quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Monitor de dois shows do padre Alessandro Campos - Como eu já imaginava, não muda nada!

 
Olá pessoal.
Já fiz alguns trabalhos nesse mês (Banda de Pau e Corda, SaGRAMA, Mestre Ambrósio, Almério), e ainda tenho mais um no dia 31 para fazer, que é o show da banda Academia da Berlinda aqui em Recife, onde vou operar o monitor.
Ahhh... Já no dia 01 de fevereiro vou operar o PA do show de Martins, em Olinda.
Muita coisa boa para falar dos trabalhos que já fiz, mas eu achei um especial, principalmente porque foi a primeira vez que operei o som do show de um padre.
E a primeira vez a gente nunca esquece, não é verdade?
Na grande maioria das vezes, realmente eu acho que não esquece.
Na realidade, foram dois shows com o padre num intervalo de cinco dias.
Chegando no palco em Surubim - PE.
Eu até recebi antes desses trabalhos com Alessandro Campos, um convite para operar o som do padre Fábio de Melo, que seria apenas piano e voz aqui em Recife, mas eu já tinha trabalho marcado no dia e não pude aceitar.
Aí chegou esse convite para fazer o monitor de dois shows do padre Alessandro Campos em Pernambuco.
O primeiro aconteceu no dia 20 de janeiro em Surubim, e nesse domingo passado (dia 26) o show foi na praia de Ponta de Pedras em Goiana.
A indicação do meu nome foi feita por Marcel, produtor de Alceu Valença.
Ele me chamou no WhatsApp avisando que tinha me indicado para o produtor do padre (Kalil), e se eu estaria interessado no trabalho.
Falei que sim, e então ele me falou que Kalil iria entrar em contato.
E assim foi.
Show em Ponta de Pedras - Goiana - PE. Foto by Kalil Higa.
Na realidade, ele indicou toda a equipe técnica de Alceu Valença, que está de férias em Portugal.
Rogério ficaria no PA, Luciana na luz, Ambrósio como roadie e eu no monitor.
Bigu é o técnico de monitor de Alceu, e acredito que ele não poderia fazer esses trabalhos do padre, e assim surgiu meu nome.
Massa. Vamos fazer.
Eu não tinha a menor ideia de como seria o show.
Kalil foi me informando alguns detalhes e eu fui ver algo na internet, como no YouTube e Instagram.
Era banda completa, com bateria, baixo, viola, violão e sanfona.
Fora isso, ainda tinha um VS (Pro Tools) com algumas coisas pré gravadas, como percussão e metrônomo.
Eu até já tinha montado a cena da PM5D do primeiro show que seria em Surubim, quando soube que também teríamos dois trompetes nesse show.
Só coloquei esses dois canais no final, sem mexer muito na cena, só refazendo as mandadas para mais duas vias de monitoração dos músicos, que iriam usar fones também.
Todos os músicos iriam usar fones, incluindo o padre.
Saulo, baixista e diretor musical do show, se comunica o tempo todo com a banda através de um microfone que só vai para os fones dos músicos.
O famoso microfone de comunicação interna.
Kalil já tinha me adiantado que não era uma missa, era um show musical e nem todas as músicas eram religiosas.
Por exemplo, no repertório tem a música "É o Amor", da dupla sertaneja Zezé de Camargo & Luciano.
Foram legais as dicas do produtor do padre, mas isso não foi fator determinante para aceitar o convite, tanto que aceitei fazer sem ter noção alguma de como seria o "show".
Eu não tinha falado ainda com Kalil.
Não vou falar muito sobre os detalhes técnicos dos shows porque a intenção hoje é outra.
No primeiro show em Surubim, tinha uma PM5D (Yamaha) no monitor, com alguns faders com problemas, o que me fez evitar trocar de página de fader durante o show.
Alguns faders enganchavam.
Levamos também mais tempo que o previsto para ligar todos os nossos canais por causa de alguns cabos e subsnake com "probleminhas".
Mas depois de tudo ligado e funcionando, foi tudo mais tranquilo.
E o melhor... Não iríamos desligar nada no palco depois do soundcheck!!!!
Ficaria tudo montado e ligado porque o show do padre seria o primeiro.
Alessandro Campos não participou do soundcheck dos dois shows.
Chegava na hora, pegava o microfone e começava a cantar.
Eu tinha ajustado um in-ear para ele nesse show de Surubim, mas...
Ele esqueceu o fone dele. Acho que deixou no hotel.
Logo nas primeiras músicas, eu avisei ao nosso produtor que eu tinha um fone reserva para ele usar.
Kalil levou o sistema com o fone para Alessandro, mas ele falou que estava legal só com os monitores, e que não iria usar o in-ear.
E foi isso que aconteceu até o final.
Showtime - Surubim - PE.
O show foi muito legal, e tudo transcorreu dentro da normalidade.
Uma multidão participou do show, cantando... E rezando!
Foi massa!!
Melhor ainda... Após o show, enquanto desmontávamos os nossos equipamentos, Kalil veio chamar toda equipe técnica, pois o padre Alessandro queria falar com a gente.
Foram tantos elogios que ele falou, que fiquei até constrangido.
E isso é impagável!!!!
Trabalho cumprido, e com louvor!!!! (Risos)
Voltamos para casa logo após o show.
Fiquei sabendo que no segundo show seria uma CL5 (Yamaha) no monitor.
A primeira coisa que eu fiz foi converter a cena da PM para a CL.
Para isso usamos o software Yamaha Console File Converter, disponibilizado gratuitamente no site da Yamaha.
Com certeza já falei sobre esse software aqui no Blog, é só procurar.
Mesmo o software não convertendo tudo, já ajuda muito começar com a cena convertida.
Fiquei sabendo também que não teríamos os dois trompetes nesse show na praia de Ponta de Pedras, que fica em Goiana, também em Pernambuco.
Depois de convertida, ajustei alguns detalhes, como retirar os canais dos trompetes.
Também tive que colocar os equalizadores gráficos nas vias, que infelizmente não vem na cena convertida.
Os equipamentos nesse show em Goiana eram excelentes, tudo novinho e bem cuidado.
E mais uma vez iríamos montar, ligar, faríamos o soundcheck e tudo ficaria no palco ligado!!!
O show do padre Alessandro Campos seria o primeiro da noite.
Excelente notícia!!
E foi tudo lindo mesmo.
Kalil já tinha me avisado que o padre não iria usar o in-ear.
A cena convertida encaixou lindamente no soundcheck, tornando tudo mais simples.
Vou dar uma parada aqui para ajustar as cenas dos dois shows que faço nesse fim de semana aqui em Recife, e só devo postar isso amanhã, quinta-feira...
____
Fiz algumas compras recentemente para me ajudar nos trabalhos.
Lembram que já comentei aqui que ando com alguns equipamentos próprios para me ajudarem nos serviços? Principalmente no monitor!
Pois bem...
Adquiri 3 microfones bem simples com chave On/Off para usar na comunicação interna no palco.
Um para mim e os outros dois para os roadies.
Esse assunto de microfones para comunicação interna foi o tema da postagem anterior.
Para não ter que depender da empresa de som, resolvi levar os meus microfones com fio para meus trabalhos de monitor.
Fora isso, ainda comprei 4 amplificadores de fones, que podem ser usados tanto mono quanto em estéreo.
E mesmo quando usado em estéreo, só preciso enviar UM cabo XLR  para o músico.
Um cabo normal de microfone, que toda empresa tem em grande número.
Para isso, precisei fazer cabos especiais (foto abaixo), onde os dois canais da via estéreo são combinados numa única saída.


