sábado, 16 de abril de 2022

"Concordólogos" e "Achólogos" - Devaneios de um operador de áudio, bebendo vinho sozinho num feriado religioso, escutando Belchior. Vai dar merda... (Será?).

 

Olá pessoal.
Nem vai ter fotos para ilustrar o texto hoje!!!
Aproveitei  a mania de Lula Queiroga de colocar títulos longos nos seus discos (CDs), e fiz isso no título dessa postagem.
Ficou massa. E acho que ganhei dele por várias palavras!!!!!!!!
Como é massa os títulos das obra do Lula (Queiroga).
Gosto muito dos seus discos, mesmo antes de trabalhar nos seus shows. 
Então vocês imaginam como me senti no Teatro do Parque operando o som dele, né?
Mas não vim aqui hoje falar sobre essa minha predileção.
Só lembrei dele, ao colocar o título do texto.
O assunto aqui hoje não tem nada a ver com a família Queiroga (que é enorme!).
Convivo com "Os Queirogas" faz muito tempo... Vixe... Nem gosto muito de lembrar, pois é uma comprovação de como o tempo passa muito rápido. Gravei a voz da mãe deles em jingles!!!!
Mêves Gama...
Vamos pular essa parte, pra eu não chorar. (Olha o vinho fazendo efeito)
A porra do texto de hoje não tem nada a ver com eles!!!!!!!!!!!!!!!
(É muito bom escrever, sabendo que não vai ter censura no texto - Censura nunca mais!)
Tenho fé (modo de falar) que eu vou começar esse texto...
Tomar água aqui pra desacelerar...
A produtora do projeto do Blog pela LAB, e o rapaz responsável pela divulgação nas redes sociais vão ficar "putos", pois não vou seguir o cronograma do projeto, e vou postar antes de ter a cartela que avisa sobre a postagem.
Mas o Recife Virado vai ficar no lucro, pois o projeto aprovado é para seis textos em três meses, e vou escrever muito mais nesse tempo!
Esse texto já é o sexto. Dois meses de gratificação. 
O Blog é temporal. Tem "timeline". Pulsa.
Segue meus trabalhos, meus shows, minhas farras na varanda em feriados religiosos... Difícil seguir uma "regra".
Como a produtora e o rapaz da divulgação são, respectivamente, minha Ex-esposa e meu Filho, eles não vão esquentar com essa minha atitude, pois me conhecem bem.
Vamos para o tema do texto...
Tudo começou com uma conversa hoje com um Amigo cantor.
Sobre projetos, músicas, shows, vinhos, tira-gostos, botecos, internet, streaming, CD, vinil, K7.
Ou seja... Conversa entre amigos, onde falamos de tudo.
Sexo eu nem falei, pois estou mais parado do que obra que a turma promete em campanha política!
Mas o "mote" principal da conversa foi sobre divulgação do trabalho, no caso, as músicas desse cantor amigo meu.
Foi quando eu cheguei nas palavras "relevante" e "irrelevante".
Aí o bicho pegou, pois foi mais de uma hora discutindo (amigavelmente) sobre o assunto.
Ele falando que o CD ainda era uma forma relevante de divulgar um trabalho, e eu falando que era totalmente irrelevante.
Mesmo eu achando que qualquer forma de divulgação de um trabalho é válido, no caso da divulgação de músicas, acho irrelevante o CD (HOJE EM DIA!).
Quem é que tem CD-Player hoje em dia em casa?
Lembrando que é um pensamento meu, pelo meu ponto de vista.
Cada um acha o que é ou não relevante.
Nem é minha área, pois sou operador de áudio, não sou artista.
Mas dependo dos artistas. Trabalho para eles em muitos casos.
Se os artistas não fazem shows, tenho menos opções de trabalho.
Meu desejo é que eles tenham o maior número de shows possíveis no mundo!
Mas se o público não escuta as músicas desses artistas, como esse público vai pagar para ver um show desses artistas?
Para mim, é matemática. Sempre.
E hoje em dia, que o show é a fonte de renda principal da maioria dos artistas?
Pelo que notei nas minhas idas à Europa (2005 a 2012), eles consomem, pagam, vão para festivais, pra ver shows de artistas que nunca ouviram.
Aqui, até agora, não vejo isso.
Mesmo com a internet, uma ferramenta poderosa de divulgação, ainda hoje é difícil aqui no Brasil alguém PAGAR para ver um show de um artista (música), sem conhecer a música dele.
Cinema e teatro ainda a turma vai sem saber direito o que espera, mas música? Difícil.
Mas vamos voltar para o CD, que é ponto principal dessa conversa.
Quem tem CD-Player hoje em dia em casa para ouvir um CD?
Nem vem mais nos laptops!
Ou seja... Eu acho difícil alguém ouvir um CD hoje em dia em casa. Vinil, piorou!
K7? Lascou, né?
Aí passei mais de uma hora com esse Amigo cantor discutindo esse assunto.
Ele produziu CDs para venda e divulgação.
E eu, com minha sinceridade "faraônica", falei que ele deveria usar esse dinheiro do CD para outro tipo de divulgação, ou até para um cenário de um show dele.
Não teve jeito.
O CD para ele era relevante, e eu falando que era mais um prazer pessoal dele como artista.
Cansamos do diálogo, e entramos na conversa de vinhos.
Nesse mesmo momento, eu conversava sobre esse mesmo assunto com um técnico de som, também amigo meu (que me colocou no circuito de shows décadas atrás), e que me falou de uma frase que ele ouviu de Zé da Flauta.
Quando ele me falou a frase, lembrei na hora de outro caso, quando eu estava vendo uma live do Porto Musical, sobre direito autoral, onde Heloísa Aidar falou mais ou menos isso: "Os artistas tem que quebrar essa redoma, onde todos que estão ao redor dele sempre concordam com ele."
Nada a ver com direito autoral, né? Mas por alguma razão, ela acabou falando sobre isso.
Peguei essa live na metade.
Aí chegamos no título dessa postagem!!!!!!
A frase de Zé da Flauta foi: "Normalmente, os artistas, estão cercados por Concordólogos, e não por Achólogos!!!!"
E ele explicou. Dificilmente, alguém que está diariamente ao lado de um artista, vai discordar do que ele pensa. Vai sempre concordar, e nunca vai achar nada diferente.
Pode ser a maior merda do mundo que ele vai fazer, mas poucos vão dar uma opinião contrária.
Não tem nada a ver com o que é certo ou errado, mas apenas o que a pessoa acha. 
Normalmente, não vai falar.
Eu falo! Me lasquei!!!!!!!!
Dou minha opinião, mesmo sabendo que vou levar um coice!
Sou um ACHÓLOGO. Quando eu acho alguma coisa que o artista não acha, eu falo.
Sou um ser raro!
Muito bom esses termos de Zé da Flauta!
Não tinha como eu não registrar esse fato de hoje no Blog.
Pois é o que mais acontece no meio artístico.
Eu tenho orgulho de ser um "achólogo", independente da situação.
Espero que os artistas que me pedem uma opinião consigam absorver isso, entender.
Alguns nem perguntam mais, pois sabem que se eu não concordar, eu vou falar. (risos)
Opinar, de acordo com a situação, como os políticos fazem, é fácil demais!!!!!!
Pra finalizar, vou falar mais uma vez aqui de um caso famoso de "achologia" que aconteceu comigo e Alceu.
Quem já conhece do caso, releve, que vale a pena falar de novo aqui.
Me encontrei com Alceu no café da manhã depois de um show.
Segue o diálogo, que nunca esqueci:
(Abre aspas)
Oi Alceu, tudo bem?
Tudo bicho. Mas o som do monitor ontem não estava legal não, viu? Tava ruim.
Eita Alceu, você não demonstrou nada no palco que estava ruim, não me falou nada durante o show, eu achei que estava legal.
Tava não. Estava ruim.
Foi mal Alceu...
Beleza... O equipamento de som era ruim, né?
Não Alceu. O equipamento de som era ótimo. Eu que errei na mão.
Ah tá... Ok.
(Fecha aspas)
Gosto muito de uma frase, que eu jurava que era de Chaplin, mas não encontrei nada falando sobre isso. Não importa. A frase é massa.
"A sinceridade pode machucar, mas é muito mais digno falar."
Não doeu muito quando Alceu falou pra mim no café da manhã, porque tenho esse pensamento sobre sinceridade.
A grande maioria das pessoas prefere concordar sempre, pois não causa danos, não precisa explicar nada, e segue o jogo.
Comprar um CD mesmo não tendo um CD-Player para ouvir o que está gravado nele?
Vai ouvir no Deezer ou Spotify, né?
Ok, vai comprar pra ajudar, massa.
Ok, usa o encarte para ver a letra da música, como a gente fazia 10 (15?) anos atrás, né?
Ah tá...
Quando alguém aqui vir um DJ usando vinil num evento, me avise, ok?
Por conhecer essa turma, pois sou um ex-DJ, isso é quase impossível de acontecer.
Mas... SE acontecer, é completamente irrelevante no contexto geral dos DJs!!!
Como é o caso do CD para mim atualmente. Irrelevante.
Quem tá pensando em fabricar vinil para vender para DJs, esqueça! Vai morrer de fome!
Um abraço ("achólogo") a todos!!!!!!!
PS: Janaísa e Raian, me perdoem, mas não resisti ao assunto, e publiquei. Essa é a graça do Blog.


