sábado, 16 de abril de 2011

Rapidinha 123 - Não me canso de falar...

Laptop rodando o Nuendo e conectado na internet pela Claro
Já falei várias vezes em vários textos aqui no Blog, mas não me canso de falar...
Vou falar direcionado a minha profissão, mas isso pode se encaixar em qualquer profissão, só mudando algumas ferramentas. O laptop com a internet móvel serve para todas as profissões.
Laptop + Internet móvel + Placa de áudio + Programas de gravação e edição de áudio = Felicidade!
Estas ferramentas podem ajudar e muito no dia a dia de um profissional. E podem até render alguns reais sem sair de casa (bebendo um vinho Chileno) ou mesmo viajando, como é o meu caso.

Desta vez ganhei uns reaiszinhos para comprar meu vinho Chileno para a semana santa.
E isso eu fiz (desta vez) enquanto esperava uma das bandas para o sound check no Abril Pro Rock.
Estou operando mais uma vez o monitor de um dos palcos do festival.
Falei com a atendente da agência de propaganda pelo MSN (pode ser pelo Skype também). Ela me perguntou se existia a possibilidade de fazer uma edição numa locução porque o roteiro que me passaram no dia anterior estava errado e eu teria que acrescentar umas palavras numa frase e que existia esta frase num áudio de um VT antigo. Eu já tinha montado este áudio no dia anterior, e já tinha enviado este áudio para a produtora de vídeo para a montagem.
Tenho todos os projetos mais recentes deste cliente no meu laptop. Os projetos muito antigos estão em um DVD guardado em casa.
Abri o projeto anterior para ver se a locução antiga se parecia com a locução mais recente. Como as duas estavam muito parecidas, não foi difícil "cortar" a primeira parte da locução antiga que estava com a frase correta e "colar" na nova locução. Ficou perfeito. Só lembrando que é somente um locutor quem faz estas gravações para este cliente.
Editei este áudio e enviei para a produtora de vídeo para montagem do novo VT de televisão.
Não marquei o tempo, mas acho que não levei nem 30 minutos para fazer tudo, desde o primeiro contato com a atendente pelo MSN.
Invistam em ferramentas e tecnologias.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mudança de Palco 023 - Normalizando.

Vinho Travessia, queijo parmesão, salaminho, azeitona, esfirra e kibe.
A normalidade está chegando.
O apartamento está ficando com cara de casa.
As farrinhas com os amigos estão voltando.
Falta colocar o ar-condicionado, a cordinha do varal para estender roupas, um bocal e a lâmpada da área de serviço...
Devagarzinho eu chego lá.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Carnaval 2011 – Sound Check – Fazer ou não fazer?

Casa Amarela
Olá pessoal.


Acordei de madrugada hoje novamente para levar meu Filho ao colégio. É semana de provas.
Aproveitei, tomei um café com leite, fiz um sanduíche frio de presunto e queijo num pão francês e resolvi escrever para o Blog.
Adoro levar meu Filho ao colégio, mesmo acordando antes das seis! E mesmo ele não falando muito durante a ida.
Só em estar em contato visual com ele já me faz um bem danado.
Hoje foi tranquilo para deixá-lo no colégio. Não estava chovendo.
Mas ontem... Ontem foi uma novela!

Casa Amarela
Muita chuva, água em todo canto, ruas alagadas.
Para chegar foi até mais fácil do que eu esperava, não encontrei muitos alagamentos, pois a chuva começou a ficar forte na hora que eu estava indo. Mas a volta...
Quando o deixei no colégio o relógio marcava 7:15h.
Decidi (erradamente) voltar pelo mesmo caminho que tinha ido porque não vi nada engarrafado na pista contrária quando estava indo deixar ele.
Lasquei-me!!!!!

Casa Amarela
Engarrafamento monstruoso. Saí desta principal para pegar outra via, e me lasquei novamente. No caminho me deparei com uma rua completamente alagada!
Estacionei o carro antes do alagamento e peguei o jornal para ler. Esperei uns vinte minutos e quando notei que todos os carros estavam voltando pela contramão, fiz a volta e retornei também no sentido proibido. Não tinha outra saída, tinha que voltar para a via principal para voltar pra casa.
Engarrafamento!