No amplificador de fone tem a chave, onde escolho entre mono ou estéreo.
Se for uma via MONO, não preciso usar meu cabo especial.
Devo comprar mais dois desses aparelhinhos...
Mas vamos voltar para o segundo show do Padre Alessandro Campos em Goiana.
Não confundir com Goiânia em Goiás, viu?
É Goiana em Pernambuco.
Não demoramos para finalizar o soundcheck.
Como eu falei acima, a cena convertida ajudou bastante no trabalho.
E quando eu soube que o padre não iria usar o in-ear, passei o sistema para o baterista, que em determinada hora, vai lá para a frente do palco tocar "cajon" (pronuncia-se carrôn) na parte acústica do show.
No show anterior ele usou meu Power Click estéreo com fio.
Nesse show, deu para colocar todos com in-ear sem fio.
Estava tudo tranquilo no show, quando de repente cai um temporal!

Showtime em Goiana, com muita chuva. Foto by Kalil Higa.
Muita água começou a entrar no palco por causa da força do vento.
E para complicar mais, as laterais do palco não foram protegidas com lonas grossas, mas sim por uma fina tela toda perfurada, que do mesmo jeito que passa o ar para refrescar o ambiente, passa também água!!
Aí tivemos que cobrir a mesa de som com uma lona também.
Mas... Essa lona também não tinha a espessura adequada para o serviço, e não era totalmente impermeável.
Ou seja?
Começou a pingar água na mesa de som.
E o show rolando...
Showtime em Goiana, com muita chuva. Vídeo by Kalil Higa.

Os quatro monitores que eu estava usando para o padre foram retirados do local por causa da grande quantidade de água que estava caindo em cima deles.
E agora? E a voz do padre Alessandro?
O produtor veio me pedir o in-ear para Alessandro Campos, mas o baterista já estava usando o sistema.
Falei que iria colocar mais voz no side para compensar a falta dos quatro monitores.
Mas tinha uma outra saída...
Solicitei ao pessoal da empresa de som que ligassem os monitores (eram ativos, alimentados por energia), colocando-os no meio do palco, na parte onde não estava chegando a água, virados para às costas do cantor.
Não é a mesma coisa, mas já iria ajudar muito para ele se escutar.
Eu não precisaria colocar muito volume no side agora.
E resolveu mesmo.
Pelo menos não chegou pedidos para aumentar mais a voz dele no palco.
Como estava caindo água na mesa de som, pedi para cobrir do melhor jeito que eles conseguissem, que eu iria operar o som pelo iPad, dentro do palco.
Antes de sair da mesa, coloquei as páginas dos faders onde não tinha faders de input e output que eu estava usando no show, para não ter perigo que durante a arrumação da proteção da mesa de som, alguma lona ou toalha enganchasse em algum desses faders, aumentando ou abaixando o volume deles no palco.
Perfeito!
E tome chuva!!! Vídeo by Kalil Higa.

Fiquei sentadinho num case (caixote) atrás do baterista, controlando o som pelo iPad.
Como eu estava usando meu sistema sem fio M-Vave, que eu carinhosamente chamo de in-ear de pobre, eu conseguia escutar (solar) as vias dos músicos, ou poderia escutar qualquer canal de instrumento ou voz.
Problemas contornados.
Fiquei sentadinho lá até o final do show!
Trabalho cumprido também!
Com louvor de novo, viu? (Risos)
Resolvi falar sobre esses trabalhos do Padre Alessandro Campos, por um motivo.
Recentemente num dos meus grupos de áudio, estávamos falando sobre técnicos de som que mudaram drasticamente de artistas.
Exemplo: O técnico que fazia O Rappa, hoje está com Duda Beat.
Um colega que fazia o PA de Marcelo D2, hoje faz Pablo Vittar.
Alguns amigos do grupo acharam uma mudança radical demais, principalmente levando em consideração o gosto musical pessoal.
E eu argumentei que tinha outro ponto de vista sobre o assunto.
Nunca levei meu gosto musical para o trabalho, nem decidi aceitar ou não trabalhos por causa das músicas que eu gosto de ouvir em casa.
Já decidi aceitar ou não trabalhos por outros motivos, mas nunca o meu gosto musical interferiu nessas decisões.
Imagina um ateu operar o som de um padre...
Como eu já imaginava, não mudou absolutamente nada para mim.
Foi mais um show que participei com meu trabalho, e ainda fui muito elogiado por isso.
Fiz e faço novamente com o maior prazer!
Produção legal, padre (cantor) legal, músicos legais...
Show legal!!
Ponta de Pedras - Goiana - PE. Foto by Kalil Higa.
O que eu quero mais?
Ahhh!!!!
Cachê legal, e sem ter que esperar 30/60/90/120 dias...
Fui para esses dois shows do padre Alessandro Campos com a mesma vontade de acertar e de fazer o melhor possível, como fui para os shows de Paulo Miklos, Palhaça Baju, Mestre Ambrósio, Ira!, Carol Levy, Camisa de Vênus, Filipe Catto, Mombojó, Siba e A Fuloresta, Del Rey, Martins, Rogéria Dera, Almério, Tom Zé, Naná Vasconcelos, Academia da Berlinda, etc, etc, etc...
Não tem diferença alguma para mim!
Não muda nada! (Ainda bem!!!!!)
Um abraço a todos.

PS: Amém! Que pode ser também Amem. Eu amo meu trabalho.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Microfone sem fio para comunicação - Acho que vai dar rolo.