quarta-feira, 13 de abril de 2022

Operando o som do PA do Ira! - Como é bom ter QI.

Ira!. (Foto by Fabíola Oliveira)

Olá pessoal.
Não tive coragem de colocar o primeiro pensamento que veio à minha mente para o subtítulo: "Foi Irado!".
Mas foi mesmo, viu?
Sou ruim demais nesses trocadilhos.
Pezão fazia isso à todo momento, e fazia muito bem!
Vou fazer uma "salada de frutas" aqui nesse texto, falando sobre vários assuntos.
Vou começar pelo começo, e que é um dos pontos principais desse texto.
Como fui parar na mesa de PA do show do Ira!?
(O nome da banda é com a exclamação no final, ok? - Ira!)
Estava em casa, quando recebo uma mensagem de voz pelo WhatsApp.
Era Rogério, técnico de Alceu Valença, avisando que me indicou para fazer o PA do Ira!.
E que iriam entrar em contato.
Como assim?
Vejam como são as coisas...

Visão do técnico de monitor, Fernando Stuart.

Pelicano (roadie do Ira!), pediu para Cezinha (roadie Recifense que mora em São Paulo), a indicação de um técnico para operar o som do PA da banda num show em Recife.
Cezinha falou primeiramente com Rogério, mas ele não poderia fazer porque já tinha um trabalho agendado.
Aí Rogério me indicou para Cezinha, que me indicou para Pelicano, e ele entrou em contato logo depois.
Podem acreditar... Muitos trabalhos nessa área de shows acontecem desse jeito. Por causa do "QI".
Quem Indique!
Não preciso dizer que se o profissional faz muita besteira, essas indicações vão se tornando raras!
E não preciso dizer também, que nós só indicamos quando confiamos em quem estamos indicando.
Pois bem...
Pelicano me passou o contato de Fernando Stuart, técnico do Ira!, e começamos a conversar duas semanas antes do dia do show.
Essa conversa (bem) antecipada ajudou muito no trabalho.
Ele me enviou o rider técnico, e uma cena da CL5 de um show recente onde ele operou o PA e monitor ao mesmo tempo.
Com essa cena aberta no editor offline da CL5 no meu laptop, fui tirando as dúvidas com ele.
Quase todo dia eu perguntava algo. (risos)

No dia do evento, aguardando para passar o som do Ira!.

Fernando foi super paciente com essas perguntas.
Passei um tempinho para decidir se eu usaria essa cena dele para esse show, fazendo meus ajustes logicamente, ou se criaria uma cena do zero.
Enquanto eu pensava sobre isso, um amigo entrou em contato quando soube que eu estaria no Downtown Aldeia Festival operando o som do Ira!, e me pediu para fazer o som da banda dele, a Iron Maiden Cover.
Ok, eu faço.
Aí fiquei sabendo que o soundcheck da Iron Cover seria no dia anterior. Ok, eu faço.
Amigo é para essas coisas.
Foi quando Fernando me falou que o Ira! não iria passar o som!
Mas os roadies passariam os instrumentos no nosso soundcheck, que seria no dia do evento, logo cedo.
Foi nessa hora que eu decidi usar a cena de Fernando.
Nesse show do Ira!, só bateria, baixo, guitarra e um back vocal. Mais as duas vozes principais de Nasi e Edgard Scandurra, logicamente.
Sem teclados, samplers, percussões etc.
Iron Maiden Cover, também seria bateria, baixo, duas guitarras e um back vocal.
Oxe...

Ira! no palco. (Foto by Fernando Stuart)

Não pensei duas vezes, e liguei para o técnico de monitor da empresa de som (Neto), e falei que iria colocar os canais da Iron Cover nos mesmos canais do Ira!.
O que tivesse de diferente nos canais da Iron, a gente colocaria lá para frente, em canais que não seriam usados pelo Ira!.
Resumindo... Só precisei fazer isso em dois canais.
A bateria do Ira! tem três tons (tambores), e na Iron são cinco.
Mas todos os outros canais estavam no mesmo lugar.
Faço muito isso quando estou trabalhando em festivais, tanto no PA quanto no monitor, e a banda não vem com os técnicos.
Ligamos sempre nos mesmos canais, e a cena vai servindo para todas as bandas.
Na sexta-feira, no soundcheck da Iron, puxei a cena do Ira!, renomeei alguns canais, acrescentei os dois canais dos tons da bateria, e salvei a cena como IRON.
Passei o som normalmente, com toda banda tocando, e salvei a cena final.
No outro dia, enquanto o pessoal do Ira! ainda nem tinha chegado, fui na mesa de PA, puxei a cena da Iron Cover, renomeei os canais novamente, eliminei os que não iria usar, e salvei a cena novamente como IRA!.
Mesmo a bateria sendo outra, alguns microfones também, e logicamente os músicos sendo outros, o "plano" funcionou como eu queria!
Como já tinha adiantado muita coisa no dia anterior com o soundcheck da Iron, pulei várias etapas no soundcheck do Ira!!
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Já fui em Natal (RN) e voltei, para fazer o monitor da banda Academia da Berlinda.
Tou numa ressaca de noite mal dormida aqui, que nem sei se acabo hoje esse texto.
Muita gente acha que faço esses textos de uma vez só. Mero engano...
Normalmente dou pausas de dias, e tenho que reler desde o começo, para ver o que foi que eu falei.
Como foi nesse caso aqui desse texto.
Comecei a escrever na sexta, e estou na segunda-feira.
Nesse show da Berlinda, também comecei de uma cena de monitor que o técnico da banda me enviou. Mas isso é um assunto para outro texto...
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Ira!. (Foto by Fabíola Oliveira)






