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| Dona Inês - PB. |
Olá pessoal.
Não deu bronca grande no exame que eu fiz da próstata!
Estou informando porque falei no final da minha última postagem que iria falar aqui o resultado do exame de ressonância magnética que eu iria fazer pra saber o nível da bronca.
Não deu nada grave.
Já começo com uma ótima notícia hoje, não é?
Dessa eu me livrei.
Já marquei uma volta ao urologista para saber do tratamento que devo fazer.
Eu tratei rapidamente em aceitar o convite que eu recebi para fazer o monitor de dois shows de Geraldo Azevedo, mesmo eu estando bem desanimado para fazer monitor.
Já falei algumas vezes aqui dos motivos, mas esse assunto não é para essa postagem!
Cesinha Michiles, diretor musical do artista, entrou em contato e me perguntou se eu queria fazer esses dois trabalhos, substituindo Júnior Evangelista, que é meu Amigo e não poderia fazer essas duas datas.
Júnior é o técnico de monitor de Geraldo.
Os shows aconteceram nos dias 07/08 em Salvador (BA) e 08/08 em Dona Inês (PB), ou seja...
Nesse final de semana que passou!
Estou escrevendo esse texto na segunda-feira, dia 10/08.
Ontem fui à casa do meu Filho beber um vinho com ele, e levei uma moqueca mista do Bar Gota Serena, que é muito boa!
Dia dos Pais!!!
Vocês acham que eu lembrei?
Foi Raian quem me lembrou.
Depois de aceitar o convite para o trabalho no monitor, fui falar com Evangelista para ele me dar umas “dicas” do show.
Até cenas de mesas de som ele me enviou, mas eu não tinha decidido se as usaria ou se montava as cenas dos dois shows do zero.
Eu nem sabia quais seriam as mesas dos dois shows!
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| Da frente para o fundo: Toninho, Johnanthan, Cesinha e Xanfe. |
Geralmente pego essas cenas com os amigos que vou substituir, para dar uma olhada em como eles trabalham nesses shows com seus artistas.
Atualmente, é muito comum encontrar três mesas nos palcos para o monitor.
E todas são da Yamaha: CL5, DM7 ou PM5D.
Isso eu falo em shows de grande porte.
A PM5D está começando a desaparecer dos palcos, o que é normal, mas ainda a encontramos por aí...
Fiquei aguardando notícias da produção do artista sobre os equipamentos, enquanto olhava as cenas que Júnior me enviou.
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| Da esquerda para a direita: Romero, Augusto e Jerimum. |
Acho que ele me enviou cena de CL5 e DM7, não lembro se mandou também de PM5D.
Mesmo ainda não decidindo se eu iria usar essas cenas, comecei a ajustar a cena da CL5 para meu gosto, onde já coloco os nomes e cores dos canais que sempre uso.
Cada técnico tem seu jeito de nomear os canais.
Eu sempre coloco os nomes no nosso idioma: Bumbo, caixa, esteira, surdo...
Mas ainda misturo com alguns termos em inglês, colocando Hi-Hat (chimbal) e Over (pratos).
Na maioria dos nomes eu coloco em português mesmo.
Só em shows que vão acontecer fora do país, uso o inglês para todos os canais, logicamente.
Ou pelo menos tento... (Risos)
Voltando para o trabalho no monitor...
Um número considerável dos meus amigos técnicos usa a opção PÓS fader para fazer o trabalho no monitor.
Eu ainda uso muito a opção PRÉ porque encontro muitas mesas com faders ruins na estrada, que se movimentam sozinhos, e isso é “pedir pra morrer”, principalmente quando estamos fazendo o monitor de um show.
Explicando para os leigos agora...
(Lembrando que o Blog foi pensado mais para falar com os leigos do que com a turma da técnica.)
No monitor, quando estamos usando pós fader no trabalho, quando subimos ou descemos um fader, o sinal de áudio controlado por esse fader vai subir ou descer em todas as vias de monitor, e se a turma estiver usando fones o dano vai ser muito pior, podendo até causar problemas na audição desse músico caso o nível de sinal aumente bruscamente.
Em pré fader não temos esse problema, e mesmo um fader subindo abruptamente sem a nossa permissão, nada vai ser alterado no que os músicos estão ouvindo nos fones ou nas caixas de som individuais.
Mas se o LR da mesa estiver indo para o side, como é o mais comum, o volume vai subir absurdamente nas caixas que ficam nas duas laterais do palco!
