Lembram que falei em uma postagem bem anterior, que iria contar os "causos" que presenciei e/ou passei na Over Point?
Quando eu for lembrando, vou escrevendo.
Eu passava muitas horas na Over Point. Muitas horas mesmo!!!!!
Muito diferente de hoje em dia, onde nem existe direito DJ fixo numa casa noturna.
Eu era fixo, comecei e encerrei minha carreira de DJ lá, como Rogério Ceni no São Paulo.
E sempre ia para a Over fazer alguma coisa, como montar os vídeos que passavam no Bar Ponto de Encontro, que ficava embaixo da boite, e foi a partir desse bar que surgiu a Over.
Pois bem...
Num desses dias que fui pra lá numa tarde, isso foi antes da reforma, a casa era pequena ainda, então foi antes de 1991.
Quase certeza que foi antes de chegar em 1990.
Só lembrei disso porque ainda tenho na mente a imagem do balcão do bar da boite cheio de garrafas, quando eu abri a porta de acesso pelos fundos, que dava direto no bar.
À princípio achei que estavam todas vazias.
Só depois de absorver a imagem, notei que estavam todas cheias de água!
De um lado do balcão estava Rogério Amorim, proprietário da casa, e do outro lado, não lembro se era o Barman ou o "Maître".
Para quem não sabe o que era um maître (pronuncia-se métri) numa boite, ele era responsável pelo atendimento inicial dos clientes quando entravam na casa, que acomodava o pessoal nas mesas reservadas antecipadamente, era quem gerenciava o atendimento dos garções, supervisionava a limpeza da casa etc.
Ainda existe essa função nos restaurantes, mas em casas noturnas é bem difícil encontrar hoje em dia.
Quando eu vi a cena dos dois ao lado das garrafas cheias de água, perguntei:
--- Estão doidos, é?
A Over Point sempre esteve na frente das outras casas noturnas em várias questões, que devo falar sobre algumas delas aqui nesses textos sobre minha passagem por lá.
Rogério Amorim me explicou a razão das garrafas com água.
Ele era muito organizado, coisa que sempre achei muito importante para um gestor, independente do que está gerenciando.
Sempre estava tentando aperfeiçoar o controle do que entrava e saía de bebida, comida etc.
E naquela época, era raro uma garrafa de bebida ter uma fita de dosagem, hoje bem comum quando a gente pede uma garrafa de whisky ou vodka num bar.
Só algumas marcas mais populares tinham isso no final dos anos 80.
Posso afirmar que quase nenhuma fábrica fornecia essas fitas!!!
E como saber quanto estava saindo de licor de menta, de ron, de gin, de vários tipos de whiskies e vodkas?
A casa servia vários tipos de bebidas alcoólicas! Diferentes marcas e modelos de garrafas.
Então essa foi a solução que Rogério achou para resolver seu problema.
Pegou todas as garrafas de bebidas alcoólicas que poderiam ser servidas por dose, e encheu todas elas com água.
Colou uma fita de papel em todas elas, que eram de vários formatos, e com a ajuda de um dosador, ia tirando dose por dose, enquanto riscava com uma caneta o nível de cada retirada do líquido na fita de papel.
Depois de fazer isso em toooooooooodas as garrafas, até esvaziá-las, pegou as fitas de cada garrafa e enviou para uma gráfica, onde as fitas foram confeccionadas em grande quantidade.
Gostaram?
Eu achei sensacional no dia!
Problema resolvido.
Se duvidar, hoje em dia ainda deve ter garrafa de bebida alcoólica sem essa fita com as marcações das doses!
Tenho até um causo curto sobre dosador que aconteceu nesse mesmo balcão, mas vou deixar para outro texto.
Mudei as cores do cartaz onde aviso que tem postagem nova do Blog, pra dar uma agitada no visual. (risos)
Nunca fui fã de datas.
Réveillon? Antes de 1h da madrugada eu já estava deitado para dormir.
