domingo, 5 de dezembro de 2010

Mudança de Palco 010 - Música em Recife.

Duas coisas me chamaram a atenção na área musical aqui em Recife em 2010. Uma eu já falo desde a Feira Música Brasil onde trabalhei no monitor do palco onde esta banda se apresentou. O nome? Orquestra Contemporânea de Olinda. http://www.myspace.com/orquestracontemporaneadeolinda A outra surpresa agradável para meus ouvidos foi uma menininha (agora mulher) que gravou muito jingle comigo quando o estúdio precisava de voz de criança. O nome? Ylana. http://www.myspace.com/ylanaqueiroga Dois trabalhos com identidade! Tem mais alguns (poucos) trabalhos com "identidade" aqui em Recife. Mas estes dois eu gostei de ouvir e aposto. Tem um terceiro trabalho, mas este sou suspeito para falar, pois aposto nele desde 2004, pois sempre teve uma identidade. O nome? Silvério Pessoa. Com o novo CD chamado "No Grau". Não foi lançado ainda mas já tenho-o em meus arquivos. Retificando o texto (aproveitando a lembrança de meu amigo André que deixou seu comentário). Esqueci de falar de mais uma banda que me chamou a atenção. O nome? A Trombonada. http://www.myspace.com/atrombonada Obrigado André pela lembrança. Realmente a banda tem um trabalho extraordinário com uma identidade forte. Só acho que o mercado (nacional e internacional) é que não é muito favorável para o som que eles fazem. Não vai ser fácil sair do "raio" de ação que eu falei. Eita! Lembrei-me de outro trabalho que gosto, e que também acho que pode sair do raio de ação de Pernambuco. Mesmo achando uma certa semelhança com Los Hermanos, acho o trabalho destes meninos muito legal. Eu estava trabalhando no monitor do Festival Microfonia há uns anos atrás, e foi esta banda que ganhou o festival. Por coincidência, Los Hermanos foi o show que fechou o evento. O nome? Volver http://www.myspace.com/volverbrasil

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Rapidinha 97 - Happy Hour!

Vou mostrar aqui como é o meu famoso Happy Hour com os amigos. Na maioria das vezes, estes amigos trabalham no ramo também. Tem baterista, sanfoneiro, iluminador... Até o cantor aparece! Na realidade, o cantor é o autor da idéia do evento, que nas primeiras edições contava apenas com dois participantes... Normalmente, é para ser um happy hour básico, mas... Em alguns a gente passa um pouquinho da conta. Mas calma! A foto acima mostra o consumo de dois dias de happy hour. Muita conversa mole, fofocas do meio (e fora do meio também), muita música (logicamente), algumas paradas para falar de trabalho, vinho, queijo, salaminho e outros... Na foto abaixo, o famoso Tripous. Iguaria Francesa muito apreciada pela Turma do happy hour! O ingrediente principal? Tripa de carneiro! Ça va?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Rapidinha 96 - Simpatia!

Estava dando uma olhada nas fotos de turnês aqui e me divertindo... Ninguém pode reclamar que não sou simpático! Esta acima é famosa nas conversas com os amigos! Odeio aeroporto! Mas nem tudo é cara feia!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Rapidinha 95 - É muito gratificante!

Olhando alguns vídeos no Youtube, me deparei com este que foi gravado por alguém que estava na platéia. Este show aconteceu na MIMO 2010 (Mostra Internacional de Música em Olinda), dentro de uma igreja no Alto da Sé. É muito gratificante para mim ver um vídeo deste e saber que participei com meu trabalho num show tão bonito. A noite foi inesquecível para mim como profissional, e imagino o quanto foi para os fãs da Banda Legião Urbana. Muito bom sentir isso que estou sentindo aqui nesta hora. Dá uma levantada no astral!

Mudança de Palco 009 - 30 anos ou 30 dias.