Mesmo assim, decidi usar a cena do meu Amigo para fazer os trabalhos.
Vou usar pós fader!
E vou aproveitar o nível dos sinais nos endereçamentos para os músicos.
Já aproveito também as equalizações que Júnior fez, e faço os ajustes de tudo na hora do soundcheck, pois cada show é um show.
A bateria vai ser outra, os DIs vão ser outros, a acústica do ambiente vai ser outra, o vazamento do PA vai ser outro...
Muita coisa vai ser diferente daquele show que Evangelista fez meses atrás, mas vai ajudar (pensei).
Acho.
Na maioria das vezes que fiz isso, ajudou mais do que complicou.
Showtime - Casa Rosa - Salvador (BA).
Enquanto ajustava a cena da CL para meu gosto pessoal, fui informado que no primeiro show em Salvador seria a CL5 e no show na Paraíba seria a M7CL!
Aí complicou.
Para esse show, a M7 deve ter duas placas de expansão, com 4 saídas cada, deixando a mesa com 24 saídas.
Ela tem apenas 16 saídas.
Fora esse problema com a quantidade de saídas (OUTs), essa mesa é muito antiga e não é difícil encontrar problemas nos faders.
Muitos estão com “vontade própria”(!), e como falei acima, é um risco absurdo para quem está fazendo o monitor, principalmente em pós fader.
Mas ainda tem outro grande problema quando os faders estão loucos!
Não podemos usar uma função da mesa chamada “Send On Faders” que agiliza muito o nosso serviço.
Rapidez no monitor é uma peça importante no trabalho.
O dono da empresa de som garantiu que a mesa estava com as placas de expansão e que todos os faders estavam perfeitos!
Ok, então.
Montei no editor offline a cena da CL5 para o show em Salvador e depois eu converti para M7CL usando o Console File Converter da Yamaha, ajustando depois alguns detalhes que não vem na cena convertida.
Eu estava agora com as cenas das mesas dos dois shows, que sempre chamo de Cena Inicial.
Todos usam fones nesse show, incluindo Geraldo Azevedo, e não tem caixas de monitor no palco.
Só a caixa de som do subgrave da bateria e as caixas de som do SIDE.
Quando todos estão usando fones, eu só abro o side numa emergência.
Quanto mais “limpo” o palco, sonoramente falando, melhor para todos!
Achei que seria breve nessa postagem, mas já estou notando que me enganei.
Já estou cansado de escrever, e vou dar uma pausa.
Amanhã eu continuo.
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Amanhã?
Jamais...
Hoje já é sábado, e não devo postar isso hoje, mesmo eu finalizando o texto e montando a postagem no Blogger.
Mais fácil eu postar na segunda-feira.
Antes de chegarmos a Salvador, ficamos sabendo que mudaram a mesa de PA.
A de monitor seria ainda a CL5.
Passei normalmente minha cena para a mesa de som, e fui dar uma geral nas vias de monitor, onde eu iria usar meus sistemas com fio para todos os músicos.
Mas disponibilizaram 4 sistemas sem fio G3 da Sennheiser, e nossa produção levou um sistema PSM 900 da Shure para Geraldo Azevedo.
Então usei esse PSM para Geraldo, onde dividi (splitei ou esplitei) o sinal para o primeiro sistema G3.
Eu ando sempre com meus cabos para splitar sinais.
Na verdade, não é o famoso cabo Y, é um chamado Z, que possui várias funções, incluindo a função do cabo Y, que é dividir um sinal de áudio para dois dispositivos.
Restou-me 3 sistemas G3, que distribuí para sanfona, flauta e percussão.
Bateria, baixo, guitarra e teclado usariam meus sistemas como fio.
Tudo estéreo.
Via mono só o SUB da bateria e a via destinada ao pessoal das Libras, vias 3 e 4.
Existia uma via mono com duas caixas na frente para Geraldo, mas não usam mais, e essa via ficou para Libras, via 4 é o sub bateria.
Não demoramos para passar o som.
A cena que peguei de Júnior e ajustei, ajudou mais do que atrapalhou.
Ahhh... Quando fui testar o side, o mesmo estava com problemas num dos lados, onde algumas caixas estavam com driver (médio e agudo) parado, e nem perdi tempo com isso, eliminando de vez o uso.
Só ligaria numa emergência grande.
Fui informado que Geraldo Azevedo não iria passar o som nos dois shows.
O guitarrista passou o violão dele, e o sanfoneiro passou a voz.
