sábado, 1 de julho de 2023

A importância da empresa P.A. Áudio na minha formação profissional.

Olá pessoal.
Acharam que esse texto seria sobre o São João, né?
Mas não vai ter nada a ver com os trabalhos "juninos".
Esse texto eu comecei bem antes do São João, precisamente no dia 21/06, mas só hoje (01/07) peguei para finalizar. Segue abaixo o começo do texto da postagem.
A forma correta de escrever o nome da empresa é como coloquei no título, mas vou tirar os pontos para facilitar a escrita, escrevendo PA Áudio.
Se não me engano, pois faz tempo, e eu não queria perguntar isso para os três fundadores da empresa (Normando Paes, Rogério Andrade e Mário Jorge Andrade) para não perder o jeito de escrever, o PA vem do Paes e Andrade dos nomes deles.
Já falei em texto anterior (bem anterior!) que eles quase encerram minha carreira na inauguração da DM2000 no monitor do Festival Philips no Marco Zero, mas gostaria de falar hoje sobre como a empresa me colocou no mercado, e de como a filosofia dos sócios influenciou na minha formação profissional.
A empresa fez o primeiro Abril Pro Rock (APR), que aconteceu num espaço na Avenida Rui Barbosa, que se não me falha a memória, era chamado de Circo Maluco Beleza, e tinha uma tenda de circo nesse local, onde se apresentavam as bandas que estavam iniciando.
Essa tenda era o palco 2.
E tinha o palco principal onde se apresentavam as bandas mais conhecidas.
Fui muito lá, mas para farrear, nunca pensei em trabalhar numa "coisa" daquelas.
A PA Áudio foi a responsável pela sonorização do festival durante décadas! 
Só se retirando depois que a sociedade da empresa foi desfeita, uns anos atrás.
Eram meus amigos, e são até hoje.
Acabei casando com a melhor amiga da esposa de um deles... Que é a mãe do meu único Filho.
Pois bem...