Bebi mais no Caneca Fina ontem pela manhã, comendo caranguejo, do que aguardando o relógio passar da meia-noite!
Pra mim, é muito mais importante ligar para uma pessoa várias vezes num ano para saber como ela está, do que só ligar no aniversário dela para dar os parabéns!
E ainda porque viu o aviso do aniversário dela no Facebook!!!
Muito melhor mandar mensagens para alguém várias vezes durante a vida, tirando onda, mandando piadas, chamando para um vinho em casa, do que ir no velório dela.
Tou aqui vendo um show (mais um!) no YouTube de Jessie J.
Virei fã da menina.
É um colírio(?) para os ouvidos.
Esse que estou vendo é de 2019, e nem sei onde foi, mas é muito bom ouvir ela cantando, e a qualidade do som sempre é muito boa!!!
Pois bem...
Comendo aqui o RO (Resto de Ontem), um pernil que minha irmã preparou, e pensando em mais um ano que começa.
Comecei vendo um filme, mas parei e coloquei um show da Jessie.
Logicamente, bebendo meu vinho tinto Chileno.
Sempre me vem à mente a mesma pergunta:
--- Como vou fazer mais uma vez, para me sustentar mais um ano, trabalhando com shows e eventos?
Teve um tempo que eu não dependia desses trabalhos.
Mas esse tempo passou faz tempo!
E nem tenho muito tempo para pensar numa resposta para essa minha pergunta que se repete de tempos em tempos.
Vou apenas seguindo com os trabalhos, pagando as contas e me divertindo com o que sobra.
Não preciso de muita coisa, ou de coisas caras para me divertir, ou para me sustentar.
E me lasco com coisas que para muita gente é besteira, como um gato (Tom) não me reconhecer quando fui arrumar as coisas dele na casa da minha ex-esposa que está viajando.
Guarda Pet Compartilhada! (risos)
Tá... Fiquei triste.
E ele pode até não saber, mas fiquei feliz em vê-lo hoje!
Tom, quando ficava um tempo aqui em casa.
Gostar, vai muito mais além do que ligar para desejar feliz aniversário ou ir para um velório ou enterro!
Quem me conhece, deve saber se eu gosto ou não dele.
Não disfarço.
Amanhã já começo a correr atrás de trabalhos para pagar as contas de fevereiro.
Não tenho nada fechado para frente.
Já tenho recursos reservados para todas as contas de janeiro.
E assim vou levando.
Fácil não é, mas impossível também não é, pois estou até hoje fazendo isso.
Para quem acompanha o Blog, em janeiro faço 57 anos.
Uns meses mais folgados, outros nem tanto.
Elogiado em vários trabalhos, e de vez em quando envergonhado por um resultado ruim, como falei na postagem anterior.
Faz parte.
Quanto a saber como vou fazer para sobreviver mais um ano com meus trabalhos com áudio...
Nunca tenho a resposta!
Vou apenas seguindo!!!!
No final de 2023 eu me faço a mesma pergunta.
Espero chegar lá! (risos)
E mais uma vez, acredito que não vou saber responder!
Acabou o show de Jessie.
Achei um de Roger Hodgson!
Também fico muito feliz em ouvir as músicas de Supretramp.
Mais tarde, quem sabe... Um Belchior, Beto Guedes, Djavan...
Depois do trabalho que eu fiz com o Estesia, no dia 28 de outubro, onde a polícia apareceu, e que eu comentei na postagem anterior, fiz esses outros trabalhos que estão no título acima.
Sendo oito trabalhos em novembro e cinco em dezembro.
Três dias com um evento teatral da Escola Waldorf, quatro shows de Elba Ramalho, um show de Otto, um show da Banda Habagaceira, uma apresentação de Carol Levy num lançamento de um livro infantil, um show de Johnny Hooker e dois dias do espetáculo Natal Para Sempre, uma peça infantil de teatro que é realizada num palco ao ar livre, e que já participo faz sete anos.
Esse ano foi a minha oitava participação.
Pois bem...