Com isso, eu já tinha uma ideia de como estava o fone do cantor, e encerramos o soundcheck.
A banda ficou bem satisfeita com a passada de som, e isso já animou.
Daria tempo para voltar no hotel para tomar um banho, mas antes nossa van da técnica parou no caminho para a gente almoçar.
Isso já tinha passado das 16h.
Só deu tempo para tomar um banho no hotel, sem cochilos, porque o início do show seria cedo.
Quando chegou nossa hora, chequei novamente todos os canais e as vias de monitor.
Geraldo checou seu violão ao meu lado, antes de subir ao palco.
A voz seria na hora mesmo.
Showtime - Casa Rosa - Salvador (BA).
O show transcorreu sem atropelos e eu estava sempre ouvindo a via de Geraldo Azevedo, e de vez em quando eu ia escutar as vias dos músicos, principalmente quando alguém pedia algo no seu fone.
Tudo certo.
Geraldo não solicitou nada.
Tudo certo!
Só que não estava!!!
Acho que no meio do show, ele comentou com Cesinha que estava com ruídos no seu fone.
Eu não tinha ruídos ouvindo a via dele.
O diretor de palco, que estava com o bodypack reserva da Sennheiser, e que estava recebendo o mesmo sinal da via de Geraldo não estava ouvindo esses ruídos, então o problema só podia ser no sistema PSM que estava com o cantor.
Depois fiquei sabendo que o ruído aparecia principalmente quando ele cantava, não era o tempo todo.
Putz, fiquei bem desanimado com isso.
Se ele tivesse avisado logo no início do problema, a gente teria trocado rapidamente o bodypack da Shure pelo da Sennheiser que estava com Rodrigo, mas isso não aconteceu, ele não solicitou e ficou todo o show com esse problema!
Fez o show rindo, mas com certeza não estava nada confortável.
Mesmo ele não solicitando, era pra gente ter trocado!
Não adianta agora chorar pelo vinho derramado...
Ahhhh. Esses ruídos não estavam no som do PA.
Passei o resto do dia (e do outro dia) pensando no que poderia ter acontecido.
Fiquei bem desanimado com o ocorrido, mesmo sem o público notar.
A banda saiu muito satisfeita, mas o "ator principal" não.
No outro show eu não teria o sistema de in-ear reserva, seria só o PSM 900 para ele, e todos os músicos usariam meus sistemas com fio da Waldman.
Fiquei pensando nas possibilidades que causaram o problema...
Fuga de RF, ou plugue do fone mal encaixado, mas ele falou que aparecia mais quando cantava.
Mas não tinha esse ruído no canal da voz dele, quando eu escutava isoladamente.
Se fosse no microfone (48V) dele, todos escutariam esse ruído, e eu não estava ouvindo isso.
Um cabo com defeito ou mal encaixado num dispositivo que é alimentado por 48V pode causar ruídos altíssimos.
Descartei essa possibilidade.
Descartei a possibilidade de acabar esse texto hoje.
Tou bem “enfadado” de ontem, onde resolvi ir pra balada!
Não estou mais acostumado com isso.
Nem dormi muito tarde, pois deitei para dormir às 3h30 da madrugada.
Mas o corpinho não reage igual quando eu tinha 20 e poucos anos, né?
Vou dormir!
Se eu não for comer caranguejo amanhã no Caneca Fina, acabo esse texto.
Caso contrário, só segunda!!!!!!
Ahhhh, lembrei de um detalhe massa para falar aqui.
Antes de chegar nesse ponto do texto aqui, já escrevi o final, para não esquecer os detalhes!!!
Já escrevi quando estava desligando minhas coisas na mesa de som, e vocês vão notar isso lá no final do texto!
Mas escrevi antes! (Risos)
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Poxa...
Nem fui para o Caneca Fina comer caraguejos.
Tentei convencer uns amigos “papudinhos”, mas não tive êxito.
Vou finalizar então esse texto, e se tudo der certo, faço a postagem hoje.
Deixa eu ler acima um pouco para pegar o embalo do texto, e saber onde parei.
Ahhh, ok.
Fiquei pensando no que poderia ter causado o problema, e por eliminação cheguei numa boa opção.
Poderia ser que estivesse clipando o sinal na entrada do PSM, causando uma distorção...
Eu sempre fico olhando o nível de entrada em todos os sistemas de in-ear.
Por isso coloco sempre todos perto de mim, com a parte da frente virada pra mim, onde posso ver claramente os marcadores de nível de entrada.
