Olá pessoal. De boca fechada, canta melhor do que muitos que abrem a boca pra cantar... Essa foi a primeira coisa que pensei quando vi o vídeo da menina num programa dos EUA no YouTube, que estou colocando aqui para vocês verem. Darci Lynne é o nome da menininha, que na época desse vídeo estava com apenas 12 anos. Doze anos!
O vídeo é de 2017, mas só vi agora. Não sei se por causa do avanço da idade eu estou ficando mais mole do que já era, pois choro até com desenho animado, mas a garotinha me levou às lágrimas. E nem tinha bebido meu vinho, viu???
Não foi a primeira vez que me emocionei com bonecos. Já tive essa experiência no SESI Bonecos, quando eu operava o som de uma peça anos atrás, em algum lugar do Brasil, e fiquei disfarçando na housemix.
E o pior... Mesmo no outro ano, em que a mesma peça estava na programação e eu já sabia de todo o roteiro, me emocionei na mesma parte! (risos) Por causa desse vídeo de 2017, fui ver outras apresentações da menina, e continuo com a mesma opinião: --- Ela é muito especial no que faz. Um grande talento na arte do ventriloquismo. E na arte do canto!!!!!!!!!!!!!!!!!! Vou colocar mais dois vídeos dela aqui. Um onde ela contracena e canta com dois bonecos ao mesmo tempo, e o último, pra fechar com chave de ouro, ela com a coelhinha cantando uma ópera!!!! Muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Além disso, o roteiro das apresentações, que não sei se é ela quem faz, também é muito legal. Numa época em que cada vez mais a voz está ficando em segundo plano em um show de música, ver (ouvir) uma menina de 12 anos cantar assim de boca fechada me animou!
Olá pessoal. É... Minha vista tá cada vez pior mesmo... Oito horas quase que direto, olhando para uma tela de computador, e conferindo nas capas dos CDs se a digitalização está correta lá na FUNDAJ, está dando uma "canseira" nos olhos. Mas vamos em frente (como diz um cantor amigo meu). Esse é o sexto texto do Projeto aprovado na Aldir Blanc Pernambuco, e como eu achava que iria acontecer, é muito chato escrever por obrigação. Com certeza eu iria falar sobre esse trabalho que eu não fiz, pois achei interessante, mas com certeza também, não acredito que escreveria essa semana se não fosse pelo Projeto. Dificilmente eu escrevo sobre trabalhos em que eu não participei, mas quando o assunto é legal, eu gosto de mostrar.
Técnica do Estúdio Carranca com suas três salas para gravação.
Bruno, técnico freelancer que faz trabalhos no Estúdio Carranca, aqui em Recife, me convidou no final do ano passado, para acompanhar um trabalho dele lá no estúdio. Isso aconteceu no dia 21 de dezembro. Frank & Ella era o título da Live.
Como também eu já era amigo de "longas datas" da cantora que iria participar da live, resolvi sair de casa. Fui lá dar uma olhada para ver como faziam. Pra forçar ainda mais minha saída de casa, Bruno falou que iria "rolar" um vinhozinho nesse dia. Ajudou bastante esse detalhe técnico(?). Levei uma garrafa para ajudar. Cheguei bem cedo lá, antes até dos músicos. A banda era bem enxuta, para acompanhar as duas vozes. Bateria, baixo (acústico) e piano (também acústico). O estúdio Carranca tem 3 salas interligadas para quem quiser gravar com vários instrumentos ao mesmo tempo. No caso dessa live, todos os músicos, inclusive os cantores, ficaram numa única sala. Na outra sala ficou o equipamento de controle do vídeo, e não foi usada a terceira sala. Só dois monitores de chão foram usados. Um para o pianista, onde ele só queria ouvir o baixo, e outra caixa para os cantores. O baixista usou uma via estéreo de fones de ouvido e o baterista não usou monitores. Afinal eles não iram tocar rock pesado, o repertório seria mais pro lado do blues, jazz... Frank (Sinatra) & Ella (Fitzgerald).
Sala 1 com o pessoal do vídeo.
Coloquei minha garrafa de vinho na geladeira e fui dar uma olhada no soundcheck. Não tinha mesa de som. O próprio software de gravação do estúdio, no caso o Pro Tools, faria essa função. Qualquer software de gravação (multitrack) pode substituir a mesa de som numa live, desde que você tenha uma interface de áudio com entradas suficientes para ligar todos os instrumentos e vozes, e saídas suficientes para monitoração da banda, monitoração do técnico de som e para o envio do sinal da mixagem para o pessoal do vídeo, que vai fazer a transmissão. No Carranca pode-se gravar 32 canais simultaneamente, e são 16 saídas (podendo expandir para 32). Ou seja... Deu para ligar tudo tranquilamente. Com tudo ligado, passaram o som. Enquanto o técnico ia ajustando as coisas para os músicos, e para o pessoal do vídeo, tudo estava sendo gravado no Pro Tools. (E meu vinho esfriando na geladeira...)
A mesa de som, o Pro Tools.
