Um excelente 2011 para todos.
Que vocês tenham muitos momentos legais em 2011 como estes que eu tive neste finalzinho de ano.
Saúde sempre.
O resto a gente corre atrás.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Baile do Menino Deus 2010 – Quase saio do buraco!
Olá pessoal.
Mais um ano indo embora e mais um ano fazendo o monitor do Baile do Menino Deus em Recife.
Nem estava muito disposto a trabalhar neste Natal, não vou mentir.
E esta pré-disposição me fez quase pular fora no primeiro dia de montagem e sound check. Meu colega Arnaldo, da empresa PA Áudio, teve que aguentar meu mau humor nos dias de montagem e ensaio.
Obrigado Arnaldo pela paciência. Acho que a tristeza de ver um amigo enterrando a mãe dele ajudou nesta minha atitude.
Amanhã vou para uma praia com meu cantor-amigo (ou seria amigo-cantor?) Silvério Pessoa com sua família e mais uns amigos com as respectivas famílias e namoradas. Vai ser nosso dia de Natal.
Já comprei as carnes para os dias de churrasco e os vinhos.
Vai ter Casillero Del Diablo, Reservado, Travessia (todos da Concha y Toro), Gato Negro, Trivento e outros que não me lembro do nome.
Vai ter picanha, maminha, linguiça toscana, coração de galinha, bisteca e lombo de porco.
Neste dois quesitos a gente está bem.
Fiquei muito impressionado com o preço da picanha. A que eu sabia que era muito boa, estava custando mais de 60 reais o quilo!! Peguei uma mais barata, pois meus cachês não seguiram o mesmo percentual de aumento.
O resto a gente combinou de comprar lá mesmo.
Eu não tinha nenhuma cena do monitor do Baile do Menino Deus (BMD) do ano passado. Tive que começar do zero. Ano passado foi disponibilizada uma LS9 da Yamaha. Não lembro porque não guardei uma cena da mesa. Geralmente guardo todas. Mesmo sendo outro modelo de mesa da Yamaha neste ano (M7CL), eu tenho um programinha (que não foi feito pela Yamaha) chamado OpenMix Tools que faz a adaptação da cena de um modelo de mesa para o outro modelo. Ele é um aplicativo para ser rodado no navegador Firefox. Nunca testei na estrada. Só testei em casa brincando. Já falei sobre este aplicativo aqui no Blog. É só procurar.
A Yamaha desenvolveu (acho que demorou muito) um programinha para fazer o mesmo serviço, mas ainda não está disponível.
Mais detalhes: http://gigplace.com.br/blog/?p=168
Rogério (um dos sócios da PA Áudio), que opera o som do PA do BMD, me falou que colocou a M7CL no monitor para eu poder usar meu wireless, me possibilitando fazer todo o trabalho fora do buraco embaixo do palco. Poderia fazer isso também com a LS9, mas acho que eu não tinha ainda meu roteador sem fio em dezembro de 2009.
Logo no primeiro dia tive problemas (mais uma vez!!!!) com meu sinal wireless. Começou até bem. Alinhei os três monitores da frente sem problemas usando meu laptop controlando a mesa que estava embaixo do palco.
Mas quando fui alinhar os monitores que estavam no fundo do palco, comecei a ter problemas com o sinal. Tentei algumas vezes ainda estabilizar o sinal, mas sempre dava o mesmo erro. E era diferente dos problemas que tive antes nos shows de Tom Zé no FITO, onde simplesmente o programa Studio Manager passava para OFFLINE.
Desta vez apareceu uma mensagem na tela que falava que estava existindo uma incompatibilidade do programa com a versão da mesa, e que também poderia ser algum problema na conexão e era bom eu verificar.
Eu estava usando o editor correto para a mesa e as conexões estavam certas. Não perdi mais tempo tentando e conectei a mesa ao laptop via cabo de rede. O problema persistiu. A mensagem continuava aparecendo. Teve um momento que a mesa travou. Não conseguia mudar nada nela. Tive que reiniciá-la.
Resolvi então desligar também o cabo de rede. Tudo indicava que era a ligação via rede que estava dando algum conflito na mesa.
Estes problemas aconteceram no primeiro dia. Ainda tentei no segundo dia usar o wireless, mas o problema apareceu novamente. Desisti de usar o wireless, e tentei usar o laptop ligado diretamente na mesa novamente, pois a mesa estava com um fader central com defeito e este fader poderia causar problemas na mixagem durante o evento. Numa mesa digital, um fader pode ter várias funções, e com o defeito que este fader central apresentava, poderia causar uma realimentação forte quando usado numa destas funções.
Se eu fizesse os ajustes pelo laptop, este risco seria eliminado.
A mensagem de erro não apareceu mais. Não tenho a menor idéia de onde está o problema!
Aproveitei hoje e fui no site da Yamaha ver se eu estava com as versões mais recentes dos editores da mesas (cada mesa tem um editor próprio) e do DME-N Network Driver (que sem ele a conexão via rede ou wireless não pode ser feita).
Tanto o editor da M7CL (Version 3), quanto o DME–N que eu estava usando estavam desatualizados. Baixei os mais recentes e instalei-os. Vamos ver se na próxima vez melhora.
No primeiro dia de espetáculo já cheguei com um sorriso no rosto pedindo desculpas ao amigo Arnaldo. Disse que estava renovado naquele dia e que nada iria me tirar a paciência. Será?
O grande problema na monitoração do BMD é que são poucos monitores para muita gente!
E mesmo assim uso 16 vias de monitoração! Exatamente... São dezesseis vias de monitores! A M7CL vem de fábrica com somente 16 saídas. Eu estava usando todas!
Depois fiquei sabendo que a mesa estava com mais 4 saídas extras, conseguidas através de uma placa que é comprada separadamente. Poderia então fazer 20 vias de monitoração.
