que ter um iPad para utilizá-la.
Nem tem editor offline para laptop.
Temos que montar uma cena inicial no aplicativo feito para iPad.
E foi isso que eu fiz.
Só que fiz errado!!!
No vídeo abaixo, mostro um pouco do aplicativo Master Fader 5, usado com a mesa DL32 da Mackie.
Vídeo caseiro, com cachorro latindo e gente falando no prédio.
Existem dois modelos de DL32.
DL32R e DL32S.
Montei a cena usando o editor da 32S e no teatro era uma 32R.
Mas não acho que foi isso que causou o problema lá, onde meu iPad não conectou com a mesa.
Todos os outros dois iPads dos amigos conectaram normalmente.
Então não era problema com meu roteador, e sim alguma configuração no meu iPad...
Como não tinha muito tempo para procurar a causa, e tinha outros iPads disponíveis, peguei o de Adriano, que iria fazer o som do PA, e montei novamente a cena inicial.
Enquanto o pessoal ia ligando as coisas no palco, fui ajustar os sistemas de in-ear com Adriano.
Dan me falou que era praticamente a mesma mixagem para os três.
Então comecei fazendo a mix para o fone dele e copiei essa mixagem para os outros dois in-ears.
A DL32 tem uma função muito prática para copiar a mixagem em outras vias.
Show de bola!
Depois de fazer as cópias, fiz só pequenos ajustes nos fones dos músicos.
Pequenos ajustes mesmo!
Um pouquinho a mais ou a menos do guia (click) para um, ou mais voz ou menos voz de Lirinha para outro. Coisas simples...
Soundcheck no Teatro do Parque.

Enquanto a gente ia fazendo o soundcheck, meu amigo Bruno, técnico de som do teatro foi ver se achava qual seria o problema para meu iPad não conectar com a mesa, e quando ele foi fazer um teste já perto do final, apareceu uma mensagem, que poderia ter sido o motivo do bloqueio da conexão, onde perguntava se o usuário permitia o acesso à rede sem fio.
Mesmo não lembrando de ter visto essa mensagem na primeira tentativa de conexão, a gente deu OK no aviso e meu iPad conectou normalmente.
Como estava tudo controlado no iPad de Adriano, fiz o show com ele, não troquei pelo meu.
Uns dias antes falei para Adriano que seria legal a produção alugar uma DL32 que eu sabia que um amigo nosso tinha, para levar no segundo show, mas depois do soundcheck desisti da ideia, porque seria bem tranquilo fazer esse monitor, independente da mesa que estivesse no show em Arcoverde.
O mais importante seria alugar o sistema de in-ear, que eu tinha certeza que não teríamos esse equipamento no evento do SESC, e que é muito necessário nesse show.
E foi isso que a produção fez, depois de confirmar que realmente não teria sistema sem fio lá.
Nesse show do teatro, foi tudo tranquilo do início ao final.
Mêike Rás Fân no Teatro do Parque.

Só um contratempo na saída de fones da mesa, que estava com um atraso, e no soundcheck não tive tempo de tentar achar onde estava essa configuração.
Sabíamos que tinha isso nas configurações da mesa, mas ninguém sabia onde era.
Durante o show, como estava tudo controlado, fui atrás da solução do problema e achei onde se fazia essa configuração.
Resolvido.
Show em Arcoverde. (Foto by Thaís Taverna)

No rider pede duas caixas de monitores e também o side, mas conversando com Dan e Lirinha, fiquei sabendo que essas caixas só seriam usadas numa emergência, por causa de alguma falha nos in-ears.
Como não tive surpresas durante o soundcheck e também no show, essas caixas não foram utilizadas.
No final do show, tive a certeza absoluta que não seria necessário alugar a DL32 pra usar no outro show!
Levamos o mesmo sistema de in-ears para Arcoverde.
Eu já sabia que a qualidade do equipamento era bem abaixo do que usamos no teatro.
Não tinha nem os DIs necessários para o show, mas resolvi isso conversando com o diretor de palco, e o equipamento foi providenciado.
Nem o teatro tinha a quantidade necessária para o show. (Risos)
Adriano levou 4, se não me falha a memória.

Show em Arcoverde. (Foto by Thaís Taverna)

A mesa de monitor era uma M7CL da Yamaha, e eu montei uma cena inicial em casa, antes de seguir para a cidade no interior de Pernambuco.
O nosso grande problema foi o horário do soundcheck, onde o sol entrava forte pela frente do palco, superaquecendo o laptop, causando falhas no seu funcionamento.
Perdemos um bom tempo com isso, mas quando o laptop estabilizou, foi tudo bem rápido, como eu imaginava que seria.
Fiz exatamente como no teatro.
Mixando tudo para Dan, e depois copiando essa mixagem para Dizin e Lirinha.
Mesmo perdendo muito tempo com o aquecimento do laptop, não passamos muito do horário reservado para nosso soundcheck.
Meu amigo Júnior Evangelista estava fazendo o som do PA, substituindo Adriano.
Lá na frente foi mais complicado, porque a mesa de som estava com problemas em vários faders, dificultando a operação.
Só tive um problema com a mesa de monitor.
Não consegui conectar com meu iPad, e Evangelista me falou que isso está acontecendo muito com ele e as mesas M7CL.
Diferente de como fiz no teatro, liguei um microfone ao lado da mesa de som e coordenei o soundcheck falando com os músicos sem sair da mesa.
No teatro, eu fazia isso ao lado do músico, principalmente porque nem mesa tinha lá, tudo era feito no iPad mesmo.
E foi até melhor fazer com o microfone, onde o músico não precisava tirar o fone para me escutar.
Todos satisfeitos no palco e lá na frente, encerramos a passagem de som.
Aguardar pela hora do show.
Show em Arcoverde. (Foto by Thaís Taverna)