Ahhh... Antes de começarem a passar o som, o pessoal do vídeo bate uma claquete perto de um microfone e com isso ajustam a imagem com o som, colocando um atraso no vídeo. Por causa da conversão AD/DA (Analógico Digital/Digital Analógico), mais o processamento dos plugins dentro do Pro Tools, o áudio chega com um certo atraso em relação a imagem. Fora isso, depois de gravar o soundcheck, Bruno dá play na gravação e vai escutar o som direto no YouTube, numa transmissão fechada, onde ele pede para o pessoal do vídeo baixar ou aumentar o sinal do áudio na entrada do equipamento que vai juntar o áudio e vídeo para a transmissão. Outro detalhe que Bruno me falou, foi que ele processa o sinal L/R da mixagem com vários plugins em outro computador, para só depois enviar esse sinal para a turma do vídeo. Ele explicou que se colocar todos os plugins (compressor, equalizador, simulador de fita, etc) que ele normalmente usa no máster dentro do Pro Tools, ele tem problemas consideráveis de atraso na monitoração dos músicos, impossibilitando o trabalho deles na execução das músicas. Feito todos esses ajustes, foi só aguardar pelo início da live. Abri o vinho.
O outro computador, processando o sinal L/R antes de ser enviado para a transmissão.
Como a internet do estúdio é dedicada para essas transmissões, tudo é muito estável. Não foi à toa que não tiveram problemas com a transmissão, como áudio ou imagem falhando ou travando. Apareceu até um pratinho com salgadinhos para petiscar com o vinho! Quase vira um barzinho... (risos)
Gravando no Pro Tools.
A intenção poderia ser até essa, de uma coisa bem intimista ou despojada (fora as roupas dos cantores!), como se todos estivessem num pequeno palco em um bar ou numa sala de estar... Mas na realidade era quase uma sessão normal de gravação num estúdio. Eu fiquei na técnica, só saindo para encher a taça de vinho (espero que o dono do estúdio não leia isso, pois nem sei se podia beber vinho ali dentro). Achei muito legal o resultado sonoro, e do geral também, mesmo eu continuando a não gostar de lives, como já falei várias vezes por aqui.
Sala 2 com os músicos e cantores.
Mas para quem estava vendo em casa, deve ter sido muito legal ouvir aquelas músicas, sendo bem tocadas e muito bem cantadas. A dupla formada por Cláudia Beija e Arthur Philipe arrebentou nos vocais e nas interpretações! Como diz Tony Thomé, produtor dos shows de Alceu Valença em São Paulo: --- Um luxxxo! Quem quiser conferir essa live gravada que está no YouTube, clique AQUI.
Bruno Lins no controle do áudio.
Realmente... Com o ambiente totalmente controlado, otimizado, com uma internet potente e dedicada, com equipamentos de primeira linha, com bons músicos, e logicamente com os bons profissionais que estavam controlando os equipamentos, foi só curtir o resultado. O vinho foi apenas a cereja do bolo! Um abraço a todos.
Olá pessoal. Trabalhar com áudio em casa nunca foi surpresa pra mim. Para quem não sabe, trabalhei durante muitos anos montando os áudios da GM (Chevrolet) para TV e rádio veiculados nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. E em muitos desses anos, fiz tudo em casa! Já montei esses áudios em lugares completamente estranhos: Saguão de aeroporto ou dentro da aeronave, dentro de ônibus, em bares, restaurantes, ou na piscina de hotel... Até num motel já fiz isso! No começo eu relutei, pois não achava legal o locutor gravar em casa, sem eu poder falar como queria a locução. O locutor tinha que ir ao Estúdio Estação do Som, que depois virou Audiomidi, para gravar. Wemmerson é o nome desse locutor (vai soletrar esse nome até morrer!), que se tornou o locutor oficial da GM para os 3 estados que falei acima. Geralmente, toda semana tinha que montar esses áudios, mas eu não podia exigir que Wemmerson ficasse no estúdio aguardando pelo pedido da agência, pois não tinha um horário determinado para a agência mandar o roteiro, e em algumas semanas nem tinha pedido de gravação! Por causa dessa dificuldade, acabei cedendo aos pedidos do locutor, e combinamos que ele me enviaria as locuções. E no começo, essas locuções ele gravava nos estúdios onde ele estava fazendo algum outro trabalho. Numa pausa, ele gravava usando o setup do estúdio mesmo. Depois de um tempo, ele montou um setup móvel, para gravar em qualquer lugar, que consistia num microfone bom (condensador) e um gravador portátil, como o meu DR-40 da Tascam, que tem a opção 48v para alimentar o microfone. Com essas duas ferramentas e uma internet móvel, ele me enviava rapidamente as locuções, e na maioria das vezes ele gravou dentro do carro, num estacionamento de supermercado. Tudo ficou muito mais prático e rápido.
Eu também tinha minha inseparável internet móvel da Claro, que era um pendrive USB. Lembram? Eu só saía de casa com meu setup: Mochila com laptop, headphone, mouse e o pendrive da Claro. Usava a minha internet móvel até nos hotéis, quando viajava para fazer shows ou eventos, pois muitas vezes era mais rápida do que a internet do local, onde tinha muita gente "pendurada" na conexão. O uso da internet para trabalhos com áudio começou décadas atrás. Pensando aqui quando comecei a usar a internet nos trabalhos, só me vem na cabeça o envio das peças em MP3 para as agências de propaganda. Antes, tínhamos que copiar uma fita de rolo com o áudio finalizado para cada rádio que iria passar a propaganda. Depois apareceu o CD, e tivemos que comprar uma copiadora (1 para 4) para ajudar nas cópias, que a agência ia pegar lá no estúdio e os motoqueiros iam entregar os CDs nas rádios. Com o surgimento da internet e do MP3, deixamos de ganhar dinheiro com essas cópias, pois enviávamos pela internet a peça finalizada em MP3 para a agência, e ela distribuía para as rádios, também pela internet. Foi um avanço enorme para a logística, tudo ficou mais rápido. Mas o prejuízo foi grande para as produtoras de áudio. E para os motoqueiros! Não tem como evitar o avanço da tecnologia, não é?