Não me recordo de Mário Jorge nessa época no local, acho que ele já tinha saído de Recife, indo morar no Rio de Janeiro.
Mas continuava sócio da empresa, vindo esporadicamente para o Recife, para participar dos eventos mais importantes da empresa, quando a agenda dele deixava.
Nem sei a quantos anos ele trabalha com Elba Ramalho...
Mas acho que antes de fazer Elba, ele trabalhou com Alceu Valença.
Fora outros tantos artistas que ele faz o PA ou monitor atualmente.
Meu contato era mais com Rogério e Normando.
E foram esses dois que me colocaram nos shows, em 2004, onde fui substituir Normando no monitor de Silvério Pessoa no Carnaval, num palco armado na frente do Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda.
Nunca esqueci desse dia.
Eu já fazia o monitor da Banda Versão Brasileira, mas levou um tempo para eles acharem (e com razão) que eu estava apto a fazer o monitor de outro artista.
Foi quando comecei pra valer no mercado de shows, depois desse dia no palco em Olinda com Silvério Pessoa.
Turnê de Silvério Pessoa na Europa (2005).
Depois de algum tempo, que não lembro quanto, me chamaram para ser o técnico de monitor do Palco 2 do APR.
O que era ser o técnico do palco?
Se a banda não levasse o técnico de monitor, eu era o responsável para fazer o serviço.
Naquela época, ninguém chegava com técnico de monitor!!!
(Hoje em dia, muitos ainda não levam!!!)
Eu fazia o monitor de todas as bandas.
Os sócios da PA Áudio sempre prezaram por um atendimento diferenciado por parte da técnica com relação aos artistas e bandas que se apresentavam no festival, ou nos eventos que eram contratados para sonorizar.
Naquela época, eles já viajavam muito pelo Brasil e até pelo exterior com Alceu, Lenine, Elba, Nação Zumbi, e perceberam essa defasagem em Recife.
Não era normal um bom atendimento por parte da equipe técnica das empresas de som.
Não era normal uma dedicação por parte da técnica local.
Hoje eu posso afirmar, que a PA Áudio foi a primeira empresa daqui de Recife a se preocupar com o atendimento aos artistas e músicos.
Atualmente ainda é complicado ver uma dedicação e comprometimento por parte de alguns técnicos de empresa de som... Principalmente no quesito atendimento.
Imagina isso no começo dos anos 90???!!!
A empresa mudou essa concepção aqui na região, principalmente em Recife.
Acredito até que por eles serem técnicos, operando o som de vários artistas e bandas, facilitou nessa vontade de implementar uma nova filosofia de trabalho na empresa.
E foi muito bom para mim participar dessa filosofia.
Meu primeiro trabalho em festivais foi no APR!
Só não lembro mais do ano!
Fui pesquisar aqui...
A primeira edição foi em 1993, no Circo Maluco Beleza, e eu era DJ da Over Point.
Só ia pra o APR beber umas cervejas e/ou vodkas e ver o movimento.
Me recordo que comecei a trabalhar no APR quando ele era no Centro de Convenções de Pernambuco.
Mas ele foi transferido para lá em 1997, e com certeza eu não tinha condições de assumir um monitor.
Acredito que só fui chamado para trabalhar lá um pouco antes de fazer o show de Silvério Pessoa em Olinda.
Acho que foi no começo dos anos 2000, pois tenho foto no APR em 2004.
Eu era contratado para atender as bandas que não levavam o técnico de monitor.
E como falei antes, ninguém levava esse técnico!
Eu fazia o monitor de todas as bandas!
Vi aqui na pesquisa que em 2003 foi a primeira apresentação de Pitty no APR, e eu estava lá no palco 2 nesse dia.
Foi a única artista que levou o técnico de monitor.
No ano seguinte, ela se apresentou no palco principal!
Vi também na pesquisa o ano que Tom Zé se apresentou lá e teve o infarto.
Foi em 2002, e eu já estava lá também.
A turma da PA Áudio sempre procurou pessoas que se encaixassem nesse perfil de atendimento diferenciado, e fico muito grato que eles viram isso em mim.
Consegui (e ainda consigo) vários trabalhos por seguir essa filosofia.
Já falei para vários colegas e amigos da profissão, que muitos trabalhos são perdidos por que o técnico simplesmente não tem uma "postura" profissional.
Já consegui vários trabalhos por causa dessa postura, mesmo sendo tecnicamente inferior a outros profissionais.
APR 2004. No meio de Pezão e Wally. Na esquerda, Pequeno.
Relembrando aqui de vários casos, me veio à cabeça um que nunca esqueci, e que tem ligação direta com essa filosofia implementada pela PA Áudio, que acabei incorporando aos meus trabalhos.
Aconteceu num show da banda Mombojó, onde eu estava no monitor do palco 2 do APR.
Só trabalhei um ano no monitor do palco 1.
Pois bem...
Show rolando da Mombojó, e eu lá na mesa de monitor.
Por várias vezes notei que o tecladista estava olhando para mim.
Até então, eu não sabia qual era o nome dele.
Chiquinho.
Até hoje é o tecladista da banda, que se não me falha a memória, é a mesma formação desde esse dia que eu conheci.
Peguei várias vezes ele olhando para mim, e eu tentava entender o que ele queria, mas sempre ele desviava o olhar ou fazia o sinal de positivo com o polegar.
E eu sem entender direito qual era o desconforto dele...
O show acabou, não tive problemas no monitor, mas fiquei intrigado pelos olhares dele durante todo o show.
Enquanto o pessoal desligava as coisas no palco, para ligar os equipamentos da outra atração, fui falar com ele.
E perguntei: --- Oi, tudo legal? Sou Titio e estava fazendo o monitor de vocês.
E ele respondeu: --- Tudo bem, eu vi que você estava no monitor.
E eu emendei: --- Só não entendi porque você olhava tanto pra mim, e não me pedia nada. Só dizia que estava ok.
E ele respondeu: --- Titio... Nunca tinha visto aqui em Recife um técnico de monitor na mesa de som durante todo o show, olhando o tempo todo para os músicos no palco!
Por isso, sempre dava uma olhada para a mesa para conferir, e sempre você estava lá olhando pra gente. Nunca tinha visto isso aqui em Recife.
Pra levantar a autoestima, não é? Isso foi no começo dos anos 2000!!!
Não posso dizer também que a filosofia da empresa teve 100% de importância nesses meus trabalhos em shows e/ou eventos, mas que chegou perto dos 50, chegou.
O resto depende da vontade e do pensamento do profissional.
Na época que eu estava na Over Point, eu ficava um bom tempo observando as pessoas que estavam lá dentro da boate, para ter ideia de qual caminho eu iria seguir no comando das músicas.
Ou seja... Eu já me preocupava em atender bem, em tentar fazer o melhor...
Em ser mais profissional, ou ter pelo menos uma postura profissional!
Estamos em 2023 e ainda vejo essa falta de postura pelos palcos.
Diminuiu? Sim, mas ainda encontro.
Só para ilustrar, no show que fiz no dia 17/06 com a banda Mestre Ambrósio num palco em Arcoverde, o mesmo palco que ano passado estava vazando corrente elétrica, o técnico de monitor da empresa (simplesmente) foi embora durante a troca dos instrumentos no palco. 
Deve ter acontecido algo no show anterior, ou ele tinha marcado outro compromisso... Não sei.
Só sei que ele "picou a mula" e sumiu! 
Devo falar sobre esse causo no Blog, se eu ainda tiver saco de falar desse palco do Polo Raízes do Coco.
O que importa agora, é deixar registrado aqui no Blog o que a PA Áudio representou para minha formação profissional.
Ahhhh!
Já tive até vontade de deixar um evento da PA Áudio que eu estava responsável pelo som do PA, justamente porque os dois técnicos que estavam no palco não tinham ainda essa filosofia da empresa.
No final de um dos dias desse evento, fui lá no palco e falei para os dois que eu não iria mais seguir no evento, porque não estava vendo "dedicação" por parte deles.
Liguei para Normando, e falei para colocar outro no meu lugar!
Já presenciei técnico de PA de artista famoso que não falava com o baterista (famoso também!).
E já soube de muitas intrigas entre técnico de PA e técnico de monitor que trabalham com o mesmo artista.
Pelo que me conheço, não conseguiria trabalhar num "clima" desses.
Se eu não conseguir enxergar uma EQUIPE no trabalho que estou fazendo ou ainda vou fazer, é muito fácil eu desistir.
Principalmente porque não sei fingir bem!
Quem me conhece, sabe (bem) do que estou falando.
Obrigado Normando, Rogério e Mário Jorge.
A PA Áudio marcou uma geração de técnicos.
Com a PA Áudio em Fernando de Noronha (2008).
E deve ter mudado a cabeça de muita gente que trabalhava na época (e ainda trabalha) com shows e eventos.
Um abraço a todos.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Cachê Sapataria - Tá vivíssimo!!!

