domingo, 19 de maio de 2024

Dica dos Amigos 027 - SoundWire (Cabo USB para XLR Estéreo).

 
Olá pessoal.
Acabei de colocar essa dica do Daniel Costa no meu Instagram.
A princípio eu só iria colocar lá, mas mudei de ideia e vou colocar aqui também.
Não me recordo de já ter visto esse cabo antes, e essa foi uma das razões para eu mudar de ideia e colocar esse vídeo aqui na sessão Dica dos Amigos.
Tenho certeza que vai ajudar muita gente.
Segue o vídeo.

Conversando com meu amigo Júnior Evangelista, ele até falou que iria comprar esse SoundWire, e que seria muito legal se fizessem um ao contrário!
XLR Fêmea para USB, onde seria possível gravar no laptop pelo USB sem a necessidade da placa de áudio.
Fica aqui a sugestão de Júnior.
E obrigado ao Daniel por mais uma dica legal.
Para quem quiser seguir Daniel Costa no Instagram... @costadaniel
E para quem quiser ver o site da Sonnect Audio, fabricante desse cabo, clique AQUI.
Um abraço a todos.

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Dica dos Amigos 026 - Usando o Multi-Select da Venue no monitor.

 
Olá pessoal.
Estava hoje passeando no Instagram, postando alguns vídeos dos trabalhos que fiz depois do show de Carol Levy em Recife, quando apareceu essa dica do meu colega de profissão chamado Camelo.
Aproveitei e comecei a seguir a página dele no Instagram (@audioonstage), onde ele faz parceria com um outro técnico chamado Guile.
Não é comum eu pegar uma Venue no monitor.
Principalmente porque não faço tantos shows assim, e porque realmente não é uma mesa muito usada para o monitor, e sim para o PA.
Mas a dica é boa.
Uso muito o Multi-Select da Venue para fazer os mesmos ajustes iniciais em vários canais ao mesmo tempo.
Por exemplo: Seleciono todos canais da mesa, e ligo a EQ e o HPF (High Pass Filter), coloco todas as vias em PRE ou POS fader... Qualquer ajuste que eu fizer em uma canal, esses ajustes vai para todos os canais selecionados.
Mas nunca usei o Multi-Select para isso que o colega Camelo fala no vídeo.
Já passei até por situações onde o músico pediu coisa parecida, e eu baixei "no olho" mesmo.
Usei a proporção visual!!! (Risos)
Segue abaixo o vídeo com a dica do Camelo, que eu já coloquei no meu canal do YouTube, porque já teve caso de eu colocar um vídeo que estava em outro local, e o danado sumiu!!!!
Agora deixo tudo também guardado no meu canal lá no YouTube. Mais seguro.
Valeu Camelo pela dica.
E até uma nova dica pescada na internet, ou enviada pelos amigos.
Um abraço a todos.

PS: Depois do ótimo trabalho no show de Carol Levy no Marco Zero, fiz vários outros ótimos trabalhos depois. Já estou com preguiça para escrever, de tanto texto que vem na cabeça...

sábado, 4 de maio de 2024

Carol Levy no Marco Zero - Chegando daquele jeito, fica muito mais fácil.

 
Olá pessoal.
Eita, que estou bem atrasado nos textos mais uma vez!
Pra variar, né?
Feriado... Eu aqui pensando em comer umas agulhas (brancas) fritas num barzinho perto de casa, que dá pra ir andando...
Estou ainda procurando parceria para ir ao bar enquanto escrevo esse texto.
Fui olhar aqui onde parei nas minhas postagens, e foi no show da Academia da Berlinda em João Pessoa no dia 13/03.
Só fiz esse show em março. :(
Mas depois fiz seis trabalhos que apareceram para o final do mês de abril!
Só tinha dois shows marcados para abril, onde um foi cancelado.
Já estava um pouco desanimado, imaginando que abril poderia ser igual ao mês anterior...
Quando os outros convites apareceram.
E um desses convites foi para operar o som do PA de Carol Levy, num show que aconteceria no dia 21 de abril, no Marco Zero em Recife.
O show fazia parte da programação de um evento chamado Semana do Bebê.
Para quem não conhece, Carol Levy faz (muito bem feito) um trabalho para o público infantil, onde existem vários formatos de shows.
O show desse dia seria o "Cantabicho", onde ela é acompanhada por uma banda formada por bateria, baixo, sax/flauta e teclados.
Eu já conhecia esse show, pois operei o som dele uns anos atrás, num shopping...
Acho que em Caruaru.
Faz tempo, mas eu lembrava que era bem legal.
E é mesmo!
A estrutura montada no Marco Zero para o evento era muito boa.
Palco espaçoso, sistema de som de primeira da empresa Luminário, onde era uma Venue Mix Rack no PA e uma M7CL no monitor.
Nesse show, todos os músicos usam fones, porque tem bases programadas em várias músicas, e eles precisam ouvir também o metrônomo para não saírem do tempo.
Não podem improvisar, tem que seguir a fórmula da música onde tem programações correndo por fora.
Todas essas bases programadas, metrônomo, pianos, e as vozes dos personagens que aparecem durante o show vem dos teclados de Carlinhos Borges, que além de diretor técnico/musical dos shows de Carol, também é casado com ela!
Ahhh! Ele também toca "escaleta" durante o show!
para quem não sabe o que é uma escaleta, segue a foto abaixo.
Foto by Blog Teclacenter.
Pois bem...
Fui cedo passar o som e já achei bem legal o que vi.
Como falei, a estrutura montada era muito legal.
Merecia mais que apenas um dia de apresentações!
Só o line array estava numa altura aquém da recomendada, e a última caixa do arranjo ficou mais próxima do chão do  que deveria, mas não tinha como resolver isso.
E para os técnicos que acham que não devem levar a fita crepe para o serviço quando a mesa é digital e tem display para os canais, fica aqui a dica: Levem assim mesmo!
Nesse meu caso, o display dos canais da mesa estava com problema, e não dava para enxergar a maioria das informações.
Quem me salvou foi a fita crepe!!!!
Como podem ver na foto abaixo.
Clique na imagem para ampliar.
Lembrei do meu ex-sogro que falava que meu chuveiro de piscina num dos banheiros do meu apartamento era "deselegante".
Depois que ele tomou um banho no meu banheiro, mudou de opinião e instalou um igual na casa dele!
Lembrei de Juzenildo quando resolvi colocar a fita crepe na mesa de som.
Ficou deselegante, mas resolveu absurdamente bem o meu problema!!!!
Canais devidamente nomeados à caneta na fita crepe, fui ouvir o PA.
Quase não mexi na equalização insertada na saída LR da mesa.
Ia até inaugurar meu microfone SM58 da Shure para dar um "alô" no PA, e ajustar meus efeitos, mas Raimundo (Mumu), técnico da Luminário, já tinha colocado um microfone novinho pra mim.
Ficou para outro dia a inauguração do meu microfone.
Ajustei o que eu achava que era para ajustar, e aguardei a banda se arrumar no palco, ligando todos os instrumentos.
A primeira coisa que perguntei para Carlinhos, bem antes de ir para o Marco Zero, foi: --- Vai usar o microfone CROWN na voz dela, né?
A resposta foi SIM.
Ótimo! Já é "meio caminho andado" para um resultado muito bom no quesito VOZ.
Enquanto meu amigo Albérico foi passando os monitores no palco, eu fui levantando os canais na frente.
Como eu já esperava, foi tudo tranquilo no soundcheck, e deu tempo até da banda ensaiar algumas músicas no palco, porque estávamos com folga no nosso tempo de passada de som.
Foi tão calmo, que até filmei.
Soundcheck.

