Esse show apareceu de supetão, e aconteceu até antes do trabalho que fiz no Coquetel Molotov.
Acabei não escrevendo sobre ele por achar que foi tudo bem simples, mas pensando hoje sobre o trabalho, achei que deveria escrever algo sobre aquele dia.
Por isso vou atropelar a cronologia das postagens, falando de um trabalho que fiz antes do trabalho da última postagem.
O Festival No Ar Coquetel Molotov aconteceu no dia 21 de outubro.
Não estou lembrando se a produtora de Flaira me ligou no dia 13 ou 14...
Foi num desses dois dias que ela me ligou, perguntando se eu poderia operar o som de um pocket show que iria acontecer no dia 16/10 (segunda-feira!) no Teatro Luiz Mendonça que fica no Parque Dona Lindu, aqui em Recife.
Ela me explicou que seria bem simples... As vozes de Flaira Ferro e Ylana Queiroga, mais a viola com Laís de Assis.
Estranhei o dia do show, mas ela também me explicou que era um evento organizado pela vice-prefeita da cidade, e que tudo foi decidido subitamente.
Um Fórum Internacional.
Ok, vamos nessa!
Mais uma vez, fui substituindo meu Amigo Vini, técnico oficial de Flaira Ferro.
Como eu já tinha feito um trabalho no teatro com PC Silva no final de setembro, peguei a cena do show dele, aproveitei a equalização do PA e dos monitores, e montei a cena desse pocket show.
A equalização do PA eu usei pra valer, nem mexi, mas dei uma ajustada na equalização dos monitores, pois eram outros microfones e outros instrumentos.
E usei a mesma técnica que fiz no show anterior de PC, duplicando os canais, para ter a liberdade na equalização separada entre monitor e PA.
A única coisa "chatinha" foi um pequeno ruído nos monitores causado por interferência elétrica, que não teve jeito de ser sanado.
Avisei às três artistas, que entenderam, e seguimos em frente no soundcheck.
Ajustei os 3 canais nos monitores para elas, e só depois fui lá pra frente com o iPad para usar os outros 3 canais duplicados no PA, com equalização e compressão independentes do monitor.
E mais uma vez a escolha pela duplicação dos canais ajudou na operação.
E como funciona essa duplicação? (Para os leigos)
Os três sinais (2 vozes mais a viola) estão ligados respectivamente nas entradas físicas 1, 2 e 3 da mesa.
Uso os canais 1, 2, e 3 da mesa para controlar os sinais que vão para o PA, e nos canais 6, 7 e 8 da mesa eu configuro digitalmente para receberem também os sinais das entradas físicas 1, 2 e 3.
Só não posso, depois de ajustado, mexer no GANHO dessas entradas 1, 2 e 3, porque é o mesmo ganho dos canais duplicados. Quando eu preciso de mais nível do sinal do canal no som do PA, eu vou no ganho do compressor do canal (1, 2 ou 3) e aumento. Assim, não interfere em nada nos volumes dos sinais que estão indo para o palco.
Quando um músico, por exemplo, pede para colocar mais grave ou menos agudo na voz ou no seu instrumento, vou no equalizador dos sinais que estão nos canais 6, 7 ou 8 da mesa.
Vou mexer só na equalização dos sinais que estão indo para os monitores.
Espero que tenha dado para entender algo...
Seguindo.
Colocaram novamente a mesa de som na cabine do teatro, que de tão longe para chegar, quase chamo um Uber!
O iPad me salvou mais uma vez.
Pelo que me falaram, a mesa fica lá em cima pelo menos até o final do ano.
O que achei "engraçado" foi que no lugar onde fica a mesa de som na parte de baixo do teatro, no local ideal para se operar o som de um show, estava armada uma bancada com outros equipamentos, que nem fui olhar o que era.
Oxe!
Por que eles podem colocar os equipamentos lá e eu não?
Tirei onda, logicamente.
Perco o amigo, não a piada.
É horrível operar o som lá da cabine!
A referência sonora é completamente diferente em relação a quem está na plateia.
Ainda tinha disponível duas caixas na cabine para monitorar o som, mas pedi para desligar, porque eu iria conferir esse som colocando minha cabeça na janela que ficava à frente da mesa M7CL, e era onde estava a iluminadora Natalie Revoredo, que sempre faz a luz dos shows de Flaira Ferro.
Os dois vídeos que coloquei aqui na postagem, mostram essas minhas idas até à janela.
Eu até poderia operar o som lá embaixo, usando o iPad.
Mas tive receio de perder o sinal num momento crucial, causando danos ao espetáculo, onde eu levaria muito tempo para chegar (correndo) na cabine para consertar algum estrago.