Vamos para o soundcheck do Ira!.
Pelo que lembro, nem mexi muito na equalização do sistema line array, pois achei que estava soando muito bem!
Uma série nova da JBL, chamada VTX A12.
Muito legal!
Só fiz atrasar um pouco o front e sub, que estavam à frente da linha das caixas do PA.
Como vocês lembram, eu estava começando a passar o som do Ira! com as regulagens que eu fiz para a Iron Cover no dia anterior.
Por essa razão, em todos os canais eu baixava o fader, ajustava o ganho novamente, pois eram outros instrumentos e microfones, e só depois disso levantava o fader. 
E fui passando todos os canais, com os roadies Paulo Budega e Phelippe Reis (PH) me ajudando.
Enquanto eu passava o som do PA, Fernando Stuart passava os monitores.
E foi tudo tranquilo nessa etapa.
Mesmo sem ter passado uma única música com todos os instrumentos e vozes ao mesmo tempo, com certeza eu sabia que seria bem melhor do que fazer na hora sem ter feito nada antes!
Vai começar o show do Ira!.
Não tremi como no show de Lula Queiroga, viu? (risos)
Sinal que estamos voltando à normalidade...
Mas a responsabilidade era tão grande quanto o show de Lula, ou até maior por ser uma banda conhecida nacionalmente.
Mas nada passou pela minha cabeça. Só concentrado no início do show, que seria muito importante, porque não passei com a banda.
Para premiar a decisão de usar a mesma cena para as duas bandas, não tive complicações em ajustar o som quando o Ira! começou o show.
Antes do término da primeira música, já estava muito perto do que eu estava querendo.
E aí foi só diversão! Um "ajustezinho" aqui, outro ali...


Nunca imaginei na vida em operar o som para Alceu Valença, Elba Ramalho, Naná Vasconcelos, Silvério Pessoa, Lula Queiroga, Jorge de Altinho, Otto, Nação Zumbi, Mundo Livre etc...
Muito menos em operar o som de festivais como Abril Pro Rock, SESI Bonecos, MIMO, Porto Musical, Coquetel Molotov, Baile do Menino Deus, Cantata da Caixa etc...
Nunca isso passou pela minha cabeça, até mesmo quando comecei a operar o som de alguns artistas na Boite Over Point, no final dos anos 80... Não imaginei um dia trabalhar com esses artistas ou esses festivais de grande porte. Nunca!
Mas...
As oportunidades foram aparecendo.
E eu fui pegando.
Ira! no palco 2. (Foto by Fabíola OLiveira)

E desde o começo, o QI já funcionava. Isso já era assim até antes do meu começo na profissão.
Alguém indicava para outro alguém.
E assim fui me tornando um operador de áudio.
Faz tempo, viu??? Mais de 30 anos!
Já faz um bom tempo também que reflito sobre esse tempo passando, eu chegando nos 60 anos, uma nova geração de operadores de áudio surgindo na cidade... E surgindo com força total!
Dominando as novas tecnologias que estão surgindo.
E fico pensando se vou ter fôlego para acompanhar isso, ou quanto tempo vou ter fôlego para não ficar "defasado".
Ou poderia até dizer "ficar muito defasado", pois um pouco eu acredito que já estou.
Não tenho mais o fôlego dos vinte e poucos anos... Nem o corpo! (risos)
Mas ainda me sinto muito feliz. Por uma simples razão.
Meu nome ainda é lembrado! O QI ainda funciona até hoje para mim!
E isso é muito gratificante.


Operar o som do Ira! no Downtown Aldeia Festival, e no final receber elogios de um monte de gente que eu respeito, gera uma felicidade profissional absurda!
E com a Iron Maiden Cover recebi os mesmos elogios!
Nunca escutei Iron Maiden. Meu nível de rock chegou só até Supertramp, que eu adoro até hoje.
E ser elogiado por fazer um som que eu praticamente nunca escutei, foi de uma felicidade tão grande quanto a que tive com o Ira!. 
No vídeo abaixo, um trecho do show da Iron Maiden Cover Recife, que aconteceu após o show do Ira!, e encerrou o Downtown Aldeia Festival.


Não existe essa diferença quando estou operando o som. Pode ser banda nacional, cover, teatro de bonecos, pop rock em festas de casamento. Vou sempre querer fazer muito bem feito!
Esses elogios vão me dando mais fôlego.
A idade vai pesando menos.
É isso que eu sinto, não quer dizer que outros colegas e amigos da profissão sintam a mesma coisa.
Outra felicidade que tenho atualmente, é ser indicado para trabalhos pela nova geração.
Até para substituí-los em trabalhos que eles não vão poder fazer.
É muito bom!!!


Como falei bem antes aqui, só indicamos quando confiamos em quem estamos indicando.
E isso não tem preço!!!!
De indicação em indicação, do nome lembrado aqui e ali, vou obtendo fôlego.
E sem oxigênio, não conseguimos sobreviver, não é verdade?
Obrigado a todos que me indicaram ou lembraram do meu nome para algum trabalho.
E como esse texto fala do show do Ira!, vou agradecer diretamente Rogério Andrade e Cezinha pela indicação, e agradecer Pelicano e Fernando Stuart por darem a oportunidade.
Espero não ter decepcionado vocês.
Um abraço a todos.

quarta-feira, 30 de março de 2022

Lula Queiroga no Teatro do Parque - Showzaço! Fazia tempo que eu não tremia. E não foi de frio.

Show Lula Queiroga no Teatro do Parque. (Foto by Janaísa Cardoso)
Olá pessoal.
Showzaço!!!!
Não tenho outra palavra pra começar a conversa.
E nem é muito de costume eu começar a falar sobre o trabalho usando o subtítulo do texto.
Mas como esse complemento do título é grande, vocês ainda estão sem entender o que ele quer dizer de verdade.
Já no soundcheck (vídeo abaixo) deu para eu notar que as chances eram grandes de ser um belo espetáculo.

O som do Teatro do Parque é legal.
Um sistema de três torres de line array da JBL, modelo VTX.
Formando esse desenho: <Left (>L+R<) Right>.
E as caixas de subgraves, também da JBL, dão conta do recado.
O line central é uma soma do canal esquerdo com o direito.
Já tinha feito um evento lá substituindo o técnico do teatro, Bruno Lins, e escrevi sobre esse trabalho aqui para o Blog.
Nesse trabalho anterior, eu usei o line central no volume que estava programado no sistema do teatro.
Não me preocupei muito com isso, pois não usei muito o PAN (panorâmico), para distribuir os instrumentos no estéreo.
(Foto by Janaísa Cardoso)
Nesse show de Lula seria diferente, por isso dei uma conferida nas caixas do centro, e achei melhor baixar o volume delas para ter mais noção do estéreo.
No começo dos testes eu até desliguei, mas achei muito melhor ligado. 
Comecei do zero e fui subindo o volume até chegar no complemento de som que eu queria.
Parei de aumentar o volume, e quando fui ver no visor, estava com um volume de 5 dBs (Decibéis) abaixo do zero. Ou seja... Menos cinco.
Achei ótimo!
As caixas do centro deram um apoio na distribuição do som no ambiente como eu queria, e o estéreo ainda ficou bem definido.
Seguimos com a montagem dos equipamentos.