Mais uma vez me surpreendi com o som do Crown, onde não é preciso fazer esforço para soar muito bem no PA.
Colocou o filtro nos graves (HPF), é só levantar o fader que já vai soar bem legal.
Logicamente uso também um compressor nessa voz, mas a ajuda que o microfone dá, é absurda.
Acho que em todas as postagens referentes à Carol Levy, eu falei desse microfone, como mostra a foto abaixo, feita em agosto de 2018.

Clique na imagem para ampliar.

Quem quiser ler essa postagem, só clicar AQUI.
Quando fui procurar pelas postagens, notei que escrevi o nome errado do microfone, colocando CROW, mas o correto é CROWN.
Ajustei o erro em todas as postagens.
Pois bem...

Soundcheck encerrado, só aguardar pela hora do show.
Resolvi não voltar para casa, e fiquei passeando pelo Recife Antigo.
E o show foi o reflexo do soundcheck, onde não tive grandes atropelos.
Na realidade, só tive um, e foi na primeira música.
O metrônomo estava chegando no canal errado.
E eu avisei antes de começar o show, quando estava checando os canais.
Mesmo assim, na primeira música ele veio no canal errado, e tive que cortar esse canal do PA.
No vídeo abaixo, que é exatamente o começo do show, vocês vão notar o metrônomo quando a banda toda começa a tocar (1min24s) e logo depois ele some, quando tomo o susto e fecho o canal.


Avisei Albérico pelo intercomunicador que o erro ainda persistia, e consertaram as ligações no palco.
O show seguiu como deveria.
Ou seja... Muito bom!
Durante o show recebi a visita do meu colega Eduardo, técnico que operou o som do PA do show do Mundo Bita, qua aconteceu antes de Carol Levy, e ele me fez algumas perguntas, onde mostrei que nem gate no bumbo eu tinha ajustado.
Estava ligado, mas com o threshold completamente zerado, sem atuar.
Ou seja... Totalmente aberto o canal o tempo todo.
Isso já é um vício que eu trouxe dos trabalhos no monitor de Alceu Valença, onde dificilmente usamos o gate no bumbo.
Falei para Eduardo que quando eu acho que está soando bem, não invento de acrescentar mais nada.
Se soa bem sem gate, pra que fechar a porta?
As fotos abaixo ilustram o que eu quero dizer.
Fiz isso em vários canais, como as bases, onde só liguei o filtro de graves.
Clique na imagem para ampliar.
Nas vozes gravadas dos personagens a mesma coisa. Filtro nos graves e tirei uma besteirinha das altas. E só!
Clique na imagem para ampliar.
Vejam abaixo que quase não mexi no equalizador da voz de Carol Levy...

Clique na imagem para ampliar.
As bases já vem com um volume (e equalização!) estável entre elas.
Isso acontece também com as vozes gravadas dos personagens...
Não preciso ficar ajustando constantemente os volumes e equalizações das bases e das vozes gravadas durante todo o show!
Um subidinha aqui ou ali... Mas nada de mudanças drásticas, que já encontrei em vários trabalhos, onde até o ganho do canal eu tinha que baixar ou aumentar, pois o fader não resolvia.
Ou mudar completamente uma equalização de uma base para outra, onde numa tinha graves excessivos e na outra faltava muito da frequência.
Já peguei vários trabalhos com esse problema.
Mas nesses shows de Carol Levy é quase um "mamão com açúcar"...
Um doce de trabalho.
Com o som das coisas chegando daquele jeito para mim, ficou tudo muito mais fácil!
Espero que ninguém da produção de Carol leia isso...
Vai que o pessoal ache que deve baixar o cachê, né?
Melhor deixar eles em dúvida sobre a qualidade do áudio que sai do palco... Né?
Um abraço a todos.

PS: Num próximo trabalho, não vou deixar Carlinhos usar o microfone de vocal dele também para a escaleta.

terça-feira, 2 de abril de 2024

Monitor da Academia da Berlinda em João Pessoa - Usando o GANHO para mixar?

 
Olá pessoal.
No dia 16 desse mês, fui fazer o monitor da banda Academia da Berlinda, lá em João Pessoa.
O show aconteceu num espaço bem legal chamado Boteco Lunar.
Quando recebi o convite de Adriano Duprat, diretor técnico da banda, e que também iria fazer o som do PA do show, ele já me adiantou que o palco era pequeno, e que os equipamentos eram de médio porte.
Uma LS9 da Yamaha no monitor (outra no PA), 4 caixas amplificadas da Yamaha (modelos DXR e DBR 12), 2 caixas amplificadas da Behringer  e uma caixa torre (3 vias) da Oneal para a bateria.
Não teríamos caixa de subgrave para a bateria e nem as caixas para o side.
Fiz uma conta rápida e vi que iria faltar monitor para a banda.
Clique na imagem para ampliar.

O normal num show da Academia são 9 monitores mais o sub da bateria, como mostra a foto acima.
E eu já falei com Adriano para colocar no rider técnico mais um monitor para a percussão, porque fiquei no limite em alguns shows que participei.
Dependendo da qualidade dessa caixa de monitor, ela não aguenta os "pedidos" do músico.
Sou de um tempo onde as caixas Oneal eram bem ruins.
Pois bem...
Como falei seria uma caixa Oneal para a bateria (tipo torre), como essa da foto abaixo.