Olá pessoal.
Propaganda a turma sabe fazer, mas organizar esses pagamentos dos artistas que se apresentam nas datas festivas como Carnaval e São João ainda está longe de acontecer, pelo que ainda vejo.

Essa desorganização nos pagamentos tem efeito dominó, e quem mais sofre é a parte técnica.
Me parece que esse ano, o grande vencedor do "Cachê Sapataria" foi a prefeitura de Olinda.
Por que sapataria?
Até 60/90/120/150/180 dias para começar a pagar, sem juros!!!! (Sem risos)
Até que não vi muita gente reclamando nas redes sociais.
Acho até que virou uma coisa "normal" e se acostumaram.
Ou desistiram, né? Porque cansa ficar solicitando o óbvio!
Eu mesmo falei pouco, porque aceitei os trabalhos sabendo que iria sofrer no pagamento.
E não deu outra.
Aceitar é uma coisa, e achar que está certo é uma coisa completamente diferente!
A maioria dos trabalhos que eu fiz nos quatro dias de carnaval, esperei no mínimo 2 meses para começar a receber.
Os que me pagaram depois de apenas um mês (apenas?!), eu acredito que pagaram sem receber do contratante, o que seria o mais justo, mas nem todos conseguem fazer isso, ou não se programam para fazer isso, não é?
E é muito difícil os técnicos não aceitarem esses trabalhos, pois a grande maioria dos artistas estão sendo contratados por prefeituras ou governos.
Nessa segunda-feira (19/06/2023), foi aniversário do cachê de um  trabalho que fiz no palco da Praça do Carmo em Olinda.
Aniversário de 4 meses!!!!
Pois é... O Carnaval Dos Sonhos!!! (De quem?)
Quando essa grana entrar, nem sei quanto vai estar valendo, de tantos juros que já paguei, enquanto aguardo os pagamentos.
Dos males, o menor... Só falta eu receber esse show em Olinda.
Se é que dá pra chamar de menor ou melhor, né?
Mas juntando todos os cachês que chegaram bem atrasados, o prejuízo foi grande!!!!
Nem vou falar como me virei pra passar por esses quatro meses pós-carnaval.
Na verdade, ainda estou passando.
E a bola de neve continua, porque agora são os shows do São João!!!! (Sem risos)
Um amigo meu, que não é do ramo, me falou num dia desses, enquanto conversávamos sobre o assunto: --- Tá vendo?? Não foi para Jericoacoara!! Burro! Você escolheu!!
Segundo ele, e alguns familiares, era pra eu ter ido andando para a praia famosa. (Risos)
Vamos em frente! (Viram como gosto dessa frase?)
Como não tinha comentado nada durante esses meses, só em alguns grupos fechados, resolvi avisar aqui no Blog que nada mudou, para a "turma dos gestores" não achar que está tudo organizado.
O que é uma mentira.
Espero que um dia os "Slogans Maravilhosos-Surpreendentes-Colossais" como o de Olinda desse ano, façam jus às atitudes por trás dos eventos!
Falei apenas das prefeituras, porque não fiz nenhum trabalho no interior de Pernambuco, mas nem sei também se esse cachê de Olinda tem a ver com o governo (FUNDARPE e/ou EMPETUR).
Os dois trabalhos que fiz em Natal (RN), só recebi depois de 2 meses!
Parece que combinam, né?
Fica então registrado aqui no Blog que o Cachê Sapataria não morreu!!!!!
Continua vivíssimo!!
Só não sei por quanto tempo a turma da técnica sobrevive.
Um abraço a todos.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Dica dos Amigos 011 - Como conectar as mesas CL/QL com o laptop, via cabo de rede.

Olá pessoal.
Semana passada recebi um aviso que alguém tinha deixado um comentário numa postagem que eu fiz em 2016, falando sobre um erro que acontecia ao tentar abrir uma cena da CL no editor offline.
O comentário de Leovam nem era sobre a postagem, ele me perguntou se eu poderia explicar como era que se fazia para conectar a mesa CL da Yamaha com o laptop usando o cabo de rede.
Puxei pela memória e não me recordei de ter feito isso alguma vez, e fui até procurar no Blog.
Só encontrei postagens falando como seria essa conexão via cabo de rede com a M7CL e LS9, também da Yamaha.
Achei até que poderia ser do mesmo jeito para fazer essa conexão com a CL3 e CL5.
Como nunca tinha feito essa conexão, fui perguntar para um amigo que está em contato direto com CL.
Monteiro é o técnico responsável pelo som do Teatro RioMar Recife, além de ser operador de PA e/ou monitor de vários artistas.
Conversando com ele via WhatsApp, ele me explicou direitinho com se fazia.
E é muiiiiiito mais simples que a conexão com a M7 ou LS9!!!!!!
Nessa conversa, ele me falou que iria fazer um vídeo para que a explicação ficasse melhor.
Aproveitei essa ideia dele, e falei que iria aproveitar esse vídeo, colocando-o numa postagem do Blog falando sobre esse assunto.
É exatamente o que estou fazendo agora.
Tiraria a dúvida do leitor Leovam e de muitos outros que porventura não sabem também como se faz essa conexão.
Essa conexão é muito importante, porque é um modo de passar uma cena para a mesa, caso aconteça algum problema com a porta USB, que é onde colocamos normalmente o pendrive para transferir nossas cenas.
Por incrível que pareça, nunca precisei usar essa conexão via rede para transferir uma cena!!!
Mas é bom saber como se faz.
Fora isso, podemos usar essa conexão com o laptop via roteador sem fio.
Já fiz muito isso com a LS9 no FITO, operando os shows de Tom Zé, com a mesa no palco e eu lá na frente com o laptop via wireless em cima de uma bancada.
Já falei sobre esses shows do FITO aqui no Blog anos atrás. Só procurar.
Mas vamos voltar para o assunto dessa postagem, que é a conexão e sincronismo das mesas CL/QL com o laptop usando o cabo de rede.
Nesse caso é um cabo de rede normal, viu?
Com a M7 e LS9 era uma cabo CROSS, mas nem sei mais se é assim hoje em dia! (Risos)
Só lembrando que depois da conexão com a CL/QL, vem a parte do sincronismo.
Cuidado! Já apaguei mesa por causa disso.
Porque nessa etapa o programa pergunta se você quer sincronizar PC>Console ou Console>PC.
Para passar uma cena que está no seu laptop para a mesa, tem que escolher a opção PC>Console MAS tem que desabilitar a opção ALL LIBS, que quer dizer "Toda a Livraria".
Já falei também sobre esse assunto em textos passados, como esse AQUI de 2008!!!!
Bem...
Segue abaixo o vídeo produzido por Monteiro, onde ele explica como fazer a conexão do laptop com a CL/QL usando o cabo de rede.
Caso aconteça algum problema para ver o vídeo direto na postagem, podem ver também no YouTube, só clicar AQUI.
Com certeza essa dica do meu amigo vai ajudar muitos colegas e amigos do áudio.
Obrigado Monteiro.
Um abraço a todos.