Como não dava para que todos no palco usassem fones, alguns monitores serviam para mais de um músico. E estes músicos estavam em distâncias diferentes em relação a estes monitores. Imaginaram o problema? Quando o músico que estava mais longe pedia para aumentar o som do instrumento dele no monitor, este instrumento ficava muito alto para o músico que estava mais perto do monitor. Esta novela já dura desde o primeiro BMD que eu fiz.
Estou falando muito da parte técnica hoje não é?
Quem pensou que eu iria perder a paciência, errou!
Fui decidido a não perder. Em casa, quando estava deitado tentando dormir, falei para mim mesmo (faço muito isso, falo comigo mesmo): --- Você reclama quando não tem trabalho e reclama quando tem. Não pode ser deste jeito não Ildemar.
É Titio falando com Ildemar.
Doido? Pode ser, mas é assim que faço. (risos)
E muitas vezes esta técnica de doido funciona!
Quase quem perdeu a paciência foi Rogério lá na frente. Eu não.
Nem a cabeçada que eu dei na viga de madeira da pequena porta de entrada do meu buraco mudou meu ânimo. Como disse Arnaldo: --- Já tá sem muito cabelo na cabeça, e agora perdeu mais um pouquinho.
Mais um ano indo embora e mais um ano fazendo o monitor do Baile do Menino Deus em Recife.
Nem estava muito disposto a trabalhar neste Natal, não vou mentir.
E esta pré-disposição me fez quase pular fora no primeiro dia de montagem e sound check. Meu colega Arnaldo, da empresa PA Áudio, teve que aguentar meu mau humor nos dias de montagem e ensaio.
Obrigado Arnaldo pela paciência. Acho que a tristeza de ver um amigo enterrando a mãe dele ajudou nesta minha atitude.
Amanhã vou para uma praia com meu cantor-amigo (ou seria amigo-cantor?) Silvério Pessoa com sua família e mais uns amigos com as respectivas famílias e namoradas. Vai ser nosso dia de Natal.
Já comprei as carnes para os dias de churrasco e os vinhos.
Vai ter Casillero Del Diablo, Reservado, Travessia (todos da Concha y Toro), Gato Negro, Trivento e outros que não me lembro do nome.
Vai ter picanha, maminha, linguiça toscana, coração de galinha, bisteca e lombo de porco.
Neste dois quesitos a gente está bem.
Fiquei muito impressionado com o preço da picanha. A que eu sabia que era muito boa, estava custando mais de 60 reais o quilo!! Peguei uma mais barata, pois meus cachês não seguiram o mesmo percentual de aumento.
O resto a gente combinou de comprar lá mesmo.
Eu não tinha nenhuma cena do monitor do Baile do Menino Deus (BMD) do ano passado. Tive que começar do zero. Ano passado foi disponibilizada uma LS9 da Yamaha. Não lembro porque não guardei uma cena da mesa. Geralmente guardo todas. Mesmo sendo outro modelo de mesa da Yamaha neste ano (M7CL), eu tenho um programinha (que não foi feito pela Yamaha) chamado OpenMix Tools que faz a adaptação da cena de um modelo de mesa para o outro modelo. Ele é um aplicativo para ser rodado no navegador Firefox. Nunca testei na estrada. Só testei em casa brincando. Já falei sobre este aplicativo aqui no Blog. É só procurar.
A Yamaha desenvolveu (acho que demorou muito) um programinha para fazer o mesmo serviço, mas ainda não está disponível.
Mais detalhes: http://gigplace.com.br/blog/?p=168
Rogério (um dos sócios da PA Áudio), que opera o som do PA do BMD, me falou que colocou a M7CL no monitor para eu poder usar meu wireless, me possibilitando fazer todo o trabalho fora do buraco embaixo do palco. Poderia fazer isso também com a LS9, mas acho que eu não tinha ainda meu roteador sem fio em dezembro de 2009.
Logo no primeiro dia tive problemas (mais uma vez!!!!) com meu sinal wireless. Começou até bem. Alinhei os três monitores da frente sem problemas usando meu laptop controlando a mesa que estava embaixo do palco.
Mas quando fui alinhar os monitores que estavam no fundo do palco, comecei a ter problemas com o sinal. Tentei algumas vezes ainda estabilizar o sinal, mas sempre dava o mesmo erro. E era diferente dos problemas que tive antes nos shows de Tom Zé no FITO, onde simplesmente o programa Studio Manager passava para OFFLINE.
Desta vez apareceu uma mensagem na tela que falava que estava existindo uma incompatibilidade do programa com a versão da mesa, e que também poderia ser algum problema na conexão e era bom eu verificar.
Eu estava usando o editor correto para a mesa e as conexões estavam certas. Não perdi mais tempo tentando e conectei a mesa ao laptop via cabo de rede. O problema persistiu. A mensagem continuava aparecendo. Teve um momento que a mesa travou. Não conseguia mudar nada nela. Tive que reiniciá-la.
Resolvi então desligar também o cabo de rede. Tudo indicava que era a ligação via rede que estava dando algum conflito na mesa.
Estes problemas aconteceram no primeiro dia. Ainda tentei no segundo dia usar o wireless, mas o problema apareceu novamente. Desisti de usar o wireless, e tentei usar o laptop ligado diretamente na mesa novamente, pois a mesa estava com um fader central com defeito e este fader poderia causar problemas na mixagem durante o evento. Numa mesa digital, um fader pode ter várias funções, e com o defeito que este fader central apresentava, poderia causar uma realimentação forte quando usado numa destas funções.
Se eu fizesse os ajustes pelo laptop, este risco seria eliminado.
A mensagem de erro não apareceu mais. Não tenho a menor idéia de onde está o problema!
Aproveitei hoje e fui no site da Yamaha ver se eu estava com as versões mais recentes dos editores da mesas (cada mesa tem um editor próprio) e do DME-N Network Driver (que sem ele a conexão via rede ou wireless não pode ser feita).
Tanto o editor da M7CL (Version 3), quanto o DME–N que eu estava usando estavam desatualizados. Baixei os mais recentes e instalei-os. Vamos ver se na próxima vez melhora.