Na maioria das vezes que olhei para o display de todos os sistemas de in-ear, nenhum deles estava clipando, mas...
Pode ser que o de Geraldo estivesse clipando só com a voz, causando o ruído que ele falou, que seria uma distorção.
Ahhhh, um detalhe...
Depois do show em Salvador, tirando esse problema com o cantor, eu tinha achado bem legal o resultado.
Por isso, salvei a cena da CL5 no final do show e decidi convertê-la para usar com a M7CL no show em Dona Inês (PB).
Descartei a cena que eu tinha convertido em casa, porque essa nova já estaria com os ajustes do primeiro show.
E deu muito certo!!!! (Uh uhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh)
No avião em Salvador, antes da gente decolar para João Pessoa, já avisei Geraldo Azevedo que iria fazer uma mudança no seu monitor.
Eu iria baixar o máster da via dele na mesa, e ele deveria aumentar o volume do bodypack para compensar.
Eu ajustei algumas coisinhas na cena convertida no hotel, porque já falei que alguns detalhes não vem na cena convertida.
Eu teria que diminuir o número de máquinas de efeitos, por exemplo.
Fui fazendo os ajustes, e já baixei o máster da via de Geraldo, entre 3 e 6dBs, não lembro agora.
Ahhhhhh!!!
Tem como eu saber aqui, só abrir a cena no editor offline.
Vou ver.
Baixei 3dBs como vocês podem ver na foto abaixo.
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| Clique na imagem para ampliar. |
Se ainda assim o nível chegasse no vermelho do mostrador do in-ear durante o show, eu baixaria mais ainda e pediria para Geraldo aumentar um pouco mais o volume no bodypack.
Mas isso não aconteceu.
Ainda baixei o máster da via da percussão no soundcheck, que no show anterior ele usou in-ear sem fio, e nesse na Paraíba estava usando meu sistema com fio.
Mas antes de tudo isso, vou falar dos equipamentos.
A mesa não estava em perfeitas condições como falaram, e só tinha uma placa de expansão com 4 saídas.
Alguns faders estavam com vontade própria, como já falei que é comum nessas M7CL, e decidi usar o iPad durante todo show.
Iria ficar mais lento no serviço, mas eliminaria o perigo do som aumentar absurdamente no ouvido de todos no palco.
Para completar... A placa de expansão estava com problema, onde tinha um ruído (hummmmm) nas quatro saídas.
As duas primeiras eu estava usando para o side, e foi quando notei o ruído.
O responsável pelo som já foi falando: --- Não estava assim esse side.
E eu respondi: --- Mas agora está.
Deixa eu ver se o problema é nas saídas da placa... (Pensei)
As outras duas saídas estavam indo para o in-ear do sanfoneiro, que fiquei sabendo que existia esse sistema próprio do músico um pouco antes de ligar todas as vias.
Quando coloquei o fone para testar o in-ear, o mesmo ruído do side estava no in-ear, ou seja...
As saídas da placa estavam “bichadas”.
Avisei então para o diretor técnico, informando que o músico usaria meu sistema com fio, pois ele não iria aguentar aquele ruído contínuo no seu ouvido.
Problema resolvido. (Que nada!!!!)
E onde eu iria ligar essas vias do side e do fone da sanfona?
Showtime - Dona Inês (PB).
As 16 saídas da mesa de som já estavam comprometidas!
Por isso é necessário placa de expansão para ter mais saídas.
Vixe, me lasquei...
Foi aí que lembrei das saídas 3 e 4!!!
Lembram que lá em cima falei que usamos essas vias para o pessoal das Libras e para a caixa de subgrave da bateria?
Pois bem...
Nesse show não teria sub na bateria nem via para a turma de intérpretes.
Não tinha outra solução.
Até tinha, que seria usar algumas vias em mono, mas nem estava nos meus planos fazer isso.
E usei essas duas saídas (3e4) para o fone com fio do sanfoneiro.
Side?
Vai ter não.
Não tinha mais saídas disponíveis.
Nem usei o side no primeiro show, ficando desligado o tempo todo.
Mostrei para o dono da empresa de som onde estava o problema, e segui em frente com nossas ligações.
Ainda apareceu um contratempo nas ligações dos meus sistemas com fio.
Expliquei em conversa anterior que era só levar um cabo normal de microfone (XLR) da mesa de monitor até o músico, onde ele usaria o amplificador de fone, mas entenderam errado, e puxaram os cabos que eles usam normalmente com o sistema deles, tipo Power Play.