 
Olá pessoal.
Vamos para mais um ano???
O ano passado foi muito bom para mim, principalmente na parte profissional.
E isso influencia também na pessoal.
Conseguir pagar as contas tranquilamente ajuda muito para equilibrar as coisas.
Menos estresse, dorme mais fácil, sobra uma graninha para viajar...
Mesmo assim não consegui passar uma semana numa pousada em alguma praia do Brasil.
Mas não posso reclamar.
Só não deu para ter um plano de saúde com cobertura nacional.
Deu para entender como foi?
Sempre foi difícil ter um plano, mas está pior.
Atualmente ter um plano de saúde é um luxo extra-grande!
Chega ser quase impossível para quem trabalha com som.
Muito mais difícil conseguir isso do que décadas atrás.
A luta continua, sempre!
Mas vamos ao assunto da postagem, né?
Resolvi falar sobre esse assunto porque já me deparei recentemente com duas situações relacionadas ao caso.
Como esse Blog não foi criado para profissionais da área, vou primeiro explicar o que é um "microfone de comunicação" para os leigos que sempre estão lendo as besteiras que eu falo aqui.
É muito comum hoje em dia num show, ter algum(ns) microfone(s) no palco (com ou sem fio) para alguém falar com o artista, com a banda e/ou com os roadies.
Só para ilustrar, existem microfones sem fio que tem uma chave que muda a frequência de transmissão desse microfone, e o receptor tem uma segunda saída de áudio dedicada a essa segunda frequência.
Essa segunda saída de áudio é direcionada só para a equipe técnica do cantor, incluindo os músicos.
O cantor pode estar no meio de uma música, e num determinado momento onde ele não está cantando, aperta o botão e já pode informar para a banda qual vai ser a próxima música, ou serve também para avisar que ele está precisando de alguma coisa no fone dele, como aumentar o nível da guitarra.
Lembrando que isso só é viável se todos na banda estiverem usando fones na monitoração.
Não pode ser caixa de som no monitor dos músicos, porque o som da comunicação que sairia nessa caixa seria captado pelos microfones usados na captação dos instrumentos e vozes.
Aí todos iriam escutar as mensagens, inclusive o público!
Pois bem...
Agora que meus leitores leigos já sabem o que é um microfone de comunicação, vamos ao fato.
Dia desses eu vi meu amigo Kalunga falando que tinha uma banda usando 6 (ou foram 8?) microfones sem fio para comunicação interna.
(Ele não falou, mas acredito que esses microfones não foram levados pela produção da banda. Não conheço artista ou banda que leve esses microfones.)
Aí é que aparece o problema.
No meu ponto de vista, ok?
Esses microfones não são levados pela produção do artista.
A empresa de som é quem vai ter que fornecer!
Tem que ser uma empresa grande, viu?
Seis microfones sem fio só para comunicação interna dos integrantes da banda?
Difícil empresa de médio porte ter isso.
Empresa pequena já é difícil ter dois.
Fora isso, tem ainda os microfones para os cantores e locutores, viu?
Ok, artistas grandes levam seus microfones pessoais, o que eu acho essencial.
Na realidade, artistas grandes levam muitas coisas, como sistemas de in-ears, microfones para todas as vozes e instrumentos, e até as mesas de som!!!
Eu acho que artistas não tão grandes deveriam ter e levar seus sistemas de microfone sem fio e in-ear.
Acho um investimento necessário!
Não me canso de falar isso para as produções dos artistas com quem faço trabalhos, e muito provavelmente eu já falei isso aqui.
Lembrei de um fato muito curioso...
Não sei se eles fazem isso atualmente.
A banda de forró Magníficos, de Monteiro (PB), levava o sistema próprio de PA para seus shows.
Isso mesmo! Eles levavam todas as caixas de som que eram direcionadas ao público.
Era um line array da Nexo, que só conheci na Europa em 2004/2005... Espetacular.
Montavam toda a estrutura ao lado do PA que estava no evento!!!
Velhos tempos...
Mas vamos voltar para o caso dos microfones de comunicação interna.
Antes mesmo de ver Kalunga falando sobre esse assunto, onde ele estava até meio assustado com a quantidade de microfones que a banda iria usar, eu já tinha me deparado com esse tema num show que fui fazer, e estava no palco aguardando minha vez.
Nesse dia eu nem iria fazer o monitor, fui operar o som do PA, mas fiquei no palco observando o soundcheck de uma das bandas que iriam se apresentar nesse dia.
Clique na imagem para ampliar.

Em determinada hora, vi o roadie tirar o microfone sem fio do bolso, ligou através de uma pequena chave ON/OFF que tem na parte de baixo do microfone, falou com o técnico de monitor, desligou o microfone e o colocou de volta no bolso.
Fiquei imaginando quantas vezes ele iria fazer isso durante o show.
Com certeza essa chave On/Off  iria quebrar bem antes do tempo normal.
Muitos microfones sem fio (bons e caros!) possuem ainda essas chaves mecânicas para ligar e desligar o microfone.
O leigo vai me perguntar: --- Por que ele tem que ficar ligando e desligando o microfone?
Explico.
Porque se ele deixar sempre ligado durante o show, esse microfone vai captar o som do palco o tempo todo, e esse sinal vai para todos os fones dos músicos, cantores, e equipe técnica, sujando muito, deteriorando a inteligibilidade da monitoração.
Imaginem agora quatro ou mais microfones de comunicação abertos durante todo o show...
Ninguém iria escutar mais nada direito!
Resumindo, e falando vulgarmente, fica uma bosta! (Risos)

Aí fiquei pensando nos proprietários das empresas de som.
Fornecer microfones sem fio BONS para as bandas usarem somente na comunicação interna?
Vixe. Será que eles estão gostando da ideia?
Nesse dia que vi o roadie trabalhando, fui falar com meu amigo técnico da empresa de som sobre isso, e ele me falou que já estão pensando se fornecem ou não esses microfones para esse serviço.
Pensei agora aqui em entrar em contato com alguns amigos e colegas donos de empresas de som, para perguntar diretamente o que eles estão realmente achando do assunto, mas achei que perderia a graça do texto.
Eu acho que eles vão "chiar".
Eles que eu falo são os proprietários das empresas de sonorização.
E eu não vou tirar a razão deles.
Só o microfone já é um valor bem "salgado".
Acho que é mais responsabilidade das produções dos artistas andarem com esse equipamento, do que as empresas fornecerem.
Não vou me assustar se as empresas começarem a colocar sistemas "baratinhos" de microfone sem fio para fazer esse serviço.
Estou supondo. Imaginando...
Esse é apenas meu ponto de vista, estou só levantando o assunto porque acho que vai dar rolo.
E vocês, o que acham?
Kalunga, o que você acha???
Vai dar rolo?
Um abraço a todos.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Retrospectiva 2024 - De tudo um pouco, né?

