segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Rapidinha 43 - O Baile começou. De volta à prisão.

Ontem comecei o trabalho de monitor no Baile do Menino Deus, no Marco Zero - Recife - PE.

Aqui é a entrada da minha prisão. Ainda consigo sair no ensaio para dar uma respirada, mas nos 3 dias de espetáculo, depois de entrar só saio quando acaba mesmo.

Lá no fundo, depois do caixote com o nome "som", fica minha mesa de monitor. Este ano, uma LS9 da Yamaha.

Minha visão lateral do espaço.

O que vejo à minha frente. Tive que colocar uma fita adesiva de cor laranja nesta barra de ferro acima, pois corro o risco de arrebentar minha cabeça na hora da agonia.
Cada dia que passa, tenho menos vontade de fazer monitor.
Mas sempre que acaba o evento, a gratificação pelo trabalho realizado faz esta vontade aumentar de novo.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Rapidinha 42 - Behringer compra Midas e Klark Teknik.

Como disse meu amigo Kalunga, para quem gosta de vinho tinto seco... Seria a mesma coisa da empresa que faz o vinho Capelinha comprar a Concha y Toro.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Travessia, Chegada de Papai Noel e show da A Trombonada – O ano está acabando... Minha memória também!

Olá pessoal.

Depois do trabalho no DVD da Banda Calypso, fiz dois eventos e um show, fora o trabalho na Feira Música Brasil deste final de semana que passou, mas aí eu comento depois. Os dois eventos (Travessia e chegada do Papai Noel) fiz pela empresa PA Áudio. O primeiro foi no Centro de Convenções em Olinda e a chegada de Papai Noel foi no Shopping Center Recife. O show da A Trombonada foi em Porto de Galinhas. Não vi motivos para escrever sobre cada um. Vou tentar lembrar aqui alguma coisa interessante para falar. Vou abrir o meu arquivo de fotos para refrescar a memória, que já não anda tão bem. Hoje mesmo procurei meu fio dental (sou viciado em fio dental!) no bolso lateral da minha mochila e não encontrei. Fui almoçar hoje na casa do “meu amante” Juzenildo, meu ex-sogro. Tinha deixado meu fio dental na mesinha ao lado da mesa de jantar logo que cheguei na casa dele. Não tinha a menor lembrança disso!

Compramos mais vinho para as festas de final de ano. Vamos para uma matemática... Das oito garrafas que eu tinha comprado para estas festas, restaram apenas três. Duas já estavam reservadas para o réveillon... 3-2=1... E o Natal? Uma garrafa até lá? Comprei mais quatro. Duas serão para o Natal, então... 3-2+4-2... Sobram três garrafas para eventos não combinados entre o Natal e réveillon, como o de ontem que fiz (mais uma vez) aqui em casa com meu amigo cantor, e como o de amanhã que apareceu também na conversa de ontem. Final de ano são muitas confraternizações, não é mesmo? Não estou mais disposto ($$$) a comprar mais vinho este ano! Estou com uma sede danada aqui, e já estava achando que era reflexo dos vinhos de ontem, mas esqueci do molho de soja no restaurante chinês que fui com meu filho hoje. Este molho é sal puro!

Comecei a escrever este texto na noite de quarta-feira, e já entrei na madrugada da quinta. Considerem que estou na quarta-feira. No Blog pode ser que apareça como quinta-feira a data da postagem.

Voltando aos trabalhos...

O evento do Centro de Convenções era uma festa para os concluintes de um programa de aceleração de estudos do governo de Pernambuco. Nada complicado. Não teria show com banda. Eram dois microfones de púlpito, mais um sem fio para o pessoal falar... Teria um teclado também e um flauta... Tinha um show de Lenine no final do evento, mas era só ele com o(s) violão(ões), e seria o operador de monitor dele (Bigú) que faria o trabalho. Era só uma mesa para fazer o PA e monitor. Mas tudo tranquilo.


O que me espantou lá foi a quantidade de cadeiras! Não me lembro de ter visto tantas cadeiras juntas! Quase todo o pavilhão foi preenchido por cadeiras brancas! Essa seria a única curiosidade que eu poderia comentar. Era tanta gente que foi preciso colocar duas torres de delay para reforçar o som para o pessoal que ficou numa lateral enorme fora do centro e para o pessoal que ficou lá na parte de trás. Para cada torre dessas, um tempo de delay diferente logicamente. Lembram da explicação sobre a torre de delay no SESI Bonecos? Fiz a mesma coisa aqui. Coloquei meu velho som de cowbell para tocar no laptop e fui conferir se os atrasos estavam certos.



