quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mudança de Palco (Especial) - 19 de janeiro de 1966.



19 de janeiro de 2012.
Cheguei aos 46!
Que eu continue com a mesma determinação de sempre querer evoluir nestes anos que estão vindo.
Que eu continue achando que ser honesto vale a pena.
Que eu continue não desejando mal a ninguém (do bem).
Que eu continue achando que ajudar as pessoas vale a pena, mesmo achando que não vou para o céu por causa disso e nem vou receber nada em dobro também.
Que eu continue sendo o que sempre fui, e que eu consiga chegar aos 47, 48, 49, meio século...
O ano novo, para mim, começa agora e não no dia 01 de janeiro.
Que meu Filho sinta orgulho de ser meu Filho, como eu sinto orgulho de ser o pai dele.
Obrigado a todos que me entenderam (ou me aguentaram) até hoje.
E se fiz mal a alguém (do bem) nestes anos, pode ter certeza que não era esta minha intenção.
Um abraço a todos.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Trabalhos em dezembro – (Quase) Nada a declarar.

Olá pessoal.
Sexta-feira... Resolvi não sair de casa (pra variar).
Sexta-feira 13! Lembrei agora. Não tenho nenhuma superstição. Passo embaixo de escadas, deixo a sandália virada, nenhum número me diz nada a não ser o valor numérico de alguma coisa. Branco no réveillon? Tanto faz. É até difícil eu usar branco nos meus dias porque suja muito.
Abri meu Travessia, cortei uns salaminhos e peguei umas azeitonas. Não tem queijo parmesão hoje! Vou escrever este texto, que espero que seja breve, e depois vou ver um filminho comendo pipoca. Ontem dei boas risadas com o filme nacional Cilada.Com, quero ver se acerto novamente num filme legal. Tenho muitos ainda no meu HD externo.
Voltei da Europa no final de novembro.
Ainda fiz três trabalhos em dezembro, mas em nenhum deles eu consegui tirar fotos.
Puxei pela memória aqui para ver se tinha algo que eu poderia falar destes três trabalhos e nem pude ver as fotos para ajudar.

 
A única novidade foi fazer o som do PA de um show de Naná Vasconcelos.
Foi a primeira vez que fiz isso.
Eu já tinha feito o monitor deste artista há muitos anos atrás.
Fui convidado para substituir meu Amigo Normando, que é quem normalmente trabalha com Naná.
O show aconteceu em João Pessoa. Ahhh, João Pessoa... Quase vou morar lá anos atrás, procurei até apartamento para alugar. Quem sabe um dia ainda faço isso.
Este show de Naná Vasconcelos em João Pessoa seria com o violoncelista (entre outras especialidades) Lui Coimbra.
Canta muito o rapaz, me impressionou.


Chegamos à cidade um dia antes do show.
Fui com meu Amigo iluminador Roberto Riegert no local do show neste dia em que chegamos para ver a estrutura do evento.
O nome do evento era Festival Música do Mundo.
Muito legal o evento. Na praia, aberto ao público e tendo a música instrumental como foco principal. Muito bom.
Palco grande, som grande!
Nomes como: Marcel Powell, Grupo Uakti, Renato Borghetti, Toninho Horta, Wagner Tiso, entre outros.
E deu gente? Nos dois dias que eu fui, deu sim, e muita!
O equipamento de som (acredito que a luz também) era da empresa Brilha Som, que se não me falha a memória, é de Campina Grande.
Equipamento legal, sistema AERO28 da Espanhola DAS... Acho que eram 12 caixas por lado. Nem lembro quantas caixas de subgraves tinha, mas vi que era mais do que eu precisaria para fazer o show de Naná Vasconcelos e Lui Coimbra.
Mesa digital M7CL da Yamaha no PA e no monitor.
O sound check foi muito tranquilo.
Neste show de Naná com Lui são menos de 15 canais ao todo!
Minha preocupação maior era com o monitor porque era só eu para fazer o trabalho, como foi na Europa. Tinha que torcer para o técnico da empresa “acertar a mão” no palco.
Foi muito rápido a passagem de som. Deu tempo de voltar ao hotel para aguardar a hora do show.
Como tinham três shows por noite, o equipamento de Naná e Lui foram desmontados, mas nada foi desconectado.
Só tivemos um probleminha antes de começar o show no setup de Lui Coimbra que perdeu as configurações.
Vou tentar ser breve para explicar este setup.
Lui, além do violoncelo, toca violão, rabeca, e solta uma base eletrônica.
Todos os instrumentos entram na placa de áudio dele, onde ele processa os sinais e acrescenta efeitos dentro do laptop.
Normalmente ele envia tudo para duas saídas da placa (L/R) e este sinal vai para o som do PA e monitor.
Pedi para ele separar pelo menos o sinal do violão e da base eletrônica, para eu ter separado estes canais lá na frente, pois queria ter uma liberdade maior para equalizar o violão e para aumentar ou baixar o nível da base eletrônica.
Ele fez isso. Mudou as configurações que ele normalmente usa.
Quando ele ligou o laptop, estas configurações que foram modificadas no sound check não vieram como ele tinha deixado.
Por isso, esperamos um tempinho para ele reorganizar as configurações novamente.
Fora isto, foi tudo ok.
Achei muito legal o resultado do meu trabalho.
O som do violoncelo já chegava muito bem e com efeitos (delay e reverber).
Só mexi um pouco na equalização.
Vi um vídeo deste show dois dias antes em casa para ter uma ideia de como era a “coisa”.
Me ajudou bastante.
É coisa simples como esta, de ver um vídeo do show, que pode fazer a diferença num trabalho. Eu não fui fazer o trabalho “nas escuras”.
Tudo bem... O equipamento de som era bom... Os microfones eram bons... Os instrumentos eram bons... Os músicos, nem se fala!
Facilitou, eu sei disso.
Mas nem eu tinha muita certeza de que seria tão bom porque nunca tinha feito.
Todos ficaram satisfeitos e é isso que importa.
Teve até jantar depois na orla para comemorar o bom trabalho.
Moqueca de peixe e vinho!!!! Tomei o meu velho Reservado da Concha y Toro.
Como eu sei que todos ficaram satisfeitos? Como eu sei que os músicos que estavam no palco ficaram satisfeitos com o som da frente se eles não escutam o som da frente?
É aí que entram os familiares e amigos dos músicos. Muitos destes amigos dos músicos são músicos também.
Estas pessoas são os ouvidos dos músicos que estão no palco.
A esposa de Naná estava ao lado da house mix durante todo o show. Ela deve ter dado a opinião dela para o marido.
Isso acontece também com vários artistas.
A esposa de Tom Zé é quem dava a palavra final para encerrar o sound check. Foi assim em vários shows que trabalhei com ele no FITO.
É uma faca de dois gumes!
O problema é que, dependendo do “nível” do amigo ou familiar do artista, uma única opinião pode fazer você perder o emprego!
Me assustava com estes “testes” alguns anos atrás.
Com o tempo este incômodo foi diminuindo.
E vai diminuindo cada vez que você confia mais no seu trabalho e conhece mais os seus limites.
Um conselho?
Quem sou eu pra dar conselho, mas...
Tente sempre ultrapassar os limites. Com isso vamos tendo mais confiança no nosso trabalho.
Não era nem para eu falar o que vou falar agora, porque fiz o contrário várias vezes, mas quem tem que decidir é você.
Não tente ultrapassar os limites durante um trabalho (um show, uma turnê, etc), tente aprender antes.
Um abraço a todos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Com Silvério Pessoa & Biliu de Campina na Europa – “Toda vez que fumo isso, acontece algo estranho”.



