Olá pessoal.
A FREMÚSICA criou um censo nacional virtual para saber:
QUEM SÃO, QUANTOS E O QUE FAZEM OS PROFISSIONAIS DO ENTRETENIMENTO NO BRASIL?
Infelizmente, me informaram que não encontraram no site da Fremúsica o endereço para participar deste censo.
Clique AQUI para ir direto para a página do censo.
Vou deixar aqui por extenso também:
http://sgiz.mobi/s3/1bd98dffd519
Vai aparecer esta página da foto abaixo.
Não aparece tudo na foto, é apenas o começo da página.
Eu já fui lá, e preenchi o formulário onde tem algumas perguntas.
Muito rápido e fácil de participar.
Já faz um bom tempo que precisamos fazer um levantamento como esse.
Quanto mais profissionais participarem, melhor.
Não me lembro se já fizeram alguma coisa parecida nesses meus 33 anos dentro do mundo do áudio.
Pois é... Comecei como DJ em 1987.
Divulguem esse censo para todos que vocês conhecem que vivem do entretenimento.
Precisamos ter uma ideia de quantos somos.
E isso também é muito importante para as pessoas que fazem nossas leis, e não tem a menor ideia da quantidade de pessoas que vivem disso no Brasil.
Um abraço a todos.
segunda-feira, 30 de março de 2020
sexta-feira, 20 de março de 2020
Apoie o PL do seguro MEI - Eu assinei.
Olá pessoal.
Vou continuar na luta aqui para tentar amenizar as consequências do Coronavírus, além de tentar também melhorar o MEI.
Se quiser saber mais detalhes sobre o MEI, e de como se tornar um Microempreendedor Individual, segue o LINK.
Acho que quanto mais a gente fortalecer o MEI, melhor para a classe dos Autônomos.
Quem quiser assinar o apoio ao Projeto de Lei (PL) da Deputada Federal Margarida Salomão, clique AQUI.
Se der algum problema no link, segue ele por extenso:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeW7fjRVNclkvka8P1DajJAb_7wVvLuUivnkyF1-YID-lfSjw/viewform
Eu assinei.
Um abraço a todos.
Vou continuar na luta aqui para tentar amenizar as consequências do Coronavírus, além de tentar também melhorar o MEI.
Se quiser saber mais detalhes sobre o MEI, e de como se tornar um Microempreendedor Individual, segue o LINK.
Acho que quanto mais a gente fortalecer o MEI, melhor para a classe dos Autônomos.
Quem quiser assinar o apoio ao Projeto de Lei (PL) da Deputada Federal Margarida Salomão, clique AQUI.
Se der algum problema no link, segue ele por extenso:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeW7fjRVNclkvka8P1DajJAb_7wVvLuUivnkyF1-YID-lfSjw/viewform
Eu assinei.
Um abraço a todos.
Coronavírus - Só pra confirmar que minha classe é absurdamente frágil.
Olá pessoal.
Pois é...
Umas semanas atrás, eu só
conhecia duas pessoas que achavam um exagero este vírus.
Um cantor amigo meu, e
o presidente da república.
O cantor não demorou
muito a mudar de ideia, e o presidente mudou essa semana, né?
Minha ex-esposa, de dez
palavras que me passa quando conversamos pelo WhatsApp, uma é a palavra NEGATIVO.
Você é muito negativo,
atrai coisas negativas, tua conta ainda tá negativa?...
Ela ainda conseguiu ficar
comigo uns 10 anos!
Não é possível que eu
seja tão negativo, né?
(Brincadeirinha, viu
Jan? Só pra tornar o texto de hoje mais leve)
Obs: Ela nunca me
perguntou se minha conta estava ainda no vermelho.
Vamos voltar para a
parte séria.
Já passei muitos
apertos na minha vida. Como muita gente, né?
Comum, eu acho, para
quem trabalha com som, com música, com shows.
Comecei por acaso como
DJ, no final dos anos 80, e fui aproveitando as oportunidades.
Passei para estúdio de
gravação, jingles, e fui parar nos shows, onde estou até hoje.
Já operava o som de
bandas na época em que eu era DJ, mas em shows grandes, fui começar por volta
de 1992...
Uma das minhas razões
de deixar a profissão de DJ, foi exatamente a instabilidade da profissão.
O DJ era funcionário
da casa, não podia fazer outros trabalhos em outras casas noturnas.
E as boates não
duravam muito tempo. Então era um tal de abre/fecha, empregado/desempregado,
que doía. Vi muitos colegas e amigos da profissão correndo de um lado para
outro atrás de trabalho.
Mas eu ainda tive
sorte. Comecei e terminei minha carreira de DJ na Over Point.
Comecei recebendo um
pouco mais de um salário mínimo, e cheguei a ganhar até bem, viu?
Em 1991 fui para o Rock
in Rio pagando tudo! Minha primeira viagem de avião.
Mas nesse período como
DJ, a casa fechou um ano para reformas, e tive meu primeiro teste de
sobrevivência.
Passei um ano comendo
bolacha cream-cracker com goiabada no jantar, e muitas vezes meu almoço era
coxinha com guaraná, que eu deixava no "pendura" no carrinho de
lanches que ficava ao lado da casa onde eu morava (era um quarto alugado pra ser
mais exato), que era colada com um grande e famosos colégio em Boa Viagem.
