domingo, 22 de janeiro de 2023

Over Point - Tinha até aeromodelismo lá dentro!

Olá pessoal.
(Como faz muito tempo que aconteceu esse fato, pode ser que eu cometa algum deslize em algum detalhe... Pode ser também que eu até "romanceie" alguma coisa, mas não é intencional. É apenas o jeito que escrevo de acordo com o que me recordo dos fatos. No final, o fato realmente existiu.)
Mais uma conversa na mesa de um bar que rendeu bons frutos!!!
Nesse caso, pelo que me recordo, foi numa farra na praia, onde eu estava com meu sobrinho JR (Júnior) e nosso amigo Paulo Sérgio, que frequentava muito o Ponto de Encontro e posteriormente a Over Point.
Para variar, conversávamos muito sobre bares, boites, shows, entretenimento.
Numa dessas conversas, falamos sobre uma novidade que apareceu nos shows de música de artistas famosos.
Essa novidade foi criada no ano de 1981, e essa nossa conversa foi no final dos anos 80, onde eu já estava na Over Point como assistente do meu sobrinho.
Passei praticamente um ano ajudando ele na Over, só observando, aprendendo como funcionava "a coisa"...
Minha tarefa principal durante esse aprendizado, era chegar cedo para ligar o som da casa, e colocar música ambiente para receber os clientes até meu sobrinho chegar para começar a noite.
Essa música ambiente, a gente chamava na época de "música lenta". (risos)
A casa abria às 22h, e ficava com música lenta e/ou passando shows nas TVs até 1h da madrugada, que era quando começava o som dançante.
Pois bem...
Na praia o assunto foi o uso em shows de canhões de luz que tinham a cabeça móvel!!!!
As luzes se mexiam!!!!!!
Fantástico!!
Vari-Lite VL0 (protótipo), a primeira luminária de cabeçote móvel do mundo. (Foto by Signify.)

Como pode? Controlar o facho da luz?
Exatamente!
Foi um sucesso essa novidade.
Como falei acima, essa novidade apareceu para o mercado em 1981, ideia da empresa "Vari-Lite".
O nome do modelo era VL1.

A gente chamava a luz com cabeça móvel de Vari-Lite.
Essas luzes não eram vendidas.
Quem quisesse usar, tinha que alugar, e nem preciso falar que era uma fortuna esse aluguel, né?
Por isso, só grandes nomes da área do entretenimento conseguiram usar esse equipamento naquela época.
Durante nossa conversa na praia sobre o assunto, logicamente regado à álcool (sem ser em gel), onde Júnior explicava o funcionamento do equipamento, Paulo olhou pra gente e falou calmamente:
--- Oxe. Eu consigo fazer isso! Uma luminária com cabeça móvel, que a gente possa controlar? Eu consigo isso.
Agora lascou! (pensamos)
Paulete, que era como o chamávamos carinhosamente, era praticante do aeromodelismo.
Foi a primeira vez que ouvi falar de SERVOMOTOR, que eram os motores que movimentavam as asas e a cauda dos mini-aviões.
Servomotores.

Na época, muitas casas noturnas usavam uma luminária chamada PAR36, como essa da foto abaixo.


Ela podia ser embutida ou externa, com este garfo que a pessoa poderia posicionar o facho de luz.
Aí ele falou: --- É simples. Basta colocar um servomotor na base do garfo para controlar o movimento horizontal (direita-esquerda), e outro motor na lateral para controlar o movimento vertical (sobe-desce).
E para controlar isso, era só usar um controle normal de aeromodelismo, como o da foto abaixo.


Pronto!!!
Que eu saiba, surgia nesse exato momento, a primeira lâmpada controlada remotamente numa casa noturna!
A Vari-Lite só poderia ser usada em grandes eventos. Não conta.
Mais tarde, acho que no começo dos anos 90, surgiram as variações da Vari-Lite, com preços mais acessíveis, e a primeira deve ter sido a Intellabeam.

Clique na imagem para ampliar.

Nesse caso o corpo da luminária não se mexia, era fixo.
Colocaram um espelho na frente da saída da luz, e esse espelho era quem movimentava o facho de luz.
À partir da Intellabeam, todo mundo que tivesse uma graninha sobrando, poderia usar agora a chamada "luz inteligente". Era só comprar!
Mas antes disso, já tinha luz inteligente dentro da Over Point!!!
E foi um sucesso!
Não mudava de cor, não projetava imagens... Nada!
Só um facho de luz branca.
Mas a gente controlava esse facho de luz por controle remoto!!!!
Ok... O controle movia as oito lâmpadas ao mesmo tempo, e para ter o controle individual dessas lâmpadas, teria que ter 8 controles independentes.
Aí já era demais, né?
Pelo menos, eu poderia direcionar um facho de luz para quase todos os cantos da casa!
Final dos anos 80?
Já era um espetáculo à parte!
Sem contar que os fachos se movimentavam de acordo com a música!
Logicamente, isso dependia de quem estava com o controle remoto na mão. (risos)
Muitas vezes esse controle ficou nas mãos de clientes, que iam na cabine ver como era que funcionava essas luzes móveis.
Mais na frente, na reinauguração da Over Point, no começo dos anos 90, a casa voltou mais uma vez com inovações, colocando 6 canhões da Martin chamados de RoboScan.
Quatro grandes, modelo Pro 1220, que ficavam penduradas nos cantos da casa, e mais duas menores, que não recordo a referência, que ficavam penduradas no centro do salão.