No primeiro dia de espetáculo já cheguei com um sorriso no rosto pedindo desculpas ao amigo Arnaldo. Disse que estava renovado naquele dia e que nada iria me tirar a paciência. Será?
O grande problema na monitoração do BMD é que são poucos monitores para muita gente!
E mesmo assim uso 16 vias de monitoração! Exatamente... São dezesseis vias de monitores! A M7CL vem de fábrica com somente 16 saídas. Eu estava usando todas!
Depois fiquei sabendo que a mesa estava com mais 4 saídas extras, conseguidas através de uma placa que é comprada separadamente. Poderia então fazer 20 vias de monitoração.
Como não dava para que todos no palco usassem fones, alguns monitores serviam para mais de um músico. E estes músicos estavam em distâncias diferentes em relação a estes monitores. Imaginaram o problema? Quando o músico que estava mais longe pedia para aumentar o som do instrumento dele no monitor, este instrumento ficava muito alto para o músico que estava mais perto do monitor. Esta novela já dura desde o primeiro BMD que eu fiz.
Estou falando muito da parte técnica hoje não é?
Quem pensou que eu iria perder a paciência, errou!
Fui decidido a não perder. Em casa, quando estava deitado tentando dormir, falei para mim mesmo (faço muito isso, falo comigo mesmo): --- Você reclama quando não tem trabalho e reclama quando tem. Não pode ser deste jeito não Ildemar.
É Titio falando com Ildemar.
Doido? Pode ser, mas é assim que faço. (risos)
E muitas vezes esta técnica de doido funciona!
Quase quem perdeu a paciência foi Rogério lá na frente. Eu não.
Nem a cabeçada que eu dei na viga de madeira da pequena porta de entrada do meu buraco mudou meu ânimo. Como disse Arnaldo: --- Já tá sem muito cabelo na cabeça, e agora perdeu mais um pouquinho.
Já estou pensando no churrasco e vinho de amanhã, e de depois de amanhã, e de quinta-feira também!
Só sinto de não poder levar meu Filho. Ele está se matando de estudar para ver se recupera o tempo que passou sem estudar direito no ano. Ficou ainda em três matérias para as provas finais. E estas provas acontecem na quarta e quinta-feira que vem.
Vou ver se vou com ele para João Pessoa no réveillon. Recebi um convite de uns amigos de lá para passar a noite numa casa de praia.
Só sinto de não poder levar meu Filho. Ele está se matando de estudar para ver se recupera o tempo que passou sem estudar direito no ano. Ficou ainda em três matérias para as provas finais. E estas provas acontecem na quarta e quinta-feira que vem.
Vou ver se vou com ele para João Pessoa no réveillon. Recebi um convite de uns amigos de lá para passar a noite numa casa de praia.
Tem também o convite do meu amigo Kalunga (operador de PA de Ivete Sangalo) para tomar um(ns) vinho(s) no réveillon que vai ter o show de Ivete aqui em Recife.
Convites bons eu recebi. Deixa eu ver com meu Filho o que ele acha dos convites.
Como o projeto de controlar a mesa via wireless fora do buraco não deu certo e a PA Áudio não levou a câmera e o monitor de TV para eu poder visualizar o palco como aconteceu nos anos retrasados, fiquei refém do roteiro que fiz previamente com o maestro.
Neste roteiro eu colocava quem cantava em cada música e ia abrindo os canais só na hora para diminuir o risco de realimentação por causa de canais abertos desnecessariamente.
Quanto mais canais abertos, mais risco de microfonia. Se você sabe exatamente onde vai precisar daquele canal aberto, e ele só vai ser usado em poucos momentos, deixe-o fechado.
Pela primeira vez fiquei sentado durante todo um show!
Colei o roteiro no teto improvisado da minha cabine, que era um pedaço de madeira colocado para evitar que água ou areia caíssem na mesa, e fui seguindo este roteiro durante o espetáculo. Abre o coro masculino, fecha o infantil, abre o canal do cantor, fecha o coro masculino, abre o da cantora agora e abre o coro infantil, fecha o coro feminino... Foi assim até o final. Ainda fiz alguns ajustes na equalização dos monitores durante o espetáculo ouvindo as vias pelo meu fone.
Ficava todo o tempo monitorando as vias de monitores pelo meu fone e fazendo ajustes no volume de alguma coisa quando achava necessário.
Quando estávamos armando tudo para o segundo dia de apresentação, Arnaldo me passou que o maestro não estava satisfeito com a monitoração dele. Tem uma via só para ele. Pensei que só a falha que houve no acordeom tinha sido o único ponto negativo do dia anterior.
Conversamos e refizemos a mixagem. Não vou mais falar sobre a parte técnica. Já falei muito.
Nos outros dois dias não teve mais nenhuma observação. Inclusive na montagem do terceiro dia de espetáculo o maestro falou que o dia anterior foi perfeito!
São seis vias de monitores de chão e dez vias de fones. Uma destas vias de fone é de reserva, só usada em caso de emergência.
Usei todos os 48 canais da mesa no espetáculo. Eram 47, mas precisei duplicar a voz de Silvério Pessoa na mesa porque o canal era usado por mais dois cantores e eu precisava de regulagens diferentes entre eles e eu não queria fazer uma cena para cada um. Não estava a fim de ficar mudando cena entre as músicas neste ano. Já fiz isso em anos anteriores.
Mesmo não conseguindo sair do buraco neste ano no BMD (do SERASA eu consegui!), até que não foi muito duro ficar lá embaixo. Fiquei sentado todo tempo.
Duro mesmo foi ver as fotos que Silvério Pessoa tirou de mim enquanto eu fazia o roteiro com o maestro e comprovar que estou completamente careca!
Ou então escrever este texto sem tomar uma tacinha de vinho, sabendo que tenho nove garrafas ao meu alcance aqui no apartamento! Isso sim foi duro.