Ainda conversando com Adriano com relação aos monitores, ele me informou que na percussão iria ter também uma caixa torre da Oneal.
Boa notícia. Já está melhorando...
Melhor que apenas uma caixa simples para fazer o serviço.
Nas minhas contas, eu iria usar as 4 caixas da Yamaha na frente para fazer quatro vias, e iria usar uma das caixas da Behringer para o tecladista.
Mas quando cheguei no palco, vi que tinha mais uma caixa da Yamaha para o tecladista.
Ótimo.
Mesmo se eu quisesse usar as caixas da Behringer no palco, não iria poder, porque foram usadas por Adriano para um "front fill" que não estava nos planos.
Traduzindo front fill para nosso idioma, vamos ter como resposta "preenchimento frontal".
Tradução perfeita, porque usamos o front fill exatamente para preencher sonoramente a parte frontal mais próxima ao palco, onde o som do line array das laterais não consegue chegar.
Na foto abaixo de um gráfico que eu achei na página do meu colega Douglas Barba no YouTube, eu acrescentei as informações em vermelho e verde para ilustrar o que falei sobre o front fill.
Quem quiser ver a explicação detalhada do Douglas no YouTube, clique AQUI.
Clique na imagem para ampliar.
Mas a notícia não tão boa que recebi antes de seguir para João Pessoa foi que a banda não iria passar o som.
Como todos já sabem aqui, eu sou fã de soundcheck.
Mas nesse show eu não iria fazer.
Mas a gente poderia checar tudo antes do show, que seria o primeiro da noite.
Sabendo disso, fui atrás de uma cena de algum show anterior da banda que eu fiz usando mesas da Yamaha.
Sempre acho que começar com uma cena onde já está tudo equalizado, com gate e compressor onde era pra ter, e os sinais sendo enviados para os monitores dos músicos, vai ajudar nessa situação de não ter soundcheck.
Dando uma olhada no meu pendrive, vi que tinha uma cena de um show anterior, e ainda era de uma LS9!
Nem seria necessário converter.
Puxei essa cena para o editor offline da Yamaha, para dar uma olhada.
Está cada dia mais difícil ver os noticiários na TV, independente do horário!
Até pela manhã, precisa ter fôlego para aguentar tanta notícia ruim!
Difícil...
Mas não foi difícil ajustar a cena para o que eu queria.
Notei que todos os canais e vias estavam no modo PÓS-FADER.
Lembrei que testei esse método nesse show da Academia que aconteceu no dia 11 de junho de 2022!
Fui conferir o input para ver se tinha muitas mudanças.
Mesmo sendo uma cena de um show bem antigo, só tinha uma pequena mudança no input e era fácil de resolver.
Ahhh! Fiz esse novo show usando os auxiliares em pós-fader.
Deixei como estava na cena do show anterior.
Quis testar de novo esse método, porque normalmente uso o pré-fader.
Tenho um medo absurdo de usar em pós, porque já peguei muitas mesas de som com faders com defeitos, onde sobem e descem aleatoriamente.
E acontecendo isso num monitor em pós-fader, pode causar um dano absurdo na mix.
Mas resolvi testar novamente.
Com umas mudanças.
Já comecei soundcheck usando cenas de shows anteriores, onde essas cenas vinham com os ganhos do show anterior.
Eu não mexia nisso.
Mas achei que estava complicando mais do que ajudando.
Eram outros monitores, com outros amplificadores, com outros microfones...
E por causa disso, muita coisa chegava muito alto nos monitores.
Resolvi então zerar todos os ganhos nessa cena que levei para o novo show da Academia.
Ahh, também afrouxei os compressores e gates dos canais.
Não desliguei, só relaxei o "threshold", que é o comando onde indicamos quando o processador vai começar a atuar.
Fora isso, baixei na mesma proporção o nível do envio dos canais para todas as vias.
Acho que baixei 2dB em todos os envios, pra não correr risco de chegar muito alto esses sinais nos monitores.
Feito esses ajustes em casa, salvei a cena com outro nome e coloquei no meu pendrive.
Na foto abaixo, a seta preta mostra o arquivo da cena antiga (AB_RABOK), e a seta vermelha mostra o arquivo da nova cena com os novos ajustes (AB_JP).

