sexta-feira, 24 de março de 2023

Mestre Ambrósio no Teresina Shopping - A única agonia foi voltar para casa!


Meu local de trabalho nesse show.
Olá pessoal.
No dia 13 desse mês, fui fazer o monitor da banda Mestre Ambrósio lá em Teresina, no Piauí!
O show aconteceu no Teresina Shopping, e fazia parte do Festival Artes de Março.
Fui, mais uma vez, como "sub" de meu amigo Adriano Duprat.
Já falei sobre o termo SUB aqui em postagens antigas, mas é bom relembrar.
Quando um técnico, por algum motivo, não pode fazer um trabalho que ele sempre faz, como foi esse caso do Mestre Ambrósio, ele indica alguém para SUBstituí-lo.
Esse termo SUB que usamos, vem de substituição.
Explicado?

Faço vários subs para Adriano.
Esse foi mais um.
Adriano fez toda a "produção técnica" desse show, entrando em contato com a produção do evento para resolver nossas necessidades.
Esse assunto Produção Técnica está em pauta nas conversas aqui em Recife.
Já venho pensando nisso faz um bom tempo.
É comum aqui na região, o técnico do artista assumir essa função, embutida no cachê de operador de áudio.
Além de operar o som, ele cuida de todos os trâmites em relação às necessidades técnicas para viabilizar o show.
Mas só recebe o cachê da operação do som.
Faço isso a décadas.
Converso muito sobre esses assuntos com Adriano, pois ele pensa bem parecido com o que eu penso.
E isso não é nenhuma revolução, viu?
Muitas bandas e artistas já tem esse Produtor Técnico, que pode ou não ser o técnico que opera o som.
Mas são funções diferentes, com cachês diferentes e separados.
Mas esse não é o assunto de hoje.
Talvez, um dia, escreva um texto sobre esse assunto, que é bem importante.
No detalhe, o microfone para eu me comunicar com os músicos.
Voltando ao show...
Cheguei em Teresina no começo da madrugada do dia do show.
Uma parte da equipe e da banda saiu de Recife, e outra parte saiu de São Paulo.
Deu tempo para dormir tranquilamente, porque o soundcheck estava marcado para depois do almoço.
Ainda acordei para tomar o café da manhã!!
Estávamos bem folgados de tempo.
O combinado era ir num restaurante com comidinhas típicas e depois seguir para o shopping, mas...
O restaurante estava fechado.
Não queríamos ficar procurando restaurantes, para não perder tempo, e decidimos almoçar no Teresina Shopping, local do evento.
Era eu, Otávio (técnico de PA), Luciana Raposo (luz), Delão (roadie) e Éder Rocha (músico).
Éder foi para dar uma força na montagem dos seus instrumentos de percussão.
Um detalhe...
Adriano não conseguiu alugar seis sistemas de in-ears sem fio em Teresina!
Tivemos que alugar esse equipamento em Recife, e levamos para Teresina.
Falando com os técnicos da empresa de som local, eles me falaram que realmente era muito pouco provável conseguir esses seis sistemas para alugar por lá.
Falaram que alguns artistas locais usavam sistemas sem fio, mas dificilmente alugariam.

Assim que acabamos de almoçar, seguimos para o local do show.
Até chegou uma notícia para nós que o show seria numa área externa.
Boa notícia.
Mas achei bem estranho essa informação, e descobrimos rapidamente que o local do evento era mesmo dentro do shopping.
Ou seja... Com aquela "acústica de shopping".
Se é que vocês me entendem...
Fui ligando meus equipamentos, enquanto o pessoal ia armando e ligando nossos instrumentos no palco.
Não teria outro show.
Muito boa notícia!
Mas acho que já saímos de Recife sabendo disso.
Minha mesa era uma M7CL da Yamaha.
Posicionei os seis sistemas de in-ears em cima de um case (caixa, baú) ao lado da mesa, fiz a ligação com a mesa de som, e liguei meu roteador e iPad.
Tudo OK.
Um tipo de CASE. Existem vários tipos e modelos!

A banda é formada por: Siba (vocal, rabeca e guitarra), Éder Rocha (percussão), Sérgio Cassiano (vocal e percussão), Maurício Badé (percussão e coro), Hélder Vasconcelos (fole 8 baixos, percussão e vocal) e Mazinho Lima (baixo e coro).
Fora os sistemas de in-ears, a banda usa três monitores de chão para complementar o som no palco.
Mas dois desses músicos (Mazinho e Cassiano) decidiram na hora da montagem que não usariam os in-ears.
A outra caixa de monitor fica com Siba.
O iPad ajudou na verificação dessas caixas de monitor.

Os seis integrantes da banda em ação!
Eu nunca tinha operado o som da banda, por isso conversei antes com Adriano para saber de detalhes, o que foi muito útil para o serviço.
Decidi trabalhar no modo "pós-fader", para agilizar no envio dos sinais dos instrumentos para todos os músicos ao mesmo tempo.
Nesse modo, quando eu levanto o fader de um canal da mesa, esse sinal vai para todas as vias de monitor ao mesmo tempo.
Ex: Vou enviar o sinal da rabeca para a banda. Quando eu levanto o fader desse canal, o sinal da rabeca vai para todos os fones dos músicos.
Logicamente, eu já montei a cena antecipadamente em casa, com essas preferências.
Para as caixas de monitor e para a via de in-ear de Siba, eu deixei tudo "pré fader".
Nesse modo, o movimento do fader não interfere no envio do sinal, e eu tenho que selecionar o canal da rabeca e enviar esse sinal usando os botões de envio para as caixas e para o fone de Siba.
Por que usar diferentes modos?
Porque quando se usa caixa de monitor, nem tudo vai para essa caixa, pois o músico já escuta o som dos instrumentos acusticamente, ou pelo amplificador, como é o caso do baixo e da guitarra.
Quando se usa in-ears, o músico praticamente não escuta nada além do que está no fone, e é necessário enviar quase todos os instrumentos e vozes para esse fone.
Como já fiz trabalhos para Siba, na carreira solo dele, eu já tinha ideia de como era seu monitor.
E tudo fluiu tranquilamente.
Na realidade, foi bem tranquilo com toda a banda.
Tive um probleminha num dos sistemas de in-ears no soundcheck, onde apareceu um ruído em um lado do sinal que estava chegando no transmissor.
Todos os in-ears estavam em estéreo.
Troquei o cabo que ia da mesa para o sistema, mas o ruído continuou.
Não era o cabo. Ou era a saída da mesa ou a entrada do in-ear.
Sem querer perder muito tempo para tentar achar o problema, pois o soundcheck estava para começar, mudei para MONO o sistema desse in-ear, principalmente porque era um dos sistemas que o músico decidiu usar a caixa.
Se fosse preciso, usaria ele em mono mesmo. 
Mas nem precisou.
Ahhhh...
Se eu tivesse tirado o cabo da saída 3 da mesa e colocado na saída 4, iria descobrir na hora que o problema estava na saída 4 da mesa e não na entrada R (right-direita) do sistema de in-ear, pois o ruído iria aparecer agora na entrada L (left-esquerda) do in-ear.
Mas na agonia de começar o soundcheck, pulei essa etapa de teste.
Falei no outro dia com Givanildo, técnico de som que me atendeu no show, para fazer o teste na mesa e ele me confirmou que realmente a saída 4 estava com problemas.
Eu tinha falado também com Charles, meu colega de Recife que alugou os sistemas de in-ear, para fazer o mesmo teste, mas já avisei que achava que era mais provável que o problema teria sido na mesa.
Quando Givanildo me confirmou que era lá, avisei para Charles que não precisava mais testar seu sistema.
A equipe técnica ficou direto no shopping, porque o show começaria bem cedo. Antes das 20h.
Problemas durante o show?
Nenhum!
Vídeo by Vivi (Produtora).