Olá pessoal.
Depois de ver o “jogo treino” do Barcelona contra o Santos hoje pela manhã cedinho, me animei para escrever aqui. Nem sei o que uma coisa tem a ver com a outra, mas deu vontade de escrever hoje.
Levamos um verdadeiro passeio do time Espanhol. Como falou um repórter da TV Bandeirantes, os gandulas tiveram mais posse de bola do que o time Brasileiro.
Só para complementar o que falei no texto anterior, onde comentei das minhas prioridades, depois de anos pagando certinho (pouquíssimos problemas aconteceram desde 2001), neste mês aconteceu um problema no sistema do (único) cliente da minha empresa, que fez com que não fossem pagas as minhas notas fiscais com vencimento no dia 02/12/2011.
Os pagamentos ficaram para o dia 02/01/2012.
Para vocês terem ideia da instabilidade dos pagamentos de cachês de shows e eventos, eu iria pegar um empréstimo no meu banco para pagar as minhas contas pessoais mais as contas da empresa (impostos, etc) porque não tinha nenhum dinheiro em caixa para pagar.



Quem me salvou foi minha ex-cunhada que me “arranjou” o dinheiro para sanar as dívidas e no começo de janeiro eu devolvo pra ela o valor do empréstimo. 
Por aí vocês tiram minha dependência dos trabalhos que faço pela empresa. 
Se eu não tivesse recebido o cachê referente a uns trabalhos que fiz em junho (!!!), mesmo com a ajuda da minha queridíssima ex-cunhada, eu não conseguiria pagar tudo sem fazer um pequeno empréstimo no banco!
Problema resolvido, como diz um Amigo meu, vamos em frente.


Como não fui com Silvério Pessoa para o Japão anos atrás, esta viagem para a Europa no final de novembro foi a viagem mais cansativa de avião que já fiz na vida!
Colocaram a gente numa rota não muito amigável.
Todas as minhas viagens anteriores para a Europa foram feitas pela TAP, num voo Recife > Lisboa, que leva umas 7 horas.
De Lisboa seguíamos para Paris num outro voo, que se não me falha a memória, levava mais umas 3 horas no máximo.
Nesta última viagem, seguimos para São Paulo (3h), de São Paulo seguimos para Madri (10h), e de Madri seguimos para Bruxelas (mais 3h).
Somaram?
Dezesseis horas ouvindo barulho de turbina, sentado em poltronas nada confortáveis, e na maioria do tempo sem conseguir dormir.
Como já falei aqui diversas vezes (eu acho), não consigo dormir direito em aviões.
Foram três shows na Europa, e todos eles em recintos fechados.

 
Vou alí no Carrefour comprar mais Nuggets Sadia (que meu Filho comeu todo o meu estoque neste fim de semana) e aproveito e reponho meu estoque também de lasanha (que pode ser Sadia ou Perdigão).
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A notícia que rodou os meios de comunicação esta semana não foi (infelizmente) nenhum show sensacional e inesquecível, nem foi nenhuma revelação no meio artístico, e muito menos alguma novidade expressiva nos equipamentos de áudio. 
A notícia comentada foi o espancamento absurdo de um cachorro até a morte por uma enfermeira! 
Ao lado desta notícia (ambas eu vi no Facebook) tinha outra de uma mãe clamando para encontrarem o assassino do filho, morto por outro jovem com um tiro na cabeça ao sair de uma festa (ou rave). 
Nem vi direito as duas notícias. Estou ficando meio que cansado com tudo isso aqui. Não vejo o menor sinal de mudanças.
Fazem leis em menos de uma semana (e fiscalizam brutalmente) para que todos tenham “kits de emergência” no automóvel! Esqueceram-se disso foi?


Mas para mudar leis “caducas”, levam séculos! 
O vídeo do cachorro sendo morto eu nem fui ver, vi agora que passou na TV enquanto escrevia este texto, e a notícia do jovem assassinado eu fui dar uma conferida pra ver se não era uma notícia falsa. 
Cansei, vou dormir. Amanhã tento recomeçar, e tento voltar ao assunto dos shows na Europa.
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O passeio que o Santos levou foi no domingo e hoje já é terça-feira. Vou tentar recomeçar o texto. Nem vou abrir uma garrafinha de Travessia hoje porque as confraternizações estão vindo, vou ficar quietinho aqui. 
Parei no cachorrinho, não foi?
Pois bem...
Não vou negar que fiquei incomodado com uma comparação que fizeram com as duas notícias no Facebook. A do cachorrinho sendo espancado e a mãe do jovem que foi assassinado.
A notícia do cachorrinho foi absurdamente mais comentada do que a da mãe clamando pela prisão do assassino do seu filho.
Já estamos acostumados com notícias de jovens assassinados não é?
Mas como tinha vídeo do cachorrinho sendo espancado e só uma foto do filho que foi assassinado, pode ter sido isso que gerou a diferença. Espero.
Não comentei nenhuma das duas, mas não vou negar que senti mais pela morte do jovem do que do cachorro, mesmo vendo as imagens absurdas do espancamento do animalzinho.
Como vocês devem ter noção também da atual situação das nossas leis, já sabem o que vai acontecer nos dois casos, não é?