Clique na imagem para ampliar.
O palco era bem pequeno mesmo.
E a mesa de monitor ficou embaixo, fora do palco, porque não tinha lugar pra ela ficar em cima!
Não dava pra ver direito os músicos lá de baixo, e alguns não dava pra ver de jeito nenhum!
Torci para não ter problemas na conexão wireless da mesa com o iPad.
Foi a primeira coisa que eu fiz, antes mesmo de passar a cena para a mesa de som.
Tudo certo!!! Conexão funcionando perfeitamente.
Mais uma vez fui salvo pelo iPad!
Antes de passar minha cena, sempre salvo a mesa no modo ALL, onde todos os parâmetros e cenas que estão na mesa vão para meu pendrive.
Caso eu faça alguma besteira, posso voltar com todas as configurações e cenas que estavam na mesa antes do meu trabalho.
Mas nada deu errado nesse início, como é o normal.
Passei minha cena tranquilamente sem mexer nas cenas que já estavam lá dentro, e comecei meus ajustes nos monitores.
Todos os equalizadores gráficos das vias estavam zerados.
Chequei todos os monitores, como o ganho de entrada e parâmetros de equalização, que existem em monitores amplificados, deixando todos com os mesmos ajustes.
Na foto abaixo da traseira da caixa DXR12, eu indico o botão de ganho de entrada, e os dois ajustes de equalização.
Clique na imagem para ampliar.
Nos canais de instrumento, não mexi na equalização que usei no outro show, mas nos canais de voz, só deixei ativado o HPF (filtro de grave), zerando o resto da equalização anterior.
E foi pelos canais de voz que comecei meus ajustes no palco.
Lembrando que todos os canais já estavam endereçados para as vias, de acordo com o show anterior.
Fui falando no microfone enquanto ajustava o ganho, e quando chegou num nível legal no monitor, parei de subir com o ganho.
Se o músico pedisse para aumentar qualquer canal, eu tinha bastante sobra na mandada.
Quase não mexi na equalização dos auxiliares (vias), onde basicamente só usei o equalizador paramétrico, sem tocar no EQ gráfico.
Depois de ajustar as vozes na frente, fui para a bateria e usei o mesmo método.
Ia subindo o ganho do canal até o som chegar bem no monitor da bateria, e depois ajustava a equalização do canal (quando necessária).
Só depois disso ajustava o threshold do compressor e gate, caso estivessem ligados, ou se eu achasse que era necessário.
Com a percussão foi do mesmo jeito.
E até me surpreendi com a qualidade da caixa da Oneal.
Fez muito bem o trabalho na bateria e percussão.
No teclado é que foi moleza mesmo.
Nem perigo de microfonia eu corria risco.
Só ajustei o ganho dos dois teclados e corri pro abraço.
Como nos outros canais, o som chegava bem em todos os monitores depois dos ajustes nos ganhos.
Pessoal...
Posso até falar que isso deu certo porque em todos os meus trabalhos no monitor, uso bem o ganho dos canais.
Quando o som chegava bem no monitor, eu olhava para o nível do sinal no iPad, e ele estava como geralmente uso. 
Nem muito alto, com sobra ainda para não clipar, mas muito longe do mínimo.
Depois da posição do microfone, dos ajustes no DI (Direct Box) e depois de conferir se não tem ruído no sinal, o ganho é sempre a prioridade!
Depois vem a mixagem!
Agora minha opinião sobre usar o ganho para mixar.
Eu não uso o ganho para mixar o som do PA de um show.
Nunca!
Sempre ajusto o ganho antes, para depois levantar o fader do canal.
Sempre!
Principalmente em mesas digitais! Mas sempre fiz isso nas analógicas também!
E quando é só uma mesa para fazer PA e monitor, o risco de um grande problema aumenta absurdamente quando o técnico usa o ganho para mixar!!!
Como nesse caso do FITO que relato abaixo, onde a única mesa de som ficava ao lado do palco.
Vi um técnico de uma banda instrumental no FITO ficar desesperado com os pedidos dos músicos no palco, porque ele ajustou primeiro a mixagem do PA usando o ganho e depois foi ajustar a monitoração dos músicos.
Dançou!
Dançou feio!
Muitos canais com o ganho bem abaixo do que deveria ser, e por mais que ele enviasse esses sinais para os monitores, o som não chegava, porque quase não tinha sinal do instrumento no canal.
Aí ele teve que aumentar o ganho de vários canais, e logicamente a mixagem que ele fez para o PA foi literalmente "para o espaço"!
Quando ele subia o ganho para ter um sinal bom (quente) que pudesse enviar para monitores, esse canal ficava muito alto na frente.
O soundcheck foi pura aflição.
Até para mim, que não estava participando.
A mesa era uma Venue, e naquela época não tinha um aplicativo para controlar remotamente essa mesa, o que poderia facilitar a vida do técnico, ou pelo menos diminuiria a aflição.
Nesse dia, ele tentava ajustar os monitores dos músicos ao lado do palco e corria pra frente pra ouvir o som do PA...
Não me recordo direito se ele estava usando os auxiliares em pós-fader, o que seria ainda mais complicado para fazer os ajustes de PA e monitor.
Usando em pós, se ele baixasse o fader para ajustar o som na frente porque teve que aumentar o ganho do canal, esse sinal diminuía nos monitores.
Caos total.
E pela correria que foi, acho que ele estava usando pós-fader mesmo!
Ele colocou todos os faders no ZERO e foi ajustando o ganho para mixar o PA.
Foi bronca.
Voltando ao meu caso aqui do monitor, estou quase convencido que vou continuar usando os auxiliares em pré-fader.
Mesmo que o resultado desse trabalho em João Pessoa tenha sido muito bom. 
Mas... Nesse show, já tinha fader um pouco louco na mesa, que seria um problema caso eu não estivesse com o iPad!
Deixei tudo paradinho na mesa, sem mudar de página de fader, e fiz tudo pelo iPad.
Os pontos positivos do pós-fader num mixagem de monitor, é que o técnico pode baixar ou aumentar um canal rapidamente em todas as vias ao mesmo tempo, ou aumentar o som de um solo de guitarra em um determinado momento para todos os músicos também ao mesmo tempo, usando o fader do canal para isso.
Mas...
Quase certeza que vou continuar com o pré-fader nos próximos trabalhos, mesmo usando esse método do ganho que fiz no show da Academia da Berlinda no Boteco Lunar em João Pessoa.
E sobre o show?
Foi massa!!!

Fiquei todo o tempo em cima do palco, sentado num caixote vazio, que estava ao lado da percussão.
Nesse local eu via todos os músicos, e fiz alguns ajustes leves durante o show.
Para não dizer que não fiz um ajuste mais "pesado", tive que subir bastante o nível geral do monitor do guitarrista Gabriel, e com essa subida, ele pediu para diminuir bastante as vozes de Tiné e Urêa.
O resto foram ajustes pontuais normais de um show, onde Irandê, Tom e Yuri fizeram poucos pedidos.
E nem lembro de Gila me pedir algo nos teclados...
Depois do show fui comemorar no camarim, mas como só tinha cerveja, só consegui beber uma latinha, me esforçando muito!!!!
Resumindo...
Eu não uso o ganho para mixar!!!
Mas... Posso dizer que dependendo do caso, dá pra usar sim!
Um abraço a todos.

terça-feira, 19 de março de 2024

Carnaval 2024 - Consegui me safar do corre-corre. (Será?)

 
Mombojó na Praça do Carmo - Olinda - PE.
Olá pessoal.
Depois da agonia da correria do carnaval do ano passado, eu estava decidido a não passar novamente pelo que aconteceu em 2023.
Só não sabia se eu iria conseguir fazer isso, ou como eu iria fazer isso.
Mas tinha ideia do fator que mais influenciou na correria do ano passado, que foram as duas viagens que eu fiz para fora de Pernambuco.
Eu iria tentar fechar shows somente em Recife e Olinda.
Até para ir fazer shows no interior de Pernambuco complicaria muito na logística, pois além dos horários dos shows, tem os horários das passadas de som.
Notei nesse ano que muitos artistas e/ou bandas não estavam querendo passar o som.
(Eu adoro fazer soundcheck! Viu?)
Isso facilita para os profissionais que são freelancer, onde podem fechar mais de um trabalho por dia, como é meu caso.
Mesmo assim, eu não arrisco em fechar trabalhos em palcos diferentes, mesmo sabendo dos horários antecipadamente.
Por que?
Por que esses horários podem mudar em cima da hora, ou muitas vezes existem atrasos na programação.
Fora isso, ainda tem o grande problema do deslocamento entre os palcos, mesmo se o profissional tem carro.
Tudo é muito complicado nesse deslocamento, como engarrafamentos gigantes, não tem onde estacionar esse carro, ou não pode nem chegar perto do palco com esse carro, como é o caso em Olinda, onde só os táxis podem chegar perto, pois tem um bloqueio a quilômetros de distância do palco principal.
Nem Uber/99 passa!!!
Usar moto? Jamais!!!!!!!
Sei que muitos colegas e amigos da profissão fazem isso, mas eu não tenho mais coragem para tal aventura, e nem acho que vale o risco!
Tenho certeza absoluta que não vou ficar rico por causa de 2 shows, e nem mais pobre porque deixei de fazer 2 trabalhos.
Passo o trabalho para outro, tranquilamente.
Eu até faço mais de um show no dia, mas... Esses shows tem que ser no mesmo palco!
E seria essa a linha de pensamento para fechar meus trabalhos nesse carnaval de 2024.
Eu até usei essa linha de pensamento em 2023, mas acabei fechando shows onde teria que viajar para fora de Pernambuco.
Aí complica duas vezes. Complica a logística do outro dia, e nesses shows fora, normalmente só consigo fazer um show por dia!
Agora em 2024, bem antes das datas do carnaval, fechei antecipadamente quatro shows com a Fina Produção, que responde pelos shows de Siba e Mestre Ambrósio.
Eu só não não sabia dos locais dos shows ainda, e poderia novamente acontecer de ter shows fora.
Só me restava torcer para que todos os shows fossem em Recife e Olinda.
Por isso não aceitei outros convites para trabalhos no carnaval, tive que aguardar pelos locais dos shows de Siba e Mestre Ambrósio.
Show de Siba no Pátio de São Pedro. Recife - PE.