Estava hoje na hora do almoço sentado numa das mesas do Bar Largura em Casa Forte, comendo meu PF (Prato Feito) de galinha de cabidela, quando vejo a notícia na televisão. Um "cara" seria julgado por um crime que ele cometeu há trinta anos!!!! Isso mesmo que vocês estão lendo. Vou colocar com numerais. Há 30 anos um "cara" tentou matar a esposa com um tiro na cabeça. Ela não morreu, ficou cega e com mais alguns problemas decorrentes do pipôco na lateral do crânio! Para resumir, ela faleceu em 2005 de câncer e o “cara” ainda está passeando pelas ruas de Recife. O “cara” era procurador na época do crime. Hoje ele é procurador aposentado! Não estou com saco para escrever mais sobre este assunto. Vai começar um happy hour aqui em casa regado a vinho tinto Chileno. Se fosse um simples operador de áudio como eu (sem dinheiro para pagar um grande (?) advogado) que tivesse dado aquele tiro, estaria solto depois de 30 anos? Tenho certeza que eu não passaria 30 dias fora do quartinho com grades. Esta diferença me incomoda. Me incomoda muito! Mais detalhes sobre este caso (dentre outros que devem existir!), segue um dos links que encontrei. http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/grande-recife/noticia/2010/11/25/procurador-acusado-de-tentar-matar-a-esposa-sera-julgado-32-anos-depois-246029.php Fiz minha parte. Vou tomar meu vinho com meus amigos.

FITO em Florianópolis – Segundo o cantor, foi um dos melhores shows da vida dele!