Como minha amiga (e única mulher que pedi em casamento) Adri falou em seu comentário no texto Rapidinha 100 deste Blog, sobre uma coisa que ela ouviu de um amigo dela:
“Não importa o que esteja fazendo, sempre tenha orgulho disso e crie algo especial, porque é nos detalhes que você deixa a sua MARCA. E a qualidade só é percebida quando nos diferenciamos pelos pequenos detalhes. O reconhecimento de um trabalho bem feito aumenta a motivação”.
Achei muito legal o que este amigo dela disse.
E ratificando também o que já falei duas vezes aqui no Blog e não vou cansar de repetir:
“Façam o máximo para preservar a família e os amigos. Aprendi que tudo fica mais complicado sem estas duas coisas”.
Um abraço a todos.
Convites bons eu recebi. Deixa eu ver com meu Filho o que ele acha dos convites.
Como o projeto de controlar a mesa via wireless fora do buraco não deu certo e a PA Áudio não levou a câmera e o monitor de TV para eu poder visualizar o palco como aconteceu nos anos retrasados, fiquei refém do roteiro que fiz previamente com o maestro.
Neste roteiro eu colocava quem cantava em cada música e ia abrindo os canais só na hora para diminuir o risco de realimentação por causa de canais abertos desnecessariamente.
Quanto mais canais abertos, mais risco de microfonia. Se você sabe exatamente onde vai precisar daquele canal aberto, e ele só vai ser usado em poucos momentos, deixe-o fechado.
Pela primeira vez fiquei sentado durante todo um show!
Colei o roteiro no teto improvisado da minha cabine, que era um pedaço de madeira colocado para evitar que água ou areia caíssem na mesa, e fui seguindo este roteiro durante o espetáculo. Abre o coro masculino, fecha o infantil, abre o canal do cantor, fecha o coro masculino, abre o da cantora agora e abre o coro infantil, fecha o coro feminino... Foi assim até o final. Ainda fiz alguns ajustes na equalização dos monitores durante o espetáculo ouvindo as vias pelo meu fone.
Ficava todo o tempo monitorando as vias de monitores pelo meu fone e fazendo ajustes no volume de alguma coisa quando achava necessário.
Quando estávamos armando tudo para o segundo dia de apresentação, Arnaldo me passou que o maestro não estava satisfeito com a monitoração dele. Tem uma via só para ele. Pensei que só a falha que houve no acordeom tinha sido o único ponto negativo do dia anterior.
Conversamos e refizemos a mixagem. Não vou mais falar sobre a parte técnica. Já falei muito.
Nos outros dois dias não teve mais nenhuma observação. Inclusive na montagem do terceiro dia de espetáculo o maestro falou que o dia anterior foi perfeito!
São seis vias de monitores de chão e dez vias de fones. Uma destas vias de fone é de reserva, só usada em caso de emergência.
Usei todos os 48 canais da mesa no espetáculo. Eram 47, mas precisei duplicar a voz de Silvério Pessoa na mesa porque o canal era usado por mais dois cantores e eu precisava de regulagens diferentes entre eles e eu não queria fazer uma cena para cada um. Não estava a fim de ficar mudando cena entre as músicas neste ano. Já fiz isso em anos anteriores.
Mesmo não conseguindo sair do buraco neste ano no BMD (do SERASA eu consegui!), até que não foi muito duro ficar lá embaixo. Fiquei sentado todo tempo.
Duro mesmo foi ver as fotos que Silvério Pessoa tirou de mim enquanto eu fazia o roteiro com o maestro e comprovar que estou completamente careca!
Ou então escrever este texto sem tomar uma tacinha de vinho, sabendo que tenho nove garrafas ao meu alcance aqui no apartamento! Isso sim foi duro.
Que 2011 seja muito legal para todos vocês, como foi 2010 para mim. Mesmo passando por apertos, consegui andar para frente. Os obstáculos fazem parte da vida. Só nos resta ultrapassá-los.
Como minha amiga (e única mulher que pedi em casamento) Adri falou em seu comentário no texto Rapidinha 100 deste Blog, sobre uma coisa que ela ouviu de um amigo dela:
“Não importa o que esteja fazendo, sempre tenha orgulho disso e crie algo especial, porque é nos detalhes que você deixa a sua MARCA. E a qualidade só é percebida quando nos diferenciamos pelos pequenos detalhes. O reconhecimento de um trabalho bem feito aumenta a motivação”.
Achei muito legal o que este amigo dela disse.
E ratificando também o que já falei duas vezes aqui no Blog e não vou cansar de repetir:
“Façam o máximo para preservar a família e os amigos. Aprendi que tudo fica mais complicado sem estas duas coisas”.
Um abraço a todos.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Mudança de Palco 012 - Em busca da felicidade.
O filme não é novo, parece que é de 2006.
Mas nunca vai ficar velho.
São filmes como este que me dão oxigênio nas horas que falta ar.
Normalmente indico filmes baseados em fatos reais, e este não é diferente.
Belo filme.
Uma bela lição de vida.
Mas nunca vai ficar velho.
São filmes como este que me dão oxigênio nas horas que falta ar.
Normalmente indico filmes baseados em fatos reais, e este não é diferente.
Belo filme.
Uma bela lição de vida.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Mudança de Palco 011 - Os políticos e seus reajustes.
Depois tem gente que me chama de alienado quando falo que troco o dia de eleição por um churrasco.
Continuo só indo votar (NULO) por causa do passaporte. E nem sempre eu vou.
Vou uma sim e outra não.
Como sou acomodado como a grande maioria dos Brasileiros, que dificilmente vão para as ruas protestar, faço meu protesto na hora do voto, e só vou mudar quando ver alguma mudança significativa.
Continuo só indo votar (NULO) por causa do passaporte. E nem sempre eu vou.
Vou uma sim e outra não.
Como sou acomodado como a grande maioria dos Brasileiros, que dificilmente vão para as ruas protestar, faço meu protesto na hora do voto, e só vou mudar quando ver alguma mudança significativa.