Vamos para os shows na Europa que é mais light, e que é a razão da existência deste Blog.
Completamente amassado, cheguei a Bruxelas, Bélgica.
Ah... Antes da Bélgica, passei por Madri e o aeroporto é simplesmente fantástico! Nunca tinha passado por lá.
Tem até metrô para a gente se locomover de um local para outro dentro do aeroporto. Parece filme.
Foi só para constar nos laudos aqui, voltemos à Bélgica.
Nem lembro qual a hora que chegamos a Bruxelas, meu horário estava completamente louco por causa do fuso horário.
Ah... Lembrei agora vendo as fotos que ao desembarcar em Bruxelas, pegamos um ônibus e seguimos para outra cidade da Bélgica chamada Utrecht, local do primeiro show.
Estava tão cansado que dormi grande parte da viagem.
Não teria show neste dia, era folga!

Utrecht
Quando acordei, já estávamos entrando na cidade.
A limpeza das ruas da grande maioria das cidades que fui na Europa dói aos olhos. Em Utrecht não foi diferente.
Tirando as folhas das árvores que cobriam o chão em determinados locais, você não vê outro tipo de “coisa” jogada ao chão.
As bicicletas reinam também na Bélgica. Não acredito que usem mais que os Holandeses, mas vi muita gente em Utrecht usando este meio de locomoção.
Não quis andar muito para reconhecer o terreno próximo ao hotel. Dei uma pequena andada e decidi almoçar no fastfood KFC (Kentucky Fried Chicken ou Frango Frito do Kentucky) que ficava ao lado do hotel.


Conheci esta lanchonete na Europa há uns 5 ou 6 anos atrás, mas já tem aqui no Brasil em algumas cidades atualmente. Como o nome já explica, todo o cardápio da lanchonete é baseado em carne de frango!
E os pedaços de frango frito e crocante servidos num pote grande (tipo sorvete) é o carro chefe.
Muita gente passa lá para pegar estes potes e seguem. Não sei se para comer em casa ou em alguma praça gelada.
Como estes pedaços são para comer com as mãos, na bandeja vem um lenço umedecido com álcool perfumado para a gente limpar as mãos depois de degustar os pedaços de frango.
Não tou gostando do caminho que estou seguindo aqui no texto. Se eu for descrever tudo que fiz nos dias que passei lá para fazer estes 3 shows, vão ser dias escrevendo!

Neste dia ainda deu para tomar umas garrafinhas de vinho no meu quarto com Silvério, a esposa dele Karina, mais o baterista Ricardo Fraga (Ricardinho) e o sanfoneiro André Julião (Andréziiiinho). Navegamos na internet, ouvimos música e jogamos conversa fora.
A noite “foi massa”.


Para deixar o clima mais gostoso para o vinho, deixei a janela da varanda um pouco aberta algumas vezes para que o ar frio da cidade preenchesse o quarto.
No final conto o que me aconteceu nesta varanda!
Já estou aqui com vontade de abrir uma garrafinha de Travessia olhando as fotos da viagem.
Fim de ano, não é? Tá valendo. Já vou comemorando meus 46 anos que estão chegando.
Vou resistir.
Vou ficar na uva verde gelada.
No meio do caminho até a geladeira peguei um saquinho de salgadinhos da Elma Chips chamado De Montão, que são três diferentes salgadinhos dentro do mesmo pacote, achei legal a ideia.
Depois como as uvas.
Não mexi nas minhas oito garrafas que estão no estoque para as festas de fim de ano!


O local do show era bem perto do hotel, deu para ir andando.
Eu já sabia que as duas mesas eram analógicas, e conversando com Silvério Pessoa, convenci-o que seria melhor usar os monitores de chão ao invés dos fones.
Não levamos técnico de monitor, e na maioria das vezes não tenho tempo para ajustar os monitores e depois ir pra frente ajustar o som do PA.
Como a mesa de monitor era analógica e na mesma noite ia ter outra banda, a mesa seria totalmente modificada para esta primeira banda e depois teria que ser reajustada manualmente para o nosso show.

 
Se eu ou outro colega meu estivesse no monitor, com certeza iria colocar fones em todos da banda, porque eu teria a certeza de que tudo ia voltar mais ou menos (nunca volta 100%) como estava no sound check.
Vou dar mais uma pausa, não é muito legal escrever e comer uvas ao mesmo tempo. 
Outro dia eu continuo a conversa.
--

2012!!!!!! 
Lá vamos nós novamente! 
Comecei este texto em 2011 e ainda não consegui acabar. 
Hoje já é quinta-feira dia 05 de Janeiro. 
Nem lembro qual a data que comecei a escrever isso aqui. 
Deixa eu olhar lá em cima...
Foi no dia do jogo treino entre Barcelona e Santos, vou procurar aqui no Google que data foi. 
O jogo aconteceu no dia 18 de Dezembro, então foi neste dia que comecei a escrever este texto. 
Vou novamente lá em cima ler o que escrevi para continuar aqui, e logicamente vou apelar para meu arquivo de fotos para refrescar a memória. 
Tentarei ser bem mais breve daqui por diante.
Estou ficando sem paciência para trabalhar com mesas analógicas, principalmente porque sempre tem mais de uma atração por noite e é muito chato anotar as regulagens para posteriormente “tentar” voltar para a posição que eu havia deixado ao final do sound check.
E nunca fica a mesma coisa!


O lugar do show era muito legal, uma mistura de teatro com casa de show.
Tinha uma área ampla na frente do palco, e tinha também poltronas num piso superior.
Era neste piso superior que estava também a mesa de som, uma Crest Audio (nem sei o modelo).


Estranhei que não tinha caixas para subgraves.
Se não tem, vamos sem elas, não é mesmo?
Como a outra banda era também de Recife e eu conhecia o técnico de áudio, tentei montar um input list que servisse para as duas bandas, deixando os canais sempre iguais para as duas bandas. O meu canal de baixo seria o canal de baixo dele, o meu canal de guitarra seria o canal de guitarra dele, etc.
Para tentar não mexer muito nas ligações. E foi assim que fizemos.



Fiz o sound check sem nenhum atropelo, e marquei alguns canais no meu “mapinha” de papel.
Nossas coisas foram retiradas do palco e montaram os equipamentos da outra banda para fazer o sound check.
O show aconteceu sem nenhum problema, pelo menos não me lembro de nada agora que pudesse comentar.


Meu maior receio era com a parte de monitoração, pois eu não tinha a menor ideia de como o técnico local iria fazer o trabalho dele.
A única coisa que me pediram foi para ter cuidado com o volume do som.
Tudo bem, já sei como funciona a coisa, falei para os meus botões.
Fiz todo o show sem interferência ou comentário da produção local a respeito do nível sonoro do show.


