Nunca mais escrevi para este tema aqui no Blog.
Nem sei direito se este seria o caso 10. Acho que é.
Se não for, eu conserto depois.
O pior é que sei que tem muitos "causos" de amigos para contar aqui, eu é que estou deixando de pesquisar. Vou dar mais atenção a este tema porque sei que tem muita coisa legal para contar.
Este que vou comentar aqui fiquei sabendo numa conversa no camarim com os músicos de Alceu Valença no último trabalho que eu fiz recentemente no SESC Campo Limpo em São Paulo.
Estou ainda pensando o que falar sobre este show em São Paulo.
Mas vamos ao que interessa.
Paulo Rafael e Tovinho estavam lembrando de uma gravação que eles estavam participando como produtores.
Nem lembro qual dos dois era o produtor.
O que vale é o causo.
Estavam gravando um percussionista tocando triângulo.
O problema é que o cara estava tocando o triângulo invertido em relação ao tempo da música.
Em vez do músico tocar "tengo-lengo-tengo", ele tocava "lengo-tengo-lengo".
Não casava com o base da música.
Pararam a gravação e explicaram que ele estava tocando o triângulo invertido.
O percussionista nem piscou, e falou: --- Ahhh, saquei.
Inverteu a posição do instrumento na mão, colocando a parte aberta do triângulo para a frente, e continuou tocando do mesmo jeito.
Ou seja, invertido ritmicamente.
Não lembro como resolveram.
Acho que mudamos de assunto enquanto ríamos no camarim antes do show.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Jades no FIG – Nem sei se foi muito correto.
Olá pessoal.
Para finalizar meus (poucos) trabalhos no FIG,
vou falar do meu “derradeiro”, que foi operar o som do PA para Jades, um
artista daqui de Recife.
Este show aconteceu no dia 26 de julho, no
Palco Pop.
Não tenho muita coisa para falar sobre este trabalho,
estava pensando até em não comentar nada porque não vi nenhum caso interessante
para passar para os leitores.
Olhando as fotos e puxando pela (vaga) memória,
achei um motivo para comentar algo.
À princípio, nem teríamos tempo para passar o
som, seria um line check um pouco antes da hora do show e nada mais.
Mas conseguiram 30 minutos para a gente passar
o som.
Como Jades seria a primeira atração do palco,
passaríamos o som e começaríamos o show um tempinho depois, sem mexer em nada
no palco.
Isso é muito legal, porque quase não tem
chance de algo dar errado no pequeno intervalo.
A única coisa ruim nisso é porque geralmente
tem pouco público no comecinho da noite, principalmente quando as primeiras
atrações são “locais”.
Cheguei na hora marcada e fui no palco falar com
o pessoal da empresa de som para saber se estava tudo certinho e se eles tinham
recebido meu rider técnico.
Tudo certo.
Meu Amigo “de longas datas” Ricardo Cruz iria
fazer o monitor.
Trabalhei vários anos com Ricardo na Versão
Brasileira. Ele fazia o som do PA e eu tentava fazer monitor. Me deu várias
dicas, e faz isso até hoje.
Fui lá na frente falar com o técnico de PA da
empresa para saber se estava tudo certinho também.
Estava.
A mesa da frente era uma Venue SC48 da Avid e
a de monitor uma CL (não lembro se CL3 ou CL5) da Yamaha.
O line array era o Staner.
Enquanto o pessoal ia ligando os instrumentos
no palco, eu fui me adiantando na mesa da frente.
O técnico da empresa me falou que já tinha
colocado os nomes nos canais de acordo com meu input list.
Legal, mesmo isso não sendo muito problema nas
mesas da Venue, pois é muito rápido nomear os canais nesta mesa.
Me falou também que a mesa não estava “zerada”,
ele nomeou meus canais em cima de uma cena de uma banda que passou antes o som.
Muitos canais já tinham “coisas” insertadas,
inclusive o L/R da mesa, onde um equalizador gráfico fazia o alinhamento do
line array, ao gosto do técnico da banda anterior, logicamente.
Coloquei Lisa Stansfield para tocar e modifiquei
alguns detalhes nesta equalização do PA ao meu gosto.
Não mudei muita coisa assim não, viu?
Dei uma conferida com um microfone nos efeitos
que já estavam ativados na mesa, e aguardei a hora para começar o sound check,
que tinha que ser rápido.
Resolvi ouvir primeiro o som dos instrumentos
para decidir se tirava ou ajustava os plugins insertados nos canais.
Não zerei os canais da mesa.
Logicamente nem todos os inserts combinavam
com meus canais e nem todos os canais da banda anterior combinavam com os meus.
Mas como normalmente os primeiros canais são
os da bateria para a maioria das bandas, muita coisa nestes canais eu só
ajustei, mesmo sendo outra bateria.
Se estava soando bem, pra que zerar o canal?
Se estava soando bem, pra que zerar o canal?
Alguns canais de voz também combinaram, e eu
só ajustei os plugins.
Outros canais não tinham nada a ver e eu
retirei os plugins destes canais.
Neste show de Jades são poucos instrumentos.
Bateria, baixo, teclados, um vocal e a voz
principal.
Isso tornou ainda mais rápido o sound check.
Foi rápida também a espera para começar o
show.
Não me lembro de ter passado uma música com a
banda tocando mais o cantor, juntos.
Encaixei a voz de Jades na base durante a
primeira música.
Não tive nenhuma surpresa com o som durante o
show e eu já esperava por isso.
A notícia ruim (pelo menos para mim) foi que
neste ano teve blitz da Lei Seca na cidade.
Pezão (Amigo que faleceu recentemente) ia me
dar um “esporro” lendo isso aqui.
Ele era um defensor ferrenho da Lei Seca.
Não sou tão ferrenho como ele neste caso, sou
a favor da Lei, discordando de alguns pontos.
Mas lei é lei, e é para todos, não é verdade?
Pelo menos deveria ser, mas esta frase acima
não funciona perfeitamente aqui no nosso país.
Voltei duas vezes de táxi para a casa onde eu
estava hospedado para não arriscar passar por uma blitz, pois não tinha como eu
não beber meu(s) vinho(s) no clima frio da cidade.
Passei por duas fiscalizações no FIG, uma
quando estava indo na van para fazer o show de Alceu à noite, e outra num outro
dia quando estava indo com meu carro à tarde para o centro da cidade. Neste dia
que fui de carro, foi um dos dias que voltei de táxi, deixando meu carro na
casa de uma amiga que mora no centro de Garanhuns.
Depois do show de Jades, que começou cedo e
acabou cedo, saí do local do evento pensando se o que eu tinha feito naquele
trabalho foi correto ou não.
Deveria zerar todos os canais da mesa,
inclusive o equalizador do alinhamento do line array e só depois disso começar meu sound check?
Foi correto aproveitar algumas coisas de um outro técnico?
Fica aqui minhas dúvidas.Foi correto aproveitar algumas coisas de um outro técnico?
Na questão da Lei Seca, nem foi difícil decidir.
Lembrei de Pezão e resolvi segui-la à
risca!
Mas nem sempre é assim.
É uma das pouquíssimas leis que não sigo 100%.
Um abraço a todos.
Assinar:
Postagens (Atom)