Vou tentar explicar essa vergonha de 1 que coloquei no subtítulo do texto, sem me estender nos outros shows.
Elba Ramalho em Areia Branca (RN), no dia 12/11/2022.
Já tinha feito anteriormente outros trabalhos com Elba Ramalho, sempre substituindo o meu Amigo Mário Jorge, técnico de PA da cantora.
Já falei sobre muitos desses trabalhos aqui no Blog.
Os shows de Elba Ramalho de novembro, aconteceram nos dia 12, 13, 19 e 20 em Areia Branca (RN), Aracati (CE), Goiânia (GO) e Caucaia (CE) respectivamente.
Até pensei em não aceitar o convite para fazer o monitor de Otto no dia 18 por conta dos horários.
Eu não sabia ainda se eu viajaria um dia antes para fazer o show de Elba no dia 19.
Quando soube que só iria viajar no dia 19, aceitei fazer o dia anterior com Otto.
Dormi pouco, mas foi tranquilo.
Elba Ramalho em Aracati (CE), no dia 13/11/2022.
Minha tranquilidade só foi afetada no primeiro trabalho, no dia 12 com Elba em Areia Branca.
E é a razão da minha vergonha.
Até hoje não me recuperei.
E quase não escrevo por causa disso. Por causa da vergonha.
Mas aí eu teria que encerrar o Blog, pois não teria mais sentido escrever.
(Quando escrevi essas frases em negrito, realmente eu não tinha me recuperado do acontecido. Estou acabando esse texto hoje, dia 27/12/2022, já quase totalmente recuperado da vergonha.)
É muito fácil escrever (ou falar) só quando dá certo, né? Só das coisas boas...
O contrário é que complica, e é o mais comum de se fazer, pelo que tenho observado ao meu redor durante esses meus (quase) 57 anos de vida.
Omitir.
É muito mais simples!!!
Produzir provas contra si?
"Direito ao silêncio, e à não autoincriminação".
Na área jurídica, é totalmente aconselhável!!!! (risos)
Os políticos sabem bem o que é isso. Usam muito!!!
Sou um "aborto da natureza".
Nem sei se esse termo está dentro dos padrões atuais de linguagem, mas foi a primeira expressão que me veio à cabeça para me autodenominar. Ou seria autoincriminar??
Eu poderia escrever sobre todos os outros trabalhos onde me saí bem e omitia só esse onde me lasquei, que ninguém iria notar!!! (risos)
Não é?
Otto em Recife (PE), no dia 18/11/2022.
Mas vamos para a vergonha que passei...
Eu até poderia enumerar alguns pontos que me levaram a passar pelo que passei.
Como a mesa que quebrou minutos antes do soundcheck e fiquei aguardando pelo conserto enquanto os músicos já estavam começando com a checagem no palco.
Ou a chuva e o vento forte que ficou entrando no palco durante o show, ou a falta de tempo que não me deixou passar o microfone da artista lá na frente, ou de cobrirem a sanfona com uma toalha por causa da chuva etc...
Mas nada justificaria.
Eu tenho certeza que poderia ter resolvido o problema da realimentação (microfonias) que aconteceu durante todo o show.
O problema é que essa certeza só me apareceu depois do ocorrido.
Até hoje não sei direito porque não resolvi.
E fiquei muito mal com isso.
Toda banda, inclusive a cantora, usa fones na monitoração.
Não existe caixas de monitor no palco.
Então, se der microfonia, ela é causada pelo som do PA.
Mesmo sendo duas palavras distintas, acho OMITIR quase um sinônimo de MENTIR.
No mínimo, omitir é mentir para si mesmo! (risos)
E eu não iria me perdoar nunca se eu omitisse essa minha falha num dos 13 trabalhos que fiz entre novembro e dezembro.
Elba Ramalho em Goiânia (GO), no dia 19/11/2022.
Fica aqui então registrado que os problemas com o som que aconteceram no show de Elba Ramalho no dia 12 de novembro em Areia Branca (RN) é de minha inteira responsabilidade.