TF5 da Yamaha.
A mesa de som do teatro é uma TF5 da Yamaha, que faz apenas 32 canais. Mas dá pra fazer um som legal com ela, mesmo sendo bastante limitada.
Um ponto negativo, é que o teatro não tem um bom "Backline", que são os equipamentos que precisamos no palco para fazer um show. 
Uma grande parte desses equipamentos tem que ser alugado, como por exemplo: mesa de monitor, monitores ou caixas de subgraves para a bateria, alguns microfones específicos, sistemas de fones com ou sem fio, praticáveis, amplificadores de baixo e guitarra.
Não posso falar da luz, pois não conheço o que eles tem, e não é minha praia, mas se eu não me engano, não precisou alugar equipamentos de luz para esse show.
Acho que ouvi Raí, o iluminador do show, falando só que não tinham luzes robotizadas, as chamadas "Moving Lights". Era tudo luz fixa.
Confirmei aqui com ele. Foi isso mesmo.

Visão de Raí, iluminador do show.
O "danado" fez um belo trabalho, mesmo usando somente luzes paradas, pelo que pude notar em fotos, e nas poucas vezes que prestei atenção na luz durante o show.
Falou também que a mesa de luz é bem legal, uma Titan Mobile, da Avolites. Bem versátil, segundo ele.
Só olho para o palco para ver quem está tocando, e o que está tocando.
Falando em luz...
Quem quase me tira do sério foi a falta de uma luminária na mesa de som.
Já tinha comentado isso para meu amigo que é o técnico do teatro na última vez que tinha ido lá, e ele me chamou de velho.
Relevei...
Dessa vez fui um pouco mais convincente no comentário: --- Não é uma questão de ser velho não, porra!!!! Velho um cacete!!! Não existe essa mesa de som sem uma luminária!!!!
Era pra eu trazer a minha, e dava de presente para o teatro. Eu que esqueci em casa.
Acho que o argumento foi bom, pois ele falou que iriam providenciar essa luminária, e iam até colocar meu nome no objeto. Estavam pensando qual seria: Luz do Titio, Titio é Luz, Luz do Tio, Tioclareando... Coisas do tipo. (risos)
(Foto by Dani Hoover)

Mesmo sem enxergar vários controles na mesa, fui operando o som.
Como eu já sabia que a visão dos controles não era legal, usei muito os DCAs da mesa.
Explicando rápido, um fader DCA controla o nível de volume de vários canais de instrumentos ao mesmo tempo.
DCA = VCA (Voltage Controlled Amplifier = Amplificador Controlado por Voltagem), onde o D significa "Digital", por ser uma mesa digital, onde tudo dentro dela é processado DIGITALMENTE.
Na TF5 existem 8 faders de DCA. 
Em cada fader desse, eu escolhia o que eu queria controlar.
O DCA 1 era todos os canais da bateria. O 2 ficou com as guitarras. O 3 era só o baixo. O DCA 4 controlava os dois canais do teclado. Não usei o 5. No 6 coloquei os Backing Vocals, no 7 ficaram as vozes de Lula (principal e reserva), mais a voz dos convidados.
E no DCA 8 sempre coloco toda a banda, caso eu precise baixar todo mundo, sem baixar a voz principal.
Vejam os DCAs na foto abaixo, da cena que eu fiz em casa no Editor Offline da mesa digital TF5.
Clique na imagem para ampliar.

Montamos a cena inicial do show, passamos para um pendrive, e descarregamos essa cena direto na mesa. Já adianta muito o trabalho!
Então com esses oito faders na mão, eu controlo quase tudo no mesmo lugar, sem precisar ficar procurando os canais na mesa.
Nesse show só tinham 28 canais. Imaginaram um show com 48, 64 canais? Como os DCAs podem facilitar o serviço?
Passei muito tempo do show usando a página dos DCAs, onde todos os outros canais sumiam da minha visão. Mas tem uma vantagem nessa mesa. Ao apertar o botão "select" do DCA, os canais que esse DCA está controlando aparecem do lado esquerdo da mesa, onde o técnico pode baixar ou aumentar cada canal individualmente, sem ter que voltar na página principal onde estão todos os canais. Rápido e prático.
Deu para entender?
Pois bem... Nem estava nos meus planos falar em DCAs, mas o assunto apareceu na narração.
Vamos voltar para o show.
Nos dois vídeos abaixo, a visão do técnico de monitor durante o show, Bruno Lins, que falou que eu não enxergava os controles da mesa porque estou velho.

Acho até que foi ele quem envelheceu umas horinhas mais rápido no sábado, pois estava acostumado com shows "pianinho" lá no teatro, e esse show de Lula Queiroga tem uma pressão sonora muito grande no palco.
Mas ele segurou bem os monitores, pois não tivemos sequer uma realimentação (microfonia).


O público foi chegando... E vi muita gente que fazia um tempo que não via.
E como a mesa de som fica na entrada do teatro, via sempre quem chegava, e notei que entrou muita gente da cena musical Pernambucana. Cantores, músicos, produtores...
Só me dei conta do que isso poderia influenciar no meu trabalho, quando os primeiros acordes do show soaram no sistema de som do teatro.
Fui tocar no fader da base eletrônica, que é onde sai o primeiro som do show, e mesmo sem enxergar o fader direito por causa da falta de luz, notei os dedos trêmulos.
Oxe. Não estou com frio...

Foi aí que notei que não era frio, e sim a responsabilidade de estar controlando um sistema de som, onde vários na plateia eram artistas e músicos.
Fazia tempo que não sentia isso.
Senti algumas vezes, mesmo não conhecendo ninguém no público!
Num show de Silvério Pessoa na Bélgica, muitos anos atrás, num festival enorme chamado Esperanzah, ao caminhar para a mesa de som, com meu inglês básico, nem sentia as pernas direito.
Silvério Pessoa se apresentando no Festival Esperanzah em 2007.

Lembro até hoje o que eu pensei na hora que estava caminhando na direção da house mix: --- O que é que eu estou fazendo aqui??!!???
Mas não tinha mais o que fazer. Respirar fundo e seguir.
Essa foto que eu tirei na hora do show de Silvério na Bélgica, se vocês não notaram, é a foto de fundo do Blog.
No vídeo abaixo, feito por Shari Almeida, um pouco do show de Lula Queiroga.


Consegui controlar o "medo" lá no Esperanzah, e o show foi espetacular!!!!
Quando falo show espetacular, não tem como separar do som.
Quase impossível um show espetacular com um som muito ruim.
Ao contrário pode até acontecer. Um som espetacular, mas um show muito ruim!
As duas primeiras músicas, é onde normalmente ajustamos as coisas.
Janaísa Cardoso mostra mais uma parte do show no vídeo abaixo.