Poucos pedidos esporádicos, para aumentar ou baixar determinado instrumento em alguma via.
Coisa bem normal durante um show, pois a dinâmica dos músicos muda na hora, e tem ainda o ruído do público que não tinha no soundcheck.
Até arrisquei uns passinhos durante o show, de tão relax que estava o trabalho.
Ainda bem que ninguém filmou... (risos)
Só me resta agradecer pelo atendimento da empresa de som, principalmente a Givanildo, e pelo atendimento da produção do evento.
Tratamento de luxo!
Sempre querendo deixar tudo perfeito.
Não ouvi uma negação sequer, como um NÃO, NÃO PODE ou NÃO FAÇO.
Todo mundo se doando para que tudo saísse perfeito!
Acho até que exageraram no camarim... (risos)
Era comida e bebida para uma multidão!
Quase me acabo num bolo e num beirute!
Gostosos não... Se "amostravam"!
Era tanta guloseima, que nem dá para escrever tudo aqui.
Bebi depois do show, metade de uma latinha de Heineken para comemorar.
Não consigo mais beber cerveja. Felizmente.
Se fosse vinho, estaria lá até agora comemorando!!
Não sabia eu naquele momento, que o sofrimento ainda iria aparecer...
O relógio marca 22h dessa quinta-feira, dia 23.
Vou dar uma pausa aqui para comer uma pipoquinha vendo lutas de boxe na TV, depois como uma pinha pra refrescar.
Sou viciado em laranja, uva e pinha!
Pinha.
Parece que a pinha tem outros nomes pelo Brasil...
Vou deixar para falar de sofrimento amanhã.
Agora só prazer.

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Acordei!!!!
Vamos ao sofrimento e agonia...
O pessoal que voltou para São Paulo nem dormiu depois do show, porque a saída do hotel para o aeroporto era bem cedo.
Estava marcado para saírem na primeira hora do dia, e a turma que ia para Recife, a saída estava marcada para um pouco depois, 2h30 da madrugada.
Tentei ainda dormir, mas só consegui depois que Otávio pegou as coisas dele no quarto e seguiu para o aeroporto.
Resumindo... Cochilei por um pouco mais de uma hora.
Sem tomar café da manhã, seguimos para o aeroporto, chegando lá perto das 3h da madrugada.
Nosso voo estava marcado para 4h50.
Voo remarcado para 5h15. Mas já era 7h24 quando tirei essa foto.

Tínhamos várias bagagens para despachar, incluindo as caixas com os sistemas de in-ear.
Tomei o meu café da manhã de rico, rachando uma porção com 10 unidades de pão de queijo com a produtora Vivi, e pedi um chocolate quente, que era feito com leite em pó mal dissolvido e um pouco de chocolate. Só aqui paguei 40 reais, mas Vivi me deu os 50% do pão de queijo.
Despachamos tudo, e...
No painel eletrônico, a gente viu que nosso voo já estava atrasado, passando de 4h50 para depois das 6h a partida, mas sem confirmação ainda.
Aguardar, né? Fazer o que?
E o tempo foi passando...
E nada (como sempre) da empresa aérea dar uma previsão.
Nesse caso, a empresa foi a AZUL.
E as horas passando.
Elas ficam enrolando, como um político tentando explicar as besteiras que fez.
Ainda tentei dormir no saguão, usando minha mochila como travesseiro, mas o chão estava gelado, e o travesseiro não era nada confortável!
Esperamos tanto, que tive que comer novamente alguma coisa, pois já tinha se passado mais de cinco horas de espera.
Mais 28 reais por um café com leite e um pão de queijo recheado e amassado, que eles chamam de Panini, que na foto ilustrativa é bem maior, e quando chega a pessoa se assusta.
O famoso Panini. Parece grande, né?
Resumindo...
Já estava passando das 9h da manhã quando a empresa Azul resolveu nos mandar para um hotel.
Voo cancelado, e o próximo estava marcado para às 14h50.
Pegamos nossas bagagens (incluindo as caixas dos sistema de in-ear!!!!) e seguimos para o hotel de táxi.
Retiramos novamente toda nossa bagagem dos carros e guardamos numa sala do hotel.
Tempo para tomar banho, fazer as necessidades e dormir?
Uma hora e meia, no máximo!!!!
Acho que cochilei só uma horinha...
Carregamos novamente nossas bagagens para os carros e seguimos de volta ao aeroporto.
Despachamos tudo novamente, e solicitamos nossos "vouches" para pagar o almoço ali mesmo no aeroporto.
Pelo que pude notar, se a gente não pede o crédito para o almoço, teríamos que pagar tudo do bolso novamente, como foi no café da manhã extra pela manhã.
Seguimos para o restaurante no piso superior, e...
Voo atrasado novamente!!!

VOO ATRASADO!!!!!!!!!
De novo!!!
O que era 14h50 passou para 16h27!!!
Era o que estava no painel eletrônico.
Vixe!!! Será que não vamos sair de Teresina hoje? Perguntei para mim mesmo.
Mas nesse a gente conseguiu embarcar!!!
Todo mundo aguardando para embarcar.

Completamente "amassado", cheguei (chegamos) a Recife.
Era para chegar às 6h00, mas o avião, depois de vários atrasos e cancelamentos, pousou às 17h30!
Viram que a única agonia desse trabalho foi só voltar para casa?
Nunca coloquei pessoas ou empresas na justiça.
Mas acho que a Azul vai ser a primeira, pelo descaso.
E se desse resultado, colocaria também as empresas que vendem alimentos nos aeroportos.
Os preços cobrados são absurdos!
Nesse aeroporto em Teresina, tinha garrafa de 500ml de água mineral sendo vendida por até 9 reais!!!!
Me lembrou Fernando de Noronha!!!!! (sem risos)
Um abraço a todos.

sábado, 18 de março de 2023

Over Point - Minha intuição estava certa!

 