RoboScan Pro 1220.

Mesmo conceito da Intellabeam, onde o espelho direcionava o facho de luz.
Não preciso falar do sucesso que foi isso também, não é?
Como diz um cantor Amigo meu: --- Inesquecível!
Inesquecível também foi o uso do conceito do aeromodelismo dentro da Over Point.
Sempre inovando...
E já lembrei de outro causo massa aqui da Over.
Mas vai ficar para a próxima postagem sobre a boite.
Um (Over) abraço a todos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Histórias de um fã - Paulo Rafael nem ficou sabendo dessa!


Olá pessoal.
Eu pensei até em colocar esse texto de hoje na seção "Parece mentira...", mas resolvi criar um título próprio para o caso, pois merece.
Caso esse que fiquei sabendo no domingo retrasado (dia 08), conversando com meu Amigo Renato Bandeira, enquanto bebíamos e comíamos um joelho de porco no bar/restaurante Quintal, que fica na zona norte de Recife.
Depois de várias conversas, ele me contou essa história.
Conheci Renatinho em 2004, quando eu estava começando a operar o som de Silvério Pessoa.
Viajamos várias vezes juntos para a Europa para fazer os shows de Silvério, sendo que a primeira vez aconteceu em 2005, onde passamos 110 dias por lá!!!
Dentre outras coisas, dormimos juntos em barraca de camping, aguentou meu choro quando eu estava me separando, ele mudou meu horário de colocar o colírio para glaucoma, aguentei ele estudando com o violão por horas, bebemos muito... Nos divertimos muito também!
Lógico que falamos sobre essas nossas viagens com Silvério Pessoa no Quintal, enquanto eu bebia minha vodka com suco de cajá, acompanhado por um caldinho de dobradinha.
Depois veio o pesado! O joelho de porco!
Joelho de porco do Quintal - Comida Pra Torar.
Vixe! Só como isso de novo em 2024.
No meio dessa farra, ele me conta esse caso que aconteceu com Paulo Rafael, guitarrista de Alceu Valença, que nos deixou recentemente.
Vou tentar escrever a nossa conversa no bar...
Renatinho, era muito fã de Paulinho!! Desde muito cedo, quando estava dando os primeiros passos na carreira de violonista/guitarrista.
Paulo Rafael foi (e ainda é) referência para muitos guitarristas.
Com Renato Bandeira não foi diferente.
Falou que até o cabelo deixou crescer por causa do guitarrista de Alceu. E que seu sonho era ser um Paulo Rafael.
A foto abaixo, que é da carteira da Ordem dos Músicos do Brasil, ilustra bem o que ele falou.
Alguém duvida que ele queria realmente ser um Paulo Rafael?

Isso ele chegou a falar para Paulo, durante uma carona que deu pra ele aqui em Recife, os dois já sendo amigos. O fã emocionou o ídolo.
Renato idolatrava o outro guitarrista, e nunca imaginou que iria ter um contato mais próximo com ele.
O mundo foi dando as voltas que já sabemos que ele dá, e depois de muitos estudos, shows, viagens e perrengues, Renato começa a ter um contato com Paulinho.
Por causa da sua dedicação e/ou talento, Renatinho começou a integrar a Spok Frevo Orquestra, que em pouco tempo de criação, se transformou em referência da música instrumental de Recife, e mais na frente, do país.
Quem tocava na Spok Orquestra já era considerado um músico diferenciado.
E foi depois de um desses shows da orquestra, que Paulo Rafael puxou uma conversa nos bastidores com Renato, onde o assunto principal foi, logicamente, sobre guitarras!
Se não me falha a memória, ele falou que foi durante o Baile Municipal do Recife, onde iria ter os shows de Alceu e Spok.
Um desses encontros no palco entre Alceu e Spok Frevo Orquestra.
Na conversa entre os dois nos camarins, Paulinho falou que tinha notado que a guitarra de Renato estava com um problema que ele já sabia o que provocava.
Contou que já conhecia esse problema com a chave que muda a captação e faz um ruído indesejado, e que era só trocar que o problema seria sanado.
E nessa conversa, Paulo Rafael disse que tinha uma chave "novinha" dessas na casa dele no Rio de Janeiro, e que ele iria enviar pelos correios para consertar o problema.
Renatinho ficou emocionado pela atenção do guitarrista famoso (e ídolo), mas confessa para mim no bar que não esperava que essa chave iria chegar em suas mãos.
Mas chegou!!!!!
Porra! Que massa Renatinho!! (Falei na mesa do bar.)
E complementei:
--- Então essa chave tá na tua guitarra até hoje, né??!!!
E ele me responde:
--- Tá não, Titio. Tá não!
Oxe!!! Tá não?? O que houve?
A chave enviada por Paulo Rafael.
E ele me explica com essa pérola:
--- Não tive coragem de trocar, com medo de eu ter que vender a guitarra, e a chave ir junto com o instrumento. Guardei em casa como recordação, pois nunca imaginei na minha vida que iria receber um presente de Paulo Rafael!!!! E ainda ele me enviando do Rio de Janeiro pelos Correios!! 
Ahahahahahahahahahahah. Muito bom!
Última foto do fã com seu ídolo.
E querem saber mais?
Quando Renato estava tocando em algum show com essa guitarra, e sabia que Paulo Rafael estava presente no recinto, ele não mudava o registro com a chave, para Paulinho não notar que a guitarra estava ainda com o defeito!!!!!
Uma pena que Renatinho não chegou a contar esse causo para Paulinho...
Ele ir dar muitas risadas! Tenho certeza disso!
Com certeza, ele não tinha ideia de como foi muito importante para a carreira de Renato Bandeira!
E para a carreira de váááááááááááááááááááááááários outros guitarristas!
--- Garçon! Mais uma dose de Smirnoff e mais um caldinho de dobradinha, por favor!
A farra foi massa! Ao lado de Rinaldo e Renato Bandeira no Quintal.
E ainda dizem que conversa de mesa de bar não tem futuro!!!
Na próxima postagem, vou falar de mais um causo massa que aconteceu por causa de uma farra!!!!
Um abraço a todos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Natal Para Sempre 2022 - Uma besteira resolveu um problema grave!