Eu já tinha ouvido falar dessa ferramenta de compartilhamento do máster da DAW (Digital Audio Workstation), mas como nunca precisei, nem fui muito atrás. Na época eu fazia as peças de GM seguindo um roteiro, enviava para a agência, que mostrava para o cliente aprovar. Caso não fosse aprovado, eu refazia com os ajustes solicitados pelo cliente. O roteiro já vinha aprovado pelo cliente, o que facilitava a minha vida. Mas... Muitas vezes eles resolviam mudar tudo, pois os preços das prestações e dos carros podiam variar. Já estava nos meus planos falar desse Listento aqui no Blog, mas foram aparecendo outros assuntos e acabei não falando nada. Só que nessa pandemia soube de um caso na campanha política que me fez acelerar o processo de falar desse plugin. Eu já tinha trabalhado numa campanha política editando os áudios em Recife do programa de rádio de um candidato de outra cidade, mas o diretor do programa de rádio estava ao meu lado, em contato com o pessoal da campanha, e me falando como queria o programa. Nesse caso que eu soube da campanha política passada, meu amigo Kiko editou os programas de rádio em casa (não lembro se foi no estúdio), e o diretor estava em outra cidade, ouvindo tudo em tempo real.
Tem um pequeno atraso para o cliente escutar, que você pode até configurar no plugin, mas nada que prejudique o trabalho. Acredito que a pandemia foi o fator determinante para que este trabalho fosse aceito pelo cliente. Não sou "expert" em trabalhos na política, pois só fiz três até hoje, mas nunca tinha ouvido falar sobre um caso assim no meio do áudio onde transito. No caso de mostrar a mixagem de uma música ou de um disco completo para o cliente usando esse plugin, eu já sabia que era bem normal... Fui falar com meus amigos do áudio (Kiko, Vini e Evangelista) que já usam normalmente a ferramenta, e todos relataram basicamente o mesmo método. Por uma vídeo chamada, que pode ser pelo Zoom, WhatsApp ou qualquer outro aplicativo, e usando um outro computador para fazer esta comunicação, eles mandam o link gerado pelo plugin para o cliente, que vai dando as orientações. Nem precisa ser uma vídeo chamada. Pode ser uma ligação normal de voz, como me falou Júnior Evangelista. Mas o cliente vai ouvir o áudio da mixagem com uma qualidade perfeita, usando um navegador em um laptop para abrir o link, ou até pode escutar dentro da DAW dele, caso queira. É só colocar o plugin (Receiver) num canal auxiliar ou num canal de áudio. Qualquer um pode baixar o plugin para testar por uma semana. Na realidade, você não pode comprar. Tem três opções de "aluguel" disponíveis no site. Por uma semana, por um mês ou por um ano.
Já tem vários softwares atualmente usando este método de aluguel. Baixei o plugin e fiz alguns testes aqui no meu Cubase. Também baixei o manual, que tem apenas 22 páginas, e tudo é bem simples.
São poucas opções de configurações, o que facilita o uso, mesmo para quem não tem prática com plugins. Tem uma tabela no manual, para você ajustar a qualidade do áudio de acordo com a velocidade da sua internet (e a do cliente também, viu?). Quanto melhor a qualidade do áudio transmitido, mais pesado fica para transmitir e receber. E se a internet de quem transmite e de quem recebe for lenta, fica mais complicado. Pelo que notei, tem que fazer esses ajustes com o cliente antes de começar o trabalho. O cliente não precisa alugar o plugin, pois ele escuta o som por um link que ele coloca no navegador dele (Firefox, Chrome, Internet Explorer, etc). Caso ele queira ouvir na DAW dele, também não precisa pagar nada por isso. Baixa o plugin, que vem com dois tipos: Transmitter e Receiver. Ele abre o Receiver num canal, cola o link que foi enviado pelo técnico na janelinha, e clica no botão Conectar. Sempre quem paga é quem vai transmitir. E numa transmissão, que vem por "default" a possibilidade de 40 pessoas ouvirem ao mesmo tempo, você pode fazer um upgrade, logicamente pagando, para possibilitar que até 500 pessoas ouçam seu máster. É gente, né? Fiquei pensando em algum caso para ter 500 pessoas ouvindo... Só veio na mente um show ao vivo, passando pelo Cubase... Ahhh. Esse deve ser o assunto da próxima postagem. Uma live num estúdio usando o Pro Tools como mesa. Mas voltando ao Listento...
Qualidade do Áudio x Velocidade da Internet.
Achei bem interessante a ferramenta, principalmente para quem trabalha com mixagens de músicas. Se essa ferramenta existisse na época em que eu mixava jingles, com certeza eu teria usado. E já deixei instalado aqui no meu laptop.
