segunda-feira, 14 de março de 2016

Mudança de Palco 105 - 10 medidas contra a corrupção.

Olá pessoal.
Vamos falar menos e agir mais?
Clique AQUI e saiba como.
Baixe a ficha de assinatura, colha várias assinaturas, ou coloque só a sua mesmo, e envie para o endereço indicado no site.
Que é este:
Procuradoria Geral da República - 5ª Câmara de Coordenação e Revisão - SAF/SUL Quadra 04 Conjunto C - Bloco B – 3ª Andar, Sala 305 - CEP: 70050-900 Brasília/DF.
Tem que enviar pelos correios ou entregar nos pontos de coleta, que estão indicados no site.
Muito trabalho?
Então volte para o sofá para ver TV, e não precisa mais ler esta postagem.
Vou colar aqui as 10 medidas.

(abre aspas) 
AS 10 MEDIDAS CONTRA A CORRUPÇÃO

Propostas do Ministério Público Federal para o combate à corrupção e à impunidade

1) Prevenção à corrupção, transparência e proteção à fonte de informação

Para prevenir a corrupção, o MPF sugere a possibilidade da realização de testes de
integridade, isto é, a “simulação de situações, sem o conhecimento do agente público ou
empregado, com o objetivo de testar sua conduta moral e predisposição para cometer crimes
contra a Administração Pública”. A realização desses testes é incentivada pela Transparência
Internacional e pela Organização das Nações Unidas (ONU) e é um exemplo de sucesso em
alguns lugares do mundo.
Outra proposta é o investimento de um percentual entre 10% e 20% dos recursos de
publicidade dos entes da Administração Pública em ações e programas de marketing voltados
a estabelecer uma cultura de intolerância à corrupção, conscientizar a população dos danos
sociais e individuais causados por ela, angariar apoio público para medidas contra corrupção
e reportar esse crime. Propõe-se também o treinamento reiterado de todos os funcionários
públicos em posturas e procedimentos contra a corrupção, o estabelecimento de códigos de
ética claros, adaptados para cada carreira, e a realização de programas de conscientização e
pesquisas em escolas e universidades.
Para estimular a denúncia de casos de corrupção, o Ministério Público propõe a garantia de
sigilo da fonte, com a ressalva de que ninguém pode ser condenado apenas com base na
palavra de informante confidencial. Prevê-se ainda a possibilidade de ser revelada a
identidade do informante se ele fizer denúncias falsas.
Por fim, propõe-se a obrigação de o Judiciário e o Ministério Público prestarem contas da
duração dos processos em seus escaninhos, formulando propostas quando seu trâmite
demorar mais do que marcos propostos de duração razoável de processos (gatilho de
eficiência).

2) Criminalização do enriquecimento ilícito de agentes públicos

A dificuldade de provar a corrupção garante a impunidade e incentiva o comportamento
corrupto. A criminalização do enriquecimento ilícito garante que o agente não fique impune
mesmo quando não for possível descobrir ou comprovar quais foram os atos específicos de
corrupção praticados.
A #medida2 propõe a tipificação do enriquecimento ilícito, com penas de três a oito anos,
mas passíveis de substituição no caso de delitos menos graves. O ônus de provar a existência
de renda discrepante da fortuna acumulada é da acusação. Se a investigação ou o acusado
forem capazes de suscitar dúvida razoável quanto à ilicitude da renda, será caso de
absolvição.

3) Aumento das penas e crime hediondo para corrupção de altos valores

É extremamente difícil descobrir o crime de corrupção e, quando isso ocorre, é mais difícil
ainda prová-lo. Mesmo quando há provas, pode não se conseguir uma condenação em virtude
de questões processuais como nulidades. Ainda que se descubra, prove e alcance uma
condenação, a chance de prescrição é real, o que pode ensejar absoluta impunidade. Por fim,
quando a pena é aplicada, ela é normalmente inferior a quatro anos e é perdoada, por decreto
anual de indulto, depois do cumprimento de apenas um quarto dela. A corrupção é hoje,
portanto, um crime de alto benefício e baixo risco, o que pode incentivar sua prática. A
#medida3 transforma a corrupção em um crime de alto risco no tocante à quantidade da
punição, aumentando também a probabilidade de aplicação da pena por diminuir a chance de
prescrição.
Com as alterações, as penas, que hoje são de 2 a 12 anos, passam a ser de 4 a 12 anos,
lembrando que, no Brasil, as penas de réus de colarinho branco ficam próximas ao patamar
mínimo. Com isso, a prática do crime passa a implicar, no mínimo, prisão em regime
semiaberto. Esse aumento da pena também amplia o prazo prescricional que, quando a pena
supera 4 anos, passa a ser de 12 anos. Além disso, a pena é escalonada segundo o valor
envolvido na corrupção, podendo variar entre 12 e 25 anos, quando os valores desviados
ultrapassam R$ 8 milhões. Essa pena é ainda inferior àquela do homicídio qualificado, mas é
bem maior do que a atual. A corrupção mata, como decorrência do cerceamento de direitos
essenciais, como segurança, saúde, educação e saneamento básico. Por isso, a referência
punitiva da corrupção de altos valores passa a ser a pena do homicídio. Por fim, a corrupção
envolvendo valores superiores a cem salários mínimos passa a ser considerada crime
hediondo, não cabendo, dentre outros benefícios, o perdão da pena, integral ou parcial
(indulto ou comutação).

