Lembram de um filme, onde um rapaz tinha que conquistar quase todos os dias uma mulher, porque ela sofria de uma doença onde esquecia as memórias recentes?
Fui atrás do título desse filme, e encontrei.
"Como se fosse a primeira vez". Uma comédia romântica de 2004.
Para minha surpresa, durante a pesquisa fiquei sabendo que o filme é baseado num caso real, vivido por Michelle Philpots e seu marido Ian.
Para quem quiser ler sobre o caso real, clique AQUI.
Pois bem...
Nesses dias, depois de ver a Jessie J no Rock In Rio (RiR) 2022, me senti como Michelle, mas sem ter uma pessoa para me ajudar a lembrar dos fatos.
O show de Jessie me segurou na frente da TV, do começo até o final.
Fiquei "matutando" aqui sobre o nome Jessie J...
Achei que poderia já ter falado sobre ela no Blog.
Mas não lembrava da imagem de Jessie.
Eu sabia que já tinha falado de um show de uma "menina" que me chamou a atenção num RiR do passado, mas achei que teria sido Joss Stone.
Fui pesquisar, no meu Blog!!!! (risos)
Faço muito isso, viu? Já comentei aqui sobre essa pesquisa de assuntos que eu mesmo escrevi!
A ferramenta de busca do Blog é espetacular!
Coloquei o nome Jessie J, e logo apareceu a postagem que eu fiz em 2013!!!!!!
Não lembrava que era a mesma cantora.
2013.
Ok, ela mudou muito o visual, né? Vou dar um desconto.
E o melhor... Li a postagem antiga, e o que eu senti em 2013, foi exatamente o que senti agora em 2022!
Apenas duas diferenças entre os shows de 2013 e 2022.
No primeiro eu não estava bebendo meu vinho e o som vinha da TV.
Nesse agora, usei a minha caixinha Flip 4 da JBL, enquanto degustava meu vinhozinho.
Mais uma vez o show me prendeu no sofá do início ao fim.
Pensei em copiar e colar aqui o texto de 2013, mas achei melhor deixar o link da postagem.
Clique AQUI para ler como me senti nesse show de 2022, vendo uma postagem de 2013!!!!!
Muito bom!
Ahh! Durante minha pesquisa para construir essa postagem, vi que ela se apresentou no RiR de 2019.
2019.
Não lembro de ter visto a Jessie J no RiR 2019...
Será que estou com o problema da Michelle Philpots? (vixe!)
Fui procurar na internet, e achei o show completo.
Coloquei aqui para ver e ouvir.
Ela é sensacional.
A banda, idem!
2013, 2019, 2022...
Banda enxuta, sem efeitos mirabolantes, sem bailarinos, o som sempre está bem mixado...
Apenas música! E ela canta muito!!!!!!!
Muito bom ver um show dela.
Descobri isso em 2013 vendo-a no Rock In Rio.
Mas podem pegar qualquer um desses três shows que falei aqui, que vão ver a mesma performance da menina.
O que muda é apenas o visual dela.
2022.
Por isso, não tenho dúvida ao afirmar que:
Vão-se os festivais, mas fica Jessie J!
E com mérito!
E para não ter chance de eu esquecer novamente, coloquei ela nos meus favoritos do Deezer.
Um abraço a todos.
PS: Continuo vendo aqui o show completo dela no RiR 2019 enquanto finalizo o texto e a postagem!
Essa aconteceu comigo ontem, enquanto eu estava num bar, bebendo minha vodka com suco.
Ontem escolhi graviola para misturar com a bebida alcoólica.
Cada vez mais, gosto menos de beber vodka.
Difícil escolher o vinho tinto, quando vou comer caranguejos.
Nem tento testar tal mistura.
Fico na vodka mesmo, já que não bebo cerveja faz muito tempo.
Tou lá na mesa, conversando com um Amigo, petiscando um frango ao molho, acompanhado de queijo de coalho empanado.
Muito bom o tira-gosto, diga-se de passagem...
Nesse bar tem música ao vivo.
Nessa hora, um cantor se apresentava sozinho, onde ele usa um violão e bases gravadas.
Já tinha visto ele na outra vez que fui lá.
Moderno, leva sua caixa amplificada da Yamaha, e tem sistema sem fio para o violão e para a voz.