Olá pessoal.
Participei mais uma vez do espetáculo Natal Para Sempre.
Nove temporadas, das quais só não participei da primeira.
Os primeiros espetáculos aconteceram no Parque Santana, depois passou a ser realizado no Parque da Macaxeira, e esse ano aconteceu no Cais da Alfândega, no mesmo local onde acontece o Rec-Beat, no centro da cidade.
Achei bem legal os três locais, mas tenho uma queda pelo Parque da Macaxeira, por estar localizado perto do "povão", e por ser dentro de um parque!
Mas não vim aqui hoje falar sobre minhas preferências.
Vou escrever sobre o problema grave que foi resolvido por uma atitude "teoricamente" besta (simples).
Falando pelo lado da sonorização, este espetáculo é bem simples.
Não tem banda tocando ao vivo, são trilhas e efeitos pré-gravados, que eu disparo lá da frente, usando meu Cubase 7.
São apenas 4 caixas amplificadas no palco, para os atores escutarem as trilhas e efeitos.
No total, são 32 pessoas no elenco do espetáculo (atores e bailarinos), onde apenas 10 falam, e por isso usamos microfones nesses atores.

O espetáculo é uma peça de teatro para o público infantil.
Já faz um bom tempo que eu tento colocar microfones DPA no elenco, mas por questões orçamentárias, eu ainda não consegui.
Mas não vou desistir.
Usei esses microfones DPA (Modelo 4061) no SESI Bonecos, e o resultado foi espetacular.
Até comentei sobre o uso desse microfone numa postagem de novembro de 2014!
Vixe! Faz é tempo! (risos)
Qual a principal diferença desse DPA para o microfone que uso (Headset da Shure)?
Com o microfone DPA eu não tenho problema com o "PUF".
Ruído de baixa frequência provocado pelo ar da respiração do ator batendo na cápsula do microfone.
Outra coisa... Esses microfones headset saem muito do lugar devido à grande movimentação dos atores durante as cenas, onde eles dançam, pulam, deitam no chão, se abraçam.
Com o DPA não tenho esses dois graves problemas, pois a cápsula do microfone fica colada na lateral do rosto (bochecha), longe da frente da boca.
E como eles são colados com fita, não mudam nunca de lugar!!!!!!!!!!!
Perfeito!
Vou tentar mais uma vez usar eles no final desse ano.
Por que estou falando dos microfones?
Porque o grave problema que apareceu na edição de 2022 foi exatamente nos microfones.
Equipamento essencial para ter o espetáculo.
Sem a amplificação das vozes, não tem espetáculo, porque os espaços onde são armados os palcos todos os anos são enormes, ao ar livre.
Todo o diálogo é ao vivo.
Eu apenas disparo as trilhas, músicas e efeitos.
Hoje fui fazer o último exame solicitado pelo cardiologista.
Estou fazendo um check-up.
Fui colocar o aparelho que fica medindo a pressão de 20 em 20 minutos, durante 24h.
A atendente colocou o aparelho, me deu as instruções básicas, e o aparelho mediu minha pressão assim que foi ligado.
A menina olhou para o visor digital do aparelho, olhou para mim e falou:
--- Eita! Tá muito alta. Vá direto para a emergência que fica a duas quadras daqui.
Fui andando para emergência... E o aparelhinho sempre fazendo o serviço dele.
Ele estava no meu bolso, e não tirei para ver se eu entenderia a marcação no visor.
Na emergência, a médica mediu novamente a pressão, falou que realmente estava alta, mas que ainda não era necessário eu tomar algum medicamento para baixar.
Anotou num papel dois números (180 x 120), onde me avisou que se eu visse no visor pelo menos uma numeração mais alta que 180 ou 120, que eu voltasse numa emergência.
Quando parei para tomar uma água de coco aqui perto de casa, retirei o aparelho do bolso e fui ver como ele mostrava a medição.
É bem simples, onde ele mostra as duas medições referentes aos números que a médica me passou, mais o batimento cardíaco.
Até agora não passou de 180 e/ou 120, mas... 120 e 80 (que seria o 12 por 8), não apareceu uma única vez!!!!!
Só acima.
Não sou médico, mas pelo jeito vou entrar no medicamento para controlar a pressão alta.
Ou seja... lasquei-me. (risos)
Natal Para Sempre 2022 - Paço Alfândega.

