segunda-feira, 24 de maio de 2010
Rapidinha 55 – Nunca uma cena de um show anterior se encaixou tão bem!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Gravação com Silvério Pessoa do programa Ensaio da TV Cultura em São Paulo – Simplesmente só o monitor.
Olá pessoal.
Nem iria escrever sobre este trabalho (?) que fiz em São Paulo, mas tirei umas fotos e ficaram muito legais. A coisa foi bem simples, vou explicar por que.
O show de Silvério Pessoa no SESC Santo André seria na sexta-feira, mas saímos de Recife na madrugada da quinta-feira para ele poder gravar o programa Ensaio em São Paulo. O vôo era às 6:00h, mas marcamos a chegada no aeroporto às 4:30h para poder fazer o check-in e despachar nossos equipamentos com mais tranquilidade.
Este foi o único problema que tive!
Tinha que arrumar minha mala para a viagem. Na realidade, a mala estava pré-arrumada com as roupas que foram para o FITO em Belo Horizonte e voltaram sem uso. Eu iria complementar! Deveria ser rápido este complemento e estava nos meus planos dar uma cochilada básica até a hora marcada com o táxi.
Como minha memória é “vaga”, fiquei tentando lembrar agora aqui porque eu demorei para começar a complementar a mala. Mas acho que foi por causa do jogo de futebol na TV. Este foi o motivo secundário!
O táxi estava marcado para chegar às 4:00h.
Minha previsão era ir arrumando a mala durante o jogo, e quando ele acabasse perto da meia-noite, eu dormiria até às 3:30h. Tomaria um banho, me arrumava e seguiria para o aeroporto. As roupas para viagem já estavam separadas.
Tudo ia indo bem... Até que minha amiga (não mais) desconhecida entrou na internet e começamos a conversar. Conversa vem, conversa vai... Acabei bebendo três doses de vodka com um refrigerante de nome esquisito que não sei escrever direito. Acho que é Sweeps Citrus o nome. Na falta da Sprite, eu tomo vodka com este. Meus amigos dizem que o correto é falar que eu tomo refrigerante com vodka!
Pois bem...
Acabei fazendo até prato de frios, etc, etc, etc!
Fiquei nisso até às 3:00h, quando tive que tomar banho.
Tudo bem, durmo no avião, pensei. (Pensei errado!)
Não consegui dormir no avião e fui feito um zumbi para o local da gravação. Dei umas cochiladas na van que quase quebro o pescoço!
Nem deu tempo para passar no hotel para deixar as malas. Foi tudo junto.
Tiramos tudo da van quando chegamos ao local da gravação, inclusive as malas, e fomos armar nossos equipamentos.
Estou aqui na casa do meu sogro Juzenildo escrevendo este texto. Resolvi chamá-lo sempre assim agora. Já passei dos dois anos de separação e nosso contato é o mesmo! Toda vez falar e escrever EX é chato demais! Comprei duas garrafas de vinho chileno e trouxe um queijo delicioso chamado Gran Formaggio que ganhei da minha amiga (antes) desconhecida. Muito bom o queijo. Só adianto que o quilo é mais de 60 reais! Vamos ver o jogo na TV hoje à noite aqui na casa dele. Aproveito e deixo meu filho no colégio amanhã cedinho, pois meu (50%) apartamento onde ele está morando com a mãe é bem pertinho.
Depois de armar todo nosso equipamento, descemos para almoçar. O sono tinha passado por causa da atenção na montagem. O sound check e a gravação ficaram para depois do almoço.
Todos estavam de fones, menos Silvério. Perguntei se ele não poderia usar seu in-ear em vez dos dois monitores de chão e o meu colega da técnica da TV disse que não dava por causa das perguntas que seriam feitas pelo diretor do programa.
Entendi que o diretor usaria um microfone em algum lugar e o áudio deste microfone só iria sair naqueles monitores. Mas não foi bem assim. Quando começou a gravação, pude notar que o diretor ficava exatamente em frente (menos de 2 metros) ao cantor e fazia a pergunta falando normalmente. Estas perguntas não entravam no áudio. Só as respostas eram gravadas.