Quando eu fiquei sabendo dos palcos onde eles iriam se apresentar, divulguei para outras produtoras, para algumas bandas e técnicos em que palco eu iria estar nos dias de carnaval.
Todos iriam acontecer em Recife e Olinda!!! (Uh uhhhhhh)
E à partir disso, fechei os outros trabalhos, sempre nos mesmos palcos.
Comecei meus shows do carnaval no dia 4 de fevereiro com a banda Mombojó na Praça do Arsenal.

Show de Mombojó na Praça do Arsenal - Recife - PE.

Mesmo com o soundcheck sendo um pouco corrido, tudo transcorreu bem nesse dia.
Por mim, quero sempre passar o som antes.
Falei um pouco desse show aqui em postagem anterior.
Não vou entrar nos detalhes de cada show, pois minha intenção maior nessa postagem é falar mais da logística, que me ajudou a passar mais suavemente pelo carnaval.
Olhando aqui na agenda dos trabalhos que fiz em fevereiro, vi que acabei nem falando do trabalho no Porto Musical!!!!
Até comentei numa postagem anterior que eu não sabia se iria falar sobre esse trabalho...
Tinha até umas coisinhas para falar desses dois dias de Porto, operando o monitor do evento.
Nenhum artista levou técnico de monitor, como já esperávamos.
Posso comentar que foi muito bom voltar a fazer o evento, onde participei da primeira edição há muitos anos, e de muitas outras que vieram depois, quando era a PA Áudio a empresa responsável pelo sistema de som e luz.
Passei depois um bom tempo sem fazer, e acabei recebendo o convite para fazer o desse ano.
Jemba Groove no Porto Musical - Praça do Arsenal - Recife - PE.

Tenho o maior carinho pelo Porto Musical.
Mesmo com cinco artistas por dia, não tivemos agonia nos dois dias de shows.
A equipe montada por Adriano Duprat era bem "afiada", e tudo transcorreu muito bem.
Recebemos vários elogios dos artistas e bandas que passaram pelo palco.
Muito bom!
Acabei até usando o "Plano X" para a monitoração com inears, coisa que há muito tempo ouvia falar, vários amigos me falaram pra usar, mas eu nunca tinha usado.
Adriano com poucas palavras me convenceu a usar, numa explicação breve antes do soundcheck onde todos da banda iriam usar inears.
(O certo é In-ear, com hífen, mas por preguiça, resolvi juntar tudo. Como faço também com Soundcheck. O correto é escrever Sound Check. Economizo também em Show Time, onde só coloco Showtime.)
Durante o evento, falei para Adriano que nunca mais deixaria de usar o Plano X!!!
Se eu tivesse feito como sempre faço, ainda estaria lá no Arsenal ajustando o som dos inears dos músicos!
Em postagens futuras falo mais detalhadamente sobre esse método, e de como ele facilita o trabalho do técnico de monitor.
Facilitou e muito o meu!!!
Voltando ao carnaval...
Onde parei mesmo?
Deixa eu ver...
Dia 04/02 fiz Mombojó, um dia depois do Porto Musical, e depois fiz Martins no dia 09/02, e nesse mesmo dia fui operar o monitor de Mestre Ambrósio no palco da Praça do Arsenal.
Show de Martins na festa Segura o Briefing - Recife - PE.

Oxe. E eu não falei lá em cima que só fecharia shows no mesmo palco?
Só aceitei fazer esses dois trabalhos no dia 9 de fevereiro porque o show de Martins era bem cedo (17h), e o show de Mestre Ambrósio (MA) estava marcado para começar à meia-noite, a banda não iria passar o som, e o palco era bem próximo do local do show de Martins.
Precisando, eu poderia ir andando até a Praça do arsenal, onde aconteceria o show de MA.
Aí aceitei os dois trabalhos sem medo de acontecer algum problema de logística.
E deu tudo certo mesmo.
Passei um bom tempo ainda aguardando pela hora do show de MA no Arsenal.
Como decidi há muito tempo não trabalhar no Galo da Madrugada, fiquei em casa no dia 10/02 bebendo meu vinho, e vendo toda a agonia pela TV, conversando pelo WhatsApp com os técnicos que estavam trabalhando e passando pelos famosos e já conhecidos "perrengues" no famoso evento com trio elétrico!
Até hoje, nunca me arrependi dessa minha decisão.
Vou parar um pouco aqui, pra ver um jogo da Champions League.
Mais tarde eu volto.
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Vixe!
Hoje já é segunda-feira! (Já estou na terça)
Fiz até um trabalho com a Academia da Berlinda no sábado que passou, operando o monitor do show em João Pessoa.
Devo falar desse trabalho.
Deixa eu ler o texto todo, pra ver o que falei e onde parei...
Ok... Depois de passar o sábado de carnaval vendo a confusão do Galo da Madrugada na TV, me organizei para os shows do outro dia, que seriam no palco do Pátio de São Pedro em Recife.
Eu iria operar o monitor de Alessandra Leão e Otto, e também iria operar o PA do show de Siba.
Só Otto iria passar o som.
Mas depois da apresentação dele no Galo, resolveram que não iriam passar o som no Pátio de São Pedro.
Todo mundo estava completamente esgotado por causa do evento.
Eu já esperava por essa decisão!!!
Nem me assustei.
Show de Alessandra Leão no Pátio de São Pedro - Recife - PE.