Quase me lasco mais ainda no Natal Para Sempre!!!!
Por que?
Como o local desse ano era no centro da cidade, era perto de muitas antenas de TV e rádio!
Para piorar, os sistemas sem fio dos microfones eram inferiores ao que a gente usou nas edições anteriores.
E para piorar mais ainda, não teria o sistema de SPLITTER para todos os microfones!
O que faz esse Splitter?
Vou tentar explicar.

Cada microfone sem fio tem seu receptor.
Quando o microfone sem fio é tipo bastão, o próprio microfone possui um transmissor embutido.
Nesse meu caso, onde usamos microfones Headset, temos que ligar cada microfone em uma caixinha alimentada por pilhas, que chamamos de "Bodypack", e essa caixinha fica presa no corpo do cantor e/ou ator.
O bodypack é o transmissor, que envia o sinal para o receptor, e ligamos a saída desse receptor na mesa de som.
Normalmente, cada receptor de microfone possui duas antenas, onde a antena que estiver recebendo o melhor sinal do transmissor assume o comando. Chamamos essa tecnologia de "Diversity".
Essas antenas ficam o show todo trocando o comando entre si.
Usando as antenas dos receptores, teríamos 20 antenas recebendo sinais de vários microfones, e quanto mais perto essas antenas ficam umas das outras, mais risco de termos interferência de RF (Rádio Frequência).
Num Splitter, normalmente podemos ligar 4 sistemas de receptores, e usamos apenas 2 e não 8 antenas para receber esses sinais.
Já deu um limpada boa no ambiente, né?
Tem outros fatores que geram essas interferências, como a intermodulação, que é basicamente o resultado da interação de dois ou mais sinais de RF, de forma que a proximidade ou distanciamento dos transmissores podem intensificar ou amenizar estas interações.
Ou seja... Quanto mais microfones sem fio juntos, mais intermodulações.
Não vou nem entrar muito nesse assunto porque não tenho conhecimento suficiente para falar.
Resumidamente, posso dizer que quanto mais transmissores e receptores juntos (próximos), mais riscos corremos com as interferências.
E isso nem estou ainda contando com os sinais de TVs e rádios, que quanto mais próximo o palco estiver dessas antenas, muito mais riscos de interferências, porque estes sinais são muito fortes.
Que foi o que aconteceu nesse espetáculo onde o palco foi armado no centro de Recife.
Atualmente, existe a profissão de gerenciador de RF, onde o técnico com a ajuda de ferramentas, e sabendo quais serão os equipamentos sem fio usados pelos artistas, organiza a frequência de cada equipamento para não haver interferências.
Eu só tinha 1 Splitter, e fiquei desesperado quando fui passar o quinto microfone.
Os 4 que estavam ligados no Splitter funcionaram perfeitamente, mas do quinto em diante não teve jeito!
Interferências constantes, com fuga de sinal.

Liguei até para amigos que estavam num outro evento bem perto do meu, que tinham ferramentas que poderiam amenizar o meu problema, mas eles estavam bem atarefados com isso também lá, porque iriam usar muitos sistemas sem fio.
Falei então para meu amigo da empresa de som e para Fabiana, a produtora do evento, que seria impossível fazer o trabalho sem mais um Splitter, e eles deram um jeito de conseguir mais um.
Massa!
Mas fiquei frustrado quando fui passar os microfones novamente, porque a interferência estava grande ainda. Não como estava antes, mas ainda iria interferir muito no espetáculo.
O risco da interferência era muito alto ainda.
Mas eu não tinha mais saída.
Avisei até a produtora do risco que iríamos correr nos dois dias de espetáculo, mas ela me falou que não tinha mais como mudar os equipamentos.
Subi triste no palco para falar com eu amigo da empresa de som, e aproveitei para ver as 4 antenas dos dois Splitter.
Foi aí que tudo mudou!!!!

