quarta-feira, 13 de junho de 2018

Monitor de Alceu Valença em Brennand - Vou falar do PA.

Foto by Raimundo (Luminário).
Olá pessoal.
No dia 20 de abril, fui mais uma vez no Instituto Ricardo Brennand operar o monitor do show de Alceu Valença.
O show fazia parte do 17º Fórum Empresarial.
Fico meio "desconfiado" quando o show é antecedido por jantar...
E quando o show é no meio do jantar, a coisa complica mais ainda.
Não foi este caso aqui, pois o show só aconteceu depois da ceia.
Na outra vez que fui neste mesmo local em 2014 com um show de Alceu, foi um presente de um pai para o filho numa festa de casamento, com pouquíssimos convidados, mas mesmo assim o show foi espetacular e até eu me assustei.
Neste aqui do Fórum, o público era bem maior.
O equipamento de som e luz foi da Luminário.
Já sabia que tudo era bem cuidado.


Mesa Yamaha PM5D no monitor, e na frente eu nem lembro que mesa era...
Acho que foi uma Venue.
Fiquei sabendo só na hora, que iríamos inaugurar a nova aquisição da empresa.
Um line array da EAW, modelo KF730, mais o sub também da EAW, modelo SB730.

Cada lado do PA era formado por seis caixas KF, mais três caixas SB.
No palco foi tudo bem tranquilo.
Tudo funcionando, como eu já esperava. Mesa PM5D RH super bem cuidada.
Perfeito.
Tive tempo para passar todos os monitores como eu queria.
A única coisa no palco que modifiquei foi no side.
Ele era formado por uma caixa de subgraves, mas duas caixas da FZ, modelo J08A.
Ficou um buraco no grave.



Para amenizar o problema, pedi para subir o corte da caixa de subgraves, para tentar diminuir este buraco.
Não ficou ainda como eu queria, mas melhorou bastante.
Acredito que teria ficado muito bom se colocassem uma caixa da FZ, modelo J212A entre a caixa de sub e as duas caixas J08A.
Vou até pedir isso na próxima vez que eu for fazer algo com a Luminário em espaços pequenos ou médios.
Foto by Raimundo (Luminário).

Não tive nenhuma surpresa negativa durante o soundcheck e nem no show.
Surpresas, só positivas.
Uma já foi no palco, durante o soundcheck.
O som do PA não vazava para o palco, mesmo o espaço sendo pequeno e coberto.
Era mínimo este vazamento, inclusive do subgrave.
Gostei.
Foto by Raimundo (Luminário).

Ahhh.
Outra coisa que me chamou a atenção.
As doze caixas do line array estavam sendo alimentadas por apenas UM amplificador.
O X8 da Powersoft.
Isso mesmo.
Este X8 tem 8 canais.
Dois canais alimentavam 3 caixas do line.

X8 da Powersoft. (Clique para ampliar)

Para as caixas de subgraves, apenas UM amplificador também.
O X4 da Powersoft, que tem 4 canais.
Dois canais alimentavam três caixas.
X4 da Powersoft.

Muito legal.
Gera Vieira foi quem fez todos os ajustes no sistema de PA.
Sistema compacto e potente, que fez um trabalho excelente.
O show foi excelente também!!!!
Foi a segunda surpresa positiva do dia.
Participação total do público, mesmo após um farto jantar!
Foi uma festa.

Pedi para Raimundo (Técnico da Luminário) tirar umas fotos dos shows, e até eu apareço em duas. 
Difícil acontecer isso.
Foto by Raimundo (Luminário).

Tava tudo tão tranquilo, que até tomei duas taças de vinho quando passou da metade do show.
Depois do show, mais algumas taças de vinho para comemorar, e arrisquei jantar, mas acabei montando um prato apenas com petiscos para acompanhar a garrafa de vinho que recebemos de presente.

Logicamente, meu "parceiro de taça" sempre ao meu lado. O sanfoneiro André Julião.
A van da banda ainda me deixou em casa, que fica bem perto do local.
Um luxo! (Como diz Toni Thomé).
Um abraço a todos.

sábado, 2 de junho de 2018

Shows de Lula Queiroga no Carnaval - 1 pode virar vários.