Mais uma vez me envergonho com a galera que está lá decidindo (mal) as coisas. Pelas decisões já dá para chamar de bando?
Aprovaram um reajuste de 61,8% !!!!!!!
Mas este reajuste não foi para o salário mínimo não... Foi (mais uma vez) para os salários deles!
Mas este reajuste não foi para o salário mínimo não... Foi (mais uma vez) para os salários deles!
E aprovaram com folga viu?
Fui dar uma olhada na lista da galera (ou bando?) e seus respectivos votos.
No final deste texto tem o endereço onde podem ver a lista completa.
Anotei os de Pernambuco.
Segue abaixo os nomes e seus respectivos votos. SIM é a favor do singelo aumento e NÃO é contra o singelo aumento.
Parlamentar Estado Voto
DEM
José Mendonça Bezerra PE Sim
Wolney Queiroz PE Sim
Raul Henry PE Sim
Eduardo da Fonte PE Sim
Raul Jungmann PE Não
DEM
José Mendonça Bezerra PE Sim
Wolney Queiroz PE Sim
Raul Henry PE Sim
Eduardo da Fonte PE Sim
Raul Jungmann PE Não
Inocêncio Oliveira PE Art. 17 (presidia a sessão; sem voto)
Ana Arraes PE Sim
Fernando Coelho Filho PE Sim
Gonzaga Patriota PE Sim
Carlos Eduardo Cadoca PE Sim
Bruno Rodrigues PE Sim
Fernando Ferro PE Sim
Maurício Rands PE Sim
Pedro Eugênio PE Sim
Ana Arraes PE Sim
Fernando Coelho Filho PE Sim
Gonzaga Patriota PE Sim
Carlos Eduardo Cadoca PE Sim
Bruno Rodrigues PE Sim
Fernando Ferro PE Sim
Maurício Rands PE Sim
Pedro Eugênio PE Sim
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Exatamente!!!!
APENAS UMA ALMA CARIDOSA DO MEU ESTADO VOTOU CONTRA O AUMENTO ABSURDO.
Raul Jungmann
Obrigado Raul (sem ser o Henry) pela consciência.
O endereço para ver a lista completa é:
http://blogdotony.com.br/2010/12/16/lista-de-votacao-do-aumento-de-salario-de-deputados-e-senadores/
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
FITO em Brasília (DF) – Saudade sim. Tristeza não.
Olá pessoal.
Gosto mais de fazer o SESI Bonecos do que o FITO. Esta foi minha conclusão durante dois anos fazendo os dois eventos. É uma opinião pessoal.
Fiquei sabendo que teremos muito mais FITO do que Bonecos em 2011. Minha opinião pessoal foi para o espaço!
Operei mais uma vez o som de um show de Tom Zé neste FITO. Foram quatro shows dele neste ano. Ele nem vem mais passar o som. Só os músicos apareceram e tudo foi muito rápido. Mais uma vez, comecei pela cena do show anterior dele no FITO, que foi no Mato Grosso do Sul.
http://www.circoudigrudi.com.br/quemsomos.html
A estrutura do grupo lembra o grupo mineiro Uakti.
O Udi Grudi, também como o Uakti, utiliza objetos que usamos no nosso dia-a-dia como instrumentos musicais. A diferença básica que pude notar foi que no Udi Grudi os objetos são mais artesanais (ou mais populares) em relação ao Uakti, como por exemplo: Garrafas PET, pedaços de azulejos, copos plásticos, tampinhas de refrigerante, bacias, arames, cordões, canos de PVC, cabo de vassoura, etc.
Outra diferença logo notada é que o Udi Grudi usa o teatro como ferramenta no show. Como falou um dos integrantes durante o sound check do grupo: --- Somos palhaços fazendo música.
Por ser um show muito dinâmico, onde todos trocam de instrumentos constantemente, eu aconselharia a banda sempre levar seu operador de áudio!
Como foi o primeiro contato que tivemos, acredito que o resultado ficou entre razoável e bom. Dá para ficar bem melhor, mesmo com o tempo do show sendo muito curto.
Acredito que não vai ser difícil eles tocarem novamente no FITO, pois o show deles se encaixa perfeitamente no contexto do evento. Objetos!
Tanta coisa já aconteceu aqui...
Já desci do avião, já fui para casa, já lavei roupa, já fui (infelizmente) para o enterro da mãe de um grande amigo, já passei o som do Baile do Menino Deus...
Estou escrevendo este texto por pedaços.
Daqui a pouco vou para o ensaio geral do Baile. Estou esperando meu filho aqui para ir almoçar com ele. Nem sei quando vou “postar” este texto.
Sinto falta de coisas que não era mais para sentir, como a simples armação da árvore de natal na sala de estar...
Deve ser o final do ano chegando que faz a gente pensar nessas coisas.
O local do show, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, mesmo sendo bem menor do que o centro de convenções em Campo Grande, reverberava muito mais! O teto era muito alto. Tinha parede próxima a um dos lados do PA.
Deve ter até agora voz de Tom Zé reverberando lá.
Montei minha house mix móvel no centro à frente do palco para fazer o sound check de Tom Zé. Uso sempre um case com rodinhas para colocar meu laptop. Como falei anteriormente, tudo foi muito rápido. Quando a banda chegou, tudo já estava posicionado e ligado. Acredito que não demorou quarenta minutos a passagem de som. A parte mais complicada foi acomodar os equipamentos do show de Tom Zé e os instrumentos do grupo Udi Grudi no mesmo palco. Os instrumentos do Udi Grudi serviram até como cenário para o show de Tom Zé.
Coloram um cercado em volta da minha house mix móvel mais dois seguranças. Senti-me importante mais uma vez. (risos)
Acredito que agora todos os shows no FITO eu vou poder colocar meu laptop no centro. Realmente não atrapalha em nada o evento e não é passado nenhum cabo. Preciso apenas de um cabo de energia para alimentar o laptop.