Eu estava curioso para ver a reação do público com o show.
Por que?
Como falei bem no começo do texto, o show tem um clima bem "teatral", e um show num palco aberto na rua, o clima é bem diferente de um teatro.
Todos em pé, bebidas alcoólicas, churrasquinho, cachorro quente, e ainda pode ter o "boyzinho" com o carro estacionado na esquina com o som nas alturas!!!!
Nesse show só não teve o boyzinho com o som alto do carro.
O resto teve.
E eu, particularmente, não sabia qual seria a reação do público, mesmo sendo a cidade onde Lirinha nasceu e viveu por vários anos.
Como tínhamos bastante tempo para montar e ligar nossos equipamentos, foi tudo tranquilo para começar o show.
Festival SESC de Economia Criativa. (Foto by Thaís Taverna)

Essa era minha segunda dúvida nesse trabalho.
Como tem muita conexão "melindrosa", onde até se usa o Bluetooth para disparar sons, não é muito legal fazer isso na correria.
Mas deu tempo para montar, ligar e testar tudo!
Principalmente porque o laptop não sofreu mais com o sol escaldante.
Sobrou tempo!
Ficamos esperando o aviso para começar.
Acho que quem sofreu um pouco nesse show foi Natalie, nossa iluminadora, pois acredito que o material era bem aquém do normal para esse trabalho, e ainda ela operou a luz do show no palco!
E sem ouvir direito as coisas!
Como disse antes, esse problema eu teria resolvido para ela.
Mas não adianta agora chorar o vinho derramado!
Adoro esse ditado popular (adaptado por mim).
Eu até bebo mais leite do que vinho, mas se for pra chorar, vou chorar pelo vinho.
Pago entre 25/30 reais por 750ml.
Tem que chorar mesmo quando derrama!
Né?
Mêike Rás Fân no Festival SESC de Economia Criativa.

Foi massa!
O público reagiu muito bem com o show, não teve ninguém na frente do palco pedindo para tocar forró ou "pisêro"...
E nem apareceu o "bebinho" com a garrafa de cana na mão gritando TOCA RAUL!!!!!
Durante o show, mostrei para o técnico de monitor da empresa de som, apontando para os marcadores de nível das vias, como era praticamente a mesma mixagem para as três vias.
Os oito indicadores se moviam quase idênticos, como se fosse o mesmo sinal.
Oito?
Sim. Quatro vias estéreo.
Fora as vias dos músicos, eu tinha uma de reserva para alguma emergência.
Essa via reserva estava recebendo o mesmo sinal da via de Lirinha.
Mas eu mudaria isso rapidamente, caso a emergência acontecesse nas outras vias.
No vídeo abaixo, que fiz durante o show, aparece a mesa de som com os marcadores de nível das vias modulando.
Mêike Rás Fân no Festival SESC de Economia Criativa.

Ahhh! Falando em via...
Inaugurei meu M-Vave nesses dois shows.
Com o equipamento eu fico monitorando as coisas sem ficar preso à mesa.
Posso dizer que é um in-ear sem fio de pobre!
Mas funciona muito bem para o que eu queria!


Sei de muitos casos onde esse equipamento barato é usado como monitor para músicos e/ou cantores!
O equipamento é bem frágil, não é profissional, mas tá salvando muita gente!
Perfeito para o que eu queria.
E é o que importa!
Mais perfeito ainda foi a mensagem de elogio da produtora no grupo de WhatsApp para a equipe técnica depois dos dois shows!
Jathyles e Natalie (luz), Adriano e Evangelista (PA), Raynnara (roadie).
Acho que a gente mereceu mesmo.
E acho também que Jathyles, Raynnara e Natalie vão soletrar os nomes até o final da vida!
Ildemar é mais fácil. (Risos)
Um abraço a todos.

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Dica dos Amigos 020 - Como copiar e colar na Si da Soundcraft.

 
Olá pessoal.
Nem lembro mais quando foi a última vez que operei o som usando alguma mesa da Série Si da Soundcraft!!!
Nunca gostei muito das Si maiores (Si1, Si2 e Si3).
Desde o primeiro contato, achei a mesa "dura", chata para navegar, com uma tela minúscula(!) que está em todas as mesas da série Si.
Colocaram muitas informações no display dos canais, e por causa disso são letras e símbolos minúsculos, dificultando o entendimento.

Clique na imagem para ampliar.

Acho que não foi coincidência ela não ter sido aceita pelo mercado, e não são mais fabricadas (Si1, Si2 e Si3), foram descontinuadas.
Dificilmente encontramos uma dessas grandes pela estrada.
A Soundcraft lançou também versões "compactas" da Série Si, onde temos a Impact, Performer e Expression, com a mesma telinha minúscula...