Praça do Arsenal (Participação de Almério)

Olá pessoal.
Bastante atrasado nos textos, para variar...
Não iria comentar sobre estes dois shows... Faz tanto tempo que aconteceram... Nem fotos eu tirei...
Mas lembrei de dois bons motivos para comentar aqui sobre estes shows.
O primeiro seria deixar aqui registrado os shows, pois foram muito legais, principalmente o da Praça do Arsenal.
O do Pátio de São Pedro foi "meio" tenso.
Teve gerador pifando na hora do soundcheck, e o técnico de PA da empresa chegou quase 2h depois da hora marcada. 
Horário "inversamente" Britânico.
O soundcheck quase virou um linecheck.
Mesmo com um público aquém do merecido, foi muito legal o show.
Vamos para o segundo show.
Praça do Arsenal.
Neste, a "história" foi outra!!!!!!
Tudo no horário.
Equipe técnica do evento a postos na hora combinada, equipamentos legais.
O soundcheck já foi uma festa.
E não poderia ser diferente na hora do show.
Com um público bem maior em relação ao primeiro show, ainda assim bem aquém do merecido, a diversão foi grande para mim, e para todos que estavam no palco.
Teve vários momentos do show que me empolguei, e acabei baixando o máster do L/R.
Lula Queiroga conseguiu passar (com a banda) o recado dele.
Me encontrei com o artista dias depois, e ri muito com um comentário que ele fez.
Em vários momentos no show ele se projetava para frente do palco por uma passarela, onde passava a escutar o som do PA.
Quando me encontrei com ele, falou:
--- Rapaz... Quando eu ia lá na frente do palco, ouvindo aquela massa sonora, me senti um verdadeiro artista! Minha carteira da Ordem dos Músicos do Brasil ficava querendo sair do bolso, como se quisesse me mostrar que eu fazia parte realmente dessa Ordem.
Ri bastante com esta analogia que ele fez.
Aqui entra o segundo motivo para este texto.
Mantenha sempre a dedicação total nos trabalhos que faz, independente das situações que aparecem.
Sendo equipamento bom ou não, horários cumpridos ou não, público grande ou não, locais bonitos ou não, atendimento bom ou não, artista famoso ou não, quantidade grande de shows ou não...
Pois um show pode te render vários outros.
Fui convidado depois pela produção para mais 5 shows de Lula Queiroga no Sudeste do país.
Isso eu conto depois.
Um abraço a todos.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Rapidinha 221 - Cobrar ou não cobrar...?

Olá pessoal.
Estou num dilema aqui...
Já até falei em dois grupos de áudio dos quais participo, que começarei a cobrar pelo trabalho, mas ainda estou meditando.
Cobrar o que?
Cobrar pela "montagem" do Rider Técnico.
Para quem é leigo e está lendo isso aqui, Rider Técnico é um documento com informações sobre o que o artista precisa para fazer o show.
O rider é composto normalmente por três documentos: Mapa de palco, relação dos canais de instrumentos e vozes (input list) e relação dos equipamentos necessários (PA e monitor).

Ainda tem o rider de luz, mas aí é com o meu colega iluminador.
Nunca cobrei por tal serviço, e a grande maioria dos meus colegas e amigos do ramo não faz isso também, pelo que pude ver nas conversas nos dois grupos onde iniciei a discussão do tema.
Para ser mais exato, apenas UM técnico falou que faz isso.
Pouca gente, né?
Este "serviço" está incluído no preço do cachê, pelo menos é assim que pensa a produção dos artistas daqui da região.
Pensei até num valor para isso, que seria bem perto do cachê que cobro por um show.
Em quase 100% dos casos, só criei o documento para shows onde eu seria o operador de áudio.
Apenas duas vezes fiz para Amigos. 
 
Uma vez para o amigo colocar num projeto da banda dele que estava tentando aprovar por alguma lei de incentivo à cultura, e o outro, recentemente, para um amigo enviar para um evento onde a banda pé-de-serra dele iria se apresentar.
Nos dois grupos de áudio, quase 100% dos colegas falaram que deveria ser cobrado pelo trabalho, mas apenas UM já cobrava.
Como já sabemos, falar é muito mais fácil do que fazer, né?
Já não é fácil segurar o valor do cachê que cobro para um trabalho, e fico imaginando cobrar para fazer um documento.
Uma coisa já resolvi.
Eu descartei a ideia de cobrar quase o valor de um cachê de show para fazer o documento, onde eu vou participar do show.
Vou rever estes valores, e por enquanto vou continuar sem cobrar por isso.
Mas o dilema continua...
Cobrar ou não cobrar...? Eis a questão.
Uma braço a todos.

PS: Sempre comunico no Facebook que atualizei o Blog, e quase sempre as pessoas deixam seus comentários na postagem do Face.
Deixem aqui no Blog seus comentários, pois eles ficam grudados na postagem, e servem como conteúdo para quem passa por aqui. No Facebook tudo se perde.

sábado, 5 de maio de 2018

Parece mentira... Mas foi verdade! - Caso 24.