 
Clique na imagem para ampliar.
Olá pessoal.
Mais um ano...
E resolvi nesse, fazer uma retrospectiva do que aconteceu para mim profissionalmente nos 365 dias de 2024.
Ok, ainda faltam alguns dias, pois devo postar isso antes do dia 01/01/2025.
Como eu resolvi não fazer trabalhos no réveillon, já posso fazer essa retrospectiva.
Foi fácil fazer essa postagem porque tenho todos os trabalhos registrados na minha agenda do Gmail.
Foi só abrir a agenda e anotar os shows, datas e onde aconteceram.
Foram tantos trabalhos, que eu não consegui montar o cartaz sem diminuir bastante o tamanho das letras!! (Risos)
Por causa disso, vou colocar aqui em texto também, para vocês entenderem a razão do subtítulo da postagem.
(Abre Aspas)
07/01 - Almério & Martins - Natal (RN)
20/01 - Martins - Olinda (PE)
02/02 - Porto Musical - Recife (PE)
03/02 - Porto Musical - Recife (PE)
04/02 - Mombojó - Recife (PE)
09/02 - Mestre Ambrósio - Recife (PE)
09/02 - Martins - Recife (PE)
11/02 - Alessandra Leão - Recife (PE)
11/02 - Otto - Recife (PE)
11/02 - Siba - Recife (PE)
12/02 - Mombojó - Olinda (PE)
12/02 - Otto - Olinda (PE)
12/02 - Siba - Olinda (PE)
13/02 - Banda Eddie - Recife (PE)
13/02 - Banda Eddie - Olinda (PE)
13/02 - Mestre Ambrósio - Olinda (PE)
16/03 - Academia da Berlinda - João Pessoa (PB)
21/04 - Carol Levy - Recife (PE)
25/04 - Flaira Ferro - Recife (PE)
26/04 - Siba e A Fuloresta - João Pessoa (PB)
27/04 - Siba e A Fuloresta - Olinda (PE)
28/04 - Martins - Recife (PE)
09/05 - Wanderléa - Recife (PE)
11/05 - Filipe Catto - Recife (PE)
12/05 - Filipe Catto - Natal (RN)
07/06 - Paulo Miklos - Caruaru (PE)
08/06 - Rogéria Dera - Caruaru (PE)
08/06 - Almério - Caruaru (PE)
09/06 - Banda Zé do Estado - Caruaru (PE)
13/06 - Almério & Martins - Recife (PE)
21/06 - Jorge Du Peixe - Correntes (PE)
22/06 - Isadora Melo - Arcoverde (PE)
22/06 - Siba e A Fuloresta - Arcoverde (PE)
29/06 - Spok e Orquestra Forrobodó - Gravatá (PE)
30/06 - Mestre Ambrósio - Recife (PE)
11/07 - Almério - Garanhuns (PE)
11/07 - Otto - Garanhuns (PE)
19/07 - Lirinha - Garanhuns (PE)
23/07 - Siba e A Fuloresta - Garanhuns (PE)
26/07 - Rachel Reis - Gravatá (PE)
27/07 - Filipe Catto - Vitória (ES)
08/08 - Duo Repercuti - Recife (PE)
09/08 - Academia da Berlinda - Caruaru (PE)
10/08 - Del Rey - Recife (PE)
10/08 - Otto - Recife (PE)
11/08 - Filipe Catto - Caruaru (PE)
15/08 - Filipe Catto - Petrolina (PE)
17/08 - Almério & Martins - Campina Grande (PB)
24/08 - Paulo Miklos - Riacho das Almas (PE)
12/09 - Mãeana - João Pessoa (PB)
13/09 - Mãeana - Olinda (PE)
14/09 - Mãeana - Olinda (PE)
20/09 - Banda Eddie - João Pessoa (PB)
21/09 - Banda Eddie - Natal (RN)
26/09 - Lula Queiroga - Recife (PE)
27/09 - Filipe Catto - Olinda (PE)
28/09 - Filipe Catto - João Pessoa (PB)
04/10 - Academia da Berlinda - Olinda (PE)
05/10 - Academia da Berlinda - Natal (RN)
30/10 - Carol Levy - Recife (PE)
06/11 - Otto - Recife (PE)
06/11 - Estesia - Recife (PE)
07/11 - Silvério Pessoa - Arcoverde (PE)
09/11 - Downtown Aldeia Festival - Camaragibe (PE)
09/11 - Camisa de Vênus - Camaragibe (PE)
22/11 - Almério - Recife (PE)
30/11 - Filipe Catto - São Cristóvão (SE)
01/12 - Flaira Ferro - Recife (PE)
07/12 - Del Rey - Recife (PE)
07/12 - Del Rey - Recife (PE)
13/12 - Del Rey - Recife (PE)
14/12 - Del Rey - Recife (PE)
14/12 - Mombojó - Recife (PE)
21/12 - Natal Para Sempre - Recife (PE)
22/12 - Natal Para Sempre - Recife (PE)
29/12 - Martins - Recife (PE)
(Fecha Aspas)
Meu último trabalho de 2024 foi ontem, operando o PA do show de Martins no Morro da Conceição, aqui em Recife.
Nem sei como foi o show, pois estou escrevendo esse texto no dia 29/12 pela manhã, para já deixar tudo organizado quando eu for postar no dia 30.
Foram vários estilos musicais, show infantil, peça de teatro infantil ao ar livre, música instrumental, festivais de música...
A grande maioria dos trabalhos feitos em cidades de Pernambuco, mas ainda fui à PB, RN, SE e ES.
Como vocês puderam ver na lista dos trabalhos, que chegou a 76, fiz de tudo um pouco, não acham?
E foi massa!!!!
Só agradecer mais uma vez a todos que, direta ou indiretamente, foram responsáveis por esses convites de trabalho.
Não me canso em agradecer, mas não vou listar porque são muitos nomes!
Que venha 2025...
Onde já tenho agendado dia 03/01 (SaGRAMA e Banda de Pau e Corda) e dia 11/01 (Mestre Ambrósio).
Um abraço (e um ótimo 2025!) a todos.

PS: SAÚDE SEMPRE!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Morre mais um - Ouso dizer que acho até que morre pouca gente.

 
Para ver a reportagem no Diário de Pernambuco, clique AQUI.

