terça-feira, 23 de março de 2021

Singing Voice Synthesis da Supertone - Um caminho sem volta?

 


 

Olá pessoal.
Estava eu nesse final de domingo, comendo cocadas de leite condensado feitas pela minha Irmã, vendo o Fantástico, quando apareceu uma matéria sobre IA (Inteligência Artificial).
Até aí nada de mais...
Sempre achei interessante esse assunto.
Tem até um filme que vi faz muito tempo, onde o tema principal era a IA, que passa uma mensagem bem legal.


O nome do filme é A.I. (Artificial Intelligence). Fui pesquisar, e o filme é de 2001, e tem a mão do competente Steven Spielberg.
Quem não viu, aconselho ver.
Pois bem...


A matéria no Fantástico começou perguntando a quem estava vendo o programa: --- Você seria capaz de adivinhar se uma música é cantada por uma pessoa ou por um computador?
Um programa de TV com auditório da Coreia do Sul fez esse desafio, como se fosse um show de calouros, onde a audiência teria que adivinhar se quem estava fazendo melhor era a pessoa real ou a "máquina"?
Passaram por algumas áreas, como golfe, retrato falado, e até a criação da imagem do rosto da pessoa de acordo com a análise de sua voz.
A voz...
Foi aí que entrou o assunto que chamou ainda mais a minha atenção (lógico, né?).
O programa de TV lançou um desafio, colocando a voz de um cantor muito conhecido no país.
Só que esse cantor famoso tinha morrido muitos anos atrás, e a música era recente!
Não tinha como ele cantar essa música!
A turma se assustou.
E não tinha como não se assustar, pois a voz era igual a do cantor falecido.
Aí foram explicar.



Na matéria, diz que o software que conseguiu recriar a voz do cantor famoso foi criado por "um time de engenheiros de som de uma universidade Sul-Coreana".
Fui pesquisar aqui em casa na internet para escrever esse texto, e apareceu para mim a empresa Supertone, da Coreia do Sul.
Já que a Globo não quis colocar os créditos da empresa, estou fazendo aqui. Nada mais justo, né?
Quem quiser ir ao site da empresa, clique AQUI.
Usei o Chrome como navegador, traduzindo a página.
Não é muito boa a tradução, mas é bem melhor do que não entender nada olhando para as letrinhas de figurinha!


Encontrei uma boa matéria sobre esse assunto, agora na nossa língua, no site da Techtudo.
O título?
Inteligência artificial traz cantor de volta dos mortos.
Bem chamativa, não é?
Foi lá que descobri que o pai da criança é a Supertone.
Quer ler essa matéria? Clique AQUI.
Não é de hoje que a IA está no áudio.
O famoso Auto-Tune reinou durante muito tempo no mundo do áudio afinando vozes, e agora quem já está reinando a um bom tempo é o Melodyne, principalmente quando ele assustou a todos da área, mostrando que poderia afinar uma nota de guitarra dentro de um acorde, ou afinar uma voz dentro de um coro mixado.
Eu mesmo me assustei.
Em setembro do ano passado, falei sobre o simulador de voz Mr. Falante, onde a pessoa colocava um texto na voz de uma pessoa que nunca leu esse texto.
Mesmo ainda não sendo 100% o resultado sonoro final, pelo que eu conferi no site do fabricante naquele dia, já era bem interessante o software.
Tanto o Mr. Falante quanto esse software da Supertone, baseiam-se na técnica usada para criar vídeos falsos chamada "Deepfake".
Fazendo um resumo bem chulo dessa técnica, o software, depois de receber várias informações sobre o original (imagens e/ou  vozes), ele vai estudando o assunto, para depois recriar algo bem parecido com o original. Um clone!
Esse da Supertone, segundo a matéria no Techtudo, usa uma técnica de aprendizado de máquina chamada "Singing Voice Synthesis", que meu tradutor chamou de Síntese de Voz Cantante, ou segundo a tradução livre no Techtudo, Síntese de Voz de Canto.
Mesma coisa, né?
O que importa é o que essa técnica é capaz de fazer!

Dando um giro pela internet hoje sobre o assunto, fui direcionado para o Vocaloid5, onde você já pode ter a sua disposição, em Inglês e Japonês, 4 bancos de vozes, com mais de 1000 frases vocais e mais de 1000 amostras de áudio.
Mesmo sendo limitado, já dá pra montar uns vocais bem legais, mas só nas duas línguas que citei acima.


Mais detalhes sobre o Vocaloid5, clique AQUI.
No caso do software da Supertone, o "bicho pega", pois vai ser possível colocar qualquer cantor (vivo ou morto) para cantar qualquer música, em qualquer idioma!!!!!!!
Basta o software estudar as amostras de áudio.
Imaginaram?
Na matéria do Fantástico, tem até o grande Freddie Mercury cantando em Sul-coreano!!!
E não tem quem diga que não é ele cantando!!!
Impressionante.
Segundo o site Techtudo, nesse caso do cantor Sul-coreano, "A IA aprendeu 700 canções diferentes de vários artistas para compreender técnicas de entonação e ritmo. Depois desse processo, a tecnologia foi treinada com 20 músicas de Kim Kwang-seok, de modo que pudesse ajustar a síntese e recriar a voz do artista".
Ainda na matéria exibida na Globo, um dos responsáveis pelo software afirma: --- E não é só na música, vamos poder dublar os filmes em qualquer idioma simulando as vozes dos atores originais, mesmo eles não sabendo uma palavra do idioma!
Duvidam? Eu não!
Só questão de tempo, pelo que estou vendo.