Consegui ainda me conectar na internet enquanto aguardava a hora do show, e usando o Skype (tenho um plano de 400 minutos para falar com qualquer telefone fixo do Brasil, independente de onde eu esteja), liguei para a agência de propaganda no Recife para saber se estava tudo certinho com os áudios que edito para o cliente da agência.
Me falaram que estava tudo certo, mas que estavam precisando das notas fiscais referentes aos trabalhos anteriores.



Ok, sem problemas, entrei no site da prefeitura do Recife e emiti as NF-e (Notas Fiscais Eletrônicas) que eles queriam e enviei por email.
Saudades das notas fiscais de papel? Eu? Nenhuma!
Muito menos das mesas analógicas!
Próximo show... Bruxelas.


Seguindo para Bruxelas.

Pensávamos até que seria num teatro onde havíamos feito um show anos atrás, mas este show não aconteceu no teatro e sim num palco armado num corredor dentro deste espaço onde estava o teatro.
Mais uma mesa analógica. Desta vez era uma Soundcraft MH4.
Ai meu deus, vou ter que plugar cabos de insert nos canais para usar os compressores e gates.
Ninguém merece mais isso.
Os monitores eram da NEXO, sinônimo de qualidade.
Se eu olhei qual era a marca do sistema de PA, eu não lembro mais. Só sei que nunca vi aquelas caixas antes.

 
Mais uma vez a produção local, neste caso aqui foi o técnico responsável pelo som, me falou sobre o nível sonoro. Tinha até um laptop ao meu lado marcando o nível.
Já tenho até uma frase feita para responder, que é: Ok, no problem (Ok, sem problema).
Passamos o som do jeito que deu, pois eu não podia também abrir o som na frente como eu queria porque estava havendo apresentações (ou palestras) em outras áreas.


Mesmo com o nível bem baixo e em pequenos espaços de tempo, ainda passou uma velhinha com os dedos nos ouvidos, me indicando sua insatisfação em relação ao volume do som.
Depois do sound check “meia boca”, seguimos para o hotel para um rápido descanso.
Mas ainda deu tempo para comprar vinhos Chilenos bem mais barato do que eu pago aqui em Recife. Pode? Paguei bem menos por um Casillero Del Diablo em Bruxelas do que normalmente pago aqui em Recife.


O preço do Casillero aqui em Recife, varia entre 30/37 reais.
Sabe quanto era no supermercado ao lado do hotel em Bruxelas? Sete euros (para ser mais exato 6,99)!
Usando o sisteminha de conversão que tem aqui dentro do Blog, o resultado foi R$ 16,46.
Metade do preço!!!!!!
 
Não tive nenhum problema lá na frente com o som na hora do show. O técnico local ficou todo o tempo sentado ao lado da mesa de som, mas não deu um “pitaco”.
Acho que ele só foi averiguar se eu estava dentro do limite que haviam me passado.
Mas o mesmo não aconteceu no palco.
Alguns problemas na monitoração aconteceram durante o show. A banda, após o show, comentou que tudo mudou para pior em relação ao que foi feito no sound check.
Eu conseguia ver lá da mesa de PA o desconforto dos músicos no palco.

Laptop ao lado da mesa de som monitorando o nível do som.
 
Para piorar a coisa, como eu estava mantendo o nível sonoro dentro do limite que me foi passado, a banda não estava escutando a soma do som do PA com o som do monitor como normalmente acontece.
Mas a “galera” segurou a onda no palco até o final, lembrando aquelas meninas do nado sincronizado que tem que sorrir durante toda a apresentação para não demonstrar que estão cansadas.
O público curtiu o show sem notar nada de anormal.

 
Próximo show? Amsterdã! Uh uhhhhhhhhhhhhhh (e eu nem fumo, imagine se fumasse não é?).
Silvério Pessoa já fez show neste teatro em Amsterdã em 2006. Eu estava com ele neste dia.
Voltamos agora em 2012 e o equipamento de som era o mesmo!!!!
Não recordo se os monitores eram os mesmos, mas as caixas de som e a mesinha analógica eram as mesmas!
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Teatro em Amsterdã.
Rapaz... Este texto está demorando para ser finalizado. Tá levando mais tempo do que eu levei para chegar à Europa. 
Hoje já é segunda-feira, dia 09. 
Deixa-me ver se consigo finalizar hoje... O problema é que já são 22:48h. 
Mas vou tentar.
Amsterdã, Amsterdã... Vamos lá.
Os equipamentos eram os mesmo depois de 5 anos!
A mesma mesinha antiga, mas bem conservada.
As mesmas caixas de som, somente duas, uma de cada lado logicamente.
Sound check.
Era somente esta mesa para fazer PA e monitor.

Teatro visto de cima do palco.
Nem deu tempo para alinhar os monitores.
Neste dia, além de Silvério Pessoa, teria o show de Renato Borghetti e ele passou o som primeiro porque a gente seria o primeiro show e nossos equipamentos ficariam montados.
Outra coisa boa era que nada seria mexido porque Borghetti usava poucos canais e daria para ligar todos os canais dos dois artistas na mesinha K2 da Soundcraft.
Foi muito tranquilo o sound check. E melhor ainda foi ter certeza que na hora do show tudo estaria do mesmo jeito como eu tinha deixado.
Mais uma vez a produção veio conversar comigo sobre o nível do som, e mais uma vez no meu inglês fraquinho mandei o NO PROBLEM.


Arrastei-me nas palavras falando que eu já tinha feito show naquele teatro anos atrás e sabia como era a coisa. A menina conseguiu entender (risos).
Depois de todos satisfeitos, encerramos o sound check.
Alguns da banda foram dar um “passeio” na cidade depois da passagem de som. Tínhamos um tempinho livre antes do início do show. Foram num Coffee Shop, mas não para tomar café!
Se fosse para um cafezinho eu até tinha ido, mas não curto o cigarro “natural” que muitos gostam.
Resolvi comer alguma coisa perto do teatro mesmo. Só que quase tudo estava fechado.


Morri no velho Big Mac, que é igual em qualquer parte do mundo, pelo menos nas partes que eu fui.
Na volta para o teatro, gastei toda a “sobra” das diárias num pequeno supermercado. Comprei tudo de chocolate para presentear a galera (Filho, ex-mulher, paquera, ex-cunhada, ex-sogra, irmã, etc) no Brasil.

Chocolates e mais chocolates.