Ontem ele não estava usando o sem fio do violão.
Tou lá na mesa, tranquilo, enquanto o cantor fazia seu trabalho.
Ele normalmente começa cantando músicas mais "conceituadas", como Djavan, Frejat, Flávio Venturini...
Mas não demora muito para entrar nas músicas que a turma daquele bar gosta mais de ouvir (e dançar).
Forró, brega... E a da moda, o piseiro!
Ele fica revezando, fazendo só voz e violão, ou voz e violão junto com uma base gravada.
E numa determinada hora, notei que era só a voz com a base, sem violão.
Olhei para o pequeno palco, e não vi ninguém!!!
Oxe! Cadê o cantor??
Tá cantando onde?
Foi aí que notei que o rapaz que estava fumando do outro lado da rua, era o cantor!!!
Como é proibido fumar no recinto, e ele deve ser um viciado profissional, arrumou um jeito para resolver o problema.
Usando seu microfone sem fio, ele sai tranquilamente do palco depois de colocar uma playlist de bases gravadas, e vai para a calçada do outro lado da rua, para degustar a fumaça do cigarro.
Na segunda vez que ele saiu para fumar, notei que ele ainda abre o carro, pega a carteira de cigarro, tira um e acende, enquanto canta.
Querem mais?
Ele ainda conversa com os amigos, nas pausas do vocal.
Bate-papo mesmo!!!!
Só faltou beber um drink também. Mas isso eu não vi ele fazendo. (risos)
Agora tá muito fácil para os cantores de barzinho conseguirem as bases das músicas para usarem nos trabalhos.
Quando ele estava guardando as coisas no carro, chamei-o e perguntei se ele conhecia o Moises, software que retira o vocal das músicas, que falei aqui no Blog numa postagem de junho desse ano.
Lógico que ele conhecia!!!!!
A tecnologia à serviço do artista.
Ou seria à serviço do vício do artista?!?!
Fiquei imaginando ele usando também o violão sem fio, indo pro outro lado da rua, pra conversar e fumar...
Será que conseguiria? (risos)
O petisco estava show!!!
Ahhh!
O nome do bar onde eu estava?
Boteco do Seu Zé.
Fica no bairro Madalena.
De vez em quando passo lá para tomar umas vodkas.
A cozinha é muito boa.
Até agora não comi nada ruim lá.
Pelo contrário, geralmente me surpreendo pelo sabor diferenciado a cada petisco que experimento.
Pontos negativos? As porções são pequenas, e os valores não tão pequenos.
Aproveitando o feriado, e com o Rock in Rio a todo vapor, resolvi indicar dois filmes no Netflix que falam sobre festival de música.
Pra ser mais exato, são dois documentários.
Mas...
Nesses dois que vou indicar aqui, a coisa não deu muito certo!
Vou indicar pela ordem cronológica.
Fyre Festival - Fiasco no Caribe.
Produzido em 2019, e tem 1h30 de duração,
O outro, conta a história de uma edição do famoso Festival de Woodstock.
Desastre Total: Woodstock 99.
Produzido em 2022, é dividido em 3 episódios de 50 minutos cada.
Não vou fazer resumo dos documentários.
Melhor ver sem saber no que vai dar.
Posso garantir que as histórias são excepcionais (ou surreais?).
Para quem acha que é fácil montar um festival de música, principalmente quando o evento é grandioso, vai pensar diferente depois de ver os documentários.
Porque as produtoras dos artistas com quem trabalhei no FIG (Festival de Inverno de Garanhuns) já estão me ligando, informando que receberam o cachê do show, e estão querendo minha conta para o depósito do meu cachê.
Muito bom!!!!!
Que legal ver essa mudança!!
Venho batendo nessa tecla dos pagamentos pela FUNDARPE (e Prefeitura) faz muito tempo.
Receber depois de sessenta dias (ou até muito mais) por um trabalho feito, não é nada confortável.
E nem justo!!
Ser freelancer já não é muito fácil.
Sem carteira assinada, sem férias, sem décimo terceiro, sem seguro desemprego, sem INSS etc.
E ainda esperar por meses para receber um trabalho? Fica difícil, né?
Que bom ver que começaram a ajustar isso.
É o ideal? Eu acredito que não.
Ainda acho trinta dias um tempo longo, mas...