Já no final da matéria, o mesmo rapaz fala uma coisa que comprova o quanto a ferramenta que eles criaram é absurdamente potente! Mas como sabemos, essa potência pode ajudar ou prejudicar alguém, né?
O termo já não soa bem. Deepfake, SingFake. Fake = Falso. Não esqueçam.
Para garantir, eles já estão desenvolvendo uma outra tecnologia (ferramenta) capaz de identificar onde a IA foi usada, mesmo tendo sido feita por outra empresa!
Já falei em setembro de 2020 que achava quase impossível frear esse avanço dos softwares.
Caminho sem volta?
Continuo achando a mesma coisa. Caminho sem volta.
Um abraço a todos.

PS: Quem quiser ver a reportagem exibida no Fantástico, clique AQUI.

quinta-feira, 18 de março de 2021

Um ano de Covid - Nem sinal do túnel!!!!

 



 

 

Olá pessoal.
Esse texto não tem direito a fotos!
Colocar o que? Não tem o que mostrar.
Em março de 2020 o pessoal de shows e eventos parou de trabalhar.
Um ano sem poder trabalhar. Não é fácil, viu?
Ahhh. Pensei em colocar duas imagens nesse texto. Uma eu coloco agora no início, e a outra coloco no final.

Eu sei que o número de mortes é (faz um bom tempo) absurdo, mas tem algumas coisas que eu não concordo nas determinações.
Aqui em Pernambuco foi decretado nessa semana uma quarentena (lockdown, fechamento, paralisação, bloqueio...) do dia 18 ao 28 de março. Imaginei que isso iria acontecer, pois batemos o triste recorde de mortes nessa pandemia  Mais de duas mil mortes num dia, é o equivalente a quase 10 aviões de grande porte caindo num mesmo dia.
Imaginou? Com uma queda a gente já fica desanimado... Ou pelo menos ficava.
Nem sei se vão se assustar mais com avião caindo depois dessa pandemia...
Nem sei também se vai fazer alguma diferença esse novo lockdown em Pernambuco para nós que trabalhamos com shows e eventos, pois como falei acima, o bloqueio para nossa classe está funcionando desde março do ano passado, ininterruptamente(!).
Estamos, literalmente, anestesiados.
O que mudou para minha "turma"? E eu estou incluído.
Acho que quase tudo!
Não tinha como não ser assim.
Alguns (poucos) colegas e amigos que tinham estúdios de gravação e mixagem de áudio, ainda estão conseguindo fazer trabalhos sem se afastar da profissão.
Mas quem nunca teve essa estrutura, teve realmente que se virar com outros trabalhos.
Para quem tinha carro, o serviço de motorista de aplicativo foi a primeira opção.
Lembro de um colega da profissão me falando que estava pensando em fazer um curso para ser vigilante. E se não me engano, foi antes da pandemia.
É... Antes da pandemia já não estava muito fácil pra gente.
Cachês defasados, demora pra receber, sem férias, sem décimo terceiro, sem segurança no emprego...
Fazendo uma comparação, a gente é bem parecido com um funcionário público.
Só que inversamente!!!!!!!!!
Dependendo do artista, perdemos o emprego com um simples comentário de um amigo desse artista que estava vendo o show e não gostou do som, e falou para ele no camarim que não entendeu muito o que ele estava cantando.
Pronto. Motivo grande para ser demitido, que no nosso caso usam o termo "não preciso mais do seu serviço".
Inclusive, sou totalmente contra colocar artistas na justiça. Nunca nem pensei em fazer isso, e estou na profissão desde 1992, quando comecei a trabalhar em shows.
No áudio, comecei em 1988 como DJ.
Sabemos que é assim que funciona, desde a Arca de Noé. Mas pode mudar? Lógico que pode.
E não tem só pontos negativos, tem os positivos também.
Minha irmã, por exemplo, fica horrorizada quando falo que ganhei num show, o que ela ganha num mês. Mas isso é só com alguns trabalhos, viu?
Mas o texto aqui não é para falar sobre isso. Um dia faço um texto só com este assunto, ok?
Vamos voltar pra pandemia.
Na realidade, a gente gostaria mesmo era de sair dessa porra de pandemia e não voltar, né? (Riso amarelo)
Mas a gente nem começou a sair direito...
Já falei tanto, que esqueci do caminho que estava seguindo. Vou lá em cima ler para me situar. (Risos)
Ahhhh! O que mudou pra minha turma... Quase tudo.
Quem acompanha meus textos aqui, sabe que passei mais de três meses numa lanchonete, ajudando um amigo.
Lógico que eu recebi por esses meses lá, mas era mais uma ajuda de custo do que um salário.
Fui mais para ajudá-lo e para sair de casa! Respirar! Fazer algo!
E foi muito bom!
Mesmo tímido, achei que me saí bem.
Tratar com pessoas, não é uma tarefa fácil, principalmente para mim, que não sou muito de fazer "arrudeio" pra falar alguma coisa.
Mas acho que me saí bem como gerente de lanchonete.
Já falei sobre esse assunto aqui, é só procurar.
Vixe... Saí de novo do caminho do texto...
(Vocês não tem ideia de quantas vezes eu volto lá pra cima, pra ver o que escrevi...)
Resumindo...
Com essa pandemia, mudou pra mim, e para muitos amigos e colegas do ramo.