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Sade (Live Bring Me Home) - Um audiovisual de extremo bom gosto.

Olá pessoal.
Duas semanas atrás, exatamente no dia 18/05, encontrei esse show no YouTube.
Gosto muito de Sade Adu, conhecida pela maioria por Sade, uma cantora britânica que nasceu na Nigéria.
Fez muito sucesso nos anos 80, principalmente com a música Smooth Operator, mas sempre levei o som dela comigo, seja no HD externo, pendrive, e agora no Deezer.
Suas músicas sempre tocaram na Over Point da minha época.
Acredito que nesse dia 18 eu fui procurar algo dela no YouTube para acompanhar meu vinho Chileno.
Não conhecia esse show de 2011 (12 anos atrás!!), que foi gravado no Citizens Bank Arena, em Ontario (Califórnia).
Preparei os petiscos, enchi a taça, liguei minha caixinha Flip 4 da JBL na TV, e fui ver o show.
Excelente surpresa!!!
O show tem duas horas de duração, mas de tão bem feito, o tempo passa rápido.
Sempre com meu foco no SOM, fui me deliciando com o show.
A caixinha Flip da JBL, para mim, é uma grande opção para quem quer ouvir bem um som de um show ou filme.
A minha é a 4, mas acho que já está na 6.
Muito pequena, por isso muito fácil de transportar em viagens.
Ela é estéreo e tem entrada auxiliar, que é por onde ligo o som da TV, para não ter atraso entre som e imagem com uma ligação Bluetooth.
Potência sonora muito boa para o tamanho, perfeita para meu apartamento de 64 metros quadrados, ou qualquer quarto de hotel.
E qualidade sonora excelente, sem exageros em determinadas frequências.
Ótimo custo/benefício.
Normalmente não tenho o mesmo interesse pela imagem como tenho pelo som, por razões óbvias, mas...
Já no começo do show, comecei a prestar mais atenção nas imagens.
Palco absurdamente "clean" (limpo), e não lembro de ter visto um posicionamento dos músicos como o que feito nesse show. Como entram e como saem.
Chama a atenção!
E foi aí que o show ganhou mais beleza!
O som estava maravilhoso, mas as imagens também estavam.
Como gosto muito da cantora e de suas músicas, isso ajuda ainda mais numa avaliação positiva.
E ainda tinha o vinho para ajudar a amolecer uma opinião mais desfavorável! (Risos)
Embriagado (em todos os sentidos) pelo que eu estava vendo, comecei a mandar mensagens, indicando o show para colegas e amigos da profissão, principalmente iluminadores, porque achei a luz sensacional.
A primeira turma que me veio à cabeça foi o Estesia, aqui de Recife, que faz essa ligação forte entre som, luz e imagens nos shows que fazem.
Já operei o som de alguns desses shows, por isso a certeza dessa interatividade.
No dia, não pensei em falar desse show aqui no Blog, principalmente por achar que a garrafa de vinho pudesse ter interferido na minha avaliação.
E deixei o assunto de lado, porque também não tive nenhum retorno dos iluminadores, produtores e cantores que eu pedi para ver o show.
Vai ver foi a garrafa de vinho que amoleceu demais minha percepção, né?!
Mas...
Ontem eu recebo a mensagem de Carlos Filho, vocalista do Estesia, elogiando o show.
Ahhh. Se Carlinhos elogiou o show, é porque eu estava certo mesmo!
Já é um excelente aval para a minha opinião!
Ele é muito detalhista, perfeccionista, e de um gosto musical apurado e requintado.
Mesmo assim, resolvi ver novamente o show ontem, depois da nossa troca de mensagens.
E sem colocar uma gota de álcool na boca, só água.
Não teve jeito...
Continuei com a mesma opinião!
Todas as fotos vendo o show na sala são de ontem, logicamente.
Não tem garrafa de vinho na mesinha. Notaram? (Risos)
Por causa dessa força de ontem do cantor, escrevo esse texto hoje, indicando esse belo trabalho audiovisual, que eu já deveria ter indicado no dia após eu ter visto.
Não posso também deixar de comentar que o diretor do vídeo teve uma importância enorme para o excelente resultado final do produto.
No meu ponto de vista, ele conseguiu filmar e montar o vídeo com maestria, e conseguiu deixar o telespectador dentro do show, como se estivesse lá na Arena.
Mesmo que você nunca ouviu falar de Sade, e nunca ouviu uma música dela (o que acho pouco provável), veja esse show pensando num trabalho audiovisual.
Muito provavelmente, acredito eu, você deve achar que, pelo menos, é um trabalho charmoso, elegante, e de muito bom gosto.
Foi isso que senti nas duas horas de show!
Quem quiser ver esse show no YouTube, clique AQUI.
Um abraço a todos.