O sistema de som não era ruim. Foi culpa minha mesmo. Fato.
Fui para o show do dia 13 em Aracati completamente desanimado, pois eu sabia que o sistema de som (line array) desse show era "Made in Home", ou seja, feito em casa!
E eu tinha me lascado no dia anterior usando um sistema industrializado, que soava bem...
Fui desanimado e receoso, não vou mentir.
Mas...
O que passou, passou. Não volta atrás.
Respirei fundo e fui fazer meu(s) outro(s) trabalho(s).
Tento sempre tirar proveito dos meus erros. E aqui não foi diferente.
Depois dessa vergonha que passei, não tem perigo eu fazer mais um show de Elba sem passar o microfone dela, eu falando nele da mesa do PA.
(Logicamente, se eu for convidado novamente, né? Depois dessa, não sei mais.)
E foi assim que eu fiz nos outros três shows dela, onde dois sistemas eram bem complicados de se trabalhar, pois as caixas do line array eram projetos caseiros.
Achei que meus ajustes deixaram a sonoridade melhor dos dois PAs não industrializados, e isso eu tive a certeza já no soundcheck.
Depois de ajustar o PA, eu falava no microfone de Elba para ver como estava soando.
Dependendo do resultado, fazia novos ajustes, tanto na equalização do PA, quanto na equalização do microfone.
Os dois shows foram como deveriam ser. Bem legais, e sem problemas!
Elba Ramalho em Caucaia (CE), no dia 20/11/2022.
No show em Goiânia, o equipamento era ótimo, Line Array RCF, mesa CL5, mas o ambiente era muito reverberante, e a mesa de som ficou descentralizada.
Colocaram ela em frente a um dos lados do PA.
Ok, muito melhor do que operar o som do PA ao lado do palco!!!
Mas o resultado foi legal também.
Poderia ter sido melhor ainda se o ambiente não reverberasse tanto!
O local, projetado por Oscar Niemeyer, é um ambiente em forma de círculo, com muito concreto. Dá para imaginar, né?
O resultado sonoro dos três shows de Elba Ramalho após a vergonha, me deu um certo alívio.
Geraram elogios, mas quase não mudaram meu estado, ainda assustado pelo primeiro show.
Mesmo assim, ajudaram muito no início da recomposição do ego (leia-se autoestima).
Eu fiquei mal, não é exagero.
Estou recuperado agora, depois de vários outros trabalhos bem sucedidos após o do dia 12 de novembro.
Johnny Hooker em Recife (PE), no dia 17/12/2022.
E teve trabalho de todo tipo.
PA, monitor, PA/Monitor, PA/Sonoplastia...
Como falei, não vou falar sobre esses outros trabalhos.
Não por omissão, viu?
Fiz direitinho todos eles. Foram todos dentro da normalidade.
Mas como falei no início do texto, não iria me estender falando dos outros trabalhos.
Os dois últimos aconteceram agora, no dia 21 e 22 de dezembro, onde operei o som do espetáculo Natal Para Sempre, aqui em Recife, fazendo também a sonoplastia, disparando efeitos e trilhas durante a peça.
Não iria falar nada mais sobre esses trabalhos de novembro e dezembro em futuros textos, iria acabar aqui com esse, mas aconteceu uma coisa no Natal Para Sempre, que acredito que vai ajudar muitos colegas da profissão.
Uma besteira resolveu um problema grave!
A frase acima ficou tão boa, que já vou adiantar que vai fazer parte do título da postagem onde vou falar sobre o Natal Para Sempre de 2022.
Realmente ela ilustra bem o que foi o caso.
Aguardem.
Mas acredito que só consigo escrever sobre isso no outro ano!!!
Mas o outro ano está logo ali no próximo domingo, né?
Vixe!
Cinquenta e sete anos batendo à porta...