Era tão longe, que era capaz de chegar lá já no final do show! (Risos)
Fiquei lá em cima mesmo, e tudo saiu como planejado.
Foi um show curto, sem ensaios, e o resultado foi muito bom.
A proposta da vice-prefeita era essa mesmo.
Um show intimista de "voz e violão".
O resultado foi tão bom, que já tem gente pensando em levar esse formato para outros eventos.
Realmente foi muito legal o resultado, ótimo de se ouvir!
Como tive que ir algumas vezes na mesa de som durante o soundcheck, caminhei mais quilômetros nesse dia do que quando vou fazer minhas caminhadas (raras!) na UFPE!
Fez até bem para minha saúde, que anda tão maltratada...
Participei mais uma vez do Festival No Ar Coquetel Molotov, que aconteceu no sábado passado, dia 21/10, no Campus da UFPE.
Essa foi a vigésima edição!
Não fiz muitos, mas lembro que participei de um bem no começo, que aconteceu no Teatro da UFPE, mas eu estava pela empresa de som PA Áudio e fiquei no PA.
No desse ano, cuidei do monitor do Palco Natura, instalado na Concha Acústica, onde a acústica não ajudou no trabalho de sonorização.
Comigo estavam: Normando (Diretor de Palco), Marcão (PA), Natalie (Luz), Raynnara e Nichole (Roadies), Thaís (Patch), Roberta e Elza (Camarins).
A Turma do Palco Natura.
Vou usar uma frase que normalmente uso aqui: "Vou tentar ser breve no texto". (Risos)
Vou tentar...
Diferentemente da maioria dos meus textos, onde sempre tento explicar o porquê do título no final, nesse de hoje já vou explicando no começo.
Para a grande maioria dos leigos que perdem um tempinho da vida para ler o que escrevo sobre áudio (shows e eventos), foi só um dia de Festival.
Para quem foi ver os shows, realmente foi só um dia.
Mas para a técnica, foram três dias de evento.
E para quem monta tudo desde o começo, pode contar com meses.
Pois bem...
Comecei o trabalho na quinta-feira, onde fui participar da montagem dos equipamentos do meu palco.
Cheguei no local às 16h, pois o gerador seria ligado uma hora depois.
Fui andando, porque moro ao lado da UFPE.
Mesmo sabendo do risco que corremos hoje em dia (a qualquer hora) ao sair andando com uma mochila nas costas, levando laptop, iPad, fones, e outros equipamentos e ferramentas que uso nos meus trabalhos.
Por incrível que pareça, continuo "virgem" no quesito assalto.
A mesa de monitor eu já sabia que seria uma CL5 da Yamaha.
Essa mesa só possui oito entradas e oito saídas físicas.
Todas as outras entradas e saídas ficam nos Stages Box, que são ligados à mesa via cabo de rede, que no caso da CL, usa o protocolo DANTE.
Nesse meu caso eram dois Stages, um com 32ins/16outs, e outro com 16ins/8outs, totalizando 48 canais de entrada e 24 saídas!
Muito mais do que eu precisaria para o evento.
E se for contar com as entradas e saídas nativas da mesa, ficam 56ins/32outs!
A banda que usaria mais canais não chegava ao número 24.
Com as saídas também esse número não chegou perto das vinte e quatro saídas que eu tinha.
Por causa dessa folga, resolvi deixar ligado direto os 4 microfones sem fio e os 4 sistemas estéreos de in-ear.
Esse cabos não seriam desconectados durante todo o evento.
Eu imaginei que ninguém iria levar técnico de monitor, e eu iria operar para todas as bandas, então eu mesmo escolheria essas entradas e saídas.
Eu só teria que comunicar ao técnico de PA da banda para fazer o "patch" digital dos microfones sem fio, caso ele fosse usar em alguma voz, pois as entradas fixas dos microfones (31, 32, 33 e 34) não iriam bater com os canais das vozes que estariam na cena dele, que ele trouxe de outro show.
Vou dar uma exemplo (para os leigos!): Na cena do show dele, tem duas vozes com microfone sem fio. Uma no canal 26 e outra no canal 29.
Para eu não desconectar os cabos dos sem fio e conectar nos canais que ele usa na cena dele, eu só pedia para ele fazer essa mudança lá na frente digitalmente, como eu também iria fazer na minha mesa, pois montei o input da banda exatamente como estava no documento enviado pela produção do artista. O chamado Rider Técnico.
Numa mesa digital a gente tem essa facilidade de fazer mudanças nas entradas e saídas digitalmente, sem ter que trocar cabos de lugar.
Só era informar digitalmente que o canal 26 e 29 iriam controlar respectivamente os sinais que estavam nas entradas físicas 31 e 32.