Porque duas coisas eu tenho certeza nessa vida:
1) Todos nós vamos morrer. 2) Passagem de som é uma coisa. Show é outra.
A galera passa de um jeito e toca muito mais forte na hora!!!!!!!! (risos)
Falei até disso com os músicos na hora do soundcheck.
Eu até entendo que tem a adrenalina da hora do show, do público, dos gritos e aplausos.
Mas... Eu ainda não me acostumei.
E nunca mais esqueço da banda de Frejat passando o som no FIG.
Não eram os músicos tocando, e sim os roadies. Mas eles estavam tocando com uma "pegada" de show!!
Na hora do show, estava a mesma pancada, só que com os músicos da banda, e duvidei que o técnico iria colocar a voz de Frejat no meio daquela massa sonora...
A voz entrou com a mesma pancada do instrumental, e Frejat nem foi passar o som!
Foi uma das vezes que pensei em desistir da profissão.
Lembro até hoje do nome do rapaz. Rodrigo. Sou fã dele até hoje!
Nesse sábado vou operar o som do PA do Ira! no Aldeia Festival.
A banda não passa som, são os roadies, do mesmo jeito de Frejat, só que não vou poder passar todos os instrumentos ao mesmo tempo, como acontece com Frejat.
Depois conto como foi.
Deve ser a próxima postagem aqui do Blog.
Roteiro do show, com minhas observações.
Voltando mais uma vez pro show de Lula Queiroga...
Aconteceu no Teatro do Parque a mesma coisa que aconteceu na Bélgica.
Depois das primeiras músicas, eu fui me esquecendo de onde estava, das pessoas que estavam no ambiente, e a única coisa que me importava era o som ficar legal.
Deu até para filmar algumas partes do show, o que já é um sinal que "a coisa" estava controlada.
Gosto muito quando Lula coloca duas guitarras nos shows dele.
Ficou massa mais uma vez!!!!
Foi um showzaço!!!
Eu achei.

No final, enquanto eu guardava minhas coisas, e vários da cena musical que estavam na plateia, me agradeciam pelo som ao sair do teatro, eu pensei:
Num show desses, o técnico pode perder vários possíveis contratantes!
Não foi dessa vez pra mim, pelo que notei.
Mas que é tenso, é.
Prefiro tremer de frio!!!!!!!
Não deu outra...
Fui comemorar com amigos, com um excelente vinho Tarapacá Reserva, excelentes petiscos, e um excelente bate-papo.
É muito bom deitar a cabeça no travesseiro depois de um trabalho bem feito (e duas garrafas de vinho tinto!).






Quando faço besteiras eu falo aqui.
Por que não deveria falar das vezes que eu achei que ficou muito legal?
Né?
Um abraço a todos.









quarta-feira, 23 de março de 2022

Estesia na Galeria Joana D'arc - O público era dentro do palco. Ou era o contrário?

Estesia em ação. (Foto by Ananda Pedrosa)
Fiz esse trabalho no dia 10 de dezembro de 2021.
Não sei por que não falei dele aqui no Blog...
Pode ter sido eu guardando assunto, caso o projeto do Blog fosse contemplado pela LAB.
Tenho ainda algumas fotos do soundcheck desse show no celular, o que corrobora para meu pensamento acima.
Não poderia deixar de falar sobre esse trabalho, pois acho que foi a primeira vez que operei o som de um show nesse formato.
Já fiz até outro trabalho com o pessoal recentemente, no Teatro Luiz Mendonça, mas vou falar primeiro desse aqui na galeria. 
Fui até falar com a produtora Tainá, pra saber como devo chamar. É uma banda, ou é um grupo? Falo "Da" Estesia, ou "Do" Estesia.
Na dúvida, coloquei só Estesia no título da postagem! (risos)
Tainá me confirmou que é um grupo!
Então... Daqui pra frente, vou falar "O Estesia".
Vamos ao show.

Soundcheck com Miguel e Tomás.

Fui convidado por Vinícius Aquino para fazer esse trabalho. Ele é o técnico do grupo, e não ia poder fazer esse show. Fui como SUB de Vini.
Eu não conhecia o trabalho do Estesia.
Cheguei cedo na montagem dos equipamentos na Galeria Joana D'arc, que fica aqui em Recife, e deu para Vini chegar por lá cedo, para me passar como era o show.
Esse show aconteceu numa área externa, onde armaram um toldo enorme. Pelo que pude notar, este toldo já faz parte da galeria, para acontecer os shows ali.
Já tinha acontecido um show lá anteriormente do Estesia, mas nesse haveriam mudanças.
No primeiro show, o toldo ficou encostado numa parede, onde delimitava o final do palco, e Vini utilizou 4 caixas amplificadas iQ12 da Turbosound, mais uma caixa iQ15B de subgraves, também da Turbosound.
Faltou som, segundo ele me falou.
Por isso, nesse segundo show, Vini solicitou 6 caixas + 2 Subs.
Todo equipamento de som, tanto do primeiro show como nesse aqui, foi fornecido pelo Carranca Live, mais uma área de atuação do Estúdio Carranca.
A outra mudança, foi que o toldo não ficaria encostado na parede.
Colocaram ele no meio da área.
O Estesia ficaria no centro desse toldo, e tudo ao redor seriam as mesas e cadeiras com o público.
E eu lá sem entender direito ainda qual era o conceito...
Mas depois de alguns minutos conversando com Vini, entendi.
O público iria escutar a mesma coisa que a banda estaria escutando. Basicamente era isso.
Abaixo, um vídeo do início da montagem dos equipamentos, no centro da área do toldo.



Ahhhhh...
Enquanto o grupo ia armando seus equipamentos eu conversava com Vini para decidir onde iriam ficar as caixas de som!
O Estesia usa teclados e computadores nos shows. Não tem bateria, não tem baixista, não tem percussão, não tem guitarrista.
Miguel fica nos teclados e sintetizadores, Tomás fica com as batidas eletrônicas, também usa uma guitarra em algumas músicas e processa sua própria voz para fazer alguns vocais, Carlos Filho é a voz principal, e Cleison é o responsável pela iluminação (cênica) e faz também algumas performances com lasers.
Coloquei "cênica" entre parênteses porque o show tem muito a ver com teatro, inclusive Cleison opera a luz em cena, não fica fora do palco, como normalmente acontece com os iluminadores de shows.
Ele faz parte do grupo, não é um iluminador contratado.
Ahh... A voz de Carlos é enviada para Miguel, onde ele coloca efeitos no computador, e esses efeitos são controlados por Carlos, usando um dispositivo no braço, que muda alguns parâmetros e a intensidade desses efeitos de acordo com a posição do seu braço.
Carlos controlando os efeitos com a posição do braço direito. (Foto by Ananda Pedrosa)

Este dispositivo envia os sinais de controle via wireless para um roteador que está ligado com cabo no computador de Miguel.
Esse efeitos saem pelos canais do laptop de Miguel, e nem me preocupo com eles, pois sempre chegam na medida certa. Parece que sou eu que estou dosando com a voz. (risos)
Muito legal!!!!
Para mais detalhes desse sistema, quem tem MIDI, OSC, WiFi e Ableton Live no meio, é só ir na página de Miguel no Instagram e perguntar direto para ele (@miguelsbm). 
No vídeo abaixo, um pouco do que foi o soundcheck.