Casa Amarela
 
Parei novamente numa rua fora da principal, peguei novamente o jornal, dei uma lida mais uma vez.
Tentei até cochilar, mas não consegui. Esperei uns trinta minutos e resolvi sair para ver se já estava melhor de se locomover. Consegui finalmente sair desta principal e pegar uma outra via que daria em casa. Não demorou nem 10 minutos de locomoção. Engarrafamento novamente.
Aí apelei. Parei novamente numa rua fora da avenida, deitei o banco e dormi!
Dormi por quase uma hora. Tentei novamente me locomover e agora consegui chegar em casa. Era perto das dez horas da manhã quando cheguei em casa!

Casa Amarela
Seguindo com o resumo para tentar atualizar o Blog, cheguei no carnaval.
Fiz apenas três trabalhos no carnaval. Foi tranquilo, tranquilo até demais.
Todos os três trabalhos foram com Silvério Pessoa.
Ainda tive uma proposta para fazer o monitor da Orquestra Contemporânea de Olinda, mas o dia coincidiu com um dos dias de Silvério Pessoa, e eu não acerto dois shows no mesmo dia.
Por quê?
Porque com Silvério sempre tem sound check no dia do show, e isso já toma um bom tempo. Se a outra banda que me chamou for fazer sound check no dia também (o que não é difícil), a coisa fica muito complicada e eu posso falhar com um dos dois na hora do sound check ou na hora do show.
Se esta possibilidade existe, eu não faço.

Praça do Arsenal

Este ano, a produção de Silvério Pessoa veio conversar comigo à respeito de sound check.
Eu sou fã do sound check, não vou mentir.  
É muito mais difícil alguma coisa dar errada na hora do show quando se faz o sound check antecipadamente do que quando não se faz.
Já passei até por situações contrárias. Já fiz sound check e não gostei do resultado final do som na hora do show, e já teve show que fiz na hora sem passar o som e adorei o resultado!
Mas normalmente quando se faz sound check, o resultado é melhor.
Pois bem...

Praça do Arsenal

A produção veio me perguntar se poderia fechar shows sem sound check, pois com o sound check é mais difícil conseguir fechar os shows por causa do horário. É quase impossível marcar dois ou três shows num dia com sound check para todos!
Mesmo sem gostar muito da ideia, falei que poderíamos tentar, pois equipe a gente tinha para isso. Vamos testar.

Praça do Arsenal

Disse que o maior problema não era nem comigo lá na frente, e sim no monitor, pois tudo lá é mais complicado. Inclusive falei que se fosse para fazer show sem passar o som, não usaríamos nossos fones no palco e as nossas ligações dos instrumentos iriam ser em cima das ligações da banda anterior ao nosso show. Usaríamos os monitores de chão que já estariam posicionados, e o máximo que a gente poderia fazer era ligar o in-ear sem fio de Silvério. Fora isso, todos na banda teriam que fazer o show usando os monitores de chão da empresa de som.

Praça do Arsenal
 
Todos concordaram.
Mas infelizmente não foram fechados mais shows. Caiu até um que estava fechado e seria em Aracaju.
Não deu para fazer o teste.
Fui ver quais seriam as empresas de som dos três pólos que iríamos fazer. Tudo certinho. Vi que o equipamento seria muito bom na maioria dos lugares.

Praça do Arsenal
  
Em Olinda (não tirei fotos deste dia e não lembro porque não tirei) foi uma empresa de João Pessoa chamada Top Som. Eu recomendo. Já conheço o serviço desta empresa e mais uma vez comprovaram o que eu já sabia. Melhoraram até o equipamento. O sistema de som em Olinda era um line array da NORTON muito legal, e a mesa de PA era uma Venue (Avid). No monitor tinha uma M7CL da Yamaha. Foi tudo certinho, mesmo eu achando que demoramos muito para fazer o sound check. O show foi muito legal. Só achei que eu poderia ter conseguido um resultado melhor com o equipamento que era de primeira. Eu com minhas autocríticas...
Obrigado ao pessoal da Top Som pelo atendimento e paciência.

Olinda (Tirada pelo dono da empresa de som)
 
Em Casa Amarela o equipamento também era muito bom. A empresa de som que estava no local era a Selva Nua. Um line array da DAS e uma mesa Venue. Logicamente que aproveitei minha cena de Olinda para começar aqui o serviço.
No palco era a mesa Si2 da Soundcraft. Trabalhei com ela uma única vez e sabia que não era tão prática como as que normalmente a gente encontra no monitor.
Avisei ao meu amigo Kiko Klaus (foi contratado para fazer o monitor no carnaval) para ele baixar o editor offline da mesa e dar uma olhada para não chegar na hora sem saber por onde começar.
Ele fez isso e conseguiu fazer o serviço sem atropelos.
Tivemos uns atropelos só com o horário do sound check. Chegamos ao local e estava marcado para outra banda passar o som. Voltamos para casa e retornamos ao local mais tarde para o nosso sound check, que achei que demoramos muito também. Mas que ajudou no resultado final.
O show foi muito bom, melhor do que em Olinda, pois o público que estava em Casa Amarela estava mais disposto a ver um show que não tivesse muita música de carnaval, que era o caso de Silvério Pessoa. Perfeito. Gostei muito do som neste dia.
Obrigado ao pessoal da Selva Nua pelo atendimento e paciência.