Falei então com o produtor de Otto para manter o horário marcado, para eu ir lá passar as coisas no palco, mesmo sem a banda.
Ele adorou a ideia.
Como não tinha um técnico responsável exclusivamente pela plugação dos canais das bandas, que chamamos de "patchman", o diretor de palco me falou que seria um input para todas as bandas.
Mas já no sábado, ele me informou que eu iria ligar o input de Otto, e todas as outras bandas iriam seguir esse input.
Ok. Falei então pra ele que eu iria fazer a cena de Otto em casa no editor offline da mesa de som.
Passei essa cena para a mesa no outro dia, e fui checar todos os monitores e canais que iríamos utilizar no show.
Na hora do show, eu iria fazer os ajustes com a banda tocando.
Marquei todos os monitores, e salvei na biblioteca da mesa de som (PM5D da Yamaha) todas as equalizações de cada monitor (vias) e do side.
Não fiz cenas para os shows de Siba e Alessandra, porque a plugação dos canais iria seguir a plugação dos canais de Otto.
Como eu iria fazer o monitor de duas bandas, consegui convencer a produção de Siba para eu ficar também no monitor, pois já estaria sabendo como tudo estava funcionando.
E assim foi.
Operei também o monitor do show de Siba, que estava programado para eu operar o som do PA.
Com essa cena de Otto feita, fiquei esperando pela hora dos shows.
Não voltei para casa.
Teve até um probleminha no dia, pois um técnico de uma banda não seguiu o que foi acordado, e ligou as coisas no palco de acordo com a cena dele.
Mas nem vou entrar nos detalhes dessa pequena confusão.
Eu só iria começar quando tudo chegasse onde foi combinado.
Nem esquentei muito a cabeça.
E foi assim que eu fiz.
Vou tentar explicar como fiz os três shows.
Lembrando que nenhum dos três teve soundcheck.
Só ajustei os monitores e side ao meu gosto, com o input de Otto, e em cima disso eu iria fazer os ajustes finais com todos os artistas na hora do show!
Todos os monitores estavam marcados, e eles poderiam ir para qualquer lugar do palco, mas sempre com os mesmos cabos que vinham da mesa.
Era só me avisar quem iria usar o monitor.
Não poderia mudar a ligação dos monitores.
Como assim?
Imaginem o monitor 4 recebendo o sinal do cabo da via 6...
O monitor 4 iria receber a equalização que eu fiz para o monitor 6, porque eu salvo a equalização das vias na biblioteca da mesa de som. Já complicava tudo!!! Equalização (EQ) errada no monitor.
O cabo que entra no monitor tem que ser o mesmo da via que vem da mesa.
Monitor 4 recebe o cabo da via 4, e assim por diante.
Nesse caso do monitor 4 com o cabo 6, além da EQ errada, se alguém me pedisse pra aumentar alguma coisa na via 4, que era o número que ele estava vendo no monitor, essa mudança de volume iria para outro monitor, pois esse 4 estava recebendo o sinal da via 6!!!
Rolo grande!!!!
Com ele ligado corretamente, com o cabo com a mesma numeração, que foi o que eu fiz nos ajustes para o show de Otto, era só me falar o número do monitor, que eu anotava qual músico estaria usando aquela via nos outros dois shows.
E foi assim que eu fiz todos os três shows nesse dia no Pátio de São Pedro.
Se não me falha a memória, comecei com Alessandra Leão, depois foi Siba, e no final foi o show de Otto.
Onde era o baixo de Otto, seria o baixo para os outros dois shows, onde era guitarra de Otto, seria a guitarra dos outros, e assim a gente foi montando as cenas dos três shows da noite.
Na hora, checávamos todos os canais e vias, e eu distribuía tudo para os músicos.
Funcionou.
Meu receio é que os artistas decidam não passar mais o som de jeito nenhum no carnaval!
O que eu não acho legal, como já falei várias vezes.
Mas...
Eu até entendo a razão deles. Só não concordo.
No outro dia, seriam três shows no palco da Praça do Carmo em Olinda.
E eu usei o mesmo método do Pátio de São Pedro.
Ou quase o mesmo...
Show da Mombojó na Praça do Carmo - Olinda - PE.

No palco em Olinda teria um "patchman" para fazer as ligações de todas as bandas.
Como tinha patchman no Porto Musical e no Palco do Arsenal no carnaval.
Sandro Delay era o responsável por essas ligações no palco da Praça do Carmo em Olinda.
Ou seja... Eu poderia montar as cenas dos três shows que eu iria fazer, usando o input certinho de cada artista.
Sandro Delay no patch.
Shows de Siba, Mombojó e Otto.
Otto e Siba não iriam passar o som.
Mas tinha hora agendada de soundcheck para Otto e Mombojó.
Fiz a mesma coisa do dia anterior com Otto nesse show dele em Olinda.
Mas...
Usei a cena do show anterior, onde já estava com os envios dos sinais dos instrumentos e vozes para as vias dos músicos!
Era também uma PM5D da Yamaha no monitor do palco na Praça do Carmo.
No horário do soundcheck de Otto, fiz o mesmo procedimento com os monitores e side sem a banda, salvando as equalizações na biblioteca da mesa, e marquei todos os monitores.
Igualzinho como fiz no outro palco do dia anterior.
Mas chequei também vários sinais de vozes e instrumentos nas vias dos músicos, aproveitando que a cena já tinha esses envios de sinais.
Mesmo sem a banda participar do soundcheck, pude adiantar bastante coisas no palco.
(Espero que eles não leiam esse meu texto...)
Quando passei a cena de Otto logo que cheguei no palco, passei também a cena de Siba e de Mombojó.
A cena de Siba era a mesma do show no Pátio de São Pedro?
Não.
Porque lá não foi respeitado o input list do artista.
Os canais foram ligados fora da ordem.
Mas aproveitei a cena de Mombojó do show na Praça do Arsenal, porque o input seria igual nos dois shows.
Como Mombojó foi passar o som, tudo ficou bem mais fácil.
Input list é a relação dos canais da banda (instrumentos e vozes) que devem ser ligados nos seus respectivo lugares.
Siba - Input List.

Essa relação está dentro do Rider Técnico do artista, que contém muito mais detalhes, e que é enviado com antecedência para a produção do evento.
Por causa disso não usei a cena de Siba do dia anterior, mas poderia ter usado, se eu resolvesse mudar a ligação dos canais digitalmente na mesa se som.
A equipe do palco seguiria o input list de Siba, e eu mudaria digitalmente essas entradas dos canais da cena do dia anterior, porque não iriam bater com a relação dos canais que a produção de Olinda recebeu.
EX: A voz de Siba no input list dele é no canal 16, mas no show anterior essa voz foi ligada no canal 31.
Caso eu usasse a cena do show de Siba do dia anterior, eu poderia ir no canal 31 dessa cena do Pátio, e indicaria digitalmente para ele receber o sinal da entrada 16, que era onde o pessoal do palco iria ligar o microfone da voz dele, seguindo o input list normal do show.
Poderia fazer isso em todos os canais, mas...
Funcionaria numa emergência, mas o risco de dar confusão é absurdamente alto!
Por isso resolvi usar uma cena nova, seguindo o input list original de Siba.
Fiz essa mudança digital nas vias dos monitores, mas nos canais achei que iria complicar mais do que ajudar.
Do mesmo jeito que existe o Input List, tem também o Output List, onde indicamos as saídas da mesa com suas respectivas vias de monitor para os músicos.
Abaixo mostro o Output List de Otto e Siba.