Passei um bom tempo
depois sem querer ver uma cream-cracker!
Nesse mesmo período da
reforma, o dono da boate, meu Amigo Rogério Amorim, me colocou como caixa do
restaurante dele, pois eu tinha falado que não sabia o que iria fazer com o fechamento da casa.
Já fui caixa de
restaurante sim!
E no fim de semana
operava o som (voz, violão e percussão) nesse restaurante que virava bar.
Como o dinheiro era
curto, dormia o fim de semana num depósito de tralhas da boate e do bar, que
ficava no primeiro andar, para não gastar dinheiro com condução, principalmente para voltar pra casa, pois teria que ser de táxi.
Tinha uma cama lá, junto com todo tipo de tralha. Mas o ar-condicionado funcionava!
Vi que não tinha nenhum problema de alergia nesse tempo. Se tivesse alergia a poeira, morria ali mesmo.
Consegui passar por este primeiro teste de sobrevivência.
Tinha uma cama lá, junto com todo tipo de tralha. Mas o ar-condicionado funcionava!
Vi que não tinha nenhum problema de alergia nesse tempo. Se tivesse alergia a poeira, morria ali mesmo.
Consegui passar por este primeiro teste de sobrevivência.
Quis falar desse meu
caso, pra entrar no assunto atual, porque pelo tou estou vendo, vou ter mais um teste de sobrevivência.
Faz um bom tempo que
tento melhorar a situação da minha profissão atual, mas reconheço que não me esforcei
como deveria.
Acho que falei mais do
que agi.
Normal do brasileiro,
né?
Desde 1998 declaro imposto de renda, mesmo sem ter muita renda.
Desde 1998 declaro imposto de renda, mesmo sem ter muita renda.
![]() |
| O primeiro Imposto de Renda. Sem renda. |
E uma coisa sempre me
incomodou.
Tanto DJ, que na época
era chamado de discotecário, como técnico de som, não eram, e ainda não são, profissões
"reconhecidas".
Não existia técnico de som e luz na lista de profissões do governo, pelo menos quando se falava de imposto de renda. Depois veio o MEI.
A de técnico de som/luz, entrou por causa de umas reuniões num grupo virtual chamado GIGPLACE, do meu Amigo Lazzaro, que tive a honra de participar a muitos anos atrás, onde fizemos um abaixo-assinado ou coisa do tipo, e alguém levou para a turma de Brasília.
Essas reuniões virtuais funcionam, basta fazer com determinação.
Essas reuniões virtuais funcionam, basta fazer com determinação.
Estão na lista de
profissões agora, mas não têm nenhuma representatividade, até nos dias de hoje.
Zero.
Vou falar aqui da minha profissão atual, ok?
Técnico de som ou operador de áudio.
Mas a quantidade de profissões envolvidas em um show é bem extensa, e praticamente todas estão no mesmo nível de representatividade que a minha.
Técnico de som ou operador de áudio.
Mas a quantidade de profissões envolvidas em um show é bem extensa, e praticamente todas estão no mesmo nível de representatividade que a minha.
Já faz um bom tempo
que discutimos isso nos grupos de áudio.
Pelo menos no Graxa
BR, o assunto aparece sempre.
Mas sempre também não
saímos do lugar.
Principalmente porque
a profissão não tem uma regulamentação.
Para ser motorista de
aplicativos (Uber/Pop), você tem que ter carteira de motorista, e mais alguns
detalhes, como carro ano tal, tem que ter 4 portas, etc.
Na minha profissão,
não precisa de nada. É só ir para o show, e "mexer" na mesa de som.
Se vai conseguir ou
não, aí já é um outro assunto.
Mas não vou mentir... EU também comecei
assim!!!!!!!!
Me jogaram num palco
para fazer o monitor de vários shows no Carnaval aqui em Recife!
Naquele tempo podia se
fazer isso. Anos 90...
Hoje também. (risos)
Basta o artista levar.
Dependendo da
situação, o técnico da empresa de som é quem salva o trabalho.
COMO SALVOU O(s) MEU(s)
várias vezes até eu conseguir "dominar o touro".
Até hoje me considero
um "Ex-DJ Esforçado" ainda se esforçando, quando vejo vários outros profissionais da área trabalhando.
Já pensei várias vezes
em parar, mudar de profissão, vendo shows de Frejat, Elba Ramalho, Paralamas, O
Rappa, e tantos outros.
Já sei... Vão dizer
que minha EX tá com razão, né?
Sou muito realista, e tenho
uma autocrítica muito forte (até demais), sei do meu limite.
Fui muito mais longe
do que eu imaginei. (Ainda estou indo, né?)
Pois bem...
Mesmo eu tendo passado
pelo que muitos AINDA passam hoje no começo da minha profissão, ainda acho que ela deveria ter uma
regulamentação, mesmo que seja mínima!
Não só como a carteira de motorista para ser Uber, mas para que tenhamos algum tipo de apoio (jurídico/financeiro/saúde, etc) para resolver problemas que apareçam, como este agora do vírus.