4) Aumento da eficiência e da justiça dos recursos no processo penal

É comum que processos envolvendo crimes graves e complexos, praticados por réus de
colarinho branco, demorem mais de 15 anos em tribunais após a condenação, pois as defesas
empregam estratégias protelatórias. Além de poder acarretar prescrição, essa demora cria
um ambiente de impunidade, que estimula a prática de crimes. Com o objetivo de contribuir
com a celeridade na tramitação de recursos sem prejudicar o direito de defesa, a #medida4
propõe 11 alterações pontuais do Código de Processo Penal (CPP) e uma emenda
constitucional.
Essas alterações incluem a possibilidade de execução imediata da condenação quando o
tribunal reconhece abuso do direito de recorrer; a revogação dos embargos infringentes e de
nulidade; a extinção da figura do revisor; a vedação dos embargos de declaração de embargos
de declaração; a simultaneidade do julgamento dos recursos especiais e extraordinários;
novas regras para habeas corpus; e a possibilidade de execução provisória da pena após
julgamento de mérito do caso por tribunal de apelação, conforme acontece em inúmeros
países.

5) Celeridade nas ações de improbidade administrativa

A #medida5 propõe três alterações na Lei nº 8.429/92, de 2 de junho de 1992. A fase inicial
das ações de improbidade administrativa pode ser agilizada com a adoção de uma defesa
inicial única (hoje ela é duplicada), após a qual o juiz poderá exinguir a ação caso seja
infundada. Além disso, sugere-se a criação de varas, câmaras e turmas especializadas para
julgar ações de improbidade administrativa e ações decorrentes da lei anticorrupção. Por fim,
propõe-se que o MPF firme acordos de leniência, como já ocorre no âmbito penal (acordos de
colaboração), para fins de investigação.

6) Reforma no sistema de prescrição penal

A #medida6 promove alterações em artigos do Código Penal que regem o sistema
prescricional, com o objetivo de corrigir distorções do sistema. As mudanças envolvem a
ampliação dos prazos da prescrição da pretensão executória e a extinção da prescrição
retroativa (instituto que só existe no Brasil e que estimula táticas protelatórias).
O MPF propõe ainda que a contagem do prazo da prescrição da pretensão executória comece
a contar do trânsito em julgado para todas as partes, e não apenas para a acusação, como é
hoje. Além disso, são sugeridas alterações para evitar que o prazo para prescrição continue
correndo enquanto há pendências de julgamento de recursos especiais e extraordinários. As
prescrições também podem ser interrompidas por decisões posteriores à sentença e por
recursos da acusação, solicitando prioridade ao caso.

7) Ajustes nas nulidades penais

A #medida7 propõe uma série de alterações no capítulo de nulidades do Código de Processo
Penal. Os objetivos são ampliar a preclusão de alegações de nulidade; condicionar a
superação de preclusões à interrupção da prescrição a partir do momento em que a parte
deveria ter alegado o defeito e se omitiu; estabelecer, como dever do juiz e das partes, o
aproveitamento máximo dos atos processuais e exigir a demonstração, pelas partes, do
prejuízo gerado por um defeito processual à luz de circunstâncias concretas.
Além disso, sugere-se a inserção de novos parágrafos para acrescentar causas de exclusão de
ilicitude previstas no Direito norte-americano, país de forte tradição democrática de onde foi
importada nossa doutrina da exclusão da prova ilícita (exclusionary rule). Essas mudanças
objetivam reservar os casos de anulação e exclusão da prova para quando houver uma
violação real de direitos do réu e a exclusão cumprir seu fim, que é incentivar um
comportamento correto da Administração Pública.