Estou em casa, depois de passar por Florianópolis, João Pessoa e Campo Grande. Já coloquei a garrafa de vinho que sobrou de Campo Grande para esfriar na geladeira. Sobrou porque meu amigo Barraca comprou o vinho errado. É um Santa Helena safadinho que eu não gosto. Mas paciência (ou deixa de frescura!)... Dá para tomar tranquilamente numa noite de terça-feira, depois de um dia fazendo os áudios de GM. Estou com a bunda doendo de tanto ficar sentado nesta cadeira aqui na sala. Quando me perguntam se foi cansativa alguma viagem, hoje eu respondo que depois da viagem para Boa Vista (Roraima), tudo ficou mais perto. E olhe que na minha ida para Roraima só parei em apenas uma cidade antes. Tem uma rota aérea que passa por umas seis cidades antes de aterrissar em Boa Vista! Acompanhei em Campo Grande (nem pensei que era tão grande) pela televisão os acontecimentos no Rio de Janeiro. A pergunta que não quer calar: --- Porque só agora foi tomada uma atitude séria? Meu amigo Léo opinou aqui em casa numa conversa, e acho que ele pode ter razão. Ele falou: --- Tudo está acontecendo somente agora por causa da copa do mundo de futebol e/ou Olimpíadas! Coloquei copa do mundo com letras minúsculas porque não respeito tanto este nome. Principalmente a fifa! Lembro-me de um comentário do repórter Jorge Cajuru que nunca me saiu da cabeça. Ele falou: --- Os bastidores do futebol é mais nojento do que a política! Não duvido disso não. Quando um repórter perguntou por qual time ele torcia, ele respondeu que depois da copa do mundo (de 1982, se eu não me engano) ele não torce mais por nenhum time. O repórter perguntou por quê? E ele respondeu que enquanto ele chorava no quarto do hotel no dia em que saímos da copa (ele estava lá fazendo a cobertura esportiva), ficou sabendo que teve jogador da seleção que foi para a balada se divertir horas depois da desclassificação! Não tiro de novo a razão dele. Sei que é apenas um jogo. Já fui atleta (não riam). Já devo até ter feito isso depois de uma derrota, mas uma derrota num campeonato pernambucano infantil ou infanto-juvenil de futebol de salão é uma coisa, uma copa do mundo de futebol profissional é outra. O FITO em Florianópolis aconteceu num espaço dentro da Universidade Federal de Santa Catarina. Foi armado um galpão de lona enorme no local. Não preciso dizer que fiquei com dores no pescoço de tanto girar a cabeça para ver as alunas, não é? Muitas mulheres bonitas. Mas mulheres bonitas nós temos em qualquer lugar do Brasil. Estou notando isso nestas viagens com o FITO e o SESI Bonecos. O ponto negativo do evento foi que ficamos hospedados muito longe do local do evento. Do hotel para o local era um pouco mais de 30 minutos de van. Muito longe. Não estamos (Bizasom) indo mais para a cidade na segunda-feira como sempre fazíamos. Foi notado que era um dia perdido (e dinheiro gasto com hospedagem e alimentação), pois não dava para fazer nada na cidade neste dia porque as estruturas (palco e salas) não estavam ainda armadas. Agora viajamos na terça-feira. Chegamos ao hotel, deixamos nossas coisas, tomamos um banho, saímos para comer algo e depois seguimos para o local do evento. O que me impressionou no local foi que todo o piso foi feito com placas de madeira. Por causa deste piso de madeira, o pessoal que monta as luzes e a decoração sofreu um pouco. Normalmente eles usam uma plataforma automática elétrica que se locomove sobre quatro rodas e que sobe muito alto. Como o piso não aguentava o peso do equipamento, a galera teve que usar os velhos andaimes para fazer o serviço! Como a gente diz aqui em Recife: --- Se foderam (de foda mesmo!) Obs: Só que a gente fala SE FUDERAM (com U mesmo). Em Natal, no Rio Grande do Norte, o pessoal fala SE REARAM (ou reiaram). Cada um no seu quadrado. Esta foi a parte pedagógica do Blog hoje! Roubei esta frase de um grupo de teatro de bonecos que vi no SESI Bonecos. Não me recordo direito qual é o grupo. Eles falam esta frase no meio da apresentação, só mudando Blog por Espetáculo. Esta parte pedagógica é dedicada à mineirinha Isabella, que cuida do nosso transporte nas cidades onde estamos com o SESI Bonecos ou o FITO, e que me falou que achou muito esquisito (para não dizer feio) este modo de falar da gente daqui de Recife usando palavrões. Ela já está falando "Ôxe, que trem bão, visse?". Beijos IsaBella. No detalhe acima, a plataforma elétrica que não puderam usar dentro do galpão. Acabei de colocar a primeira taça de vinho. Desceu até bem. Acho que é a vontade de beber vinho que ajudou no paladar. Deixa eu olhar mais um pouco as fotos para ver o que posso comentar. Tinha até pensado em outro título para o texto, mas resolvi deixar este para dar uma massagem no meu ego. Já que ultimamente estão me chamando de “Última Coca-Cola do Deserto”, vou deixar este título só para por mais lenha na fogueira! O FITO foi mais uma vez um trabalho de sonoplastia. Sempre é o mesmo formato. E mais uma vez seria o show de Tom Zé. Ele foi contratado para fazer o show dele nas três edições do FITO deste segundo semestre. Fiz o mesmo procedimento do último show dele no FITO. Já tinha uma cena do show