Vi a primeira antena, ok.
Quando eu fui ver as outras 3, tomei o susto.
A segunda estava na frente, na mesma linha da primeira, mas as outras duas estavam atrás dessa segunda, e ainda uma bem perto da outra.
No nosso "Pernambuquês", a gente fala: 
--- Está uma antena encangada com a outra!
Aí perguntei pro meu amigo:
--- Oxe! Por que essas antenas estão nessas posições?
Ele me falou que era porque não tinha mais cabos longos para distanciar mais umas das outras.
(Lembrei na hora do Projeto da LAB do Estúdio Carranca que eu participei, onde esse assunto de RF fazia parte do conteúdo das aulas.)
Amigos, amigos... Negócios à parte!!!
Falei que não poderia ser daquele jeito, que ele se virasse para conseguir os cabos, que muito provavelmente os nossos problemas estavam sendo causados por esse motivo.
Pedi para ele ligar para o gerente, pro dono da empresa, pra qualquer pessoa que ele achasse que poderia resolver, mas a gente tinha que mudar esse posicionamento das antenas.
Ele sabia da gravidade também, de como as interferências que aconteceram quando a gente estava passando os microfones iriam prejudicar muito os dois dias de espetáculo.
E ele foi atrás para conseguir os cabos.
E conseguiu!

Posicionei as antenas com o espaçamento que eu queria, mudando até o posicionamento da primeira, colocando-a um pouco mais no fundo do palco.
E fui lá para frente passar todos os microfones novamente.
Os 8 que estavam ligados nos 2 Splitter funcionaram perfeitamente, sinais totalmente estabilizados!!!! Fuga de sinal igual a ZERO!
E eu falando no meu microfone de comunicação que enviava minha voz para o palco:
--- Tá vendo?? Não falei??!!!
Uma besteira resolveu um grave problema.
Falo besteira, porque foi simplesmente posicionar 4 antenas.
Não foi usado software, não foi preciso fazer varredura de frequências, não precisou mudar sistema sem fio... Nada!!!!
Só pegamos os pedestais com as antenas e mudamos de lugar.
Nem pesado era!!!!
Que alívio eu senti!!!!

Dois microfones não iriam passar pelo Splitter, que eu acho que sempre foi assim, mesmo esse amigo da empresa de som me falando que sempre foi só um microfone (Vovó) que não passava pelo equipamento.
Como tem um personagem (João) que só tem fala no meio da peça, e o Papai Noel só entra no final, colocamos o mesmo microfone para os dois personagens.
Mas os canais ficaram separados na minha mesa de som, pois eram vozes completamente diferentes.
Quando João acabava a fala dele no meio da história, Arnaldo retirava o microfone dele e colocava no Papai Noel.
Feito isso, ele ia atrás do receptor e trocava os cabos, desligando o cabo que enviava o sinal para o canal de João na mesa, e ligava o cabo que ia para o canal de Papai Noel, que estava em outro canal e com uma regulagem totalmente diferente.
Perfeito!
Ficou então só o microfone da Vovó sem usar o Splitter.
Não tive um problema sequer com fugas de sinais no primeiro dia.
No segundo, ainda tive duas fugas rápidas nos microfones, mas nada que interferisse no entendimento dos diálogos.
Com certeza, se não fosse pela besteira que fizemos com as antenas, dificilmente o público iria entender a "história" da Menina Amélie e seu sonho de Natal, porque o problema era grave!!!
Rayana Carvalho interpretando Amélie. Ela colocou o nome da personagem na sua filha, que nasceu em 2020.

Ahhhhhh!!!!
Lembram que eu tentei falar com uns amigos que estavam em outro evento bem próximo do meu, quando eu estava desesperado com meu problema de RF?
Um desses amigos estava ficando na minha casa, pois ele está morando em outra cidade, e veio operar o som desse evento no Marco Zero.
Ele estava também com problemas.
E quando acabou meu soundcheck e eu tinha resolvido o meu, passei lá para pegar uma carona com ele, que estava de carro.
Perguntei do problema dele.
Quando ele me falou que tinha resolvido, comemoramos!!
Passamos numa lanchonete perto de casa e compramos um beirute de carne (nada light!).
Abri uma das garrafas de vinho que eu tinha em casa, e comemoramos o êxito duplo!
Problemas resolvidos!!!!
Essa é uma das graças da minha profissão.
Um abraço a todos.

PS: Segue abaixo a explicação para eu ter destacado a palavra história. Antes eu usava estória nesse caso do texto de hoje, mas estou usando história para os dois sentidos.

Clique na imagem para ampliar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Over Point - Garrafas cheias de água? Endoidaram?