Olá pessoal.
No final dos anos 80, já entrando para 90, dificilmente tinha-se para onde ir à noite numa segunda ou terça-feira.
Principalmente quando a intenção era ir até bem tarde.
Era impossível isso. Não tinha bares ou boites com programação nesses dias.
Eu trabalhava na Over de quarta à sábado.
Mas os outros dias eram reservados para locação de festas particulares, como aniversário ou festa de 15 anos! Trabalhei em muitos!!!!!!!!!!!!!!!!
Pois bem...
Quando não aconteciam essas festas particulares, eu usava esses dias para me divertir.
Ver outras pessoas, conhecer outros lugares, beber minha vodka sem se preocupar com horário...
O problema era para onde ir!!!!
No domingo ainda tinha o Bar Depois do Escuro, que eu sempre passava por lá, mas o bar fechada cedo, pelo meu ponto de vista, que não tinha trabalho no outro dia!
Meu parceiro dessas farras era Érico Jr., outro DJ que passava pelos mesmos problemas que eu.
Na época, acho que ele era DJ da boite do Bar Macunaíma, que ficava bem pertinho da Rua das Graças, onde era a Over Point.
(Érico me ligou explicando. Ele trabalhava na Boite Rainbow, que ficava dentro do Bar Cravo e Canela. O Bar Macunaíma era outro bar, que ficava ao lado.)
Sempre íamos juntos para essas farras entre domingo e terça-feira.
Algumas outras vezes fazia essas farras com George Aragão, tecladista da banda de André Rio chamada Banda Modelo do Meu Terno.
Mas a grande maioria das vezes meu parceiro era Érico.
Muita gente naquela época deve ter achado que a gente era um casal! (risos)
Algumas tinham até certeza! Sabe por que?
Porque as únicas casas noturnas que ficavam até de madrugada nesses três dias (domingo, segunda e terça) eram as boites gays.
Como a gente conhecia quase todos os DJs da cidade, sempre entrávamos sem pagar.
Sempre tinha um conhecido nosso pilotando a cabine de som dessas boites.
(Pra não ficar estranho para os leitores, vou escrever agora BOATE, mas era comum naquela época escrever Boite, que vem do Francês, mas se escreve Boîte, com acento no i.)
Boite, boîte ou boate?
Conhecemos váaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarias boates gays!!!
A gente ia para a Misty quando era 100% gay.
Quer dizer... 99,99 nos dias que a gente estava lá, né?
Numa dessas nossas farras, chegamos na Boate Araras (não lembro se escrevia Arara's).
No meio da noite/madrugada tinha uma apresentação teatral.
O som parava e começava essa apresentação.
Fiquei impressionado com a apresentação do pessoal, onde dei muitas gargalhadas.
Eles eram muito bons!!!
Eu achei.
Os temas eram bem pesados, com muita referência ao sexo, mas para mim não fazia muita diferença, pois os textos eram muito bem feitos, e muitas vezes nem tinha texto.
Eles faziam muita coisa no improviso.
Não sei se todos os atores eram gays.
Também não fazia diferença isso para mim.
Nunca fez, diga-se de passagem.
Chorei de rir nesse dia.
No outro dia fui falar com Rogério Amorim, proprietário da Over Point.
Sentei lá no escritório dele, e comecei a contar o que tinha visto, pedindo para ele trazer essa turma para se apresentar na Over Point.
Ele ficou assustado com os temas "pesados" que relatei, e mesmo eu insistindo muito, ele não concordou em trazer o pessoal para se apresentar lá.
Ele achou que o púbico da boate não iria gostar desses temas "escrachados/explícitos".
Perdi essa.
Mas tentei, né?
Ahhhhhh...!!!!
Quem era esse pessoal que vi na Boate Araras?
A Trupe do Barulho, capitaneada por Jeison Wallace, a nossa Cinderela!!!!!

A Trupe do Barulho.
Essa galera conseguiu sair do "gueto", e levou muita gente pro teatro para ver a peça "Cinderela, a história que sua mãe não contou" que começava à meia-noite!!!!
Isso mesmo!!! 
Até nisso eles foram precursores!
Meia-noite começava a peça!!!!!!
Sempre com casa lotada!!!!!
Usavam os mesmo textos picantes que eu vi na Araras.
Um estrondoso sucesso, que atingiu TODAS as classes sociais!!!!
Isso inclui o  pessoal que era frequentador da Over, logicamente!
No dia (noite) que fui, tinha um dos artistas já caracterizado na entrada, distribuindo papel higiênico, falando:
--- A gente fala muita merda lá dentro. Pega logo esse papel higiênico!
Atualmente, Jeison tem um programa na TV local, onde interpreta vários personagens.
Inclusive Cinderela, logicamente!!!!
Grande artista que nós temos.
Jeison / Ciderela.
Os outros da Trupe também não ficam de fora desse meu ponto de vista.
Parabéns a todos.
Vocês marcaram uma época!!!
E provaram que minha intuição estava absolutamente certa naquele dia!!!!!!
Um (Over) abraço a todos.

PS: "Oxe, mainha!"

segunda-feira, 6 de março de 2023

Carnaval 2023 - Acho que nunca fiz "corre-corre" parecido.

 