Tive só um trabalhozinho com os microfones dos apresentadores, um casal de atores da globo, pois o som do PA vazava para dentro do palco e tive que controlar a realimentação. No resto foi tudo na paz como todo o evento. Foi mais um trabalho de sonoplastia. Apareceu também um ruído numa das torres, mas foi sanado o problema também. Foi um mau contato do cabo que saía da mesa.



O show de Lenine aconteceu sem nenhum atropelo. Mais uma vez, pude notar que as pessoas que estavam no local gostariam mais de uma Calcinha Preta do que um Lenine. A grande maioria (e não era pouca gente) saiu do pavilhão na hora do show.


Vamos para o outro evento, a chegada de Papai Noel do Shopping Recife. Não tenho nenhuma foto deste evento. Esqueci de levar a máquina (do meu ex-sogro), e a do meu filho eu nunca consigo autorização.

Mais um trabalho de sonoplastia. Aqui era sonoplastia mesmo, pois não tinha nenhum microfone aberto na hora da apresentação. Era uma trilha de uns trinta minutos com as vozes dos atores pré-gravadas e eu teria apenas que dar um play! O sistema de PA era o da FZ, e não me deixou na mão. Supriu muito bem a necessidade. O que achei interessante aqui neste evento foi o uso de um sistema sem fio estéreo de monitoração para alimentar as duas torres de delay mais distantes.

A PA Áudio levou o sistema PSM 600 da Shure (http://www.shure.com/ProAudio/Products/PersonalMonitorSystems/us_pro_PSM600_content ), o mesmo que Silvério Pessoa usa na sua monitoração. Muito boa a idéia. Nunca tinha pensado nisso. Legal.

Já elogiei este sistema em textos anteriores e continuo achando um sistema muito confiável e aguenta estrada. Assino embaixo (sem ganhar comissão nenhuma por isso).

Já tinha feito o monitor de Silvério usando o transmissor ao meu lado enviando o sinal para ele no palco, quando era só eu como operador, em shows de voz e violão nas palestras ou em shows na Europa. Mas a distância não era tão grande como esta da torre de delay. Teria que ser um cabo bem longo para levar o sinal de áudio até aquela primeira torre mais afastada. Nem sei quantos metros de distância tinha ali... Uns 30 ou 40 metros, eu acho.

Então, a caixinha (bodypack) que normalmente fica com o cantor e que ele conecta seu fone (in-ear) foi colocada ao lado dos amplificadores da primeira torre mais distante. Os amplificadores da segunda torre também estavam na primeira torre. Na saída para os fones da caixinha, saía um cabo estéreo, onde um canal (left) alimentava os amplificadores desta torre e o outro canal (right) alimentava os amplificadores da outra torre que ficava mais distante ainda da minha mesa de som. Ah! O left (esquerdo) tinha um tempo de atraso e o right (direito) tinha outro tempo de atraso. Lógico, pois cada torre ficava numa distância diferente em relação às caixas do PA. Economizaram muitos metros de cabos com está idéia.

Outro detalhe que poderia comentar, foi que usei a trilha em dois equipamentos. Eu tinha a trilha em CD e passei-a também para o meu laptop. No dia do evento, disparei a trilha no meu laptop e no CD player ao mesmo tempo. Se desse algum problema no meu laptop, era só abrir o canal do CD player. Usei este método no SESI Bonecos porque o operador não estava muito seguro quanto à qualidade da gravação do CD. Como ele tinha dois CDs iguais e eu tinha um CD player duplo, disparei os CDs ao mesmo tempo. Neste evento, foi mais cansativo o ensaio do que o dia do evento. Seriam dois dias antes de ajustes e ensaios, mas choveu muito e só ficamos com um dia para ensaiar e ajustar o sistema de som. Resumindo... Cheguei de 16h e saí umas 4h da madrugada do outro dia. Não tive nenhum problema no dia do evento... Ah! O eletricista do shopping, responsável pelo desligamento dos postes de luz do estacionamento na hora do evento, acabou também desligando a energia que alimentava as torres de delay que comentei acima. (risos) Mas este problema foi detectado pela nossa equipe e a energia das torres foi restaurada.