Mais fácil conseguir um plano de saúde para um grupo, do que fazer um sozinho, não é?
Não podemos adoecer, sofrer algum acidente que impossibilite sair pra trabalhar.
Não temos seguro desemprego.
Não só como a carteira de motorista para ser Uber, mas para que tenhamos algum tipo de apoio (jurídico/financeiro/saúde, etc) para resolver problemas que apareçam, como este agora do vírus.
Mais fácil conseguir um plano de saúde para um grupo, do que fazer um sozinho, não é?
Não podemos adoecer, sofrer algum acidente que impossibilite sair pra trabalhar.
Não temos seguro desemprego.
Várias sugestões
apareceram nas conversas atuais "pós-vírus" nos meus dois grupos de áudio.
Algumas sugestões são
bem antigas, diga-se de passagem...
E nunca tomamos uma iniciativa para concretizá-las até hoje.
E nunca tomamos uma iniciativa para concretizá-las até hoje.
Sempre ficava só na
conversa.
Este CAOS causado pelo
vírus deu mais uma agitada no grupo.
Não tinha como ser diferente.
A palavra caos foi a
melhor definição para a situação que estou vendo.
Como tenho fobia de
barata, posso fazer uma boa analogia.
Já jogaram álcool líquido em
cima de baratas? Não?
É o CAOS para elas,
podem acreditar.
Todas correm
desordenadamente, desorientadas, para tudo que é lado, sem saber o que
fazer, e devem pensar (imagino eu): --- Que porra é isso?
Era assim que eu via a
cena.
Depois tocava fogo nelas, para poder tomar banho, com aquele cheiro nada
agradável de corpos queimados.
Quando eu entrava no banheiro, já sentia o cheiro delas vindo do ralo do chuveiro.
Fobia é fobia, meus caros. Eu era profissional no assunto.
Quando eu entrava no banheiro, já sentia o cheiro delas vindo do ralo do chuveiro.
Fobia é fobia, meus caros. Eu era profissional no assunto.
Tirando a cena
incendiária, estou vendo a mesma cena hoje em dia com os meus colegas e amigos
de profissão nos meus grupos de áudio.
O Coronavírus é o álcool
que jogaram nas baratas (nós, técnicos).
Minha analogia com as
baratas seria apenas pela desorientação que minha classe passa nesse momento.
Mas por não conhecer
bem os insetos, fico na dúvida se as baratas não poderiam ser mais
organizadas como classe, quando comparo com a minha.
Essa é minha sensação.
A desorientação tá
grande nos meus grupos de áudio.
E agora? Fazer o que?
Vou ficar três meses sem ganhar nada? Como vou sobreviver?
Todos perguntam...
Todos perguntam...
Shows sendo cancelados
a cada segundo, caindo como os soldados na cena inicial do filme O Resgate Do
Soldado Ryan.
(Adoro fazer
analogias, para terem ideia do que estou vendo ou sentindo)
Desespero total.
E não é pra menos.
Quando os
cancelamentos foram entrando nos meses seguintes, não tem como não ficar desesperado.
E com os rumores que até passe de junho estes cancelamentos? São João cancelado?
Oxe... Como assim?
Não tem como eu passar
de março até julho sem shows não!!!!
Acredito que começamos
a ter uma "leve" ideia do que os atuais 12 milhões de desempregados no
país sentem.
Por enquanto ainda é
leve a sensação, mas já é também assustadora.
E pode ser leve e
assustadora ao mesmo tempo?
Eu acho que ainda pode,
por enquanto.
Temos ainda
perspectiva de um retorno.
Os mais de 12 milhões de desempregados atuais, não tem essa mesma sensação, acredito eu. Principalmente agora!!!!!!!
Só pra deixar mais
claro, quando falo na primeira pessoa do plural (Somos, achamos, temos...), tou
me referindo a minha classe, ok?
E qual a solução para
essa nossa situação? Essa pergunta pipocava no grupo.
A quem vamos recorrer? Como posso ter um seguro desemprego?
A quem vamos recorrer? Como posso ter um seguro desemprego?
Apareceu todo tipo de
fórmula!
Que até Stephen Hawking iria levar tempo para solucionar.
Lembram do filme? A Teoria De Tudo?
Muito bom!!!!
Se não viram, vejam!
Mas acho que
esqueceram que não temos tempo para montar e resolver essas fórmulas.
Eu, negativo como
minha EX me considera, falei em apenas duas saídas:
1- Os artistas
ajudarem suas equipes técnicas.
2- O governo ajudar a
classe (ou qualquer outra) através do MEI.
Acho que a opção 1
ainda tem chance.
A outra não.
Acho difícil obter algum tipo de ajuda oficial, se não estamos oficialmente registrados como profissão. Quem não fez uma reserva de dinheiro para eventuais emergências, como tou vendo que foi a maioria, inclusive eu, vai sofrer agora com estes meses sem trabalho.
Acho difícil obter algum tipo de ajuda oficial, se não estamos oficialmente registrados como profissão. Quem não fez uma reserva de dinheiro para eventuais emergências, como tou vendo que foi a maioria, inclusive eu, vai sofrer agora com estes meses sem trabalho.