Olá pessoal.
Pois é...
Morreu mais um técnico eletrocutado no serviço.
Não foi o primeiro, e pelo que vejo nos palcos "da vida" por onde eu passo, tá longe de ser o último.
Acho muito difícil que Rodrigo Henrique Ferreira da Silva seja o início do fim de um comportamento muito aquém do exigido profissionalmente na montagem dos nossos palcos.
Já falei de alguns casos absurdos que presenciei aqui no Blog enquanto participava de shows.
Como falei acima, não foi o primeiro, não será o último, e ainda teve caso que nem saiu nos noticiários de Recife!!!!
Um amigo meu falou ontem: --- Titio, se eu fotografasse os absurdos nos palcos por onde passei, eu seria "cancelado".
Não tenho dúvida alguma quanto a isso!
Cancelado seria o mínimo! Se a gente fotografar os absurdos, a bronca é muito grande.
Morro de medo dos famosos "palcos descentralizados"!
Se a gente encontra broncas sérias em palcos centralizados, imagina os que não estão no centro das atenções, né?
Nem vou me estender muito aqui nesse assunto. Cansa.
Fiquei pensando se escreveria sobre isso, mesmo sem ter participado desse trabalho no centro do Recife, e acabei decidindo que era uma obrigação minha deixar registrado mais um caso de descaso na minha área de trabalho.
Vou falar uma frase que de tanto ser falada, e não mudar nada, fica até cansativa de ser falada: "Espero que a morte de Rodrigo não seja em vão."
Escutamos muito essa frase pelo país, né?
Exigir o óbvio, cansa.
Mas ainda tenho um "folegozinho" para continuar exigindo esse óbvio.
E não se assustem... Era pra morrer mais gente, viu?!?!?!
Num dos últimos trabalhos que eu fiz, antes de Rodrigo morrer, eu evitei tocar na mesa de som e na estrutura de ferro do palco, com receio de ficar "colado".
Sem contar que nem guarda-corpo tinha.
Se eu desse um passo grande para trás onde estava a mesa de monitor, cairia do palco.
Ainda tentei remover um carrinho usado para transportar caixas pesadas, com medo de cair sobre os seus braços puxadores de ferro que estavam apontados para cima, mas não consegui.
Então, empurrei a mesa de monitor mais para dentro do palco.
Agora, para eu cair do palco, eu teria que dar dois passos para trás!
Ganhei um passo de folga!
Grande folga, não acham???
Quem vai se importar com um técnico de som ou de luz eletrocutado, ou todo quebrado de uma queda num palco sem guarda-corpo, né?
Só a família e alguns amigos.


Como diz mais uma frase famosa: "O show deve (ou tem que) continuar!".
E continuou mesmo.
Fica aqui meu apelo aos produtores, idealizadores, organizadores, órgãos fiscalizadores etc etc etc, da área de shows e eventos.
Olhem com mais carinho para esse assunto tão sério!!!!!!
Não estão tratando do assunto com a seriedade devida!!
Podem acreditar!!!!
E isso vale para eventos particulares e/ou promovidos pela prefeitura e governo!
Um abraço a todos.
(Que ainda estão vivos.)

PS1: Realmente, era uma obrigação minha falar sobre isso. Espero que mais colegas e amigos que trabalham com shows e eventos comecem a achar a mesma coisa.

PS2: Ahhh. O palco onde eu estava ia caindo pra frente, quando estava sendo levantado o teto. Mas como o assunto hoje foi energia, nem falei.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Shows de Filipe Catto e Flaira Ferro - Duas noites dormindo no ônibus, mas...

Olá pessoal.
Isso aconteceu no final de semana passado.
Esse show de Filipe Catto, onde eu iria operar o monitor, já estava agendado para o dia 30/11, e depois recebi o convite para operar o som do PA do show de Flaira Ferro no dia 01/12 em Recife.
Até aí tudo bem... Só que eu esqueci que novembro só tem 30 dias!!!
E para complicar ainda mais, eu não sabia que a viagem para São Cristóvão (Sergipe!!) para o show de Catto seria por via terrestre!!
Quando fiquei sabendo que iria de ônibus para Sergipe, entrei em contato com a produtora de Flaira para avisar que muito provavelmente eu não iria poder fazer o show em Recife.
Falei que só aceitei o convite porque achei que teria o dia 31, e que eu iria para Aracaju de avião.
Aí teria tempo de sobra!!!!
Eu nem sabia direito quanto tempo levaria para chegar em Aracaju de ônibus, e muito menos qual era a distância entre Aracaju e São Cristóvão!!
E olhe que eu já fui fazer um show de Otto alguns anos atrás nesse mesmo festival, mas nem lembrava mais.
E nesse de Otto, eu fui de avião, o que seria o normal.
(Ahahahahahahahahahahah. Fui dar uma olhada na postagem dessa minha ida com Otto para São Cristóvão. Vi que foi em 2017, e fui de micro-ônibus!!!)
Bem...
Não sei se foi porque eu avisei à produtora de Catto que eu iria desistir do show de Flaira do dia 01/12, mas só sei que ela me falou que a ida para Aracaju seria no dia 29 às 23h50 e a volta seria logo após o show, no dia 30 às 22h30.
Eu iria chegar em Aracaju antes das 9h da manhã, e eu chegaria em Recife no dia 01/12 também antes das 9h da manhã.
Ahhh. Só assim eu descobri que São Cristóvão era bem perto de Aracaju, menos de 30 minutos de van.
Depois de receber essas informações, fui falar novamente com a produtora de Flaira Ferro, onde ela me disse: Tá vendo? Dá tempo!!!!
Pensei nos meus (quase) 59 anos, mas continuei a escutar.
Falou que muito provavelmente o soundcheck de Flaira no Parque da Macaxeira seria após o meio-dia.
Então falei que toparia fazer esse show, mesmo sabendo que eu chegaria "amassado" da viagem de Aracaju para Recife logo após o show de Filipe Catto.
Aproveitar que ainda estão me chamando para os trabalhos, né?!?! (Risos)
E foi realmente o que aconteceu.
Confirmamos todos os horários e eu fechei os dois trabalhos simultâneos.
Vi um filme com vinho tinto cedinho em casa e segui para a rodoviária com meu Amigo Adriano Duprat, que iria fazer o PA desse show.
Conversando no hotel em Aracaju, ele me falou que achava que eu estava falando muito dele nas postagens!
Oxe.
Expliquei que só escrevo o que estou passando, e ele está em muitos trabalhos onde eu estou, ou participou de alguma coisa que era assunto para o Blog.
Inclusive, ele me chama para vários trabalhos onde ele vai participar!!!
Não tem como excluir o nome dele nos textos.
Vai ter que aguentar.
O vinho foi um santo remédio para a viagem longa.
Dormi valendo!!!!!!!!!!!!!!!!
Tudo bem... Era um ônibus leito, poltrona espaçosa, ar-condicionado funcionando à pleno vapor...
E a poltrona era única!!! Não tinha outra poltrona ao meu lado!!!!
Do outro lado do corredor é que são duas poltronas juntas.
Decorei até o número da poltrona para futuras viagens, pois desse jeito é fácil eu aceitar novamente um convite parecido.
Poltrona nove!
Mas só se for de ônibus leito!!!
Rejeitei um convite esse ano para um trabalho, pois seria de ônibus até Fortaleza!!!
Não perguntei se seria leito, e eu tinha um show no dia anterior.
Não tivemos muito tempo de sobra quando chegamos em Aracaju.
A van estava marcada pra sair do hotel às 12h30.
Só deu tempo de "fazer as necessidades", tomar um banho e pedir um almoço no quarto.
A van atrasou!!!!!
Seguimos para São Cristóvão com quase 1h de atraso.
Ahhhhhhhhhh!
Aqui tem um detalhe importante.
Não iríamos voltar para o hotel após o soundcheck, só depois do show.
E eu não iria voltar para o hotel depois do show!!!
A van iria me deixar na rodoviária no caminho de volta para o hotel.
Ou seja...
O banho que tomei no hotel, muito provavelmente seria o único do dia.
E foi!!!!
Nem vou me aprofundar nos detalhes técnicos dos shows, tentar focar mais na logística para fazer os dois trabalhos.
Eu já sabia que seria uma CL3 da Yamaha nesse show em Sergipe.
Converti uma cena de PM5D de um show anterior de Catto que eu tinha feito no Espírito Santo, zerei os equalizadores das vias e zerei os ganhos.
Iria refazer estes ajustes durante o soundcheck.
Não mexi nas equalizações dos canais e nos envios dos sinais desses canais para as vias de monitores dos músicos.
Isso me ajudou, pois foi uma pequena correria o soundcheck, pra variar.
Só quem achou que estava 100% o soundcheck foi Filipe Catto, que sempre usa in-ear.
O resto ficou naquela de "tudo bem, na hora a gente ajusta mais isso".
Eu também fiquei com essa mesma impressão.
Aguardamos pela hora do show.
O pessoal foi para um convento, que seria o ponto de apoio próximo ao nosso palco, e eu fiquei no camarim, pensando ainda no soundcheck que não gostei.
A espera foi curta porque o show começaria cedo, antes das 20h.
Antes da nossa hora, pouquíssima gente na frente do palco.
Poxa... Será que não vai dar gente por causa do horário? Fiquei pensando...
Não sei de onde veio toda aquela gente, só sei que encheu o local!
O show foi espetacular!
(Nem deveria mais falar isso, pois está ficando repetitivo.)