Praça do Arsenal
 
Vamos para o terceiro show que era na Praça do Arsenal.
Dos três equipamentos, o do Arsenal era o mais simples. Um line array nacional da Staner.
A empresa de som era a de Gogóia (não sei se tem nome fantasia, só conheço pelo nome do dono).
A mesa tanto na frente quanto no monitor era a M7CL da Yamaha. Já tinha preparado uma cena deste show em casa para esta mesa.
Kiko levou a cena do show de Olinda num pendrive, mas a cena não foi lida nem na mesa de monitor e nem na mesa do PA. Tentamos de todas as formas colocar esta cena para dentro da mesa de monitor, usei até meu laptop para ler a cena do pendrive e tentar sincronizar com a mesa via laptop, mas não teve acordo.
Não conseguimos passar esta cena para dentro e não sei qual foi o motivo porque não podíamos perder muito tempo para ver isso na hora.
Pensei até que seria um problema de incompatibilidade de versões de mesas, mas a versão das duas mesas da empresa de som estavam atualizadas (Versão 3), por isso era para ler qualquer cena de versões anteriores.

Praça do Arsenal
 
Tentando explicar para os leigos, nesta mesa da Yamaha, uma cena salva de uma mesa com versão do software 2 não vai ser lida pela mesa com software na versão anterior (no caso aqui 1), e nem a cena salva de uma mesa com versão 3 vai ser entendida pela mesa com versão anterior (2 ou 1). Ao contrário pode. A mesa com o software na versão 3 entende qualquer cena salva de mesas com versões anteriores.
Kiko teve que começar a cena do zero na Praça do Arsenal.
Mais uma vez o sound check foi longo. O fato de Kiko ter que começar do zero ajudou neste tempo longo. Eu tive que dar uma mexida no equalizador para chegar onde eu queria no som das caixas, pois a diferença sonora deste line array nacional em relação aos dois anteriores importados é ainda muito grande. Mas o som chegou onde eu queria e na hora do show todos foram recompensados. O som do show ficou muito legal.
Obrigado ao pessoal de Gogóia pelo atendimento e paciência.

Casa Amarela
 
O show (como sempre é na Praça do Arsenal) foi espetacular. Já sabemos que o público que frequenta aquele pólo combina perfeitamente com o som que Silvério Pessoa faz, independente da época.
No São João que já fizemos vários anos no Arsenal, temos a mesma resposta do público.
Depois que o show acabou o público vaiou!
Como vaiou se eu disse que o show foi espetacular?
Vaiou porque a produção do pólo não deixou que houvesse o BIS por causa de horário!

Casa Amarela
Conclusão:
Melhor equipamento = Melhor show?
Esta igualdade acima para mim não existe!
Temos muito mais fatores que influenciam no resultado final da equação de um show!
Um abraço a todos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Monitoração pessoal.

Olá pessoal.
Recebi um email hoje de um colega que mora em Portugal chamado Custódio.
Ele me conhece através do Blog e no email dele me pergunta sobre fones para monitoração em shows.
Vou colar aqui o email dele e colocar minha resposta com mais uma opção de fones que nem falei pra ele, pois ele estava querendo um fone com um preço baixo e esta segunda opção é quase dez vezes mais cara.

Segue o email de Custódio:

Olá,
Antes de mais, quero lhe agradecer os seus testemunhos relacionados com a area do som ao vivo que vai publicando no seu Blog.
Estou em Portugal, onde  também trabalho  em aluguer de som em pequenos e médios eventos.
Quero como você, me livrar ao máximo dos monitores de chão, e aproveitando sua experiência na area do monitor, queria pedir sua ajuda para me recomendar uns phones económicos mas que os musicos não reclamem muito quando os utilizarem :-)
Trabalho em pequenos eventos e não disponho de mesa de palco. Utilizo uma Yamaha IM-8 com 6 vias de monição controladas e equalizadas através da regie.
Tenho várias bandas para fazer em breve, se me puder dar algumas dicas úteis, lhe agradeço muito.