8) Responsabilização dos partidos políticos e criminalização do caixa 2

A #medida8 propõe a responsabilização objetiva dos partidos políticos em relação a práticas
corruptas, a criminalização da contabilidade paralela (caixa 2) e a criminalização eleitoral da
lavagem de dinheiro oriundo de infração penal, de fontes de recursos vedadas pela legislação
eleitoral ou que não tenham sido contabilizados na forma exigida pela legislação.

9) Prisão preventiva para evitar a dissipação do dinheiro desviado

A #medida9 propõe a criação da hipótese de prisão extraordinária para “permitir a
identificação e a localização ou assegurar a devolução do produto e proveito do crime ou seu
equivalente, ou para evitar que sejam utilizados para financiar a fuga ou a defesa do
investigado ou acusado, quando as medidas cautelares reais forem ineficazes ou insuficientes
ou enquanto estiverem sendo implementadas.” Além disso, a #medida9 propõe mudanças
para que o dinheiro sujo seja rastreado mais rapidamente, facilitando tanto as investigações
como o bloqueio de bens obtidos ilicitamente.

10) Recuperação do lucro derivado do crime

A #medida10 traz duas inovações legislativas que fecham brechas na lei para evitar que o
criminoso alcance vantagens indevidas. A primeira delas é a criação do confisco alargado, que
permite que se dê perdimento à diferença entre o patrimônio de origem comprovadamente
lícita e o patrimônio total da pessoa condenada definitivamente pela prática de crimes
graves, como aqueles contra a Administração Pública e tráfico de drogas. A segunda inovação
é a ação civil de extinção de domínio, que possibilita dar perdimento a bens de origem ilícita
independentemente da responsabilização do autor dos fatos ilícitos, que pode não ser punido
por não ser descoberto, por falecer ou em decorrência de prescrição.
(fecha aspas)

Já baixei aqui a ficha de assinatura.
Cada ficha tem o espaço para 8 assinaturas.
Vou tentar...
Não custa nada, né?
Um abraço a todos.

sábado, 12 de março de 2016

Mudança de Palco 104 - De saco cheio da politicagem!!!

Olá pessoal.
Escrevi isso para colocar no Facebook, mas como tudo se perde lá, resolvi deixar aqui no meu Blog, pois fica registrado.

(abre aspas)
Vejo um monte de gente aqui defendendo suas cores. Esculhambando quem vai ou não para as ruas protestar...
Textos longos para explicar as razões do posicionamento.
Com termos técnicos bonitos. Cunha e Calheiros estão lá ainda por causa destes termos técnicos.
E não apareceu UM cristão apenas falando "tou simplesmente de saco cheio" desta politicagem.
Só eu penso assim?
Na realidade, sou café com leite, pois meu saco encheu faz muito tempo. Tenho 50 anos...
Toda vez que vejo alguma coisa falando de Cinderela, lembro dos anões do orçamento... O sujeito que "ganhou" um monte de vezes na loteria.
Ninguém enxerga que o maior culpado do governo atual estar em apuros hoje em dia, é ele mesmo?
Pelas besteiras que fez? Só eu vejo isso?
Para mim, é tão simples.
Sou tão puto com mentiras, que somente pelo que Dilma falou em campanha e o que ela fez depois, já mereceria no mínimo uma surra. De pai pra filho.
Apanhei do meu Pai por muito menos.
As besteiras do governo deram brechas para as "raposas velhas" (há várias décadas vivendo da política) agirem.
Só estavam esperando uma chance!
E esta chance foi dada.
Só menino bom... Calheiros, Cunha, Sarney, Collor, Cunha Lima, Costa, Magalhães, Temer, etc, etc, etc... Levaria a noite toda relacionando os sobrenomes dos que vivem da política há décadas!
Uma "tuia" com processos nas costas, mas mesmo assim estão lá, até como presidentes!
É pra ficar de saco cheio, né?
Política virou emprego faz muito tempo! Sai o pai, entra o filho, o sobrinho, o neto... E assim vai até hoje!!!
Ninguém levou em consideração que quase 30 milhões de Brasileiros nem foram votar nas últimas eleições???
Normal?
Tem algo errado, não?
Aí ficam comparando... O pedalinho foi mais barato que a cocaína, o triplex foi mais dinheiro que o dinheiro nas cuecas, etc, etc, etc.
Que todos paguem por suas atitudes.
Eu pago. E já paguei caro.
Mas nunca deixei de assumir minhas merdas.
Isso na política é impossível, né?
Então que paguem, mesmo sem assumir!
Eu tenho uma tese...
Muitos até nem sabem porque vão para as ruas no dia 13, ou em qualquer outro dia.
Mas com certeza, a maioria dos políticos sabe a razão.
(fechas aspas)

Um abraço a todos.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Naná Vasconcelos - Uma pessoa que eu tinha certeza que gostava de mim.