PS: Também não me recordo de já ter visto um artista reverenciar seus músicos como Sade fez nesse show!

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Over Point - O mérito é todo seu!

Olá pessoal.
Vou me tornar repetitivo aqui nos textos sobre a Over, pois sempre vou afirmar que ela sempre esteve à frente do tempo na época, pelo menos no tempo em que eu estive lá.
Esse caso nunca vou esquecer.
Tecnologia sempre foi o forte da boate.
No final dos anos 80, a boate possuía equipamentos próprios para a música ao vivo.
Tinha mesa de 16 canais, microfones, monitores, processador de efeito...
Tinha duas máquinas de efeitos!!!!
Um Quadraverb da Alesis e um SPX 900 da Yamaha. Não tenho certeza se era um SPX 90 ou 900.
Uma eu usava nas peças da bateria e percussão, e o SPX usava nas vozes e/ou na guitarra.
Meu sobrinho JR era (ainda é) muito ligado nesse lance de tecnologia, e sempre teve naquela época a assessoria de Luizinho Referência nas questões relacionadas ao áudio.
Quando saímos da mesa de 8 canais da Staner para a de 16 da Alesis, foi indicação de Luizinho.
Ele deu várias indicações, e sempre foi o responsável pela o alinhamento do som e também pelos projetos de caixas e sistemas de amplificação a serem utilizados.
A mesa da Alesis era mais dura que uma rocha, operacionalmente falando, mas tinha 16 canais!!!!
Um luxo para uma boate naquele tempo!
E eu lá... Aprendendo na marra!
DJ operar som ao vivo de boate? Jamais. Não lembro de outro fazer isso aqui em Recife naquele tempo.
Seguindo esse padrão da tecnologia, meu sobrinho deu a ideia de instalar uma antena parabólica na casa.
Pra que?
Para poder pegar o sinal da MTV, que era gerado no sudeste, e não chegava aqui em Recife!
Esse sinal ia para o equipamento do Bar Ponto de Encontro, onde eu passava tardes e mais tardes das minhas folgas gravando fitas de vídeo com a programação da MTV.
Enquanto eu gravava, acompanhava o que estava rolando na música pelo mundo.
Com essas gravações "brutas", eu escolhia clipes que achava interessante e montava (editava) as fitas de vídeo que seriam passadas no bar.
Não sabia naquele tempo, mas eu estava fazendo a tão famosa "playlist" dos dias atuais, só que manualmente.
Com essa gravação do Ponto de Encontro, levava o videocassete lá para a boate, fazia a conexão com o vídeo de lá e saía editando...
Usava a velocidade mais lenta (EP) para gravar na outra fita, conseguindo assim muito mais tempo de clipes.
Acho que na velocidade EP, se conseguia 4h de clipes.
Não me recordo, mas era capaz de eu ter usado a velocidade EP também para gravar as fitas brutas no Ponto de Encontro.
E não é que toca aleatoriamente aqui Losing My Religion no meu Deezer?!?
Esse texto é exatamente para falar sobre essa música!
Numa dessas várias gravações e edições de fitas de vídeo, usando os clipes da MTV, me deparei com a banda R.E.M. cantando Losing My Religion.
Achei muito legal!!!
Não me recordo porque não levei o clipe para tocar na boate...
Não sei se só vi uma reportagem na MTV sobre a música da banda... Acho que sim.
A música não combinava com a boate. Era fato.
Era muito fora do perfil dela, mas eu adorei a música!
Minha recordação já pula para um dia onde eu estava com DJ Érico numa loja de discos importados, tentando achar músicas para tocar nas boates onde a gente trabalhava.
Ele era DJ de outra boate.
Era a loja de Flávio Galetinho, que ficava em Boa Viagem.
Uma loja especializada para DJs, trabalhando basicamente com discos importados, onde cada disco só tinha uma música, com várias versões.
O chamado "Remix" de 12" (doze polegadas).
Nessa procura por músicas, me deparo com o remix de Losing My Religion da banda que eu vi na MTV!!!!
Que massa!!! Uh uhhhh!
Achei a música!
Mostrei todo animado o meu achado para Érico, falando que eu iria tocar a música na boate.
Ele perguntou se eu tinha endoidado, porque a música não tinha nada a ver com a casa.
Ahhh, que se dane!
Achei a música massa, e vou tocar lá, falei pra ele.
Ok... Tu que sabe... Falou ele.
Levei o disco.
Logicamente, por estar bem fora do perfil da Over Point, meu sobrinho também não gostou.
Mas vamos tentar, falei pra ele... Vamos tentar.
Ele não mudou muito de ideia não, viu? (Risos)
Mas o disco estava na cabine.
Vou esperar uma oportunidade boa para tocar.
Como eram essas oportunidades para lançar músicas novas?
A gente esperava o salão estar completamente lotado para jogar a música nova.
Mesmo sem o aval do meu sobrinho, escolhi uma hora para fazer isso.
Salão lotado, animação...
A gente tinha uma vinheta com o nome Over Point cantado por Robson Ricardo.
Robson era a voz mais conhecida nas rádios da cidade, porque ele cantava muitos jingles publicitários, incluindo o famoso jingle do Hotel Jardim, que na realidade era um Motel.
Quem mora aqui em Recife, nunca esquece esse jingle.
Tocava muito.
Pois bem...
Com o salão cheio, faço o corte na música que estava tocando, jogo a vinheta e solto a introdução da música da banda... 
Tan nan nan nan nan... (Lembram?)
E...
Parecia que tinham jogado uma bomba no meio do salão!!!!
Nunca esqueci da cena!
Só ficou UM casal no meio do salão dançando!!
Será que o casal soltou um "peido" na hora e eu não fiquei sabendo? (Risos)
E foram os dois que soltaram ao mesmo tempo, pois um peido só, não causaria toda aquela correria.
Nunca vi um "êxodo dançante" tão grande!
Logicamente, levei o maior "esporro" do DJ principal da Over, meu sobrinho.
Eu entendi perfeitamente o desgosto dele, pois foi uma debandada que a gente nunca tinha visto ali.
Eu entendi, mas ainda apostava na música.
E estava disposto a tentar outras vezes, sempre esperando um salão lotado para poder encaixar a música.
Na segunda tentativa, o salão secou de novo, mas bem menos!!!
Acredito que uns 7 casais ficaram no salão...
Devo ter levado outro esporro, não lembro.
Mas fui tentando... Sempre usando a mesma técnica... Salão cheio, música, salão cheio, música...
E as debandadas foram diminuindo... Até chegar num ponto que já era uma música que daria para tocar em quase todas as noites.
Foi aí que ela começou a tocar nas rádios locais!!!
Aí veio a compensação de tantos salões esvaziados...
À partir desse dia, se a gente não tocasse toda as noites, apanhávamos dos clientes!
Sucesso total!
Numa dessas noites, eu estava na frente da cabine, observando o movimento, vendo o pessoal dançar... E meu sobrinho estava comandando a noite naquela hora.
A gente revezava durante a noite, o que era muito bom, porque cada um tinha um jeito de "tocar".
Isso foi antes da reforma da casa, acredito que em 1991, e a boate era bem pequena.
Meu sobrinho estava na cabine, e bateu no vidro me chamando a atenção.
Olhei pra ele, que estava me chamando.
Entrei na cabine e perguntei o que ele queria.
Ele me passou o fone, apontou para o disco que estava pronto para ser tocado, e falou: --- R.E.M..
E eu retruquei: --- Sim. Certo, ok. O que é que tem? 
E ele completou: --- Pode colocar. O mérito é todo seu!
Achei muito legal a atitude dele.
Peguei o fone, e coloquei a música para tocar, do mesmo jeito que fiz na primeira vez, cortando e colocando a vinheta.
Só que agora, eu já sabia qual seria a reação do público!!!!
Era assim que funcionava a cabine da Over Point!!!
Lembro que não gostei de Pump Up The Jam da banda Technotronic, quando estava escutando os discos novos na cabine da boate num dia de folga.
Achei que não iria dar certo.
Agora foi eu quem achou que não era o perfil da boate. (Risos)
Mas JR gostou.
E tocou. E deu no que deu.
Gosto da R.E.M. até hoje.
Tanto que a banda está na minha lista de favoritos no Deezer.
Technotronic também.
E Losing My Religion toca até hoje!
Como Pump Up The Jam também!
Um (Over) abraço a todos.