Mas ainda aposto muito
nesse MEI, viu?
Pior sem ele.
Já estou no MEI faz 4 anos, e antes eu era ME.
Resolvi depois desse grande susto, reservar uma percentagem de todos os meus cachês para um fundo emergencial. Penso em variar esse desconto entre 5 e 10%, dependendo da situação financeira do momento. Mas sempre vou descontar. Como tenho uma conta de banco virtual (Nubank), fora a minha do Itaú, vou usar essa do Nubank para o fundo emergencial.
Decisão tardia, acredito eu, mas não vou chorar pelo leite derramado. Melhor começar tarde do que não começar, não acham? O velho ditado: Antes tarde do que nunca!
Já estou no MEI faz 4 anos, e antes eu era ME.
Resolvi depois desse grande susto, reservar uma percentagem de todos os meus cachês para um fundo emergencial. Penso em variar esse desconto entre 5 e 10%, dependendo da situação financeira do momento. Mas sempre vou descontar. Como tenho uma conta de banco virtual (Nubank), fora a minha do Itaú, vou usar essa do Nubank para o fundo emergencial.
Decisão tardia, acredito eu, mas não vou chorar pelo leite derramado. Melhor começar tarde do que não começar, não acham? O velho ditado: Antes tarde do que nunca!
Voltando para as fórmulas...
Com um prazo maior de tempo, ainda acho que só vamos ter uma melhoria na profissão quando NOS unirmos OFICIALMENTE.
Com um prazo maior de tempo, ainda acho que só vamos ter uma melhoria na profissão quando NOS unirmos OFICIALMENTE.
Depois desse susto, pode ser que este prazo diminua.
Associação, sindicato,
grupo, órgão, time, membros... Seja lá o que for! Qualquer coisa tem que ser criada, com um cadastro dos profissionais, com pagamento de mensalidades ou anuidades pelos membros participantes, onde poderíamos ser
representados OFICIALMENTE por essa "coisa" em qualquer situação que possa aparecer no caminho.
Com ou sem provas, com ou sem testes para fazer parte disso, mas tem que ter essa coisa oficial.
Sem ser uma classe
reconhecida e representada, vamos ficar nas conversas infinitas nos grupos de áudio sobre os
mesmos problemas, e sempre sem resolvê-los!
Até que joguem
novamente o álcool em cima da gente, e todos se agitam, e correm desordenadamente.
Não sei vocês, mas eu não estou achando muito legal me sentir uma barata encharcada de álcool!
Boa sorte a todos.
Boa sorte a todos.
Um abraço a todos.
PS: Fica aqui registrado
a campanha que levantaram no meu grupo de áudio Graxa BR. Uma pena que não pode
ter mais gente neste grupo, por causa do limite do WhatsApp.
Só quem tá lá, sabe
como ele funciona.
Temos que expandir para outras plataformas, para que agregue mais gente, viu Leo?
Seguindo as mesmas regras, logicamente.
Como não tenho um artista "fixo" atualmente, esta campanha nem serve muito para mim.
Mas se ajudar alguns outros da profissão, já é um começo. Né?
Temos que expandir para outras plataformas, para que agregue mais gente, viu Leo?
Seguindo as mesmas regras, logicamente.
Como não tenho um artista "fixo" atualmente, esta campanha nem serve muito para mim.
Mas se ajudar alguns outros da profissão, já é um começo. Né?
sábado, 29 de fevereiro de 2020
Passando de 2019 para 2020 - Foi muito animado!
Olá pessoal.
Faz tempo que não
venho aqui, né?
Depois daquele
trabalho no final de novembro com O Grande Encontro (OGE), fiz vários outros
trabalhos, e acabei não falando de nenhum deles aqui no Blog.
Vou só registrar os
trabalhos, falando pouco de cada um.
Espero conseguir.
Logo após o OGE, fiz Carol Levy aqui em Recife.
Muitos já sabem que eu
gosto muito de fazer o som dos shows dela, e esse foi mais um.
O desse dia foi o
Conto de Casa, onde é só ela e seu tecladista-marido Carlinhos Borges. Foi
tudo certinho, mesmo ela usando um microfone "headset" omnidirecional.
Operei o som usando o
iPad ligado numa X32 ao lado do palco.
Entrando em dezembro,
comecei fazendo o som da Maraca Band, num evento fechado no Cais do Sertão, em
Recife.
Tive uma dorzinha de cabeça neste trabalho, pois nada do que foi combinado aconteceu. Colocaram outro sistema, o material não estava completo no palco para passar o som... Mas entre mortos e ferido, salvaram-se todos. Tive mais trabalho nesses show do que fazendo o OGE.
Tive uma dorzinha de cabeça neste trabalho, pois nada do que foi combinado aconteceu. Colocaram outro sistema, o material não estava completo no palco para passar o som... Mas entre mortos e ferido, salvaram-se todos. Tive mais trabalho nesses show do que fazendo o OGE.
Dois dias após este
trabalho, fui operar o som do Reverbo.
Lavei a alma (de ateu).
Muito legal o evento.
Foi bem simples. Duas vozes e dois violões sempre! Operei o som PA/Monitor
usando o iPad ligado na X32 Air. Foi massa!