Clique na imagem para ampliar.

Mas já colocaram os principais botões de controles fixos na superfície da mesa, como ganho, polaridade, 48V, compressor, gate, equalizador etc. (Foto abaixo)
Si Expression3. (Clique na imagem para ampliar)

Aí facilitou muito a operação e elas conseguiram um lugar no mercado, principalmente em shows e eventos menores.
Essa dica de hoje, mais uma do Tiago Borges, mostra como copiar as configurações de um canal e colar em outros.
Eu lembrava "mais ou menos" do caminho, mas é sempre bom deixar as dicas aqui no Blog, principalmente para ajudar quem nunca se deparou com uma mesa dessas nos trabalhos em shows e eventos.
Segue abaixo o vídeo feito por Tiago, que eu sempre coloco também na minha página no YouTube.


Vou sempre colocar dicas, mesmo que eu ache que são dicas simples, mas para muita gente não serão simples como eu acho.
Valeu Tiago por mais essa.
Um abraço a todos.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Pocket Show de Flaira Ferro, Laís de Assis e Ylana Queiroga - Simples, curto, mas ótimo de se ouvir.

 
Fórum Internacional "Recife: Cidade Não Sexista".
Olá pessoal.
Esse show apareceu de supetão, e aconteceu até antes do trabalho que fiz no Coquetel Molotov.
Acabei não escrevendo sobre ele por achar que foi tudo bem simples, mas pensando hoje sobre o trabalho, achei que deveria escrever algo sobre aquele dia.
Por isso vou atropelar a cronologia das postagens, falando de um trabalho que fiz antes do trabalho da última postagem.
O Festival No Ar Coquetel Molotov aconteceu no dia 21 de outubro.
Não estou lembrando se a produtora de Flaira me ligou no dia 13 ou 14...
Foi num desses dois dias que ela me ligou, perguntando se eu poderia operar o som de um pocket show que iria acontecer no dia 16/10 (segunda-feira!) no Teatro Luiz Mendonça que fica no Parque Dona Lindu, aqui em Recife.
Ela me explicou que seria bem simples... As vozes de Flaira Ferro e Ylana Queiroga, mais a viola com Laís de Assis.
Estranhei o dia do show, mas ela também me explicou que era um evento organizado pela vice-prefeita da cidade, e que tudo foi decidido subitamente.
Um Fórum Internacional.
Ok, vamos nessa!

Mais uma vez, fui substituindo meu Amigo Vini, técnico oficial de Flaira Ferro.
Como eu já tinha feito um trabalho no teatro com PC Silva no final de setembro, peguei a cena do show dele, aproveitei a equalização do PA e dos monitores, e montei a cena desse pocket show.
A equalização do PA eu usei pra valer, nem mexi, mas dei uma ajustada na equalização dos monitores, pois eram outros microfones e outros instrumentos.
E usei a mesma técnica que fiz no show anterior de PC, duplicando os canais, para ter a liberdade na equalização separada entre monitor e PA.
A única coisa "chatinha" foi um pequeno ruído nos monitores causado por interferência elétrica, que não teve jeito de ser sanado.
Avisei às três artistas, que entenderam, e seguimos em frente no soundcheck.
Ajustei os 3 canais nos monitores para elas, e só depois fui lá pra frente com o iPad para usar os outros 3 canais duplicados no PA, com equalização e compressão independentes do monitor.
E mais uma vez a escolha pela duplicação dos canais ajudou na operação.
E como funciona essa duplicação? (Para os leigos)
Os três sinais (2 vozes mais a viola) estão ligados respectivamente nas entradas físicas 1, 2 e 3 da mesa.
Uso os canais 1, 2, e 3 da mesa para controlar os sinais que vão para o PA, e nos canais 6, 7 e 8 da mesa eu configuro digitalmente para receberem também os sinais das entradas físicas 1, 2 e 3.
Só não posso, depois de ajustado, mexer no GANHO dessas entradas 1, 2 e 3, porque é o mesmo ganho dos canais duplicados. Quando eu preciso de mais nível do sinal do canal no som do PA, eu vou no ganho do compressor do canal (1, 2 ou 3) e aumento. Assim, não interfere em nada nos volumes dos sinais que estão indo para o palco.
Quando um músico, por exemplo, pede para colocar mais grave ou menos agudo na voz ou no seu instrumento, vou no equalizador dos sinais que estão nos canais 6, 7 ou 8 da mesa.
Vou mexer só na equalização dos sinais que estão indo para os monitores.
Espero que tenha dado para entender algo...
Seguindo.
Colocaram novamente a mesa de som na cabine do teatro, que de tão longe para chegar, quase chamo um Uber!
O iPad me salvou mais uma vez.
Pelo que me falaram, a mesa fica lá em cima pelo menos até o final do ano.
O que achei "engraçado" foi que no lugar onde fica a mesa de som na parte de baixo do teatro, no local ideal para se operar o som de um show, estava armada uma bancada com outros equipamentos, que nem fui olhar o que era.
Oxe!
Por que eles podem colocar os equipamentos lá e eu não?
Tirei onda, logicamente.
Perco o amigo, não a piada.
É horrível operar o som lá da cabine!
A referência sonora é completamente diferente em relação a quem está na plateia.
Ainda tinha disponível duas caixas na cabine para monitorar o som, mas pedi para desligar, porque eu iria conferir esse som colocando minha cabeça na janela que ficava à frente da mesa M7CL, e era onde estava a iluminadora Natalie Revoredo, que sempre faz a luz dos shows de Flaira Ferro.
Os dois vídeos que coloquei aqui na postagem, mostram essas minhas idas até à janela.
Eu até poderia operar o som lá embaixo, usando o iPad.
Mas tive receio de perder o sinal num momento crucial, causando danos ao espetáculo, onde eu levaria muito tempo para chegar (correndo) na cabine para consertar algum estrago.
Era tão longe, que era capaz de chegar lá já no final do show! (Risos)
Fiquei lá em cima mesmo, e tudo saiu como planejado.
Foi um show curto, sem ensaios, e o resultado foi muito bom.
A proposta da vice-prefeita era essa mesmo. 
Um show intimista de "voz e violão".
O resultado foi tão bom, que já tem gente pensando em levar esse formato para outros eventos.
Realmente foi muito legal o resultado, ótimo de se ouvir!