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Johnny Hooker no Armazém 14 - Tirando Jeri, foi tudo dentro do esperado para mim.

 

Olá pessoal.
O show de Johnny Hooker no Armazém 14 seria minha despedida dos shows, não sabia por quanto tempo, mas seria o último.
Seria mesmo? Não foi.
Explicação mais na frente.
Esse show aconteceu no sábado passado, dia 20.
Cheguei bem cedo ao local do show, para adiantar as ligações dos in-ears, e de tudo que eu pudesse adiantar.
Um Amigo técnico me alertou, por causa de experiências anteriores, que era muito provável eu encontrar problemas com os equipamentos da empresa de som.
Já fui preparado.
O sistema de in-ears foi alugado por fora.
O cantor e a maioria da banda usariam in-ears.
Menos riscos.
Caixas de monitor para o guitarrista, para a baterista, que usaria junto com o in-ear, e para o tecladista, que seria apenas para ser ligada se tivesse alguma bronca com o in-ear.
Essas caixas estavam falando até legal!
Menos um problema.
A baixista usaria apenas o in-ear, como Johnny Hooker.
Chequei o som do side e estava soando bem também.
Quando eu estava ligando o sistema de in-ears, todos com o mesmo ajuste de nível de entrada de sinal, me deparei com um sinal absurdamente alto numa das bases. 
Essa base estava, como falei, com o mesmo ajuste de nível de entrada, que deixei em -3dB.
Para testar, tirei os cabos da saída extra 3/4 do Slot 1 da mesa de som, e coloquei os cabos de envio para outra base dos in-ears, e vi que o mesmo sinal muito alto também apareceu na outra base.
Ou seja... O problema era na saída extra 3/4 da mesa.
Por que extra?