Olá pessoal.
Desde que acabou na madrugada do dia 22 de fevereiro, que estou pensando em como resumir esse meu carnaval em apenas um texto.
Não vai ser fácil, mas vou tentar.
Antes dos quatro Dias de Momo, fiz dois shows, mas um deles eu já considerei como Carnaval.
O primeiro, mesmo sendo bem antes do carnaval (dia 10/02), foi um baile de carnaval, chamado Enquanto Isso na Sala da Justiça, onde operei o monitor da Banda Eddie.
Esse foi tranquilo.
Hora certinha para passar som, sem muitos atropelos.
E o mais legal... Até incomum de acontecer... Recebi o cachê dias antes do show!!!!!
Para ser sincero, nem gosto muito, pois no dia do evento parece que estou trabalhando de graça! (Risos)
Só me arrependi de ter ficado no local até a hora do show, que aconteceu perto das 3h da madrugada, e o soundcheck foi até o meio-dia.
Aí eu me arrependi.
Fui fazer as contas de gastos com Uber (99 ou InDrive), e decidi ficar por lá.
Tenho quase certeza que não faço mais isso, com um intervalo muito grande entre o soundcheck e a hora do show.
Não vale a economia.
Me arrependi "com força".
Não imaginava que iria sofrer mais ainda com os horários no carnaval...
Esse meu carnaval começou no dia 17, quando fui fazer o PA de Martins em Natal (RN).
Nada de anormal com esse trabalho também.
Deu tempo de passar o som, o sistema era bem legal, mesa Venue MixRack, que deu uma congelada no soundcheck, mas se recuperou e não deu mais problemas.
Show de Martins em Natal (RN).
Depois desse show, foi que começou a correria, mas para a banda, não para mim (ainda).
Os músicos da banda de Martins são os mesmos da banda de Almério, mudando só um músico do trombone por um de trompete. Bateria, baixo e guitarra são os mesmos.
E no outro dia, sábado de carnaval, Almério iria participar do Galo da Madrugada, e todos da banda deveriam estar bem cedo na concentração do evento.
Por causa disso, os músicos saíram do palco direto para o aeroporto, para pegar um voo para o Recife.
Recebi o convite antecipadamente para fazer também esse trabalho no Galo, mas falei para o produtor que tinha feito um pacto comigo mesmo (já que não faço promessas), onde decidi não trabalhar mais no Galo da Madrugada.
Pelo sofrimento do longo trajeto (acima de 5h) no sol escaldante, pela dificuldade de pegar um trio elétrico com um sistema legal etc, etc, etc...
Já tinha decidido isso década atrás, não foi recente essa opção de não fazer.
Por causa disso, eu fiquei em Natal para fazer o show de Almério no sábado à noite, em outro palco.
Era a mesma empresa de som, mas era outro sistema.
Isso mesmo... A banda de Martins voltaria para Natal logo após o Galo, agora para fazer o show de Almério!!!! O pessoal chegou "amassado" e bronzeado no hotel.
Resolvi marcar uma hora para passar no palco, para dar uma olhada no sistema, e combinar alguns detalhes com os colegas da empresa de som.
Logicamente, Almério e banda não iriam passar o som, e eu fui ver qual seria a melhor maneira para agilizarmos esse começo de show.
A mesa de PA era uma X32 da Behringer, e a do monitor era uma PM5D.
Combinei com os técnicos da empresa de som, que usaríamos os mesmo canais de alguma banda anterior na hora do show de Almério, evitando religar os canais, e o técnico de monitor já aproveitaria uma cena dele dessa banda que tocou antes, para iniciar o show de Almério.
Eu ainda consegui falar no microfone que seria usado na voz de Almério, e o resto eu levantaria na hora.
Combinei também com o técnico de monitor que o cantor usaria um in-ear sem fio, e deixamos já reservado esse equipamento.
Deu certo.
Não demoramos para começar depois de tudo no lugar.
A demora maior foi reposicionar os equipamentos no palco, de acordo com nosso Mapa de Palco.
Mas à medida que iam ligando os instrumentos no palco, eu ia levantando na frente fazendo os ajustes.
Só tivemos uns problemas com os sinais do in-ear e do microfone sem fio que falharam quando Almério foi muito na frente da passarela, que avançava para frente do palco.
Pelas circunstâncias de como aconteceu o show, achei dentro da normalidade.
O problema maior viria depois, e em especial, para mim.
Eu tinha soundcheck no outro dia às 9h da manhã no palco principal de Olinda com a Banda Eddie, onde eu iria fazer o monitor.
Fora esse com a Eddie, também fechei antecipadamente para fazer o monitor de Otto e do Cordel do Fogo Encantado, e para fazer o PA de Almério, que também iria se apresentar nesse dia, mas sem passar o som.
Foi quando a palavra "dormir" saiu do meu vocabulário.
Só deu tempo de dormir 2h em Natal depois do show, e saímos para o aeroporto.
Já estava nos meus planos seguir direto do aeroporto de Recife para o palco em Olinda, pois não daria tempo de ir em casa.
E foi isso que eu fiz. 
Assim que cheguei em Recife, por volta das 7h da manhã, peguei um táxi direto para Olinda, pois os táxis estavam autorizados a entrarem até o palco principal.
Uber ficava no primeiro bloqueio, muito longe desse palco.
Acabei chegando no palco um pouco antes das 8h, não tinha trânsito, foi bem rápido.
Não tinha chegado quase ninguém, e eu ainda tentei dar um cochilo num camarim, mas não consegui.
Depois de meia hora tentando, resolvi ir para o palco, querendo me organizar.
Eu fiz em casa uma cena inicial da PM5D para a Banda Eddie.
Já tinha feito isso antes de viajar para Natal.
Era em cima dessa cena que eu iria fazer os outros shows, mas de maneiras diferentes.
Passei o som da Banda Eddie, onde eu ajustei os monitores e o side, equalizando-os.
Salvei esses ajustes na biblioteca da mesa.
Marquei as vias e as caixas de monitores.
Ahhh.
Tivemos muitos problemas de quantidade/qualidade de equipamentos em vários palcos no Carnaval de Recife e Olinda. Interior deve ter sido pior ainda.
Não vou falar sobre isso hoje aqui, pois o assunto é longo. 
Pode ser que fale mais na frente em outra postagem.
Esses problemas não são recentes, mas esse ano foi "punk".
Só para terem uma ideia... Eu tinha disponível apenas 9 monitores de chão nesse palco em Olinda, onde 3 estavam com o drive das altas queimado.
Resumindo... Fiz todas as bandas com apenas 6 monitores de chão.
Um número bem aquém do necessário para um palco daquele, e para as bandas que iriam se apresentar lá!!!
Outro dia falo sobre isso.
Onde eu estava mesmo...?
Ahh, depois de finalizar o soundcheck da Eddie, salvei as equalizações que eu fiz dos monitores e do side na biblioteca da mesa.
Vamos montar Otto agora.
Passei uma cena de um show de Otto que eu já tinha comigo. Não lembro se foi uma cena que eu converti de outra mesa, ou era original da PM5D.
O mais importante era que já estava tudo direcionado para as vias de monitor.
O que eu fiz?
Só peguei a equalização das vias que salvei na biblioteca da mesa, e colei nas vias de Otto.
Não iria passar via por via novamente, né?
E quando sou chamado para fazer o monitor de alguma banda, coloco sempre as mesmas vias que eu estou acostumado a usar.
Via 1 (centro), 2 (baixo), 3 (guitarra), 4 (teclado ou guitarra 2), 5 (Percussão), 6 (bateria)...
E já aviso ao técnico do evento para posicionar sempre os monitores nessa ordem.
Passei o som de Otto.
Agora vem Cordel.
O diretor técnico da banda, Duda Lopes, tinha uma cena de PM5D de um show anterior.
Fiz a mesma coisa... Colei os ajustes dos monitores nas vias do Cordel.
Mas não usei as vias na minha ordem.
Cordel do Fogo Encantado - Showtime - Olinda (PE). *Foto by Duda Lopes*
Ia no palco olhar qual era a caixa destinada à via, e colava a equalização para a via.
Fizemos um "mini-soundcheck", onde checamos todos os canais e vias, ajustamos as peças das percussões nos monitores dos percussionistas... Não esqueçam que já estava tudo direcionado para as vias, ok? Era uma cena de um show anterior.
Checamos as duas vozes sem fio nos in-ears, e os violões...
O resto seria durante o show.
Pronto. Agora só esperar pelos shows.

Cordel do Fogo Encantado - Showtime - Olinda (PE). *Vídeo by Duda Lopes*

E Almério?
Conversei na correria com Vini, técnico oficial do artista.
Ele não iria poder fazer o som do PA, por causa dos atrasos ocorridos...
Jorge Aragão, que não passou o som,  levou mais de 1h para ajustar as coisas antes de começar o show dele. Fiquei angustiado vendo a angústia da equipe dele tentando organizar as coisas.
Vini queria que eu fosse fazer o PA, e deixasse o monitor para o pessoal da empresa de som.
Disse que o risco seria grande, e por eu estar ciente de como estavam as coisas no palco, dei a sugestão de eu ficar no monitor, e ele chamar Buguinha, nosso amigo que estava fazendo o PA de Otto.
E ligaríamos os instrumentos de Almério nos mesmos canais de Otto.
Tanto eu no monitor, como Buguinha no PA, já começaríamos com uma cena que a gente já tinha passado o som!!!
E Vini concordou com a sugestão.
Na hora do show de Almério, chamamos a cena de Otto, ligamos os instrumentos nos mesmos canais, e começamos o show. 
Só fiz ajustar na hora o in-ear do cantor, e uns detalhes nas vias dos músicos, principalmente na bateria, onde o baterista de Otto usou fone, mas em Almério seria caixa.
Mas deu certo.
Lá na frente deve ter sido mais relax ainda para Buguinha levantar os canais.
Sem problemas.
Só não almocei.
Comi um hambúrguer com um refrigerante no início da noite, que o diretor técnico do Cordel comprou pra mim.
Achei bastante positivo o saldo dos quatro trabalhos.
O método que eu usei com as cenas deu muito certo!!!
Como o primeiro show começou com um grande atraso, o último show que seria Otto, começou e acabou bem fora do horário estabelecido!!!
Eu já estava com a roupa colada no corpo de sujeira e suor, quando acabou o show de Otto.
Começava então meu novo sofrimento...
Eu tinha um voo marcado logo cedo para Fortaleza, onde eu iria fazer o PA de Almério.
Como sair de Olinda naquela hora, onde era impossível pegar um Uber ou táxi?
Sair na van de Otto era uma solução, mas não vi essa vontade da turma sair dali rapidamente.
Estavam comemorando o show massa que fizeram.
Quem tinha hora marcada era eu, não é verdade? Eles não. (Risos sem graça)
Quem me salvou foi o diretor do palco, Neno, que me deu uma carona, me deixando em casa!!!!
E só assim consegui dormir antes de ir para o aeroporto.
Mas só deu para dormir as mesmas 2h quando saí de Natal!!!!!
Deu vontade de chorar quando eu acordei depois das poucas horas de cochilo.
Poderia ter sido pior, pensei... Se Neno não me dá a carona, eu corria o risco de ir direto do palco para o aeroporto, completamente sujo!!!
Levantei com cara de choro, mas me arrumei e tomei minha vitamina de banana para forrar o estômago.
Em tempo de shows, é de lei a vitamina de banana com aveia e Toddy.
Rápido, prático, e funciona!!!
Ainda tentei dormir no avião, mas é quase impossível dormir naquela lata de sardinha!
E quando o voo é curto, e como levo tempo para arrumar uma posição, não consegui.
Mas aqui já é 1h28 do dia 03 de fevereiro. Vou dormir (sem agonia). Amanhã tento finalizar esse texto!
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Hoje já é dia 06 de fevereiro, vou tentar acabar o texto, mas nem sei se consigo, porque hoje é feriado em Pernambuco, e é capaz de aparecer algum amigo querendo fazer farra hoje!
Enquanto não aparece convite, vou escrevendo.
Cheguei em Fortaleza, completamente amassado!
E nem deu tempo para fazer muita coisa.
Deixamos as coisas no hotel e seguimos para passar o som na Praia de Iracema.