Fiquei no camarim aguardando a nossa hora. 
O show foi perfeito. Tudo deu certo, a monitoração deu certo.
Coincidência ou não, foi o único show que não dependíamos de técnicos locais para fazer o monitor, e o único show em que nossos equipamentos não foram desarmados e desligados porque a gente era o primeiro a tocar.
Silvério Pessoa
 
Realmente é muito mais difícil dar errado quando nada é mexido.
O público aplaudiu por mais de dois minutos para um bis, mas infelizmente não foi possível por causa do horário. Ainda tinha show de Borghetti.

Ivan Santos e Silvério Pessoa
Ficamos no camarim bebendo os vinhos Chilenos (baratos!) que comprei em Bruxelas, e eu já pensava no longo caminho de volta que estava próximo.
Ai meu deus... Vou fazer o mesmo caminho para voltar!
Fim da turnê.


Silvério Pessoa e Biliu de Campina
Ahhhhh.
Cadê o assunto que deu origem ao título?
Pois é... Deixei para o final porque foi o caso mais inusitado.
Aconteceu em Utrecht, no hotel.
A frase que está no título é minha e eu já pronunciei esta frase mais de uma vez durante estas seis vezes que fiz turnê na Europa.
Na realidade, a frase famosa é: Toda vez que fumo esta merda, me pedem para apagar a luz!
Quem sabe um dia eu consiga explicar o sentido da frase original, mas acho que nunca vou falar aqui.
Em Bruxelas eu adaptei a frase.
Numa das farrinhas no quarto, onde eu estava com mais dois colegas músicos (não vou dizer de qual artista logicamente), enquanto eu degustava meu velho vinho Chileno, eles fumavam a erva na varanda tranquilamente.
Deve ser muito bom a liberdade de poder fumar na varanda sem se achar fora da lei.
Entendo o que eles sentem. Não fariam nunca isso no Brasil.
Pois bem...
Conversa vai, vinho vai, conversa vem, vinho vem... Decidi participar da festinha na varanda gelada.

Vista da varanda em Utrecht.
 A galera sempre adora quando eu digo que vou participar porque, como eu disse várias vezes, não gosto de maconha. E não tenho nada contra quem fuma. Já falei várias vezes também que o álcool é muito pior. Por mim, nem propaganda de bebida alcoólica passava nos meios de comunicação.
Adoro vinho, mas sou contra a propaganda de bebidas alcoólicas.
Um dia desses estava vendo TV e passou um dos inúmeros comercias de cerveja. Em certa cena, dois casais com roupas de banho e com corpos perfeitos bebiam em uma mesa na praia. TODOS os quatro tinham um copo de cerveja na mão!
Pensei com meus botões... Como vão querer colocar na cabeça do brasileiro o lance do “amigo da vez”, se na maioria das propagandas de bebidas alcoólicas TODOS bebem?
Nem vou entrar no caso do Aécio Neves que disse numa blitz que não era necessário fazer o teste do bafômetro...
Porque eu não posso dizer a mesma coisa?
Vamos voltar para maconha porque o caso foi com ela.
Todos se animaram quando eu disse que iria fumar.
Fui para a varanda e peguei o cigarrinho, dei a velha tragada lembrando dos meus velhos tempos de fumante de cigarros “normais”.
Quase morri engasgado! Tinha fumo normal misturado com a erva!
Um dos meus amigos se prontificou a consertar o erro, entrou no quarto para fazer um cigarro sem o fumo.
Ficamos na varanda curtindo o friozinho.


Este amigo voltou para a varanda e me entregou o novo cigarro na mesma hora que falava: EITA!
Eita? O que foi? Perguntei.
E ele com aquela cara de abestalhado continuou: Fechei a porta da varanda! E não tem como abrir por fora!
Puta merda! Falei.
Não tem jeito... Toda vez que fumo esta merda, acontece algo estranho!
Caímos na risada!
E agora? Frio do cacete!
E eu de bermudinha e sandália. Não tinha intenção de passar muitos minutos naquela varanda.
Ainda bem que estava com meu casaco de moleton, mas o frio estava começando a apertar, principalmente da cintura pra baixo.
Vamos fazer o que???
E tome risadas.
Vamos tentar chamar alguém dos quartos ao lado para ver se escutam a gente.
E o frio aumentando. Pensamos até em pular a divisória de vidro das varandas, mas o risco da gente cair lá embaixo era grande e desistimos.
Depois de uns bons minutos, um outro músico amigo nosso escutou nosso chamado e já chegou rindo na varanda perguntando qual foi a merda que a gente tinha feito.
Depois de tudo explicado, ele ficou encarregado de avisar o recepcionista para subir até nosso quarto e abrir a varanda.
Mas isso levou um bom tempo também. E o frio aumentando.
Eu já estava sem graça quando o recepcionista entrou no nosso quarto com aquele sorriso safado no rosto!
Abriu a porta da varanda, agradecemos e ele saiu do quarto ainda sorrindo.
Não fumei mais porra nenhuma!
Voltei para o meu vinho e a farrinha continuou.
Mas sempre ficava um dentro do quarto quando alguém ia para a varanda!
Muito provavelmente vai ser difícil eu continuar a fazer turnês no exterior.
Está interferindo nos trabalhos da minha empresa, pois ficar conectado o dia todo na internet no exterior ainda não é fácil.
Vou sentir saudades.
Um abraço a todos.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Mudança de Palco 041 - O que desejo em 2012?

Não vou desejar nada neste ano.
Vou curtir o desenvolvimento do meu Filho, como sempre fiz durante 16 anos.
Tentando mostrar um caminho para ele seguir.
Eu não tinha muita noção de qual caminho iria seguir quando tinha os 16 anos que ele tem hoje, mas vendo este vídeo que ele produziu (fez o roteiro, filmou, editou, atuou, sonorizou), vejo que ele já tem um ideia por onde seguir.
Te amo Filho.


Sempre que você precisar de mim, estarei ao seu lado.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Rapidinha 143 - Burrice no projeto da Fast Track Ultra.

Não era preciso muita inteligência para saber que este projeto da Fast Track Ultra não iria funcionar.
Vi isso logo que descobri como era que se atenuava o sinal nas quatro entradas frontais da placa.
Burrice, pensei na hora.
Porque mudaram? Perguntei aos meus botões.
Era tão simples e funcional na antecessora Fast Track.
Para atenuar o sinal (PAD) nas duas entradas da Fast Track, era só apertar o botão que ficava ao lado de cada entrada.
Na Fast Track Ultra quiseram inventar a roda. Não vi estes botões nas quatro entradas frontais da placa.
Os botões que ficam ao lado das entradas frontais da Fast Track Ultra servem para o usuário escolher se vai usar as entradas frontais (botão solto) ou as entradas que ficam na traseira da placa (botão apertado).
Oxe! E como faço para atenuar o sinal(s) na(s) entrada(s).
Algum gênio (não muito esperto) achou que seria mais prático puxar (pull) o botão de ganho para ativar o PAD!