dele no meu laptop. Guardo todas as cenas de shows que faço. Passei esta cena para mesa e começamos dela no sound check. Liguei meu roteador sem fio na mesa e segui com um "case" (caixa onde se guardam equipamentos, e pronuncia-se queize) de rodinhas com meu laptop em cima para frente do palco. A cena do show anterior se encaixou como uma luva para este novo local. Fiz pouquíssimos ajustes durante o sound check. Mais uma vez também, Ítalo (proprietário da Bizasom) ficou ao lado da mesa no palco fazendo o monitor para a banda. Quando começamos a passar o som, chegou (SEMPRE CHEGA!) uma pessoa ao meu lado falando que eu não poderia fazer aquele “barulho” porque estava tendo prova na Universidade. Impressionante como sempre chega alguém para falar que não posso fazer meu trabalho porque está havendo prova, ou porque a missa começou, ou porque o comércio ainda está funcionando, ou porque o juiz fulano de tal não pode ser incomodado, etc, etc, etc... Vocês não imaginam como isso é comum. Nas cidades do interior, sempre é por causa da missa! (risos) Fiz basicamente um line check. Abria rapidamente na frente e ouvia o resultado. Como disse, a cena serviu perfeitamente para este show. Tudo soava satisfatoriamente bem. Só fiz pequenos ajustes. Depois de passar todos os canais, arrisquei abrir tudo na frente para tentar passar pelo menos uma música valendo. Não lembro quantas músicas eu passei, só sei que não apareceu mais o jovem para falar das provas. Estava satisfeito com o resultado e Ítalo também tinha organizado tudo no som do palco. Encerramos o sound check. Vou ter que concordar com Wemmerson (locutor que grava os textos de GM aqui comigo), que me falou hoje aqui pelo MSN que escrevo muito melhor bebendo meu vinho! Tudo sai mais fácil. Depois tem gente que fala que meu nome é esquisito! Acho Ildemar melhor que Wemmerson! Muitos acham que não gosto do meu nome. Mero engano. Adoro-o. O problema é que este apelido Titio já está comigo há uns trinta anos se eu não me engano. Tinha 14 ou 15 anos quando começaram a me chamar de Titio. Ainda pensei em “matar” o apelido quando fiz 40 anos, mas meu irmão Tovinho (Antônio) me falou que seria quase impossível tal feito, e que não ajudaria em nada na minha profissão porque já sou conhecido como Titio. Aceitei o conselho dele. Vinte e duas horas. O celular desperta. Hora do meu colírio. Tive glaucoma. Tenho que colocar o colírio de 12 em 12 horas até o dia em que não abrir mais os olhos. Deu muita gente no FITO em Floripa. E mais ainda no sábado, dia do show de Tom Zé. Saí do meu esconderijo ao lado do palco num final de tarde e fui na parte externa do galpão para ver o movimento. O visual me lembrou a Europa. O céu meio cinza, chuvinha fina, garotas passando com as bochechas rosadas. Ficou muito bonita a decoração da parte externa. O galpão feito de lona todo iluminado, tapete vermelho (tipo TAM) na entrada, fotos belíssimas também iluminadas, clima frio. Parecia Europa mesmo. Deu uma saudade... Depois de: Abre o som do telão, fecha o som do telão, toca a música da apresentação do grupo XPTO, toca o som do gongo para avisar que vai começar as apresentações nas salas... Chegou a hora do show de Tom Zé no sábado. Tinha muita gente mesmo no local. Tiveram que segurar na entrada porque não cabia mais ninguém no espaço. Geralmente fico com meu laptop num dos lados do PA, mas neste dia perguntei a Lulinha (Raio Lazer, produtora responsável pelo evento) se eu não poderia ficar com meu equipamento no centro do salão encostado na parede de uma das salas. Ele disse que não haveria problema algum, inclusive mandaria um segurança para ficar me dando cobertura. Senti-me importante. Aproveitei e pedi ao meu colega Paulo (Boca de Ouro, segundo Ítalo), que cuida de todas as ligações de pontos de luz no evento, para me conseguir uma extensão elétrica para ligar meu laptop. Na mesma hora foi providenciado. É muito legal trabalhar num evento onde seus pedidos (os coerentes, logicamente) são atendidos rapidamente. Até meus pedidos nada coerentes com minha função são tratados com carinho, e muitas vezes são atendidos, como por exemplo: --- Tem um vinhozinho Chileno para o operador de áudio no final do evento? Muitas vezes teve, e ainda está tendo. Obrigado Ricardo, Emily, Lulinha, Ítalo, Maguila, Liege (nem sei se é assim que se escreve)... Obrigado pela consideração e profissionalismo. Tinha tanta gente esperando pelo começo do show de Tom Zé, que ele teve que subir no palco para conter a agitação do pessoal porque o barulho estava interferindo na última apresentação que acontecia em uma das salas. Quando o show de Tom Zé começou, ele já esculhambou com o som! (risos) Eu explico. Tinha muita gente do lado de fora do galpão porque não cabia mais gente dentro. Logicamente o pessoal que estava lá fora e que Tom Zé dava para avistar porque a saída do galpão era bem próxima a lateral do palco, começou a fazer sinais que não estavam escutando. Logicamente estavam escutando bem menos que o pessoal que estava dentro. Foi explicado que não cabia mais gente no local e ele seguiu com o show. Já no comecinho do show, notei que estava