Daqui à pouco estou andando no ônibus de graça!!!! (sem risos)
Estava até pensando se escreveria sobre os trabalhos que fiz nesse mês, porque a morte do meu irmão me deixou bem desanimado.
Normal, não é?
Mas a vida segue. Sempre.
E descobri isso muito cedo, com 7 anos, com morte da minha Mãe.
Então... Vamos lá.
Achei até que não teria muito o que falar sobre os trabalhos, mas tem.
A gente (técnicos) acaba se acostumando com o sistema do "show business", achando que tudo é bem normal.
Mas não é.
E tive vários exemplos nesses trabalhos que fiz em novembro.
A anormalidade já começa na instabilidade dos trabalhos!
Esse mês fiz bastante trabalhos, mas em outubro fiz apenas dois.
E vou falar de um desses trabalhos, com o Estesia, que aconteceu mais uma vez no Terra Café Bar, no dia 28 de outubro.
Estesia. (Foto by Linda Melendez)
Oxe. Falar de um mesmo show, no mesmo lugar?
E tem diferença?
Não era pra ter, mas teve.
Para começar, o show foi bem diferente porque teve a participação de vários convidados.
Normalmente, nos que eu fiz, só teve um convidado.
Mas não vim aqui falar sobre essa "diferençazinha".
O sistema de som foi o mesmo do show anterior, que aconteceu no dia 16 de setembro.
A única diferença foi que eu direcionei mais duas caixas para o centro onde estavam os músicos.
Resumindo... Apenas duas caixas, que ficavam no fundo do bar estavam direcionadas para a rua.
As outras quatro caixas estavam direcionadas para dentro do bar.
Se vocês leram a postagem que fiz falando sobre esse primeiro show do Estesia no Terra Café, vão lembrar que falei do problema que existe lá da vizinhança em relação ao som dos shows.
Como não tive problema grande com isso no show anterior, onde só tive que desligar as duas caixas que estavam viradas para a rua, e nesse eu estava direcionando essas duas caixas para dentro do bar, relaxei.
O máximo que poderia acontecer era eu ter que desligar novamente essas duas caixas.
Mas infelizmente não foi isso que aconteceu.
Acho até que elas foram desligadas durante o show, ou baixei consideravelmente. Não lembro mais.
O problema aconteceu um pouco antes do final do show, quando fui informado pela direção da casa que deveria baixar o volume do som.
Baixei uma vez... Baixei a segunda vez...
E nessa segunda vez, como os músicos escutam exatamente o que o público escuta, ficou impossível para eles tocarem, pois não estavam se escutando.
Mas a terceira solicitação nem foi mais para baixar o som, e sim para cortar todo o som.
--- Corta todo o som, que a polícia está na frente dizendo que não pode mais ter som ligado.
O show acabou antes do seu final.
Não lembro de ter passado por isso antes.
Mas foi o que aconteceu.
Não sei também se o horário influenciou nesse término antecipado desse show, pois no show anterior não aconteceu isso.
Acredito que o show anterior começou mais cedo, e logicamente terminou mais cedo também.
Deve ter sido isso, não sei.
"Só sei que foi assim."
Estesia. (Foto by Linda Melendez)
Tinha outro evento acontecendo na casa ao lado, onde também o som foi cortado.
Demorou mais do que eu estava esperando, mas o som ao lado foi silenciado também.
Resolvi deixar aqui esse relato, para avisar os técnicos que futuramente façam algum trabalho no Terra Café Bar.
Combine tudo direitinho antes com os músicos, com o artista e a direção da casa.
Tive problema mesmo com todos os instrumentos sendo eletrônicos.
Para quem vai fazer show lá no Terra Café Bar com baterista, guitarrista e baixista com seus amplificadores, percussionista etc, vai ser muito mais difícil solucionar o problema.
Como podem ver no vídeo abaixo com a participação de Larissa Lisboa, o show estava lindo, mas...
Já prestei homenagem para alguns artistas que faleceram e me influenciaram musicalmente.
Hoje perdi um grande Influenciador Pessoal!!!