Na ponta do cabo que chegava para os músicos tinha uma entrada de fone P10.
Falei que não dava para ser assim, e chegaram até em falar que não tinha mais cabos de microfone disponíveis.
Só pude falar que tinha que aparecer mais cabos, não tinha jeito.
Não sei como fizeram, mas os cabos começaram a aparecer e deu para ligar todas as vias dos músicos!
Testei todas e a banda subiu no palco, onde fizemos um linecheck e soundcheck ao mesmo tempo.
Esqueci de falar um detalhe...
Chegamos à noite no palco para fazer tudo isso!!!
Não teríamos muito tempo para o serviço.
Era checar tudo rapidamente, colocar a banda pra passar uma ou duas músicas para ajustar seus fones, e esperar pela hora do show.
Geraldo iria fazer o que fez no show anterior, checar seu violão ao lado da mesa de monitor, antes de entrar no palco.
E assim foi feito.
Depois que falei com Geraldo no avião sobre a mudança que iria fazer nesse show, fui combinar depois com nosso produtor Reinaldo sobre o posicionamento do botão de volume do bodypack, pois era ele quem colocava o sistema no cantor.
Ele me falou que no outro show o botão estava no meio, e no linguajar técnico chamamos de “posição meio-dia”, usando o ponteiro do relógio como referência.
Quando ele me passou essa informação, pedi para ele colocar o botão na posição 2h, sem chegar na posição 3h.
Colocando entre 2 e 3h estaria ótimo para mim.
Deu para entender?
Só olhar na foto abaixo.
E Reinaldo fez exatamente o que eu pedi.
O show começou, e fiquei ouvindo a via de Geraldo Azevedo.
Eu teria que ajustar voz e violão na primeira música.
Checar o violão e voz com os músicos no soundcheck é uma coisa, com o artista na hora do show é outra coisa.
Mas os músicos fizeram bem o serviço, e não precisei fazer muitos ajustes no começo do show.
Não apareceu problema algum no monitor de Geraldo Azevedo ou de qualquer um da banda!
Sempre olhando novamente o nível de entrada no visor do transmissor do sistema de Geraldo, o sinal só chegava no primeiro amarelo.
Depois desse amarelo, tem mais um amarelo para depois chegar no vermelho, onde é a indicação que o sinal está "clipando" e isso pode causar distorção.
Não chegou nem perto desse vermelho, e nem sempre quando chega, a distorção aparece.
Chegar de vez em quando é uma coisa, e chegar constantemente é outra.
Uma coisa é certa!
O LED vermelho não está ali para enfeitar, viu? (Risos)
Só tenho a agradecer a todos os músicos que foram pacientes comigo nos dois shows, onde eu estava fazendo o trabalho pela primeira vez, como foi o caso também do meu colega Moisés no PA, que nunca tinha participado de um show de Geraldo Azevedo.
Valeu pessoal!
Augusto, Toninho, Xanfer, Romero, Johnanthan (esse vai soletrar o nome até morrer), Jerimum e Cesinha, que é o diretor musical e foi quem me chamou para os dois trabalhos.
Evangelista deve ter me indicado...
Nem vou agradecer a esse, que seria repetitivo.
Já falei algumas vezes que tem gente que acredita mais em mim do que eu mesmo.
Evangelista é uma dessas pessoas.
O show começou e fui seguindo no serviço.
Tudo normal, e eu até já sabia que alguns músicos precisavam ouvir determinado instrumento com mais volume em determinada música, depois voltava o volume ao normal.
Anotei isso no setlist do show, e quando chegou a hora fiz as mudanças nos volumes dos instrumentos.
Nem olhei para eles na hora (por pirraça), só depois eu levantei a cabeça para ver a reação, e vi o sorriso no canto da boca como se pensassem: --- Ahhh, safado. Ele lembrou!
Eu conheço todos da banda!!!!
São daqui de Recife, e isso é muito legal de ver!
Temos excelentes músicos, técnicos e roadies!
A banda de Alceu é quase toda daqui de Recife, só o sanfoneiro é de Caruaru e o flautista é da Paraíba.
O saudoso Paulo Rafael nasceu em Caruaru!!!!!
Toda vez que vou comer uma buchada, me lembro dele.
Odiava essas comidas pesadas, que ele chamava de “gordurame” (ou era gordurume).
Vou agradecer também às pessoas que fazem parte da equipe de Geraldo Azevedo, que eu não conhecia e que tiveram também a maior paciência com o galeguinho aqui.