Não deu outra!
Os botões começaram a sair na minha mão ontem!
Nem usei muitas vezes para que isso acontecesse.
O que fazer agora?
Tou pensando até em colar com Super Bonder.
Não sei se vou ter paciência para arrancar os botões toda vez que for acionar o PAD.
Fica aqui meu protesto.
Burrice!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

FITO em Recife – Usando o Yamaha Console File Converter.


Olá pessoal.
Está cada vez mais difícil deixar o Blog atualizado.
Isso até poderia ser considerado excelente, pois só costumo escrever quando faço algum trabalho, e se eu tenho sempre algo para escrever é porque sempre estou trabalhando, não é?
Depois do trabalho no evento do SIMEPE, fiz o FITO em Recife, fiz uma pequena viagem à Europa com Silvério Pessoa para 3 shows, e ao voltar teve mais um show de Silvério em Nazaré da Mata.
Deixei de fazer o FITO em Mato Grosso do Sul, que seria logo após a minha chegada da Europa.
Eu explico depois porque não fui com a Bizasom para Campo Grande.
Por causa de algumas decisões pessoais, não tenho mais nenhum trabalho marcado para este ano. Poderia fazer ainda o Baile do Menino Deus mais uma vez, mas resolvi não fazer este ano.
Estou precisando fazer uns exames para ver como está minha saúde. Vou aproveitar estes últimos dias de 2011 para tentar fazer este “check-up”.

  
Meu Filho melhorou muito nas notas no colégio em relação ao ano passado. Neste ano não vai ter sufoco para ele “passar de ano” pelo que estou vendo. Sufoco mesmo vai ser pagar o novo valor da mensalidade do colégio.
Pelas minhas anotações, os meus rendimentos com shows foram bem menores que no ano passado. Não sei ainda se foi um relaxamento meu ou foi uma questão de mercado mesmo.
Hoje decidi escrever de uma só vez falando sobre o FITO Recife, vamos ver se consigo. Ainda é cedinho, 20:50h. O Travessia esfria na geladeira, fazia tempo também que não bebia meu Travessia enquanto escrevia para o Blog.
Hoje estou pensando em mudar um pouquinho o “petisco”, devo fazer uns Nuggets Crocantes da Sadia ao forno.
Meu Filho me falou uma vez que ele parou de comer Nuggets depois de ver uma reportagem na televisão mostrando como era feito a coisa.
Também não foi muito tempo que ele ficou sem comer não, viu? Foi só o choque da reportagem.
Como nem esta reportagem eu vi, não vou ficar com muito peso na consciência...
Vou mais uma vez abrir as fotos do evento para refrescar a memória.


O FITO em Recife teve umas mudanças consideráveis em relação aos anteriores.
Pela primeira vez o palco “externo” ficou mesmo externo. Vou explicar.
O FITO sempre foi realizado em locais fechados (cobertos). Dentro deste local fechado são montadas as salas onde são realizados os espetáculos teatrais com os objetos. E neste mesmo local coberto é armado o palco onde acontecem os shows musicais. É neste palco que eu sempre fico.
No Recife teve o show Tom Zé, e pequenas apresentações de Naná Vasconcelos. Nem sei mais quantos shows de Tom Zé eu fiz. Foram muitos, uns 4 ou 5 antes deste.
Pois bem... Desta vez este palco ficou numa área externa, e logicamente tiveram que montar uma cobertura (teto) para este palco porque antes não precisava já que ele estava dentro de uma área coberta.
Dois galpões (um de cada lado do palco) foram montados para abrigarem as diversas salas. Primeira vez que isso acontece.
Achei muito legal a armação, só que deste jeito corre-se o risco da chuva atrapalhar o evento.
Em todas as edições anteriores, foi apenas uma mesa de som (uma LS9 da Yamaha) para fazer o trabalho deste palco externo. Em Recife foi colocada mais uma mesa no palco para fazer o monitor.


Uma M7CL ficou no palco para a monitoração e uma PM5D ficou lá na frente comigo gerenciando o áudio do evento que consiste em: som do show, microfone do apresentador, som ambiente e som do vídeo.
Mais uma novidade neste evento, o som de algumas salas onde aconteciam as peças também foi enviado para a minha mesa, pois as peças seriam mostradas nos dois telões.
O sistema de som também mudou em Recife.
Sempre era feito pelo line array AERO28 (6 caixas por lado) da DAS, e neste em Recife a Bizasom colocou o line array da FZ. 
Em cada lado, foram 6 caixas modelo FZ J08A mais 4 caixas de graves da FZ também (não sei o modelo, fui no site da empresa mas acho que não fabricam mais estas caixas). Completando o sistema, cada lado tinha 6 caixas de subgraves “tipo” EAW SB 850.
À princípio achei poucas caixas J08A para o tamanho do local. Não esqueçam que os eventos anteriores foram feitos em locais fechados.




Para deixar a “house mix” mais animada, colocaram uma mesinha com 3 microfones e um pequeno sistema de caixas de som amplificadas para uma companhia (3 atores) que faria pequenas apresentações atrás do meu local de trabalho.
Nos anos anteriores esta companhia fazia as apresentações “no grito”.
Realmente ficou bem melhor com os microfones (os atores que o digam!).
Não resisti e “abri os trabalhos” com meu velho (e venenoso!) amigo queijo parmesão Fita Azul.
Em vez de dois cilindros do queijo que era meu normal, cortei apenas um. A embalagem vem com quatro cilindros de queijo.
Vou me envenenar em doses homeopáticas.
Uma coisa eu já tenho certeza, é muito mais prazeroso escrever para o Blog enquanto degusto meu vinho Travessia (ou qualquer outro bom vinho Chileno).
E o Travessia é um bom vinho? Para meu paladar e bolso, é.
A house mix ficou muito longe do palco!
Deve ter sido porque não podem colocar nada em cima de determinados locais no piso do Marco Zero em Recife. 
Nada desesperador porque a maior parte do evento é som ambiente e voz do apresentador. Show com banda valendo só no sábado, Tom Zé.
Já sabia que iria operar o som do artista, como das outras vezes. Nem esquentava mais. Ele não anda com nenhum técnico!
Até alguns músicos e o próprio Tom Zé se lembraram do meu nome no sound check. (risos)
Tornei-me íntimo!
Para quem quase desiste de fazer o FITO anos atrás por não concordar com certas atitudes do artista baiano, como foi o meu caso, dei uma melhorada boa!