Cumprimentos,
Custódio Pereira


Segue minha resposta:

Olá Custódio.
Tenho boas lembranças de Portugal, pois fui com Silvério Pessoa para o Festival Músicas do Mundo em Sines.
Foi um dos melhores shows que fiz na Europa. Acho que a língua (Português) ajudou para um melhor entendimento do som de Silvério Pessoa. Estou te mandando a matéria que saiu num jornal de Portugal sobre este show.
Com relação aos fones, posso te indicar este da AKG que coloquei em toda uma banda e não tive reclamações.
A referência dele é K414P.
Uso ele com um amplificador de fones da Power Click, uma empresa Brasileira.

O modelo do Power Click é o PCR. Saio direto da mesa de monitor (XLR) e entro no amplificador.
O resultado desta combinação entre o fone e o amplificador é excelente.
Espero ter ajudado.

OBS: Quando quiser perguntar algo, pergunte pelo Blog.
Pois todos ficam sabendo das perguntas e respostas.
Estou até pensando em colocar esta minha indicação num texto. (Coloquei)

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

A outra indicação de fone é bem mais cara, mas quem tiver mais dinheiro sobrando, eu recomendo.
Testei recentemente aqui em Recife um fone (in-ear) da empresa Brasileira Xtreme Ears.
O que eu testei aqui foi o XE2/Pro, com 2 drivers... Fico imaginando o de 4!
O cantor Silvério Pessoa testou e o baterista da banda Ricardinho também testou.
Os dois usaram o fone em ensaios e em shows valendo.
Silvério usou o fone com o sistema sem fio PSM600 da Shure, e Ricardinho usou o fone com o amplificador da Power Click (se eu não me engano, o modelo que ele usa é o DB 05).
Conclusão: Todos os dois adoraram o fone.
Obervações: 
Silvério reclamou que o fone escorregou do ouvido durante o show por causa do suor.
Conversando com o colega da empresa, ele falou que isso poderia ser resolvido com a troca da borrachinha ou fazendo um molde pessoal para o ouvido dele.
Com Ricardinho não apareceu este problema do fone sair do ouvido, e ele elogiou muito o som, principalmente sem graves distorcendo.
O que os dois concordaram também foi com o preço!
Alto para a nossa realidade de cachês aqui da região.
Mas fica aqui registrado o teste e as opiniões.
Um abraço a todos.

sábado, 9 de abril de 2011

Som Na Rural – Uma gravação que virou show!


Olá pessoal.
Muita chuva aqui em Recife. Não dá vontade de sair da cama. O tempo está cinza.
Só assim este apartamento fica fresquinho.
Minha cabeça ainda dói de tanto choro pelas crianças assassinadas no Rio de Janeiro.
Ontem à noite bebi o restinho da garrafa de Travessia, acompanhado de um salaminho tipo Italiano da Sadia, com azeitonas Vale Fértil.
Falo sempre as marcas porque a qualidade é realmente diferenciada.
Enquanto me deliciava com as iguarias e degustava meu vinho, ouvi a gravação do show de lançamento do CD No Grau de Silvério Pessoa, que aconteceu no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu aqui em Recife. Depois comento sobre este show que foi muito bom!
Por enquanto vou atualizar as coisas aqui.



Fui operar o som de Silvério Pessoa na gravação do Programa Som Na Rural. A gravação foi feita numa das pontes do centro do Recife.
O local era muito sugestivo. Acredito que as imagens ficaram muito legais.
Cheguei cedo ao local, o sol estava muito forte. Neste dia eu só iria operar o som de Silvério Pessoa. 


Participei ainda de duas gravações deste programa como contratado do Estúdio Carranca. Pelo estúdio, eu era o responsável tanto pelo som do PA como pela gravação.
Neste aqui eu só me preocupei com o som do PA, e como só tinha uma mesa de som, eu fiz o monitor para a banda também.
Acho que trabalhei mais que num show normal. (risos)


Muito a contragosto tive que usar três vias com monitores de chão neste dia, mas os monitores não interferiram no resultado do som. Pelo menos eu não notei.
Liguei normalmente o sistema in-ear sem fio de Silvério. Quanto menos monitores de chão no palco, melhor.


Usei meu laptop via wireless para alinhar os monitores de chão que usei para os dois guitarristas e para os metais.
A mesa LS9 da Yamaha que pertence ao Estúdio Carranca já tem um roteador conectado sempre.  Só peguei a senha e me conectei normalmente.