Pronto. Tudo certo.
No caso do monitor, como falei, eu fazia também essa mudança digital, pra ficar tudo no lugarzinho certo.
No caso dos in-ears, eu só iria mexer no patch digital se aparecesse algum técnico da banda para operar o monitor, por causa da cena que ele deveria trazer de algum show anterior.
E isso aconteceu duas vezes.
Nesse caso as mudanças eram maiores, por causa das vias de monitoração que não iriam coincidir nunca com meu patch de saída.
Mas tudo foi resolvido rapidamente, só precisando saber quais eram as vias da cena dele e onde ficariam, que eu fazia todas as mudanças digitalmente.
Agilizou muito o trabalho no palco.
Uso geralmente essa metodologia nos trabalhos que faço em festivais, operando o monitor.
Pra que mudar se está dando certo, né?
Normalmente o pessoal desconecta tudo (microfones sem fio e vias), para conectar no lugar correspondente ao que está na cena do técnico.
O único aperreio que eu tive foi na quinta-feira, com a questão do patch DANTE e as conexões dos Stages com a mesa, pois não domino esse assunto ainda.
Quem me salvou foi meu amigo Monteiro (Teatro RioMar Recife), que foi me dando as dicas via telefone!
Como ele trabalha muito com as mesas da Yamaha que possuem DANTE, eu já vinha conversando com ele dias antes para tirar algumas dúvidas.
E essas conversas foram de suma importância para o resultado geral do meu trabalho no Palco Natura.
Obrigado pela ajuda Monteiro!!
Ah! Fiz uma mudança no meu método de trabalho nesse festival.
Geralmente eu fazia uma cena inicial em casa para passar todas as vias de monitores, e depois de finalizado esse trabalho no palco, ia montando a cena das bandas em cima dessa cena inicial, onde já estavam as equalizações das caixas de monitores e do side.
Conversando dias antes com um outro amigo (Adriano), ele me convenceu a montar todas as cenas das bandas em casa.
Adriano operou o monitor do palco 1 do festival, chamado Palco Coquetel.
Gostei muito dessa forma, pois eu levava um tempinho para montar as cenas das bandas na hora.
Era (e foi!) muito mais prático e rápido salvar as equalizações das vias na biblioteca da mesa, chamar a cena da próxima banda, e colar as equalizações nas respectivas vias!!!
Show de bola!
Vou fazer assim agora, por causa de Adriano.
Mais um ajudando no trabalho.
Ahhhh. Passei por outro "aperreiozinho" numa mudança de banda.
Toda vez que eu puxava pela primeira vez as cenas que fiz em casa das banda, eu tinha que ajustar o patch das entradas dos microfones e das saídas da vias.
Só precisava fazer isso uma vez.
Esqueci de fazer isso numa cena, numa única mudança de patch.
Fiz todas as mudanças e esqueci dessa que estava no auxiliar 8.
Já tinha usado esse auxiliar para outra banda, e já deixei o cabo conectado na mesa, caso eu precisasse para outras bandas.
Precisei. Só que esqueci de fazer o patch dessa saída 8 para essa nova banda.
Aí foi rolo! (Risos)
Depois de uns 10 minutos (relógio do Diretor de Palco) tentando achar o problema para o sinal enviado não chegar no DJ, eu crente que era algum problema com as entradas do DJ, ou o cabo que tinha quebrado, foi quando Normando gritou: O patch!!!
Eu nem estava pensando nele, pois já tinha usado essa saída com o mesmo cabo para uma banda anterior...
Mas quando levantei a vista para o local que indicava por onde aquele auxiliar estava saindo, vi que a merda foi minha!
(E tem gente ainda que fala que eu me considero o dono da razão!)
Levantei o braço na hora e falei no microfone: --- Desculpa. A merda foi minha aqui!
Ainda falei no microfone. Exagero às vezes! (Risos)
A turma tirou onda da minha cara e seguimos em frente.
Isso tudo foi durante o evento, com os shows rolando, mas pelo que lembro não prejudicou no cumprimento dos horários.
Checando RF dos sistemas de in-ears.
Vixe!!!
Comecei explicando lá em cima porque não era apenas um dia de festival, e acabei pulando para os trabalhos no palco.
Vou voltar para quinta-feira, bem antes de fazer essa merda no patch no sábado!
Como falei, cheguei às 16h no local.
E fui testar e ajustar as coisas no palco.
Foi quando apareceu o probleminha no DANTE.
Tudo resolvido, testado e ajustado, vamos para casa descansar, né?
Passava um pouco das 21h.
Peguei uma carona com Normando, e ainda paramos na lanchonete de um amigo que fica no começo da minha rua, para comer um hambúrguer artesanal.