Almério - Soundcheck - Praia de Iracema - Fortaleza (CE).

Que diferença para o palco de Olinda... Pensei na hora que cheguei!
Tudo muito bem cuidado, organizado e limpo.
Sistema impecável, tanto no palco como no PA.
Show!!!
Na frente uma S6L da Venue, e no monitor uma PM5D (sem racionamento de monitores!!!).
Equipe do palco muito prestativa, onde era difícil escutar um "não".
Já tinha conversado antecipadamente com Jones, diretor de palco, onde combinamos que o técnico de monitor do evento iria fazer o monitor do show.
Sem problema, disse Jones.
E realmente, foi problema ZERO no soundcheck e no show!!!!
Eu tinha uma certa aversão pela S6L, por causa de um trabalho anterior com uma versão mais simples da mesa, mas essa antipatia diminuiu bastante depois desse show em Fortaleza.
Encerramos o soundcheck.
Quer dizer... Eu encerrei na frente, estava perfeito.
Almério ainda passou algumas músicas lá no palco, mas sem o som do PA aberto.
Fomos para o hotel almoçar.
E depois do almoço, dei uma recuperada no sono atrasado, onde dormi quase 5 horas direto, antes de voltar para o palco.
Almério - Showtime 01 - Praia de Iracema - Fortaleza (CE).

O show foi espetacular, como o som.
Deu até tempo de filmar algumas partes desse show, o que não aconteceu nos trabalhos anteriores, por causa do "corre-corre".
Almério - Showtime 02 - Praia de Iracema - Fortaleza (CE).

Falando em correr...
Mais uma vez só deu tempo de dormir 2h antes de ir para o aeroporto.
Parece até que foi combinado essas 2h, oxe!!! 
Eu teria que estar mais uma vez cedinho em um palco, agora em Recife, na Praça do Arsenal.
E mais uma vez, segui direto do aeroporto para o palco, mas usando o Uber, pois não tinha bloqueio nessa hora pela manhã para os palcos no centro da cidade.
Iria fazer mais um show de Otto, e por causa desse show, fechei mais três trabalhos nesse palco, como fiz em Olinda.
E diferentemente do palco de Olinda, esse do Arsenal estava com os equipamentos em ordem.
Não precisei fazer contas para arruar os monitores... Fora outras coisinhas...
Fiz o monitor de Otto, Martins, Almério e Ave Sangria.
Usei o mesmo método que apliquei no palco de Olinda, mas...
Acho que não ficou tão "redondo" como os trabalhos do outro palco.
Acho não, tenho certeza.
Otto - Souncheck - Praça do Arsenal - Recife (PE).

Como o primeiro soundcheck seria de Otto, passei a cena do show anterior em Olinda para a mesa, e fiz todas os outros trabalhos em cima dessa cena.
Fazendo a mesma coisa, salvando os ajustes dos monitores e side, colando nas cenas das outras bandas.
Mas acho que não comecei bem o alinhamento dos monitores, tinha algo estranho.
Trocamos a cápsula do microfone sem fio, pois o resultado sonoro da minha voz nos monitores estava absurdamente ruim, e aqueles monitores não "falavam" daquele jeito.
Perdi um tempo que não estava nos meus planos para entender o que estava acontecendo, mas nem tinha muito tempo para isso, e comecei o soundcheck de Otto mesmo sem achar que estava tudo certinho.
Mas o resultado em Otto foi bom, e terminamos com todos da banda satisfeitos.
O cantor não passa o som. Quem faz isso é o técnico de monitor com a ajuda de Boca, um dos guitarristas da banda, que inclusive gerencia o soundcheck.
Tudo ok.
Dupliquei essa cena, e coloquei os instrumentos da banda do outro show, que seria Martins.
Foi aí que começou a aparecer probleminhas que seguiriam pelos 3 soundchecks restantes.
Três não, dois.
Ave Sangria não passaria o som, seria na hora, mas deixamos organizado as coisas no palco, com um rápido linecheck num horário destinado para a banda no período que estávamos fazendo o soundcheck das outras bandas que se apresentariam no palco.
Mas os probleminhas que eu falei, iriam interferir também no Ave Sangria.
O problema maior foi em Martins, onde não teve jeito de eu colocar a voz dele num volume que ele queria, sem realimentar.
Apelei para o in-ear, como solução do problema, pois não tínhamos mais tempo para começar do zero.
Passamos para o próximo soundcheck mesmo sem acharmos que estava tudo ok.
Seria Almério passando o som.
Ou seja... Mesma banda, mudando só o trombone por um trompete.
Como a emissão de voz de Almério é bem maior que a de Martins, o problema foi menor (o sofrimento foi menor!).
Como era a mesma banda, terminamos rápido o soundcheck, um pouco mais satisfeitos do que o anterior.
Mas longe ainda do que queríamos.
Era só aguardar a hora dos shows.
Mas não saiu da minha cabeça o resultado nada satisfatório da passada de som de Martins e Almério.
Como tentar melhorar, mesmo sem ter outro soundcheck?
Pensei em várias coisas, até em usar a equalização do meu colega da empresa de som, colando nas vias dos meus shows, mas achei que seria mais arriscado do que continuar do jeito que passamos.
Eduardo, técnico de monitor da empresa de som, me ajudou bastante na tentativa de melhorar o resultado.
Tentando entender de como nem mandar um efeito para o in-ear estava dando certo.
Nem achamos onde estava o erro.
Falando com ele, contei que tinha mudado a opção de saída do receptor do microfone sem fio, que estava em MIC e passei para LINE.
Acho que fiz isso por causa do primeiro microfone que peguei e tive que abrir muito o ganho para chegar num nível legal... Pode ter sido por causa da cápsula...
Só que deixei em LINE.
Combinei com Eduardo para testar o som do microfone em MIC na cena de Martins, para ver se ficaria melhor o resultado.
Isso se a gente conseguisse um tempo na programação para fazer isso.
Mas Eduardo conseguiu essa brecha na programação.
Chamei a cena de Martins, mudei a saída do receptor para MIC, e fui falar lá na frente dos monitores.
Não sei se foi pelo trauma que tive antes, mas achei o resultado bem melhor.
Agradeci a Eduardo pela ajuda, e decidi usar o microfone em MIC, não só em Martins, mas em todos que eu passei o som, inclusive em Otto, mesmo não tendo aparecido problemas no soundcheck dele.
Ahhh... Em Ave Sangria também usaria a opção MIC no receptor.
Em todo início de montagem do palco para o show, eu ia lá na frente com o microfone e falava nos monitores, com Eduardo ainda me ajudando com os ajustes, que ainda cheguei a solicitar.
Queria amenizar as "coisas", pois sempre achei que uma coisa que começa errada, dificilmente vai se transformar numa coisa boa.
Pode até chegar a ser menos ruim... Mas booooooa, acho pouco provável. (Risos amarelos)
E para mim, foi o que aconteceu. 
Acho que ficou menos ruim.
E os shows rolaram na raça dos músicos.
Só em Otto, que foi o último show da noite, falaram pra mim no camarim que estava perfeito o som no palco!
Realmente não tive nenhuma agonia no show dele, mesmo mudando a opção do microfone.
Vai entender...!!!
Nem tive tempo de perguntar para Martins, Almério e Ave Sangria se o monitor ficou "melhorzinho" durante o show.
Pelo menos encerrei os trabalhos no carnaval com um grande elogio! (Riso amarelo)
Mas achei o saldo geral do carnaval bastante positivo, mesmo perdendo alguns pontos nesse palco da Praça do Arsenal no último dia.
Fiquei tão satisfeito, que ao chegar em casa perto das 3h da manhã, bebi o resto da garrafa de vinho que eu tinha começado a beber um dia antes de viajar para Natal com Martins no dia 17.
Cortei uns pedaços de queijo coalho e palmito, juntei com azeitonas, e usei essa "tauba" de frios para acompanhar o vinho.
Comemorei.
Fui dormir às 4h da madrugada. Coloquei o despertador para meio-dia.
Dormi direto até às 14h, e pela primeira vez, não lembro de ter passado direto sem o despertador me acordar.
Não me lembro também de ter feito um corre-corre como esse antes.
Assim foi meu carnaval 2023.
Cordel do Fogo Encantado - Showtime - Olinda (PE). *Foto by Duda Lopes*