A mesa M7CL da Yamaha vem com 16 saídas físicas (analógicas) atrás dela.
Mas o proprietário pode expandir essas saídas, comprando placas de expansão (entradas/saídas), que são colocadas em 3 Slots, podendo fazer mais 12 saídas analógicas.
Nessa mesa do show, tinha duas placas de saídas extras instaladas.
Cada placa com 4 saídas. Foto abaixo.
O problema apareceu na saída 3/4 da primeira placa.
Como não achei nada nas configurações internas da mesa que poderiam estar causando o problema, resolvi escolher outras saídas da mesa para enviar os sinais para a base.
Escolhi duas saídas nativas da mesa, que já vem nela.
Ao fazer isso, resolvi meu problema, e os sinais chegaram com o mesmo nível das outras bases.
O problema realmente era na saída 3/4 da placa de expansão.
Tudo ligado e checado, só me restava esperar pela banda, que viria direto para passar o som e ficava no camarim aguardando a hora do show.
Antes de Johnny iria ter uma DJ, e depois teria outra banda, que não iria passar o som.
Massa!
Os nossos equipamentos não seriam desligados e/ou desmontados!
Menos outro risco!
Os riscos foram diminuindo. Notaram?
Acho que meu Amigo técnico vai errar no prognóstico que deu, pensei.
(Prognóstico: Ação que, se pautando em dados reais, indica o que poderá acontecer.)
A mesa M7CL da Yamaha já é famosa por problemas.
É uma mesa antiga muito boa, mas sem uma manutenção constante, esses problemas aparecem "com força"!
O mais famoso deles é o "fader maluco", onde esses faders assumem vida própria, subindo e descendo sem a gente tocar neles.
Ou seja...
Podem acabar com o trabalho do operador de áudio e/ou podem até acabar com o show, dependendo da quantidade de faders com essa "doença".
Dei uma testada rápida antes do soundcheck e notei o problema em apenas um fader.
Fiquei de olho nele, e se o problema continuasse, eu teria que escolher outro fader para controlar o canal do instrumento.
A banda chegou e começamos com o soundcheck.
Foi tudo seguindo normal.
Inclusive, o fader nem deu mais problemas...
Eita. Legal.



Usei uma cena do show anterior que eu fiz com Johnny Hooker, meses atrás aqui em Recife.
Essa cena era de outra mesa da Yamaha, a CL5, mas a gente tem um conversor de cena que ajuda bastante no trabalho.
Converti a cena da CL5 para a M7CL.
Nessa conversão, algumas coisas são perdidas, mas a maioria dos ajustes são convertidos.
E no show anterior, a baixista não usou in-ear, e também seria outro baterista nesse show.
Mas a formação da banda seria a mesma.
Só teve o acréscimo de 3 canais extras de instrumentos, em relação ao show que eu fiz anteriormente.
Para não prejudicar a cena da mesa, colocamos esses canais extras no final, depois de todos os canais.
Então todos os outros canais estariam com os ajustes do show anterior, incluindo o envio para os monitores dos músicos.
Mesmo sendo outro músico na bateria, ela pediu para deixar a mixagem que eu tinha feito para o baterista do show anterior no fone dela, e a gente ia ajustando as coisas.
Foi assim que eu fiz, e deu super certo.
Tava indo tudo bem, até que apareceu um ruído no meu ouvido enquanto ouvia as vias dos músicos, e fui tentar achar de onde vinha os estalos.
Não era um ruído contínuo, aparecia de vez em quando, mas se aparecia em todas as vias dos músicos, era algum canal que estava indo para todos.
Achamos!!!
É no canal da guitarra!
E depois de alguns testes, descobrimos que o problema era no amplificador, que estava dando estalos.
Como o som desse amplificador, que era microfonado, ia para todos os músicos, todos eles escutavam os estalos.
Já estávamos no final do soundcheck, e mostramos o problema para os técnicos da empresa.
Só que... Não tinha amplificador de reserva!
Só depois do show, o guitarrista me falou que tinham comunicado pra ele que o amplificador seria trocado. Ele me falou isso no camarim, depois do show! (Risos)
Na hora do show, quando anunciaram: --- E com vocês, JOHNNY HOOKER!!!
Cadê o som da guitarra?
O amplificador morreu!
Morreu mesmo. Nem som tinha mais!
Corre pra lá, corre pra cá, tenta ligar o amplificador, nada de sinal!
O problema não é nos pedais do guitarrista! Simplesmente o amplificador morreu!
E agora?
Não tem outro amplificador.
Vamos ter que usar em LINE (linha)!
Não tem outra solução.
Usa o canal do Violão 2, que não vamos ter hoje, falaram.
Não!! Vou usar o mesmo canal da guitarra, que já está endereçado para todos os músicos!
Despluguei o cabo do microfone que estava pegando o som do amplificador, liguei num DI (Direct Injection ou Direct Box), e liguei o cabo que saía dos pedais do guitarrista no DI.
Ok, agora é só eu ajustar o ganho, que a guitarra já está indo para todos.
Começamos o show assim!
Mas deu certo.
Durante o show, fazendo os ajustes normais de uma monitoração, notei que o reverb aumentava sozinho em algumas vias.
Lembrei do fader louco!!!
Mas não notei que esse fader da volta do efeito estava louco.
Selecionei o canal do efeito, e foi quando notei na tela da mesa, o botão (knob) da mandada para a via girando sozinho!
Vixe!!
Não lembro de já ter visto isso. O botão girar sozinho.
O normal é o fader mexer sozinho.
A mesa estava com alguns "probleminhas"...
Aprendi mais uma!!
Meu Amigo do prognóstico acertou.
Fora esses probleminhas do amplificador e da mesa, deu para chegar até o final do show com uma certa tranquilidade.
Alguns pedidos normais dos músicos durante o show.
Nenhuma microfonia, o que é muito importante.
Para ser sincero, já peguei vários equipamentos de som com muito mais problemas do que esses do  show de sábado!
Nenhum pedido do cantor durante todo o show...
Eu vou até perguntar a Júnior "Bokaum", produtor técnico, se Hooker falou algo pra ele sobre o monitor, pra saber onde acertei ou errei.
Mas no contexto geral, acho que foi tudo dentro do que eu imaginava.
Vídeo produzido por @golarrole. As imagens do vídeo foram feitas durante o evento.