Notei que alguém poderia tropeçar na extensão de energia que chegava até mim, e solicitei que a produção colasse a mesma no chão com alguma fita adesiva. Fui prontamente atendido. Prenderam toda a extensão no chão com uma fita “zebrada”.
Não sabe o que é uma fita zebrada?
http://www.google.com.br/images?client=firefox-a&rls=org.mozilla:pt-BR:official&channel=s&hl=pt-BR&q=fita+zebrada&lr=lang_pt&um=1&ie=UTF-8&source=univ&ei=gp0TTZPPDcWblgexsNWTDA&sa=X&oi=image_result_group&ct=title&resnum=3&ved=0CE8QsAQwAg&biw=1280&bih=617
O show foi (quase) super tranquilo. Perdi o sinal wireless do meu roteador exatamente na hora em que o locutor anunciava o começo do show! Comuniquei imediatamente a Ítalo (via rádio) que ele estava no comando do show na mesa ao lado do palco. Consegui restabelecer o contato com a mesa rapidamente e avisei-o novamente que o controle estava comigo agora. Isso tudo na primeira música.
Não perdi mais o sinal durante todo show, mas não tenho a mesma confiança que tinha antes com meu wireless. Se não tiver ninguém ao lado da mesa para assumir o controle, é um risco muito grande. Vou ver se consigo resolver este problema. Deve ser alguma coisa no meu laptop que está gerando este problema, pois o sinal do meu roteador vai muito longe.
A reverberação longa no ambiente me incomodou um pouco durante o show, mas paciência...
Nada desesperador.
Tentei deixar as coisas o mais claro possível, principalmente a voz do cantor.
Efeitos? Nem pensar.
Tenho um método de trabalho. Acredito que peguei este vício no estúdio fazendo jingles publicitários, onde a palavra cantada é a coisa mais importante na peça. Se ela não for entendida, a peça não vai ser aprovada.
Uso isso nos shows que faço atualmente. Se tem cantor(a), a voz é a primeira coisa que tento deixar o mais claro possível! Depois vou vendo o resto.
Minha lasanha à bolonhesa da Sadia está pronta aqui. A quatro queijos também é muito legal.
Vou almoçando e escrevendo. E dá? Dá sim.
Deu não.
Meu filho já ligou e eu tive que sair para deixá-lo no colégio. Aulas de reforço para as provas finais (última chance) que começam semana que vem. Ele ficou ainda em três: Física, química e sociologia.
Aproveitei e vim direto para o Marco Zero, onde acontece o Baile do Menino Deus.
Estou nos fundos do palco escrevendo este final de texto, enquanto aguardo a hora de ligar meus equipamentos.
Já chupei três picolés de tangerina, daqueles feitos para crianças. Açúcar e essência para dar o gosto e cor.
Quando o show de Tom Zé acabou, recebi um aviso pelo rádio que Liege, esposa de um dos sócios da produtora Pernambucana que coordena o FITO, a Raio Lazer, estava me esperando atrás do palco para devolver o meu saca-rolha que ela pediu emprestado no início da noite. Ela sempre me pede, pois sabe que sempre o tenho guardado na minha maleta.
Quando cheguei lá atrás, além do meu saca-rolha inox, ela me deu uma garrafa de vinho Casillero Del Diablo da Concha y Toro.
É muito bom ser lembrado.
No final da noite montaram o famoso churrasco na área externa de trás do centro de convenções, onde ficam os caminhões estacionados.
Enquanto comia uma carne de mais um churrasco produzido pela equipe técnica (som e luz) da Bizasom e bebia meu vinho Chileno que ganhei de presente da produção, li na traseira de um dos caminhões estacionados a frase: Saudade sim. Tristeza não.
Achei muito interessante, pois às vezes faço esta confusão nas minhas viagens de trabalho ou na minha vida. Confundo saudade com tristeza!
Enquanto participava da farrinha, decidi colocar esta frase como subtítulo.
Tenho que diferenciar estas duas coisas urgentemente. Muitas vezes me pego triste, mas deve ser saudade.
Fotos?
Não consegui levar a máquina que ficou mais uma vez com meu Filho!
Tentem criar as imagens com a imaginação.
Um abraço a todos.
Pela primeira vez começo um texto em pleno vôo. Estou voltando de Brasília, onde trabalhei no último FITO do ano. Acabei de comer o famoso sanduíche de peito de peru servido nos vôos da TAM.
Pensei em ver um filme no meu laptop, mas a bateria não vai aguentar as quase duas horas necessárias, então resolvi começar este texto aqui, enquanto as pessoas dormem e eu escuto o barulho contínuo da turbina do avião. Também só falta uma hora para a aterrissagem em Recife.
Estava lendo a revista de bordo antes do lanchinho e li uma matéria sobre a primeira... (cacete, esta merda deste avião tá balançando muito... TURBULÊNCIA!). O Sinal de “apertar os cintos” dispara.
Deixa eu apertar o meu! Nunca tiro meu cinto durante o vôo. Já passei por uma lombada na Europa sem aviso nenhum que o coração (para não dizer culhão) veio na boca!
Acalmou...
Estava lendo a revista de bordo e li uma matéria da TAM que falava sobre o dia festivo de um vôo Porto Alegre – São Paulo, onde os passageiros usaram o celular a bordo de um avião.
O sistema permite até oito celulares fazendo ligações simultaneamente. Ainda segundo a reportagem, até o final de 2011, o sistema deve está em outras aeronaves da empresa. Boa notícia. Mas eu prefiro uma conexão na internet ao uso de celular, pois trabalho muito pela internet. Acho que não vai demorar muito não!
Tenho ainda 50 minutos de bateria.
O FITO em Brasília foi como normalmente são os outros. Nada de anormal. Ou quase nada, vamos dizer assim. Só teve uma briguinha rápida na frente do hotel, mas nada de grave.Gosto mais de fazer o SESI Bonecos do que o FITO. Esta foi minha conclusão durante dois anos fazendo os dois eventos. É uma opinião pessoal.