Como tive que ir algumas vezes na mesa de som durante o soundcheck, caminhei mais quilômetros nesse dia do que quando vou fazer minhas caminhadas (raras!) na UFPE!
Fez até bem para minha saúde, que anda tão maltratada...
Maltratada por mim mesmo.
Um abraço a todos.

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Operando o monitor no Coquetel Molotov - Muitos acham que é só um dia de Festival.

 
Olá pessoal.
Participei mais uma vez do Festival No Ar Coquetel Molotov, que aconteceu no sábado passado, dia 21/10, no Campus da UFPE.
Essa foi a vigésima edição!
Não fiz muitos, mas lembro que participei de um bem no começo, que aconteceu no Teatro da UFPE, mas eu estava pela empresa de som PA Áudio e fiquei no PA.
No desse ano, cuidei do monitor do Palco Natura, instalado na Concha Acústica, onde a acústica não ajudou no trabalho de sonorização.
Comigo estavam: Normando (Diretor de Palco), Marcão (PA), Natalie (Luz), Raynnara e Nichole (Roadies), Thaís (Patch), Roberta e Elza (Camarins).
A Turma do Palco Natura.
Vou usar uma frase que normalmente uso aqui: "Vou tentar ser breve no texto". (Risos)
Vou tentar...
Diferentemente da maioria dos meus textos, onde sempre tento explicar o porquê do título no final, nesse de hoje já vou explicando no começo.
Para a grande maioria dos leigos que perdem um tempinho da vida para ler o que escrevo sobre áudio (shows e eventos), foi só um dia de Festival.
Para quem foi ver os shows, realmente foi só um dia.
Mas para a técnica, foram três dias de evento.
E para quem monta tudo desde o começo, pode contar com meses.
Pois bem...
Comecei o  trabalho na quinta-feira, onde fui participar da montagem dos equipamentos do meu palco.
Cheguei no local às 16h, pois o gerador seria ligado uma hora depois.
Fui andando, porque moro ao lado da UFPE.


Mesmo sabendo do risco que corremos hoje em dia (a qualquer hora) ao sair andando com uma mochila nas costas, levando laptop, iPad, fones, e outros equipamentos e ferramentas que uso nos meus trabalhos.
Por incrível que pareça, continuo "virgem" no quesito assalto.
A mesa de monitor eu já sabia que seria uma CL5 da Yamaha.
Essa mesa só possui oito entradas e oito saídas físicas.
Todas as outras entradas e saídas ficam nos Stages Box, que são ligados à mesa via cabo de rede, que no caso da CL, usa o protocolo DANTE.
Nesse meu caso eram dois Stages, um com 32ins/16outs, e outro com 16ins/8outs, totalizando 48 canais de entrada e 24 saídas!
Muito mais do que eu precisaria para o evento.
E se for contar com as entradas e saídas nativas da mesa, ficam 56ins/32outs!
A banda que usaria mais canais não chegava ao número 24.
Com as saídas também esse número não chegou perto das vinte e quatro saídas que eu tinha.
Por causa dessa folga, resolvi deixar ligado direto os 4 microfones sem fio e os 4 sistemas estéreos de in-ear.
Esse cabos não seriam desconectados durante todo o evento.
Eu imaginei que ninguém iria levar técnico de monitor, e eu iria operar para todas as bandas, então eu mesmo escolheria essas entradas e saídas.
Eu só teria que comunicar ao técnico de PA da banda para fazer o "patch" digital dos microfones sem fio, caso ele fosse usar em alguma voz, pois as entradas fixas dos microfones (31, 32, 33 e 34) não iriam bater com os canais das vozes que estariam na cena dele, que ele trouxe de outro show.
Vou dar uma exemplo (para os leigos!): Na cena do show dele, tem duas vozes com microfone sem fio. Uma no canal 26 e outra no canal 29.
Para eu não desconectar os cabos dos sem fio e conectar nos canais que ele usa na cena dele, eu só pedia para ele fazer essa mudança lá na frente digitalmente, como eu também iria fazer na minha mesa, pois montei o input da banda exatamente como estava no documento enviado pela produção do artista. O chamado Rider Técnico.