Precisando, vou lá no site pagar pelo aluguel, dependendo do tempo que vou precisar. A notícia não muito boa vai para quem usa Windows, como eu. Para usar o áudio comprimido em AAC, só podemos usar até 192kbps. Para usar as outras duas taxas (256 e 320kbps) só usando Macintosh. Vini, amigo meu que trabalha bastante com mixagens de músicas aqui em Recife, me mostrou rapidamente outra ferramenta que ele usa bastante com seus clientes, mas no modo offline. Grosseiramente falando, o software (plugin) é como um email, onde o cliente recebe um áudio estéreo da mixagem, e ele pode usar marcadores para comentar sobre partes da música onde ele queria acrescentar ou retirar alguma coisa, e quando Vini abre esse programa no Pro Tools e clica nas marcações do cliente, o cursor do Pro Tools vai direto para a marca na música que está sendo mixada. Legal, né?
Configurando a latência.
Pode ser mais um assunto aqui no Blog, principalmente por causa desse isolamento social, onde novas ferramentas são criadas para se trabalhar em casa. E no áudio não seria diferente.
Configurando a qualidade do áudio.
Todos os três amigos com quem falei, nenhum comentou nada sobre falhas na recepção do cliente. Tudo lindo e maravilhoso. Nos meus testes, alguns colegas e amigos relataram falhas na recepção, com o som engasgando, por isso comentei acima para fazer um teste com o cliente, para ajustar as configurações, evitando assim problemas com falhas no áudio. Já falei várias vezes para os amigos, que imagino num futuro não tão distante, que um show no Japão vai ser mixado por um técnico em Recife, usando a internet. Depois do Melodyne, que afina uma voz num coro mixado, ou uma nota desafinada num acorde de guitarra, não duvido de mais nada no áudio! Eu não sei vocês... Mas eu sempre gostei de trabalhar em casa! Um abraço a todos.
PS: Para mais detalhes sobre o Listento, clique AQUI para ser direcionado ao site da Audiomovers.
Olá pessoal. Nunca veio em tão boa hora!!!! Hoje vou começar diferente, já usando o subtítulo do texto no início da postagem, coisa que deixo normalmente para o final, servindo como explicação do porquê eu coloquei esse subtítulo. Acho até meio "desleal" tentar achar um subtítulo que mais se encaixe na atual situação que nos encontramos, principalmente para quem trabalha com áudio, eventos e shows, que estão completamente parados desde março de 2020. Não vou mentir que o primeiro pensamento que veio à mente quando fechei o trabalho, mais uma vez com o Estúdio Onomatopeia, foi que eu iria dar uma estabilizada na parte financeira! Dificilmente teremos eventos e shows grandes antes de junho. E eu já estava imaginando como iria me segurar financeiramente até lá. E nem sei se só será até junho essa proibição dos eventos! Então... Não teve como eu não pensar no financeiro no primeiro momento. Depois do "susto bom" passar, entrei no próximo estágio, que é a organização com o estúdio para começar o trabalho. Que começou hoje!
Estou escrevendo esse texto na segunda-feira, dia 18, véspera do meu aniversário de 55 anos. Acredito que não concluo esse texto hoje, mas na quarta ou quinta eu devo finalizar. Agora eu tenho tempo predeterminado para fazer a postagem, né? Pelo menos para esse Projeto da Aldir Blanc. Estou aqui em casa assando o pernil (que é meu bolo de aniversário faz um bom tempo), enquanto escrevo. Eu iria cancelar a festinha de amanhã, não tinha certeza de que horas eu iria chegar em casa, pois sabia que o trabalho na FUNDAJ começaria essa semana. Mas hoje eu vi que poderia fazer como sempre faço, que é comemorar meu aniversário sempre no dia exato, 19 de janeiro, independente do dia. E assim vai ser amanhã. Fui hoje pela manhã "arrumar" as coisas lá no prédio da FUNDAJ, e vi que não poderíamos sair de lá tarde da noite. Tinha que seguir o horário combinado, que era até às 17h. Por isso resolvi seguir com a ideia da festinha de aniversário. Vamos usar a mesma sala que usamos no primeiro trabalho em 2017.
Quem quiser saber como foi esse meu primeiro trabalho anterior lá, é só procurar a postagem na ferramenta de busca do Blog, chamada Arquivo do Blog. Esse ano vai ser um pouco diferente do trabalho anterior, pois vamos digitalizar CDs, fitas cassetes e fitas de rolo, além dos discos de vinil. No trabalho anterior, só digitalizamos discos de vinil. E foram muitos, viu? Parece que editei mais de 160 mil faixas... Nem fui ver na postagem de 2017 para saber se acertei no número, vou deixar vocês conferirem isso, se quiserem. Esse ano, e me parece que esse trabalho vai durar o ano todo, não teremos muitos vinis para digitalizar. E pelo que estou sabendo, todos os vinis vão ser de 78 RPM. Deixa eu ver foto que tirei da lista do que vamos digitalizar, que me mostraram no Onomatopeia... Sete mil, oitocentos e vinte itens, como mostra a foto abaixo de uma parte do contrato.