Reinventar? Não acho um termo correto.
Muitos mudaram de profissão.
Reinventar pra mim, é inventar algo em cima de alguma invenção (profissão).
No nosso caso, tivemos que mudar de profissão!!!!!
Nos meus grupos de áudio, notei várias "reinvenções"(?).
Motorista de aplicativo, entregador de espetinhos, vendedor de sacolé, vendedor de crustáceos, filmagens com drones, montador de móveis, professor de surf, balconista de farmácia, motoboy para entrega de comida... E por aí vai.
Ou seja... Para mim, eles não se reinventaram. Eles foram forçados a mudar de profissão!!!
E é assim que minha turma está se virando.
As lives só conseguem absorver um número muito pequeno dos profissionais.
Nem no começo esse número foi grande, quando todo artista resolveu fazer essas transmissões, e agora é que não chegam nem perto mais desse número inicial, pois o formato cansou, e para mim não foi surpresa. Já falei também várias vezes o que eu acho de lives.
E é assim que estamos nos virando.
Eu ainda consegui o trabalho de digitalização de acervo sonoro, como também já falei aqui em texto anterior. E foi isso que me salvou!
Mas no caminho até agora, estourei minha conta no banco que abri em 1990, e estourei um cartão de crédito. Mais na frente tento sanar essas dívidas.
Fora isso, tive ajuda da minha Irmã, que pagou algumas contas de água e luz, e de uma Tia que enviou dinheiro para eu pagar os condomínios atrasados.
Não consegui os auxílios do Governo e da Lei Aldir Blanc como PF (Pessoa Física), o que achei um absurdo.
Consegui um auxílio dos EUA(!!!) como operador de áudio, e a aprovação desse projeto aqui do Blog pela Lei Aldir Blanc como PJ (Pessoa Jurídica).
Ahhh. Dois artistas me ajudaram, adiantando cachês para eu pagar depois com serviço em shows ou trabalhos com edição de podcast.
Foi assim que cheguei até aqui, sem cortarem minha luz ou água, e sem problemas para me alimentar. Mas já estava fazendo as contas no começo do ano, e só iria conseguir chegar em abril com essa grana.
Tenho uma grande vantagem. Sou eu e Tom no apartamento.
Tom é o gato que meu Filho pegou para criar, mas quem tá fazendo isso sou eu e a mãe dele (mãe de Raian, não do gato).
Guarda compartilhada de um gato! Acreditam? (Risos).
Meu Filho, que já tem 25 anos, está em São Paulo nesse momento, e já se vira (quase) sozinho.
Está sendo menos difícil para mim do que para a grande maioria dos meus colegas e amigos da profissão.
Não é nada fácil passar um ano sem poder trabalhar, forçando a procura por uma nova fonte de renda, que em muitos casos só foi conseguido com a mudança de profissão.
E "vamos" ter que passar mais um ano sem poder trabalhar na nossa profissão, pelo que vejo nos noticiários!
Quando falo VAMOS acima, é com relação a minha área, viu? Profissionais de shows e eventos.
A maioria das outras áreas, vão continuar como foi no ano anterior, no abre e fecha.
Ou vocês acham que fecham tudo durante um ano completo, como foi no caso do entretenimento?
Não conseguem, né? Mesmo com os números absurdos de mortes.
Não estou querendo dizer também que os grandes shows e eventos devem voltar.
Mas também um lockdown sem prazo de validade apenas para uma determinada classe não é muito justo.
Proibir um trio de músicos tocar num restaurante ou num bar, onde os estabelecimentos estão seguindo as normas exigidas?
Um dia desses teve um decreto aqui em Recife, onde não poderiam fazer lives com mais de dez pessoas. Oxe.
Se esse número fosse exigido para todos os estabelecimentos, eu até aceitaria. Mas só para as lives?
Concordo não.
Ou seja... Em muitas outras áreas acontece um certo "relaxamento" nas normas, ou uma certa tolerância.
Na minha área é tolerância zero!!!!
E desde março de 2020!!!!
Mais uma vez afirmo: Não sou à favor do relaxamento total pra todos.
Só não concordo com o lockdown total e irrestrito somente para pouquíssimas áreas.
A única coisa boa nessa história (se é que posso chamar de boa), é que ninguém pode dizer que o número assustador de mortes nessa pandemia é por causa dos shows que estão acontecendo. Né?
Por que é mais difícil o povo ficar em isolamento aqui no Brasil?
Na minha opinião, dois pontos principais: 1- Brasileiro nunca foi fã de seguir normas. 2- Diferente de muitos países, o auxílio financeiro aqui está sendo pouco, foi complicado solicitar e não chegou para todos.
E para fechar com chave de ouro esse assunto, na quarentena que vai começar amanhã aqui em Pernambuco, foi anunciado que "concessionárias de veículos" vão poder abrir.
Não acreditam?
Vejam a explicação no vídeo abaixo, onde o sorriso amarelo de pedro eurico (letra minúscula mesmo) só não apareceu por causa da máscara! Ele é secretário de alguma coisa. Para vocês terem ideia do nível aqui.