Um dia, anos atrás (acho que em 2010), depois de fazer um trabalho no monitor para Naná Vasconcelos, substituindo um colega meu que era seu técnico, falei para mim mesmo que nunca mais iria trabalhar com este artista.
Não combinei com seu jeito.
Não sabia eu, que estaria completamente errado nesta minha decisão.
Tive outra oportunidade de trabalhar com ele (em 2011 - show em João Pessoa), e como o pedido foi de um grande Amigo meu, não pude dizer não.
Desde este dia em diante fiz muitos trabalhos com Naná. Muitos mesmo!
Fui até para a Europa.
A grande maioria destes trabalhos está registrado aqui no Blog.
Tomei muito vinho com ele e sua esposa, Patrícia. Demos muitas gargalhadas.
Comemos polenta com frango à passarinho em boteco.
Comemoramos muitas vezes em restaurantes o sucesso de shows.
E não demorou muito para eu ter certeza que ele realmente gostava de mim.
Não apenas como técnico de som, mas como pessoa.
Hoje ele se foi.
A alegria de eu ter podido conviver com ele alguns anos é muito maior do que a tristeza pela sua partida.
Obrigado por me fazer ter a certeza que você gostava de mim.
Tenha certeza que o inverso também aconteceu.
Um abraço meu Amigo Naná.

TRABALHOS AGENDADOS

02 e 03/02 - Naná Vasconcelos - Ensaio Geral - Marco Zero (Recife - PE)
05/02 - Naná Vasconcelos - Abertura Carnaval - Marco Zero (Recife - PE)
06/02 - Naná Vasconcelos - Batucafro - Rec-Beat (Recife - PE)
07/02 - Naná Vasconcelos - Batucafro - Lagoa do Araçá (Recife - PE)


Um abraço a todos.


Ainda estava na minha mochila. Vou deixar guardado aqui.
PS: Para quem quiser ver o que escrevi sobre a primeira vez que operei o som do PA de Naná Vasconcelos (com Lui Coimbra), clique AQUI.

terça-feira, 8 de março de 2016

Pedido de cenas salvas de shows - Será que é o fundo do poço?



Olá pessoal.
Recebi este email hoje:

(abre aspas)
Olá
Titio tudo bem deixa te pedir, tem alguma cenas salvas de shows sertanejos universitário ou similiar pra facilitar a vida da gente estamos com pouca mão de obra qualificada para tecnico de som e queriamos reduzir esses problemas nas apresentações ao vivo.
Mesas mais usadas como: SoundCraft Expression 3 - Yamaha 01v96i (32 canais) esse é pra uma nescessidade apenas de um evento onde eles não dispõe de outras mesas.
Mais oque mais pedimos é:
Console 32 canais/ 12 vias / Soundcraft / Yamaha / LS9 / M7 CL / PM5D/ SERIE CL
Dessas mesas você dispõe de uma mix pronta (cenas) onde nós pegariamos pré cozido e só adaptaria conforme o evento.
Claro se puder nos ajudar.
Att
(fecha aspas)

Nunca imaginei que receberia um pedido desses.
Em conversas com amigos do áudio um tempo atrás, me disseram que tem gente hoje em dia vendendo cenas de artistas famosos.
Ex: Vende-se cena de PA de Ivete Sangalo. (risos)
Achei que era exagero quando me falaram.
Mas estou vendo hoje que não tinha nada de exagero!
Não tenho nenhuma cena de sertanejo universitário ou similar, e as que eu tenho aqui no meu pendrive e laptop de Alceu Valença, Naná Vasconcelos, Silvério Pessoa, etc, tanto de PA como de monitor, às vezes nem deram muito certo no dia, imagina para outra banda em outro sistema de som!!! (risos)
Ahh!
Minha resposta para o email:

(abre aspas)
Olá.
Veja bem...
Mesmo se eu tivesse tais cenas, não acho certo tal atitude e nem acho que resolve o problema de mão de obra desqualificada, viu?
São bandas diferentes, músicos diferentes, sistemas de som diferentes, instrumentos diferentes...
Dependendo de como o técnico montou sua cena, quem pegar nem vai saber por onde começar.
Não seria melhor o pessoal da sua região formar um grupo de operadores e chamar alguém qualificado para fazer um workshop sobre o tema?
Pensem nisso.
--
Um abraço.
Titio.
(fecha aspas)

Fiquei aqui "falando com meus botões"...
Meditando...
Será que é o fundo do poço para a minha profissão???
E lembrei na hora do professor Mário Jorge (Elba Ramalho) me falando uma vez que apaga a cena do show da mesa quando acaba. (risos)
Um abraço a todos.

sexta-feira, 4 de março de 2016

"Ivete Sangalo baixa custo de produção com troca de músicos da banda e equipe" - Qual foi a data que disseram que o mundo ia acabar?