Já sei que vou assinar um monte de páginas!!!! Mas contratos com Carranca e Onomatopeia, eu assino sem ler. Assinei meu divórcio sem ler também. Palavra pra mim vale mais que assinatura. Fora esses itens da foto, tem uma relação do número de capas e contracapas que vamos ter que digitalizar, mas nem olhei isso, fiquei concentrado no áudio, pois não vou mexer com essa digitalização da parte gráfica. Acho. Fui na sexta e no domingo lá no estúdio, para organizar os equipamentos que vamos usar. O setup mais uma vez é bem enxuto e funcional. E mais uma vez começamos escolhendo o Cubase para o serviço, e pelo que estou vendo, vamos usar novamente o Pro Tools como software para gravação e edição. Essa escolha está sendo mais por causa da edição, como foi em 2017. O Pro Tools tem uns detalhes na edição que facilitam as coisas nesse trabalho, onde temos muitas nomenclaturas para "imprimir" nos arquivos de áudio. Exemplo: Faixa 01 do CD 89. CD000089_001 (Áudio Bruto em WAV). CD000089_001 N (Áudio Normalizado em WAV). CD000089_001 MP3 (Áudio Normalizado em MP3). CD000089_001 CLIP (Áudio Normalizado e editado para 30s em MP3). Ou seja... Cada faixa digitalizada, gera quatros arquivos de áudio.
O arquivo bruto em WAV (44.1/16bit), do jeito que foi digitalizado, um arquivo WAV normalizado (volume), outro normalizado em MP3 e mais um arquivo de 30 segundos também em MP3. Quando aparece discos duplos, triplos, ou alguma coleção com um número grande de discos, acrescentamos os caracteres v001, v002, v003 etc, antes do número do track, para identificar o disco, ficando assim: CD000089_v001_001 (Faixa 1 do disco 1 do CD 89). Mais uma vez, vou ficar responsável por essas edições e nomeações das milhares de faixas. Fora minha estação de edição, ainda teremos uma estação para digitalizar os CDs, outra para digitalizar os vinis, e outra para digitalizar as fitas cassetes e rolo. Todas as mídias são higienizadas (limpadas) antes da digitalização. Inclusive os CDs. A digitalização dos CDs vai ser via digital, ou seja, o computador vai ler as faixas digitalmente usando um software específico para isso. Não vamos colocar o CD para tocar num "player", entrar com o sinal numa placa de áudio e gravar no Pro Tools. Logicamente, não podemos fazer isso com os vinis e fitas cassetes, onde vamos digitalizar via interface de áudio, tocando faixa por faixa em tempo real. O horário para os funcionários da FUNDAJ está reduzido por causa da pandemia, mas acredito que vamos fazer o mesmo horário usado no trabalho anterior. De 8 às 12, pausa pro almoço no restaurante em frente ao prédio, e voltamos para fazer o trabalho de 13 às 17h. Oito horas diárias de segunda à sexta, provavelmente durante um ano! Um casamento?
Acho bem parecido com um relacionamento. Tem as partes boas, e as ruins. No começo tudo é maravilhoso, lindo, escutar músicas, editar áudios, trabalhar com áudio... Depois vai dando uma cansada pra acordar cedo... (Odeio acordar cedo!) Tem uma crise forte ao acordar cedo, principalmente depois de uma festa de aniversário! Dá uma melhorada... Vamos nos acostumando com o dia-a-dia... Afinal estou trabalhando com o que gosto, com áudio. Depois pensamos: De onde vem tanto áudio? Não acaba mais não, é? A repetição deixa o trabalho um pouco mais cansativo. É muito tempo fazendo a mesma coisa todo dia! Mas... Mais cansativo estava ficar em casa sem perspectivas de trabalhos (shows ou eventos). Pelos meus cálculos, acredito numa melhorada na minha área só no segundo semestre. Torcer ainda pra ver se vamos ter o São João. Só o tempo dirá. Hoje é quarta-feira, já começamos o trabalho de digitalização, começando pelos CDs. Estou ainda pegando o ritmo... E já notei que minha vista já não está igual à 2017. Logicamente, piorou!
Na maior parte do dia, ficamos praticamente sozinhos no quinto andar do prédio. Na sala por enquanto, só eu editando, Neto digitalizando os CDs, e Gera Vieira, um dos sócios do estúdio, organizando o restante das coisas, em contato constante com o outro sócio Carlinhos Borges, que está no estúdio fazendo a retaguarda. Logicamente que vamos ter mais gente trabalhando lá, para digitalizar as fitas e vinis, como também para digitar as informações numa planilha do material digitalizado. Ainda não sei se vai dar para todos ficarem na mesma sala, por causa das normas de segurança durante a pandemia. Essa semana está servindo mais para organizar as coisas e as funções de cada um. E o pontapé inicial já foi dado na segunda! É muito bom trabalhar com o que gostamos. Principalmente para quem praticamente não pode trabalhar desde março de 2020. Fiquei muito feliz em saber que em uma das reuniões do estúdio com a FUNDAJ, perguntaram se eu estaria novamente na equipe do Onomatopeia para esse novo trabalho. Parece que meu relacionamento que começou em 2017 com a FUNDAJ deu certo, né? E esse novo contato nunca veio em tão boa hora! Né?
Minha estação de edição.
Resisti ao máximo não repetir o subtítulo no final do texto, mas a bola quicou na pequena área no final da prorrogação, e eu chutei pro gol! Um abraço a todos.