Por causa de um problema no acordeom, demoramos mais do que o previsto para começar. Mas só começamos quando estava tudo certo para mim e para a banda.
E nem chegou a ficar tudo certo, tivemos que colocar um microfone para captar o som do acordeom que não teve jeito de funcionar.


Comecei o show pensando mais na gravação do que no som do PA. E o mais importante é mesmo a gravação. Mas a cada música, a gravação ficava com mais cara de show, e eu fui dando mais um gás na frente. O som estava muito legal. Acertei a mão.
Eu só não podia me empolgar para não aparecer realimentações (microfonias) no som.
O equipamento de som disponibilizado tem como finalidade maior só dar uma amplificada “de leve” para o público. Como já falei, o som para a gravação é o ponto mais importante.
O resultado final foi muito bom. A gravação virou um show!


Todos ficaram empolgados, inclusive Roger, o apresentador.
Ele até comentou em certa hora na gravação pelo microfone: --- Não foi o maior público nestas gravações que já fiz do programa, mas com certeza foi a gravação com mais aplausos!
Um abraço a todos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Resumindo...

Olá pessoal.
Tomei coragem para escrever aqui enquanto espero por mais uma locução de GM para editar um áudio para TV.
Estou me sentindo muito só aqui neste forno que chamo de apartamento. O calor me enerva o juízo. Mas eu tinha que sair do outro apartamento, isso eu não tenho dúvidas.
Vou aproveitar que ainda tenho uma garrafa de Travessia aqui e vou fazer uma farrinha solitária mais uma vez. Com vodka eu não consigo fazer isso, mas com vinho... Tem algo mágico nesta bebida.
Meus dentes continuam a quebrar. E pelo “andar da carruagem”, o final não vai ser muito interessante. Ou eu junto dinheiro para fazer implantes, ou vou ficar sem dentes na boca.
Impressionante é que bebo muito leite! Mas não está surtindo efeito.
Vou dar uma olhada nas fotos e fazer um resumo do que fiz por estes dias.


Vamos começar pelo evento Janeiros de Grandes Espetáculos. Operei o som do PA em apenas um dia do evento. Era uma DM2000 controlando o som do PA. Não tenho muita coisa para falar deste dia. Mudaram a posição da mesa no Teatro de Santa Isabel. Mas ainda não ficou bom. Colocaram a mesa dentro do recinto, mas acima do nível do público. Antes a mesa ficava no nível do público, mas fora do recinto, precisamente no corredor. 


Quando ela ficar no nível do público e dentro do recinto, não reclamo mais.
O problema é que o Teatro tem vários níveis de platéia. O ideal seria um Line Array suspenso para cobrir melhor o ambiente, mas neste dia o Line estava no chão invertido.
Não lembro se meu COMTAC já tinha chegado neste dia, pois seria uma boa oportunidade de testar meu roteador sem fio com a mesa USB da Yamaha.
Não tive nenhuma surpresa neste dia de evento. Vamos passar para o outro evento...
Tabalhei em dois dias (25 e 26/02) no Porto Musical. Gosto muito de fazer este evento, pois normalmente tem atrações internacionais. Neste ano não veio tanta atração de fora do Brasil, mas mesmo assim ainda tive gratas surpresas!
No primeiro dia operei o monitor do evento e como a maioria não trouxe operador de monitor, operei o som dos monitores para a maioria das bandas.
Mesmo não sendo muito mais fã de fazer monitor atualmente, não posso negar que é um exercício muito bom fazer o monitor num dia e passar a fazer o som do PA no outro.
Podem acreditar... Consegui zerar a mesa (apagar todas as cenas) de monitor. Tive que refazer o alinhamento rapidamente momentos antes de começar o sound check.
Excesso de confiança é o maior motivo para uma pessoa como eu conseguir apagar uma mesa hoje em dia. Tudo é tão simples, que relaxo no raciocínio. Nunca relaxem.
Acabei de editar o áudio de GM aqui, vou encher a taça de Travessia e continuar o texto.
Fui ao Porto Musical um dia antes para curtir os shows. Gostei muito neste dia de Lucas Santtana da Bahia. 
Já no dia que fiz monitor, poderia destacar a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana de São Paulo, e a cantora também de São Paulo, Luísa Maita. Bons shows. Só acho que era para ter colocado o show de Luísa no começo do evento e não no final depois de uma porrada sonora da Orquestra “Jamaicana”.
No outro dia quando fui operar o som do PA, tive a maior das surpresas, principalmente porque fui eu que operei o som do show da banda. O nome? LINDIGO.
Ilha Reunião, França.
O som tribal do grupo não saturou a noite, pois normalmente estes sons tribais são repetitivos.
Muito pelo contrário, o som foi tão contagiante que envolveu a platéia. Nada como um trabalho bem feito, independente do ritmo ou harmonia!