Muito bom o hambúrguer!!!
Quem quiser experimentar, o Grillé Burguer está no iFood.
Por coincidência, tirei uma foto do letreiro ontem, quando ajustavam a luminária.
Estava marcado para chegar no palco no outro dia às 8h30, para passar o som de seis bandas.
Mas ainda deu tempo de beber duas taças de vinho com um pedaço do sanduíche de queijo do reino com tomate seco, que sobrou da quarta-feira.
Fui deitar perto da meia-noite, mas demorei um pouco para dormir, ainda pensando no palco...
Mas dormi bem e acordei bem.
Fui passar o som das bandas.
E passei o dia todo lá com minha turma, fazendo o soundcheck.
Tudo dentro do horário previsto, ficando até com sobras no relógio.
Voltei para casa andando, mas não levei a mochila comigo, pois já era tarde, e eu iria voltar mais cedo ainda (8h) para o palco no outro dia, onde passaria o som de mais duas bandas e aguardaria pelo início do festival, marcado para às 16h30.
Cheguei em casa um pouco depois das 22h, e não teve vinho, sanduíche de queijo do reino... Nada!
Nem lembro o que comi... Estava morto!
Ahhh! Acho que fiz uma vitamina de banana com aveia e Toddy.
Tomei um banho, bebi a vitamina e cama!!!!
As pernas estavam ardendo de tanto ficar em pé.
Dormi feito uma pedra.
Fiz o mesmo ritual do dia anterior quando acordei.
Banho, vitamina e fui andando até o local do evento.
Tudo dentro do combinado.
Morto, mas dentro do combinado.
Passamos o som das duas bandas restantes tranquilamente, e aguardamos pelo início dos shows.
Que transcorreram muito bem, mesmo com a minha cagada no patch.
A única coisa que incomodou bastante foi a acústica do lugar!
Falei dela logo no início do texto.
Pois é... A acústica não ajudou.
O espaço não é mais aberto. Colocaram uma cobertura de lona por cima de todo o espaço.
E por causa disso o som voltava muiiiiito para o palco!!!
Ainda teve outro agravante.
As caixas do PA não eram suspensas, estavam na posição STACK, e praticamente ficaram dentro do palco.
Aí... Tudo ficava muito alto dentro do palco, complicando bastante o trabalho de monitoração.
Nem sei direito se foi pior para quem usou caixas de som na monitoração ou para quem usou fones...
Com as caixas, ficava difícil o som delas cobrir o som do ambiente, e com os fones, mesmo escutando bem melhor, muitos pedidos para baixar determinados canais não era possível fazer, porque o som voltava muito e entrava nos microfones. E mesmo baixando todo o sinal do canal no fone, o músico continuava a escutar alto no fone por causa da captação do som do ambiente pelos microfones.
Todo mundo teve que se adaptar ao som do ambiente.
Para terem uma ideia, o som voltava tanto, que apareceram algumas realimentações em alguns shows causadas pela captação dessa volta pelo microfone e/ou captador do violão, onde esses sinais não estavam indo para as caixas de monitor no palco, só para os fones.
E quando todos no palco usam fones na monitoração, se aparecer microfonias (realimentações) durante o show, o rapaz do PA é quem tem que ajustar as coisas!!!!
Tivemos uma breve conversa sobre esse assunto no final do último show no palco, que vai para o relatório, para um futuro ajuste.
Ahhh! Lembrei das marcações no chão que ajudam os roadies com as voltas dos equipamentos e monitores para a posição que usaram no soundcheck.
Normalmente essas marcações são feitas com fitas adesivas coloridas, onde cada cor representa uma banda.
Só que o piso não tinha revestimento, como carpete ou linóleo, era cimento puro, e logicamente com alguma poeira por cima, impossibilitando o uso das fitas, que não colavam no piso.
Ainda tentaram giz, mas não deu muito certo.
Como disse uma das roadies, lápis de cera poderia ter ajudado mais.
Mas, não tínhamos esses lápis, e a turma teve que "se virar" pra voltar com as coisas para o lugar inicial.
Vai pro relatório também!!!!
No final, deu tudo certo. (Risos)
E foi assim meu trabalho no Palco Natura.
Obrigado Marcílio pelo convite.
Minha turma mandou muito bem no serviço, e foram poucos atropelos.
E mesmo com tudo isso que falei dos três dias aqui nesse texto, para todos que estavam ali na Concha (nada) Acústica vendo os shows, foi apenas "um dia" de Festival!
Mais uma dica do Tiago Borges que vou colocar aqui.
E mais uma vez é com a PM5D da Yamaha.
O que ajuda, porque a mesa não tem uma navegação "suave" pela tela, e esses atalhos facilitam muito a operação.