Estávamos aonde mesmo...?
Ah, conversando com Vini pra decidir onde colocar as caixas.
Duas foi fácil decidir, e colocamos perto da parede onde o toldo ficou encostado no show anterior. Entre essa parede e o toldo, já tinha público. Ok. Caixas apontadas para dentro do toldo, com o som passando pelo público, e indo de encontro aos músicos.
Como a intenção era que o público ouvisse a mesma coisa que os músicos estariam ouvindo, procuramos posicionar as outras caixas de fora pra dentro do toldo, como fizemos com as duas primeiras.
Encontramos um lugar legal para posicionar mais duas caixas nas laterais, que ficaram quase como um side para a banda, mas também tinha público entre elas e os músicos. Perfeito.
As outras duas, à principio, pensamos em colocar na parte da frente do toldo, onde também tinha público, viradas para o palco, como fizemos com as outras quatro.
Mas depois decidimos usar como um PA normal. Encostamos elas nas bases do toldo, uma de cada lado, e apontamos para o público. Essa base do toldo era formada por quatro suportes. Era um toldo quadrado.
Ficou massa.
E as caixas de subgraves?
Os 4 integrantes do Estesia. (Foto by Deborah Barros)

Foi até mais fácil escolher os lugares para elas, pois como muitos sabem aqui (ou não), quanto mais baixa a frequência, menos direcional ela é.
Colocamos as duas caixas, uma em cada base do toldo, formando uma diagonal, e ambas viradas para dentro do palco.
Cobriu perfeitamente toda a área do show, e como a banda fazia parte dessa área, ficou lindo para eles também!!!
O som do show foi estéreo (dois canais), por isso coloquei todas as caixas que estavam na fileira da esquerda no L (Left) e as caixas da fileira da direita no R (Right).
Monitores para os músicos, só tinham dois.
Um para Carlos (vocal), e outro que nem ia colocar, mas a caixa já estava lá, e resolvi colocar entre os outros dois músicos, para caso eles precisassem ouvir algum instrumento específico. Mas usei muito pouco, porque o som do PA já fazia essa função.
O soundcheck foi absurdamente tranquilo, e teve mais cara de um ensaio geral do que soundcheck.
Usamos a mesa XR18 Air da Behringer, onde é preciso um iPad ou um laptop para ser controlada.

Cleison usando os lasers. (Foto by Deborah Barros)

Usei meu iPad para o serviço, usando meu roteador, pois o que vem na mesa não é muito confiável.
Diferente do que eu achava que iria fazer, fiquei parado num ponto do ambiente controlando o som.
Eu achava que iria ficar rodando pelo local, mas tudo estava bem uniforme aos meus ouvidos, e descartei essa ideia do passeio pela área.
Achei também que poderia ter problemas com a voz principal, pelo fato de ter muito som direcionado para dentro do palco, mas isso não aconteceu e tudo fluiu "folgado".
Só na voz de Thaiis, cantora convidada pelo grupo, foi que eu tive que pilotar um pouco o fader, porque ficou querendo realimentar.
Mas deu para controlar tranquilamente.

Público e o Estesia juntos na mesma área. (Foto by Deborah Barros)

O lance de "tá todo mundo junto e misturado" me surpreendeu.
Público e grupo no mesmo palco. Combina muito com o trabalho deles.
Acho que todos gostaram do trabalho (eu adorei!), pois fui chamado para outro, agora num teatro, e mais uma vez substituindo Vini.
Esse show já aconteceu, como falei no início do texto, mas depois eu conto como foi.
Será que o público ficaria dentro do palco também no teatro? Ou seria o contrário?
Foi o primeiro pensamento que me veio à cabeça quando me chamaram para operar o som do grupo no Teatro Luiz Mendonça...
Mais na frente eu respondo.
No vídeo abaixo, um pouco do show na Galeria Joana D'arc com a participação do público, e eu controlando o som via iPad.

Um abraço a todos.

terça-feira, 22 de março de 2022

Corredor 5 - Pra quem quer ouvir histórias dos bastidores da nossa música.

 

Corredor 5 no YouTube. (Clique na imagem para ampliar)
Olá pessoal.
Eu adoro "causos".
De qualquer área, de qualquer profissão.
Mas como vivo do áudio, do som, dos shows e eventos, gosto mais ainda quando esses causos são sobre essa área.
Muitos amigos me perguntavam como foi o show, e ficavam impressionados quando eu contava o que tinha acontecido antes do show ou evento.
Foi por essa curiosidade dos amigos que criei esse Blog.
Que nem começou aqui. Comecei escrevendo para o blog de Silvério Pessoa, para falar dos trabalhos que eu fazia com ele, mas depois resolvi criar meu próprio espaço, onde eu falaria de todos os meus trabalhos, ou de qualquer outra coisa que me desse vontade.
E estou aqui escrevendo desde 2008.
Eu queria passar para as pessoas "normais" o que se passava por trás de um show ou evento.
Quem está "de fora" não imagina o que acontece, e muitas vezes julgam alguma atitude de algum artista, sem nem ter ideia do que o levou a tal atitude.
Julgar alguém ou alguma coisa na internet é muito fácil, né? 
Nem lembro como cheguei nesse canal no YouTube chamado Corredor 5, capitaneado por Clemente Magalhães, ou simplesmente Clê.
Só sei que estou sempre dando uma olhada nas entrevistas... Bate-papo seria o termo mais correto.
Acabei de ver 2h de conversa com Oswaldo Montenegro. Achei muito bom!
Uma boa parte dos amigos pra quem eu indiquei essa conversa torceram o nariz, falando que não curtiam o Oswaldo. Mas mesmo assim pedi para tentarem ver...
Realmente pra mim foi mais fácil, porque não tenho nada contra o Montenegro, muito pelo contrário, gosto de várias de suas canções.
Legal foi ver como foi o caminho dele, que muitos não tem a menor ideia, inclusive eu.
Fora essa conversa, já vi várias outras! 
E parei no meio de algumas (poucas). Normal. Tem conversa que não rende.
Mas na grande maioria das vezes, vejo até o final, e fico maravilhado com as histórias.
Michael Sullivan foi uma dessas!!!
Tem para todos os gostos!!!!
Olhem, que não tenho ligação alguma com o Sullivan, mas a conversa não deixou de ser massa!!!!


Artistas para todos os gostos. (Clique na imagem para ampliar)

Fui dar uma olhada na descrição do canal, e como esse meu Blog aqui, tem "Bastidores" no meio. Não tinha como fugir desse termo.

Corredor 5 - Os bastidores do meio Artístico. (Clique na imagem para ampliar)

Fica aqui minha dica.
Quem quiser testar, pra ver se gosta como estou gostando, clique no link do canal:
Um abraço a todos.
PS: A todos. Independente do gosto musical.

quinta-feira, 17 de março de 2022

Lei Aldir Blanc (LAB) para os técnicos - Funcionou?

 

Olá pessoal.
Mais uma vez o projeto desse Blog foi aprovado num edital.
O anterior foi pela LAB-Pernambuco.
Agora foi por Recife, Edital Recife Virado, que não é pela LAB, e sim por um Fundo Cultural da prefeitura.
Legal a iniciativa.
Tou me sentindo até importante!
Ou seria "útil para minha área" o termo correto?
Sempre achei que poderia ajudar alguém com esses meus textos, e se não pensasse assim, já tinha parado de escrever, e não teria chegado a 821 postagens. Essa aqui é a número 822.
Pelo contador atual, já passa de 263 mil visualizações de páginas, e se não fosse por um erro meu, onde apaguei sem querer o contador anterior, com certeza este número estaria nos 300 mil, ou bem pertinho, tanto para menos quanto para mais.
Em comparação aos "Reis Das Redes Sociais e YouTubers", esse meu número é bem pequeno, mas para mim, é bastante expressivo.
Mas não vim aqui hoje falar do Blog, e sim dos editais da LAB (PE e Recife) que contemplaram minha classe nessa pandemia.
A classe a que eu me refiro é a técnica, e não a artística.
Artista é uma coisa, técnico é outra.
Pois bem...

Vinícius Aquino falando sobre RF (Rádio Frequência).