Fiquei impressionado com o vazamento do microfone da Filipe, onde captava tudo do palco!
Num determinado momento, enquanto a banda tocava e ela não cantava, baixei o microfone no fone dela enquanto escutava essa via no meu fone.
TOMEI UM SUSTO GRANDE!
Simplesmente o som da banda praticamente SUMIA.
Ou seja... Muito do que ela estava ouvindo, vinha da captação do seu microfone!
E não tinha o que fazer. 
A mixagem foi feita com a ambiência, não tinha como eu eliminar o som captado pelo microfone.
E foi assim durante todo o show.
Falei até para o produtor, que seria bem importante andar com um sistema de microfone sem fio, de preferência com a velha cápsula SM58.
Eu acho um trator! O timbre é bem legal e... Esses vazamentos diminuem absurdamente!!!!!
Não temos ideia de como está o estado dos microfones das empresas de som.
Se já caiu no chão, danificando a cápsula, por exemplo.
Falo isso para todas as produtoras dos artistas com quem trabalho.
Já no camarim após o belíssimo show, foi só comemorar!
Filipe veio me falar que estava tudo maravilhoso pra ela no fone.
Realmente, ela não me pediu absolutamente nada durante todo o show!
E é isso que importa. A ambiência que se lasque!!!
A banda achou que tudo no palco ficou bem melhor na hora do show.
Fiz alguns ajustes nas equalizações e no nível do envio de alguns canais na hora do show, e com certeza o público presente fez diminuir consideravelmente as reflexões do som no local, ajudando no monitor.
Foi massa!!!
Mas nem deu tempo de comemorar muito.
Depois que a van estava com todos os equipamentos, seguimos de volta para Aracaju, com a parada na rodoviária para eu descer.
Tudo dentro do cronograma.
Dormi muito bem de novo, mesmo sem ter bebido meu vinho tinto.
Cheguei com tempo de sobra, e o pior... O ônibus que estava marcado para sair às 22h30, só se mexeu às 23h19!!!!!!! Decorei até a hora exata!
Tudo bem... Fiquei um bom tempo dentro, já no ar-condicionado, mas achei um absurdo!
Mesmo com esse atraso, se não me falha a memória, desci no TIP em Recife antes das 8h da manhã.
Eu só teria que chegar no local do próximo show no Parque da Macaxeira às 13h.
Meu pensamento na hora que estava voltando para casa no Uber foi: TOMAR UM BANHO!
Tomei um banho, fiz meu leite com Nescafé, e peguei um pedaço de panetone para complementar o café da manhã.
Com tempo sobrando, resolvi ficar na cama com as pernas esticadas esperando pela hora do almoço, para compensar as duas noites no ônibus onde eu não pude fazer isso.
Ainda dei um cochilo de um pouco mais de 1h...
Almocei o resto da quentinha da sexta-feira que estava na geladeira e segui para o local do show de Flaira Ferro.
Todo animado porque iria usar uma mesa que só tive contato uma única vez, e foi ainda num show de Naná Vasconcelos no Marco Zero!!!
Logicamente, era pouca coisa que eu lembrava dela, mas eu estava muito disposto a ter esse novo contato com ela.
Consegui montar uma cena básica inicial em casa antes de viajar para Sergipe, olhando as dicas de Renato Carneiro em vídeos no YouTube.
Teve uns contratempos na hora do soundcheck, porque a outra mesa do PA deu problema, e poderia ser que eu tivesse que fazer nessa mesa que deu problema mas que ressuscitou.
Convenci meus amigos da empresa de som para me deixar na SD8 da DiGiCo, pois eu não conhecia nada da outra mesa, uma Midas Heritage-D HD96.
E assim foi feito.
A mesa que tinha ressuscitado, morreu de novo!
Aí todo mundo passou o som usando a SD8, e outra SD8 chegou lá para substituir a mesa com problema.
Nem sei direito qual foi o problema.
Tava focado na SD8, pra ver se a cena que eu montei em casa iria funcionar.
Funcionou, pelo menos meus ajustes básicos, mas Bruno (técnico da empresa) teve que fazer vários ajustes no patch e no setup da console para minha cena realmente "encaixar".
Pelo meu (des)conhecimento, eu não sairia do canto nesses ajustes que foi feito por Bruno.
Teria que pedir uma LS9 para eu fazer o show! (Risos)
Mas já estou marcando umas aulas com meu amigo Westinghouse para ele me explicar esses ajustes que são necessários para a cena funcionar perfeitamente. Se isso pode ser feito no editor ou só na mesa.
Pelo que eu entendi, só na mesa de som para fazer esses ajustes.
Cena bem ajustada, segui com o soundcheck.
Mesmo aparecendo algumas pedrinhas durante o soundcheck, chegou num ponto que já estava bom pra mim.
Não estava perfeito (pra mim), mas já dava pra encerrar, principalmente porque não tinha tanto tempo assim para dar ajustes finos.
Soundcheck encerrado.
O show seria o primeiro, e nada foi desligado no palco.
A espera foi mínima!
Só deu tempo de passar no camarim para comer um salgado e beber uma água.
Todos já estavam se arrumando para o show.
Para apenas um segundo contato com a SD8, achei até que fui bem.
Lento ainda nos comandos, procurando os caminhos.
O que acho normal.
Isso só vem com a prática.
A agilidade.