Tá valendo, né?
Quem sabe não chegamos a quinze dias para o recebimento, né?
Sete dias? (risos)
Hoje é dia de elogiar a FUNDARPE.
Agradecer a todos lá dentro que conseguiram diminuir esse tempo para os pagamentos.
A cadeia produtiva agradece.
Dai a César o que é de César.
Quando é para elogiar, eu elogio.
Espero que continue assim nos próximos pagamentos.
Um abraço a todos.
PS: Recebi no dia 19/08/2022 o cachê de um trabalho que fiz no dia 08/07/2022, de um artista que foi contratado pela Prefeitura. Mais um susto bom. Que essas mudanças continuem!!! Pois dá para ficar ainda melhor, e mais justo.
A preguiça reina aqui em casa, e não foi fácil começar a escrever sobre esse trabalho.
Assunto até que tem, mas fui "empurrando com a barriga"... Pensando principalmente qual o assunto eu usaria como base para o texto.
Paula Fernandes? Oxe!
Mais na frente vão entender.
Coloquei meu Deezer no modo Flow, onde ele toca desordenadamente as músicas dos artistas que eu tenho nos favoritos, e acrescenta algo diferente, onde o tal do logaritmo escolhe essas outras músicas.
Nesse momento, Ney Matogrosso canta a música Poema, numa gravação "ao vivo".
Muito bom.
Muito bom também foi o show de Elba Ramalho no Festival de Inverno de Serra de São Bento, no interior do Rio Grande do Norte.
Esse show aconteceu no dia 13 de agosto.
Mais uma vez, fui substituindo meu amigo Mário Jorge, técnico de PA de Elba Ramalho, que está com ela faz um bom tempo!
Nasci na capital do RN, mas nunca tinha ouvido falar do nome dessa cidade, que não por coincidência, está situada no alto de uma serra. O nome já diz.
A equipe (músicos e técnicos) foi um dia antes do evento para lá, só que ficamos numa cidade a cinquenta minutos de distância, chamada Santo Antônio.
O soundcheck estava marcado para às 14h do outro dia.
Fui informado que a mesa do PA seria a Venue S6L da Avid.
Me informaram também que essa mesa consegue ler uma cena das outras mesas Venue, mas as outras mesas não conseguem ler uma cena da S6L.
Então peguei uma cena de Flaira Ferro, que eu tinha feito recentemente no FIG numa Venue SC48, e adaptei para esse show de Elba.
Eu até tinha uma cena de um show de Elba que eu fiz numa SC48, mas resolvi pegar esse show em Garanhuns que fiz o PA de Flaira.
Só tinha usado a S6L duas vezes.
E na primeira vez, só usei dois canais para receber o L/R da mesa que estava no palco, que eu controlei via iPad.
Por causa desse pouco convívio com a S6L, fui ver uns vídeos que encontrei no YouTube.
As dicas do Robert Scovill foram tão legais, que indiquei aqui no Blog.
Não tinha muito o que fazer em Santo Antônio, por isso passamos a maior parte do tempo na pousada, conversando...
Helisom de Natal seria a empresa de som/luz do evento.
Bom saber.
Já é sinônimo de equipamentos bons.
O horário do soundcheck foi mudando no outro dia... Mudou duas vezes, e pelo que recordo, chegamos lá às 16h.
Pra variar, o "geradorista" ainda não estava no local, mas não demorou muito para ele chegar.
Tudo ainda tranquilo...
Passei minha cena para a mesa, tudo ok.
Com a ajuda de Fabinho, técnico da empresa, ajustei as saídas da mesa de acordo com as ligações dos equipamentos.
E quando comecei a checar o PA, notei que era gritante a diferença de som entre os dois lados.
À princípio, meu colega achou que o problema seria na configuração do processador das caixas.
Muda pra cá, pra lá, chama o "preset"... E nada. Mesmo problema.
Depois de um tempinho (20 minutos eu acho), ele me pediu para colocar a música que eu sempre uso no soundcheck, e foi conferir caixa por caixa.
Foi aí quando encontrou o problema.
Algumas caixas estavam com transdutores parados.
Resumindo...
Ele teve que descer esse lado do PA para trocar as caixas.
O que estava folgado no tempo, foi para o espaço!!!!!