Rodrigo, JB, Valmyr e Reinaldo.
Geraldo Azevedo?
Me assustei. “Figuraça”.
Como assim?
Maloqueiro.
Muitos aqui vão falar: --- Tás chamando o cantor de maloqueiro?
Tou.
E no dia que você tiver a oportunidade (e prazer) de conhecer ele por algumas horas ou dias, vai entender o que eu estou falando.
Por enquanto o prazer vai ser só meu!
Mesmo não dando tempo (nem sei se ia ter cabos para isso!) de colocar os microfones para captar a ambiência do público, que endereçamos para os fones do artista e de alguns músicos, o show fluiu como é para fluir.
Foi perfeito.
Showtime - Dona Inês (PB).
Tudo certo no palco com os músicos, e como sempre fico escutando as vias de monitor de todos, e a voz de comunicação de Cesinha vai para todas as vias, incluindo Geraldo, escutei quando ele perguntou na comunicação: --- Tudo certo aí, Geraldo?
Ele respondeu sim com a cabeça e Cesinha olhou imediatamente para mim, e eu dei o OK com o polegar antes dele falar ou dar qualquer outro sinal.
Não tinha mais o que fazer, só curtir o trabalho.
E, no final do show...
Enquanto eu desligava meus equipamentos, recolhendo também meus cabos das vias de monitor, o diretor técnico foi lá na mesa de som e falou: --- Ouviu o que Geraldo falou enquanto saía do palco??? Ouviu? Tá vendo?
Eu não ouvi nada, porque na hora que Geraldo estava saindo do palco, eu ainda estava ouvindo o som da via dele no meu fone, que nem precisava mais, diga-se de passagem.
Só tirei quando a banda parou de tocar.
E enquanto tirava meu fone dos ouvidos, Rodrigo repetiu todo animado o que o artista falou saindo do palco, e me cumprimentou.
Muito bom ouvir aquilo, e nem vou colocar aqui as palavras...
Vou deixar isso entre eu e Rodrigo.
E com esse trabalho fechei uma trilogia.
Posso falar que participei com meu trabalho nos shows dos três artistas do O Grande Encontro.
Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo.
E fechei a trilogia com chave de ouro!
Fiquei muito feliz com isso.
Foi bom para oxigenar minha vontade de trabalhar na monitoração dos shows, porque eu não estava muito animado recentemente com esses trabalhos.
Estava com “falta de ar” no monitor.
Não sei se é a idade pesando, em ter que usar óculos... Me deixa mais lento... Não sei.
Em festivais vocês já sabem que desisti de fazer o monitor.
Respirar fundo e seguir, principalmente porque fechei um trabalho numa turnê grande onde vou rodar pelo Nordeste entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
E advinha...?
Para operar o monitor!!!!!!!
Acho que foi o melhor contrato de trabalho que fechei até hoje.
A produção ainda está acertando os detalhes dos shows, e deve ficar em torno de vinte apresentações.
Ainda pensei em não aceitar por ser no monitor, mas vai ser todo mundo de fone no palco e devemos andar com o sistema completo de monitor, incluindo a mesa de som.
Antes dessa turnê, faço com outra artista uma mini turnê também pelo Nordeste.
Mas nessa, que deve ter cinco ou seis shows, vou operar o som do PA.
Pelo jeito, vou ter muito assunto para falar aqui.
Sábado que vem opero o monitor de mais um show.
Kell Smith.
Moisés me indicou para esse trabalho.
Mas aí é assunto para outra postagem.
Um abraço a todos.
PS1: Em 2020 operei o som do PA do O Grande Encontro, no Teatro Guararapes em Recife, substituindo meu amigo Mário Jorge.
PS2: Espero que o cantor não leia esse Blog. Chamei-o de maloqueiro.
PS3: Não teve como eu não lembrar da minha juventude enquanto escutava várias músicas de Geraldo Azevedo durante o show! Dia Branco? Vixe! Meus pensamentos saíram do local... Não tem como separar direito a vida pessoal da vida profissional. Eu sempre achei que andam juntas.
PS4: Moisés postou um cartaz semana na passada no Instagram com uma frase que eu achei muito legal.
Adoro frases que fazem a gente pensar.
Não sei se ele postou por que fez o primeiro trabalho com Geraldo Azevedo...
Achei que combina comigo em muitos momentos que passei e ainda passo na vida.







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