Olá pessoal.
Lembram que falei em uma postagem bem anterior, que iria contar os "causos" que presenciei e/ou passei na Over Point?
Quando eu for lembrando, vou escrevendo.
Eu passava muitas horas na Over Point. Muitas horas mesmo!!!!!
Muito diferente de hoje em dia, onde nem existe direito DJ fixo numa casa noturna.
Eu era fixo, comecei e encerrei minha carreira de DJ lá, como Rogério Ceni no São Paulo.
E sempre ia para a Over fazer alguma coisa, como montar os vídeos que passavam no Bar Ponto de Encontro, que ficava embaixo da boite, e foi a partir desse bar que surgiu a Over.
Pois bem...
Num desses dias que fui pra lá numa tarde, isso foi antes da reforma, a casa era pequena ainda, então foi antes de 1991.
Quase certeza que foi antes de chegar em 1990.
Só lembrei disso porque ainda tenho na mente a imagem do balcão do bar da boite cheio de garrafas, quando eu abri a porta de acesso pelos fundos, que dava direto no bar.
À princípio achei que estavam todas vazias.
Só depois de absorver a imagem, notei que estavam todas cheias de água!
De um lado do balcão estava Rogério Amorim, proprietário da casa, e do outro lado, não lembro se era o Barman ou o "Maître".
Para quem não sabe o que era um maître (pronuncia-se métri) numa boite, ele era responsável pelo atendimento inicial dos clientes quando entravam na casa, que acomodava o pessoal nas mesas reservadas antecipadamente, era quem gerenciava o atendimento dos garções, supervisionava a limpeza da casa etc.
Ainda existe essa função nos restaurantes, mas em casas noturnas é bem difícil encontrar hoje em dia.
Quando eu vi a cena dos dois ao lado das garrafas cheias de água, perguntei:
--- Estão doidos, é?
A Over Point sempre esteve na frente das outras casas noturnas em várias questões, que devo falar sobre algumas delas aqui nesses textos sobre minha passagem por lá.
Rogério Amorim me explicou a razão das garrafas com água.
Ele era muito organizado, coisa que sempre achei muito importante para um gestor, independente do que está gerenciando.
Sempre estava tentando aperfeiçoar o controle do que entrava e saía de bebida, comida etc.
E naquela época, era raro uma garrafa de bebida ter uma fita de dosagem, hoje bem comum quando a gente pede uma garrafa de whisky ou vodka num bar.
Só algumas marcas mais populares tinham isso no final dos anos 80.
Posso afirmar que quase nenhuma fábrica fornecia essas fitas!!!
E como saber quanto estava saindo de licor de menta, de ron, de gin, de vários tipos de whiskies e vodkas?
A casa servia vários tipos de bebidas alcoólicas! Diferentes marcas e modelos de garrafas.
Então essa foi a solução que Rogério achou para resolver seu problema.
Pegou todas as garrafas de bebidas alcoólicas que poderiam ser servidas por dose, e encheu todas elas com água.
Colou uma fita de papel em todas elas, que eram de vários formatos, e com a ajuda de um dosador, ia tirando dose por dose, enquanto riscava com uma caneta o nível de cada retirada do líquido na fita de papel.
Depois de fazer isso em toooooooooodas as garrafas, até esvaziá-las, pegou as fitas de cada garrafa e enviou para uma gráfica, onde as fitas foram confeccionadas em grande quantidade.
Gostaram?
Eu achei sensacional no dia!
Problema resolvido.
Se duvidar, hoje em dia ainda deve ter garrafa de bebida alcoólica sem essa fita com as marcações das doses!
Tenho até um causo curto sobre dosador que aconteceu nesse mesmo balcão, mas vou deixar para outro texto.
Um (Over) abraço a todos.

domingo, 1 de janeiro de 2023

Mais um ano começa, e eu sempre me perguntando... Como fazer?

Olá pessoal.
Começou mais um ano!!!!!!!
Sobrevivi!!!
Sobrevivemos!!! Né?
Mudei as cores do cartaz onde aviso que tem postagem nova do Blog, pra dar uma agitada no visual. (risos)
Nunca fui fã de datas.
Réveillon? Antes de 1h da madrugada eu já estava deitado para dormir.
Bebi mais no Caneca Fina ontem pela manhã, comendo caranguejo, do que aguardando o relógio passar da meia-noite!
Pra mim, é muito mais importante ligar para uma pessoa várias vezes num ano para saber como ela está, do que só ligar no aniversário dela para dar os parabéns!
E ainda porque viu o aviso do aniversário dela no Facebook!!!
Muito melhor mandar mensagens para alguém várias vezes durante a vida, tirando onda, mandando piadas, chamando para um vinho em casa, do que ir no velório dela.
Tou aqui vendo um show (mais um!) no YouTube de Jessie J.
Virei fã da menina.
É um colírio(?) para os ouvidos.
Esse que estou vendo é de 2019, e nem sei onde foi, mas é muito bom ouvir ela cantando, e a qualidade do som sempre é muito boa!!!
Pois bem...
Comendo aqui o RO (Resto de Ontem), um pernil que minha irmã preparou, e pensando em mais um ano que começa.
Comecei vendo um filme, mas parei e coloquei um show da Jessie.
Logicamente, bebendo meu vinho tinto Chileno.
Sempre me vem à mente a mesma pergunta:
--- Como vou fazer mais uma vez, para me sustentar mais um ano, trabalhando com shows e eventos?
Teve um tempo que eu não dependia desses trabalhos.
Mas esse tempo passou faz tempo!
E nem tenho muito tempo para pensar numa resposta para essa minha pergunta que se repete de tempos em tempos.
Vou apenas seguindo com os trabalhos, pagando as contas e me divertindo com o que sobra.
Não preciso de muita coisa, ou de coisas caras para me divertir, ou para me sustentar.
E me lasco com coisas que para muita gente é besteira, como um gato (Tom) não me reconhecer quando fui arrumar as coisas dele na casa da minha ex-esposa que está viajando.
Guarda Pet Compartilhada! (risos)
Tá... Fiquei triste.
E ele pode até não saber, mas fiquei feliz em vê-lo hoje!