Enquanto a gente ajustava as caixas do PA, a banda já foi passando as coisas no monitor.
Quando o lado do PA subiu de novo, dei um alô no microfone, comparando os dois lados, e tudo estava normal agora!
Mas nem fui mais ouvir minha música de "alinhamento", não tinha mais tempo.
Não mexi no EQ do PA, usei flat mesmo.
Caso eu sentisse necessidade durante o show, eu ia lá dar uma ajustada.
Fui levantando os canais à medida que os instrumentos eram tocados no palco, enquanto Flávio Rego (técnico de monitor) ajustava as coisas com os músicos.
Elba Ramalho normalmente não passa o som, como acontece com Alceu Valença também.
Pelo menos, nos poucos shows que fui substituir Mário Jorge, ela não foi no palco antes dos shows.
Mesmo na correria, deu para passar tudo.
Não do jeito que eu queria, mas chequei tudo.
Ainda consegui que alguns instrumentos fossem tocados novamente, pois eu estava esperando o ajuste das caixas do PA na hora que estavam passando o som deles no palco.
Venue S6L-24C. (Clique na imagem para ampliar)
Existem vários modelos de S6L.
A que estava lá era uma S6L-24C.
Acredito que esse C seja de Compact.
E essa compactação, no que pude notar nesse trabalho, tira um pouco da velocidade de manuseio, onde os mesmos "knobs" (botões) são usados para váááááááááááááááááááárias funções.
A mesa é totalmente configurável.
Nos modelos mais caros, existem telas sensíveis ao toque (touch screen) acima desses botões, facilitando a operação.
Venue S6L-32D. (Clique na imagem para ampliar)
Confesso que não tive a mesma agilidade na S6L-24C em comparação com as antecessoras (Mix Rack e SC48).
Isso pode ser resolvido (acho) com mais encontros com a mesa na estrada.
A Avid ainda teima em não colocar a opção de cadeado (LOCK) nas cenas salvas nas mesas Venue, onde é muito fácil outro técnico salvar por cima (overwrite) da cena do colega.
Não consigo entender isso.
Outra coisa que achei perigoso na S6L foram os botões X e Y, que ativam e desativam o gate e o compressor respectivamente.
No vídeo do YouTube, o Scovill fala que mais na frente o técnico vai poder configurar esses dois botões, mas atualmente servem somente para essas funções do gate e compressor. Não sei se a gente pode desabilitar essas funções. Vou procurar saber, pois podem causar problemas durante o show.
Parei aqui pra tomar o resto da sopa da sexta passada.
Legumes com carne.
Coloquei um pouco de água e esquentei no micro-ondas.
Perfeito.
Requentar é comigo mesmo.
Seja no micro-ondas, no forno elétrico ou no fogão.
Depois assei na frigideira pedaços de panetone na manteiga.
Para acompanhar, meu velho leite quente com Nescafé Matinal.
Agora dá para eu terminar esse texto hoje.
Voltando ao show...
Durante o soundcheck, Alessandro (backing vocal) passa o microfone de Elba.
Ajuda bastante.
Finalizamos o soundcheck, salvei a nova cena no(s) meu(s) pendrive(s) e voltamos para a pousada em Santo Antônio.
Não deu tempo para descansar.
Jantamos numa lanchonete que ficava perto da pousada, retornamos para pousada pra tomar um banho e já tivemos que nos arrumar para retornarmos ao local do show.
Não esqueçam que o local do show ficava a quase uma hora de distância da pousada.
Deu tempo tranquilamente de beber no camarim uma taça de vinho antes do show.
Chamei minha cena, e fui checando os canais no fone, enquanto isso era feito no palco.
Tudo ok.
Mas...
Após o anúncio do show pelo locutor, o baixo não entrou na primeira música!!
Impressionante, né?
Mas foi isso que aconteceu.
Checamos esse canal do baixo, antes do início do show.
Logicamente todos no palco notaram isso, pois o baixo sumiu nos fones.
Todos da banda usam fones.
Fiquei sabendo depois desse show, que o baixista (Fofão) está usando amplificador no palco.
Ele não usava.
Mesmo eu notando visualmente que todos no palco estavam procurando pelo baixo, ainda pedi para Fabinho avisar que eu também não tinha o baixo na minha mesa.