Olá pessoal.
Pois é...
Tirando as notícias da nossa conturbada situação econômica/política, esta notícia sobre a "demissão em massa" de Ivete Sangalo me chamou a atenção.
Reduzir o custo de produção???
Ivete Sangalo??
A coisa tá séria mesmo, né?
Para mais detalhes sobre esta notícia, clique AQUI.
Conheço os dois operadores de áudio dela.
Kalunga, que faz (fazia) o som do PA, e Lazzaro, que é (era) responsável pelos monitores.
Estavam lá faz um bom tempo, viu? Uns 15 anos, eu acho.
O aperto tá grande pra muita gente, eu sei, estou sentindo na pele aqui também.
Minha grana só vai dar para eu chegar em abril! Depois disso, não sei como vai ser.
Não fechei nenhum trabalho ainda.
Acredito eu, que lá em Ivete todos tinham carteira assinada, eram funcionários mesmo, registrados.
Nunca conversei com os dois técnicos sobre isso, mas duvido muito que eles passaram este tempo todo lá como "freelancers", como é o caso da absurda maioria do restante da classe.
E a atitude da produção da cantora? Foi certa ou errada?
Quem sou eu pra falar sobre o que é certo ou errado, né?
Posso dar uma opinião pensando nos dois lados.
Pela situação lá (sendo todos registrados oficialmente), acho mais normal do que absurda.
Na minha concepção, funcionaria como uma empresa normal, onde os funcionários correm o risco de uma demissão.
Sem carteira assinada, a coisa é mais complicada...
Vou aproveitar esta notícia para falar sobre uma coisa que eu já pensava em escrever aqui.
Freelancer.
Sempre tive um posicionamento sobre a questão FREELANCER.
Que é o meu caso, e da grande maioria dos operadores de áudio da minha região, e acho que do país todo.
Para mim, o freelancer não é tão freelancer assim.
Vou explicar.
Freelancer, colocando no tradutor do Google, aparece "trabalhador autônomo".
E é este mesmo o sentido da palavra dentro da profissão de operador de áudio (serve também para músicos).
Ou pelo menos deveria ser.
Mas quando vamos para a prática, isso não acontece.
A grande maioria dos operadores que eu conheço não tem carteira assinada, ou seja, são freelancers.
Na hora em que o artista não tem shows, somos freelancers.
Mas se num carnaval o técnico deste mesmo artista falar que vai fazer o carnaval com outro artista porque o outro artista tem mais shows... Aí acabou-se o sentido da palavra freelancer!!!!!
Não vou generalizar, mas a grande maioria dos artistas age assim.
Somos freelancers apenas na hora dos deveres deles (e nossos direitos), e somos o técnico contratado apenas na hora dos direitos deles (e nossos deveres).
Conheço um artista que age diferente. Não fica chateado ou não deixa de chamar o técnico por causa das escolhas que o técnico fez por outros trabalhos.
Naná Vasconcelos.
Em Naná, sou freelancer na concepção plena da palavra.
Mas na grande maioria isso não acontece.
Se me perguntarem, ou perguntarem no meio artístico, quem é o técnico da Nação Zumbi, da Spok Frevo, de Silvério Pessoa, de Almir Rouche, de Alceu Valença, de Elba Ramalho, de Siba, e de tantos outros, a maioria vai saber responder, mesmo todos estes técnicos sendo freelancers.
O que me assustou na notícia de Ivete não foi nem a demissão em si, pois como acho que todos na equipe são registrados, para mim é como uma empresa normal, onde demissões acontecem.
Qualquer funcionário está correndo este risco.
O que me assustou foi a causa para isso acontecer!
Redução de custos??
Ivete Sangalo??
Se lá tá assim, dá para imaginar como está para quem trabalha com outros artistas menos "abonados" ($$$)????
Qual foi mesmo a data (depois de 2015, lógico) que disseram que o mundo ia acabar?
Tou quase acreditando nisso!
Um abraço a todos.