Apresentação de Os Corsários atrás da house mix.


Vou pegar umas azeitonas verdes Vale Fértil para misturar com o parmesão. Adoro a mistura.
Eu tenho várias sessões salvas no meu laptop do show de Tom Zé. Como falei antes, ele fez vários shows no FITO. Tenho todos os shows salvos no laptop, e normalmente eu pego o último show para passar pra mesa e começar o novo sound check.
Os leigos vão achar chato esta parte, mas não tem como eu não falar sobre isso. Inclusive faz parte do título do texto isso que vou começar a falar. Depois tento voltar para as amenidades.
Existem dois modos de salvar no laptop usando o programa Studio Manager:
Como Editor File ou como Console File.
Salvando como Editor File, o técnico só pode passar esta sessão para a mesa conectando o laptop à mesa de som (via USB ou via cabo de rede).
Salvando como Console File, o técnico pode copiar o arquivo para um pendrive (M7CL, LS9) ou cartão PCMCIA (PM5D) e passar a sessão para as mesas usando estas mídias sem ser preciso usar o laptop. 
Todas as sessões dos shows de Tom Zé que eu tinha no meu laptop eram do tipo Editor File e eram da mesa LS9. Eu teria que abrir o programa Studio Manager, conectar meu laptop à mesa e transferir a sessão.
Só que a mesa de som em Recife era outra! Era uma PM5D e não uma LS9.
E a do palco também era outra! Era uma M7CL.
Estas sessões que eu tinha da mesa LS9 no meu laptop era PA e Monitor na mesma mesa.
Para quem não recorda como era feito o show de Tom Zé em edições passadas do FITO, procure pelos textos anteriores. O sistema de busca do Blog é muito bom. É só colocar o nome Tom Zé ou FITO na janela “Pesquisar Neste Blog” e apertar a tecla pesquisar que você vai encontrar os textos onde o assunto é comentado.


 
Vou beber uma água que o vinho está fazendo efeito.
23 horas. Hoje eu acabo este texto.
Ainda tem o Nuggets ao forno para fazer.
Eu nem estava pensando em usar as sessões antigas do show de Tom Zé neste FITO em Recife. Meus planos era começar do zero mesmo.
Por incrível que pareça, mesmo estando na minha cidade, e a firma que monta as estruturas também era de Recife, a montagem atrasou e o tempo ficou apertado. Parece que isso faz parte da maioria dos eventos. Será que é pra dar mais emoção?
Esta foi uma das razões para eu não pensar em usar uma das sessões salvas no meu laptop para começar o sound check.
Mas os leigos vão perguntar: Mas as mesas deste FITO Recife não eram diferentes do que eu tinha no meu laptop? Eu respondo: Era, mas existe hoje em dia um programinha da Yamaha para converter as cenas de três das suas mesas digitais: PM5D, M7CL e LS9.
Já tenho instalado no meu laptop faz um tempinho.
Na realidade, teve gente que criou um programinha para fazer isso bem antes da própria Yamaha!
Chama-se OpenMixTools e eu já falei isso aqui no Blog.
Eu tinha até instalado este aplicativo para o Firefox, mas de uns tempos para cá estava dando uma incompatibilidade com o navegador e eu nunca mais tinha procurado usar. Quando eu atualizava o Firefox, aparecia um aviso informando que alguns aplicativos não iriam funcionar direito por causa da atualização, e um dos aplicativos era o OpenMixTools.
Pra ser sincero eu nunca usei o OpenMixTools.

Yamaha Console File Converter
 
Pelo sufoco no horário, eu tinha decidido não fazer os testes no programa da Yamaha que se chama Yamaha Console File Converter. Não sou muito fã de testar programas no dia do show.
Também já falei deste programa em texto anterior aqui no Blog, mas não custa nada colocar novamente aqui o link para download gratuito no site da Yamaha. 
O nuggets regado no (ou ao?) azeite Gallo ficou legal também. 
Acho que azeite combina com quase tudo! 
Minha barriga tá enorme! Também, pudera não é? Comendo o que como, não poderia ser de outro jeito.
Vejo-me como um senhor de 45 anos (beirando os 46), mas não me sinto um senhor. Só aparento.
Hoje eu sei o que é isso.
Lembro-me uma vez, há muitos anos atrás, vendo um programa na TV chamado Sem Censura com Leda Nagle (em 2010 este programa fez 25 anos de existência!), tinha um coroa de paletó e gravata usando brinco que achei muito estranho. Naquela época eu achei absurda a cena. Como pode um cara nesta idade, usando paletó, gravata e brinco??
Hoje eu devo ter a idade do cara de paletó com brinco do programa de Leda Nagle. E uso brinco hoje em dia como ele usava na época. Coloquei meu brinco em 1991, no Rock in Rio.
E tem amigos meus de juventude que me perguntam como eu uso brinco até hoje!
E eu sempre me lembro do coroa de paletó no programa de TV!
Vamos mudando sempre o ponto de vista!!!!!
Como diz meu patrão (e Amigo) Silvério Pessoa: 
“Tudo depende do ponto de vista, tudo depende de como se vê a vida, tudo depende de querer o melhor”.


Apelei!
Coloquei para tocar no laptop “Alma de Borracha” de Beto Guedes.
Nunca me saiu da memória a capa deste disco (vinil) dele.
Eu tinha este vinil em casa.
1986? Por aí... Eu tinha 20 anos!
Eu era bem mais novo que o cara de paletó no programa de TV.
Na capa, Beto Guedes sentado de braços abertos enquanto um bebê caminha ao seu encontro.
Beto Guedes faz parte da minha vida, até hoje escuto suas músicas.