Se é bem feito, sempre vai ter gente para escutar e gostar. Sempre achei isso, e sempre gostei do Porto Musical por causa desta filosofia de mostrar outros ritmos e outras harmonias.

 
Fiquei muito feliz em participar da construção de um som que a maioria das pessoas ali daquela praça não estavam acostumados a ouvir. Senti-me na Europa, nos grandes festivais!
Mesmo nunca tendo feito nada para aquela banda, o som ficou muito bom, um dos melhores que fiz na vida. Tive a felicidade de encaixar o som dos instrumentos artesanais de um jeito que parecia que eu era o técnico do Grupo. Os elogios foram grandes naquela noite. Impagável!

 
Um amigo meu falou no final da noite: --- Me senti dentro do filme Rei Leão!
Parecia um filme mesmo!
Operei também nesta noite o som do show da Pernambucana Catarina Dee Jah.
Mais um som que foge dos padrões estipulados pela mídia e que é interessante de ver e ouvir.
Vida longa ao Porto Musical!



O que já chorei aqui hoje vendo a tragédia na escola no Rio de Janeiro!
Como somos vulneráveis!
Liguei para meu Filho várias vezes hoje.
Na realidade, ligo para O Maior Amor Da Minha Vida quase todos os dias! Só para saber onde ele está e o que está fazendo. A saudade que sinto dele é infinita.
Aconteceu uma coisa neste evento na Praça do Arsenal que eu nunca tinha passado. Comentei até num site de operadores de áudio. Vou colocar aqui também para quem não leu no Gigplace. Os leigos podem encerrar aqui a leitura.


O tópico no Gigpalce era:
O Som está "RUIM" o que devo fazer ? Posturas do Técnico da Locadora com o Técnico Visitante.
Segue o texto:
Olá pessoal.
Passei este fim de semana por um caso desses.
Estava responsável pelo som do PA de um evento aqui em Recife. Neste dia só uma banda trouxe seu técnico.
A mesa na frente era uma DM2000 e já no começo notei que o técnico não tinha muita afinidade com ela.
Falei que qualquer dúvida era só me perguntar. Ele fez poucas perguntas e o sound check foi acontecendo.
Notei que ele deixava de fazer coisas básicas, como colocar filtro (High Pass Filter) em canais
que não precisam de frequências baixas, como uma flauta.
Não deu outra... Já no início do sound check as baixas frequências começaram a rodar no som da frente.
Mostrei pra ele novamente como era que se colocava um HPF e ele foi seguindo com o sound check.
Entrei em contato com o proprietário da empresa de som que estava no palco, passei o que estava acontecendo e perguntei o que deveria fazer. Ele me pediu para continuar fazendo o que eu estava fazendo, ou seja, continuar ajudando no que ele pedisse, mas não era para pedir para assumir. E foi isso que eu fiz. Só que a realimentação continuava e eu resolvi ajudar sem ele me pedir e sem ele notar. Não sei se foi muito ético, mas pensei no resultado final que poderia não ser muito bom.
Eu estava lincado como meu laptop à mesa DM2000 e este link estava independente. O que eu selecionava no laptop não interferia na mesa e vice-versa. Com meu mouse sem fio, conseguia mexer no Studio Manager mesmo estando longe do laptop.
Também não mexi em muita coisa, só coloquei o HPF nos canais que achei necessário, e coloquei um gate no bumbo.
A realimentação parou e ele finalizou o sound check. Não interferi em mais nada.
Na hora do show, ainda apareceu um rapaz me chamando a atenção, falando que o baixo estava absurdamente alto em relação ao resto da banda.
Falei que eu não era o técnico do artista e que eu não poderia ajudá-lo. Que qualquer reclamação que ele quisesse fazer naquela hora teria que falar com o técnico do artista.
O proprietário da empresa de som, por saber da minha situação lá na frente, falou antecipadamente para a produção do evento que não era eu que iria operar o som daquele artista, pois ele tinha técnico próprio.
Foi assim que agimos.
Um abraço.

A discussão lá no Gigplace está acirrada!
Um abraço a todos.