Vamos pular agora para Porto de Galinhas, enquanto isso eu vou dar uma requentada no resto da pizza da farrinha de ontem. Pizzaria Candelabro. Também vou indicar. Demorou um pouco na entrega, mas a pizza é gostosa e bem feita. A massa é fina, viu? Uma e meia da madruga e eu comendo pizza requentada. Vou explodir deste jeito! Não vou abrir um vinho, não vou, não vou, não vou, não vou...

Show da banda A Trombonada no Jazz Porto. Também não tenho foto. Levei até a máquina (advinha de quem? De Juzenildo, lógico!), tirei umas duas no sound check e nenhuma durante o show. Não estou achando as duas que tirei aqui no meu laptop. Duas da manhã. Tenho coragem de procurar muito não.

Não tenho quase nada para falar aqui. A banda levou até operador de monitor! O som não era uma maravilha, mas dava pra fazer. Na realidade, achei um dos melhores “sons” que fiz da banda.

Colocaram uma mesa digital LS9 da Yamaha no monitor e uma no PA. Não sou muito fã desta mesa... acho tudo muito apertadinho, pequenininho, miudinho, tela pequena, complicado navegar... Gosto não, mas é melhor do que muitas analógicas usadas por estas firmas de pequeno porte antigamente.

Um senhor chegou na mesa de som e me elogiou dizendo que o som estava muito bom e agradável, pois no dia anterior ele achou muito alto e agressivo. Meu lado Europeu deve ter aflorado neste dia.

Será que estava baixo? (risos)

Achei que estava legal também. E ninguém veio reclamar que estava baixo. Tava legal mesmo.

Já estava para finalizar o texto aqui, iria falar que esperamos ainda um tempinho no local porque houve uma participação da Trombonada no outro show, e depois retornamos de madrugada com nossa van para o Recife... Putz! Tinha esquecido que eu tinha ainda seguido com Jorge de Altinho às 8h da manhã para Natal! Depois comento este show (vou ver o que posso falar). Eu vou é dormir!

OBS: Errou quem achou que eu ABRI a garrafa de vinho!

Um abraço a todos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Gravando o áudio do DVD da Banda Calypso – Superação.


Olá pessoal.

E com vocês... Banda Calypsoooooooooooooooooo!

Exatamente (mas foi exatamente mesmo!) depois desta frase, caiu um temporal que molhou muita coisa no palco e o show teve que parar. Parecia um filme e que estava tudo programado eletronicamente para aquela água cair!

Entrou água até na sala onde eu estava com o estúdio móvel. Impressionante! Parou tudo.

O áudio foi gravado em HD (hard disk) usando o software multitrack Logic 8.2, rodando num Mac G5 Dual 2.2 Ghz. Foram 56 canais gravados e usamos duas mesas analógicas na gravação para entrar com os sinais e enviar para as 3 placas de áudio MOTU. As mesas usadas foram: Midas XL 200 de 48 canais e Mackie de 32 canais.


Não resisti ficar só olhando para as garrafas de vinho que comprei para as festas de final de ano. Coloquei uma para esfriar (PKNT – Chileno), mesmo não tendo nenhum queijo parmesão. Vou me virar com o queijo de coalho mesmo!

Passei o dia tentando tirar meu filho lá do apartamento onde ele mora com a mãe. Não teve acordo. Foram várias opções que dei e nenhuma delas o fez querer sair de lá. Não fico tão triste porque sei que ele se sente bem lá, e é isso que me interessa. Tem sempre o que fazer lá. Vou tentar ir nesta segunda-feira comer um camarão ao alho e óleo com ele num bar aqui perto de casa. Estou afim de conversar com ele sobre a mulherada que está no Orkut dele. Não estou nem um pouco interessado em ser avô por estes anos! Vi que a meninada está acelerada demais!

Passei todo o dia aqui no meu apartamento “compartilhado” e resolvi falar sobre o trabalho na gravação do áudio do DVD, já que não consegui nada com meu filho Raian. Peguei a garrafa de vinho que esfriou na geladeira e já estava procurando o saca-rolha para dar início aos trabalhos etílicos, quando meu amigo chegou com a namorada e em menos de 10 minutos de conversa com ela no quarto, começaram (mais uma vez) a discutir a relação! Hoje eu não estava muito disposto a ouvir discussão sobre relacionamento. Peguei minha garrafa de vinho e meu laptop e corri para casa do meu ex-sogro, que segundo meu amigo Silvério Pessoa, é meu amante e não ex-sogro, porque tenho um contato muito grande com ele ainda. (risos)

Já estou aqui devidamente acomodado na casa do “meu amante”, tomando meu vinho e comendo queijo provolone!