Enquanto a banda de Tom Zé armava seus instrumentos, Ítalo me pediu para tentar converter a cena da LS9 para M7CL que era a mesa que estava no monitor.
Mais uma vez vou desistir do que falei.
Passou de uma hora da manhã, acabei com a garrafa de vinho, e nem tenho vontade de entrar nas outras três garrafas que estão no estoque. Vou comer uns chocolates Belgas que eu trouxe da Europa e vou dormir.
Um Amigo de infância me ligou agora bêbado reclamando que não me lembrei do aniversário dele.
Nunca fui de decorar datas!
Só o aniversário do meu Filho, da minha Irmã... Poucas datas eu lembro.
Amanhã acabo este texto, se eu sobreviver da farra com este meu Amigo que me esqueci do aniversário dele!
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Dez horas da manhã.
Tomei meu leite com Nescafé e vou tentar acabar este texto antes da farrinha com meu Amigo.
Esta parte que vou falar aqui vai ser direcionada mais uma vez aos colegas do ramo, os técnicos de áudio.
Fui dar uma olhada no programa da Yamaha que converte as cenas para poder me lembrar o que fiz naquele dia quando Ítalo me pediu para converter a cena, pois a correria foi tão grande que nem recordo direito como fiz.
O Yamaha Console File Converter tem um problema (tem outros), ele só abre arquivos do tipo Console File.
O programa não enxerga arquivos Editor File, que são as sessões salvas no Studio Manager.
O arquivo que eu tinha do show de Tom Zé na LS9 era Editor File. Então eu tive que abrir este arquivo no Studio Manager e transformá-lo em arquivo Console File. Fiz isso.
No Studio Manager podemos abrir qualquer um dos dois arquivos, e podemos salvar novamente tanto como Console ou Editor File. Muito legal isso.




Depois de transformar o arquivo Editor File em Console File, fui converter a cena da LS9 para a M7CL, que era a mesa que estava no palco para fazer o monitor. Converti, passei o arquivo para o pendrive e fui passar o arquivo para a mesa. Não deu certo. E eu não tinha mais tempo para ver onde foi o erro, tinha que ir lá pra frente checar o PA. Não lembro se a mesa não reconheceu o arquivo ou se não vieram as regulagens da mesa anterior para esta nova mesa.
Disse “sinto muito, não consegui” para Ítalo e fui lá pra frente. Ele teria que fazer o monitor do show começando do zero.
Fiquei chateado por não ter conseguido fazer a conversão, e enquanto o pessoal ia armando e ligando os equipamentos no palco, tentei fazer a conversão para a minha mesa de PA.
Tive outra surpresa com o programa da Yamaha. Outro defeito.
Ele não converte direto de LS9 para PM5D.
Oxe! Que merda.


Tive que converter primeiro de LS9 para M7CL, para só depois converter de M7CL para PM5D.
Converteu. Só que eu não tinha o cartão PCMCIA para colocar o arquivo (Console File) convertido para passar para a mesa.
Eu tinha que conectar meu laptop à mesa via cabo USB para poder passar a cena. Fiz isso.
Depois de conectado com a mesa, abri o arquivo (Console File mesmo) no Studio Manager e sincronizei o laptop com a mesa. Funcionou perfeitamente!
Todos os canais estavam lá com as devidas regulagens. Uh uhhhhhh!
Fiz só alguns ajustes para adaptar a cena anterior que era de uma mesa que fez PA e monitor ao mesmo tempo, para esta nova mesa que faria apenas o som do PA.
O sound check de Tom Zé foi muito rápido.
A cena convertida na minha mesa ajudou muito nesta rapidez, e Ítalo mesmo começando do zero no palco, foi muito rápido também.
Tudo tranquilo... Quase!


Lembram lá no começo do texto que eu falei:
Deixei de fazer o FITO em Mato Grosso do Sul, que seria logo após a minha chegada da Europa. 
Eu explico depois porque não fui com a Bizasom para Campo Grande”.
Foi por causa deste FITO em Recife que decidi não ir para Campo Grande logo após minha cegada da Europa.
Muitos aqui sabem que eu gravo (o locutor grava e me envia) e edito áudios para TV e rádio usando a internet. E normalmente sempre faço isso no começo da semana, me deixando mais folgado no fim da semana.
Só que nesta semana do FITO em Recife eu passei um “aperreio” grande!
Por causa de um feriado que iria ter na outra semana, a agência de propaganda que me contrata para gravar e editar estes áudios resolveu adiantar os áudios da próxima semana.
Aí eu me lasquei!

Um dos espetáculos das salas passando no telão.

Imaginaram a correria que foi para organizar o som do PA, converter as cenas das mesas, fazer o sound check de Tom Zé, ajudar no sound check de Naná Vasconcelos (que graças a deus trouxe técnico), receber os roteiros para a produção dos áudios, ver o tempo que o locutor tinha para gravar, enviar os roteiros com os tempos para o locutor, baixar posteriormente estas locuções, editar os áudios, mixar e enviar a(s) peça(s) finalizada(s) para a agência de propaganda?!
Quase tive um “troço”!
Por causa desta agonia, resolvi não emendar dois trabalhos seguidos como seria a viagem para a Europa e o FITO em Mato Grosso do Sul. Eu iria chegar em Recife e seguiria no mesmo dia para Campo Grande.
Falei com Íatalo (Bizasom) sobre o problema, ele entendeu, e colocamos um amigo em comum para me substituir no FITO em Campo Grande. Ricardo foi no meu lugar.

Show Naná Vasconcelos.


Não posso arriscar este meu trabalho com os áudios para TV e rádio, pois acredito que cerca de 80% dos meus rendimentos vêm deste trabalho.
Os shows e eventos estão ficando atualmente somente com 20%.
Estou achando também que esta diferença de percentual me deixou mais acomodado em relação a buscar mais trabalhos em shows e eventos. Não corro atrás de shows, espero ser chamado.
Estou tentando equalizar este problema, pois do mesmo jeito que não posso descartar (quem descartaria aqui?) este trabalho de gravação e edição de áudio, tenho que aumentar os rendimentos alcançados com shows e eventos, que diminuíram depois de 4 anos (2007-2010) consecutivos de crescimento.

Não posso jamais esquecer que este trabalho com os áudios para propaganda foi que me fez abrir minha empresa, estou pagando INSS, tenho CNPJ, etc.
Nunca consegui isso operando som para shows ou eventos.
Atualmente a minha empresa é a prioridade!

Tom Zé.

Sei que muitos colegas e artistas vão achar que estou “marrento” quando eu não aceitar alguns trabalhos.
Mas tudo é uma questão de escolha de caminhos.
Escolham os seus.

Tom Zé.

Pegando carona numa letra de Chico César:
“Caminho se conhece andando, então vez em quando é bom se perder”.
Não tive nenhum contratempo durante o evento em Recife, a agonia foi só antes.
Até a quantidade de caixas deu conta do recado.
Mais uma vez teve show de Tom Zé sem nenhuma reclamação do artista.
Ele estava tão feliz no palco que quase não acaba o show.
Um abraço a todos.