Tom, quando ficava um tempo aqui em casa.
Gostar, vai muito mais além do que ligar para desejar feliz aniversário ou ir para um velório ou enterro!
Quem me conhece, deve saber se eu gosto ou não dele.
Não disfarço.
Amanhã já começo a correr atrás de trabalhos para pagar as contas de fevereiro.
Não tenho nada fechado para frente.
Já tenho recursos reservados para todas as contas de janeiro.
E assim vou levando.
Fácil não é, mas impossível também não é, pois estou até hoje fazendo isso.
Para quem acompanha o Blog, em janeiro faço 57 anos.
Uns meses mais folgados, outros nem tanto.
Elogiado em vários trabalhos, e de vez em quando envergonhado por um resultado ruim, como falei na postagem anterior.
Faz parte.
Quanto a saber como vou fazer para sobreviver mais um ano com meus trabalhos com áudio...
Nunca tenho a resposta!
Vou apenas seguindo!!!!
No final de 2023 eu me faço a mesma pergunta.
Espero chegar lá! (risos)
E mais uma vez, acredito que não vou saber responder!
Acabou o show de Jessie.
Achei um de Roger Hodgson!
Também fico muito feliz em ouvir as músicas de Supretramp.
Mais tarde, quem sabe... Um Belchior, Beto Guedes, Djavan...
Com vinho, lógico!
Um abraço a todos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Waldorf (3), Elba (4), Otto (1), Habagaceira (1), Carol (1), Johnny (1) e Natal (2) - Demorei para escrever por vergonha de 1.

Foto by Fatos Desconhecidos.

Olá pessoal.
Depois do trabalho que eu fiz com o Estesia, no dia 28 de outubro, onde a polícia apareceu, e que eu comentei na postagem anterior, fiz esses outros trabalhos que estão no título acima.
Sendo oito trabalhos em novembro e cinco em dezembro.
Três dias com um evento teatral da Escola Waldorf, quatro shows de Elba Ramalho, um show de Otto, um show da Banda Habagaceira, uma apresentação de Carol Levy num lançamento de um livro infantil, um show de Johnny Hooker e dois dias do espetáculo Natal Para Sempre, uma peça infantil de teatro que é realizada num palco ao ar livre, e que já participo faz sete anos.
Esse ano foi a minha oitava participação.
Pois bem...
Vou tentar explicar essa vergonha de 1 que coloquei no subtítulo do texto, sem me estender nos outros shows.
Elba Ramalho em Areia Branca (RN), no dia 12/11/2022.

Já tinha feito anteriormente outros trabalhos com Elba Ramalho, sempre substituindo o meu Amigo Mário Jorge, técnico de PA da cantora.
Já falei sobre muitos desses trabalhos aqui no Blog.
Os shows de Elba Ramalho de novembro, aconteceram nos dia 12, 13, 19 e 20 em Areia Branca (RN), Aracati (CE), Goiânia (GO) e Caucaia (CE) respectivamente.
Até pensei em não aceitar o convite para fazer o monitor de Otto no dia 18 por conta dos horários.
Eu não sabia ainda se eu viajaria um dia antes para fazer o show de Elba no dia 19.
Quando soube que só iria viajar no dia 19, aceitei fazer o dia anterior com Otto.
Dormi pouco, mas foi tranquilo.
Elba Ramalho em Aracati (CE), no dia 13/11/2022.

Minha tranquilidade só foi afetada no primeiro trabalho, no dia 12 com Elba em Areia Branca.
E é a razão da minha vergonha.
Até hoje não me recuperei.
E quase não escrevo por causa disso. Por causa da vergonha.
Mas aí eu teria que encerrar o Blog, pois não teria mais sentido escrever.
(Quando escrevi essas frases em negrito, realmente eu não tinha me recuperado do acontecido. Estou acabando esse texto hoje, dia 27/12/2022, já quase totalmente recuperado da vergonha.)
É muito fácil escrever (ou falar) só quando dá certo, né? Só das coisas boas...
O contrário é que complica, e é o mais comum de se fazer, pelo que tenho observado ao meu redor durante esses meus (quase) 57 anos de vida.
Omitir.
É muito mais simples!!!
Produzir provas contra si?
"Direito ao silêncio, e à não autoincriminação".
Na área jurídica, é totalmente aconselhável!!!! (risos)
Os políticos sabem bem o que é isso. Usam muito!!!
Sou um "aborto da natureza".
Nem sei se esse termo está dentro dos padrões atuais de linguagem, mas foi a primeira expressão que me veio à cabeça para me autodenominar. Ou seria autoincriminar??
Eu poderia escrever sobre todos os outros trabalhos onde me saí bem e omitia só esse onde me lasquei, que ninguém iria notar!!! (risos)
Não é?
Otto em Recife (PE), no dia 18/11/2022.