Depois da gravação, Silvério me falou que estranhou cantar com monitores de chão. Ele está muito acostumado com seus monitores auriculares. Paciência... Não me entendi com o técnico da TV.
Não tinha público no local. Consequentemente, não tinha som de PA. Tinha até caixas de som lá, mas nesta gravação não seria necessário.
Passei os monitores com a banda. A mesa era minha querida DM2000 da Yamaha. A que quase encerra minha carreira anos atrás no Festival Philips aqui em Recife. Quem não leu, é só procurar nos arquivos do Blog.
Acabei de comer um sanduíche e meio de pão francês com mortadela aqui com Juzenildo, acompanhado com meu eterno leite quente com Nescafé. São estas pequenas coisas que levamos da vida.
Não comemos muito nos resguardando para o tira-gosto de logo mais, regado a vinho, queijo e futebol. Juza (para os íntimos) já está querendo saber se tem camarão guardado no freezer!
Olhei para a DM2000 lembrando do fatídico dia do Festival. Mas agora muito mais à vontade. Dei uma geral nos canais e fui fazendo pré-equalizações enquanto a banda não chegava. Ao tentar solar uma via dando dois toques no botão, a mesma não entrou em solo. Eita! Lembro que esta foi uma das causas para minha lentidão no Festival da Philips. Sabia que existia tal recurso. Perguntei ao técnico da TV e o mesmo não sabia deste recurso. Tudo bem. Sei que tem e vou dar uma olhada aqui nas preferências, pois fazia muito tempo que não trabalhava com uma.
Depois de alguns minutos “cascavilhando”, encontrei a opção e ativei-a. Notei que tinha uma opção perigosa ativada e desativei-a. Quando o técnico da TV retornou, avisei-o das mudanças. Ele me agradeceu e chamou o colega dele para mostrar o atalho para solar a via. Isso é impagável! Ensinar é muito bom. Aprender também!
Passei o monitor com a banda e depois todos com Silvério. Tudo acertado. A gravação começou e numas três músicas eu ainda fiquei solando as vias para ajustar a mixagem para cada músico. Depois disso, fiquei tirando fotos. Não tinha mais o que fazer. Nenhum pedido foi feito pelos músicos. A gravação acabou como começou, ou seja, sem problemas.
No outro dia foi que o músico que toca trompete veio me falar que o fone dele estava chiando. Disse pra ele que era pra falar na hora e tentaríamos ajeitar. Não escutava este chiado na mesa, deveria ser entre a mesa e o fone. Sinto que o pessoal fica meio receoso de parar uma gravação de TV. Eu não tenho isso não! Paro tranquilamente para ajustar algo que está errado com o som. Eles não param quando tem coisa errada com a imagem? Oxe!
Desarmamos tudo e seguimos para o hotel, que ficava em frente do campo do Palmeiras. O jantar foi muito bom. A comida era muito boa. Saímos ainda para um shopping que ficava na esquina para comprar vinho. Comprei uma garrafa de Travessia, Silvério também.
Não beberíamos juntos como normalmente fazemos em vários shows (esta frase ficou meio gay, não foi?).
Ele ia arrumar os compromissos dele pela internet e ver os emails. Não queríamos nos empolgar porque iríamos no outro dia pela manhã para Santo André.
Coloquei meu vinho para esfriar na geladeira e fui tomar um banho. Queria só resfriar a garrafa. O tempo estava frio em São Paulo.
Ao sair do banho, tirei a garrafa da geladeira, olhei ao redor para o quarto na penumbra. Meu amigo André Julião já dormia porque estava meio adoentado.
Falei (falei mesmo) olhando para a garrafa: --- Você vai me desculpar, mas estou com muito sono e não vou conseguir beber tudo. Nem tenho companhia para dividir. Um abraçoooooooooooo. Vou dormir.
Lembrei-me que não tinha dormido até então!
Um abraço a todos.
PS: Para quem não iria escrever nada... Acho que exagerei, não é?