Não é segredo para ninguém, que o pessoal de eventos (isso abrange váááááááááááááááááááárias profissões), foi o mais prejudicado nessa pandemia.
Até o dia de hoje ainda temos várias restrições para trabalhar, enquanto todos os outros profissionais estão em pleno exercício de suas funções.
Não tenho ideia de onde eu teria ido parar se não tivesse feito o trabalho de digitalização do acervo da FUNDAJ pelo Estúdio Onomatopeia.
Como falei em texto anterior aqui, o trabalho pelo estúdio foi quem me salvou em 2021.
Esse trabalho deve acabar nesse mês, quando eu volto a ser 100% Freelancer.
E nessa agonia de pandemia, os auxílios emergenciais tiveram uma importância absurda, principalmente para o pessoal que trabalha com shows e eventos.
No meu caso, não consegui o auxílio do governo e nem o auxílio da primeira LAB-PE, pelo mesmo motivo: Valor declarado do IR (Imposto de Renda) acima do valor estipulado.
Nos dois casos, achei um ABSURDO essa condição.
Mas... Não teve jeito, não recebi.
Segui me virando com outros auxílios, inclusive um dos EUA, da Crew Nation, onde recebi 1000 dólares, que deu uns 5000 reais. E só precisei mostrar que eu trabalhava na área de shows ao vivo! Só!
Ahhh... Recebi um auxílio também da Amazon Prime, por ter participado de uma produção audiovisual para TV. Gravei o áudio do Sitcom Tá Puxado, produzido aqui em Recife, que passou no SBT. Só UM trabalho que fiz! Mostrei que tinha feito, e recebi rapidinho.
Nesses dois auxílios que falei agora, tive menos trabalho para receber, do que nos auxílios que me inscrevi aqui da prefeitura e governo.
Tudo bem, tudo bem... Eu sei, eu sei... Nesses dois auxílios que recebi mais rápido e fácil, não tinha dinheiro público no meio, eu sei. Mas acho que mesmo assim não justifica. Os editais são muito burocráticos ainda! Será que não dá para fazer uma coisa segura e prática ao mesmo tempo?
Enquanto isso... Minha Tia e também minha Irmã me ajudavam em 2020 a pagar água, luz e condomínio...
Fui ajudar um amigo na lanchonete dele, onde eu conseguia uma ajuda também. Passei mais de cinco meses lá, se não me engano. Só saí para fazer o trabalho na FUNDAJ.
Uber eu nem podia fazer, pois estou sem carro, e nem sei se compro outro mais na frente.
Acredito que já comentei sobre todos esses casos aqui no Blog.
Mesmo desanimado com a exclusão no auxílio do governo, e no auxílio da LAB 1-PE, continuei me inscrevendo em alguns editais, com ajuda de Janaísa Cardoso.
Sou muito ruim para esse serviço.
Sem contar que até hoje esses editais não são nada intuitivos...
Já comparei até com a prova do Detran-PE, onde as perguntas são formuladas de um jeito, que  induz ao erro.
Pelo menos quando fui fazer essa prova no Detran era assim. Não sei como está hoje.
Pois bem (2)...
Adriano Leão falando sobre áudio básico.

Janaísa conseguiu me convencer a inscrever um projeto do Blog num edital da LAB 1 pelo Governo de Pernambuco.
Nunca passou pela minha cabeça fazer isso.
No começo achei que não iriam dar atenção a um blog. Mas...
E o que eu tinha à perder? Nada. 
Janaísa montou o projeto, e inscreveu ele no edital de "Fruição".
Nunca tinha ouvido falar dessa palavra, que quer dizer: Ação de aproveitar ou usufruir de alguma oportunidade.
Resumindo...
O projeto foi contemplado!!!
Com isso consegui dar uma respirada.
Mas uma respirada de leve, pois continuo lembrando que minha salvação nessa pandemia foi o trabalho pelo Onomatopeia na FUNDAJ!!!!!
Nesse projeto do Blog aprovado no edital de fruição, eu tive que escrever 4 textos por mês, durante 3 meses.
Não foi muito calmo esse processo, porque não escrevo por encomenda. Escrevo basicamente sobre os trabalhos que eu faço, e na pandemia esses trabalhos foram raros!
Mas segui em frente. 
A ajuda da LAB 1 PE foi bem-vinda, com certeza.
Aí surgiu um novo edital da LAB 1 PE, que seria uma premiação direcionada aos técnicos que comprovassem seu tempo de serviço na área cultural.
Como era uma premiação, a questão do imposto de renda e contemplação em editais anteriores da LAB não seriam levadas em consideração para impedir essa premiação.
Me inscrevi novamente.
Esse edital de premiação foi conseguido principalmente por causa da ação de alguns colegas e amigos que trabalham atualmente no Governo, e conhecem as necessidades da classe técnica.
Esse conhecimento é porque eles são técnicos também, ou convivem diretamente com esses profissionais.
Roze foi uma dessas pessoas, que levou essas necessidades para o governo, gerando essa premiação, e ainda ajudou muita gente num grupo ao qual participo chamado "Técnica PE", tirando as dúvidas de como fazer a inscrição para o edital.
Fui contemplado com essa premiação!
Muitos outros técnicos também!!!
Já começou a melhorar, porque a classe técnica começou a ser enxergada, pois antes essa visão estava em cima apenas dos artistas!
No áudio desde 1987, achei muito justo eu conseguir esse prêmio, diga-se de passagem.
Aí veio a LAB 2.
Carlinhos Borges falando sobre protocolos de conexões digitais.

Tou tentando lembrar agora aqui onde me inscrevi na LAB 2...
Ahhh! Me inscrevi no edital LAB 2 PE de aquisição de bens, tentando melhorar meu setup profissional, onde solicitei monitores profissionais, gravador portátil, entre outras coisas.
Mas como eu havia sido contemplado em editais anteriores da LAB (Blog e Técnico), minha inscrição no edital de bens nem foi analisada.
Mesmo sendo um edital para um outro auxílio, totalmente diferente dos que fui contemplado anteriormente, achei muito mais justo do que injusto essa condição que me excluiu.
Continuei seguindo em frente (como sempre diz meu Amigo Silvério Pessoa), mais tranquilo por causa do trabalho contínuo na FUNDAJ.
Mesmo assim... Em 2020 estourei minha conta no banco que abri em 1990, e estourei um cartão de crédito.
Perdi o plano de saúde, que só estava segurando porque estava pagando com o cartão, e assim foi surgindo a bola de neve...
Mais na frente quito esses débitos.
Aí Janaísa falou que iria inscrever o Blog noutro edital.
De novo??? Perguntei.
Aí ela explicou que agora seria pela Prefeitura do Recife e não tinha nada a ver com a LAB.
Tá... Não vou perder nada com isso, né? O máximo que pode acontecer é o projeto não ser contemplado.
Mas foi!
E estou aqui escrevendo esse primeiro texto.
Agora serão apenas 2 textos por mês, durante 3 meses.
Foi a única coisa que pedi para Janaísa. Diminuição da quantidade de textos.
Ainda é muito difícil eu escrever 1 texto por semana durante 3 meses.
Prefiro não fazer.
Quantidade de textos diminuídos, ok. Vamos nessa!
Vamos para o assunto principal que eu tinha escolhido para esse texto.
Me perdoem pela introdução, que eu achava que seria breve, mas sempre me empolgo.
Surgiu outra inscrição por Recife, agora pela LAB 2.
Mas eu não estava me inscrevendo. Outras pessoas fizeram essa inscrição no Edital Sérgio Valença Pezão de Formação Técnica - LAB.
Já falei de Pezão aqui no Blog várias vezes. Um grande amigo que conheci na área de eventos. Já foi iluminador de Alceu Valença, e viveu de shows e eventos até o dia de sua morte. Querido por todos que fazem parte da classe artística/técnica/eventos.
E que sempre lutou por uma formação técnica aqui em Recife, para melhorar o nível profissional.
O sonho dele era transformar o prédio famoso da Torre Malakoff aqui no Recife, construído entre 1853 e 1855, numa escola técnica para profissionais de eventos!
Adquirir, passar, trocar conhecimentos! Esse era o lema dele. Melhorar sempre o nível técnico dos eventos.
No centro, a Torre Malakoff. Foto by @andre_fbf.