Muita gente boa da
cena Pernambucana tocando e cantando. Belo projeto.
Duas semanas depois, nos
dias 23 e 25 de dezembro, fui fazer o Natal Para Sempre.
Já opero o som deste
espetáculo faz alguns anos. E foi tudo dentro da normalidade mais uma vez.
Além de mixar as vozes
dos atores, que usam microfones headset, também sou responsável pela sonoplastia
do espetáculo, onde disparo trilhas e efeitos, usando o meu Cubase7.
Mudaram o local do
espetáculo, e pelo que pude notar, a mudança foi para melhor!!!
Uma multidão nos dois
dias. Massa.
E para finalizar o ano,
fiz o Réveillon com a Maraca Band, na praia do Pina, em Recife.
Levei meu vinho e me diverti.
O Palco era minúsculo, mas conseguimos arrumar todo mundo em cima. Mais uma vez o combinado não foi cumprido, e as caixas de PA (apenas duas) ficaram na frente de alguns músicos.
O Palco era minúsculo, mas conseguimos arrumar todo mundo em cima. Mais uma vez o combinado não foi cumprido, e as caixas de PA (apenas duas) ficaram na frente de alguns músicos.
Deu para fazer bem,
mas o ideal seria o que eu tinha combinado, com 4 caixas suspensas.
Se o espaço do show
fosse maior, iria faltar som.
O show foi muito
legal, como eu já esperava.
No começo de janeiro, peguei um trabalho para todo o mês!
No começo de janeiro, peguei um trabalho para todo o mês!
Fui chamado pelo
Estúdio Carranca para gravar o áudio de um "Sitcom", como o Sai de
Baixo ou Vai Que Cola.
Sitcom, abreviatura da expressão
inglesa Situation Comedy ("comédia de situação", numa tradução
livre), é um estrangeirismo usado para designar uma série...
Seria a primeira vez
que um trabalho desse tipo seria feito fora do eixo RJ/SP.
Desafio bom, né?
E meu Amigo do
Carranca me enganou. Falou que era coisa simples. Só apertar o botão REC
(Gravar). Não foi.
Foi bem mais
complicado do que ele falou.
Foram 26 dias de
gravação. Um episódio por dia. Mas teve alguns dias que gravamos dois!
Foi bem puxado
(pegando carona no título do projeto), e passei boa parte do tempo com o fone
no ouvido.
Cada ator usou
microfone tipo lapela, escondido na roupa. E esse era o grande problema. Gravar
sem ruídos! Foi um tal de muda-muda de lugar do microfone...
Eram 5 atores
principais, e apareceram alguns convidados durante os episódios.
Nunca tinha feito tal
trabalho, e foi um aprendizado bem interessante.
Fora estes microfones
de lapela, ainda colocamos 6 microfones "shotgun" pendurados no teto,
até o limite de não aparecerem na cena.
Todos ficaram
satisfeitos com o resultado.
Eu, o diretor, e o
técnico do Carranca que já está mixando esse áudio.
Foi massa a
experiência! Mesmo KBorges mentindo pra mim. (risos)
Esse trabalho foi de
02/01 até 02/02/2020.
Depois emendei três
trabalhos. Dias 7, 8 e 9 de fevereiro.
No dia 07 fui fazer o monitor de Alceu Valença em Petrolina.
No dia 07 fui fazer o monitor de Alceu Valença em Petrolina.
Colocaram a mesa de
monitor no sub-solo!!!!!
Foi quase isso.
As duas mesas
(PA/Monitor) ficaram no chão, fora do palco.
E logicamente, a
escada de acesso ao palco era na outra extremidade!!!!!
Quem me salvou foi o
iPad.
Sem ele, a coisa seria
mais complicada.
Passei quase todo o
show, ao lado do side, operando pelo iPad.
Fora isso, deu para eu
considerar normal o trabalho.
Só não podia ficar
ouvindo as vias no fone, pois a mesa estava lá embaixo e não tinha um sistema de
in-ear sobrando para eu usar como escuta.
No outro dia, fui
fazer o som do PA do Quinteto Violado em Olinda. Sem passar som.
Passei foi vergonha.
Não consegui ajustar o
som do PA durante todo o show!
Nem quero lembrar, que
me dá uma tristeza.
Tou revendo meus conceitos
sobre fazer um show assim novamente.
Dependendo de alguns
detalhes, não faço isso mais não!
No outro dia, logo
cedo, já fui arrumar as coisas para outro show de Alceu, que aconteceria no
Recife Antigo.
Nesse, o que complicou
foi que chegamos cedo, mas quase ninguém mais chegou.
Ia ter até mudança de
mesa de lugar, e outra seria colocada no palco.
À princípio era só uma
mesa, mas revertemos isso.
A mesa que estava no
palco fazendo PA/Monitor, foi colocada na beira do palco na frente, e uma LS9
foi colocada no palco para eu fazer o monitor.
A saída de fone da
mesa estava louca, e isso dificultou o trabalho.
Mesmo com todos os
"perrengues", tudo deu certo no show!
Muita gente no local.
Foi uma festa!