Voltando ao trabalho...

Não tive grandes problemas na gravação do áudio. Para falar a verdade, foi tudo muito tranqüilo lá na minha sala. Os problemas maiores aconteceram no palco mesmo, e não foram poucos.

Já tinha gravado todo show no dia anterior, sem a presença de público (pelo menos não era pra ter público, mas tinha mesmo assim). Fazemos isso para garantir mais uma opção de áudio (e vídeo!). E pode? Pode. Principalmente se o show for controlado por metrônomo (click). Podemos usar o áudio do dia anterior (sem público) se houver algum problema com o áudio do dia do show.

O show da Banda Calypso é dividido em blocos. Cada bloco é formado por umas seis músicas e estas músicas são interligadas, ou seja, não pára entre uma música e outra. Acho muito legal este formato, principalmente para o público que está vendo o show. Em todos os blocos existe um metrônomo para controlar o andamento da banda. E a banda tem que seguir fielmente este metrônomo e o formato da música previamente ensaiado, pois em determinadas horas entram vocais, metais e loops pré-gravados. Muitos artistas e/ou bandas usam esta facilidade da tecnologia atual, inclusive Silvério Pessoa.

Voltando ao show, e aos problemas...

Depois de esperar vários minutos enquanto o palco era enxugado, o show recomeçou.

Não lembro direito, mas não demorou muito e o gerador da luz não aguentou e parou. Mesmo com o palco às escuras, a banda não parou e seguiu como se nada tivesse acontecido. Não sou fã da banda, não ouço suas músicas, mas admiro algumas atitudes deles (Joelma e Chimbinha). E esta foi uma atitude “classuda”. Com a gravação do áudio ia tudo bem. Só um probleminha no canal do bongô, mas sabia que não seria um problema sério e que poderiam consertar no estúdio. No final, eu explico.

A coisa já estava tensa. Abertura interrompida pela chuva, gerador da luz parando... Mas o show seguia.

Algumas vezes eu me desconcentrava porque entravam as bailarinas para ver a imagem do palco no nosso monitor de TV... Aí não dava mais para olhar para o nível de entrada de áudio, para ver se estava alguma coisa estourando no nível. Perdi um pouco o foco nestes momentos.

O show seguia.

E mais uma vez o gerador da luz parou! Podem acreditar! Mais uma vez o palco ficou sem iluminação, e mais uma vez Joelma continuou cantando. Desta vez notei que a guitarra de Chimbinha havia parado e fiquei sabendo que ele havia saído do palco para ver o que estava acontecendo. Eu, como me conheço, já teria tido um enfarto numa situação dessas!

E Joelma cantando...

Minha admiração pela cantora aumentou. Ela “segurou a barra” como poucas vezes eu vi por aí.

Soube depois que houve um atrito de Chimbinha com o cantor da banda nesta hora. Sei até o motivo, mas como fiquei sabendo por outras pessoas, eu não comento. E este Blog não foi feito pra isso. Só estou tocando no assunto porque ele foi divulgado pela imprensa.

Para quem não sabe, a Banda Calypso tem um cantor! Exatamente. Tem um cantor que nunca aparece em DVD, pois ele é usado somente para cantar para o público enquanto Joelma e o balé trocam de roupa. Só quem sabe deste detalhe é quem vai ao show, ou quem está lendo meu Blog agora.

Já tinha uma admiração por Chimbinha pela vontade que eu via nele de fazer a coisa bem feita, de aproveitar a tecnologia, de sempre querer melhorar o show. A “praia” dele sempre foi esta. E ainda por cima, gosta de vinho também! Já participei de uma farra de vinho lá na Somax que nem sei como voltei pra casa direito!


Não tenho nenhum preconceito com relação a ritmos ou estilos musicais. Não tenho mesmo! Cada um na sua praia. Não gosto de oportunistas, que fazem um trabalho de acordo com a oportunidade ou época. E a Banda Calypso não é oportunista. É a música deles mesmo. Essa é minha opinião.

Eu gosto da música? Não. Não é meu estilo. Mas admiro o trabalho, o esforço para a coisa ficar legal, bonita. Os músicos da banda são competentes. Admiro a luta pelo espaço. Sou ateu, mas a música que eles usaram na abertura do show, e que agradecem a deus é belíssima. Emociona. Acredito que tenha sido Tovinho (meu irmão) que fez o arranjo, pois é muito bom.