Grande Pezão... Acho que essa homenagem deveria ter sido feita com ele vivo, mas...
Antes tarde do que nunca, né?
Quando me explicaram como seria esse edital com o nome de Pezão, vi que era a cara dele!
E vi também que era muito diferente dos editais anteriores.
Vou tentar resumir como foi o edital.
Gera Vieira falando sobre alinhamento de sistemas de sonorização.

Quem fosse contemplado, teria que montar um curso, onde participariam 20 profissionais, que receberiam uma bolsa de R$ 5000,00 para participar desses cursos.
Foram 15 pessoas/empresas contempladas nesse edital, onde cada um recebeu uma quantia (acho que foi 150 mil - pra mim não é relevante), onde 100 mil reais era para pagar os bolsistas, e o restante era para a pessoa montar os cursos, pagar os professores etc.
Achei espetacular o edital.
Um auxílio financeiro (EXCLUSIVO!) para os técnicos, onde a única coisa que eles deveriam fazer, era participar das aulas. Ou seja... Adquirir conhecimentos. Reciclar.
Vou fazer questão de colocar os 15 cursos contemplados aqui no texto para vocês terem uma ideia da dimensão da coisa:

01 - Curso formação de audiodescritores para museus.
02 - Práticas e saberes em iluminação e fotografia.
03 - Curso de roadie e direção de palco.
04 - Qualificação profissional em processos fonográficos para técnicos de som que sejam integrantes de grupos tradicionais de cultura popular do Recife.
05 - Curso das artes técnicas integradas (som, luz e produção).
06 - Feminismo e audiovisual para reinventar o audiovisual - Desenvolvimento de roteiro, direção, direção de fotografia, som direto, montagem.
07 - Oficina de produção de curtas.
08 - Reciclagem de conhecimento técnico em áudio com foco nas tecnologias digitais.
09 - Oficina de som direto.
10 - Oficina de luz e NR35 para técnicos das artes circenses.
11 - Palco escola técnicas de sonorização para shows.
12 - Produção fonográfica, produção musical / Brega.
13 - Projete sua estratégia - Ferramentas do design, artesanato, design e moda.
14 - Treinamento em painel de LED.
15 - O Recife qualifica cultural - Módulo Samba (Produção, captação para projetos, design, adereços e fantasias, afinação de instrumentos de percussão, percussão, cabrocha e mestre sala, alegorias).

Gostaram?
Eu achei massa!!!!!
Fazendo uma conta rápida, 20x15=300.
Como me falaram que teve curso que contemplou mais de 20 bolsistas, podemos afirmar que mais de 300 profissionais foram beneficiados.
Nem tou contando com os palestrantes/professores...
A cara de Pezão, e um edital muito bem elaborado, abrangendo várias áreas de shows e eventos!
Mais uma vez, a participação de colegas e amigos técnicos, agora na prefeitura (Sávio, Ricardo Cruz etc), possibilitou tal visão para os gestores.
Começaram a nos enxergar?
Acho que sim.

Equipamento usado para rastrear sinais de RF.

E essa participação de pessoas ligadas a nossa área nas gestões da prefeitura e/ou governo é importantíssima! Não só para os profissionais de shows e eventos, viu? Para os gestores também!!!
Eu participei do curso 08 (Reciclagem de conhecimento técnico em áudio), montado pelo Estúdio Carranca.
Foram 4 aulas virtuais pelo Zoom, com os temas:
1- Áudio básico (Adriano Leão), 2- Rádio frequência (Vinícius Aquino), 3- Protocolos de conexões digitais (Carlinhos Borges) e 4- Alinhamento de sistemas de sonorização (Gera Vieira).
Essas aulas virtuais eram pra ter somente 1h de duração, mas em todas a gente passou de duas horas (ou até mais) de trocas de informações.
Depois disso, tivemos as aulas práticas. Dois dias no galpão da empresa Luminário.
Das 8h às 17h, sendo um período do dia para cada tema.

A "galera" do áudio.

No final do último dia, conversando com Gera, um dos palestrantes, falei que a gente precisava mais disso, mesmo sem receber para participar.
Acredito que todos os 20 profissionais que participaram do "evento", incluindo também os que montaram o projeto, saíram bastante satisfeitos com o resultado.
Sempre bato muito em prefeitura e governo quando o assunto é shows e eventos. Na maioria das vezes tenho motivos fortes para isso.
Demora no pagamento dos cachês, horários dos shows dos artistas locais nos eventos, artistas locais que não tem direito de hotel em festivais em outras cidades, tendo que voltar pra Recife depois dos shows etc, etc, etc...
Discordei recentemente desses mesmos colegas que estão na prefeitura, quando mostraram um edital onde seriam contemplados APENAS os técnicos que foram contratados pela prefeitura para os polos oficiais do Carnaval do Recife em 2019/2020.
Acho que deveria ser igual como foi feito o edital da LAB PE, onde todos os técnicos puderam participar. Poderiam abranger mais profissionais. Mas... Apenas uma opinião pessoal.
Pra finalizar, vou usar a frase famosa: "Dai a César o que é de César".
Achei um "primor" esse edital dos cursos pela LAB da Prefeitura do Recife.

Parabéns a todos os envolvidos.
Não ouvi falar de coisa igual nos meus grupos de áudio que incluem técnicos de todo o país.
Ahhhh! Para dar sentido ao título dessa postagem, vou dar minha opinião.
Pelo meu ponto de vista do geral, eu conseguindo ou não ser contemplado nos editais, eu concordando ou não com os colegas e amigos da prefeitura e governo, acho que a LAB (Lei Aldir Blanc) aqui em Recife funcionou.
Mesmo eu só recebendo os outros 50% desse projeto aqui do Blog só depois de 3 meses, que complica quando estamos falando de auxílio emergencial, no geral continuo achando que funcionou bem.
Usarei mais uma frase, que eu vi numa postagem do meu amigo Thadeu, técnico de Caruaru, filho do grande músico Camarão. Não vou usar as palavras iguais porque não lembro, mas dizia mais ou menos isso:
"O melhor auxílio que podemos ter, é poder trabalhar".
Penso do mesmo jeito.
Não está nos meus planos viver de auxílios.
Mas a LAB deu para mostrar para prefeitura e governo nessa pandemia, que dá para fazer projetos interessantíssimos, como esse edital dos cursos.
Lembram do prédio da Torre Malakoff que Pezão falou?
Pois é...
Que venham outros editais e projetos iguais, e sem ser para auxiliar algum profissional que não pode trabalhar, e sim para melhorar o nível dos nossos profissionais e eventos, como queria nosso Amigo Big Foot.
Por que não usar FUNCULTURA ou Lei Rouanet para financiar editais como esses que falei aqui? Para os técnicos também, não só para os artistas.
Será que eu estou delirando?
Um abraço a todos.