perdendo o sinal wireless do meu roteador. Nunca tinha passado por isso. O som não para. Simplesmente deixo de controlar a mesa. Fiquei durante muito tempo avisando Ítalo pelo rádio que o controle da mesa estava só na mão dele, pois eu perdia o sinal do roteador. Se tivesse algum problema de realimentação por causa do som do PA, ou se eu precisasse de alguma coisa como aumentar algum instrumento em determinada hora, era ele quem teria que meter a mão! Eu fazia meus pedidos pelo rádio. Este comentário agora vai para meus colegas operadores. Já ouvi várias discussões sobre a perda do sinal wireless quando estamos operando as mesas da Yamaha. Tem casos até que temos que reiniciar o sistema para pegar o sinal novamente. Fiz isso uma vez durante este show. Depois de vários sinais perdidos, numa das minhas tentativas de consertar a coisa o mais rápido possível, fui no ícone de conexão de rede que fica na parte de baixo da tela, desconectei meu sinal Titio D-Link e conectei-o novamente. Funcionou. O laptop achou o sinal novamente. Só não lembro se o Studio Manager estava aberto ou não. Mas não precisei mais reiniciar o sistema. Foi uma ginástica fazer o show, mas depois de pegar o embalo, tudo correu sem nenhum atropelo. Todas as vezes que eu perdia o sinal, avisava Ítalo, e toda vez que pegava o sinal de volta, avisava também. O público participou, aplaudiu, gritou, pulou durante todo o show. Foram umas duas horas de show! Foi muito legal ver aquele povo todo curtindo. Voltei no tempo, lembrando dos meus tempos de DJ, controlando a noite na boite Over Point em Recife. Controlando a diversão do público. Faço muito esta comparação. No caso de um show, quem controla esta diversão é o artista, mas se o som não estiver bom na frente, ele pode espernear no palco que não vai adiantar. Um DJ, mesmo com um som meia-boca, colocando as músicas certas, na hora certa, para o público certo, consegue agradar. Até uma garrafa de vinho Chileno “dos bons” chegou até mim no meio do show. Um Santa Carolina mais sofisticado. Meu dinheiro só dá para para comprar o tipo Reservado da marca. Estava tudo certo para o título deste texto ter relação com o sinal wireless do roteador que perdi durante todo o show. O título seria: “Perdi o sinal durante todo o show!”. Mas depois que Ricardo (produtor) me falou no outro dia que Tom Zé tinha comentado que este show em Florianópolis foi um dos melhores que ele já fez na carreira, me fez mudar de idéia. Não gosto das músicas de Tom Zé. É gosto. Não é minha praia. Mas o pessoal que estava ali dentro gostava muito do som dele. E isso é o que importa. Meu objetivo é agradar a todos que estão ali para ver o show. Não interessa meu gosto musical nesta hora. Ninguém ali dentro daquele galpão sabia da minha preferência musical, só os amigos e colegas de profissão. Já vi muito colega, na mesma posição que eu estava ali (contratado pela empresa de som), tratando o som do show com descaso. Saindo da mesa de som para conversar com a garota que estava dando mole, ou para conversar com os amigos enchendo a cara de vinho tinto suave de cinco reais em garrafas de plástico. Odeio vinho tinto suave vagabundo! Tem gosto de perfume! Nem sei se tem vinho tinto suave sem ser vagabundo. Comentem por favor. Não sei também se meus colegas saíam da mesa porque não gostavam do estilo, ou porque não estavam recebendo nada do artista para fazer o serviço. Esta questão de receber ou não cachê de um artista que não leva operador próprio é discutida até hoje. Apelei. Coloquei para tocar Flávio Venturini (Nascente – 1981). Vou acabar este texto em grande estilo, pelo menos pra mim. Vinho Chileno, queijo parmesão, salaminho e Venturini. Show! Tenho 44 anos. Não me recrimine por gostar de 14 Bis e/ou Flávio Venturini. Não recrimino ninguém por gostar de Tom Zé ou Restart. Aproveite a vida. Tome vinho vagabundo em garrafa de plástico, curta suas músicas, independente de alguém achar se é bom ou ruim. Quem tem que gostar é você. Faça sexo (ou transe, ou faça amor, ou fôda) com quem estiver afim. Fume o que quiser, cheire o que quiser, beba o que quiser... Faça tudo que acha que é certo, mas sempre veja se está prejudicando alguém com sua atitude. Se estiver prejudicando alguém, pode ser que você não esteja certo. Com certeza você não está certo! Penso deste jeito, mesmo às vezes achando que não estou agindo assim. Coloquei agora um CD de 2003 (3.1) de Jair Oliveira para rodar no meu Windows Media Player. Gostei muito do trabalho dele, depois de fazer o som do show em Garanhuns. Ele é muito legal. Baixei quase todos os CDs dele. Nunca precisei passar a perna em ninguém para viver bem. Muito pelo contrário. Podem me chamar de qualquer coisa: Grosso, duro, rude, mal humorado, chato, inconveniente, DJ meia-boca, operador (técnico de som) meia-boca... Já fui chamado disso tudo, e em todas as vezes acredito que fiz por onde. Mas eu tenho muita convicção de uma coisa. Nunca fui desonesto com ninguém! Nunca gostei de Tom Zé, mas saber que trabalhei num show dele em que ele considerou um dos melhores da sua carreira me faz ver que estou certo em alguma coisa! Um abraço a todos.