Olá pessoal. Depois de levar um "corretivo" da produtora executiva desse Projeto e do outro componente da equipe, responsável pela tradução dos textos para o inglês e divulgação nas redes sociais, vou tentar seguir o cronograma, publicando apenas um texto por semana... (risos) Como falei no primeiro texto do Projeto, fiz pouquíssimos trabalhos em 2020. Depois do carnaval, os eventos pararam por causa da pandemia. Se vocês pesquisarem no Arquivo do Blog, nos textos que escrevi em 2020, vão notar que de março em diante, só tem assuntos falando sobre a falta dos trabalhos, pandemia, adaptações durante a pandemia, etc... Não fiz quase mais nada depois de fevereiro. Um desses poucos trabalhos, eu fiz no final do ano, no dia 17 de dezembro. O Natal Para Sempre.
House Mix do Teatro do Parque (Recife - PE).
Já opero o som desse espetáculo faz um bom tempo. Acho que cinco ou seis anos... Só não trabalhei na primeira edição, mas em todas as outras eu estava presente, como operador de áudio mixando o som, mas fazendo também a função de sonoplasta, onde disparo os efeitos e as trilhas durante as ações dos atores. O espetáculo sempre aconteceu em parques aqui de Recife. As primeiras edições foram no Parque Santana, no bairro de Casa Forte, e a última edição foi no Parque da Macaxeira, na zona norte da cidade, e que deve ser o local para futuras edições também. Já teve ano que foram cinco dias de apresentações, e na última edição foram apenas dois dias. Acredito que esses dois dias em 2019 foi o maior público do espetáculo desde sua criação. Tinha muita gente. Devo ter falado aqui no Blog sobre isso, é só procurar nos arquivos. Logicamente que nesse ano de 2020 não deu para fazer nesse formato, por causa da pandemia. Ainda pensaram em fazer com separação do público, usando grades para demarcar os locais, mas acabaram decidindo fazer uma gravação num teatro sem público, para depois veicular o vídeo num canal de TV, que nesse caso foi a TV Jornal (SBT), e também no YouTube. E assim foi feito. O local escolhido foi o famoso Teatro do Parque, que fica no centro da cidade, e que foi reinaugurado recentemente depois de anos fechado para reforma. Seria apenas um dia para a gravação. Fui lá no teatro dias antes para uma visita técnica com Roberto Riegert, iluminador do espetáculo. Eu já sabia qual era o equipamento do teatro, e fui só acertar alguns detalhes com os técnicos de lá. Equipamento todo novinho, uma mesa TF5 da Yamaha, e um PA (LCR) da JBL modelo VRX 932LAP com o sub VRX 918S. Esse foi meu segundo contato com a TF5, e foi quem originou o assunto do texto anterior, sobre a dúvida de poder ou não salvar a cena na mesa. Mas... Voltando para o assunto dessa postagem... Eu já estava decidido que não usaria o sistema de som (PA) do teatro, pois não teríamos público, e era uma gravação para a TV. E quanto menos vazamento de som, melhor. Usaria as duas caixinhas da Yamaha do teatro, disponíveis na house mix. Teve um dia para o ensaio geral, mas esse dia não deu para nada, pois tínhamos horário à cumprir do teatro, problema que nunca tivemos nos espetáculos abertos nos parques. Abaixo, um vídeo com um trecho do ensaio geral.
Passei todos os microfones dos atores, sem usar o PA, usando como referência os monitores da Yamaha, modelo HS5. Ficou muito legal o resultado, e sabia que seria muito bom para a gravação. Sabia também que os atores iriam estranhar não ouvir nada das vozes no sistema de som, mas expliquei que era a melhor opção numa gravação para TV. Mas só deu para passar as vozes rapidamente, sem passar a peça toda. O combinado era passar a peça completa nesse dia, mas por causa do horário, isso não foi possível. Já não tinha gostado muito dessa surpresa, mas teve outra. Já no final do nosso horário, a produtora do espetáculo me perguntou porque não ouviu no som do teatro as vozes dos atores quando eles estavam passando o som, e eu respondi tranquilamente que usei as caixinhas que estavam na mesa de som, e que logicamente eu não usaria o som do teatro, pois seria uma gravação para TV, sem público, como tinham me avisado. Quando ela me respondeu: --- Não Titio... Vamos ter público sim, pequeno mas vai ter. Vixe... (Pensei) Lá se foi meu mini soundcheck para o espaço! Aqui foi a primeira coisa que eu achava que não iria usar, mas usei. Ainda deu tempo de ligar o som do PA do teatro e dar uma "alinhada", ouvindo minhas músicas de referência. Mais nada. Ficou tudo para o outro dia. Só que o outro dia, era o dia da gravação!!!!!!!!!!!!!!!!!! Será que vai dar tempo? Duvido. (Pensei) Eu