O som do baixo estava saindo no amplificador, e acho que isso fez Fofão pensar que o problema era apenas no fone dele, mas o problema era geral!!!!
O baixo estava entrando certinho no DI, e estava tudo certo na saída que levava esse sinal para o amplificador, mas...
A outra saída estava com problema!!!! A que levava o sinal para ser distribuído para a mesa de monitor e PA!!!
Depois de ouvir uns ruídos no canal do baixo, fechei ele no PA e aguardei o pessoal no palco resolver o problema.
E o show rolando...
O baixo retornou no meio da primeira música.
Como falei logo no começo do texto, o show foi muito bom. E tinha muita gente no local para ver!
Gostei também do meu trabalho no PA.
Sempre acho que poderia ter sido melhor, sempre.
Não lembro de ter ido no EQ do PA para fazer algum ajuste. Acho que fiz todo o show com o EQ zerado.
Fui mixando normalmente o show, e quando precisei, ajustei a equalização nos canais.
Perfeito.
Ahhh!!!!
Esse show foi transmitido pelo YouTube.
Fiquei sabendo que teria essa transmissão no soundcheck, e sempre pergunto para a produção do artista se eu posso liberar o som da minha mesa para uma transmissão completa do show.
Nunca libero o som do show para gravação ou transmissão de terceiros sem a autorização da produção do artista.
Autorização dada, enviei uma cópia da minha mixagem do PA para a transmissão no YouTube.
Vão ouvir os ruídos no som, do mesmo jeito que eu ouvi, enquanto tentavam resolver o problema no baixo.
Trabalho finalizado, e com a sensação de dever cumprido, fui beber o resto do vinho no camarim, antes de voltar para a pousada.
Mas o que isso tudo que eu falei até agora tem a ver com a Paula Fernandes???!!!!
Vejam bem...
Recentemente vi um bate-papo dela com o Clemente no canal Corredor 5, no YouTube.
Não canso de falar sobre essas entrevistas no canal.
Nessa com a Paula, ela falou para o Clemente sobre a responsabilidade de cantar ao lado de grandes nomes da música nacional e mundial, como Roberto Carlos, Andrea Bocelli, Shania Twain.
Basicamente ela falou que não gostava muito de pensar nisso nos encontros, pois seria mais complicado para fazer o trabalho.
E se chamaram ela pra fazer, é porque ela fez por onde ser convidada.
O grande sonho dela era cantar com Shania, e conseguiu.
Falou que deixava para idolatrar (tietar), e para pensar no fato grandioso, depois do trabalho.
Aí ela se transformava em fã.
Por alguns momentos ela até olhava para o lado e pensava: "Meu deus... Tou cantando com ele(a)!"
Mas rapidamente tratava de apagar esse pensamento, e lembrava: "Já que estou aqui, vou botar pra lascar!"
Entendo perfeitamente ela.
Senti isso quando operei o som do PA do Grande Encontro.
Não é nada cômodo substituir um técnico que é uma referência para mim, como no caso dos shows de Elba Ramalho.
Enquanto eu estava bebendo no Maracanã em 1991 no Rock In Rio 2, sem imaginar que um dia eu iria operar o som de grandes shows, Mário Jorge já estava na mesa de PA no show de Alceu Valença nesse mesmo Rock In Rio.
Entendo perfeitamente a Paula Fernandes.
Não é nada cômodo substituir Mário, Rogério, Ricardo, Evangelista, KBorges, Vini, Adriano, Gera, LeoDim, Buguinha, Fumato, Aurélio...
Mas depois dessa conversa da Paula Fernandes com Clemente, estou indo mais relaxado para esses trabalhos.
E se não relaxar é pior, pois já tenho marcado um no dia 23/09, e outro que ainda não está confirmado, no dia 10/09.
Valeu Paulinha pelas dicas.
Abaixo, o único registro que eu fiz desse show em Serra de São Bento.
Um abraço a todos.
PS: Todas as fotos dessa postagem eu retirei do vídeo do show que está no YouTube, exceto as duas fotos diurnas, que eu registrei quando cheguei para passar o som.
Mais uma vez venho falar sobre o Corredor 5, canal no YouTube capitaneado pelo produtor musical Clemente Magalhães.
Nessa semana vi dois vídeos muito interessantes.
E notei que tem muito vídeo novo lá no canal!