Mas vamos para a vergonha que passei...
Eu até poderia enumerar alguns pontos que me levaram a passar pelo que passei.
Como a mesa que quebrou minutos antes do soundcheck e fiquei aguardando pelo conserto enquanto os músicos já estavam começando com a checagem no palco.
Ou a chuva e o vento forte que ficou entrando no palco durante o show, ou a falta de tempo que não me deixou passar o microfone da artista lá na frente, ou de cobrirem a sanfona com uma toalha por causa da chuva etc...
Mas nada justificaria.
Eu tenho certeza que poderia ter resolvido o problema da realimentação (microfonias) que aconteceu durante todo o show.
O problema é que essa certeza só me apareceu depois do ocorrido.
Até hoje não sei direito porque não resolvi.
E fiquei muito mal com isso.
Toda banda, inclusive a cantora, usa fones na monitoração.
Não existe caixas de monitor no palco.
Então, se der microfonia, ela é causada pelo som do PA.
Mesmo sendo duas palavras distintas, acho OMITIR quase um sinônimo de MENTIR.
No mínimo, omitir é mentir para si mesmo! (risos)
E eu não iria me perdoar nunca se eu omitisse essa minha falha num dos 13 trabalhos que fiz entre novembro e dezembro.
Elba Ramalho em Goiânia (GO), no dia 19/11/2022.

Fica aqui então registrado que os problemas com o som que aconteceram no show de Elba Ramalho no dia 12 de novembro em Areia Branca (RN) é de minha inteira responsabilidade.
O sistema de som não era ruim. Foi culpa minha mesmo. Fato.
Fui para o show do dia 13 em Aracati completamente desanimado, pois eu sabia que o sistema de som (line array) desse show era "Made in Home", ou seja, feito em casa!
E eu tinha me lascado no dia anterior usando um sistema industrializado, que soava bem...
Fui desanimado e receoso, não vou mentir.
Mas...
O que passou, passou. Não volta atrás.
Respirei fundo e fui fazer meu(s) outro(s) trabalho(s).
Tento sempre tirar proveito dos meus erros. E aqui não foi diferente.
Depois dessa vergonha que passei, não tem perigo eu fazer mais um show de Elba sem passar o microfone dela, eu falando nele da mesa do PA.
(Logicamente, se eu for convidado novamente, né? Depois dessa, não sei mais.)
E foi assim que eu fiz nos outros três shows dela, onde dois sistemas eram bem complicados de se trabalhar, pois as caixas do line array eram projetos caseiros.
Achei que meus ajustes deixaram a sonoridade melhor dos dois PAs não industrializados, e isso eu tive a certeza já no soundcheck.
Depois de ajustar o PA, eu falava no microfone de Elba para ver como estava soando.
Dependendo do resultado, fazia novos ajustes, tanto na equalização do PA, quanto na equalização do microfone.
Os dois shows foram como deveriam ser. Bem legais, e sem problemas!
Elba Ramalho em Caucaia (CE), no dia 20/11/2022.

No show em Goiânia, o equipamento era ótimo, Line Array RCF, mesa CL5, mas o ambiente era muito reverberante, e a mesa de som ficou descentralizada.
Colocaram ela em frente a um dos lados do PA.
Ok, muito melhor do que operar o som do PA ao lado do palco!!!
Mas o resultado foi legal também.
Poderia ter sido melhor ainda se o ambiente não reverberasse tanto!
O local, projetado por Oscar Niemeyer, é um ambiente em forma de círculo, com muito concreto. Dá para imaginar, né?
O resultado sonoro dos três shows de Elba Ramalho após a vergonha, me deu  um certo alívio.
Geraram elogios, mas quase não mudaram meu estado, ainda assustado pelo primeiro show.
Mesmo assim, ajudaram muito no início da recomposição do ego (leia-se autoestima).
Eu fiquei mal, não é exagero.
Estou recuperado agora, depois de vários outros trabalhos bem sucedidos após o do dia 12 de novembro.
Johnny Hooker em Recife (PE), no dia 17/12/2022.

E teve trabalho de todo tipo.
PA, monitor, PA/Monitor, PA/Sonoplastia...
Como falei, não vou falar sobre esses outros trabalhos.
Não por omissão, viu?
Fiz direitinho todos eles. Foram todos dentro da normalidade.
Mas como falei no início do texto, não iria me estender falando dos outros trabalhos.
Os dois últimos aconteceram agora, no dia 21 e 22 de dezembro, onde operei o som do espetáculo Natal Para Sempre, aqui em Recife, fazendo também a sonoplastia, disparando efeitos e trilhas durante a peça.
Não iria falar nada mais sobre esses trabalhos de novembro e dezembro em futuros textos, iria acabar aqui com esse, mas aconteceu uma coisa no Natal Para Sempre, que acredito que vai ajudar muitos colegas da profissão.
Uma besteira resolveu um problema grave!
A frase acima ficou tão boa, que já vou adiantar que vai fazer parte do título da postagem onde vou falar sobre o Natal Para Sempre de 2022.
Realmente ela ilustra bem o que foi o caso.
Aguardem.
Mas acredito que só consigo escrever sobre isso no outro ano!!!
Mas o outro ano está logo ali no próximo domingo, né?
Vixe!
Cinquenta e sete anos batendo à porta...
Daqui à pouco estou andando no ônibus de graça!!!! (sem risos)
Um abraço a todos.