Eu já tinha um show
marcado com o Cordel do Fogo Encantado (CFE) no dia 15/02 em Sergipe, mas dois
dias antes me chamaram para fazer o monitor da Nação Zumbi em Recife no dia 14,
no Pré-Amp.
No primeiro contato, falei que não poderia fazer, pois iria viajar na madrugada do outro dia desse show da Nação, e não iria correr o risco de perder a hora da saída para Sergipe.
No primeiro contato, falei que não poderia fazer, pois iria viajar na madrugada do outro dia desse show da Nação, e não iria correr o risco de perder a hora da saída para Sergipe.
Mas o diretor técnico
da Nação me avisou que o diretor técnico do Cordel estaria nesse show anterior,
e não teria problema com o horário, pois já era sabido que o show não poderia
passar de meia-noite, e a saída do ônibus para Sergipe era às 3 da madrugada.
Ahhh, tá. Aí dá para
fazer. E fui fazer.
Passamos o som desse show da Nação Zumbi. Só tive um probleminha com um dos sistemas de in-ear, e foi exatamente o da voz principal, pra variar....
Passamos o som desse show da Nação Zumbi. Só tive um probleminha com um dos sistemas de in-ear, e foi exatamente o da voz principal, pra variar....
Fiz o soundcheck sem
esse in-ear do cantor, mas fiquei no palco para resolver.
![]() |
| Showtime da Nação Zumbi. Foto by Black_Stage. |
Resolvi, mas antes da
terceira música, o cantor preferiu usar só as caixas mesmo.
Disse depois do show para
mim que estava legal só com as caixas, e o fone deixava ele desconfortável,
pois perdia o clima do palco.
O show foi muito bom,
e não tive nenhuma surpresa.
Ainda peguei uma
carona para sair do local do evento, para pegar um Uber/Pop num local onde o
preço da corrida seria bem menor. E foi o que aconteceu. Economizei uns Reais!
Deu tempo de tomar
banho, e esticar as pernas por um tempo em casa, antes de seguir para o local
da saída do ônibus. Eu já tinha arrumado a pequena mala no dia anterior.
Dormi no ônibus, que
só deu uma parada no hotel para os músicos descerem, e seguimos para o palco,
onde já estava combinado um almoço num restaurante ao lado.
Nunca tinha feito o
monitor da banda CFE.
Já sabia que seria uma
PM5D no monitor, e levei uma cena de um show anterior da banda, feita pelo
técnico que fui substituir.
Ao subir no palco, já
notei que não seria relax o trabalho.
Tudo atrasado!
Vamos almoçar, que o
produtor já tinha reservado e encomendado o almoço.
O restaurante ficava a
200 metros do palco.
Mas não adiantou.
Ainda iam fazer!!!!
Atrasado também.
Mas a espera foi
compensada pela delícia que ficou a moqueca mista. Show!
Mas nem deu tempo pra
descansar o almoço.
Vamos para o palco.
A produção do evento
era fraca, e isso complicou (e muito!) o trabalho.
Estrutura pequena, mas
muitas atrações no palco.
Conseguimos passar o
som, e quem me salvou foi a cena do amigo que eu levei.
Só deu tempo para
ajustar os monitores e a banda chegou. O nosso produtor avisou que eu estava
com a cena de um show anterior, e combinamos começar já tocando alguma música,
e eu iria fazendo os ajustes.
Tocaram duas músicas e
encerraram o soundcheck.
Valeu Fumato, pela
cena emprestada. Ajudou, e muito!
Seguimos para o hotel que ficava em Aracaju, para aguardar a hora do show.
Seguimos para o hotel que ficava em Aracaju, para aguardar a hora do show.
O palco estava armado
em Barra dos Coqueiros.
Aí tudo começou a
complicar...
O atraso foi
aumentando, feito uma bola de neve.
Resumindo...
Quando a CFE entrou no
palco, apareceu uma turma na frente gritando com um cartaz na mão.
Só consegui ler:
Artigo 163.
Tinha outras frases,
mas não lembro agora.
Depois de um tempinho,
foi que notei que era um protesto!
Lirinha, o cantor, não
entendeu foi nada! E ainda estava de in-ear.
Enquanto a banda
tocava a primeira música, ele tirou o fone e foi falar com a menina que estava
com o cartaz na beira do palco.
Pelo que entendi
depois, Artigo 163 era uma banda local, que foi remanejada no horário para a
CFE entrar, já com um atraso grande do que estava acordado.
A produtora do CFE
explicou para banda o que estava acontecendo, e a banda resolveu sair do palco
para que a banda Artigo 163 fizesse sua apresentação.
Quando a gente
retornou ao palco, já era 3h da madrugada.
O show, logicamente,
não foi mais como eles tinham ensaiado.
Resumiram, cortaram, até
para ver se o atraso poderia ser amenizado. Outras bandas ainda iriam se
apresentar.
Mesmo com esse
problemão, o show foi bem legal, mesmo tendo sido totalmente
"recortado".
Não tive problemas com
a monitoração.
Já era dia claro
quando chegamos ao hotel, e soube depois que a última banda, que subiria ao
palco às 4h30 da madrugada, só conseguiu fazer isso um pouco depois das 7h da
manhã!
A confusão foi grande.