ainda tinha uma pequena esperança de passar a peça toda antes da gravação, mas essa esperança sumiu em poucos segundos no outro dia. Só deu tempo de passar novamente os microfones dos atores, na posição que iriam ficar, com eles usando as roupas e adereços dos personagens que iriam interpretar. (Ainda pensei em tentar colocar os microfones DPA, que ficam fixos ao lado da boca, presos por fitas adesivas, que resolveria meu problema dos "pufs" causados pelo ar que sai da boca e nariz dos atores/atrizes, e que por não sair do lugar, mantém o som da voz uniforme do começo ao final da peça, mas como vi que o orçamento foi bastante reduzido, nem falei nada sobre esse assunto. Vou tentar colocar agora em 2021. O combinado é que teríamos algumas paradas na gravação, por causa das cenas onde seriam usadas técnicas de rapel, porque alguns personagens entram no palco de cima para baixo, simulando um voo, usando cordas. No teatro isso foi mais complicado do que no palco armado ao ar livre. Fora essas paradas por causa do rapel, ainda aconteceram algumas outras paradas, mas por problemas técnicos. Achei até pouco, principalmente por não termos feito o ensaio geral completo no dia anterior. Teve um ator que errou o texto, eu esqueci de abrir um canal para uma fala, uma parte da roupa da personagem principal abriu (rasgou) no meio da cena... Para uma peça, em que a última apresentação foi um ano antes, acho que ficamos no lucro!!! Fiquei impressionado com a segurança dos atores com relação ao texto. E uma chamada pelo rádio comunicador, me fez errar. Enquanto eu ouvia a informação de que não poderíamos ficar parando muito por causa do horário do teatro, passei da hora de abrir o canal da voz de um personagem. Meu outro erro foi não ter parado o efeito anterior de uma cena, que era uma trilha que fica por baixo de um diálogo, e quando levantei o fader para o próximo efeito, notei que a trilha anterior ainda estava tocando. Foi tudo muito rápido, pois baixei rapidamente o fader por causa do susto, e disparei o outro efeito, mas o som da trilha saiu no som do espetáculo, indevidamente. Como o som dos efeitos e trilhas vão para o palco, o envio desses sons para lá está em "pós fader". Se eu baixar ou aumentar os faders dos dois canais das trilhas/efeitos no som do PA, acontece a mesma coisa nos monitores colocados no palco. Com relação a gravação do áudio geral do espetáculo, mandei o sinal do meu L/R para a TV e para meu gravador Tascam DR-40. Não estava nos meus planos gravar os canais separados para uma futura mixagem em casa. Primeiro, porque eu já estava usando meu laptop para os efeitos e trilhas. Precisaria de um outro laptop. Segundo, porque eu sabia que não tinha verba para contratar alguém para fazer esse serviço, trazendo outro laptop. E terceiro, porque achava que a TV não iria esperar por essa nova mixagem dos canais separados, que eu teria que fazer posteriormente em casa. Mesmo assim eu consegui gravar os áudios separados, com a ajuda do técnico de som do Teatro do Parque, que é meu amigo. Ele levou o laptop dele (MAC) e gravamos os canais separados, usando o Pro Tools, sem problemas. Fiz um teste no primeiro dia com meu laptop (PC), e não consegui fazer a conexão USB. Descobri dias depois que eu achava que tinha o "driver" para a comunicação USB do meu laptop com a TF5, mas estava enganado. Agora eu tenho, pois baixei no site da Yamaha o driver correto para essa conexão. Essa é uma grande desvantagem do PC em relação ao MAC. Em muitos casos, o PC precisa desses drivers para se comunicar com outros dispositivos. No MAC, foi só plugar o cabo USB, que o Pro Tools reconheceu a TF5. Gravei os canais separados no Pro Tools apenas como segurança, achando que não iria usá-los. Mas quando fui ouvir esses áudios no meu Cubase, vi que o resultado de uma nova mixagem, limpando os canais, ficaria muito melhor do que o áudio que a TV gravou, mesmo eu ainda não ouvindo essa gravação, que eu tinha uma igual no meu Tascam.
Em casa, no Cubase 7, ouvindo a gravação dos canais separados.
Eu poderia melhorar também o áudio que eu gravei pra mim (L/R), que eu sabia que ficaria melhor do que o que estava com a TV, mas nada se comparava ao resultado que poderia ficar com essa nova mixagem com os áudios separados. Enquanto estava limpando esses canais separados em casa, e já fazendo uma mixagem rápida, entrei em contato com a diretora que estava responsável pela montagem e finalização do programa para a TV, e falei sobre o assunto.
Editando (limpando) os canais no Cubase 7.