Mas vamos para a parte que fugiu completamente do esperado... Pelo menos pra mim!
Mas não foi no show. Aconteceu dois dias depois!!!!
"PS2: Acabo de fechar o trabalho no Ceará. Terça-feira viajo para Jericoacoara.
Mudança profissional mais radical da minha vida. Depois conto a história."
Lembram desse PS2, no final da postagem anterior?
(P.S. = Post Scriptun, Pós Escrito. Indica algo que o autor julga necessário acrescentar a um texto após o seu encerramento.)
Uso muito o termo PS no final dos meus textos.
Usei esse PS seguido do número 2 no texto anterior, porque era minha segunda observação.
Pois é...
Não deu certo essa observação do texto anterior.
Estava tudo fechado naquele momento, porque recebi a ligação do contato do hotel confirmando, enquanto eu encerrava o texto. Por isso entrou como PS. O texto já estava finalizado.
Eu iria operar o som do hotel, principalmente nas festas que acontecem de quarta à domingo, das 16 às 22h.
Folga na segunda e terça.
Eu ia morar no hotel, num quarto ao lado do escritório, que fica atrás do hotel.
As festas acontecem numa cobertura, num telhado.
Pelo que eu vi em vídeos, a área é descoberta, então se chover não tem festa.
Mas acho que não deve chover lá durante muitos dias, né? (Risos)
Basicamente era operar o som para DJs, onde alguns utilizam percussão, violino, sax ou um violoncelo nas apresentações.
Não tem show com bandas, com bateria, baixo, guitarra, teclado, vocais etc...
Era isso que eu estava sabendo.
Eu já vinha acertando os detalhes com o hotel muitos dias atrás.
Acho até que mais de 30 dias.
Fui indicado para esse trabalho por Dérick, técnico aqui de Recife, que agora está morando em São Paulo, e que já fez esse trabalho no hotel em Jeri anteriormente.
O contato do hotel, depois de várias conversas anteriores, me ligou na sexta-feira pra me perguntar se eu poderia finalmente ir para lá na segunda-feira.
Falei que eu tinha um show no sábado (esse de Johnny), e que precisava tirar os pontos da extração de um dente na segunda-feira, e ele falou que ficaria então para a terça-feira essa minha ida.
Ok, falei pra ele. Tudo certo.
Na segunda, enquanto aguardava o atendimento na clínica odontológica, ele me manda mensagem no WhatsApp e pergunta se está tudo certo para minha ida no outro dia.
Falei que sim, que eu estava aguardando somente ele me passar a passagem com o horário.
Foi aí que veio a surpresa!
Ele perguntou se eu não sabia chegar lá, e se eu nunca tinha ido à praia famosa.
Ele queria que, teoricamente, eu "desse meu jeito" para chegar lá.
Respondi a mensagem falando que eu nunca tinha ido à Jericoacoara, mas não era esse o problema para mim, e sim arcar com as despesas pra chegar lá.
Fiquei de ligar para falar diretamente com ele, depois do atendimento para retirar os pontos.
Liguei.
Era isso mesmo que eu tinha entendido.
Era para eu arcar com meu deslocamento até o hotel em Jeri.
Não aceitei.
Falei que isso não era o normal.
E ele foi falar com o chefe dele sobre o assunto, dizendo que entrava em contato mais tarde.
Me ligou no final do dia e falou que realmente não daria para o hotel arcar com esse translado.
Ok então, falei.
Job cancelado!
Agradeci pelo contato, e encerramos a conversa.
Fui até comprar mais mantimentos, porque deixei tudo chegar no finalzinho prevendo essa viagem.
Não toquei no assunto do meu translado para o hotel nas conversas com o contato, mesmo eu achando estranho ele não falar nada sobre isso, porque pra mim é muito normal o contratante arcar com essa despesa. Nem passou pela minha cabeça atitude diferente.
Aprendi mais uma!!
Era até capaz de eu aceitar ir de ônibus, mas nem isso ele ofereceu.
E nem eu pensei em oferecer!
Eu pagar? Isso eu tinha certeza que não iria fazer, independente do meio de transporte.
Logo após nossa conversa sobre o cancelamento do trabalho, liguei para a produção de uma banda que tinha me convidado para um trabalho em junho, e eu tinha negado por causa da viagem para Jeri.
Consegui ainda pegar esse trabalho, e tinha outra data em junho com a mesma banda.
Ok, agendado os dois shows!
Também informei todos meus amigos do ramo que a viagem foi cancelada, pois todos eles estavam cientes dessa minha mudança de Estado.
"Estou na pista" novamente! Falei para todos.
Foto by @golarrole.
Um abraço a todos.