Para mim, infinitamente mais importante do que o digital.
Para ser sincero, nunca prestei atenção nos chamados "influenciadores digitais".
Esse cara da foto sempre me influenciou como pessoa.
Foi até um dos responsáveis para eu aceitar o convite de Silvério Pessoa para a turnê na Europa em 2005.
Eu tinha rejeitado o convite do artista, por insegurança.
Dalmi me convenceu a mudar de ideia.
Idalmir e Rogério Andrade, para ser mais justo.
Minha ida para a Europa em 2005, depois do convite, só foi possível por causa desses dois caras.
E isso foi muito importante profissionalmente.
Perdi Dalmi hoje.
Estou faz horas tentando arrumar uma mala para viajar amanhã, pois tenho dois trabalhos para fazer no final de semana.
E a coragem? Já odeio fazer malas, e ainda depois dessa notícia...
Mas como disse Alceu muitos anos atrás: "Você quer parar o tempo, e o tempo não tem parada."
Tou respirando fundo aqui para seguir, pois é o que sempre resta.
Escrevi um comentário na postagem da filha dele no Facebook, que vou colar aqui, porque foi a primeira coisa que veio na minha cabeça, quando eu recebi a notícia.
Resolvi nem avisar meu outro irmão (Tovinho), filho de um outro relacionamento do nosso pai, pois ele tem show com Alceu Valença hoje. Não adianta avisar.
Lembro que nosso Pai morreu um ou dois dias antes da reinauguração da Boite Over Point, onde eu era o DJ.
O dono da Boite ainda veio falar comigo para cancelar e/ou adiar a festa, mas falei que não iria adiantar nada!
Como a cabine de som era bem afastada do nível do "dancing", ninguém notou (acho) que o DJ estava chorando enquanto colocava as músicas para a turma dançar.
Não quero que Tovinho passe por isso.
É uma merda grande!
O que falar de Idalmir?
Segue abaixo o que escrevi pouco tempo depois de saber da sua morte.
(Abre aspas)
Morria de inveja de Idalmir. Eu tinha certeza que eu não conseguiria chegar perto dele no quesito “coração”. A bondade passou por lá e ficou. Conheço poucas pessoas iguais. Morria de inveja disso. Acabou morrendo por causa do coração. Pra mim, uma bela analogia. Tinha que ter um coração bem maior pra absorver tudo. Que bom eu ter convivido com ele. Respirar fundo, e seguir. Só me resta isso. E relembrar dos vários momentos que estivemos juntos. Poderia ter sido mais tempo? Claro, mas com uma pessoa como ele, todo tempo do mundo seria pouco. Mas valeu! Mais uma referência para minha vida. E para mim, isso é o que levamos da vida. As lembranças, até quando chega nossa hora. Amei poucas pessoas na minha vida. Dalmi foi uma.
(Fecha aspas)
Não podia deixar de registrar isso aqui no meu Blog.
Não tem como separar o pessoal do profissional.
Eu tinha que fazer uma homenagem a esse Cara Especial que tive o prazer de conviver.
Amo todos meus Irmãos, todos!
Mas esse porra tinha algo Especial...
Espero que meus outros irmãos que ainda estão vivos, e seus respectivos filhos (meus sobrinhos) me compreendam.
Beijos em todos.
Tenho um dia para respirar e seguir com o trabalho.
Em comparação com a reinauguração da Over Point, posso afirmar que vai ser "mais fácil".
Ou menos difícil, né?
Valeu Dalmi.
:(
PS: Depois de finalizar a arrumação da mala enquanto escutava várias músicas pelo Deezer no modo aleatório (bebendo meu vinho), já tinha postado esse texto, fui desligar tudo para tentar dormir. Qual música toca?
Let It Be dos Beatles.
Se eu não fosse ateu...
Mas para quem acredita, fica registrado o "causo".
Voltei para o laptop e escrevi esse PS (Sigla do latim Post Scriptum = O que se escreve num texto depois de ser assinado).