Numa mesa digital a gente tem essa facilidade de fazer mudanças nas entradas e saídas digitalmente, sem ter que trocar cabos de lugar.
Só era informar digitalmente que o canal 26 e 29 iriam controlar respectivamente os sinais que estavam nas entradas físicas 31 e 32.
Pronto. Tudo certo.
No caso do monitor, como falei, eu fazia também essa mudança digital, pra ficar tudo no lugarzinho certo.
No caso dos in-ears, eu só iria mexer no patch digital se aparecesse algum técnico da banda para operar o monitor, por causa da cena que ele deveria trazer de algum show anterior.
E isso aconteceu duas vezes.
Nesse caso as mudanças eram maiores, por causa das vias de monitoração que não iriam coincidir nunca com meu patch de saída.
Mas tudo foi resolvido rapidamente, só precisando saber quais eram as vias da cena dele e onde ficariam, que eu fazia todas as mudanças digitalmente.
Agilizou muito o trabalho no palco.
Uso geralmente essa metodologia nos trabalhos que faço em festivais, operando o monitor.
Pra que mudar se está dando certo, né?
Normalmente o pessoal desconecta tudo (microfones sem fio e vias), para conectar no lugar correspondente ao que está na cena do técnico.
O único aperreio que eu tive foi na quinta-feira, com a questão do patch DANTE e as conexões dos Stages com a mesa, pois não domino esse assunto ainda.
Quem me salvou foi meu amigo Monteiro (Teatro RioMar Recife), que foi me dando as dicas via telefone!
Como ele trabalha muito com as mesas da Yamaha que possuem DANTE, eu já vinha conversando com ele dias antes para tirar algumas dúvidas.
E essas conversas foram de suma importância para o resultado geral do meu trabalho no Palco Natura.
Obrigado pela ajuda Monteiro!!
Ah! Fiz uma mudança no meu método de trabalho nesse festival.
Geralmente eu fazia uma cena inicial em casa para passar todas as vias de monitores, e depois de finalizado esse trabalho no palco, ia montando a cena das bandas em cima dessa cena inicial, onde já estavam as equalizações das caixas de monitores e do side.
Conversando dias antes com um outro amigo (Adriano), ele me convenceu a montar todas as cenas das bandas em casa.
Adriano operou o monitor do palco 1 do festival, chamado Palco Coquetel.
Gostei muito dessa forma, pois eu levava um tempinho para montar as cenas das bandas na hora.
Era (e foi!) muito mais prático e rápido salvar as equalizações das vias na biblioteca da mesa, chamar a cena da próxima banda, e colar as equalizações nas respectivas vias!!!
Show de bola!
Vou fazer assim agora, por causa de Adriano.
Mais um ajudando no trabalho.
Ahhhh. Passei por outro "aperreiozinho" numa mudança de banda.
Toda vez que eu puxava pela primeira vez as cenas que fiz em casa das banda, eu tinha que ajustar o patch das entradas dos microfones e das saídas da vias.
Só precisava fazer isso uma vez.
Esqueci de fazer isso numa cena, numa única mudança de patch.
Fiz todas as mudanças e esqueci dessa que estava no auxiliar 8.
Já tinha usado esse auxiliar para outra banda, e já deixei o cabo conectado na mesa, caso eu precisasse para outras bandas.
Precisei. Só que esqueci de fazer o patch dessa saída 8 para essa nova banda.
Aí foi rolo! (Risos)
Depois de uns 10 minutos (relógio do Diretor de Palco) tentando achar o problema para o sinal enviado não chegar no DJ, eu crente que era algum problema com as entradas do DJ, ou o cabo que tinha quebrado, foi quando Normando gritou: O patch!!!
Eu nem estava pensando nele, pois já tinha usado essa saída com o mesmo cabo para uma banda anterior...
Mas quando levantei a vista para o local que indicava por onde aquele auxiliar estava saindo, vi que a merda foi minha!
(E tem gente ainda que fala que eu me considero o dono da razão!)
Levantei o braço na hora e falei no microfone: --- Desculpa. A merda foi minha aqui!
Ainda falei no microfone. Exagero às vezes! (Risos)
A turma tirou onda da minha cara e seguimos em frente.
Isso tudo foi durante o evento, com os shows rolando, mas pelo que lembro não prejudicou no cumprimento dos horários.
Checando RF dos sistemas de in-ears.
Vixe!!!
Comecei explicando lá em cima porque não era apenas um dia de festival, e acabei pulando para os trabalhos no palco.
Vou voltar para quinta-feira, bem antes de fazer essa merda no patch no sábado!
Como falei, cheguei às 16h no local.
E fui testar e ajustar as coisas no palco.
Foi quando apareceu o probleminha no DANTE.
Tudo resolvido, testado e ajustado, vamos para casa descansar, né?
Passava um pouco das 21h.
Peguei uma carona com Normando, e ainda paramos na lanchonete de um amigo que fica no começo da minha rua, para comer um hambúrguer artesanal.
Muito bom o hambúrguer!!!
Quem quiser experimentar, o Grillé Burguer está no iFood.
Por coincidência, tirei uma foto do letreiro ontem, quando ajustavam a luminária.
Estava marcado para chegar no palco no outro dia às 8h30, para passar o som de seis bandas.
Mas ainda deu tempo de beber duas taças de vinho com um pedaço do sanduíche de queijo do reino com tomate seco, que sobrou da quarta-feira.
Fui deitar perto da meia-noite, mas demorei um pouco para dormir, ainda pensando no palco...
Mas dormi bem e acordei bem.
Fui passar o som das bandas.
E passei o dia todo lá com minha turma, fazendo o soundcheck.
Tudo dentro do horário previsto, ficando até com sobras no relógio.
Voltei para casa andando, mas não levei a mochila comigo, pois já era tarde, e eu iria voltar mais cedo ainda (8h) para o palco no outro dia, onde passaria o som de mais duas bandas e aguardaria pelo início do festival, marcado para às 16h30.
Cheguei em casa um pouco depois das 22h, e não teve vinho, sanduíche de queijo do reino... Nada!
Nem lembro o que comi... Estava morto!
Ahhh! Acho que fiz uma vitamina de banana com aveia e Toddy.
Tomei um banho, bebi a vitamina e cama!!!!
As pernas estavam ardendo de tanto ficar em pé.
Dormi feito uma pedra.
Fiz o mesmo ritual do dia anterior quando acordei.
Banho, vitamina e fui andando até o local do evento.
Tudo dentro do combinado.
Morto, mas dentro do combinado.
Passamos o som das duas bandas restantes tranquilamente, e aguardamos pelo início dos shows.
Que transcorreram muito bem, mesmo com a minha cagada no patch.
A única coisa que incomodou bastante foi a acústica do lugar!
Falei dela logo no início do texto.
Pois é... A acústica não ajudou.
O espaço não é mais aberto. Colocaram uma cobertura de lona por cima de todo o espaço.
E por causa disso o som voltava muiiiiito para o palco!!!
Ainda teve outro agravante.
As caixas do PA não eram suspensas, estavam na posição STACK, e praticamente ficaram dentro do palco.