Conhecia esse atalho, mas usava principalmente para enviar o sinal do L/R para o Matrix.
Mas essa explicação dele é muito legal, pois mostra como enviar o sinal de um canal para várias outras vias, independente da via que está selecionada no momento.
Segue o vídeo onde ele mostra todo o caminho.
Com certeza vou usar mais essa dica, porque normalmente eu selecionava a outra via para enviar o sinal do canal.
E se vários músicos pedissem o mesmo sinal ao mesmo tempo, eu ia selecionando via por via e enviava o sinal.
Com essa dica, não precisa fazer isso, pois é muito mais prático (e rápido!) do jeito que tem no vídeo do meu colega de Brasília (DF).
Só lembrei hoje (12/10/2023), que não escrevi nada sobre os trabalhos que fiz depois do show de Martins no Wehoo Festival.
Apareceram vários assuntos interessantes para falar no Blog, que esqueci completamente onde tinha parado.
Teve a inauguração do Sphere, o jingle usando IA (Inteligência Artificial), teve o absurdo do fuzilamento no Rio, e teve muitas dicas dos amigos, não é?
Mesmo lembrando hoje que não falei dos outros trabalhos que fiz, ainda pensei se valeria a pena escrever sobre esses assuntos.
Uma coisa eu decidi... Não vou falar sobre eles separadamente.
Isso eu já sei.
Vou tentar, mais uma vez, fazer um resumo dos quatro trabalhos (PC Silva, Laís de Assis, Karol Maciel e Flaira Ferro).
Hoje é feriado, o que não faz muita diferença para quem é um freelancer dos shows e eventos.
Principalmente porque os trabalhos acontecem normalmente no fim de semana, e durante a semana estamos em casa, como se fosse um fim de semana normal, igual às pessoas que não trabalham no meu ramo.
É invertido. Trabalho enquanto a turma se diverte ou passeia.
Já vou adiantando que não consigo finalizar esse texto hoje, porque já quero dar uma saída pra rua, nem que seja ir na esquina para ver o movimento do bairro, que eu adoro fazer.
----
Não deu outra!
Já estou no dia 15, tentando dar continuidade ao texto.
E mais uma vez acho que não finalizo hoje.
Com relação aos trabalhos depois do Wehoo, eu só tinha o show de PC Silva agendado no dia 22/09, num evento chamado Festival Som & Chuva.
E vai ser sobre esse trabalho com PC que vou falar mais.
Nunca tinha feito trabalhos com o artista.
Gostei muito do convite de Rafael, da Ampliar Produções.
Esse show aconteceu no Teatro Luiz Mendonça, que fica no Parque Dona Lindu, em Recife.
Fui um dos primeiros a operar o som de um show nesse teatro.
Quem me lembrou disso foi Tião do Valle, que é o técnico de som do teatro desde o início (eu acho).
Não sei se a responsabilidade do teatro é da Prefeitura ou do Governo, só sei que a manutenção não funciona bem faz muito tempo, infelizmente!
Tenho colegas e amigos lá dentro, e imagino a frustração de não poder fazer nada para ajustar as coisas.
No início, se não me falha a memória, eram cinco caixas por lado, mas duas no cluster central.
Ah! E duas caixas de subgraves, uma de cada lado.
Pois bem...
Atualmente, temos 3 caixas por lado e uma no centro!
O equipamento foi parando... E não foram consertados!
As caixas de subgraves passaram anos sem funcionar!!
Foram muitos anos, viu?
Vieram ajeitar um dia desses!
Quem fosse fazer um show lá, tinha que levar as caixas de subgraves.
A burocracia trava a manutenção!!!!
A mesa de som (M7CL), que está lá desde o começo, começou a dar problemas também.
Nada de anormal, pelo tempo de uso, mas o medo é o tempo que o gestor vai levar para consertar o problema.
E é matemática... Quanto mais tempo sem manutenção, mais problemas aparecerão!
Vai se transformar numa bola de neve.
Espero que os gestores do Luiz Mendonça acordem para esse problema da manutenção, que se agrava a cada ano.
Nem estava nos meus planos falar sobre esse assunto, mas como sempre escrevo o que estou pensando, não tinha como pular esses detalhes técnicos.
Mas vamos ao que interessa... O show!!
Nem tenho fotos desse trabalho com PC Silva.
Como só tinha a M7CL da Yamaha, operei o som do PA e do monitor por ela.
A banda era bem simples, com bateria, baixo e guitarra. O baixista também tocava teclados em algumas músicas.
PC Silva tocava violão em várias músicas.
Estou doido para comer uns caranguejos no Caneca Fina, mas meu parceiro de farras tá meio desanimado ($$$).