O primeiro que eu vi, e vou indicar aqui, é a conversa com a cantora Paula Fernandes.
Enquanto via o bate-papo com a sertaneja, me lembrei de uma repórter, conversando com Lenine quando ele estava com uma música "estourada" numa novela, e perguntou como ele se sentia com a fama repentina...
Onde ele respondeu: "Minha filha, você acha que comecei agora? Estou nessa estrada há décadas!"
Pois é...
Na grande maioria dos casos, essa fama não chega numa semana, ou num mês, ou num ano...
Para ser mais exato, a grande maioria dos artistas nem consegue os famosos 15 minutos de fama.
Ficam no meio desse caminho tortuoso.
A internet deu voz a artistas, que décadas passadas seria impossível o público conhecer, isso é verdade. Mas o caminho ainda não é fácil.
Nunca foi fácil viver de música, áudio, shows, eventos. Já devo ter falado sobre isso várias vezes aqui no Blog.
Sobrevivo disso desde 1987, e conheço bem esse caminho.
Paula Fernandes faz parte desse time de artistas que não estouraram de uma hora para outra!
Não tinha internet na época que ela começou!!! Não esqueçam disso.
A história da trajetória dela é muito legal, como a de muitos artistas famosos.
Sabiam que Seu Jorge já foi morador de rua?
Procurem saber da caminhada dele também.
Mas antes, vejam a bela Paula falando do caminho que ela percorreu com os pais.
Enquanto eu via a conversa dela com Clemente, me indicaram outro vídeo que estava no canal.
Uma conversa com Gustavo Anitelli, irmão de Fernando Anitelli do Teatro Mágico.
Gustavo é o produtor do Teatro Mágico, e da carreira solo do irmão.
A conversa toda é sobre produção, sobre direcionamento de uma carreira artística (antes e depois da internet).
Aqui em Recife só se falou do fenômeno de público do show de João Gomes no Marco Zero que aconteceu na quarta-feira passada (17/08), onde milhares de pessoas foram lá ver o cantor de "Piseiro" do interior de Pernambuco. Fala-se em 100 mil pessoas!!!!
Foi muita gente mesmo. As fotos abaixo confirmam isso.
E foi muita gente esculhambando o evento nas redes sociais, e notei que muitas vezes tinha o lado pessoal envolvido nesses comentários.
O chamado "gosto musical", que também já fiz um texto aqui falando sobre isso.
Mas o que mais me surpreendeu foi um texto de um crítico de música daqui de Recife (José Teles), onde ele tenta dizer que a grande maioria das pessoas (incluindo as que estavam no Marco Zero) não sabe quem é o cantor, ou conhece as músicas dele.
Oxe. Agora lascou.
Realmente EU não conheço as músicas dele, mas já tinha ouvido falar do seu nome.
Mas estou ANOS-LUZ de distância de ser o público alvo de João Gomes, e não sou referência para isso. Muito menos o José Teles.
Com certeza ele tem o público dele, e esse público sabe muito bem quem é ele e canta todas as suas músicas, como foi lá no Marco Zero, onde só para captar o som do público, foram colocados 20 microfones!
Poucos microfones para tanta gente! (risos)
Por que estou falando sobre esse caso de João Gomes?
Porque essa conversa de Gustavo Anitelli com Clemente explica um pouco sobre essa divulgação e distribuição da música atualmente.
Do público alvo, do direcionamento da carreira, das mudanças do setor da música, principalmente depois do surgimento da internet, do download de músicas, Napster, Orkut, Deezer, Tik Tok, Instagram, Facebook etc.
Tudo mudou na música!!!! E na distribuição e divulgação das músicas!!!
Quem não se acostumar com isso, ou não entender, vai ficar para trás, como os técnicos de som que não entenderam e/ou aceitaram o áudio DIGITAL.
Ficaram para trás mesmo.
Mixar usando um mouse?
Foi uma aberração na época para alguns amigos e colegas de profissão.
Hoje usamos mouse até em shows ao vivo!
Os tempos mudam para tudo e para todos!!!
E na música não poderia ser diferente!
Um frase do Gustavo Anitelli foi perfeita: "Sempre tem alguém que é a bola da vez. Pro mercado, mas não pro público."
Muitos artistas "das antigas" ainda não perceberam isso!