O show foi muito bom, como o de Filipe.
(Não coloquei espetacular para não acharem que estou exagerando.)
Mas não me assusto mais com esses dois shows.
Já sei o que vai vir do palco!
O susto que tomei com Filipe Catto no meu primeiro contato foi grande!
Eu no monitor, no show que aconteceu aqui em Recife no Teatro do Parque.
Falei desse show aqui no Blog.
Um dos que se assustaram com esse show de Flaira foi um amigo que estava como diretor de palco do evento, quando nos falamos pelo WhatsApp na segunda-feira.
Falou pra mim que foi lá na frente ver, e se assustou com a beleza do show.
Que ficou assombrado com a ascensão de Flaira como artista, principalmente cantando e como compositora, pois na dança e/ou presença de palco, todos aqui do ramo de eventos sabem como ela começou.
Dançando. Flaira era uma bailarina.
Ri com as declarações dele e falei pra ele o que falei acima.
Não me assusto mais. Já me assustei nos primeiros contatos que eu tive, tanto no monitor quanto no PA.
No PA o susto é maior, porque estamos de frente pra o espetáculo.
Ao lado do palco, vendo o show "de lado", sem ver direito a luz em ação, e com um som bem diferente do que o pessoal está ouvindo na frente, a referência é bem menor.
Mesmo assim, acho que a primeira vez que me assustei com Flaira Ferro foi fazendo o monitor do show.
Pois bem...
Eu achei, pra variar, que eu poderia ter feito muito melhor, mas isso já me persegue desde que me entendo por gente, e tento dar um desconto.
Me preocupa mais a opinião do público e dos artistas e músicos.
Eu já estava bem animado com o feedback de Filipe e da banda depois do show lá em São Cristóvão...
E nessa segunda-feira, quando mandei uma mensagem para Flaira agradecendo pela oportunidade, ela me responde como está na foto abaixo.
(Logicamente, pedi autorização para publicar nossa conversa.)


Não tinha como o título dessa postagem ser outro!
Dormi duas noites seguidas numa poltrona de um ônibus, mas...
VALEU MUITO A PENA!!!!!
Muito obrigado a todos de Filipe Catto e Flaira Ferro, por me fazer acreditar que meu trabalho ainda vale a pena!!!
Um abraço a todos.

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Show de Almério no CPM - Quase dancei.

 
Olá pessoal.
Fui chamado de última hora pelo meu Amigo Adriano Duprat para operar o som do show de Almério no Conservatório Pernambucano de Música (CPM).
Esse show aconteceu na sexta-feira da semana passada, dia 22.
Ele me avisou no dia anterior!
Ok, não tinha nada marcado.
Fui lá substituí-lo.
Como eu já sabia qual seria a (única) mesa de som, montei uma cena antecipadamente em casa.
Era a DL32R da Mackie para fazer o PA e monitor ao mesmo tempo.
Cada vez curto menos fazer esse serviço duplo.
Sinto sempre que não faço bem as duas coisas.
Tem outros motivos também, como assumir o lugar que poderia ser de outro técnico, por exemplo.
Mas aí o assunto se estenderia, e não é minha intenção hoje.
Vamos ficar só no show.
Com a cena salva no iPad, segui para o local do evento.
É... Montamos a cena da DL32 no iPad.
Depois é só sincronizar com a mesa.
Adriano me falou que passaria por lá para me ajudar, depois ele seguiria para o local do show onde ele iria operar o som.
Chegamos exatamente na mesma hora.
Nem se a gente tivesse combinado, daria tão certo!
Sincronizei tranquilamente meu iPad com a mesa de som.
E já fui ajustando o patch das vias de monitor e front.
A DL tem um problema sério.
Não é raro uma saída dar defeito, já tá ficando comum.
Do nada, ela para de funcionar...
E sabe como fazemos para voltar? Com o sistema de monitores desligado, ou com o técnico tendo a certeza absoluta de que todas as vias estão fechadas, jogamos um ruído rosa no máximo volume para as saídas com problemas por alguns minutos.
Como se fosse para "desentupir" a saída.
Não me pergunte a lógica disso, só sei que resolve.
Soube que isso acontece também nos canais! Nas entradas.
Do nada, o canal não funciona após ligar a mesa!
A solução???
Ligar o 48V do canal e aumentar o ganho ao máximo!
Pode enviar ruído para esse canal também, não custa nada. (Risos)
Lembrando... Certifique-se que o sistema de som está desligado ou de que você tem a certeza absoluta que não está enviando esses ruídos para caixas de monitor ou para o LR da mesa de som.
Um erro, e pode danificar seriamente as caixas de som do sistema!
Eu já tinha feito um trabalho com essa mesma mesa anteriormente, e apareceu um problema no LR.
Fiz todos os procedimentos que falei acima, mas não ficou ainda do jeito que eu queria.
O mesmo problema apareceu aqui nesse trabalho, e se não fosse Adriano e o proprietário do equipamento para me ajudar, eu acho que eu estaria lá até agora tentando ajustar o PA.
Perdemos um tempinho para deixar "mais ou menos" normal.
Adiantar um pouco no tempo aqui...
Já em casa fiquei "matutando" sobre o problema no LR e notei que o problema que eu tive anteriormente foi igualzinho, mas não foi no LR (Left/Right) e sim somente no L!!!!
Não pode ter sido coincidência...
No left de novo?
Trocamos cabos, saídas e o defeito continuava, independente da saída.
Por isso achamos que seriam os cabos.
Falei para Maurício depois, que acho muito provável que a mesa está com algum problema de "software" no Left do máster.
Que depois acaba melhorando, como acontece nas saídas e/ou canais.
Foi isso que concluí depois desses dois trabalhos com a mesa de som da Mackie.
Pedi até para Maurício fazer uns testes, para confirmar ou não essa minha teoria.
Voltando ao show de Almério...
Depois de deixar o PA num nível aceitável, segui com o soundcheck.
Adriano vendo que estava estabilizado, foi para o show dele no Estelita, uma casa de shows aqui em Recife.
A ajuda dele foi muito importante. Depois pago uma garrafa de vinho Dom Bosco pra ele. (Risos)
Com relação aos monitores no palco, estavam todos legais, todos falando lindamente.
Monitores da Yamaha.
Só deixei todos os ajustes que ficam na traseira das caixas idênticos, onde tem nível de entrada e algumas opções de cortes de frequências.
Deixei tudo igual.
Ficou massa!
Só pequenos ajustes na equalização e tudo bem.