Como meu pessoal que está sem poder trabalhar desde março de 2020 vai reagir ao ver uma explicação dessas?????????
Me digam?


Como achar que a frase "estamos no mesmo barco" faz sentido?
Por essas e outras, quando me perguntam se eu estou vendo uma luz no final do túnel para a profissão, eu respondo: --- Que luz????? Não consigo nem ver o túnel!!!! Quanto mais ver uma luz no final dele, né?
Esse túnel, acho que minha turma só consegue ver em 2022.
E a luz?
Deixa eu ver o túnel primeiro, ok?
Um abraço a todos.

quarta-feira, 3 de março de 2021

Automator - Problemas com dores causadas pela repetição da digitação ou do copy/paste? Seus problemas acabaram!!!!


 

Olá pessoal.
Nem consegui escrever o texto da semana que passou.
Como normalmente escrevo sobre meus trabalhos nos shows e eventos que participo, e esses shows e eventos estão proibidos desde março do ano passado, fico quase sem assunto para falar aqui, né?
Como podem ter notado, ultimamente estou escrevendo sobre assuntos um pouco fora do tema "Shows", mas sempre tendo a música ou o áudio como pano de fundo.
Tenho aqui no Blog a seção "Mudança de Palco" quando quero falar de coisas totalmente fora do contexto, como indicar filmes, lugares, bares, ou qualquer coisa que achei legal.
Já cheguei até a indicar aqui uma casa de prostituição, mesmo não sendo adepto dessa prática.
Mas que as meninas eram espetaculares, ahhhhh, isso eu não posso negar.
Nunca bebi uma dose de vodka tão cara na minha vida!!!!!!
Pelo que me recordo, foi 20 reais cada dose!!! Na quinta dose, parei. (Risos)
Quem quiser ler sobre o caso, procure no Blog pela palavra "Cuscuz".
Vamos voltar ao assunto de hoje...
Com poucos (ou nenhum!) trabalho em shows e eventos, os assuntos rarearam aqui.
Como sabem, se leram os textos anteriores, estou num trabalho de digitalização de um acervo sonoro, onde tudo é muito igual, como numa linha de montagem de automóveis.
As pessoas e os robôs fazendo sempre a mesma coisa, dia após dia...
Tudo muito repetitivo, automatizado...
Automatizado!


 


 

Por causa dessa palavra, apareceu um assunto legal para deixar registrado aqui no Blog!
E vai ter relação com o áudio, que é o assunto prioritário desse espaço.
O trabalho desse ano lá na FUNDAJ pelo Estúdio Onomatopeia, não difere muito do anterior, que eu fiz lá em 2017.
Até a sala é mesma!!!!! Acho que já falei isso em texto anterior.
A única diferença entre os dois trabalhos é que nesse atual não vamos só digitalizar discos de vinil. O resto é igualzinho!
Pois bem...
Estou na mesma função nesse segundo trabalho.
Fico na parte da edição e nomeação de todas as faixas (tracks) dos CDs, dos discos de vinil, das fitas K7 e das fitas de rolo.
É muita faixa, viu??
Como foi em 2017.
E por causa dessa quantidade enorme de faixas que eu tenho que editar, e principalmente pelo trabalho de nomear cada faixa com uma nomenclatura diferente, a repetição é absurda!
Eu já estava imaginando a dor que apareceu no meu cotovelo no final do trabalho de 2017 retornando aqui nesse novo trabalho.
É muita repetição de movimento para nomear as faixas.
Pelo menos, era!!!!!!!
Quando o estúdio notou que o tempo de digitalização do áudio dos CDs era muito menor que o tempo que eu levava para editar e nomear as faixas desses CDs, resolveram colocar mais gente para editar essa faixas.
Foi aí que tudo mudou. Pra melhor!
Kiko e Diego já trabalham no estúdio, no setor de áudio e trilha para comerciais e/ou cinema.
Mexem muito com Pro Tools e Cubase.
Passei para eles como eu estava fazendo o trabalho de edição e nomeação no Pro Tools, e falei que não conhecia um método mais rápido no Cubase, principalmente que uso pouco os dois softwares.
Foi quando meu amigo Kiko Santana (sósia do cantor Jorge de Altinho) me falou que poderia acelerar esse trabalho, principalmente na hora de colocar os nomes nas faixas, mas fora do Pro Tools.
Oxe! Falei que por mim, tudo ótimo!!!
Se ele conseguisse acelerar essa nomeação das faixas, já seria um avanço absurdo!
Falei para ele o passo-a-passo na criação das faixas, e ele ficou de tentar achar um meio de acelerar isso.
Qual é esse passo-a-passo?
São 4 arquivos de áudio para cada faixa digitalizada.
1- O áudio bruto, original, em WAV (44.1/16bit), do jeito que foi colocado no CD.
2- Esse mesmo áudio em WAV, mas com o nível de volume normalizado.
3- Esse mesmo áudio normalizado, mas em MP3 (320kbps).
4- Os primeiros 30 segundos desse áudio normalizado, também em MP3.
Ou seja... 2 arquivos em WAV, e dois arquivos em MP3.
Vou usar como exemplo para mostrar a nomenclatura, a faixa 1 do CD 133.
Ficaria assim os nomes das faixas:
1- CD000133_001
2- CD000133_001 N
3- CD000133_001 MP3
4- CD000133_001 CLIP
Imaginem agora fazer isso em 30 faixas de um CD, onde tudo é igual, mas o número da faixa tem que mudar para 002, 003, 004...
Já peguei CD Duplo, com mais de 50 faixas em cada um!
Aí já tem outra nomenclatura:
1- CD000133_v001_001 (Faixa 1, do disco 1, do CD 133).
Deu para notar que o trabalho maior é na colocação dos nomes nos arquivos, né?
Eu sei que tem outras ações antes da nomeação, mas essa última parte, realmente é a mais demorada.
Foi aí que Kiko me apresentou o Automator!!!!!