Olá pessoal.
Este "causo" aconteceu nesta semana que passou.
Estou pelo Estúdio Onomatopéia num trabalho de digitalização de parte do acervo de vinil da FUNDAJ, aqui em Recife.
Estamos acabando o trabalho este mês, depois de um ano.
Entramos num lote chamado "discos raros", e tivemos uma surpresa numa das digitalizações de um disco de 78rpm.
Eu nunca tinha visto, por isso estou colocando isso no Blog na seção "Parece mentira...".
Segue o vídeo abaixo que foi registrado por Bruno, um dos técnicos que está comigo desde o primeiro dia do serviço.


Caso não consigam ver o vídeo aqui nesta postagem, vou explicar o que aconteceu.
O disco toca de DENTRO para FORA.
Isso mesmo.
Bruno teve que colocar a agulha no final do disco, na rotação normal do toca-discos (horário), e o braço foi se movendo até o começo do vinil.
Interessante, né?
Já tinham visto isso?
Um abraço a todos.

domingo, 18 de março de 2018

Carnaval 2018 - A arte está indo para o espaço??



Olá pessoal.
Voltando das "férias" que me dei aqui no Blog, fiquei pensando o que poderia escrever neste texto inicial de 2018.
Fiz alguns trabalhos nesta janela de tempo, mas resolvi não falar sobre eles.
Vou falar de uma "coisa" que me chamou a atenção aqui no Carnaval deste ano em Recife, e imagino que no interior do Estado foi bem parecido. Não me assustaria se foi bem pior lá.
Só fiz dois trabalhos neste carnaval, operando o PA do show de Lula Queiroga. 
Nem foi por falta de convites, foi uma decisão pessoal mesmo.
Os dois shows foram ótimos!!!!
Mas como falei, o texto de hoje não vai ser para falar dos trabalhos.
Vamos ao assunto.
Um técnico amigo meu criou neste carnaval um grupo de WhatsApp,  incluindo vários amigos e colegas da profissão, pra gente trocar ideias sobre oportunidades de trabalho durante o carnaval.
Foi bem interessante o resultado deste grupo de WhatsApp, e por isso ele continua ativo até hoje.
Pois bem...
Neste grupo, dentre outras coisas, comentávamos sobre as estruturas dos palcos por onde passávamos.
Em Recife, vários palcos são montados pelos bairros. São os chamados "polos descentralizados", onde o palco principal (e logicamente, o mais bem equipado) fica no Marco Zero, no Recife Antigo.
E nestas conversas no grupo, pude ver fotos de palcos minúsculos, e/ou equipamentos bem aquém do necessário para um show.
Até aí, nada me assustou muito.
O que me chamou a atenção foi que artistas "grandes" iriam se apresentar nestes palcos.
Num palco que mal dava para armar bateria e percussão???
Ou sem passar som???
Poucos artistas "locais" tem o direto de passar o som nestes polos descentralizados, mas este ano soube de artistas "nacionais" que optaram por isso.
No interior de Pernambuco, teve sistema de monitor formado apenas por duas vias de fone e o side!
Mas uma banda renomada daqui de Recife fez o show.
Mas nem me assustou esta atitude, pois esta banda já é conhecida por não passar o som em eventos como carnaval e São João. Seria somente mais um detalhe este monitor deficitário, né?
Vendo estas situações, fiquei pensando... Onde está o problema? Ou nem tem problema?
Será que estou vendo "cabelo em ovo"?
Vou continuar aqui meu raciocínio levando em conta que não estou vendo ovo com cabelo, que realmente tem um problema, ok?
E acho que a menor culpa é da empresa de som. Ela apenas ganhou uma licitação, onde era requisitado um determinado equipamento.
Se existe ou não uma fiscalização por parte da Prefeitura para ver se a empresa colocou realmente os equipamentos que constam na licitação, aí já é um outro problema.
A Prefeitura tem culpa? Acho que tem mais culpa do que as empresas, pois coloca show "grande" em polos onde ela sabe qual é a estrutura do local.
Pensando assim, só posso concluir que a culpa maior está com os artistas e suas produções.
Não estão dando a mesma atenção a estes shows (carnaval e/ou São João), como dão aos shows "normais".
Carnaval e São João é guerra!
Ouço muito esta frase nestas datas... De técnicos, de músicos, de produtores, de artistas.
Por isso pergunto: --- A arte foi para o espaço nestas datas?
Deixou de ser a razão principal para subir num palco?
Ou "todo artista tem de ir aonde o povo está" seria a frase mais apropriada para estes casos, e eu não notei isso? 
Ahhh...
E neste caso, qual a parcela de culpa dos operadores de áudio?
Um abraço a todos.