Aí... Tudo ficava muito alto dentro do palco, complicando bastante o trabalho de monitoração.
Nem sei direito se foi pior para quem usou caixas de som na monitoração ou para quem usou fones...
Com as caixas, ficava difícil o som delas cobrir o som do ambiente, e com os fones, mesmo escutando bem melhor, muitos pedidos para baixar determinados canais não era possível fazer, porque o som voltava muito e entrava nos microfones. E mesmo baixando todo o sinal do canal no fone, o músico continuava a escutar alto no fone por causa da captação do som do ambiente pelos microfones.
Todo mundo teve que se adaptar ao som do ambiente.
Para terem uma ideia, o som voltava tanto, que apareceram algumas realimentações em alguns shows causadas pela captação dessa volta pelo microfone e/ou captador do violão, onde esses sinais não estavam indo para as caixas de monitor no palco, só para os fones.
E quando todos no palco usam fones na monitoração, se aparecer microfonias (realimentações) durante o show, o rapaz do PA é quem tem que ajustar as coisas!!!!
Tivemos uma breve conversa sobre esse assunto no final do último show no palco, que vai para o relatório, para um futuro ajuste.
Ahhh! Lembrei das marcações no chão que ajudam os roadies com as voltas dos equipamentos e monitores para a posição que usaram no soundcheck.
Normalmente essas marcações são feitas com fitas adesivas coloridas, onde cada cor representa uma banda.
Só que o piso não tinha revestimento, como carpete ou linóleo, era cimento puro, e logicamente com alguma poeira por cima, impossibilitando o uso das fitas, que não colavam no piso.
Ainda tentaram giz, mas não deu muito certo.
Como disse uma das roadies, lápis de cera poderia ter ajudado mais.
Mas, não tínhamos esses lápis, e a turma teve que "se virar" pra voltar com as coisas para o lugar inicial.
Vai pro relatório também!!!!
No final, deu tudo certo. (Risos)
E foi assim meu trabalho no Palco Natura.
Obrigado Marcílio pelo convite.
Minha turma mandou muito bem no serviço, e foram poucos atropelos. 
E mesmo com tudo isso que falei dos três dias aqui nesse texto, para todos que estavam ali na Concha (nada) Acústica vendo os shows, foi apenas "um dia" de Festival!
Ledo engano...
Mateus Fazeno Rock no Palco Natura.

Essa sempre foi a principal intenção do Blog.
Mostrar os bastidores para o público.
Um abraço a todos.

PS: Difícil eu ser breve nos textos, né?

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Dica dos Amigos 019 - Enviando o sinal de um canal para outras vias na PM5D, independente da via selecionada.