Automator for MAC, infelizmente. Software para usuários da Apple. Não tem para Windows.  
Imaginem os fogos de artifício de uma virada de ano...
Foi o que eu senti ao conhecer o que ele era capaz de fazer, fiquei muito animado.
Não vou entrar muito nos detalhes do software, minha intenção hoje aqui vai ser apenas mostrar o quanto ele está me ajudando nesse segundo trabalho de digitalização de acervo sonoro, e o quanto ele pode ajudar outros técnicos em algum trabalho de nomeação de muitos arquivos de áudio, ou de qualquer outro tipo.
Vou tentar textualizar aqui, contando também com a ajuda de algumas fotos e vídeos, como eu estava fazendo antes e como estou fazendo agora, usando o Automator.
Não tenho nenhuma foto e vídeo do modo que eu estava fazendo antes, pois nem quero mais lembrar do sofrimento.
O que já posso adiantar é que antes eu levava uns 15 minutos para editar um CD com uma média de 15 faixas.
Agora levo uns 8, ou até menos para fazer o mesmo trabalho.
Lógico que esse tempo mudava de acordo com o número de faixas do CD, mas no Automator, tanto faz nomear uma ou duzentas faixas. O tempo é simplesmente o mesmo!!!!
Menos de 10s para chegar aos arquivos e selecioná-los, e menos de 2s para colocar os nomes nesses arquivos!!!
Como são 4 tipos de arquivos diferentes, é só fazer a conta. Para eu colocar o nome em 4 ou 400 arquivos, levo menos de 1 minuto!
Como eu fazia antes?
Dentro do Pro Tools (PT), importava os áudios do CD digitalizado que vinham apenas com a numeração da faixa: 01, 02, 03, 04...
Depois de copiados para a sessão do PT, colocava o nome na primeira faixa (CD000133_001), copiava este nome e colava (faixa por faixa) só mudando o número da faixa no final.
Imprimia esses nomes direto na "waveform" (forma de onda).
Por causa disso, ao final dessa nomeação, já tinha os primeiros arquivos brutos, com o nome correto.
Ia na pasta de áudio do PT, copiava os arquivos e jogava na pasta do CD FINALIZADO, criada com a identificação CD000133.
Segundo passo, normalizar todas as faixas.
Fazia isso no modo destrutivo (overwrite), para não perder os nomes que eu já havia colocado, pois na outra opção, onde ele cria uma nova forma de onda, o PT muda todos os nomes.
Depois de normalizar todos os áudios, acrescentava (faixa por faixa) a letra N no nome do arquivo usando o copy/paste, que ficava assim: CD000133_001 N.
Também imprimia esse nome diretamente na forma de onda.
Ia novamente na pasta de áudio e copiava os novos arquivos que foram normalizados e já estavam com o novo nome, e jogava esses arquivos na mesma pasta que coloquei os primeiros áudios.
No terceiro passo, eu mudava novamente o nome de cada faixa usando o copy/paste, trocando o N por MP3 no final (CD000133_001 MP3) e exportava todos os arquivos de uma vez só para a pasta dos finalizados, mas transformando em MP3 (320kbps), pois os mesmos ainda estavam em WAV.
Cansaram? Tem mais.
Vamos para o quarto passo.
Cortava todas as faixas ao mesmo tempo nos 30 segundos iniciais, dava o "fade out" em todas, e consolidava essa edição.
O nome de todas as faixas mudava com essa consolidação.
Por causa disso, eu colocava novamente o nome na primeira faixa com a nova nomenclatura (CD000133_001 CLIP), e colava em todas as faixas usando o danado do copy/paste, mudando apenas o número da faixa 002, 003, 004...).
Feito isso, exportava também essa novas faixas transformando em MP3 para a pasta do CD finalizado.
Feito. CD editado e nomeado.
Imaginaram quantos copy/paste eu dei nessa edição de 1 CD?
Nem contem, para não sofrerem.
Agora... Com o Automator... A coisa mudou de figura!!!!
Como vocês podem ver abaixo, o software tem várias funcionalidades. E entre elas está a opção "Renomear arquivos em massa".

Sabendo disso, Kiko criou 4 "macros" para o trabalho de nomeação.
O que são macros?
Falando bem resumidamente, uma macro permite ao usuário realizar várias tarefas com apenas um comando.

Macro criada para nomear as faixas MP3.

O usuário tem que criar essas macros, elas não vem prontas.
Lembram que cada faixa gera 4 arquivos, não é?
Faixa bruta, faixa normalizada, faixa normalizada em MP3 e faixa normalizada clip (30s).
Então meu querido Kiko (que eu chamo carinhosamente de Kiko de Altinho, só para arretar ele), criou uma macro para cada nomeação.


Clique na imagem para ampliar.

Com essas macros, não mexo em mais nada nos nomes dentro do PT.
E já começa pelo áudio bruto.
Não importo mais esses áudios para o PT, copio direto para a pasta do CD finalizado.
Com esses áudios já na pasta, abro a primeira macro, chamada "tracks".
Abrindo essa macro, apenas preciso colocar o número do CD. No caso aqui, coloco CD000133.
Na próxima vez que abrir, só preciso mudar o final (134, 135, 136...).
Dou um clique e vou até a pasta do CD finalizado onde estão os áudios com os nomes 01, 02, 03, 04...
Seleciono todas as faixas e dou apenas UM click. Pronto. Todas as faixas estão com os nomes CD000133_001, CD000133_002, CD000133_003, CD000133_004... E como já estão no formato WAV 44.1/16bit, já estão finalizadas e no lugar certo!
No vídeo abaixo, mostro a primeira colocação dos nomes no áudio bruto.

Como falei antes, depois das faixas selecionadas, e do comando para fazer o serviço, não chega a 2 segundos o tempo para a mudança dos nomes.
Uma pegadinha! Pra não falar que é perfeito. Tem que ter atenção num detalhe.
Quando você abre a pasta no MAC para selecionar as faixas, o normal é aparecer como na foto abaixo.

Visualização normal.
Esses com X no nome, são pastas que eu crio antecipadamente, para poder exportar as faixas separadamente do PT, e não misturar com as outras faixas brutas que já estão na pasta principal, inclusive porque as faixas exportadas N e MP3 ficam com os mesmos nomes.
Por isso faço as três exportações para pastas distintas.
Voltando para a pegadinha que falei antes... Tem um comando nas janelas do MAC (no Windows também tem) que você inverte a visualização.
Ou seja... Em vez de você ver na forma crescente, a visualização fica invertida, como mostra a foto abaixo.
Visualização invertida.