Fiquei sabendo que teremos muito mais FITO do que Bonecos em 2011. Minha opinião pessoal foi para o espaço!
Operei mais uma vez o som de um show de Tom Zé neste FITO. Foram quatro shows dele neste ano. Ele nem vem mais passar o som. Só os músicos apareceram e tudo foi muito rápido. Mais uma vez, comecei pela cena do show anterior dele no FITO, que foi no Mato Grosso do Sul.
O avião começou a descer aqui... Mais trinta minutinhos e estou em casa.
A novidade neste FITO foi a mudança de Fernando Corbal e o Som dos Cristais para uma sala fechada em vez do palco externo. Mudança mais que acertada. No lugar dele no palco externo entrou um grupo de Brasília chamado Udi Grudi.http://www.circoudigrudi.com.br/quemsomos.html
A estrutura do grupo lembra o grupo mineiro Uakti.
O Udi Grudi, também como o Uakti, utiliza objetos que usamos no nosso dia-a-dia como instrumentos musicais. A diferença básica que pude notar foi que no Udi Grudi os objetos são mais artesanais (ou mais populares) em relação ao Uakti, como por exemplo: Garrafas PET, pedaços de azulejos, copos plásticos, tampinhas de refrigerante, bacias, arames, cordões, canos de PVC, cabo de vassoura, etc.
Outra diferença logo notada é que o Udi Grudi usa o teatro como ferramenta no show. Como falou um dos integrantes durante o sound check do grupo: --- Somos palhaços fazendo música.
Por ser um show muito dinâmico, onde todos trocam de instrumentos constantemente, eu aconselharia a banda sempre levar seu operador de áudio!
Como foi o primeiro contato que tivemos, acredito que o resultado ficou entre razoável e bom. Dá para ficar bem melhor, mesmo com o tempo do show sendo muito curto.
Acredito que não vai ser difícil eles tocarem novamente no FITO, pois o show deles se encaixa perfeitamente no contexto do evento. Objetos!
Tanta coisa já aconteceu aqui...
Já desci do avião, já fui para casa, já lavei roupa, já fui (infelizmente) para o enterro da mãe de um grande amigo, já passei o som do Baile do Menino Deus...
Estou escrevendo este texto por pedaços.
Daqui a pouco vou para o ensaio geral do Baile. Estou esperando meu filho aqui para ir almoçar com ele. Nem sei quando vou “postar” este texto.
Sinto falta de coisas que não era mais para sentir, como a simples armação da árvore de natal na sala de estar...
Deve ser o final do ano chegando que faz a gente pensar nessas coisas.
O local do show, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, mesmo sendo bem menor do que o centro de convenções em Campo Grande, reverberava muito mais! O teto era muito alto. Tinha parede próxima a um dos lados do PA.
Deve ter até agora voz de Tom Zé reverberando lá.
Montei minha house mix móvel no centro à frente do palco para fazer o sound check de Tom Zé. Uso sempre um case com rodinhas para colocar meu laptop. Como falei anteriormente, tudo foi muito rápido. Quando a banda chegou, tudo já estava posicionado e ligado. Acredito que não demorou quarenta minutos a passagem de som. A parte mais complicada foi acomodar os equipamentos do show de Tom Zé e os instrumentos do grupo Udi Grudi no mesmo palco. Os instrumentos do Udi Grudi serviram até como cenário para o show de Tom Zé.
Coloram um cercado em volta da minha house mix móvel mais dois seguranças. Senti-me importante mais uma vez. (risos)
Acredito que agora todos os shows no FITO eu vou poder colocar meu laptop no centro. Realmente não atrapalha em nada o evento e não é passado nenhum cabo. Preciso apenas de um cabo de energia para alimentar o laptop.
Notei que alguém poderia tropeçar na extensão de energia que chegava até mim, e solicitei que a produção colasse a mesma no chão com alguma fita adesiva. Fui prontamente atendido. Prenderam toda a extensão no chão com uma fita “zebrada”.
Não sabe o que é uma fita zebrada?
http://www.google.com.br/images?client=firefox-a&rls=org.mozilla:pt-BR:official&channel=s&hl=pt-BR&q=fita+zebrada&lr=lang_pt&um=1&ie=UTF-8&source=univ&ei=gp0TTZPPDcWblgexsNWTDA&sa=X&oi=image_result_group&ct=title&resnum=3&ved=0CE8QsAQwAg&biw=1280&bih=617
O show foi (quase) super tranquilo. Perdi o sinal wireless do meu roteador exatamente na hora em que o locutor anunciava o começo do show! Comuniquei imediatamente a Ítalo (via rádio) que ele estava no comando do show na mesa ao lado do palco. Consegui restabelecer o contato com a mesa rapidamente e avisei-o novamente que o controle estava comigo agora. Isso tudo na primeira música.
Não perdi mais o sinal durante todo show, mas não tenho a mesma confiança que tinha antes com meu wireless. Se não tiver ninguém ao lado da mesa para assumir o controle, é um risco muito grande. Vou ver se consigo resolver este problema. Deve ser alguma coisa no meu laptop que está gerando este problema, pois o sinal do meu roteador vai muito longe.
A reverberação longa no ambiente me incomodou um pouco durante o show, mas paciência...
Nada desesperador.
Tentei deixar as coisas o mais claro possível, principalmente a voz do cantor.
Efeitos? Nem pensar.
Tenho um método de trabalho. Acredito que peguei este vício no estúdio fazendo jingles publicitários, onde a palavra cantada é a coisa mais importante na peça. Se ela não for entendida, a peça não vai ser aprovada.
Uso isso nos shows que faço atualmente. Se tem cantor(a), a voz é a primeira coisa que tento deixar o mais claro possível! Depois vou vendo o resto.
Minha lasanha à bolonhesa da Sadia está pronta aqui. A quatro queijos também é muito legal.
Vou almoçando e escrevendo. E dá? Dá sim.
Deu não.