Para não dizer que não tenho nada contra a banda, acho muito pouco o que eles pagam aos músicos e técnicos. Poderia ser bem melhor.

Meu cachê com Silvério Pessoa é quase duas vezes o que ganham lá.


No detalhe as 3 placas de áudio MOTU.










Gosto de Flávio Venturini, Pedro Mariano, 14 Bis, Nando Reis, Lisa Stansfield, A Cor do Som, Supertramp, Donna Summer, Barão Vermelho, Earth Wind & Fire, Djavan, Jamiroquai, Lenine, Kool and The Gang, Morcheeba, George Benson, M People, Beto Guedes... Tudo isso eu tenho no meu laptop.

Muita gente (do ramo do áudio) fala que a cantora da Calypso desafina! Quem sou eu pra criticar. Alguns que citei das minhas preferências musicais desafinam ao vivo, e muito! Vou deixar de gostar por causa disso? Não. Identifico-me com as músicas dos artistas que citei, e muitas pessoas se identificam com as músicas da Banda Calypso. Gosto não se discute. Lamenta-se. Uso muito esta frase feita, mas nem me lamentar eu me lamento. Simplesmente não discuto! Respeito. E repito: Me incomoda muito mais um artista afinado oportunista do que um desafinado fiel ao seu estilo.

Eita que o vinho tá me ajudando hoje! Viram com escrevo melhor quando tomo vinho?

Software multitrack Logic 8.2.

Onde eu estava mesmo? Ah! Na segunda parada do gerador da luz.

Pois bem...

Depois desta segunda parada, não tivemos mais contratempos. O show seguiu até o final (sem o cantor para segurar a onda na troca de roupa de Joelma e balé, pois ele foi embora!).

Como falei que explicava no final sobre o canal do bongô que poderia ser consertado no estúdio...

Muita coisa de um áudio gravado de um show para um DVD poder ser “retocado” ou até gravado novamente em estúdio! Principalmente um show todo feito usando-se o metrônomo como guia do andamento. Tudo pode ser refeito no estúdio. Inclusive a voz! Quando não se tem imagem, como por exemplo, um CD ao vivo, é mais fácil ainda. Não temos imagem e o músico pode refazer toda a gravação sem se preocupar com o sincronismo com a imagem. Com um DVD é mais complicado porque temos uma imagem para seguir. Se aparece uma imagem de um percussionista batendo num prato e o som deste prato não aparece, fica estranho, não é? Até aí, tudo bem, pois não temos muitos closes (imagens de perto) dos músicos sempre. Ninguém vai notar o som de um tamborim que deu problema na gravação se não aparece um percussionista tocando o instrumento. O grande problema são os cantores, pois sempre estão com a imagem em close aparecendo com mais frequência. Como fazer então?
Com o competente Guigo, responsável pelas ligações dos cabos entre o palco e o estúdio móvel.

Em muitos casos, toda a voz é regravada. O cantor vai ao estúdio e grava novamente a voz de todo o show. Vai se guiando na imagem do DVD para saber como ele cantou. Aí é que entra o “pulo do gato”! Como cantar exatamente igual ao dia do show? Vou dar uma de Mister M. Não precisa ser exatamente igual! Existe um plugin (uma ferramenta, um programa digital) chamado VOCALIGN (http://www.synchroarts.com/index.php?PAGEID=products&ID=vocalign) que pra mim foi uma das grandes invenções do meio digital nestes últimos oito ou dez anos. Este programa simplesmente, como o nome em inglês diz, alinha o vocal. Serve também para canais de instrumentos!

Eu tenho o canal da voz gravada no dia do show, não é? Este canal tem o desenho da forma de onda. Mais detalhes aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Timbre


Pois bem... Este programa vê o desenho da forma de onda do canal da voz gravado no estúdio e compara com a forma de onda do canal da voz gravado no dia do show e faz a adaptação do novo canal para se encaixar na forma de onda do canal gravado no show. Ela estica e encolhe o novo canal para que o encaixe aconteça. Quando este encaixe acontece, vai se encaixar com a imagem também. O cantor pode cantar um pouco diferente do que cantou no dia do show, que o programa ajusta! Se no dia do show ele cantou “eu te aaaaamo” e no estúdio ele cantou “eu teee amo”, o programa diminui o “te” e aumenta o “amo” da voz do estúdio para se encaixar na voz do show!