E mesmo com tantos trabalhos, peguei um empréstimo no banco no começo desse mês, para ajustar as contas atrasadas, enquanto aguardo pelos cachês.
Dos 12 trabalhos, só recebi aquele primeiro do dia 10 de fevereiro, que foi uma festa particular.
Quando tem prefeitura e/ou governo no meio do evento, a coisa complica bastante.
A grande maioria dos artistas não consegue(m) pagar a equipe (técnicos e músicos) antes de receber(em) do contratante.
E quase sempre (sem o quase) esses pagamentos da prefeitura e governo levam um tempo absurdo para serem feitos.
Problema antigo... (Sem risos)
Um dia isso deve mudar, né?
Todos que vivem de shows e eventos aguardam por esse dia!!!
Ansiosamente.
Um abraço a todos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Carnaval 2023 - Obrigado a todos!

Olá pessoal.
Coloquei esse agradecimento nas minhas redes sociais, mas achei que seria bom deixar aqui também.
(Abre aspas)
Obrigado a todos os amigos técnicos que me indicaram.
Obrigado a todos os produtores e artistas que aceitaram a indicação.
Obrigado a todos os produtores e roadies que foram para os palcos comigo.
Obrigado a todos os técnicos das empresas de som pelo atendimento.
Obrigado a todos os músicos pela paciência.
Obrigado a todos.
(Fecha aspas)
Um abraço a todos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Over Point - Querem bater no DJ! Oxe. Que foi que eu fiz?

 
Olá pessoal.
(Notaram que eu não escrevi mais sobre meus trabalhos, não é? O problema é que não fiz nenhum trabalho em janeiro. Infelizmente. Aí estou adiantando algumas lembranças de causos legais. Mas já estou fechando os trabalhos do carnaval...)
Interagir com o público.
Na Over Point, isso era bem forte.
Tinha música ao vivo com "karaokê", tinha bingo para ganhar prêmios, tinha assento premiado, onde colocávamos aleatoriamente uma "carta de crédito" embaixo do assento da poltrona, que dava o direito ao cliente beber de graça uma garrafa de whisky na outra semana...
Passávamos shows e eventos esportivos nas TVs durante toda noite.
Para terem uma ideia, teve um dia em que eu estava passando uma corrida de Fórmula 1 enquanto todos dançavam.
Era só a imagem da corrida nas TVs, sem o som.
Era uma corrida importante, com Ayrton Senna.
Fui pesquisar para saber quais os anos em que ele foi campeão.
Resposta: 1988, 1990 e 1991.
Com certeza foi 88 ou 90 que aconteceu esse fato aqui, pois a boite era a "pequena", sem ter passado ainda pela reforma. Tenho essa imagem na cabeça até hoje.
Pois bem...
À medida que a corrida chegava ao final, notei que o pessoal estava mais interessado em Senna do que em dançar.
Não pensei duas vezes.
Cortei o som da música e coloquei o som da corrida, que ficou até o final!
E foi um sucesso!
Parecia um estádio de futebol, com a torcida gritando.
E o melhor... Ele se tornou campeão!
Os clientes imitaram o gesto do campeão, comemorando com garrafas de champanhe!!!
Essa era a cara da Over Point.
Depois da comemoração, voltei com a música dançante.
Esse caso nem tem a ver com o título da postagem, mas quis dar uma ideia da interação entre o DJ e os clientes da Over, antes de entrar no assunto principal.
Essa noite com Ayrton Senna nunca saiu da minha cabeça, e é um boa introdução para o assunto principal, pois o causo de hoje tem a ver ainda com INTERAÇÃO.
Vamos lá...
O fato aconteceu na boite NOVA, já reformada, e completamente diferente da pequenininha.
Não tinha mais as três TVs.
Agora, eram dois telões retráteis enormes!
Ninguém tinha acesso direto à cabine de som, diferente de antes onde a cabine era quase dentro do salão.
Na boite nova, a cabine ficava num piso bem superior, e para ter acesso, tinha que subir alguns lances de escada.
Mas para ter acesso a esta escada, tinha que abrir uma porta, que ficava o tempo todo fechada, sem maçaneta na parte de fora, onde só quem tinha a chave poderia abrir.
Só alguns funcionários da casa tinham essa chave.
O maître Tavares era uma dessas pessoas.
E ele participa dessa história.
Uma das grandes novidades da Over reformada foi na parte de vídeo.
Além do videocassete que já usávamos antes, foi incorporado ao nosso setup um "Vídeo-Laser" moderníssimo.
No detalhe, um disco de vídeo-laser.

Muitas pessoas até hoje não sabem o que foi o vídeo-laser.
Pra resumir, ele foi o antecessor do DVD.
O disco era enorme (e caro!!)!!