Mas todos esses ajustes eu fiz ANTES de ouvir e ajustar o som do PA.
Por isso, quando acertamos o som do PA, fui levantando o som do PA e monitor ao mesmo tempo.
Quando estava tudo certo para a banda e para mim na frente, pedi para tocarem só uma música para eu dar uma ajustada no fone de Almério, que não iria passar o som.
Mesmo com os monitores frontais, Almério usa in-ear.
Mas não tinha sistema de in-ear no evento, então...
Usei meu M-Vave para o serviço!

Sistema M-Vave.
E funciona?
Quebra um galho. Já me salvou várias vezes.
Melhor do que não ter nada!!!
É um paliativo.
E para diminuir o risco de falhas no sinal, coloco o transmissor o mais próximo do músico.
No caso desse show, coloquei entre as caixas de monitor do cantor.
Levo o(s) cabo(s) da mesa de som até lá.
Não dá pra deixar o transmissor ao lado da mesa de som, como fazemos com sistemas de in-ears profissionais, como um PSM900 da Shure.
Com certeza o sinal do M-Vave vai falhar!
Passei o som do in-ear fake de Almério e encerramos o soundcheck.
Só me restava aguardar pela hora do show.
Ahhh. Lembrei de uma coisa.
Durante o soundcheck, achei o som da guitarra um pouco "magrinho", e resolvi depois do soundcheck, colocar meu SM58 no lugar do SM57 que estava captando o som do amplificador.
Nada foi desligado no palco. Adorei!
Tinha uma apresentação antes do show de Almério, mas seria apenas UM canal, que acrescentamos em um dos canais que sobraram na minha cena.
Como teve um intervalo bom entre essa apresentação e o meu show, deu tempo de checar tudo novamente no palco, mesmo sabendo que nada tinha sido desligado.
Mas... Vai que alguém pisou em algum cabo sem querer e desligou algo sem saber, né?
Chequei todas as vias e todos os canais.
Tudo certo.
Já dei várias paradas escrevendo esse texto.
Desde ontem lavando as roupas, os pratos, cozinhei um arroz para complementar minhas quentinhas...
Fiz uma farra boa ontem na casa de um Amigo músico, com a desculpa de ver um jogo de futebol na TV...
Cheguei em casa às 3h da manhã!
Hoje eu acho que vai ser pipoca, água, Netflix, laranja e picolé de frutas.
Acho.
Só acho.
(Fiquei mesmo nas opções acima. Zero de vinho. Deixei pra amanhã.)
Na nossa hora, fui na sala transformada em camarim, e liguei o M-Vave do cantor.
Avisei que muito provavelmente ficaria falhando por causa da distância que ele estava do transmissor, mas quando ele subisse no  palco, o sinal iria estabilizar.
Avisei também onde iria ficar na frente do palco, e qualquer coisa que ele precisasse era só fazer os sinais, que eu estaria olhando para ele.
E foi assim mesmo que aconteceu.
Ele me pediu duas ou três vezes para aumentar a voz dele no fone, e eu acabei aumentando também um pouco nos dois monitores que estavam à sua frente.
Acho que na segunda ou terceira música já estava do jeito que eu queria.
Aí foi só pilotar as coisas durante o show.


Ainda notei que o som do PA "pendia" um pouco para o lado direito, mas a maioria do público ali não deveria estar sentindo essa pequena diferença sonora.
Seguimos até o final sem atropelos.
Os músicos não me pediram nada, e não me falaram nada depois do show.
Acho que ficou tudo bem no palco para eles.
(Acertei na troca do microfone no amplificador da guitarra, pois achei muito melhor o som dela durante o show.)
Parar mais uma vez aqui no texto para comer um pipoca Boku's vendo um joguinho na TV...
Pelo jeito, só vou postar isso amanhã pela manhã.
----
Resolvi finalizar isso hoje de todo jeito!
Eu já não tenho muito o que falar sobre esse trabalho, e ainda tenho que montar as cenas dos shows do próximo fim de semana.
Vou deixar todo o dia amanhã para montar as cenas com calma.
Sábado estarei no monitor de Filipe Catto em São Cristóvão (SE) com uma PM5D da Yamaha e no domingo vou operar o som do PA do show de Flaira Ferro aqui em Recife (PE) usando uma SD8 da DiGiCo.
Nesse show de Almério no Conservatório Pernambucano de Música, operei o PA e monitor ao mesmo tempo usando meu iPad, só pra lembrar.
E fiquei até com receio de "dançar" no som ao me deparar com os problemas no PA no comecinho do soundcheck, mas no final deu tudo certo.
Achei o resultado sonoro bem decente.
Ficou bom. Eu achei.
Mesmo sabendo que o que eu acho não é minha referência.
O mais importante é saber o que o público achou!!!
Como eu estava no meio desse público, e ninguém veio reclamar, devo concluir que estava bom para eles também.
E quase no final do show, abriram uma roda de ciranda rapidamente, e eu fiquei com cara de abestalhado no meio dessa roda, com um iPad na mão.
Não sabia eu, que Maurício (músico e proprietário do equipamento de som) estava me filmando, porque achou a cena inusitada e engraçada.
Ficou mesmo!!! (Risos)
Ficou tão bom, que eu mesmo divulguei nas minhas redes sociais.
Como podem ver no vídeo abaixo, eu quase dancei novamente.


Mas dessa vez eu iria dançar uma ciranda!!!!!!
Sou um péssimo dançarino.
Jamais arriscaria dar uns passos nessa hora da ciranda.
Mesmo eu estando bastante satisfeito e animado com o som! 
Um abraço a todos.

PS: Vou chupar um picolé de tapioca. Vinho? Só amanhã mesmo.