Este software é muito usado também para duplas de rap e sertanejo, em que é preciso cantar sempre junto com o outro cantor da dupla. É impressionante o resultado. Só vendo para entender. Ele só não faz milagres! Se estiverem muito diferentes as duas vozes, não dá!

Outra coisa... Na hora em que o cantor está conversando com o público, usa-se a voz original do show, a não ser que ficou com algum defeito, aí se refaz no estúdio. Outra coisa que vocês devem levar em consideração é que temos o controle do áudio e do vídeo na montagem. Se não der para consertar alguma coisa do áudio que está com a imagem aparecendo, simplesmente pedimos ao editor do vídeo para retirar a imagem e substituir por outra que não precise do áudio para complementar.

Dei uma olhada na mixagem do áudio do DVD no Estúdio Somax, já com algumas imagens “guias”. Podem ter certeza de que quem não foi ao show, não vai imaginar que tiveram vários problemas. Está ficando muito bom! Só vocês agora lendo o Blog sabem também dos problemas.

Esta é a mágica do DVD. Aqui a imagem é o maior desafio, pois o áudio dá para consertar, para regravar no estúdio. A imagem não. Não tem como consertar a imagem do palco sem luz, gravar em estúdio isso. A salvação foi o primeiro dia de gravação sem público que não teve nenhum problema no gerador da luz e que tem basicamente as mesmas imagens. Exatamente! Joelma e o balé usaram as mesmas roupas como se fosse o show valendo! É só editar. Coloca as imagens da gravação sem o público na parte em que o gerador parou no dia do show, e mistura com as imagens do público gravado no dia do show. É uma arte!

Um abraço a todos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Rapidinha 41 - Curiosidade no palco da Banda Calypso.

Notam alguma coisa estranha nesta foto acima? Dêem mais uma olhada. Este é o palco da Banda Calypso e estava ainda sendo montado quando cheguei para armar o estúdio móvel para gravação do áudio do show. Vou dar um zoom na foto para ajudar.

Agora já dá para ver as duas cadeiras presas no teto, no fundo? Isso mesmo! Tem duas cadeiras presas no teto e nem eu que trabalho com shows tinha notado isto em algum show.

Como vi que na frente de cada cadeira tem um spot de luz, deduzi que as cadeiras serviriam para os operadores destes spots. E é isso mesmo. Me informei. Antes de começar o show, sobem dois "caboclos" e ficam todo o show seguindo Joelma com estas luzes. Esta luz é chamada de "luz de contra", e serve para realçar os contornos da cantora ajudando na imagem para o telão.

Rapidinha 40 – Eu não disse?

Como eu já esperava, a produção do artista Jades que vai fazer um show na terça-feira dia 08, não conseguiu colocar a mesa de som na frente no evento na Cachaçaria Carvalheira. Liguei antecipadamente para a empresa responsável pela sonorização do evento e o técnico responsável me falou que seria só uma mesa e ao lado do palco como normalmente se faz por lá e seriam usados monitores normais de chão. Estávamos querendo usar fones em todos os músicos. Comuniquei à produção de Jades que tentou junto à empresa de som dar um upgrade no equipamento, colocando uma mesa de monitor, colocando fones nos músicos e tentaria ainda colocar a mesa de PA na frente. Mas o orçamento passado pela empresa de sonorização ficou meio salgado. Cobraram 12 mil reais pelo o upgrade!
Doze mil reais??!!?? Eita! Será que o evento é da EMPETUR?
Resumindo... Não irei.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Rapidinha 39 - Atualizando agenda.

08/12 = Show Jades (PA) - Cachaçaria Carvalheira - Recife - PE
Lá vem de novo o problema do posicionamento da mesa de som! :(

09, 10, 11, 12 e 13/12 = Feira Música Brasil (monitor) - Marco Zero - Recife - PE
Aqui vou ralar direitinho. Muitas bandas vão se apresentar. Já vi que vou dormir pouco.

O trabalho no Baile do Menino Deus ainda não está fechado. E o show de Silvério Pessoa no dia 12/12 no Verão PE foi cancelado por causa do SUPERFATURAMENTO da EMPETUR. Lembram?

31/12 = Show Silvério Pessoa (PA) - Reveillon Country Club - Recife - PE
Já comprei minhas duas garrafas de Concha y Toro para levar ao evento. Correndo tudo bem, no meio do show começo a comemorar.