Diferentemente do DVD, ele tinha informações nos dois lados.
O player da Over Point era tão moderno, que não precisava ejetar o disco para trocar de lado, pois ele tinha leitores para os dois lados.
Mas tinha uma pequena pausa nessa mudança de lado.
Mesmo assim, ainda era uma novidade espetacular.
Só que não vingou.
Tudo era muito caro.
Só algumas pessoas ($$$) levaram este equipamento para dentro de casa.
Mais na frente surgiu o DVD, que tomou conta do mercado caseiro.
Diferença de tamanho entre o vídeo-laser e o DVD.

Outro equipamento adquirido pela Over foi uma mesa de corte de vídeo!!!
Já imaginaram? Uma mesa de corte de vídeo numa casa noturna no início dos anos 90?
Pois é... Um luxo!
Vocês não imaginam a felicidade quando eu consegui achar a imagem dessa mesa na internet!!!
Não tinha perigo eu esquecer do design dela! (risos)
Mesa de corte da Panasonic.
Nessa mesa de corte, entrava o sinal (áudio/vídeo) do videocassete e do vídeo-laser.
Fora isso, entrava ainda um sinal auxiliar de uma câmera de vídeo portátil, que ficava num pequeno tripé.
Com isso podíamos sobrepor e mixar esses três sinais.
Para completar, foi adquirido também um computador AMIGA, onde a gente tinha acesso a ferramentas gráficas, onde dava para desenhar, riscar, colorir, montar textos...
E esse sinal também ia para a mesa de corte.
Consegui também achar a imagem do computador na internet! (uh uhhhh)
Clique na imagem para ampliar.

Podíamos misturar todas essas imagens na mesa de corte e enviar para os telões.
Numa dessas misturas, dava pra congelar uma imagem captada pela câmera, e colocar desenhos em cima dessa imagem.
Foi aí que quase a gente apanha. (risos)
Acredito que aconteceu na inauguração, que não cheguei nem perto do setup do vídeo.
Não recordo também quem estava lá operando as ferramentas de vídeo e da parte gráfica.
Só fiquei sabendo da bronca no outro dia, quando Tavares veio conversar comigo, antes da casa abrir.
Ele falou que a gente tinha feito uma brincadeira pesada com um cliente, onde a imagem dele foi congelada, e colocamos desenhos em cima da imagem que deixaram ele "puto"!!!
Não recordo se desenharam um brinco, ou colocaram chifres, ou se colocaram algum balão com texto com algumas frases que ele não gostou.
Esse balão com texto era muito legal, pois lembrava história em quadrinhos.
E a gente podia colocar qualquer fala na imagem.
Ou seja... Pra fazer uma merda, não era difícil! (risos)
Tavares veio me falar que o cliente queria subir para a cabine, com a intenção de brigar, e que ele não abriu a porta.
Ainda bem, né? (risos)
Então falei para Tavares que iria ver como poderia resolver esse problema, para evitar mais casos de "tentativas de assassinatos" de DJs.
Conversei com meu sobrinho, e acertamos não fazer brincadeiras pesadas até eu imaginar um jeito de amenizar isso.
Como eu poderia resolver...?
Já sei! 
Vou usar as mesmas ferramentas que causaram o problema, para resolver o problema.
Como assim?
Criei e salvei um texto (longo) no computador AMIGA.
Colocava esse texto nos dois telões durante uns 15 minutos, um pouco antes de começar a noite pra valer, com as músicas "bate-estaca" (tum-tum-tum-tum...). 
Ou seja... A casa já estava lotada, e todos liam a mensagem.
Foi o divisor de águas!!!!
Infelizmente, não guardei esse texto.
Ficou muito bom.
Vou tentar resumir o que eu escrevi naquele dia.
Dei um "boa noite" a todos, e expliquei que a Over Point sempre se importou com os clientes, e que sempre tentava deixar a noite mais confortável, divertida e interativa (!).
E uma das ferramentas para tornar essa noite bem diferente do que eles estavam acostumados, era a brincadeira com as imagens e a computação gráfica.
Blá, blá, blá, blá...
E no final do texto, escrevi que a gente não tinha a menor intenção de denegrir, humilhar ou desrespeitar qualquer pessoa.
A nossa única intenção era realmente deixar a noite bem mais divertida.
E finalizei, com a frase que foi a responsável pelo sucesso da ideia:
"E podem ter certeza que qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real, é mera coincidência!".
Rapaz...
Depois desse texto, liberou geral!
Para terem uma ideia, os próprios clientes ligavam para a cabine, informando algum fato real que aconteceu com algum amigo(a), pedindo para a gente fazer a brincadeira com a computação gráfica.
Informavam em que mesa estava a pessoa, e a gente jogava uma luz rapidamente no local e congelava a imagem desse cliente.
Fazíamos isso também com os garçons novatos, onde tinha até um lugar específico, onde já estava programado para uma luz ir até lá com um simples toque no botão. 
Era tudo muito rápido.
Um ficava na câmera para congelar a imagem na mesa de corte e o iluminador jogava o facho de luz na pessoa.
Os garçons antigos levavam o colega novato para o local combinado e passavam informações de alguma besteira que ele fez na vida real.
Era tanto cliente falando dos deslizes dos amigos, que a gente não dava mais conta das brincadeiras.
Algumas vezes até achei que eram mais inimigos do que amigos! (risos)
Mas... Nunca mais tivemos qualquer problema com as brincadeiras.
A noite realmente ficava mais animada e diferente!
E mais ninguém quis bater na turma que estava na cabine de som.
Casa noturna nenhuma tinha essa interatividade com os clientes naquela época.
E hoje em dia?
Aí é que não tem mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Um (Over) abraço a todos.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Mudança de Palco 122 - Lista de filmes.

(Foto by Getty Images/iStockphoto)
Olá pessoal.
Muitos sabem aqui que vejo muitos filmes.
Adoro.
Sempre estou indicando para os amigos os filmes que mais gostei de ver.
E já indiquei vários desses filmes no Blog em postagens anteriores.
Para não continuar com várias postagens com essas indicações, resolvi colocar uma única postagem com uma lista, que comecei a fazer um dia desses.
Vou sempre atualizar essa lista.
Aí quem quiser dicas de filmes, é só vir aqui conferir.
Indiquem essa postagem para os amigos que gostam também dessa diversão.
A grande maioria dos filmes eu vejo na Netflix, mas com certeza vai ter muita indicação que você não vai encontrar lá.
Dificilmente vou ao cinema. Podem acreditar!
Adoro filmes, sou viciado, mas não gosto de ver no cinema.
Como comecei a fazer essa lista recentemente, muitos filmes que eu vi antes não estão na relação, mas vou colocando quando me lembrar deles.
Como não gosto nem de ler o resumo do filme, só vou colocar o título na lista, sem dar mais informações.
Tem muito filme "baseado em fatos reais" e/ou documentários.
Por isso, muitos deles não são leves...
Como a maioria das pessoas que eu conheço gostam de ler o resumo do filme antes de assistir, vai ser fácil identificar o teor do filme, quando for ver na Netflix ou em outro canal, pois sempre tem um resumo informando.
Sei que é muito chato ficar procurando um título de filme para ver, por isso acho que essa lista vai ajudar muita gente que adora um filminho com pipoca (ou vinho, queijo, cerveja, pizza etc...).
Bons filmes pra todos.
Divirtam-se.
Segue a lista.
___________________