Não estou muito diferente dele, mas me iludo, e tento puxar um otimismo de algum lugar.
Falando em lugar...
Não curto muito a acústica do Luiz Mendonça, mas isso é bem normal nos teatros daqui.
Acho que nunca pensam na acústica quando vão construir o espaço.
Vamos em frente, com sempre diz um cantor amigo meu.
Ligamos tudo, checamos tudo, e fui ajustar os monitores, usando meu iPad.
Logo no início, vi que seria melhor duplicar os canais da voz e do violão de PC Silva na mesa de som, para poder mexer na equalização do canal no PA sem interferir no que ia para o monitor, e vice-versa.
Feito isso, passei o som normalmente, e sem atropelos.
Não tive problemas em usar a mesma equalização dos outros instrumentos e vozes para o PA e monitor ao mesmo tempo.
Se aparecesse algo, eu duplicaria também o canal, pois eu tinha muitos canais sobrando na mesa.
Anotei algumas observações no roteiro para ajudar na mixagem, como onde tinha violão, ou onde tinha teclados etc.
Achei bem legal o resultado sonoro, e o show foi muito legal.
Como falei acima, nunca tinha feito trabalhos com PC Silva.
Foi massa!!!!
Abaixo, um dos registros em vídeo que fiz do show.
Agradecer sempre à Tião, Linguiça e Roberto pelo esforço contínuo para um melhor atendimento possível no teatro, driblando as intempéries da falta de manutenção, causadas pela letargia dos gestores públicos e seus trâmites.
(Falei foi difícil agora, né?)
Amanhã (16/10) vou estar com eles novamente no teatro para operar o som de um pocket show com Flaira Ferro, Laís de Assis e Ylana Queiroga.
Devo finalizar esse texto hoje (15/10), mas só vou postar amanhã, antes de seguir para o teatro.
Ontem eu até vi o eclipse solar, como mostra a foto abaixo. (Risos!)
Acho que vou aproveitar a cena do show de PC Silva para esse próximo show.
Já tem os ajustes dos monitores, e vou duplicar os três ou quatro canais que vou usar no pocket show.
Não custa nada ter essa independência na equalização dos canais.
E os outros trabalhos?
Bem...
Enquanto aguardava no teatro pelo início do show de PC, meu amigo Evangelista me ligou, perguntando se eu não poderia fazer três trabalhos no Fam Festival, porque ele não iria poder mais fazer.
Seriam dois shows no dia 23/09 (Karol Maciel e Laís de Assis), e o show de Flaira Ferro no dia 24.
Era pra operar o monitor do três.
Aceitei o convite, e por causa disso saí correndo do teatro logo após o show de PC Silva, pra dormir o máximo de tempo possível até o primeiro soundcheck do outro dia.
Nem perguntei aos músicos e ao cantor se foi tudo bem para eles no palco...
Depois eu pergunto. Pensei. (Risos)
Aguardando o início do show de Flaira Ferro no Fam Festival.
Não vou entrar em detalhes sobre esses três trabalhos no Fam Festival.
Só sei que tive mais trabalho no equipamento bom, do que no equipamento não tão bom do teatro.
Estão vendo como a matemática nem sempre dá certo?
Pelos cálculos da probabilidade, muito mais fácil ter êxito com o equipamento melhor, né?
Mas foi muiiiiiiiiiiiiito mais relax o trabalho no Luiz Mendonça, mesmo eu fazendo dois trabalhos ao mesmo tempo (PA e monitor).
No Fam operei só o monitor.
Mas fiquei controlando a realimentação nos três shows, coisa não muito comum nos meus trabalhos no monitor.
Ainda consegui esquecer o meu cartão PCM na mesa de som!!!
Só vim dar pela falta dele na terça-feira passada (10/10), quando arrumava minha mochila para um trabalho com o Estúdio Carranca.
Se não caiu da minha mochila, eu esqueci na mesa de som. Não tinha outra alternativa.
Liguei para meus colegas da empresa de som, e ao abrirem o case da mesa, o cartão estava lá no compartimento.
O cartão ficou lá na mesa durante 16 dias, porque ela não foi mais utilizada depois do dia 24/09, onde operei o monitor de Flaira Ferro.
Meu amigo West da empresa de som Selva Nua, enviou o cartão por um motoboy para o palco no Cais da Alfândega, onde eu estava ajudando o Estúdio Carranca num trabalho de mixagem para uma transmissão no YouTube.
Quanto aos trabalhos no Fam Festival, posso dizer que não ficaram "justinhos".
Isso foi o que eu achei, e estou falando do monitor, ok?