Meu filho já ligou e eu tive que sair para deixá-lo no colégio. Aulas de reforço para as provas finais (última chance) que começam semana que vem. Ele ficou ainda em três: Física, química e sociologia.
Aproveitei e vim direto para o Marco Zero, onde acontece o Baile do Menino Deus.
Estou nos fundos do palco escrevendo este final de texto, enquanto aguardo a hora de ligar meus equipamentos.
Já chupei três picolés de tangerina, daqueles feitos para crianças. Açúcar e essência para dar o gosto e cor.
Quando o show de Tom Zé acabou, recebi um aviso pelo rádio que Liege, esposa de um dos sócios da produtora Pernambucana que coordena o FITO, a Raio Lazer, estava me esperando atrás do palco para devolver o meu saca-rolha que ela pediu emprestado no início da noite. Ela sempre me pede, pois sabe que sempre o tenho guardado na minha maleta.
Quando cheguei lá atrás, além do meu saca-rolha inox, ela me deu uma garrafa de vinho Casillero Del Diablo da Concha y Toro.
É muito bom ser lembrado.
No final da noite montaram o famoso churrasco na área externa de trás do centro de convenções, onde ficam os caminhões estacionados.
Enquanto comia uma carne de mais um churrasco produzido pela equipe técnica (som e luz) da Bizasom e bebia meu vinho Chileno que ganhei de presente da produção, li na traseira de um dos caminhões estacionados a frase: Saudade sim. Tristeza não.
Achei muito interessante, pois às vezes faço esta confusão nas minhas viagens de trabalho ou na minha vida. Confundo saudade com tristeza!
Enquanto participava da farrinha, decidi colocar esta frase como subtítulo.
Tenho que diferenciar estas duas coisas urgentemente. Muitas vezes me pego triste, mas deve ser saudade.
Fotos?
Não consegui levar a máquina que ficou mais uma vez com meu Filho!
Tentem criar as imagens com a imaginação.
Um abraço a todos.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Rapidinha 100 - Desejos... (Copy - Paste)
O ano acabou mais uma vez...
Pensei em escrever algumas palavras como fiz no ano passado, mas ao ler o texto do final de 2009, vi que penso do mesmo jeito, e tenho os mesmos desejos. Por isso, copiei o texto do final de 2009 e vou colar aqui no final de 2010. Não foi preguiça de escrever não, viu? Foi mesmo porque achei que o texto anterior é ainda o retrato dos meus pensamentos atuais.
Só alterei as datas, onde era 2010 coloquei 2011. E onde eu falava de 44 anos, agora vai ser 45! E modifiquei o valor da cesta básica.
Segue o texto:
Mais um ano acabando. Faço 45 no começo de 2011. Já passei da metade do caminho da vida e isso incomoda um pouco (principalmente para um ateu!). Sofro mais. Nunca estar satisfeito ajuda a querer melhorar sempre. Vou continuar tentando seguir minhas convicções, sempre visando não prejudicar ninguém!
Não sou seguidor de datas (natal, namorados, mãe, pai...). Acho até mais gostoso um encontro, um presente, uma lembrança, uma farrinha, sem qualquer relação com datas! Já pensaram em separar 40 reais por mês para uma cesta básica e presentear alguém na rua, independente de data? Pensem nisso. Deixar de fazer uma farrinha num bar para alimentar uma família? Doar alguma coisa, independente de data, para a AACD, Hospital do Câncer, IMIP, NAAC?
Ir na casa de um amigo num dia qualquer para conversar (se tiver vinho, melhor!) e contar as novidades?
Faço algumas dessas coisas, e me sinto muito bem com isso. Bom seria ter este clima de natal duas vezes por mês, no mínimo!
Obrigado a todos que acham que vale a pena ler o que eu escrevo. Espero que tenha ajudado alguém com meus relatos durante este ano que está acabando. Espero também não cometer os mesmos erros e encontrar com mais amigos para conversar e rir neste 2011.
Façam o máximo para preservar a família e os amigos. Aprendi que tudo fica mais complicado sem estas duas coisas.
Pensei em escrever algumas palavras como fiz no ano passado, mas ao ler o texto do final de 2009, vi que penso do mesmo jeito, e tenho os mesmos desejos. Por isso, copiei o texto do final de 2009 e vou colar aqui no final de 2010. Não foi preguiça de escrever não, viu? Foi mesmo porque achei que o texto anterior é ainda o retrato dos meus pensamentos atuais.
Só alterei as datas, onde era 2010 coloquei 2011. E onde eu falava de 44 anos, agora vai ser 45! E modifiquei o valor da cesta básica.
Segue o texto:
Mais um ano acabando. Faço 45 no começo de 2011. Já passei da metade do caminho da vida e isso incomoda um pouco (principalmente para um ateu!). Sofro mais. Nunca estar satisfeito ajuda a querer melhorar sempre. Vou continuar tentando seguir minhas convicções, sempre visando não prejudicar ninguém!
Não sou seguidor de datas (natal, namorados, mãe, pai...). Acho até mais gostoso um encontro, um presente, uma lembrança, uma farrinha, sem qualquer relação com datas! Já pensaram em separar 40 reais por mês para uma cesta básica e presentear alguém na rua, independente de data? Pensem nisso. Deixar de fazer uma farrinha num bar para alimentar uma família? Doar alguma coisa, independente de data, para a AACD, Hospital do Câncer, IMIP, NAAC?
Ir na casa de um amigo num dia qualquer para conversar (se tiver vinho, melhor!) e contar as novidades?
Faço algumas dessas coisas, e me sinto muito bem com isso. Bom seria ter este clima de natal duas vezes por mês, no mínimo!
Obrigado a todos que acham que vale a pena ler o que eu escrevo. Espero que tenha ajudado alguém com meus relatos durante este ano que está acabando. Espero também não cometer os mesmos erros e encontrar com mais amigos para conversar e rir neste 2011.
Façam o máximo para preservar a família e os amigos. Aprendi que tudo fica mais complicado sem estas duas coisas.
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