0001 - A Garota da Foto
0002 - 137 Disparos
0003 - A Ira de Deus
0004 - Rezar e Obedecer
0005 - Sequestro em Cleveland
0006 - Pai Nosso?
0007 - O Soldado Que Não Existiu
0008 - Stan e Ollie - História do Gordo e o Magro
0009 - De Rainha do Veganismo à Foragida
0010 - Mães Paralelas
0011 - O Bombardeio
0012 - Contra o Gelo
0013 - Keith Richards: Under The Influence
0014 - Queda Livre: A Tragédia do Caso Boeing
0015 - Volver
0016 - O Golpista do Tinder
0017 - Anne Frank, Minha Melhor Amiga
0018 - Fake Art: Uma História Real
0019 - Munique: No Limite da Guerra
0020 - Misha e os Lobos
0021 - ReMastered: O Rei Leão e o Músico Esquecido
0022 - Seberg Contra Todos
0023 - A Batalha Esquecida
0024 - Ataque Dos Cães
0025 - Não Olhe Para Cima
0026 - Imperdoável
0027 - Tick, Tick... Boom!
0028 - O Caso Collini
0029 - As Espiãs de Churchill
0030 - Clive Davis: Nosso Ritmo
0031 - Infiltrado na Klan
0032 - Oxigênio
0033 - Fyre Festival: Fiasco no Caribe
0034 - Bikram: Yogi, Guru, Predador
0035 - Os Segredos de Madame Claude
0036 - Seaspiracy: Mar Vermelho
0037 - Rosa e Momo
0038 - O Recepcionista
0039 - Os Últimos Czares
0040 - Trotsky
0041 - A Escavação
0042 - Marshall: Igualdade e Justiça
0043 - O Tigre Branco
0044 - A Voz Suprema do Blues
0045 - Os 7 de Chicago
0046 - Cuba e o Cameraman
0047 - Professor Polvo
0048 - Wild Wild Country
0049 - O Destino de Uma Nação
0050 - Dunkirk
0051 - O Menino Que Descobriu o Vento
0052 - Mãos Talentosas
0053 - What Happened, Miss Simone?
0054 - Operação Final
0055 - Rush
0056 - A Vida de David Gale
0057 - Quincy
0058 - Queen + Adam Lambert
0059 - Jeffrey Epstein
0060 - Como Me Apaixonei Por Um Gangster
0061 - Atleta A
0062 - Adú
0063 - Capitão Fantástico
0064 - Meu Nome é Rádio
0065 - A Trincheira Infinita
0066 - 1922
0067 - Estrada Sem Lei
0068 - Seu Filho
0069 - Quem Com Ferro Fere
0070 - Don't Fuck With Cats - Uma Caçada Online
0071 - O Palhaço Assassino
0072 - A Máfia Dos Tigres
0073 - A Sombra de Stalin
0074 - A Vida e a História de Madam C.J. Walker
0075 - À Procura da Felicidade
0076 - O Fotógrafo de Mauthausen
0077-  O Banqueiro da Resistência
0078-  A Incrível História da Ilha Das Rosas
0079 - Riphagen
0080 - Retratos de Uma Guerra
0081 - Winter on Fire
0082 - Bohemian Rhapsody
0083 - Rocketman
0084 - Tim Maia
0085 - Elis
0086 - 22 de Julho
0087 - A Noite de 12 Anos
0088 - A Qualquer Custo
0089 - Crip Camp - Revolução Pela Inclusão
0090 - História de um Casamento
0091 - Long Shot
0092 - O Caso Gabriel Fernandez
0093 - Amy
0094 - Joe Cocker
0095 - Whitney
0096 - A.I. - Inteligência Artificial
0097 - O Gambito da Rainha
0098 - Farol Das Orcas
0099 - Mystify: Michael Hutchence
0100 - 100 Metros
0101 - One of us
0102 - A Casa
0103 - Dois Papas
0104 - A Promessa
0105 - O Contador de Auschwitz
0106 - Diários de Andy Warhol
0107 - 1917
0108 - O Regresso
0109 - Conversando Com um Serial Killer: Ted Bundy
0110 - Ted Bundy - A Confissão Final
0111 - O Assassino da Minha Filha
0112 - O Fantasma
0113 - Segredos e Crimes de Jimmy Saville
0114 - O Barato de Iacanga
0115 - Moradores Indesejados
0116 - Terra Sem Lei
0117 - No Caminho da Cura
0118 - O Aluno
0119 - The Eichmann Show
0120 - Notorious
0121 - Auschwitz: The Nazis And The Final Solution
0122 - O Quarto de Jack
0123 - Janis - Little Girl Blue
0124 - Em Nome de Deus
0125 - O Escafandro e a Borboleta
0126 - Grandes Olhos
0127 - John McAfee
0128 - Eu Matei Meu Pai
0129 - Woodstock 99
0130 - Os Crimes da Nossa Mãe
0131 - Nada Ortodoxa
0132 - O Estripador
0133 - Prescrição Fatal
0134 - O Escândalo da Wirecard
0135 - Dahmer - O Canibal Americano
0136 - Bling Ring - A História Por Trás Dos Roubos
0137 - Uma Garota de Muita Sorte
0138 - Conversando Com um Serial Killer - O Canibal de Milwaukee (Dahmer)
0139 - Elvis (2022)
0140 - O Desconhecido
0141 - O Expresso da Meia-Noite
0142 - Athena
0143 - A Garota Desaparecida do Vaticano
0144 - Jaula
0145 - Brian Banks - Um Sonho Interrompido
0146 - O Enfermeiro da Noite
0147 - A Garota Dinamarquesa
0148 - Blonde
0149 - Arremessando Alto
0150 - O Milagre
0151 - Eu Sou Vanessa Guillen
0152 - Um Homem de Ação
0153 - Athena - Making of
0154 - O Impostor Mascarado
0155 - Ghislaine Maxwell
0156 - Dois Estranhos
0157 - Nada de Novo no Front
0158 - Vulcão Whakaari - Resgate na Nova Zelândia
0159 - Pepsi, Cadê Meu Avião?
0160 - O Terremoto do Everest
0161 - O Homem Mais Perigoso da Europa: Otto Skorzeny na Espanha
0162 - O Paraíso e a Serpente
0163 - Não Atenda o Telefone!
0164 - O Campo da Morte do Texas
0165 - O Estranho Caso de Benjamin Button
0166 - Um Sonho de Liberdade
0167 - The Last Days
0168 - O Jogo da Imitação
0169 - Transcendence
0170 - O Pálido Olho Azul
0171 - Os Fabelmans
0172 - O Destino de Haffmann
0173 - O Mochileiro Kai: Herói ou Assassino?
0174 - O Que Aconteceu Com o Rei Dos Golfinhos?
0175 - Narvik
0176 - Herança
0177 - Sally - Fisiculturismo e Assassinato
0178 - As Nadadoras
0179 - Seven - Os Sete Crimes Capitais
0180 - O Menino do Pijama Listrado
0181 - O Nome da Rosa
...
0477 - Frango: A Conspiração do Fast Food

Último filme da lista atualizada (18/09/2026)  >>>  0477
Clique AQUI para ter acesso à lista atualizada.

Obs: Mudei de ideia de novo. Lembrei que o Blog tem limite de linhas numa postagem. 
Então vai chegar uma hora que não vou poder atualizar mais a lista por aqui.
Por isso, vou deixar a lista atualizada na minha "Nuvem" (Drive), e deixar um link para quem quiser ver a relação atualizada.
Vou atualizar aqui na postagem somente colocando o número do último filme indicado na lista atualizada. Ok?
Um abraço a todos.