 









Olá pessoal.
Mais uma dica do Tiago Borges  que vou colocar aqui.
E mais uma vez é com a PM5D da Yamaha.
O que ajuda, porque a mesa não tem uma navegação "suave" pela tela, e esses atalhos facilitam muito a operação.
Conhecia esse atalho, mas usava principalmente para enviar o sinal do L/R para o Matrix.
Mas essa explicação dele é muito legal, pois mostra como enviar o sinal de um canal para várias outras vias, independente da via que está selecionada no momento.
Segue o vídeo onde ele mostra todo o caminho.
Com certeza vou usar mais essa dica, porque normalmente eu selecionava a outra via para enviar o sinal do canal.
E se vários músicos pedissem o mesmo sinal ao mesmo tempo, eu ia selecionando via por via e enviava o sinal.
Com essa dica, não precisa fazer isso, pois é muito mais prático (e rápido!) do jeito que tem no vídeo do meu colega de Brasília (DF).
Valeu Tiago.
Um abraço a todos.

domingo, 15 de outubro de 2023

Com tantos assuntos, esqueci de falar dos trabalhos depois do Wehoo.

 
Show de PC Silva no Teatro Luiz Mendonça.
Olá pessoal.
Só lembrei hoje (12/10/2023), que não escrevi nada sobre os trabalhos que fiz depois do show de Martins no Wehoo Festival.
Apareceram vários assuntos interessantes para falar no Blog, que esqueci completamente onde tinha parado.
Teve a inauguração do Sphere, o jingle usando IA (Inteligência Artificial), teve o absurdo do fuzilamento no Rio, e teve muitas dicas dos amigos, não é?
Mesmo lembrando hoje que não falei dos outros trabalhos que fiz, ainda pensei se valeria a pena escrever sobre esses assuntos.
Uma coisa eu decidi... Não vou falar sobre eles separadamente.
Isso eu já sei.
Vou tentar, mais uma vez, fazer um resumo dos quatro trabalhos (PC Silva, Laís de Assis, Karol Maciel e Flaira Ferro).
Hoje é feriado, o que não faz muita diferença para quem é um freelancer dos shows e eventos.
Principalmente porque os trabalhos acontecem normalmente no fim de semana, e durante a semana estamos em casa, como se fosse um fim de semana normal, igual às pessoas que não trabalham no meu ramo.
É invertido. Trabalho enquanto a turma se diverte ou passeia.
Já vou adiantando que não consigo finalizar esse texto hoje, porque já quero dar uma saída pra rua, nem que seja ir na esquina para ver o movimento do bairro, que eu adoro fazer.
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Não deu outra!
Já estou no dia 15, tentando dar continuidade ao texto.
E mais uma vez acho que não finalizo hoje.
Com relação aos trabalhos depois do Wehoo, eu só tinha o show de PC Silva agendado no dia 22/09, num evento chamado Festival Som & Chuva.
E vai ser sobre esse trabalho com PC que vou falar mais.
Nunca tinha feito trabalhos com o artista.
Gostei muito do convite de Rafael, da Ampliar Produções.
Esse show aconteceu no Teatro Luiz Mendonça, que fica no Parque Dona Lindu, em Recife.
Fui um dos primeiros a operar o som de um show nesse teatro.
Quem me lembrou disso foi Tião do Valle, que é o técnico de som do teatro desde o início (eu acho).
Não sei se a responsabilidade do teatro é da Prefeitura ou do Governo, só sei que a manutenção não funciona bem faz muito tempo, infelizmente!
Tenho colegas e amigos lá dentro, e imagino a frustração de não poder fazer nada para ajustar as coisas.
No início, se não me falha a memória, eram cinco caixas por lado, mas duas no cluster central.
Ah! E duas caixas de subgraves, uma de cada lado.
Pois bem...
Atualmente, temos 3 caixas por lado e uma no centro!
O equipamento foi parando... E não foram consertados!
As caixas de subgraves passaram anos sem funcionar!!
Foram muitos anos, viu?
Vieram ajeitar um dia desses!
Quem fosse fazer um show lá, tinha que levar as caixas de subgraves.
A burocracia trava a manutenção!!!!
A mesa de som (M7CL), que está lá desde o começo, começou a dar problemas também.
Nada de anormal, pelo tempo de uso, mas o medo é o tempo que o gestor vai levar para consertar o problema.
E é matemática... Quanto mais tempo sem manutenção, mais problemas aparecerão!
Vai se transformar numa bola de neve.
Espero que os gestores do Luiz Mendonça acordem para esse problema da manutenção, que se agrava a cada ano.
Nem estava nos meus planos falar sobre esse assunto, mas como sempre escrevo o que estou pensando, não tinha como pular esses detalhes técnicos.