Eles já estavam começando a editar, falando que não teriam muito tempo para aguardar, e eu falei que mandaria de todo jeito uma nova mixagem para eles "olharem", e falei que eu acreditava que iriam achar melhor. Apressei o passo para finalizar a primeira parte do áudio no meu Cubase, e sem ouvir o resultado, fiz o "Mixdown" da mixagem, transformando tudo num áudio estéreo, e enviei para a TV. No Pro Tools, esse processo de transformar a mixagem num único áudio estéreo (ou mono) é chamado de "Bounced". Cada software tem seu termo próprio. Pois bem... Não demorou muito tempo para a diretora entrar em contato, me avisando que realmente o áudio que eu finalizei em casa estava muito melhor do que o que eles tinham gravado, e que já estavam editando a primeira parte em cima desse novo áudio que eu enviei. Massa! Tinha certeza que tudo ficaria melhor. Ou quase tudo, como pude ver mais adiante. Foi aqui que comprovei pela segunda vez que o que eu achava que não iria usar, foi exatamente o que usei! Avisei que eu teria que ouvir todo o áudio para conferir se não tinha falhas (erros) na mixagem, e ela me perguntou se eu poderia enviar a segunda parte na segunda-feira. Esse contato foi na sexta-feira. Falei que não teria problema, pois faria tudo no fim de semana, e já no domingo à noite eu enviaria a segunda parte. Tudo ok. Foi aí que eu vi que nem tudo ficou melhor. Conferindo o áudio da primeira parte, escutando do começo ao final, achei que as trilhas e os efeitos ficaram baixos em relação às vozes. Ainda tentei argumentar com a diretora um novo envio com esses ajustes, mas não tive sucesso, pois eles já tinham editado a primeira parte, e se eu enviasse um novo áudio, eles teriam que encontrar novamente os mesmos pedaços que usaram na edição do vídeo, o que levaria tempo, e eles não tinham mais esse tempo. Resultado... Segui a mesma linha de volumes das trilhas e efeitos na mixagem da segunda parte, para não ficar diferente da primeira parte. E realmente, quando vi o espetáculo na TV pude comprovar que as trilhas e efeitos ficaram bem abaixo do que eram pra ficar. Paciência... Não tinha mais o que fazer. A compensação veio nas vozes! Nenhuma palavra se perdeu durante toda a peça. Tudo bem nítido. Com certeza, essa clareza nas vozes não deveria estar nas outras gravações. E para ser sincero, nem ouvi as outras gravações!!!!!!!! Ahh... Uma curiosidade nessa nova mixagem que fiz em casa. Como eu iria fazer o fade out nas trilhas e efeitos em casa, ficando igual ao que eu fiz no dia ao vivo? Pois tinha a imagem que seguia o som. Como saber o que teria que apagar nos canais de voz? Bem... Para limpar os canais das vozes, foi fácil. Fui seguindo o roteiro e vendo onde deveria ou não ter voz. Onde não tinha fala, eu apagava tudo. Mas sempre ouvindo, para ver se não falaram nada fora do texto que fazia parte da cena. Fiquei com receio de apagar um improviso. Só lembrando que eu não tinha um vídeo de referência. No caso das trilhas, tive que ouvir os microfones dos atores captando o som dessas trilhas e efeitos que vinham dos monitores do palco, para fazer o mesmo fade out no software. Quando eu fecho os canais no som do espetáculo ao vivo, ou subo o som de uma trilha, ou baixo essa trilha totalmente, essas mudanças não vão para a gravação. O software fica gravando tudo que está ligado na mesa. Cru. Direto, sem interrupções. Do jeito que entra na mesa, vai para o gravador. Podemos até mudar essas configurações, mas normalmente gravamos assim. Foi assim, com essa facilidade de acesso individual dos canais, que corrigi o meu erro quando levantei o fader para disparar um efeito e apareceu a trilha que eu esqueci de parar antes. Lembram? Ouvi tudo isso pelo vazamento nos microfones, e cortei essa parte que a trilha entrou por engano, deixando só a entrada do efeito. Ahhh... Outra curiosidade... Me diverti muito enquanto limpava os canais das vozes, ouvindo as falas dos atores que estavam fora de cena. Uma verdadeira "zona"! No bom sentindo. Todos se divertindo, e brincando entre si nos bastidores, enquanto aguardavam o retorno ao palco. E foi por isso que a coisa funcionou. Mesmo na correria e na pressão, todos estavam se divertindo! Inclusive eu. Um abraço a todos.
PS: Vou ouvir nesse fim de semana a gravação do L/R ao vivo que está ainda no meu Tascam, só pra "ver" a diferença.
Olá pessoal. Como eu já imaginava, não vou conseguir seguir as normas de publicar um texto por semana para o Projeto Aldir Blanc. Os assuntos vão aparecendo, e eu vou postando. Se passar de 12 textos em três meses, tudo bem, fica de bônus. Não vou segurar textos para seguir o cronograma certinho, de um texto por semana. No caso de hoje, vou disponibilizar um manual em Português da Série TF da Yamaha.
Tive dois contatos com essa mesa, e nas duas vezes o técnico do evento falou que não dava para salvar a cena na mesa. Fiquei intrigado na primeira vez, mas nem fui atrás para conferir isso, pois era muito difícil eu pegar essa mesa nos meus trabalhos. Nesse segundo contato, depois de anos, ao ouvir o mesmo comentário, achei muito estranho isso não ser possível, e fui atrás conferir. E nessa busca, acabei achando o manual em Português da TF, o qual estou informando aqui. Quem quiser, solicita nos comentários, informando o email para onde eu devo enviar o documento. Também não inventei esse quadro "Manuais ou apostilhas em Português" para esse Projeto Aldir Blanc. Criei esse tipo de postagem faz um bom tempo, viu? Entrei em contato com Lazzaro da Yamaha, para conferir que eu estava certo, e depois dele me confirmar que (logicamente) podíamos salvar a cena dentro da mesa, resolvi fazer essa postagem aqui. Pedi para Bruno Lins, técnico de áudio do Teatro do Parque, fazer um vídeo curto mostrando o caminho para salvar a cena na mesa. Como vocês vão poder notar, é bem simples. Basta clicar na janela SCENE no alto à esquerda, que aparece o local onde você salva, edita ou chama uma cena diretamente da memória interna da mesa.
Caso não consiga ver o vídeo aqui no Blog, é só clicar nesse LINK, que você vai ser direcionado para ver no meu canal no YouTube. Fica aqui a dica, e querendo o manual da TF é só me solicitar. Um abraço a todos.