Pode ser que eu esteja sendo muito rígido com as observações, e poderia até usar a "técnica" de um cantor amigo meu, que não fala sobre os pontos negativos dos shows, mas não consigo.
Tento sempre usar esses problemas como referência para tentar melhorar, ou ajustar o que não achei legal.
Inclusive, por causa das minhas observações, estou marcando com meu amigo West, da empresa de som que estava fazendo o evento, para fazer uns testes com alguns equipamentos.
Tirar algumas dúvidas...
Fiquei até pensando como acabar esse texto.
Como finalizar um pensamento, ou uma descrição de um show ou evento usando palavras...
Não é fácil, viu?
Resolvi substituir as palavras por um vídeo do final do show de Flaira Ferro no Fam Festival.
O que sobra são observações, detalhes ou bastidores, né?
Um abraço a todos.
PS: Ah! Resolvi publicar hoje mesmo. Não deixe para amanhã, se você pode beber o vinho hoje!
Esse atalho eu já sabia que existia, mas nunca lembrava de ativar nos meus trabalhos, e perdi muito tempo em vários shows por causa disso.
Num dos últimos trabalhos, foi o técnico da empresa de som que ligou a opção nas preferências, mas na correria nem fui ver onde era.
Hoje eu vi um vídeo do Tiago Borges, técnico de Brasília (DF), explicando o caminho certinho para ativar esse atalho, e finalmente vou colocar essa dica aqui, que podem ter certeza, é de grande importância!!!
É muito chato e lento fazer isso e outras coisas na PM5D, por causa da navegação "travada" dela, pela falta de uma tela sensível ao toque (touch screen).
Segue o vídeo de Tiago explicando.
Já falei para Tiago que vou pegar os vídeos que ele sempre produz para colocar aqui nas dicas.
Grato Tiago por essa, e pelas outras dicas que ainda vou colocar aqui para o pessoal.
Vamos novamente conversar sobre IA (Inteligência Artificial)!
Em postagem de setembro de 2020 eu já falava do uso da IA para criar vozes, com o programa Mr. Falante, onde ainda não estava perfeito, mas já começou com força.
E em março de 2021, numa outra postagem, eu já achava que o caminho era sem volta, mostrando vários exemplos, como o perfeito Singing Voice Synthesis e ainda falei do Vocaloid5.
Por isso não me assustei nada com o comercial de TV onde colocaram Maria Rita cantando com Elis Regina, sua mãe já (*)falecida.
Foi igual a reação que eu tive com o fuzilamento dos médicos no Rio.
Normal. Nada de absurdo.
Tudo mostrava que estava caminhando para isso.
Nas duas situações.
Era só prestar atenção.
Pois bem...
Semana passada, recebo uma mensagem no WhatsApp de meu Amigo Júnior Evangelista, ex-sócio do Estúdio Carranca, que mora atualmente na sua cidade de origem, Arapiraca.
Tomei um susto quando ele falou que estava voltando para Arapiraca.
Aí foi susto mesmo. Mas já é uma outra história com relação ao áudio...
Sobreviver dele!
Mas o assunto não foi esse na mensagem.
Ele me mandou um áudio de uma voz feminina, só a voz, sem base.
E me perguntou se eu estava reconhecendo a voz.
Escutei três vezes, e respondi que não tinha a menor ideia quem era a cantora.
Só me chamou a atenção não escutar nenhum ruído ao fundo nesse áudio, só escutava a voz.
Normalmente quando se grava uma voz num estúdio, dependendo do volume que o cantor usa, vaza um pouco o som do fone e esse vazamento é captado pelo microfone.
Não tinha nada no áudio da voz que ele me mandou, e isso eu estranhei.
Tudo bem que estou fora de estúdios faz muito tempo, e não sei se os fones de hoje em dia acabaram com esses vazamentos... Ou se meus cantores da época eram surdos! (Risos)
Depois que respondi que não conhecia a cantora, ele riu e falou:
--- Sou eu, porra!
Eu, ingenuamente, pensei na hora: --- Oxe. Nunca ouvi a voz de Júnior gravada... Será que ele consegue fazer uma voz de mulher e eu não sei?
Mas antes que eu cometesse essa gafe sonora, ele me explicou.
Ele gravou o jingle com a voz dele mesmo, e depois a substituiu pela voz de mulher, usando o programa Moises!
Mais um susto.
Não pelo que ele fez, mas porque não sabia que o Moises tinha essa função também!!!!!!
Não esqueçam que falei do Moises em junho de 2022, quando levei o susto com relação a eliminação da voz em uma música.
Perfeito!
Fora isso, na versão grátis do Moises, o usuário tem 4 pistas para separação: Voz, baixo, bateria e outros (cordas, teclados etc).