Aí é onde mora o perigo!!!!
Se a pessoa selecionar as faixas na visualização invertida, usando como exemplo um CD com 10 faixas, o Automator vai colocar o nome da faixa 10 como 001, a 09 como 002, a 08 como 003...
Ou seja... L A S C O U !!!!!!!
Ele nomeia pela posição de visualização e não pelo numeral!!!!
Fica a dica.
Dica de vida ou morte!!!!
Pois se usar a visualização invertida na seleção, você nunca mais vai ser chamado para um trabalho de digitalização e edição de áudio de acervo sonoro!!!
Todo o trabalho da equipe vai ficar absurdamente errado!!!
A dica da seleção invertida, foi de Kiko também. Acho que nem vou tirar mais onda com ele, chamando-o de Altinho... (Risos)
Valeu Kiko!!!!
Para garantir, pois seguro morreu de velho, depois de todo o trabalho de nomeação usando o Automator, e após apagar as pastas temporárias que ficam no final, e já sabendo qual é a primeira e a última música do CD, confiro ouvindo os 4 arquivos da faixa um, para ver se realmente é a faixa correta. Com isso tenho a certeza que não selecionei nada invertido na hora de colocar os nomes.
Fica a dica novamente. Agora a dica é minha, viu??
Viram que seus problemas com as dores causadas pela repetição da digitação ou do copy/paste acabaram???
Pois é...
E não foi a "Polishop" que resolveu, né?
Menos copy/paste para todos.
Para finalizar, vou colocar abaixo um vídeo da minha tela mostrando eu nomeando todas as faixas das três pastas (Normalizada, MP3 e CLIP) de um CD com 11 faixas.

Depois que eu clico no primeiro atalho "N" (Normalizado), foram 53 segundos para nomear 33 faixas, com 3 nomenclaturas diferentes.
E não usei o copy/paste uma única vez.
Não esqueçam que eu levaria os mesmos 53 segundos para nomear 900 faixas!
Muito bom, né??!!!
Um abraço a todos.


 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Live - Palavra do Inglês, que traduzindo para o Português, quer dizer "Ao Vivo"!


 

Olá pessoal.
Me diverti com uma frase que ouvi um dia desses na pandemia, onde alguém falou: --- Tou preocupado com essa segunda onda. Segunda onda de Lives! (Risos)
Pois é...
Como muitos sabem, principalmente os que perdem um pouco do tempo lendo aqui esses meus textos, eu odeioooooooooo lives!
Nem vou mais explicar o porquê.
Acho também que a live continua depois da pandemia, como uma transmissão (ao vivo) de um show, onde as pessoas vão pagar para ver.
Logicamente, essa transmissão ao vivo(!) não vai ficar gravada nas plataformas para ser vista posteriormente.
Só estou conjecturando, viu?
Esse assunto de gravação "versus" live, aconteceu nessa semana, numa conversa com um amigo cantor, que estava fazendo várias lives para o carnaval, onde algumas seriam gravadas antecipadamente, para só depois serem transmitidas.
Ele falou que era normal isso, e que até os grandes artistas estavam usando este método.
Foi quando discordei.
Veja bem... Falei: --- Não acredito que um artista com um nome reconhecido em todo o país, e que zele por esse nome, vai simular que está fazendo uma live, enquanto transmite uma gravação feita antecipadamente.
Não acredito.

Setup de mixagem do áudio da live de Luan Santana.

E não tenho nada contra quem grava antes, ajusta tudo e depois transmite pela internet. Só não acho legal colocar o nome LIVE nessa transmissão.
Acho uma falta de respeito do artista com as pessoas que vão ver a tal da live.
Falei que até poderia ter muita gente fazendo isso, mas que eu não achava correto, que não poderiam falar que era uma live, e sim uma transmissão de uma coisa gravada.
E esse papo continuou com um amigo (colega, porque não me pagou uma aposta que ele perdeu) iluminador, que acha também que várias lives de grandes artistas são gravações, transmitidas como se fossem lives.
Por coincidência, alguns dias antes eu estava conversando sobre lives com Neto, que está trabalhando comigo na digitalização do acervo da FUNDAJ, porque estavam acontecendo muitas lives aqui em Recife, e ele me perguntou se eu tinha visto a de Luan Santana no Pantanal, pois achou muito interessante e muito difícil fazer uma daquele lugar.
Por causa dessa conversa com Neto, usei a live de Luan como referência, e falei para o iluminador que duvidava muito que ele tivesse gravado tudo antes e que tivesse usado o termo LIVE na transmissão, mesmo sendo num lugar muito difícil de se fazer uma transmissão ao vivo, ou seja, uma live!
E fui atrás de respostas concretas, através do meu (Espetacular) grupo de áudio chamado GraxaBR.
Não esperei 10 minutos por uma resposta.
Ainda fico impressionado com a funcionalidade desse Grupo, que reúne técnicos e produtores de quase todas as regiões do país.
Pena que é limitado o número de participantes, pois é no WhatsApp.
Depois de colocar minha dúvida lá no grupo, para saber se a live de Luan foi verdadeiramente uma live e não uma transmissão de uma gravação, Renato Carneiro (dentre outras coisas, técnico de PA de Bruno e Marrone e suporte técnico pra DiGiCo) me explicou que foi "ao vivo" mesmo, e já me enviou o contato do técnico de áudio de Luan Santana que fez a mixagem desse evento, que se chama Zaka Gomes, para eu falar diretamente com ele.
Eu estava querendo uma autorização para comentar sobre isso no meu Blog e colocar uma foto que Renato me enviou do setup de mixagem de áudio da live, como estou fazendo agora, depois de Zaka autorizar.
Como imaginava, a coisa não foi simples lá no Pantanal.
Internet? Como eles iriam transmitir isso, numa estabilidade que seria imprescindível???
Zaka me explicou.
O sinal mixado (áudio e vídeo) não saiu do local pela internet.
Foi via satélite!
Na realidade, foi tudo via satélite, segundo Anselmo, diretor da live.
Esse sinal desceu primeiro na produtora Casablanca, que fica em São Paulo.
A produtora ficou responsável por enviar esse sinal para a sede da National Geographic (NatGeo) na América Latina, que fica na Argentina e por "subir" o vídeo para o canal de Luan Santana no YouTube. Tudo via satélite, como falei acima.
É... A National Geographic transmitiu também essa live de Luan Santana.
Nem sabia que podia colocar um vídeo no YouTube via satélite.