Mas vamos ao que interessa... O show!!
Nem tenho fotos desse trabalho com PC Silva.
Como só tinha a M7CL da Yamaha, operei o som do PA e do monitor por ela.
A banda era bem simples, com bateria, baixo e guitarra. O baixista também tocava teclados em algumas músicas.
PC Silva tocava violão em várias músicas.
Estou doido para comer uns caranguejos no Caneca Fina, mas meu parceiro de farras tá meio desanimado ($$$).
Não estou muito diferente dele, mas me iludo, e tento puxar um otimismo de algum lugar.
Falando em lugar...
Não curto muito a acústica do Luiz Mendonça, mas isso é bem normal nos teatros daqui.
Acho que nunca pensam na acústica quando vão construir o espaço.
Vamos em frente, com sempre diz um cantor amigo meu.
Ligamos tudo, checamos tudo, e fui ajustar os monitores, usando meu iPad.
Logo no início, vi que seria melhor duplicar os canais da voz e do violão de PC Silva na mesa de som, para poder mexer na equalização do canal no PA sem interferir no que ia para o monitor, e vice-versa.
Feito isso, passei o som normalmente, e sem atropelos.
Não tive problemas em usar a mesma equalização dos outros instrumentos e vozes para o PA e monitor ao mesmo tempo.
Se aparecesse algo, eu duplicaria também o canal, pois eu tinha muitos canais sobrando na mesa.
Anotei algumas observações no roteiro para ajudar na mixagem, como onde tinha violão, ou onde tinha teclados etc.
Achei bem legal o resultado sonoro, e o show foi muito legal.
Como falei acima, nunca tinha feito trabalhos com PC Silva.
Foi massa!!!!
Abaixo, um dos registros em vídeo que fiz do show.

Agradecer sempre à Tião, Linguiça e Roberto pelo esforço contínuo para um melhor atendimento possível no teatro, driblando as intempéries da falta de manutenção, causadas pela letargia dos gestores públicos e seus trâmites.
(Falei foi difícil agora, né?)
Amanhã (16/10) vou estar com eles novamente no teatro para operar o som de um pocket show com Flaira Ferro, Laís de Assis e Ylana Queiroga.
Devo finalizar esse texto hoje (15/10), mas só vou postar amanhã, antes de seguir para o teatro.
Ontem eu até vi o eclipse solar, como mostra a foto abaixo. (Risos!)

Acho que vou aproveitar a cena do show de PC Silva para esse próximo show.
Já tem os ajustes dos monitores, e vou duplicar os três ou quatro canais que vou usar no pocket show.
Não custa nada ter essa independência na equalização dos canais.
E os outros trabalhos?
Bem...

Enquanto aguardava no teatro pelo início do show de PC, meu amigo Evangelista me ligou, perguntando se eu não poderia fazer três trabalhos no Fam Festival, porque ele não iria poder mais fazer.
Seriam dois shows no dia 23/09 (Karol Maciel e Laís de Assis), e o show de Flaira Ferro no dia 24.
Era pra operar o monitor do três.
Aceitei o convite, e por causa disso saí correndo do teatro logo após o show de PC Silva, pra dormir o máximo de tempo possível até o primeiro soundcheck do outro dia.
Nem perguntei aos músicos e ao cantor se foi tudo bem para eles no palco...
Depois eu pergunto. Pensei. (Risos)
Aguardando o início do show de Flaira Ferro no Fam Festival.
Não vou entrar em detalhes sobre esses três trabalhos no Fam Festival.
Só sei que tive mais trabalho no equipamento bom, do que no equipamento não tão bom do teatro.
Estão vendo como a matemática nem sempre dá certo?
Pelos cálculos da probabilidade, muito mais fácil ter êxito com o equipamento melhor, né?
Mas foi muiiiiiiiiiiiiito mais relax o trabalho no Luiz Mendonça, mesmo eu fazendo dois trabalhos ao mesmo tempo (PA e monitor).
No Fam operei só o monitor.
Mas fiquei controlando a realimentação nos três shows, coisa não muito comum nos meus trabalhos no monitor.
Ainda consegui esquecer o meu cartão PCM na mesa de som!!!
Só vim dar pela falta dele na terça-feira passada (10/10), quando arrumava minha mochila para um trabalho com o Estúdio Carranca.
Se não caiu da minha mochila, eu esqueci na mesa de som. Não tinha outra alternativa.
Liguei para meus colegas da empresa de som, e ao abrirem o case da mesa, o cartão estava lá no compartimento.
O cartão ficou lá na mesa durante 16 dias, porque ela não foi mais utilizada depois do dia 24/09, onde operei o monitor de Flaira Ferro.
Meu amigo West da empresa de som Selva Nua, enviou o cartão por um motoboy para o palco no Cais da Alfândega, onde eu estava ajudando o Estúdio Carranca num trabalho de mixagem para uma transmissão no YouTube.
Quanto aos trabalhos no Fam Festival, posso dizer que não ficaram "justinhos".
Isso foi o que eu achei, e estou falando do monitor, ok?
Pode ser que eu esteja sendo muito rígido com as observações, e poderia até usar a "técnica" de um cantor amigo meu, que não fala sobre os pontos negativos dos shows, mas não consigo.
Tento sempre usar esses problemas como referência para tentar melhorar, ou ajustar o que não achei legal.
Inclusive, por causa das minhas observações, estou marcando com meu amigo West, da empresa de som que estava fazendo o evento, para fazer uns testes com alguns equipamentos.
Tirar algumas dúvidas...
Fiquei até pensando como acabar esse texto.
Como finalizar um pensamento, ou uma descrição de um show ou evento usando palavras...
Não é fácil, viu?
Resolvi substituir as palavras por um vídeo do final do show de Flaira Ferro no Fam Festival.
O que sobra são observações, detalhes ou bastidores, né?
Um abraço a todos.

PS: Ah! Resolvi publicar hoje mesmo. Não deixe para amanhã, se você pode beber o vinho hoje!