Vão notar que é completamente diferente, pois cada um foi feito por um técnico, que não foi eu.
(Depois vi que o Rider de Otto foi eu que montei)
Quando sou eu que faço o Rider Técnico para um show que eu vou operar o som, já coloco as vias do jeito que eu sempre usei, desde quando fazia o monitor da Banda Versão Brasileira, em meados dos anos 90.
Que é assim: 1- Centro (cantor) / 2- Baixo / 3- Guitarra / 4- Teclados / 5- Percussão / 6- Bateria / 7- Subgrave Bateria... Se tiver mais músicos, escolho o que vou colocar na via 8 em diante.
Mas uso esse output básico até hoje, pois não preciso olhar anotações nem pensar muito na hora do show, para saber qual o músico está usando a via 6. Vai ser sempre o baterista.
Como vocês notaram nas duas imagens acima, o output de Otto é totalmente diferente do de Siba.
Nenhuma via de um coincide com a via do outro, né?
Diferentemente do que fiz no Pátio, aqui eu tinha uma cena para cada show, seguindo à risca os Riders dos artistas., inclusive nas vias de monitores.
E não foi coincidência o output de Otto ser parecido com o que uso sempre, pois eu montei o Rider dele para o carnaval, conversando com o produtor para ver como seria esse show.
Show de Otto na Praça do Carmo - Olinda - PE.

Depois de receber os detalhes, aproveitei o mapa de palco e coloquei as outras informações.
E como eu fiz com as vias em cada show?
As vias ficaram na mesa exatamente como estavam nos riders das três bandas!
Eu só mudei digitalmente por onde cada via ira sair da mesa.
Seguindo o output de Otto, onde todos os monitores estavam marcados, fiz as mudanças digitalmente na mesa.
Qual era a via de monitor do baterista em Siba? Via 1 (Out 1).
Mas em Otto eu usava a via 6 (Out 6) com o monitor 6.
Então meu amigo Todo Duro, um dos responsáveis pelas ligações no palco, levou o mesmo monitor 6 para o baterista de Siba que estava saindo pelo out 6 da mesa pela via 6.
Então fui na via 1 da mesa na cena de Siba, que era a via do baterista, e coloquei o out 6 para essa via 1.
Não precisou desconectar/conectar cabo algum na mesa.
Fiz a mudança digitalmente.
Todo Duro poderia levar qualquer via com seu monitor para o baterista de Siba, que eu mudaria no patch digital da PM5D.
E mesmo sem ter a via de subgrave para a bateria no Rider de Siba, colocamos a mesma via 7 (Out 7) de Otto para o baterista de Siba também, usando a única caixa de subgraves disponibilizada para esse serviço.
Fiz essas mudanças digitais das vias em Siba e também na cena da banda Mombojó, que fez o soundcheck com banda completa antes do show.
Como eu salvei as equalizações dos monitores (vias) e side na biblioteca da mesa durante os ajustes para Otto, quando eu chamava a cena do outro artista, era a primeira coisa que eu fazia; colocava as equalizações nas vias e no side da nova cena.
Eu não ia checar novamente monitor por monitor. Eram os mesmos!
Espero que eu tenha conseguido explicar direito isso.
Quem é da área deve ter entendido perfeitamente.
Mas minha prioridade são os leigos. (Risos)
Pois foi isso...
Foi assim que eu fiz esses três shows no dia 12 de fevereiro em Olinda.
E no dia 13 eu usei o mesmo método nos meus três últimos shows do carnaval, sendo um com o Mestre Ambrósio, e dois com a Banda Eddie.
Os dois primeiros shows foram no mesmo palco em Olinda, com o Mestre Ambrósio e Banda Eddie.
Só que a Banda Eddie passou o som.
Mestre Ambrósio não.
Show de Mestre Ambrósio na Praça do Carmo - Olinda - PE.