Clique na foto para ampliar.

 
Clique na foto para ampliar.

A bronca maior que Zaka me falou, foi que ele não tinha como monitorar o que estava no AR.
Não tinha como ele conferir a volta do sinal enviado via satélite.
Tiveram que confiar no pessoal que estava responsável pela transmissão via satélite e pela distribuição do sinal pela Casablanca.
Ele só viu o vídeo dois dias depois no YouTube!!!!
Foi quando ele chegou na cidade, pois o show, como ele mesmo me contou, foi "no meio do nada"!
Pelas fotos que coloquei aqui, dá pra entender porque ele falou que estava no meio do nada, né?
Achei até exagero quando ele falou pra mim dos dois dias para chegar na cidade pra poder ver o vídeo, mas depois de conferir aqui no YouTube onde foi montado o palco, vi que ele não estava exagerando!
Parabéns pelo trabalho.
Vi alguns trechos da live aqui...
Tem até algumas inserções de matérias e depoimentos durante a live, que acredito que foram gravadas anteriormente, e eles montaram tudo na hora, em cima do show, o que torna o trabalho ainda mais complexo..
Realmente foi uma live "de responsa".
Como gosto de falar: --- É muito bom ver (ouvir) uma coisa bem feita!
Como destaquei na foto abaixo, o termo LIVE foi bem empregado.

Clique na foto para ampliar.

Agora... Gravar tudo antes, mixar todo o áudio antes, editar todas as imagens antes, juntar áudio com imagem antes, montar todo o programa, para só depois colocar o produto final numa plataforma digital com o termo LIVE estampado?
Acho estranho... Pra não dizer falso.
Coloca outro termo. Transmissão, programa... Sei lá.
Vamos transmitir um show que foi gravado no dia tal, em tal lugar...
Vamos colocar um vídeo na plataforma tal, que é um programa que montamos antecipadamente, que tem até um show dentro...
Ou como tá em moda, quem sabe se colocar o termo "Fake Live" não fica legal, não é? (Risos)

Clique na foto para ampliar.

Não esqueçam que a palavra live, quando traduzida para nossa língua, quer dizer: AO VIVO.
Ou... Vivo, viva, vivos, vivas.
Quem quiser ver essa live de Luan Santana que ficou gravada no YouTube, clique AQUI.
Mas no dia, foi ao vivo mesmo, viu? (Risos)
Obrigado Renato, Zaka e Anselmo pelas informações.
E obrigado também ao Grupo GraxaBR por sempre colaborar nas respostas às minhas dúvidas.
Um abraço a todos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Darci Lynne - Como é bom ver (ouvir) coisas bem feitas!

 




Olá pessoal.
De boca fechada, canta melhor do que muitos que abrem a boca pra cantar...
Essa foi a primeira coisa que pensei quando vi o vídeo da menina num programa dos EUA no YouTube, que estou colocando aqui para vocês verem.
Darci Lynne é o nome da menininha, que na época desse vídeo estava com apenas 12 anos.
Doze anos!

O vídeo é de 2017, mas só vi agora.
Não sei se por causa do avanço da idade eu estou ficando mais mole do que já era, pois choro até com desenho animado, mas a garotinha me levou às lágrimas. E nem tinha bebido meu vinho, viu???


Não foi a primeira vez que me emocionei com bonecos. Já tive essa experiência no SESI Bonecos, quando eu operava o som de uma peça anos atrás, em algum lugar do Brasil, e fiquei disfarçando na housemix.


E o pior... Mesmo no outro ano, em que a mesma peça estava na programação e eu já sabia de todo o roteiro, me emocionei na mesma parte! (risos)
Por causa desse vídeo de 2017, fui ver outras apresentações da menina, e continuo com a mesma opinião: --- Ela é muito especial no que faz.
Um grande talento na arte do ventriloquismo. E na arte do canto!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vou colocar mais dois vídeos dela aqui. Um onde ela contracena e canta com dois bonecos ao mesmo tempo, e o último, pra fechar com chave de ouro, ela com a coelhinha cantando uma ópera!!!! Muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Além disso, o roteiro das apresentações, que não sei se é ela quem faz, também é muito legal.
Numa época em que cada vez mais a voz está ficando em segundo plano em um show de música, ver (ouvir) uma menina de 12 anos cantar assim de boca fechada me animou!

Como é bom ver e/ou ouvir coisas bem feitas!


Um abraço a todos.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Live no Estúdio Carranca, usando o Pro Tools como mesa de som - Ambiente controlado, deu até pra beber vinho!

 

Olá pessoal.
É... Minha vista tá cada vez pior mesmo...
Oito horas quase que direto, olhando para uma tela de computador, e conferindo nas capas dos CDs se a digitalização está correta lá na FUNDAJ, está dando uma "canseira" nos olhos.
Mas vamos em frente (como diz um cantor amigo meu).
Esse é o sexto texto do Projeto aprovado na Aldir Blanc Pernambuco, e como eu achava que iria acontecer, é muito chato escrever por obrigação.
Com certeza eu iria falar sobre esse trabalho que eu não fiz, pois achei interessante, mas com certeza também, não acredito que escreveria essa semana se não fosse pelo Projeto.
Dificilmente eu escrevo sobre trabalhos em que eu não participei, mas quando o assunto é legal, eu gosto de mostrar.