Da sexta para o sábado, e do sábado para o domingo, minha cama foi a poltrona do ônibus.
Da sexta para o sábado, e do sábado para o domingo, minha cama foi a poltrona do ônibus.
Na outra semana já era
o carnaval!
Eu só tinha 3 shows
marcados.
Iria fazer o PA de
Siba, artista de Pernambuco, que reside atualmente em São Paulo.
Um grupo de técnicos
de Recife foi criado no WhatsApp anos atrás, no intuito de uma ajuda mútua entre
os técnicos.
Era para durar só um
carnaval, mas o resultado foi tão bom, que este grupo existe até hoje.
A proposta inicial era
ver quem poderia substituir o técnico num show, caso houvesse choque de datas.
E essa continua sendo
a proposta do grupo, mas não só no carnaval, mas durante todo o ano!
Fora isso, também conversamos
sobre áudio, logicamente.
Nesse grupo pude notar
esse ano que faltou técnico. Era muito show para pouco técnico.
E não demorou muito
para eu conseguir um show para o sábado de carnaval, que era o único dia que eu
não tinha trabalho marcado.
Fui fazer o monitor da
banda Mombojó no palco da Praça do Carmo em Olinda.
Nesse dia teve
soundcheck, e não foi fácil ajustar as coisas, principalmente o side, que
estava com problemas. Passei uns 20 minutos só tentando deixar num ponto que
desse pra fazer o show.
Nos monitores, fiz os
ajustes normais que sempre faço.
Como não senti firmeza
nos sistemas de microfones sem fio, coloquei um microfone com fio para o cantor
da banda. Decisão acertada.
O show foi muito bom,
como a maioria que fiz anteriormente.
No outro dia, viajei
com Siba para o Rio Grande do Norte, onde o show seria em Parnamirim.
Teve soundcheck.
![]() |
| Siba. |
Era uma mesa só, para
fazer PA e monitor.
Não foi legal, olhando
pelo lado sonoro.
Passei todo o show na
frente do palco com o iPad fazendo o som do PA, pois não cheguei num ponto em que
achei que poderia fazer isso atrás das caixas de som.
Depois do show, Siba
falou que foi um "caos" lá em cima do palco.
Nada bom ouvir isso do
artista, né? Mas faz parte.
O line array não era
ruim.
Coloquei minha música
para ouvir o som dele antes de começar o soundcheck.
A equipe da empresa de
som se empenhou para que tudo desse certo, mas eu "não acertei a
mão".
Antes de chegarmos
para este show, já me avisaram que no show da Praça do Carmo seriam dois técnicos
para o show de Siba.
Ótima decisão.
Voltamos para Recife,
e eu ainda com a palavra CAOS na cabeça.
Alguns técnicos
comentaram sobre o monitor do palco da Praça do Carmo, que não estava fácil
fazer, e fui chamado pela produção de outro artista para fazer o monitor lá.
Almério é o nome desse artista.
Almério é o nome desse artista.
Nesse mesmo dia de
Siba, só que horas antes.
Como eu já tinha feito
o monitor do Mombojó no sábado, peguei essa minha cena e adaptei para o show de
Almério, que não teria soundcheck. Seria feito tudo na hora.
E foi uma correria!
Mas deu certo, mesmo
usando os microfones sem fio disponíveis, por preferência da produção do
artista. Por mim, colocaria microfone com fio!
Os microfones não
falharam, mas o sinal já chegava bem alto no receptor, causando distorção, e
não consegui baixar esse sinal. Mudei a chave de atenuação no microfone, mas
nada acontecia.
Foi assim mesmo.
O show transcorreu sem
atropelos. Fui fazendo os ajustes normais dos monitores, e tudo acabou bem.
Massa!
Me preparar para o outro trabalho, que seria Siba.
Me preparar para o outro trabalho, que seria Siba.
Como eu já tinha feito
dois trabalhos nesse palco fazendo monitor, resolvi trocar com o técnico que
contrataram para fazer o monitor de Siba.
E mais uma vez acertei
na decisão.
Perguntei para Siba se ele iria
usar o fone, mas ele disse que não.
Perguntei por que?
E ele falou que estava
com medo...(!)
Ainda por causa do
resultado do show anterior.
Ok, vamos sem fone
mesmo.
A diferença é que
nesse show eu estava dedicado ao monitor, e o equipamento era outro, os
monitores eram outros.
Ajustei a voz dele nos
monitores e side, já enviando para o baterista.
Logicamente, usei
minha cena do show anterior com Almério, adaptando para esse novo show.
Coloquei microfone com
fio para ele, logicamente!
Foi tudo certo no
show.
A palavra caos já
começava a desaparecer na minha cabeça.
Vamos para o último
dia de carnaval, na Praça do Arsenal, em Recife.
Dois shows. Carol Levy (show infantil) e Siba novamente.
Dois shows. Carol Levy (show infantil) e Siba novamente.
O sistema de som era
muito bom, e já comentado nos grupos de áudio.
Com Siba, seria
novamente só eu como técnico.
Com Carol também, mas
decidiram depois (acertadamente) levar outro para o monitor, pois o show dela é
complicado.
Esse é bem diferente do Conto de Casa.