Eu até já tinha passado a cena da Eddie para a mesa, mas recebi a notícia que me mandaram o rider errado, porque tinha um acréscimo de canais.
Mas deu para resolver rápido, coloquei esses canais depois do último.
Ajustei a cena no meu laptop, enquanto aguardava a nossa hora do soundcheck, e passei para a mesa via cabo USB quando chegou nossa vez de passar o som.
Não deixo de andar com o laptop nos meus trabalhos, mesmo sabendo que o risco é grande de perdê-lo num assalto.
Ele é uma ferramenta importante, que pode ser usado para transferir as cenas pra mesa, posso editar cenas no editor offline sem usar a mesa, como fiz com a Eddie, e também serve para converter cenas das mesas da Yamaha.
Sei que corro um risco, mas sempre levo-o comigo na mochila.
Ahhh! Usei a mesma cena do show de MA na Praça do Arsenal para iniciar esse show no palco de Olinda, que aconteceu antes do show da Banda Eddie.
Não preciso dizer que tanto no Arsenal, como em Olinda e no palco do Pátio de São Pedro, era uma PM5D da Yamaha no monitor, né?
Logo depois do show da Eddie, segui direto com a banda para o palco no Pátio de São Pedro onde ajustamos tudo na hora do show, sem passar o som.
Mas uma vez aceitei dois shows em palcos diferentes.
Nesse caso, eu iria sair com a van da Eddie de um palco para o outro, não tinha como deixar alguém na mão.
Chegando lá, na nossa hora, eu dei um LOAD na cena de Otto, que eu tinha deixado na mesa, e que estava por segurança ainda no meu cartão PCMCIA, mídia onde salvamos as cenas da PM5D.
Em cima dessa cena de Otto, ligamos os canais da Eddie, e distribuímos os monitores, que ainda estavam com as minhas marcações, pois avisei no meu primeiro dia que eu estive lá, que voltaria no último dia de carnaval.
O show começou meio agoniado, mas a gente foi ajustando as coisas no palco durante o show, e todos sobreviveram!!!
E foi no Pátio de São Pedro que fiz meu último trabalho nesse carnaval.
Até falei na longa introdução dessa postagem, lá em cima, que não iria entrar nos detalhes de cada show... Mas não tinha como deixar de falar como fiz esses trabalhos no carnaval.
Realmente não falei dos detalhes da cada show, mas mesmo assim ficou bem logo o texto.
Mas foram 14 trabalhos no mês de fevereiro... Então está até bom o "resumo longo"! (Risos)
Fazendo uma conta rápida, acho que o resultado foi bastante positivo.
Isso eu falo só dos shows no carnaval, viu? Vou deixar de fora o trabalho no Porto Musical.
(Que achei excelente, diga-se de passagem...)
Deu muito certo para quase todos os shows nesse período "de folia".
Uns acharam maravilhoso o resultado, e pelo que notei, dificilmente vão querer fazer soundcheck no próximo carnaval! (Infelizmente)
Soube que teve músico de banda que achou que deveria ter feito soundcheck antes... (Tem meu apoio)
Teve também artista agradecendo depois do show, mesmo sem passar o som, pois ele tinha se apresentado no mesmo palco no ano anterior, mas não levou técnico de som e foi um verdadeiro caos!
É muito bom ter o trabalho reconhecido.
Lógico que apareceram alguns "perrengues" técnicos, como via de multicabo com defeito, microfones "suspeitos"...
Na correria, melhor ligar MONO, porque é menos um cabo para dar problema... Coisas desse tipo.
Microfone headset que alugamos dando problema, mas foi no encaixe do plugue...
E teve meu erro absurdo no canal do bumbo no palco de Olinda!!!
Ainda bem que foi no soundcheck.
Essa eu tenho que falar também.
Perto do fim do soundcheck da banda Mombojó, o som do bumbo da bateria sumiu do palco!
Neno, diretor técnico do palco, olha pra mim e avisa que o bumbo sumiu!
Oxe. Olho para a mesa e tá lá o canal do bumbo modulando, mas realmente não tinha mais o som dele no palco e também no meu fone, quando eu dei o SOLO no canal.
Como pode?
Tá modulando na mesa mas não tem som?
Na agonia, fizemos coisas que nem deveríamos fazer, como trocar microfone, trocar cabos, trocar via de multicabo...
O canal estava modulando, então o som estava chegando na mesa.
Pode ser o DCA fechado. Não era, pois eu sabia que não estava usando canais no DCA.
O soundcheck já tinha terminado, mas a gente tinha que descobrir onde estava o problema (ou erro?).
Foi quando meu amigo Sandro Delay gritou: --- Olha o GATE!!!!!
Já fui para o gate quase com a certeza de que ele tinha acertado onde estava o erro.
Principalmente porque eu lembrei que estava mexendo nos compressores perto do momento em que o bumbo sumiu.
E o compressor fica ao lado do GATE.
Por um descuido, mexi no threshold do gate em vez do compressor, e acabei fechando completamente o gate (portão), impossibilitando a saída do som para qualquer lugar do palco, e para meu fone também, logicamente.
O som do microfone chegava no canal normalmente, mas eu estava processando esse sinal com o gate, equalizador, compressor, e esse sinal vai para todo canto processado, a não ser que você envie esse sinal por um caminho chamado DIRECT OUT, que vai do jeito que entrou na mesa, puro.
Se eu cortar todos os graves do canal no equalizador, todos vão ouvir o som sem os graves.
Se eu fechar completamente o gate, o som não vai sair.
E foi exatamente isso que aconteceu.
Já fui com a mão para o botão do threshold falando para todo mundo que a merda foi minha!
Erro resolvido!!!!
Foi um erro e não um problema.
Ainda bem que não foi durante o show!!!!
Eu já tinha me lascado uma vez operando o PA de Silvério Pessoa na Europa há muitos anos, por causa do VCA da mesa.
VCA mesmo! A mesa era analógica!!!!
DCA é em mesas digitais.
Não vi que o VCA estava desligado por causa do sol das 19h. (Escurece tarde mesmo)
Começou o show e cadê a trilha de abertura???
Mesma coisa. Canal modulando na mesa e nada de som.
Com o técnico gringo me ajudando, fazendo a sombra com as mãos em cima da mesa, foi que notamos que o VCA estava fechado!
Não dava pra ver a luz vermelha acesa (MUTE) com o sol batendo na mesa.
Sempre aprendendo.
Show de Mestre Ambrósio na Praça do Carmo - Olinda - PE.

Mesmo eu falando de muitas correrias aqui nesse texto, até uma que aconteceu quase duas décadas atrás, bem longe da minha casa, ainda achei que esse carnaval não foi tão corrido como o do ano passado!
Me safei. (Será?)
Podem acreditar!
Até vinho eu bebi no sábado de carnaval no sofá da minha casa, com queijinhos, azeitonas e salaminho...
Em pleno sábado de carnaval? E ainda porque eu escolhi não trabalhar no Galo, né?
Oxe. Foi relax demais!
Um abraço a todos.

PS: Mas a pergunta que não quer calar: Por que as empresas de som não colocam os equipamentos que estão no documento da licitação?

PS2: Que resumo longo da porra!!!! Foi mal. Me empolguei...

sexta-feira, 15 de março de 2024

Mudança de Palco 126 - O Castelo de Vidro.

Olá pessoal.
O que é isso?
Um espaço para shows?
Não.
É um filme!
Oxe! Um filme?
Eu sei... Eu sei... Que eu já disponibilizo uma lista sempre atualizada dos filmes que eu vi e achei legal, eu sei...
Esse filme, baseado em fatos da vida da escritora Jeannette Walls, está nessa minha lista faz um bom tempo, como podem ver na foto abaixo.

Clique na imagem para ampliar.
Nesse exato momento, essa lista está no número 0358.
Quem quiser ver ou baixar essa lista, clique AQUI.
Mas hoje eu estava dando uma passeada pela Netflix, tentando achar algo pra ver, quando vi o aviso que esse filme iria sair do catálogo.
Nem estava nos meus planos me estender hoje na noite, porque amanhã viajo para João Pessoa com a banda Academia da Berlinda.
Mas só vou me encontrar com van depois do meio-dia.
Ou seja... Deu tempo para um vinho hoje!
Fui dar uma olhada pra conferir se eu já tinha visto, pois o título não era estranho.
Minha memória está mais fraca do que o ataque dos times de futebol de Pernambuco!
Tanto já tinha visto, como minha avaliação para o filme estava como "Adorei".
Não lembrava de quase nada da história, e resolvi ver de novo!!!
Dando umas aceleradas nas imagens de vez em quando, logicamente.
O filme realmente mereceu a avaliação que eu deixei lá marcada.
Fui conferir aqui no Blog se eu já não tinha indicado esse filme numa postagem.
Nada!
Para mim, vendo novamente, continuo achando que é um grande filme, contando uma grande história.
Por causa disso, resolvi indicar ele numa postagem única, pois uma lista é simplesmente uma lista, e esse filme vai sair do catálogo da Netflix.
Acho um absurdo sair simplesmente do catálogo, mas...
Não vou entrar nessa discussão.
Junte a família, prepare a pipoca, e divirtam-se!
Mas não é comédia!
É uma história dura de uma família, que pode passar alguma mensagem para alguém.
Não tem que ser uma comédia para eu me divertir.
Diversão vai muito mais além do que risadas.
Uma braço a todos.