A gente tanto pode retirar, isolar, como aumentar ou baixar o volume dessas quatro pistas!
Sensacional!!!
Mas não sabia que o Moises tinha essa opção de substituir uma voz por outras vozes que o software disponibiliza.
Abri aqui meu Moises no laptop, e vi que tem a opção Voice Studio.
Ferramenta Voice Studio, dentro do Moises.
Para ser mais exato, eu não abri o programa, fui ao site onde estou registrado com a conta free (grátis).
Mas tem também uma versão "desktop", que está lá no site para download.
Fiz isso, e instalei.
Ah! Tem o aplicativo para o celular, que eu tenho também, é bastante útil, e resolve o problema rapidamente.
Como uso muito pouco o recurso, não tenho certeza se o Voice Studio já estava lá desde o começo.
Acredito que sim!
E o pessoal de estúdio já deve usar faz tempo esse recurso, e eu só fiquei sabendo agora com a mensagem de Evangelista.
Na versão Free e também na Premium, não se pode usar o Voice Studio.
Vai ter que aderir ao plano PRO, que está custando hoje (na promoção) R$ 249,86 (12x20,83), pago anualmente, como mostra a foto abaixo.
Mas também tem o plano mensal, como mostra a foto abaixo.
No plano PRO do Moises, o usuário tem direito a usar duas vozes (Kate e Ryan), mas são onze no total!
O usuário pode comprar cada voz por 50 dólares, ou pagar 300 dólares (na promoção) para ter acesso a todas as vozes.
Algumas das vozes, com suas respectivas características.
Para um estúdio, ou para quem trabalha em casa com jingles e spots para rádio, não fica caro.
Peguei até um vídeo no site, onde Felipe Vassão explica muito bem o uso do "brinquedo".
E parece que ele está explicando o caso de meu amigo de Arapiraca, pois Júnior fez exatamente o que tem na explicação.
Abaixo, o vídeo onde Felipe explica as funcionalidades do Voice Studio.
Júnior gravou a própria voz no jingle, trocou pela voz masculina da IA no Moises, e mandou para o cliente ouvir.
Lembrando que tem que cantar afinado, viu? Por enquanto, acredito eu...
Jingle aprovado, ele gravou a voz valendo com um cantor de "carne e osso", e me enviou esse jingle finalizado, que eu tomei outro susto com a interpretação.
Vixe! A voz da IA consegue fazer essa interpretação??!!
Foi aí que ele me explicou que gravou com um cantor de verdade para a versão final.
Diogo o nome do cantor.
Ahhhhhhhhh...
Achei que ele iria usar a voz da IA no jingle finalizado!
Falei isso pra ele, meio que desanimado.
Ele riu, e combinamos então que ele iria me mandar uma versão do jingle, onde ele troca a voz do cantor de verdade que ele usou pela voz do cantor e da cantora disponível no Voice Studio, no caso Ryan e Kate.
Vamos ver como vai ficar então, porque ele me garantiu que daria para usar as vozes da IA tranquilamente na versão final do jingle.
E eu não duvidei disso não!!!!!
Escutem os áudios abaixo e me digam o que acharam.
1- Jingle DEMO com a voz de Júnior.
AA1
2- Jingle DEMO para aprovação, com a voz da IA (Ryan), que usou a voz de Júnior como guia.
AA2
3- Jingle aprovado com a voz do cantor real (Diogo).
AA3
4- Jingle com a voz da IA (Ryan), que usou a voz do cantor real como guia.
AA4
5- Jingle com a voz da IA (Kate), que usou a voz do cantor real como guia.
AA5
E aí?
Caminho sem volta, como falei anos atrás?
E sabe qual é a bronca maior?
Aqui nesse caso do jingle, a voz original tem que estar afinada, certo?
E para usar numa locução, onde não precisa de afinação?
Imaginaram?
Pois é...
Quem é locutor, já pode ir se preocupando, infelizmente.
Caminho sem volta, como foi com o surgimento do áudio digital e do MP3.
Tudo mudou no mundo da música depois disso!
E vai continuar mudando, pelo que estou vendo.
Né?
Júnior Evangelista, muito obrigado pela conversa, e por disponibilizar todo o material para ilustrar essa postagem!
É sempre muito legal o bate-papo!
Mesmo sem vinho!!!!
Um abraço a todos.
(*) Elis Regina faleceu no dia do meu aniversário, 19 de janeiro. Lembro até hoje onde eu estava quando ouvi pelo rádio a notícia de sua morte. Só não lembro o ano, pois era bem novo.
Fui procurar aqui...
Foi em 1982.
Eu estava completando 16 anos de idade, e estava em Natal (RN) dirigindo o carro do meu pai nas redondezas de um bairro residencial...