Aqui tem bateria, baixo, guitarra, sax-flauta e os teclados e samplers.
Esse é bem diferente do Conto de Casa.
Aqui tem bateria, baixo, guitarra, sax-flauta e os teclados e samplers.
![]() |
| Carol Levy. |
Todos de fones, tem
bases gravadas, os músicos tem que escutar o click, a cantora também usa
in-ear, e o microfone dela é um headset, não tão fácil de ajustar, principalmente
por que ela iria ficar na frente das caixas do PA.
Para fazer tudo isso
funcionar sem soundcheck, levaram todo o sistema de distribuição dos sinais para
o PA e monitor.
Tudo isso dava dentro
de apenas um case (caixa)!
É... Tecnologia à
serviço do bem.
Duas X32 Core.
Independentes! Só o ganho era único para as duas mesas.
Eu ficaria com um iPad
para fazer o PA, e meu amigo Evangelista ficaria com outro iPad operando o
monitor.
Ahhhhh.
A cena já era uma de um show anterior, e provavelmente eu não teria que ficar ajustando peça por peça.
A cena já era uma de um show anterior, e provavelmente eu não teria que ficar ajustando peça por peça.
E foi exatamente isso
que aconteceu!!!!!
Mandamos o sinal do L/R
da X32 para dois canais da mesa de PA, e fui abrindo os canais na X32.
Ajustei o microfone de
Carol para esse PA, e fui abrindo as outras peças.
Tudo muito rápido. E
preciso!
Mas isso foi só depois que troquei meu iPad pelo de Evangelista. O meu estava muito lento, e eu não iria conseguir fazer o trabalho com ele.
Mas isso foi só depois que troquei meu iPad pelo de Evangelista. O meu estava muito lento, e eu não iria conseguir fazer o trabalho com ele.
O show foi muito bommm!!!!!
Subi no palco depois
do show para agradecer Evangelista.
Não fiz força lá na frente pra ficar bom.
Tudo já veio bom.
Disse pra ele que foi
o dinheiro mais fácil que ganhei nesse carnaval.
Espero que ninguém de
Carol leia isso. (risos)
Fui comer um acarajé
(caríssimo!) depois do show, para aguardar a hora do show de Siba, que também
não teria soundcheck.
Como tinha um tempo
grande de espera, já fui organizando as coisas para o show de Siba com o
técnico de monitor da empresa de som.
Já vi que poderia usar
os microfones sem fio, e já deixei um sistema de in-ear preparado para receber
o sinal de um desses microfones.
Combinei com Siba para
ele usar o fone nesse show.
Já tinha combinado
também com o técnico de PA da empresa de som (Westinghouse. Isso mesmo. Esse é
o nome dele. Chamo de West.), que eu iria dar uma iniciada no monitor e depois
iria pra frente.
E perguntei também se
teria problema ele fazer o som do PA, caso eu não conseguisse deixar o monitor
legal.
Eu ainda tinha um
resquício da palavra CAOS na mente.
West falou que não
teria problema algum operar o som do PA, caso eu não chegasse lá na mesa de PA.
Massa.
Na minha hora, liguei
o microfone sem fio de Siba, e já fui ver (ouvir) os monitores.
![]() |
| Siba. |
Coloquei a voz dele
nos monitores da frente e no side, já ajustando o timbre, com a ajuda do
técnico de monitor da empresa de som (Cleiton), que ficou o tempo todo na mesa
de monitor, uma PM5D-RH da Yamaha.
Não esquecendo que
Siba ia ter essa voz também no fone.
Então nem abusei do
volume. Pensei mais no resto da banda, que ouviria essa voz nesses monitores
também.
Dei uma geral na
monitoração do baterista, sempre com a ajuda de Cleiton.
E depois de todos os
canais estarem chegando nos canais certos, fui para a mesa de PA.
O show começou com eu
no meio do caminho.
Era meu primeiro
contato com a mesa de PA, uma Venue S6L.
Mas cheguei cedo nesse
dia para tomar umas aulas com West.
Ela tem muita coisa
parecida com as outras versões da Venue, por isso não foi complicado entender.
Como ela é uma mesa
completamente configurável, West deixou-a de um jeito excelente para operar o
som do PA.
Subi na housemix, e
West me passou o controle do show, que ele tinha iniciado.
Obrigado West pelo
atendimento e ajuda.
O show foi massa!
Se não gostaram do
som, a culpa foi exclusivamente minha!
Já no camarim, todos
satisfeitos.
Ainda apareceu um
convite para fazer o monitor de uma banda no outro dia em Olinda, no mesmo
palco que fiz 3 shows.
O cachê era menor do
que eu tinha estipulado para esse carnaval. Agradeci pelo convite, mas disse
que não iria.
Preferi comer
caranguejo ao coco no Caneca Fina.
Já voltando pra casa,
sozinho na van, depois de deixar Siba em casa, nem lembrava mais da palavra
caos.
Suspirei, pensando... Como
foi animada essa transição 2019-2020.
Não acharam?
Cheguei em casa, tomei
um banho quente, e bebi umas taças de vinho até a agitação do trabalho baixar.
Fui dormir "molinho", e bem satisfeito.
Um abraço a todos.
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