Técnica do Estúdio Carranca com suas três salas para gravação.
Bruno, técnico freelancer que faz trabalhos no Estúdio Carranca, aqui em Recife, me convidou no final do ano passado, para acompanhar um trabalho dele lá no estúdio.
Isso aconteceu no dia 21 de dezembro.
Frank & Ella era o título da Live.
 

Como também eu já era amigo de "longas datas" da cantora que iria participar da live, resolvi sair de casa.
Fui lá dar uma olhada para ver como faziam.
Pra forçar ainda mais minha saída de casa, Bruno falou que iria "rolar" um vinhozinho nesse dia.
Ajudou bastante esse detalhe técnico(?).
Levei uma garrafa para ajudar.
Cheguei bem cedo lá, antes até dos músicos.
A banda era bem enxuta, para acompanhar as duas vozes. Bateria, baixo (acústico) e piano (também acústico).
O estúdio Carranca tem 3 salas interligadas para quem quiser gravar com vários instrumentos ao mesmo tempo.
No caso dessa live, todos os músicos, inclusive os cantores, ficaram numa única sala.
Na outra sala ficou o equipamento de controle do vídeo, e não foi usada a terceira sala.
Só dois monitores de chão foram usados. Um para o pianista, onde ele só queria ouvir o baixo, e outra caixa para os cantores.
O baixista usou uma via estéreo de fones de ouvido e o baterista não usou monitores.
Afinal eles não iram tocar rock pesado, o repertório seria mais pro lado do blues, jazz...
Frank (Sinatra) & Ella (Fitzgerald).

Sala 1 com o pessoal do vídeo.
Coloquei minha garrafa de vinho na geladeira e fui dar uma olhada no soundcheck.
Não tinha mesa de som.
O próprio software de gravação do estúdio, no caso o Pro Tools, faria essa função.
Qualquer software de gravação (multitrack) pode substituir a mesa de som numa live, desde que você tenha uma interface de áudio com entradas suficientes para ligar todos os instrumentos e vozes, e saídas suficientes para monitoração da banda, monitoração do técnico de som e para o envio do sinal da mixagem para o pessoal do vídeo, que vai fazer a transmissão.
No Carranca pode-se gravar 32 canais simultaneamente, e são 16 saídas (podendo expandir para 32).
Ou seja... Deu para ligar tudo tranquilamente.
Com tudo ligado, passaram o som.
Enquanto o técnico ia ajustando as coisas para os músicos, e para o pessoal do vídeo, tudo estava sendo gravado no Pro Tools.
(E meu vinho esfriando na geladeira...)


A mesa de som, o Pro Tools.

Ahhh... Antes de começarem a passar o som, o pessoal do vídeo bate uma claquete perto de um microfone e com isso ajustam a imagem com o som, colocando um atraso no vídeo.
Por causa da conversão AD/DA (Analógico Digital/Digital Analógico), mais o processamento dos plugins dentro do Pro Tools, o áudio chega com um certo atraso em relação a imagem.
Fora isso, depois de gravar o soundcheck, Bruno dá play na gravação e vai escutar o som direto no YouTube, numa transmissão fechada, onde ele pede para o pessoal do vídeo baixar ou aumentar o sinal do áudio na entrada do equipamento que vai juntar o áudio e vídeo para a transmissão.
Outro detalhe que Bruno me falou, foi que ele processa o sinal L/R da mixagem com vários plugins em outro computador, para só depois enviar esse sinal para a turma do vídeo.
Ele explicou que se colocar todos os plugins (compressor, equalizador, simulador de fita, etc) que ele normalmente usa no máster dentro do Pro Tools, ele tem problemas consideráveis de atraso na monitoração dos músicos, impossibilitando o trabalho deles na execução das músicas.
Feito todos esses ajustes, foi só aguardar pelo início da live.
Abri o vinho.

O outro computador, processando o sinal L/R antes de ser enviado para a transmissão.

Como a internet do estúdio é dedicada para essas transmissões, tudo é muito estável.
Não foi à toa que não tiveram problemas com a transmissão, como áudio ou imagem falhando ou travando.
Apareceu até um pratinho com salgadinhos para petiscar com o vinho!
Quase vira um barzinho... (risos)

Gravando no Pro Tools.

A intenção poderia ser até essa, de uma coisa bem intimista ou despojada (fora as roupas dos cantores!), como se todos estivessem num pequeno palco em um bar ou numa sala de estar...
Mas na realidade era quase uma sessão normal de gravação num estúdio.
Eu fiquei na técnica, só saindo para encher a taça de vinho (espero que o dono do estúdio não leia isso, pois nem sei se podia beber vinho ali dentro).
Achei muito legal o resultado sonoro, e do geral também, mesmo eu continuando a não gostar de lives, como já falei várias vezes por aqui.

Sala 2 com os músicos e cantores.

Mas para quem estava vendo em casa, deve ter sido muito legal ouvir aquelas músicas, sendo bem tocadas e muito bem cantadas.
A dupla formada por Cláudia Beija e Arthur Philipe arrebentou nos vocais e nas interpretações!
Como diz Tony Thomé, produtor dos shows de Alceu Valença em São Paulo: --- Um luxxxo!
Quem quiser conferir essa live gravada que está no YouTube, clique AQUI.


Bruno Lins no controle do áudio.

Realmente... Com o ambiente totalmente controlado, otimizado, com uma internet potente e dedicada, com equipamentos de primeira linha, com bons músicos, e logicamente com os bons profissionais que estavam controlando os equipamentos, foi só curtir o resultado.
O vinho foi apenas a cereja do bolo!
Um abraço a todos.